19 de janeiro de 2026
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Com o objetivo de alinhar a educação pública goiana às demandas do mercado de trabalho, o deputado estadual Antônio Gomide (PT) apresentou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), o projeto de lei nº 29232/25. A proposta institui a Política Estadual de Incentivo à Oferta de Cursos Técnicos Gratuitos em Energias Renováveis e Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nas escolas da rede pública estadual.

A política pública tem como objetivos ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica de nível médio, gratuita e de qualidade, nas áreas de energias renováveis e TICs; qualificar jovens e adultos para atender às demandas de um mercado de trabalho em constante evolução, com foco na inovação e sustentabilidade; fomentar o desenvolvimento econômico e social do Estado de Goiás, impulsionando cadeias produtivas de energias renováveis e o setor de tecnologia; promover a sustentabilidade ambiental, por meio da formação de profissionais aptos a atuarem com tecnologias limpas e eficientes; e reduzir as desigualdades regionais, expandindo a oferta educacional para todas as regiões do estado. 

De acordo com o texto do projeto, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), em colaboração com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e outros órgãos e entidades serão responsáveis pela coordenação e execução da iniciativa.

O deputado também estipula na proposta que a oferta dos cursos técnicos se dará, preferencialmente, por meio de criação de novos cursos técnicos e especializações nas Escolas do Futuro do Estado de Goiás (EFG) e nos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Cotec); adaptação e enriquecimento dos currículos existentes em escolas estaduais que já ofereçam educação profissional e tecnológica; celebração de convênios e parcerias com instituições de ensino técnico, federais e privadas, para ampliação da oferta e compartilhamento de infraestrutura e conhecimento; e utilização de plataformas de ensino a distância e metodologias inovadoras, visando à universalização do acesso.

Segundo Gomide, o projeto de lei “reflete a urgência e a importância de preparar a força de trabalho goiana para os desafios e oportunidades de uma economia global cada vez mais impulsionada pela inovação, sustentabilidade e tecnologia”. A matéria está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Alego, sob a relatoria do deputado Mauro Rubem (PT).

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Civil de Goiás deflagrou na manhã desta quarta-feira (22/4) uma grande ação com objetivo de cumprir 100 mandados judiciais de prisão temporária e de busca e apreensão contra um grupo criminoso especializado na aplicação de diversos golpes por meio digital. A quase totalidade dos mandados judiciais – 96 dos 100 – são contra alvos no estado de Goiás. Os demais são dois no Tocantins e dois no Distrito Federal.

A operação é executada por policiais civis da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), através do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), com apoio das polícias civis do Tocantins e do Distrito Federal. Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio dos saldos existentes nas contas bancárias de todos os investigados.

A operação desta quarta-feira é a 2ª fase da Operação Rede Integrada. A 1ª fase da operação foi realizada em 2023 com cumprimento de 16 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Goiás, Piauí e Tocantins. Na ocasião, o alvo da operação era uma organização criminosa especializada no golpe do novo número, que fez ao menos 31 vítimas em oito estados.

A investigação apura a atuação de uma associação criminosa suspeita de aplicar diversos tipos de golpes, como golpe do novo número, golpe o falso intermediário, golpe do falso boleto, golpe do perfil falso e o golpe do nude (sextorsão). Também é investigado o crime de lavagem de dinheiro oriundo das fraudes.

A Polícia Civil de Goiás informou que a investigação identificou integrantes em todos os níveis hierárquicos da organização, completando a chamada “cadeia do crime” – desde os responsáveis pela engenharia social que enganam as vítimas, passando pelos captadores e fornecedores de contas bancárias, até aqueles que efetivamente aplicavam os golpes. Muitos dos envolvidos são ex-presidiários, com histórico de atuação em outros crimes.

“Também foi constatado que diversos investigados evoluíram ao longo do tempo, passando de simples ‘conteiros’ (pessoas que emprestam ou alugam contas bancárias para transações ilícitas) para funções de maior responsabilidade, como captadores de contas e operadores diretos dos golpes”, informou a PCGO em nota

Criminosos usaram mais de 1.100 contas bancárias

Com o aprofundamento das apurações, foram identificadas 157 ocorrências policiais registradas entre 2021 e 2024, todas relacionadas aos 50 investigados, cujos crimes foram praticados em desfavor de vítimas residentes em vários Estados da Federação. Além disso, os criminosos tinham à disposição mais de 1.100 contas bancárias utilizadas para movimentar os valores obtidos ilicitamente.

Os crimes são tipificados como estelionato qualificado, associação criminosa e lavagem de capitais (art. 171, § 2º-A, art. 288, caput, ambos do Código Penal, e art. 1º, caput, § 4º, da Lei 9.613/1998).

A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos nos crimes.

Principais tipos de golpes aplicados

Golpe do novo número: alguém se passa por um familiar ou conhecido da vítima que trocou o número de celular e pede transferências bancárias.

Golpe do falso intermediário: quando um anúncio de venda verdadeiro é duplicado e alterado com os dados dos golpistas.

Golpe do falso boleto: boletos bancários são fraudados e alterados com os dados dos golpistas.

Golpe do perfil falso: neste caso a organização cria perfis falsos de estabelecimentos ou pessoas para enganar clientes.

Golpe do nude: quando a vítima é convencida a enviar fotos íntimas por aplicativos de mensagens e depois é pressionada a fazer transferências bancárias para que as imagens não sejam divulgadas.

Autor Manoel Messias Rodrigues