27 de fevereiro de 2026
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Fundador do “Apple Daily”, Jimmy Lai, 78 anos, foi considerado culpado por “conluio com potências estrangeiras”

A Justiça de Hong Kong proferiu nesta 2ª feira (9.fev.2026) a sentença do empresário e ativista pró-democracia Jimmy Lai, 78 anos. Ele foi considerado culpado em 2 casos de conluio com forças estrangeiras e uma acusação de publicar artigos que promoviam a separação de Hong Kong da China. Ele recebeu a condenação de 20 anos de prisão. Segundo a lei chinesa, a pena máxima para esses crimes é a prisão perpétua.

Fundador do jornal Apple Daily –que encerrou as atividades, Lai é um dos críticos mais conhecidos do Partido Comunista Chinês. Passou cerca de 5 anos preso e respondia a diversos processos relacionados à legislação de segurança adotada por Pequim depois dos protestos de 2019 em Hong Kong contra uma lei chinesa que permitia a extradição de residentes de Hong Kong para a China continental.

A sentença de Lai foi proferida por 3 juízes da Suprema Corte de Hong Kong em uma audiência que durou menos de 10 minutos. Outros 6 executivos do Apple Daily foram condenados a penas que variam de 6 a 10 anos de prisão.

Os executivos se declararam culpados, enquanto Lai se disse inocente. Lai terá 96 anos quando for libertado em 2044, caso não lhe seja concedida uma redução de 1/3 da pena por bom comportamento. O empresário enfrenta problemas de saúde, como diabetes e pressão alta.

Hong Kong, assim como Macau, tem status de maior autonomia do que outras províncias chinesas. Por essa razão, a China se diz 1 país com 2 sistemas. Hong Kong tem sua própria Suprema Corte e eleições para a escolha de seu líder.

PRESSÃO INTERNACIONAL

Países ocidentais pressionam o governo chinês pela libertação de Lai por considerarem a lei de segurança nacional posterior aos protestos de 2019 uma forma de perseguição política.

Em dezembro de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), declarou que pediu ao presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), a libertação de Lai. Na ocasião, Trump não disse quando fez esse pedido a Xi, mas que um perdão deveria ser considerado em função da idade do empresário.

Também em dezembro, a secretária de Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, manifestou-se contrária à prisão de Lai, que tem cidadania britânica. Em um comunicado ao Parlamento, a ministra disse que Lai é perseguido pelos governos da China e de Hong Kong por estar “exercendo pacificamente seu direito à liberdade de expressão”.

“Esta foi uma perseguição política que condeno veementemente”, declarou a Cooper. Leia a íntegra do comunicado (PDF – 965 kB, em inglês).

Segundo o jornal de Hong Kong, South China Morning Post, cerca de 15 representantes de consulados gerais ocidentais, incluindo os dos EUA, do Reino Unido e da União Europeia, estavam presentes durante a leitura da sentença que condenou Lai a 20 anos de prisão.



Autor Poder360 ·


Um tribunal de Hong Kong ordenou o congelamento de US$ 24 milhões (cerca de R$ 139,2 milhões) em ativos nos EUA pertencentes à mulher de Xia Haijun, ex-CEO do China Evergrande Group, marcando uma vitória para os liquidantes que tentam recuperar bilhões da gigante imobiliária falida.

A decisão, emitida no início de agosto pelo juiz Coleman, do Tribunal Superior de Hong Kong, reforça os esforços para recuperar recursos para credores, enquanto a Evergrande enfrenta a iminente exclusão da Bolsa de Valores de Hong Kong em 25 de agosto.

A determinação judicial incluiu a mulher de Xia, com o sobrenome He, como a 8ª ré no processo e a proíbe de vender os bens. O tribunal determinou que Xia era o verdadeiro beneficiário dos ativos e não cooperou em revelar seu patrimônio.

A liquidação da Evergrande foi ordenada por um tribunal de Hong Kong em janeiro de 2024. Desde então, os liquidantes nomeados pela corte buscam recuperar US$ 6 bilhões (R$ 34,8 bilhões) em dividendos e pagamentos de 7 réus, incluindo:

  • o presidente da Evergrande, Hui Ka Yan (nome em mandarim: Xu Jiayin);
  • a ex-mulher de Hui, Ding Yumei;
  • o ex-CFO Pan Darong;
  • Xia Haijun;
  • 3 entidades ligadas a Ding.

As alegações referem-se a demonstrações financeiras supostamente fraudadas de 2017 a 2020.

Os bens recém-congelados, todos localizados na Califórnia, nos Estados Unidos, incluem 3 propriedades de luxo e 4 carros. São duas casas em Irvine avaliadas em US$ 7,12 milhões (R$ 41,3 milhões) e US$ 3,24 milhões (R$ 18,8 milhões) cada, segundo o site imobiliário Zillow. A 3ª, que fica em Newport Coast, é uma mansão com 6 quartos, piscina, academia e vista para o mar, comprada por US$ 14,5 milhões (R$ 84,1 milhões) em dezembro de 2023. Os carros são 3 Teslas e 1 Mercedes-Benz SUV.

O juiz Coleman concordou com os liquidantes de que, com base nas declarações de Xia (que era o único provedor da família), os recursos para as compras nos EUA vieram dele. A aquisição da mansão em Newport Coast –feita depois da crise da Evergrande e pouco antes de uma audiência de falência– foi considerada suspeita. O imóvel foi comprado através do “New Life Trust”, um fundo revogável criado em 1º de dezembro de 2023, que tinha He como única administradora. Os liquidantes argumentam que isso fazia parte do plano de Xia para recomeçar a vida nos EUA.

O tribunal destacou que Xia foi “extremamente relutante” em fornecer seu endereço, indicando um local no Canadá, apesar de evidências de que ele passa a maior parte do tempo na Califórnia, onde seu filho de 12 anos estuda em uma escola privada. O juiz afirmou que Xia representa “risco sério” de dissipar ativos.

Agora, os liquidantes precisam buscar reconhecimento da medida judicial nos EUA.

A ação espelha medidas anteriores contra outras pessoas ligadas à Evergrande. Ding Yumei já teve bens congelados em Hong Kong e no Reino Unido, onde um tribunal aprovou um auxílio mensal de £ 20 mil (R$ 145 mil) para suas despesas, segundo a Bloomberg.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 15.ago.2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


Varejista sediada em Singapura solicitou confidencialmente aprovação da Comissão Reguladora de Valores da China para operação

A Shein, varejista de moda rápida fundada na China e com sede em Singapura, apresentou confidencialmente um pedido de IPO (Oferta Pública Inicial), para venda de suas ações na Bolsa de Valores Hong Kong e solicitou aprovação da CSRC (Comissão Reguladora de Valores da China) para a operação na semana passada. As informações são da Financial Times.

A decisão se deu depois de cerca de 18 meses de impasse em sua tentativa de abrir capital em Londres, travada por divergências regulatórias, especialmente referente à sua cadeia de fornecimento ligada à região “politicamente sensível” de Xinjiang. A região é alvo de acusações por supostas violações de direitos humanos contra a população local.

A FCA (reguladora do Reino Unido) aprovou no início de 2025 uma versão de prospeção preliminar, mas a CSRC rejeitou. Com cerca de US$ 12 bilhões em caixa, a Shein não tem pressa para o IPO, mas enfrenta pressão de investidores.

A tentativa de listagem em Hong Kong também funciona como uma tática para pressionar o Reino Unido a flexibilizar regras, já que Londres ainda é a preferida pela base de investidores. Porém, as chances são baixas.

Em janeiro, um parlamentar britânico expressou preocupações à FCA depois de um executivo da Shein se recusar a comentar sobre o uso de algodão de Xinjiang. A Bolsa chinesa é considerada mais permissiva em relação à discrição de riscos políticos, e o governo chinês vem incentivando empresas a priorizar Hong Kong para listagens no exterior.

Goldman Sachs, Morgan Stanley e JPMorgan seguem assessorando a Shein, mas não comentaram o caso. Além disso, nem a Shein, nem os reguladores se manifestaram publicamente sobre o assunto.



Autor Poder360 ·