Coordenada pelo deputado Eliel Junior, Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio é instalada na Assembleia Legislativa
Lidiane 2 de junho de 2026
O deputado estadual Eliel Junior (SD) coordenou a instalação da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio, em reunião híbrida, realizada no início da tarde desta terça-feira, 2. A proposta foi defendida pelo parlamentar em requerimento protocolado no final de abril e instituída por meio do decreto administrativo nº 4.367, de 14 maio de 2026.
De acordo com Eliel Junior, a iniciativa foi motivada pelo avanço dos casos de violência letal contra mulheres no Estado. “Nosso objetivo é contribuir com a rede de proteção, identificar eventuais fragilidades nos mecanismos atualmente existentes e propor soluções para prevenir novas ocorrências. Este será um espaço permanente de diálogo, fiscalização e construção legislativa”, sublinhou o proponente da matéria e coordenador da nova frente.
Como encaminhamentos iniciais, foram propostos: o levantamento de dados atualizados, o mapeamento da rede estadual de proteção e atendimento, a realização de audiências e reuniões técnicas, o acompanhamento da execução das políticas públicas existentes, elaboração de propostas legislativas e recomendações institucionais.
Além do coordenador, o colegiado conta com os seguintes membros titulares: Alessandro Moreira (PRD), Amauri Ribeiro (PL), Anderson Teodoro (PRD), Bia de Lima (PT), Cristóvão Tormin (PRD), Dr. George Morais (MDB), Jamil Calife (PP), José Machado (PSDB), Karlos Cabral (PSB), Lucas Calil (PRD), Lucas do Vale (PSD), Mauro Rubem (PT), Ricardo Quirino (Republicanos), Talles Barreto (UB), Veter Martins (PSB) e Wilde Cambão (UB).
Por meio da iniciativa, Eliel Junior reafirma o compromisso do Parlamento goiano com o fortalecimento das políticas públicas em defesa da vida e da dignidade das mulheres. A instalação contou com transmissão ao vivo, via YouTube, e pode ser acessada aqui.
Iniciativa dos três poderes alcançou 2.615 municípios em 100 dias e presidente regulamenta proteção digital para mulheres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta 4ª feira (20.mai.2026) 4 projetos de lei e um decreto durante reunião do comitê gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, no Palácio do Planalto. O encontro marcou os 100 dias da iniciativa, lançada em fevereiro com adesão dos Três Poderes.
A principal novidade foi o decreto sobre proteção da mulher no ambiente digital. A medida regulamenta mecanismos de fiscalização e responsabilização no espaço digital para combater violência de gênero na internet. O texto integra as discussões do governo sobre o cumprimento de obrigações impostas às redes sociais pelo Supremo Tribunal Federal.
Eis o que Lula assinou durante o evento:
- Decreto — Proteção da mulher no ambiente digital: regulamenta mecanismos de fiscalização e responsabilização para combater violência contra a mulher na internet. A medida responde ao crescimento da violência online, tema citado pela primeira-dama Janja Lula da Silva ao mencionar a “machosfera” e o discurso red pill;
- PL 2.083 de 2022 — Proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar: altera a Lei Maria da Penha para reforçar mecanismos de proteção às vítimas;
- PL 199 de 2024 — Cadastro Nacional de Condenados por Violência contra a Mulher (CNVM): cria banco de dados nacional com pessoas condenadas por violência contra a mulher. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também citou a proposta em discurso. A medida permite rastreamento e monitoramento de reincidentes;
- PLs 609 de 2019 e outro de 2022 — Caráter executivo da medida protetiva de urgência: dá força executória imediata às medidas protetivas, eliminando a necessidade de a vítima abrir outro processo judicial para fazer cumprir a ordem. A proposta reduz o tempo entre a decisão judicial e a proteção efetiva da mulher;
- PL 3.257 — Ampliação dos motivos para afastamento imediato do agressor: modifica a Lei Maria da Penha para incluir risco à integridade sexual, moral e patrimonial da mulher como fundamento para afastamento do agressor do lar, e não apenas risco físico.
O que o pacto fez em 100 dias
O governo divulgou balanço das ações desde o lançamento do pacto, em 4 de fevereiro. Os números apresentados são expressivos, mas ainda faltam detalhamento orçamentário por ação e histórico de execução. Eis o relatório (PDF – 235 kB).
A base financeira declarada para o pacto é o Orçamento Mulher, que concentra cerca de R$ 200 bilhões destinados a políticas públicas voltadas às mulheres. Há ainda um projeto de lei complementar que estima mais R$ 5 bilhões para enfrentamento ao feminicídio, mas o texto ainda tramita no Congresso.
Os ministérios responsáveis pelas ações não divulgaram valores atualizados por iniciativa.
Eis os números apresentados pelo comitê nos 100 dias:
- pacto presente em 2.615 municípios e nos 27 Estados;
- 20 mil kits tecnológicos distribuídos para apoio às vítimas;
- 6.328 agressores presos em operações com mandados em aberto;
- 30 mil medidas protetivas ativadas e monitoradas;
- 38 mil vítimas atendidas;
- mais de 50% das medidas protetivas concedidas no mesmo dia, segundo o Conselho Nacional de Justiça;
- criação do Centro Integrado Mulher Segura, que centraliza dados de segurança e saúde;
- sanção de 3 leis: uma que torna obrigatória a tornozeleira eletrônica para agressores, outra que cria qualificadora de homicídio em casos de violência vicária e uma terceira que institui o programa “Antes que Aconteça”, voltado à prevenção.
O que ainda falta
Além de Lula, participaram do evento o presidente do STF, Edson Fachin, e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Fachin reconheceu que 100 dias não são suficientes para reverter séculos de violência estrutural. Lula afirmou que o problema tem origem na “ignorância e na falta de educação” e questionou o papel da família e das escolas — e não apenas da internet — na formação de jovens que praticam violência.
A falta de transparência sobre quanto cada ministério efetivamente gastou nas ações do pacto segue como ponto cego. Sem esses dados, os números de atendimentos e prisões não permitem avaliar custo-efetividade nem comparar resultados com períodos anteriores ao pacto.
O Sistema Integrado Mulher Segura (SI Mulher Segura), que deve reunir dados de todas as esferas em uma única plataforma, ainda aguarda regulamentação por decreto. O programa Aliança Lilás, que articula demandas prioritárias entre os Poderes, segue em fase de consolidação. O relatório oficial admite, na conclusão, que “100 dias não são suficientes para reverter séculos de violência cultural”.
Também participaram do evento:
- Miriam Belchior;
- Wellington César Lima;
- Gleisi Hoffmann;
- Esther Dweck;
- Jaques Wagner;
- Sidônio Palmeira;
- Wolney Queiroz;
- Márcia Lopes;
- Humberto Costa; e
- José Guimarães.
Leia também:
Iniciativa que prevê ampliar proteção a órfãos de feminicídio está em tramitação
Lidiane 29 de abril de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) apresentou o projeto de lei n° 6250/26 que altera a Lei Estadual nº 22.580, que institui a Política Estadual de Proteção aos Órfãos do Feminicídio, para ampliar seu âmbito de proteção, criar a Rede Estadual de Proteção, instituir o dever de comunicação policial imediata, prever benefício assistencial estadual e incorporar mecanismos de monitoramento e controle social.
A proposta prevê a instituição da Política Estadual Integral de Proteção e Atenção aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio – Protefã Goiás, com o objetivo de assegurar proteção integral, atenção multissetorial e suporte continuado às crianças e aos adolescentes que perderam suas mães em decorrência do crime de feminicídio.
De acordo com o texto do projeto, a política estadual observará, com absoluta prioridade, os princípios da proteção integral e do melhor interesse da criança e do adolescente, nos termos da Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990. A condição de órfão ou órfã do feminicídio será reconhecida desde o momento da comunicação prevista no art. 7º dessa lei, independentemente do trânsito em julgado de sentença condenatória, sem prejuízo da revisão posterior das medidas adotadas.
Segundo Cruvinel, o projeto parte do avanço do arcabouço jurídico nacional, especialmente após a tipificação do feminicídio como crime autônomo e a criação de pensão especial federal para órfãos. Sendo assim, a matéria busca alinhar a legislação estadual às normas federais, ampliando o alcance das medidas de proteção.
Entre os principais pontos, destaca-se a criação de um fluxo obrigatório de comunicação entre autoridades policiais, Conselhos Tutelares e Ministério Público, garantindo que os dependentes sejam identificados e assistidos desde o registro da ocorrência. A proposta também institui a Rede Estadual de Proteção aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio (Repofe), com atuação integrada de órgãos públicos e capacitação contínua de profissionais.
Outro avanço previsto é a possibilidade de criação do Benefício Assistencial Estadual aos Órfãos e Órfãs do Feminicídio (Baofe), voltado a complementar a pensão federal e alcançar famílias que não atendam aos critérios atuais de renda. O texto ainda detalha ações prioritárias, como atendimento psicossocial, garantia de matrícula escolar e proteção patrimonial, além de prever monitoramento anual das políticas públicas.
A matéria amplia, ainda, o rol de beneficiários, incluindo dependentes de mulheres que, embora sobreviventes da violência doméstica, tenham ficado com incapacidades permanentes para o trabalho.
Em manifestação sobre a proposta, Virmondes Cruvinel defende a importância do aperfeiçoamento contínuo das políticas públicas. “Esta proposta representa um passo necessário para fortalecer uma legislação já sensível e inovadora, garantindo que nenhuma criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade fique sem o amparo do Estado diante de uma tragédia tão devastadora quanto o feminicídio.”
A propositura está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, sob relatoria do deputado Veter Martins (PSB).
Oficial detido pela morte da esposa é transferido para a reserva com critérios proporcionais; investigação aponta indícios de agressão e fraude na cena do crime
A Polícia Militar de São Paulo aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, policial militar Gisele Alves Santana.
A PM oficializou também a transferência do tenente-coronel para a reserva da corporação nesta 5ª feira (2.abr.2026). O oficial de 53 anos está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes.
A transferência para a reserva se deu a pedido do próprio tenente-coronel, com base em critérios proporcionais de idade previstos na legislação. Esses critérios permitem que o policial se aposente antes de completar todos os requisitos para o valor integral, recebendo um benefício calculado de forma proporcional ao tempo de serviço e à idade no momento do pedido.
Dados do Portal da Transparência indicam que o último salário bruto do oficial superava R$ 28.000 e o benefício deve ficar próximo de R$ 20.000 depois da aplicação da proporcionalidade.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto. Segundo a corporação, o processo pode resultar em demissão, perda do posto e da patente.
Leia na íntegra a nota da Polícia Militar de São Paulo:
“A Secretaria da Segurança Pública autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva
O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.”
O inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado à Justiça. O tenente-coronel permanece preso preventivamente por decisão judicial.
INVESTIGADO POR FEMINICÍDIO
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas passou a ser investigado por feminicídio qualificado e fraude processual após a análise de laudos periciais, depoimentos e dispositivos eletrônicos.
Segundo a investigação, o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça, em trajetória incompatível com um disparo feito pela própria vítima.
Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, além de hematomas nos olhos, indicando que ela teria sido agredida e imobilizada antes da morte. Há ainda indícios de manipulação da cena do crime e contradições no relato do oficial.
Delegado Eduardo Prado propõe proteção a filhos de vítimas de feminicídio e violência doméstica
Lidiane 10 de março de 2026
Está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto de lei nº 2693/26, de autoria do deputado Delegado Eduardo Prado (PL), que objetiva instituir uma política de proteção aos filhos e dependentes menores de 18 anos de mulheres vítimas de feminicídio ou violência doméstica e familiar.
A proposta estabelece diretrizes para assegurar proteção integral e atendimento prioritário a crianças e adolescentes que tenham perdido suas mães em decorrência de feminicídio ou que estejam inseridos em contextos de violência doméstica e familiar. O texto prevê atuação articulada entre as áreas estaduais de assistência social, saúde, educação e segurança pública, com observância do princípio da prioridade absoluta previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Entre as medidas elencadas, estão o acompanhamento psicossocial por equipe multidisciplinar, atendimento psicológico e, quando necessário, psiquiátrico na rede estadual de saúde, além de prioridade de acesso a vagas na rede estadual de ensino e em programas de assistência social e habitacionais sob gestão estadual. A proposta também prevê articulação com a Defensoria Pública do Estado para garantia de assistência jurídica integral e gratuita e encaminhamento a serviços de acolhimento quando constatada situação de risco à integridade física ou psicológica.
O atendimento deverá ser precedido de avaliação técnica e da elaboração de plano individualizado de acompanhamento, com definição de metas de proteção, suporte educacional, estratégias de segurança e monitoramento social. Para viabilizar a execução da política, o Poder Executivo poderá celebrar convênios, parcerias e termos de colaboração, observada a legislação aplicável.
Na justificativa da matéria, o parlamentar ressalta que a Constituição Federal determina ser dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, a efetivação de seus direitos fundamentais. O texto também destaca dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, que apontam o registro de quase 1,5 mil casos de feminicídio no país naquele ano, com média próxima a quatro mulheres assassinadas por dia em razão de gênero, evidenciando a dimensão do problema e seus impactos sobre filhos e dependentes.
Segundo o autor, a iniciativa busca fortalecer a integração entre os órgãos estaduais responsáveis pelas áreas de assistência social, saúde, educação e proteção, conferindo maior efetividade às ações voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
O projeto segue em análise na CCJ, onde aguarda parecer quanto à constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa antes de eventual encaminhamento às demais fases de tramitação no Parlamento goiano.
Assembleia Legislativa instala Banco Vermelho, símbolo da luta contra o feminicídio
Lidiane 20 de dezembro de 2025
A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou na tarde desta sexta-feira, 19, o evento de instalação do Banco Vermelho na Esplanada do Palácio Maguito Vilela. O banco é um símbolo nacional da luta contra o feminicídio e em prol da conscientização sobre o combate à violência contra a mulher.
A solenidade contou com a presença da procuradora especial adjunta da Mulher da Casa, deputada Rosângela Rezende (Agir); da secretária de Projetos Especiais da Alego, Dra. Cristina Lopes; da subsecretária de execução de políticas social da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), Silvana Fuini; da vereadora por Brazabrantes, Laís Teles; da chefe de gabinete da deputada Vivian Naves (PP), Leilaine Rodovalho e do chefe da Assessoria Adjunta de Assistência Bombeiro Militar da Casa, Rogério Silva de Matos.
O Banco Vermelho permanecerá instalado na Assembleia Legislativa até o dia 25 de janeiro de 2026, aberto à visitação do público e funcionando como um espaço permanente de reflexão, conscientização e informação sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa é do Instituto Banco Vermelho (IBV), organização nacional sem fins lucrativos e suprapartidária, que atua na prevenção e no enfrentamento ao feminicídio por meio de ações educativas, intervenções urbanas e mobilização social.
Segundo a deputada Rosângela Rezende, o envolvimento do Parlamento goiano, juntamente ao IBV, na luta contra o feminicídio tem enorme importância. “Esse banco simboliza um chamado ao povo goiano à reflexão sobre o que é sentir a dor dessas mulheres. É um chamado para nos levar a agir; espero que essa ação chegue a cada município de Goiás. Essa causa é gigante e urgente, precisamos dar um basta à violência contra mulher. Temos que lutar para que os casos de feminicídio zerem no nosso Estado, para encerrarmos esse ciclo de violência, essa dor e a sensação de impotência que cerca nós, mulheres”, enfatizou a parlamentar.
A secretária de Projetos Especiais da Alego, Dra. Cristina Lopes, também destacou a importância da campanha do Instituto Banco Vermelho para a reflexão acerca da violência contra a mulher e na busca de solução para o problema. “O crime contra a mulher tem um poder de devastação gigante nas famílias. A Alego, por meio da Procuradoria Especial da Mulher e do nosso presidente Bruno Peixoto, vem recepcionar esse banco e convidar as pessoas a refletir e, mais, a agir e mudar o comportamento. Até quando o sangue das mulheres vai correr nas mãos dos homens brasileiros? Fica aqui o convite à reflexão”, enfatizou Lopes.
Banco Vermelho
A ação integra uma política pública nacional, respaldada pela Lei Federal nº 14.942/2024, que incorpora o Banco Vermelho às estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil, fortalecendo a Campanha “Feminicídio Zero. Não é ilusão. É compromisso”.
A instalação do Banco Vermelho na Assembleia Legislativa reafirma o compromisso institucional com a defesa da vida, dos direitos das mulheres e o combate à violência de gênero, com ampliação do debate para além dos espaços institucionais e aproximação da pauta à sociedade. O IBV já está em atividade em 12 estados brasileiros, com bancos gigantes e pequenos em vias, além de um banco fixo no Senado Federal, no Tribunal de Justiça de Pernambuco, no Ministério das Mulheres, no Tocantins e no Maranhão.
Durante a apresentação dos dados de redução da criminalidade em Goiás, foi destacado que os casos de feminicídio diminuíram em 37,5%. A informação foi divulgada em uma reunião entre o governador Ronaldo Caiado, o secretário de segurança Renato Brum e chefes das polícias. Comparando o primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o número de casos caiu de 32 para 20. Os dados são do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO).
No primeiro semestre de 2024, a Polícia Militar de Goiás (PMGO) realizou 97.804 acompanhamentos de medidas protetivas, um aumento de mais de 338% em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 28.707 acompanhamentos. Além disso, a Polícia Civil de Goiás enviou ao Poder Judiciário 8.013 inquéritos policiais com autoria definida, referentes a crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.
O governador Ronaldo Caiado destacou a importância da redução nos casos de feminicídio. “Esse resultado positivo é fruto do trabalho integrado entre as forças de segurança e outros Poderes. O feminicídio é uma das nossas maiores preocupações na segurança pública, pois é um crime que ocorre dentro de casa. Graças ao empenho das nossas polícias, estamos conseguindo reduzir os índices”, afirmou.
O secretário de segurança, Renato Brum, reforçou a necessidade de continuar trabalhando. “Esse número significativo não significa que podemos nos acomodar. Vamos continuar com o trabalho conjunto das nossas forças. Sempre ressalto a importância da integração, e, junto com o nosso governador, que nos dá liberdade para seguir fazendo de Goiás um estado mais seguro, um exemplo para todo o país. Vamos trabalhar ainda mais para manter essa queda constante”, disse.
Um recurso importante no combate ao feminicídio é o aplicativo Mulher Segura, que permite à população feminina de Goiás acesso direto aos serviços do Estado para comunicar casos de violência, acionar a Polícia Militar em emergências e localizar batalhões e delegacias próximas. O aplicativo está disponível para sistemas iOS e Android.

SEGURANÇA PARA MULHERES
O Estado de Goiás tem investido em diversas ações para manter as mulheres seguras. A PMGO conta com o Batalhão Maria da Penha, criado em 2015 como Patrulha Maria da Penha e transformado em batalhão em 2020. Esta unidade é responsável pelo policiamento ostensivo e qualificado no atendimento às ocorrências de violência doméstica contra mulheres. Realiza atendimentos especializados às vítimas e seus familiares, além de ações preventivas, como visitas comunitárias e solidárias.
A criação da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem) expandiu a atuação das 1ª e 2ª Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deam) de Goiânia, fortalecendo a rede de combate à violência contra a mulher. Atualmente, existem 26 Deams no estado.
Conforme informado pela SSP-GO, o objetivo primordial é continuar combatendo o crime de feminicídio. (Foto: divulgação)
A secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), por meio do Batalhão Maria da Penha da Polícia Militar de Goiás (PMGO) informou, nesta quarta-feira (17), que a unidade alcançou um feito histórico: 100 dias sem registro de feminicídios em Goiânia. Ainda de acordo com as autoridades, houve redução de 31% nos casos de feminicídio no estado durante o primeiro trimestre de 2024, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esses resultados refletem a eficácia das medidas implementadas pela PMGO em colaboração com outras instituições de segurança, conforme levantamentos divulgados pela SSP-GO.
A comandante do Batalhão, Major Dyrlene Seixas Santana, destaca o foco na capacitação, incluindo a realização do terceiro curso operacional Maria da Penha, e os cerca de 50 mil acompanhamentos de medidas protetivas feitos nos primeiros três meses de 2024. Além disso, ela ressalta as ações intensificadas em Goiânia, como visitas presenciais para oferecer suporte direto às mulheres assistidas.
O objetivo primordial é combater o crime de feminicídio e, para isso, além das ações mencionadas, são realizadas palestras e cursos, e as visitas presenciais são consideradas fundamentais para o acompanhamento próximo das mulheres assistidas.
O desempenho da polícia é resultado da integração das forças de segurança do estado. Durante os primeiros três meses de 2024, foram cumpridos 2.258 mandados de prisão e apreensão, verificados 274.383 veículos, resultando na recuperação de 974 automóveis roubados ou furtados, e realizadas mais de 401.562 abordagens a pessoas.
A atuação conjunta resultou em diversas prisões em flagrante, desmantelamento de quadrilhas, apreensão de armas de fogo e recaptura de foragidos da justiça, além da significativa apreensão de drogas, contribuindo para a redução da criminalidade no estado.
Leia mais sobre: Feminicídio / Goiânia / Governo de Goiás / Cidades
Carlos Nathan SampaioCarlos Nathan Sampaio
Jornalista formado pela Universidade Federal e Mato Grosso (UFMT) em 2013, especialista Estratégias de Mídias Digitais pelo Instituto de Pós-Graduação e Graduação de Goiânia – IPOG, pós-graduado em Comunicação Empresarial pelo Senac e especialista em SEO.
Uma força-tarefa, que integrou ações das Polícias Civil e Militar de Mato Grosso, Goiás e Bahia, resultou na prisão, nesta manhã de quarta-feira (03.04), do autor de feminicídio de Rosângela Oliveira da Silva, assassinada em Juscimeira.
O autor do crime, C.F.S., de 34 anos, foi preso dentro de um ônibus em que viajava, na cidade de Ibotirama, no interior da Bahia. Ele foi preso por uma equipe da Polícia Militar da cidade, após uma barreira interceptar o ônibus em que ele viajava. O criminoso foi encaminhada à delegacia da Polícia Civil da cidade baiana, onde será interrogado.
Desde o registro do crime, nesta terça-feira, a Polícia Civil iniciou as diligências e reuniu informações que possibilitaram traçar um roteiro inicial dos passos do autor do crime para fugir de Mato Grosso.
Ele saiu com o veículo que o casal usava, em Juscimeira, e seguiu até Rondonópolis. De lá, a equipe da Delegacia Especializada de Mulher de Rondonópolis descobriu que o criminoso pegou um táxi e viajou até a cidade de Jataí, no sudoeste de Goiás.
Com informações da inteligência das Polícias Civil e Militar goiana, a equipe de investigação de Mato Grosso apurou que ele embarcou de ônibus para Goiânia, de onde comprou uma passagem para cidade de Aracau (SE), contudo, não embarcou.
A delegada Juliana Buzetti, responsável pela investigação de feminicídio, detalhou que a passagem comprada para Sergipe foi uma tentativa de despistar as buscas policiais. “Com apoio importante de informações das Polícias de Goiás e da Bahia, chegamos ao paredeiro dele, que embarcou em um ônibus para o interior baiano, com destino, provavelmente, à região onde nasceu”, explicou.
Com apoio da Polícia Militar de Goiás e da Bahia, foram apuradas outras informações que possibilitaram chegar à identificação do veículo em que el embarcou com destino à Bahia, onde uma berreira policial foi montada e interceptou o ônibus.
Feminicídio
O corpo de Rosângela Oliveira, de 49 anos, foi localizado dentro de sua residência, na cidade de Juscimeira, na tarde de terça-feira, com diversas perfurações causadas por faca. A vítima apresentava ainda sinais de agressões, com equimoses no braço, pescoço e boca, sinais que indicam ter havido luta corporal entre ela e o agressor.
A Polícia Militar foi chamada pelo filho da vítima, que informou não ter conseguido contato com a mãe. Preocupado, ele foi até a casa de Rosângela e percebeu que o vidro da porta da frente estava quebrado, quando acionou a Polícia.
Ao entrar no quintal da residência, os policiais avistaram pela janela um corpo caído no chão da cozinha. Os policiais quebraram o cadeado para entrar na casa e verificaram que a vítima já estava sem vida.
A delegada Juliana Buzetti pontua ainda que os sinais encontrados indicam que a vítima tenha sido morta entre segunda e terça-feira, contudo, apenas os exames periciais poderão atestar tecnicamente o período em que ocorreu o assassinato.


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