A Polícia Civil de Goiás cumpriu nesta segunda-feira (2/2) três mandados de prisão temporária e de busca e apreensão ligados a uma investigação sobre execução ocorrida em Nerópolis. As medidas resultaram na detenção de três suspeitos apontados pela participação no homicídio qualificado, segundo a delegacia responsável.
A ação foi autorizada pela Justiça após investigação que reuniu indícios da participação dos alvos no crime, perpetrado com disparo de arma de fogo dentro de um estabelecimento comercial, em setembro do ano passado. O trabalho policial foi descrito pela corporação como robusto e minucioso.
Os mandados foram cumpridos com o apoio do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) e do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), em endereços localizados em Anápolis, Goianápolis e Goiânia. A atuação integrada foi apontada como decisiva para o desfecho das diligências.
Durante as buscas, um dos investigados foi surpreendido em posse de uma pistola. Pela situação, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma, além de ter a prisão temporária decretada e executada. A arma foi apreendida e encaminhada para perícia.
Os três presos foram conduzidos à unidade policial e permanecem à disposição do Poder Judiciário para os procedimentos cabíveis. Os nomes dos detidos não foram divulgados pela Polícia Civil, que ressalta o sigilo das investigações em andamento.
A polícia informou que as diligências prosseguem para esclarecer integralmente a dinâmica do crime e a participação de cada investigado. Novas medidas poderão ser adotadas conforme o aprofundamento das apurações e eventuais elementos colhidos na fase pericial.
A Polícia Civil de Goiás cumpriu na última quarta-feira (26/11) mandados de prisão contra integrantes de uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos. A Operação Tesouro Desviado, deflagrada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais de Formosa, investiga um prejuízo de R$ 2,6 milhões aos cofres da Prefeitura de Nazário.
As investigações revelaram que os criminosos utilizaram engenharia social sofisticada para aplicar o golpe. Eles se passaram por representantes da Caixa Econômica Federal e convenceram servidores municipais a realizar dezenas de transferências bancárias irregulares. Os valores foram direcionados para contas de pessoas físicas e jurídicas em diversos estados do país.
O trabalho investigativo contou com cooperação entre as delegacias de Formosa, Nazário e Trindade. Essa articulação permitiu o rastreamento das transações e a identificação dos beneficiários em tempo reduzido.
Foram presos em flagrante Alberto Farias de Sousa, de 44 anos, apontado como um dos orientadores do esquema, e Tomaz Victor, de 23 anos, identificado como elo intermediário da associação criminosa.
“Os investigados atuavam a partir de Formosa na coordenação das transferências irregulares”, confirmaram as autoridades policiais.
Durante as buscas, os agentes apreenderam celulares, documentos e outros elementos que comprovam a dinâmica das fraudes. As evidências reforçam a participação dos dois detidos na operação criminosa.
Alberto foi autuado pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. Tomaz responde por associação criminosa. As investigações continuam para identificar outros participantes e recuperar os recursos desviados.
A divulgação das imagens dos presos foi autorizada conforme legislação específica. A medida busca auxiliar na identificação de possíveis vítimas e testemunhas que possam contribuir com as investigações.
Ação do Bope no Morro do Santo Amaro deixou mais 5 pessoas feridas; armas dos agentes foram apreendidas
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), determinou neste domingo (8.jun.2025) o afastamento de 2 comandantes e 12 policiais envolvidos na operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que deixou um jovem morto e 5 pessoas feridas durante uma festa junina na 6ª feira (6.jun.2025), no morro do Santo Amaro, no Catete, zona sul da capital fluminense.
Os 2 comandantes são os coronéis André Luiz de Souza Batista, do COE (Comando de Operações Especiais), e Aristheu Lopes, do Bope. O jovem morto foi Herus Guimarães Mendes, 23 anos, atingido na barriga por um disparo. Ele chegou a ser levado ao Hospital Glória D’Or, mas não resistiu aos ferimentos.
Castro afirmou que as investigações serão conduzidas pela Polícia Civil e pela Corregedoria Interna da PM com “extremo rigor e agilidade”. Ele também expressou solidariedade às vítimas.
As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia e as imagens das câmeras corporais serão disponibilizadas ao Ministério Público.
Segundo relatos de moradores, a ação causou pânico durante o evento comunitário. Testemunhas afirmam que os agentes entraram na comunidade atirando enquanto a festa estava em andamento.
A Polícia Militar justificou a operação como emergencial, alegando ter recebido informações sobre a presença de criminosos armados na região. A corporação afirmou que houve confronto iniciado por suspeitos.
A Polícia Civil informou que nenhum dos 5 feridos durante a operação tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Na manhã de sábado (7.jun.2025), moradores da comunidade realizaram uma manifestação na rua Pedro Américo. Eles exigiram justiça pelas vítimas e protestaram contra a ação policial realizada durante o evento comunitário.
“Sabe o que aconteceu? Foi o terrorismo militar!”
A revolta de um morador de Santo Amaro expõe o medo e a indignação após a ação do Bope, na noite de sexta-feira (6). O bairro virou cenário de mais uma operação violenta que aterrorizou famílias inteiras.
🎥 @sammillant pic.twitter.com/Oh1nSNy5wU
— Voz das Comunidades (@vozdacomunidade) June 7, 2025
AGORA | ATO DE JUSTIÇA POR HERUS GUIMARÃES MENDES Jovens pretos, favelados em uma só voz: JUSTIÇA! pic.twitter.com/qdkeuVxj9v
— Voz das Comunidades (@vozdacomunidade) June 8, 2025
Ato de justiça por Herus Guimarães https://t.co/7vYh3mSmj3
— Voz das Comunidades (@vozdacomunidade) June 8, 2025
A Polícia Civil de Goiás prendeu 20 pessoas e cumpriu 24 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (10/09) como parte da 21ª fase da Operação Protectio, que visa combater o golpe do falso financiamento. A ação, conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (DECON), ocorreu na Região Metropolitana de Goiânia e resultou na apreensão de documentos e celulares, avançando nas investigações sobre o esquema que já vitimou centenas de consumidores.
De acordo com o delegado Khlisney Kesser, responsável pelo caso, o número de pessoas envolvidas no golpe pode ser ainda maior. “Apesar dos 20 mandados de prisão de hoje, já temos na nossa investigação mais de 50 pessoas. Pelo grande número de empresas – mais de 20 CNPJs criados – vemos que é uma rede muito ampla.”
Kesser explicou que, em apenas uma das empresas investigadas, uma das supostas equipes de golpistas arrecadou cerca de um milhão de reais entre novembro e maio deste ano. “Cada empresa conta com, no mínimo, quatro equipes. Através da análise dos cadernos apreendidos, apuramos que só uma equipe conseguiu esse valor, então o prejuízo é muito grande, mesmo que cada vítima pague entre 2 e 5 mil reais”, afirmou o delegado.
De acordo com a investigação, o golpe geralmente começa com a vítima visualizando um anúncio de veículos com parcelas baixas em plataformas online, como Facebook, Instagram ou OLX. “Quando eles ligam para o número, descobrem que se trata de uma empresa e são convencidos a ir até o local. Lá, são enganados com a promessa de que terão o veículo dentro de sete dias, mas, após esse prazo, o carro não é entregue e percebem que caíram em um golpe”, explicou o delegado.
O delegado também alertou sobre a importância de verificar a legitimidade dos estabelecimentos antes de fechar negócios, principalmente aqueles que envolvem grandes valores. “Antes de comprar um veículo, procure a delegacia ou o Procon para ter certeza de que essas empresas são regulares e legítimas. Não se deixe levar por anúncios atraentes e evite tomar decisões precipitadas. Esses golpes estão muito disseminados”, concluiu.










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