31 de janeiro de 2026
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Sob a presidência do deputado Amilton Filho (MDB), as comissões Mista e de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), do Parlamento estadual, se reuniram na tarde desta terça-feira, 28, na Sala das Comissões Júlio da Retífica. Garantia de recursos financeiros a órgãos do Poder Executivo, reestruturação de carreira pública e novas normas internas da Assembleia Legislativa terminaram com autorização dos colegiados.

O primeiro encontro contou com a aprovação de cinco proposituras, sendo três da Governadoria e duas assinadas por parlamentares. Já na segunda reunião, três projetos de resolução foram avalizados.

Comissão Mista

A Comissão Mista confirmou o parecer favorável da deputada Rosângela Rezende (Agir) ao projeto de lei 26836/25, oriundo do Poder Executivo, que altera a Lei n° 18.464, de 13 de maio de 2014, a qual dispõe sobre o Plano de Cargos e Remuneração do Quadro Transitório da Secretaria de Estado da Saúde. 

A matéria busca garantir a reestruturação do Quadro Transitório da pasta de Saúde, nos moldes do Projeto Repensar Carreiras, já aprovado anteriormente pelo Poder Legislativo e sancionado pelo Executivo em janeiro deste ano, com a elevação dos níveis e da amplitude da carreira e alteração das regras de evolução funcional.

O colegiado também acatou o parecer do deputado Coronel Adailton (Solidariedade) pela aprovação ao projeto nº 26834/25, também da Governadoria do Estado, que abre crédito especial à Polícia Civil, no valor de R$ 633.777,70, com o objetivo de viabilizar a construção da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), no município de São Luís de Montes Belos.

De acordo com o texto, a iniciativa visa a promover a implantação de uma infraestrutura mais moderna, adequada e funcional à unidade, o que, segundo a Governadoria, muito contribuirá ao fortalecimento da política pública de enfrentamento à violência contra a mulher no Estado de Goiás. 

Ainda do Poder Executivo estadual, o processo nº 26837/25 recebeu sinal verde dos deputados. A matéria, relatada favoravelmente por Adailton, busca autorização para adquirir, por meio de doação onerosa, um terreno situado no município de Hidrolândia para a construção do Posto Avançado do Corpo de Bombeiros Militar.

Por fim, a Comissão Mista avalizou duas proposituras parlamentares: nº 27168/25, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (UB), que denomina Rodovia Waldin Batista Das Graças o trecho da GO- 319, entre Aparecida de Goiânia e o Distrito de Nova Fátima, e Rodovia da Jabuticaba Antônio Batista da Silva o trecho compreendido entre o Distrito de Nova Fátima e o município de Aragoiânia; e nº 27171/25, assinada pelos deputados Coronel Adailton, Bruno Peixoto (UB), Gustavo Sebba (PSDB) e Luiz Sampaio (Solidariedade), que concede ao município de Três Ranchos o título de Capital da Pesca Esportiva em Goiás.

Selo de constitucionalidade

Realizada logo após o encontro da Comissão Mista, a reunião extraordinária da CCJ foi oportuna para validação de três projetos de resolução. Um deles é de autoria dos deputados Paulo Cezar Martins (PL) e Bruno Peixoto, está protocolado na Casa de Leis sob o nº 24612/25, e visa à instituição do Certificado Rosália Almeida Rocha para homenagear pastoras e líderes religiosas que se destacam pela dedicação à fé cristã, à família, ao serviço comunitário e ao amor ao próximo.

A honraria deverá ser entregue, anualmente, no mês de maio, em homenagem ao Mês das Mães, em sessão solene a ser realizada na sede da Assembleia Legislativa de Goiás. Na justificativa da matéria, relatada por Lincoln Tejota (UB), os parlamentares escrevem que, diante do legado de Rosália, nada mais justo do que perpetuar sua memória por meio da criação do certificado para homenagear mulheres que, assim como ela, unem a missão espiritual ao compromisso com a família e a sociedade.

Os outros dois processos são da Mesa Diretora para alteração da Resolução n° 1.073, de 10 de outubro de 2001, que dispõe sobre o Regulamento Administrativo da Casa.

Protocolada sob o nº 25437/25, a primeira matéria citada foi relatada por Virmondes Cruvinel e tem o objetivo de conceder às servidoras efetivas e comissionadas do Parlamento estadual, com filhos de até 12 meses de idade, o intervalo diário de uma hora para amamentação.

Já o segundo texto mencionado, protocolado sob o nº 26333/25 e relatado por Amauri Ribeiro (UB), institui o Programa Clube de Desconto do Servidor da Assembleia Legislativa, com a finalidade de cadastrar empresas e instituições de diversos segmentos para oferecer descontos na aquisição de produtos e serviços aos servidores efetivos, comissionados, gratificados, inativos e pensionistas do Poder Legislativo estadual.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Big tech realiza o WWDC nesta 2ª feira (9.jun) com problemas de desenvolvimento, grandes atrasos na IA da empresa e pressão tarifária dos EUA

A Apple apresenta nesta 2ª feira (9.jun.2025) novidades para os sistemas operacionais de seus principais aparelhos no WWDC (Worldwide Developers Conference). As atualizações incluem novo design no iOS –sistema dos iPhones– e mudanças nos iPads, Macs e outros produtos.

A big tech, no entanto, promove o evento em um momento frágil da companhia. Problemas com o governo dos Estados Unidos diminuíram a confiança na Apple, enquanto crises internas de desenvolvimento levaram a atrasos e propaganda falsa sobre a IA (inteligência artificial) da empresa.

“ALGO ESTÁ PODRE” NA APPLE

Na WWDC de 2024, a Apple focou o evento inteiro na apresentação do Apple Intelligence. À época, a empresa disse que as novidades de IA chegariam em outubro de 2024, quando os novos iPhones seriam lançados.

Entre as atualizações, uma das mais aguardadas foram as mudanças na Siri, assistente virtual dos dispositivos Apple. A nova versão não seria apenas um buscador instalado no aparelho e que responde a perguntas com informações da internet, mas um tipo de secretário pessoal –semelhante a IAs de filmes de ficção.

A ideia seria que a Siri, com permissão do usuário, analisaria e-mails, fotos, mensagens, contatos e se adaptaria ao contexto de cada dono do iPhone. A assistente também teria “consciência” do que se passa na tela e poderia atender a pedidos.

Caso alguém que estivesse em um aplicativo enviasse um endereço, por exemplo, o usuário poderia pedir à Siri que adicionasse tal informação no contato da determinada pessoa. A Apple chegou a produzir uma publicidade com a atriz Bella Ramsey –intérprete da personagem Ellie na série The Last of Us da Max– que mostrava o recurso na prática.

Segundo reportagens de jornais norte-americanos, no entanto, a Apple está com inúmeros problemas para produzir a nova Siri.

O jornalista John Gruber relatou em março que a Siri personalizada que a Apple exibiu “não foi uma demonstração. Foi um vídeo conceitual”. O texto afirma que a big tech, que em 2025 anunciou um atraso no recurso e removeu do Youtube a propaganda com a atriz, teve de recomeçar o desenvolvimento da Siri.

Uma reportagem do The Information, no entanto, vai além e diz que o recurso pode nunca ter existido. Na notícia exclusiva para assinantes, o portal afirma que, na época da criação do Apple Intelligence, foi montada uma equipe de IA liderada por John Giannandrea –ex-funcionário da Google e desenvolvedor experiente no setor.

Giannandrea começou a trabalhar em novidades da Siri, mas não comunicou tal fato para a própria equipe responsável pela assistente virtual. O time da Siri, liderado por Robby Walker, se concentrava só em “pequenas melhorias” no recurso ao invés de grandes mudanças.

Pela falta de comunicação entre os 2 times, até os funcionários que trabalhavam apenas na Siri teriam se “surpreendido” com o anúncio da assistente personalizada.

O The Information relata que os motivos que levaram a equipe de IA a apresentar a Siri personalizada, mesmo sem tê-la na prática, foram compensar o atraso da Apple no mercado de IA, além de confiarem que entregariam tal recurso a tempo.

Na WWDC de 2025, todos os jornalistas que cobrem a empresa não esperam nenhuma grande novidade no Apple Intelligence por causa de todos os problemas de desenvolvimento.

Os atrasos na IA levaram a Apple a ser processada nos EUA por propaganda enganosa, visto que parte do marketing do iPhone 16 estava na inteligência artificial que ainda não foi lançada.

“Se a verdade fosse que a Apple só tinha recursos prontos para serem lançados no próximo ano, e que eram apostas mínimas em comparação com o resto da indústria, essa era a história que eles precisavam contar”, disse John Gruber.

Além da IA, a dona do iPhone perdeu muita força no mercado com problemas de produção que envolvem o novo governo dos EUA.

TRUMP X APPLE

No seu 2º mandato na Casa Branca, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) aplicou uma série de tarifas a todos os parceiros dos EUA. O governo norte-americano deseja diminuir a dependência de outros países e reduzir o deficit em trocas comerciais.

Um dos principais objetivos do tarifaço, no entanto, é incentivar o crescimento da indústria interna em diferentes setores. O principal alvo do republicano é o setor de tecnologia. Trump deseja que empresas como Nvidia, Microsoft e Apple produzam todos os seus produtos nos EUA, de forma a obter independência produtiva e a geração de mais empregos.

As tarifas do governo Trump já afetariam a cadeia de produção da Apple caso se concentrasse só nos países, visto que a empresa produz a maior parte dos iPhones e de outros aparelhos na China, taxada em 30%.

Durante as idas e vindas do tarifaço, estimativas indicavam, por exemplo, que os tributos podiam elevar em US$ 500 o preço final do iPhone nos EUA. Como alternativa, a Apple mudou sua produção para a Índia, que teve só 10% de tarifas.

Trump, no entanto, disse que não queria que a big tech produzisse na Índia ou em outros países, mas sim nos EUA. O republicano ameaçou taxar todos os produtos da Apple em 25% caso a companhia não movesse a produção para o território norte-americano.

Por causa dos problemas com o governo, a Apple –US$ 3,05 trilhões– perdeu o posto de empresa mais valiosa do mundo para a Microsoft –US$ 3,50 trilhões– e a Nvidia –US$ 3,46 trilhões.

Produzir nos EUA é um problema mais complexo do que o Executivo espera. A razão pela escolha da Apple em produzir na China e Índia não se baseia só na mão de obra barata, mas na alta especialização das pessoas no setor tech.

Segundo dados do CSET (Centro de Segurança e Tecnologia Emergente), 41% de todas as pessoas graduadas na China estão na categoria Stem (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).Tais profissionais são os especialistas contratados para montar o iPhone com a junção das peças.

Os EUA possuem somente 20% dos graduados nesse setor. A baixa disponibilidade de profissionais não permitiria que a Apple produzisse tudo em território norte-americano nem se a empresa assim desejasse.

O governo Trump precisaria de reformas mais profundas para incentivar a especialização em tecnologia, bem como uma produção nacional mais ampla de componentes do iPhone, que ainda terão de ser importados mesmo com a produção nos EUA.

Todos esses fatores impedem a Apple de agir segundo o Executivo norte-americano, que deve aplicar tarifas à empresa, gerando um aumento considerável no preço final para o consumidor.



Autor Poder360 ·