11 de março de 2026
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O presidente da China, Xi Jinping (Partido Comunista da China), delineou um plano econômico defensivo para 2026, centrado na autossuficiência tecnológica e no crescimento impulsionado internamente, ressaltando um recuo estratégico diante das barreiras comerciais globais arraigadas.

Em um artigo na Qiushi, principal revista teórica do Partido Comunista chinês, Xi detalhou as prioridades políticas inicialmente delineadas na Conferência Central de Trabalho Econômico, em dezembro de 2025. Ele caracterizou o ambiente econômico do ano como complexo e desafiador, instando as autoridades a fortalecerem as bases estruturais em vez de buscarem estímulos de curto prazo.

Embora as tarefas econômicas sejam numerosas, disse Xi, os formuladores de políticas devem “compreender as principais alavancas que movem todo o sistema”, sinalizando um foco nos motores essenciais em vez de soluções pontuais.

No cerne da estratégia está uma ênfase renovada no mercado interno. Xi defendeu a construção de uma marca “Compre na China” para reter o consumo que, de outra forma, poderia migrar para o exterior. Ele também pediu a remoção do que descreveu como restrições irracionais em setores como turismo e serviços de assistência a idosos.

A agenda política inclui o aumento das pensões básicas para residentes urbanos e rurais e a formulação de medidas para aumentar a renda familiar –um reconhecimento implícito de que a baixa confiança do consumidor continua a pesar sobre a recuperação.

Abordando as preocupações manifestadas por fabricantes e investidores estrangeiros, Xi criticou o fenômeno conhecido na China como “involução”, um termo usado para descrever a competição excessiva e de baixa qualidade, na qual as empresas praticam preços predatórios em mercados cada vez menores.

Ele orientou os órgãos reguladores a conter as guerras de preços destrutivas e acelerar a criação de um mercado nacional unificado, sugerindo que as autoridades poderiam estabelecer mecanismos regulatórios para evitar a competição que corrói as margens de lucro.

Enquanto os Estados Unidos e governos aliados apertam os controles de exportação de semicondutores avançados, Xi reiterou que a inovação tecnológica continua sendo o principal motor da modernização industrial.

O artigo defende o fomento do que Pequim chama de “novas forças produtivas de qualidade”, destacando setores de vanguarda como energia de próxima geração, inteligência artificial incorporada e a integração mais profunda da IA (inteligência artificial)  ​​na manufatura.

Essas prioridades estão alinhadas com o esforço mais amplo da China para fortalecer as cadeias de suprimentos contra as sanções ocidentais.

O setor imobiliário –outrora um dos principais motores do crescimento– continua sendo fundamental para os esforços de contenção de riscos. Xi Jinping apoiou a expansão das compras, por governos locais, de imóveis comerciais não vendidos para conversão em moradias populares, uma iniciativa de redução de estoques destinada a estabilizar a queda dos preços dos imóveis. Ele também enfatizou a importância da gestão da dívida pública local para evitar riscos financeiros sistêmicos.

Xi reafirmou que a China não recuará em sua abertura econômica. O artigo insta as autoridades a expandirem a cooperação com economias emergentes e aprimorarem os modelos de comércio eletrônico transfronteiriço, visto que Pequim busca diversificar os canais comerciais em meio ao acesso cada vez mais restrito aos mercados norte-americanos.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 17.fev.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



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Pequim concluiu na 3ª feira (30.dez) exercícios militares com foguetes e navios de guerra próximos à ilha

O presidente chinês Xi Jinping afirmou que “a tendência histórica em direção à reunificação nacional é irrefreável” e que “os compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan compartilham laços de sangue”. A declaração foi dada nesta 4ª feira (31.dez.2025) em seu discurso de ano novo.

A fala de Xi Jinping também ocorre 1 dia depois de a China concluir grandes exercícios militares chamados de “Missão Justiça 2025” ao redor de Taiwan, que incluíram lançamentos de foguetes e deslocamento de navios de guerra próximos à ilha.

Assista (34s):

Segundo o governo chinês, a operação foi uma demonstração de força contra os apoiadores da independência de Taiwan. Foi um recado em especial para os Estados Unidos, que nas últimas semanas aprovaram uma venda de US$ 11 bilhões em armas para Taiwan. Pequim considera estas ações americanas como interferência externa em seus assuntos.

Na 2ª feira (29.dez), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse que o grupo que lidera a ilha está se “apoiando nos EUA” para transformar Taiwan em um “barril de pólvora” e um “depósito de munições”.

Em conversa com jornalistas nesta 3ª feira (30.dez), Jian voltou a comentar sobre a operação. Declarou que o exercício militar foi uma “severa punição às tentativas das forças separatistas pró-independência de Taiwan de conquistar a independência pela força”.

Taiwan, por sua vez, está em estado de alerta. O Ministério da Defesa do país informou que, nas últimas 24 horas, 77 aviões militares chinesas e 25 embarcações da marinha e guarda costeira chinesas operaram ao redor da ilha. 35 das aerovanes militares cruzaram a linha mediana do Estreito de Taiwan, que separa os 2 territórios.



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Presidente chinês se reunirá por videoconferência com líderes dos 11 países do bloco em encontro coordenado pelo Brasil

O presidente chinês Xi Jinping (PCCH) confirmou que participará e discursará nesta 2ª feira (8.set.2025) na cúpula on-line dos líderes do Brics por videoconferência diretamente de Pequim. O encontro virtual, convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), começa às 9h no horário de Brasília e reunirá representantes dos 11 países que integram o bloco de nações emergentes do Sul Global.

O Brasil ocupa atualmente a presidência rotativa do grupo –que inclui China, Rússia, Índia, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e Arábia Saudita.

A reunião on-line se dá poucos dias depois de encontro diplomático entre autoridades brasileiras e chinesas. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, se encontrou com Celso Amorim, conselheiro especial de Lula, na 5ª feira (4.set).

O formato virtual permite que cada líder participe de seu país. Lula coordenará os trabalhos a partir do Brasil, enquanto Xi Jinping fará um pronunciamento durante a sessão.

Depois da cúpula on-line, os líderes devem continuar as discussões em futuros encontros do bloco, seguindo a agenda estabelecida durante a presidência brasileira do grupo.


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Cerimônia é em celebração aos 80 anos da vitória chinesa em guerra com o Japão, quando os 3 países eram aliados

O desfile militar chinês marcado para 3 de setembro deste ano pode reunir os líderes Donald Trump (EUA), Vladimir Putin (Rússia) e Xi Jinping (China) na capital chinesa. Segundo reportagem do jornal japonês Kyodo News, o governo chinês planeja convidar o norte-americano para a solenidade. O governo russo já confirmou que Putin estará na China na data do desfile.

A cerimônia anunciada pelo governo da China na semana passada é uma celebração aos 80 anos da vitória do país contra o Japão na 2ª Guerra Mundial, também chamada pelos chineses de Guerra Mundial Contra o Fascismo. A China, os EUA e a Rússia eram aliados nesse confronto.

O site japonês diz que integrantes do governo dos EUA estão desconfortáveis com a ideia de Trump ir para a China e que os norte-americanos propuseram outro encontro entre os líderes, também em setembro, mas dessa vez em Nova York para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Por outro lado, o governo chinês também não estaria disposto a que Xi Jinping se encontre com Trump nos EUA. A reportagem do jornal japonês diz que o primeiro-ministro da China, Li Qiang, é quem deve representar o país asiático em Nova York.

Na 2ª feira (30.jun.2025), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, foi perguntada por jornalistas se haverá representantes dos EUA na celebração de setembro. Ning disse que “ainda não tem informações sobre o assunto”.

Caso se concretize um dos encontros entre Trump e Xi, será a 1ª vez que os líderes se encontrarão desde o início da guerra tarifária entre os países em março deste ano. Os presidentes já conversaram por telefone sobre as negociações para suspender as barreiras comerciais no início do mês.



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