19 de janeiro de 2026
  • 09:35 Líderes realizam 56ª edição do Fórum de Davos nesta 2ª feira
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Presidente dos EUA, Donald Trump, retorna ao evento realizado na Suíça após 6 anos, em meio à problemas internos da instituição

Chefes de Estado, de governo e executivos realizam nesta 2ª feira (19.jan.2026) a 56ª edição do Fórum de Davos, organizada pelo Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos. O evento se dá em um momento decisivo para o futuro da própria instituição, que enfrenta problemas internos e busca se reposicionar em um cenário de instabilidade do multilateralismo global. O evento será realizado do 19 a 23 de janeiro.

O encontro visa promover o diálogo entre líderes políticos, empresariais e da sociedade civil sobre os principais desafios econômicos e geopolíticos globais. O encontro de 5 dias tem como tema “Um espírito de diálogo”, com foco na retomada da cooperação internacional em meio a tensões geopolíticas e econômicas. O evento é realizado anualmente desde 1971.

Críticos apontam que o encontro tem perdido capacidade de influência concreta nas decisões globais e se consolidado mais como um espaço de debate e networking entre elites políticas e econômicas do que como um fórum capaz de produzir consensos ou encaminhamentos práticos.

Segundo a organização, “líderes mundiais dos setores governamental, empresarial, da sociedade civil e acadêmico se reunirão em Davos para participar de discussões voltadas para o futuro, com o objetivo de abordar questões globais e definir prioridades. O apelo por uma ação coletiva ousada torna o encontro particularmente relevante”.

Eis os 5 tópicos que serão abordados:

  • Como podemos construir prosperidade dentro dos limites planetários?
  • Como podemos cooperar em um mundo mais disputado?
  • Como podemos desbloquear novas fontes de crescimento?
  • Como podemos investir melhor nas pessoas?
  • Como podemos implementar a inovação em larga escala e de forma responsável?

O evento passa por transformações em sua estrutura organizacional. Em agosto de 2025, Larry Fink, CEO da BlackRock, assumiu a copresidência do fórum com o vice-presidente do laboratório suíço Roche, Severin Schwan. Eles substituíram Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, que deixou o cargo durante uma investigação interna sobre governança e uso de recursos e foi, posteriormente, absolvido das acusações.

PRESENÇA NORTE-AMERICANA

O chefe da Casa Branca, Donald Trump (Partido Republicano), líder do país que detém a maior economia do mundo, já afirmou que prioriza interesses nacionais e políticas protecionistas, posição que contrasta com a agenda de cooperação econômica defendida no fórum.

A última vez que Trump esteve presente em Davos foi em 2020, durante seu 1º mandato. Em 2025, já de volta à presidência, ele optou por participar da 55ª edição por videoconferência. Dessa vez, comparecerá presencialmente com uma delegação composta por líderes governistas, como o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o secretário de Estado, Marco Rubio.

A secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, afirmou durante conversa com jornalistas na 5ª feira (15.jan.) que um dos tópicos abordados por Trump serão as “iniciativas habitacionais” norte-americanas. Segundo ela, “o presidente Donald Trump sabe que os EUA são mais fortes quando são uma nação de proprietários, e não de inquilinos, e está determinado a proporcionar essa oportunidade ao maior número possível de norte-americanos”.



Autor Poder360 ·


Milhares foram às ruas em Buenos Aires contra declarações; o presidente da Argentina disse que “ideologia de gênero leva à pedofilia”

O presidente da Argentina Javier Milei (La Libertad Avanza, direita) minimizou nesta 2ª feira (3.fev.2025) os protestos que se deram no país por uma fala durante o Fórum Econômico Mundial. O libertário fez críticas à “agenda woke” e disse que a “ideologia de gênero levada ao extremo leva à pedofilia”.

Milhares foram às ruas em Buenos Aires contra o governo Milei. Em entrevista ao LN+, ele disse ter “pena” dos manifestantes. 

Eu tenho pena que as pessoas continuem sendo enganadas […] inventaram uma mentira, nesse caso editaram parte do meu discurso em Davos, um trecho em que dediquei à destruição da instituição Woke, que dura 1 minuto e meio. Eles fizeram um recorte”, disse.

Assista:

Apesar de dizer que foi uma “mentira”, Milei voltou a dizer que a “ideologia de gênero” em casos “extremos” leva ao abuso sexual de menores de idade. Disse que a manifestação foi “política” e que lá se juntaram “todos os anti-Milei” e “odiadores do governo”.

A “Manifestação do Orgulho Antifacista e Antiracista”, como foi chamada, se deu no sábado (1º.fev). Segundo o jornal La Nación, os manifestantes se concentraram na praça de Mayo e carregaram cartazes e bandeiras contra Milei. Estiveram presentes figuras da oposição a Milei, como Axel Kicillof, governador da província de Buenos Aires. Milei criticou a ida de Kicillof à manifestação.

[Na manifestação] apareceu o governador da província de Buenos Aires, a província vive um banho de sangue e ele aparece lá para fazer barulho político em uma manifestação“, declarou.



Autor Poder360 ·