10 de janeiro de 2026
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A deputada Bia de Lima (PT) é autora de projeto que propõe o tombamento das línguas indígenas das comunidades Karajá, Tapuio e Avá-Canoeiro como patrimônio imaterial do Estado de Goiás, reconhecendo suas relevâncias cultural, histórica e social. Protocolada com o n. 29448/25, a está em via de votação preliminar pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás.

A iniciativa tem como objetivos preservar e valorizar a diversidade linguística e cultural dessas comunidades; incentivar a transmissão oral e escrita das línguas para as novas gerações; promover políticas de educação bilíngue e inclusão cultural em escolas e instituições públicas; e fomentar ações de pesquisa, documentação e difusão das línguas indígenas em parceria com universidades, centros culturais e órgãos governamentais.

“As línguas Karajá, Tapuio e Avá-Canoeiro figuram entre as mais ameaçadas de extinção no território goiano, seja pela diminuição de falantes, seja pelas intensas pressões socioculturais que fragilizam a continuidade de sua transmissão geracional. A cena impõe medidas objetivas e urgentes ao poder público, para que sejam tomadas ações imediatas de preservação”, afirma a deputada.

A parlamentar destaca que essas comunidades possuem registro histórico de presença consolidada em Goiás, com vínculos territoriais profundos e tradições linguísticas que compõem parte essencial da formação cultural goiana. A proteção das línguas representa não apenas a salvaguarda de um patrimônio ancestral, mas também o reconhecimento da contribuição desses povos para a identidade do Estado.

A legisladora anota, ainda: “O tombamento permitirá a implementação de políticas públicas voltadas à documentação, revitalização, ensino e difusão dessas línguas, garantindo que seus saberes permaneçam vivos e acessíveis às futuras gerações”.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Presidente ameaça bloquear construção de novo estádio em Washington se time não voltar ao antigo nome, considerado ofensivo por nativos

Organizações indígenas norte-americanas criticaram na 2ª feira (21.jul.2025) o presidente Donald Trump (Partido Republicano) por ameaçar bloquear a construção de um novo estádio de futebol americano em Washington, DC, caso o time local da NFL (National Football League) não retorne ao antigo nome Redskins. As declarações foram feitas no domingo, em sua plataforma Truth Social, onde também pediu que o Cleveland Guardians, da MLB (Major League Baseball), voltasse a se chamar Indians.

Trump afirmou que existe “um grande clamor para que o Washington Commanders volte à denominação anterior e afirmou que “nosso grande povo indiano” deseja essa mudança. Ele também sugeriu que poderia interferir na construção do novo estádio caso o nome não seja restaurado. O estádio tem inauguração prevista para 2030, conforme acordo fechado em abril entre o time e o governo do Distrito de Columbia. A equipe joga em Landover, Maryland, desde 1997, mas planeja retornar à capital federal.

As manifestações de Trump reacenderam o debate sobre o uso de nomes e mascotes indígenas no esporte norte-americano. Tanto os Commanders quanto os Guardians mudaram suas denominações depois de pressões de grupos que consideravam os nomes anteriores ofensivos. A troca do nome Redskins foi realizada em 2020, depois de décadas de críticas. O termo era visto como uma injúria racial, e o logotipo com a imagem de um nativo americano também foi abandonado.

A AAIA (Associação para os Assuntos Indígenas Americanos) e o NCAI (Congresso Nacional dos Índios Americanos) condenaram a posição de Trump. As organizações afirmaram que esses mascotes não homenageiam os povos nativos, mas os reduzem a caricaturas e perpetuam estereótipos. Já a Naga (Associação dos Guardiões Nativos Americanos) apoiou o presidente, argumentando que a maioria dos americanos, incluindo indígenas, é contra a cultura do cancelamento.

Apesar da ameaça, Trump tem poder limitado para interferir na construção. Como presidente, não pode barrar diretamente o projeto, mas pode tentar influenciar aspectos como financiamento federal e aprovações regulatórias. O Congresso, controlado pelos republicanos, tem prerrogativas para anular decisões locais em Washington, DC, mas raramente as exerce.

Nem os Commanders nem a NFL se manifestaram até o momento. A equipe é avaliada em US$ 6,3 bilhões e ocupa a 10ª posição entre as franquias mais valiosas da liga, segundo a Forbes.



Autor Poder360 ·


(Folhapress) Indígenas renderam e capturaram 12 garimpeiros dentro da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, na terça-feira (23), e os entregaram a agentes da Força Nacional.

A Urihi Associação Yanomami divulgou uma nota em que afirma que os indígenas citaram o risco de contaminação da água por mercúrio para capturar os invasores.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o grupo de garimpeiros, formado por dez homens e duas mulheres, será ser encaminhado de aeronave para a sede da Polícia Federal em Boa Vista.

No vídeo a seguir é possível ver os indígenas conduzindo o grupo até os agentes da Força Nacional.

Em nota, o MPI afirma que foram feitas 442 operações de combate ao garimpo desde o fim de fevereiro, com a destruição de 75 acampamentos, além de combustíveis, aparatos de extração, meios de transporte e comunicação.

“O governo considera que a destruição da logística e dos materiais usados no garimpo é a forma mais eficiente de resolver a questão, aos poucos, já que se trata de um território imenso e de um problema complexo”, disse a pasta.

A Urihi Associação Yanomami, por outro lado, criticou a “morosidade da extrusão de garimpeiros nas regiões mais isoladas do território”, o que estaria sujeitando as comunidades locais à violência de criminosos e impactando os meios de sustentabilidade dos indígenas.

Também foi cobrado do governo federal ações de monitoramento nos pontos de entrada do território yanomami. Segundo a entidade, a falta dessas estratégias tornam ineficazes as operações de destruição de máquinas e materiais.

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