23 de janeiro de 2026
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A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) realizou, na noite deste sábado (13/12), no Teatro Sesi, em Goiânia, a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial. O evento integrou a programação comemorativa pelos 75 anos da entidade e homenageou oito personalidades e instituições com atuação relevante no fortalecimento do setor produtivo goiano.

Ao abrir a solenidade, o presidente da Fieg, André Rocha, destacou o papel estratégico da indústria no desenvolvimento do Estado:

“A indústria cria oportunidades, gera empregos e transforma realidades”, afirmou. Segundo ele, a honraria vai além do reconhecimento individual:

Foto: Ascom/Fieg

“Celebrar o Mérito Industrial é valorizar trajetórias que ajudaram a construir Goiás, apostando na indústria como caminho para gerar renda, conhecimento e desenvolvimento para a sociedade”, acrescentou.

Criada em 1968, a Ordem do Mérito Industrial é a mais alta distinção concedida pela indústria goiana e reconhece pessoas e organizações cuja atuação deixa impacto duradouro na economia e na sociedade. A cerimônia reuniu lideranças empresariais, autoridades públicas e representantes de instituições parceiras, reforçando a integração entre indústria, poder público e sociedade civil.

Representando o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, presidente de honra e conselheiro emérito da Fieg, ressaltou o processo de fortalecimento institucional da federação ao longo dos anos:

Foto: Ascom/Fieg

“Cada presidente entrega mais do que recebeu, e isso faz a Fieg crescer junto com Goiás. Ver essa casa forte, dinâmica e cada vez mais preparada dá orgulho e renova a confiança no futuro da indústria”, declarou.

Falando em nome dos homenageados, a primeira-dama de Goiás e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, Gracinha Caiado, destacou a relevância do reconhecimento e a atuação conjunta entre setor produtivo e poder público:

Foto: Ascom/Fieg

“Receber esse reconhecimento da indústria goiana tem um valor imenso. O avanço que Goiás viveu nos últimos anos só foi possível porque o setor produtivo caminhou junto com o poder público, acreditando em um projeto de desenvolvimento que gera oportunidades reais para as pessoas”, afirmou.

Segundo ela, a indústria exerce papel decisivo na geração de emprego, renda e inclusão social, contribuindo para um crescimento mais equilibrado e sustentável no Estado.

Homenageados de 2025

A edição de 2025 da Ordem do Mérito Industrial contemplou trajetórias diversas, refletindo a pluralidade da indústria goiana e seu impacto em diferentes setores. Foram homenageados:

  • Gracinha Caiado, primeira-dama de Goiás e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, pela articulação de políticas públicas voltadas à inclusão, qualificação profissional e redução das desigualdades;
  • Evaristo Lira Baraúna, fundador do Grupo Cereal, com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio;
  • José Ribeiro de Mendonça, líder do Grupo Vale do Verdão, referência no setor sucroenergético;
  • Paulo Júnior, sócio do Grupo MPL & Paco Jeans, responsável pela consolidação de uma das maiores indústrias de confecção do País;
  • Paulo Vargas, diretor regional do Senai e superintendente do Sesi em Goiás, com 56 anos de atuação no Sistema Fieg;
  • Sílvio de Oliveira, presidente da BRG Geradores e do Grupo SDO Business, com atuação no setor energético e em soluções tecnológicas;
  • Tiago Ranieri, procurador do Trabalho, reconhecido pelo projeto Mais Um Sem Dor, desenvolvido em parceria com o Senai Goiás;
  • Embrapa Arroz e Feijão, instituição referência nacional em pesquisa e inovação, sediada em Santo Antônio de Goiás.

Ao final da cerimônia, André Rocha destacou que a trajetória da Fieg se confunde com o próprio processo de industrialização do Estado. “Ao celebrar 75 anos e reconhecer essas trajetórias, reafirmamos nosso compromisso com um Goiás que cresce a partir do trabalho, da inovação e da indústria”, concluiu.

A Ordem do Mérito Industrial reconhece personalidades e instituições que contribuem de forma relevante para o fortalecimento do setor produtivo. Em Goiás, a indústria responde por 22,1% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, emprega mais de 329 mil trabalhadores com carteira assinada e criou 12.797 novos postos formais em 2025. Em outubro, o setor registrou crescimento de 6,5% na produção industrial, o melhor desempenho mensal desde 2021.

Autor Rogério Luiz Abreu


Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento econômico do estado, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) apresentou o projeto de lei nº 16997/25, que propõe a criação do Programa Integra Goiás. A iniciativa visa a instituir o desenvolvimento de cadeias produtivas integradas no Estado de Goiás, estabelecendo instrumentos de fomento à integração vertical setorial.

O texto estipula que o Programa Integra Goiás é destinado ao desenvolvimento de cadeias produtivas integradas no território estadual, buscando promover o adensamento industrial, a inovação tecnológica e a geração de emprego e renda. Suas diretrizes incluem a promoção da competitividade sistêmica, o estímulo à cooperação empresarial e à formação de arranjos produtivos locais, o fortalecimento da capacidade de inovação e absorção tecnológica, além do desenvolvimento sustentável com responsabilidade socioambiental, a descentralização do crescimento econômico e a articulação entre políticas públicas setoriais.

Objetivos

Entre os objetivos específicos do programa, destacam-se a identificação e o desenvolvimento de elos ausentes ou deficientes nas cadeias produtivas prioritárias, o estímulo a investimentos em segmentos de maior valor agregado, a promoção da internacionalização de empresas goianas, o fomento à economia circular e a práticas de sustentabilidade. O programa também visa a desenvolver competências técnicas e gerenciais nos setores produtivos e fortalecer a infraestrutura logística e tecnológica de apoio à produção.

Para a aplicação da lei, o projeto define “cadeia produtiva integrada” como um conjunto articulado de atividades econômicas interdependentes, desde o fornecimento de insumos básicos até a comercialização de produtos finais. “Adensamento produtivo” é o processo de ampliação e sofisticação da estrutura produtiva local, e “arranjos produtivos locais” são aglomerações territoriais de agentes econômicos com foco em atividades específicas.

A coordenação executiva do programa ficará a cargo da secretaria de estado responsável pelo desenvolvimento econômico, em articulação com a Secretaria de Estado da Economia, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Agência de Fomento do Estado de Goiás (Goiás Fomento), entre outros órgãos.

Conselho

Para o caráter consultivo e de assessoramento, será instituído o Conselho Superior do Programa Integra Goiás. A composição incluirá cinco representantes do Poder Executivo estadual (um de cada secretaria mencionada), três de entidades empresariais, dois de instituições de ensino superior e pesquisa, um de entidades representativas dos trabalhadores e um representante dos municípios goianos. A presidência do conselho será exercida pelo titular da secretaria coordenadora do programa, e os membros terão mandato de dois anos, permitida uma recondução, sem remuneração.

O Conselho Superior terá como competências aprovar o plano estratégico do programa e suas revisões, definir critérios de priorização de setores e projetos, aprovar diretrizes para aplicação de recursos, avaliar os resultados alcançados e propor aperfeiçoamentos na política de desenvolvimento de cadeias produtivas. A definição de setores prioritários observará critérios como potencial de crescimento, efeito multiplicador, vantagens competitivas, deficiências estruturais, impacto socioambiental e potencial de inovação. A cada quatro anos, um estudo técnico detalhado será elaborado para identificar e hierarquizar esses setores.

O programa utilizará diversos instrumentos de fomento, como financiamentos com condições diferenciadas, subvenção econômica para P&D, incentivos fiscais, apoio técnico e consultoria, programas de capacitação, desenvolvimento de infraestrutura (parques industriais, incubadoras), articulação entre agentes e promoção comercial. As condições de acesso aos benefícios serão definidas em regulamento, com base nos princípios da transparência, impessoalidade e eficiência, e estarão condicionadas ao cumprimento de metas de investimento em P&D, geração de empregos, capacitação, práticas sustentáveis e outros indicadores.

Poderão participar do programa pessoas jurídicas com estabelecimento em Goiás, que desenvolvam ou pretendam desenvolver atividades em setores prioritários, apresentem projetos com viabilidade técnico-econômica, demonstrem capacidade de execução e gestão, e estejam em situação regular perante as fazendas públicas, além de comprovar adimplência trabalhista e ambiental. A seleção de projetos observará critérios objetivos de avaliação, incluindo impacto na cadeia produtiva, viabilidade econômica, inovação, impacto social, sustentabilidade ambiental e cooperação. Os projetos selecionados serão acompanhados sistematicamente por meio de relatórios, visitas técnicas e auditorias, e o descumprimento das obrigações poderá acarretar a suspensão ou revogação dos benefícios.

O Integra Goiás será monitorado continuamente e avaliado periodicamente, por meio de indicadores que mensurarão desde o número de empresas e projetos apoiados até impactos ambientais e sociais. Um relatório anual de resultados será elaborado, submetido ao Conselho Superior e disponibilizado para consulta pública. Os recursos para sua execução virão de dotações orçamentárias estaduais, fundos de desenvolvimento, transferências da União, financiamentos de organismos multilaterais e parcerias público-privadas.

O projeto de lei determina ainda que o primeiro estudo de identificação de setores prioritários será concluído em doze meses após a regulamentação da lei, e empresas com projetos já alinhados aos objetivos do programa poderão ser enquadradas mediante avaliação específica.

O projeto será encaminhado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde será distribuído à relatoria de algum parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Segundo o levantamento da Confederação Nacional da Indústria, o movimento não alterou o quadro geral de falta de confiança

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) Setorial subiu em 15 e caiu em 14 dos 29 setores industriais em junho, aponta levantamento divulgado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta semana.

Com o resultado, os segmentos de perfumaria, limpeza e higiene pessoal e de produtos de borracha migraram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança. O setor de bebidas fez movimento contrário. O balanço do mês de junho tem 21 setores da indústria pessimistas, 7 otimistas e 1 neutro.

“A avaliação negativa dos empresários sobre as condições correntes e as expectativas para a economia é o que mais contribui para o quadro de pessimismo. Isso se deve, principalmente, à elevação dos juros iniciada no fim do ano passado, que causa demanda mais baixa por produtos industriais e dificuldades para a realização de investimentos”, disse o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Nas pequenas indústrias, o ICEI caiu 0,2 ponto, para 47,4 pontos. Nas médias, também diminuiu 0,2 ponto, para 48,5 pontos. Ambas continuam sem confiança.

Entre as grandes indústrias, o indicador recuou de forma mais expressiva: queda de 0,5 ponto. O movimento fez o índice dessas empresas cair para 49,7 pontos, para um estado de falta de confiança, consolidando o quadro de pessimismo disseminado entre todos os portes.

No recorte por região, a confiança caiu 2,1 pontos nas indústrias do Centro-Oeste e 0,5 ponto nas indústrias do Sudeste. Ficou estável entre as empresas do Sul e aumentou 1,7 ponto no Norte e 0,6 ponto no Nordeste.

Os empresários do Centro-Oeste estão pessimistas, sentimento que já se via entre os industriais do Sudeste e do Sul. No Norte e no Nordeste, permanece o cenário de otimismo.

  • Norte: 53 pontos;
  • Nordeste: 52,3 pontos;
  • Centro-Oeste: 48,8 pontos;
  • Sul: 48,2 pontos;
  • Sudeste: 47,2 pontos.

Para esta edição, a CNI consultou 1.766 empresas: 694 de pequeno porte; 649 de médio porte; e 423 de grande porte, de 2 e 11 de junho.


Com informações da Agência CNI.



Autor Poder360 ·


Os candidatos a prefeito das cidades de Aparecida de Goiânia pelo MDB, Leandro Vilela, de Goiânia pelo União Brasil, Sandro Mabel, e de Aragoiânia pelo partido Podemos, Waldir da Fokus, anunciaram, durante reunião na tarde de segunda-feira (2/9), que, se eleitos, vão implantar um distrito industrial na divisa entre os três municípios. Conforme afirmam os três candidatos, que integram a base do Governo estadual, a proposta prevê investimentos em infraestrutura, incentivos fiscais e políticas de desburocratização para atrair empresas de diversos setores.

A ideia é aproveitar a localização estratégica da Rodovia GO-040 para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento de indústrias e negócios, estimulando a economia da região do Garavelo, Madre Germana e de outros bairros e, com isso, gerar renda e novos empregos para a população. Caso vençam a eleição, eles esperam com a parceria promover um crescimento equilibrado na região metropolitana, com impactos positivos em áreas como transporte, habitação e serviços públicos.

“É assim que se trabalha: de forma conjunta, unida. E juntos faremos esta parceria de criação do distrito industrial, desenvolvendo essa região da nossa tríplice fronteira, gerando oportunidades, empregos e, principalmente, qualidade de vida aos aparecidenses”, ressalta Leandro Vilela.

Sandro Mabel destaca que o projeto visa transformar a região em um importante polo de desenvolvimento econômico.

“Precisamos criar um polo para atrair mais empresas para as cidades. Como Goiânia e Aparecida não possuem áreas adequadas, vamos unir forças com Aragoiânia para beneficiar a região e as cidades. Contaremos com o apoio do deputado federal Glaustin da Fokus, que, por meio de emendas, levará a infraestrutura necessária para o novo distrito”, disse.

O candidato a prefeito de Aragoiânia também enfatizou a importância da colaboração entre os três municípios.

“Este distrito industrial será nossa primeira parceria de muitas que ainda realizaremos em prol da população dos três municípios. Vamos tornar a região mais próspera e evoluída, transformando sua história. Precisamos de parcerias para fazer mais pelo nosso povo”, pontuou Waldir da Fokus.

Os 3 têm competência para transformar a vida das pessoas’

Anfitrião do encontro o deputado federal Glaustin da Fokus (Podemos), filho de Waldir, reforçou seu apoio aos três candidatos a prefeito e se comprometeu a ajudar, em Brasília, na conquista de recursos para o distrito industrial e outras obras para os três municípios.

“Eu acredito e confio que os três candidatos que estão aqui hoje são os melhores nomes para melhorar Goiânia, Aparecida e Aragoiânia. Todos têm capacidade e competência para governar os municípios e transformar a vida das pessoas para melhor”, declarou o deputado.

Participaram também da reunião os candidatos a vereador por Aparecida Danilo Rios (Podemos) e por Goiânia Wellington Bessa (DC).



Autor Manoel Messias Rodrigues


A indústria goiana registrou crescimento de 8,5% em maio, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que coloca o estado com a segunda maior alta entre 17 unidades federativas analisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) foram divulgados nesta sexta-feira (12/7).

Goiás ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte (25,8%) e à frente de Bahia e Maranhão, que dividiram o terceiro lugar com 6,8%. Os números de maio marcam o 13º aumento consecutivo da indústria goiana, o que leva a uma variação acumulada no ano e em 12 meses de 10,2% na série com ajuste sazonal. Na comparação de maio com abril de 2024, a produção goiana cresceu 1,3%, indo na contramão da média do país, que caiu 0,9%.

Para o titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel de Sant”Anna Braga Filho, a ascensão da produção industrial atesta a força da economia goiana. “Contrariando a tendência de queda nacional, o forte ritmo de crescimento da indústria em Goiás é um testemunho dos investimentos em inovação, eficiência e dedicação da gestão por parte do governador Ronaldo Caiado”, ressalta o secretário.

Destaques

Dez das treze seções e atividades industriais apresentaram alta em maio em Goiás, sendo a principal a de fabricação de máquinas e equipamentos (132,5%). Foi neste cenário que, ainda no final de abril, a multinacional de maquinários agrícolas Jonh Deere confirmou investimento de R$ 700 milhões no estado nos próximos cinco anos, com expectativa de geração de 400 empregos, por meio da ampliação da planta fabril localizada em Catalão.

Na ocasião do anúncio, o governador Ronaldo Caiado havia destacado que as indústrias goianas estão colocando no mercado brasileiro “máquinas de última geração, com potencial para impulsionar a produção agrícola”. Além deste setor, também tiveram bom desempenho a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (68,3%), e a fabricação de produtos alimentícios (8%).

Brasil

No Brasil, a indústria nacional caiu pelo segundo mês consecutivo na comparação com o mês imediatamente anterior, ou seja, na série com ajustes sazonais. Na comparação com maio de 2023, a indústria brasileira também recuou (-1%) após a forte alta registrada no mês de abril (8,4%). Mesmo com as quedas, os acumulados no ano e em 12 meses se mantêm positivos, 2,5% e 1,3%, respectivamente.

A Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) gera indicadores de produção mês a mês para as indústrias extrativa e de transformação. As informações permitem analisar o nível da produção ao longo do tempo para uma mesma unidade da federação ou entre unidades da federação, em diferentes setores de atividade.

Fonte: Com Informações da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços – Governo de Goiás



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