Empresa aumenta investimentos em segurança e infraestrutura para parceiros no país, ampliando o acesso aos Pontos de Apoio para condutores parceiros
Consolidada como um dos principais superapps do Brasil, a 99 expandiu a base de usuários para mais de 60 milhões em 2025, um aumento de 15,3% em relação aos cerca de 52 milhões registrados no ano anterior.
Para acompanhar a demanda em ascensão, a plataforma apresentou também avanço no número de condutores parceiros, que passou de 2,2 milhões para mais de 2,5 milhões no período. Representa uma alta de 13,6%, fortalecendo a capilaridade da operação no país, segundo dados da companhia.
De acordo com a 99, o crescimento também está associado a investimentos que visam a proporcionar mais segurança e conforto aos profissionais parceiros. Para cumprir essa diretriz, a empresa aportou R$ 145 milhões em recursos tecnológicos e ações de segurança em 2026. O montante é quase o dobro dos R$ 75 milhões alocados para esses mesmos fins em 2025.
Além da segurança digital, a 99 investe em estruturas físicas. A estratégia inclui o aporte de R$ 50 milhões em PDAs (Pontos de Apoio) para motoristas e entregadores. Gratuitos, esses espaços foram criados para garantir mais conforto, segurança e praticidade aos profissionais parceiros ao longo da jornada de trabalho. Nas instalações, há estacionamento para as motocicletas, área de descanso, hidratação, espaço para refeições com micro-ondas, banheiros, wi-fi e tomadas para recarga de celular.
A unidade mais recente é o Ponto de Apoio Paulo de Frontin, inaugurado em 16 de junho, no Rio de Janeiro. O local oferece, ainda, suporte para carregamento de bikes e motocicletas elétricas.
Ecossistema convergente
Segundo a plataforma, os números e o desempenho dos últimos anos refletem a evolução da 99 como um superapp que integra mobilidade, delivery de comida (99Food), entrega de objetos (99Entrega), conveniência (99Compras) e conta digital (99Pay) em um único ecossistema.
Além das múltiplas funções em um app convergente, os parceiros têm disponível uma variedade de serviços para elevar a renda. Um mesmo motociclista pode, por exemplo, trabalhar com delivery de alimentos, entregas ou transporte de pessoas e receber pela conta digital disponível no próprio app.
Capilaridade
Com presença em 8 a cada 10 municípios brasileiros, totalizando mais de 4.400 cidades, a companhia viabiliza mais de 3 bilhões de pedidos anuais no país. Realizou investimento de R$ 2 bilhões para ampliar a área de atuação.
Para sustentar a operação, expandiu a estrutura interna. De 2024 para 2025, o aumento nas contratações foi de 233,1% e, no comparativo entre 2025 e 2026, a alta alcança 36,6%. Atualmente, a empresa tem mais de 3.000 colaboradores.
A 99 também lidera a Aliança pela Mobilidade Sustentável, que atraiu mais de R$ 410 milhões em recursos para a descarbonização no Brasil. O movimento incentiva o uso de veículos elétricos, que podem reduzir em até 80% os custos operacionais para os condutores.
Este conteúdo foi produzido e pago pela 99. As informações e opiniões divulgadas são de total responsabilidade do autor.
Investimentos, exportações e gastos públicos impulsionaram a atividade econômica do país; revisão eleva crescimento no período
Dados da 3ª estimativa divulgada nesta 5ª feira (25.jun.2026) pelo BEA (Bureau of Economic Analysis) mostram que o PIB real dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de 2,1% no 1º trimestre de 2026. O resultado representa uma aceleração ante o 4º trimestre de 2025, quando o país havia registrado um crescimento de 0,5%.
O dado atual também traz revisão para cima de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Reflete principalmente uma redução nas importações –que são subtraídas no cálculo do PIB–, o que acabou compensando uma leve revisão para baixo dos gastos dos consumidores. Eis a íntegra do documento (PDF – 684 kB, em inglês).
Os pilares que sustentaram a expansão econômica de janeiro a março foram:
- investimentos e exportações – contribuíram positivamente para o saldo final;
- gastos governamentais – houve um aumento, com o setor público apresentando um crescimento de 7,5% em seu valor agregado real;
- setor de serviços e indústria – crescimento liderado pelas indústrias de informação, serviços profissionais, científicos e técnicos, além da fabricação de bens duráveis.
Por outro lado, o comércio (varejista e atacadista) e o setor de finanças e seguros registraram retrações, atuando como freios para um crescimento ainda maior.
No campo social, a renda pessoal dos norte-americanos subiu 3,4% (um acréscimo de US$ 222,6 bilhões). O destaque absoluto foi a Dakota do Norte, onde a renda saltou 22,4% no trimestre.
Já o Havaí registrou uma queda acentuada de 23,9%. O relatório explica que o movimento é um ajuste técnico depois do pagamento de indenizações às famílias vítimas dos incêndios florestais de Maui em 2023.
O crescimento não foi uniforme em todo o território. O PIB real aumentou em 46 Estados e no Distrito de Columbia. O Estado de Washington liderou o ranking com uma expansão de 4,5%, impulsionado pelo setor de tecnologia. No extremo oposto, a Dakota do Sul viu sua economia encolher 1,6%, afetada principalmente pela agropecuária e silvicultura.
A pressão inflacionária permanece no radar. O PCE (índice de preços de despesas de consumo pessoal) aumentou 4,6% no trimestre. Já os lucros corporativos mostraram resiliência, com um aumento de US$ 74,4 bilhões na produção corrente.
Os dados consolidados reforçam uma trajetória de recuperação da economia norte-americana, que parece ter deixado para trás o ritmo lento observado no final de 2025.
A próxima atualização oficial sobre o desempenho econômico (estimativa antecipada do 2º trimestre) será em 30 de julho.
Alistamento militar feminino teve início em 2025; Aeronáutica tem maior participação desse grupo em relação ao total
A participação feminina nas Forças Armadas do Brasil cresceu 9,9% nos últimos 5 anos. De 2021 a 2025, foi de 34.227 mulheres para 37.622.
No último ano, representaram 10,9% do total efetivo das 3 Forças -Exército, Marinha e Aeronáutica.
A Aeronáutica é a Força com maior participação feminina em relação ao efetivo total. Em 2025, eram 15.080 mulheres, 22,3% do total.
A Marinha tem o menor número de mulheres (9.084) entre as Forças, mas é a 2ª proporcionalmente ao efetivo. Do total de militares, 12,5% são mulheres.
Já o Exército conta com 13.458 mulheres, o que representa 6,5% do efetivo total.

ALISTAMENTO FEMININO
A possibilidade de alistamento para mulheres nas Forças Armadas é recente. Desde 2025, candidatas com mais de 18 anos podem voluntariamente se alistar.
O Ministério da Defesa afirmou à época que a iniciativa visa a aumentar progressivamente o número de mulheres recrutadas pelo serviço militar inicial feminino. Tem como objetivo fazer com que, em até 10 anos, as mulheres representem 20% das vagas do alistamento militar.
Antes, as mulheres só podiam ingressar nas Forças Armadas por concurso público ou escolas militares como a EspCEx (Escola Preparatória de Cadetes do Exército) e o Colégio Naval, por exemplo.
Em março de 2026, mulheres foram pela 1ª vez incorporadas ao Smirf (Serviço Militar Inicial Feminino). Ao todo, 1.467 ingressaram de forma conjunta e voluntária nas Forças Armadas para prestar o serviço militar em 13 estados e no Distrito Federal.
A formação básica tem duração de 3 ou 4 meses, a depender da Força. Nesse período, as voluntárias passam por um processo de adaptação à rotina militar. As atividades incluem horários rigorosos, treinamento físico, instrução no manuseio de armamentos, serviço de guarda no quartel, ordem unida (desfile militar) e atividades de campo de treinamento.
Depois que concluem a formação básica, as incorporadas desempenham atividades administrativas e operacionais. Funções são definidas considerando o perfil, a aptidão individual e a necessidade de cada Força. A capacitação e as atividades desempenhadas pelas mulheres são equivalentes às dos homens, assim como os benefícios.
1ª MULHER GENERAL
Em 2026, a médica coronel Cláudia Lima Gusmão Cacho, 57 anos, se tornou a 1ª mulher a alcançar o generalato na história do Exército.
Durante cerimônia em 1º de abril, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, classificou a promoção como um avanço histórico e citou a crescente integração feminina em áreas operacionais.
Afirmou que, a partir de 2026, o segmento feminino passou a integrar também o quadro de Comunicações e atividades de combate.
Além disso, o Exército iniciou o Serviço Militar Feminino voluntário com 1.465 pioneiras, selecionadas entre um universo de 34.000 inscritas.
Cláudia Cacho era a única mulher entre os 30 oficiais promovidos na solenidade de abril.
Levantamento mostra que 39% dos moradores da capital paulista não se identificam com nenhum campo ideológico
Levantamento do Monitor do Debate Político mostra que cresceu a identificação da população da cidade de São Paulo com a esquerda ou a direita. A pesquisa, vinculada ao Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e à USP (Universidade de São Paulo), mede essas tendências desde 2019.
Em 2019, a parcela da população que se considerava de esquerda era de 16%. Passou para 20% em 2023 e chegou a 28% em 2026.
A identificação com o campo da direita também cresceu entre os paulistanos. Foi de 9% em 2019, chegou a 15% em 2023 e, no levantamento mais recente, alcançou os 21%.
Por outro lado, o grupo que não se identifica com nenhum dos lados diminuiu. Foi de 57% para 48% nos primeiros levantamentos e, em 2026, chegou a 39%. Os que não sabem somaram 8% em 2019, 8% em 2023 e, neste ano, alcançaram 5%.
PARTIDOS
O Monitor do Debate Político também perguntou: “Entre os partidos políticos brasileiros, com qual você se identifica?”.
Em 2019, a parcela da população que se identificava com o Partido dos Trabalhadores era de 18%. Passou para 29% em 2023 e caiu para 22% em 2026.
Já a identificação com o Partido Liberal não se alterou nos dois últimos levantamentos. Foi de 0% em 2019 para 8% em 2023 e, no levantamento mais recente, manteve os mesmos 8%.

Aparecida de Goiânia ultrapassou a marca de 100 mil empresas em atividade em 2025, segundo dados da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). O balanço aponta que quase 9 mil novos negócios foram abertos entre janeiro e novembro do ano passado, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), pequenas, médias e grandes empresas. O crescimento acumulado no período, comparado a 2024, chega a 21%.
Com esse desempenho, o município ocupa a 3ª posição entre as cidades que mais abriram empresas em Goiás, atrás apenas de Goiânia e Anápolis. Considerando apenas empresas que não são MEI, Aparecida registrou 1.972 novos empreendimentos entre março e novembro, já na gestão do prefeito Leandro Vilela. Em outubro, a média foi de oito novas empresas por dia.
Para o prefeito, os números refletem a recuperação do ambiente urbano e administrativo:
“Quando assumimos a Prefeitura, encontramos uma cidade deteriorada, com lixo, mato, entulho e iluminação precária. Trabalhamos primeiro para reorganizar Aparecida, porque nenhum empresário investe em um lugar sem estrutura”, afirma Vilela.
Ele destaca também fatores como segurança jurídica, estabilidade regulatória e melhoria no atendimento ao setor produtivo. Entre as ações, está o Programa Aparecida Digital, que disponibiliza mais de 220 serviços on-line e tornou 100% dos processos administrativos digitais.
Mais de 125 mil empregos
Os setores de serviços, comércio e indústria concentram 87% dos 126,7 mil empregos formais registrados em outubro de 2025, segundo o Caged. O dinamismo econômico tem atraído novos empreendedores locais, como Anathan Santos e Vinícius Castro, que abriram uma loja de manutenção de motocicletas no Veiga Jardim para atender trabalhadores de aplicativos.
“Nós conhecemos a cidade e vimos a demanda. Foi natural investir aqui”, diz Anathan.
O crescimento empresarial de Aparecida de Goiânia, impulsiona a cidade como polo econômico estratégico na região metropolitana. A combinação de ambiente regulatório simplificado, ampliação de serviços digitais e expansão do setor de serviços contribui para diversificar a base produtiva e sustentar o mercado de trabalho formal.
Presidente brasileiro está na Malásia para fortalecer as parcerias estratégicas com os países do Sudeste Asiático
A aproximação econômica com o Sudeste Asiático é um dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem em sua agenda ao participar da 47ª Cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), realizada deste domingo (26.out.2025) até 3ª feira (28.out) em Kuala Lumpur (Malásia).
“A Asean é hoje o 5º principal parceiro comercial do Brasil, o 4º destino das nossas exportações e o grupo que respondeu por mais de 20% do superavit do comércio exterior brasileiro, com saldo favorável de cerca de US$ 15,5 bilhões”, disse o embaixador Everton Lucero, diretor do departamento de Índia, Sul e Sudeste da Ásia do Ministério das Relações Exteriores, ao falar da viagem de Lula à Indonésia e à Malásia.
O bloco importou US$ 26,3 bilhões de bens brasileiros em 2024, segundo o ComexStats. Os principais produtos comprados são combustíveis minerais, rações e minérios. O Brasil, por sua vez, importou US$ 10,8 bilhões da Asean –ou seja, há superavit comercial.
A Asean é um bloco composto por 10 países do Sudeste Asiático. São eles:
- Brunei;
- Camboja;
- Cingapura;
- Filipinas;
- Indonésia;
- Laos;
- Malásia;
- Mianmar;
- Tailândia;
- Vietnã.
As nações têm, juntas, cerca de 692 milhões de habitantes, segundo dados compilados pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Isso representa 8,6% da população mundial. Concentram um PIB (Produto Interno Bruto) nominal de cerca de US$ 4 trilhões –para comparação, o do Brasil é de US$ 2,13 trilhões.

Em 2018, o total exportado pelo Brasil à Asean representava 4,5% do total das exportações brasileiras.
Em 2024, esse percentual subiu para 7,8%.

O volume importado da Asean pelo Brasil vem oscilando ao longo dos anos. Em 2018, 4,3% de todas as importações do Brasil eram do bloco asiático.
Esse percentual chegou a 4,8% em 2019 e caiu para 3,7% em 2022. Voltou a subir depois que Lula assumiu a Presidência em 2023. Em 2024, foi de 4,1%.

LULA NA ASEAN
O petista quer fortalecer as parcerias estratégicas com os países do Sudeste Asiático e ampliar a presença do Brasil na região. Antes da Malásia, foi à Indonésia, onde visitou a sede da Asean em Jacarta.
A passagem de Lula por Kuala Lumpur tem, segundo o Planalto, o objetivo de intensificar e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais. O foco é em setores estratégicos como energia, ciência, tecnologia e inovação.
O embaixador Everton Lucero disse que há 3 eixos principais que Lula busca contemplar com a viagem à Malásia:
- ampliar e diversificar o comércio e os investimentos bilaterais;
- desenvolver cooperação em setores estratégicos para o desenvolvimento das regiões;
- aproveitar a sinergia política entre os líderes para uma maior convergência nas posições internacionais, especialmente em temas relacionados à Asean.
Lula participa no domingo (26.out) da 47ª Cúpula da Asean, que reúne lideranças empresariais e governamentais dos países-membros do bloco. Depois, vai ao Fórum Bilateral Brasil-Malásia, voltado à aproximação direta entre os setores privados dos 2 países.
O presidente reservou parte do domingo para reuniões bilaterais durante sua viagem à Malásia. Deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), no fim da tarde, no horário local, e início da manhã, no horário de Brasília. A aproximação entre os 2 presidentes começou em setembro na Assembleia Geral da ONU, quando eles se encontraram, se cumprimentaram e Trump disse ter gostado de Lula. O norte-americano disse que houve uma “química excelente” entre eles.
Em 6 de outubro, os 2 presidentes conversaram por telefone por cerca de 30 minutos. Na época, o Palácio do Planalto disse que o tom foi amistoso. O petista destacou que o Brasil é um dos países com quem os EUA mantém superavit comercial e solicitou a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros importados e o fim de medidas restritivas contra autoridades brasileiras.
Durante as negociações, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, reuniu-se por cerca de 1 hora com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em 16 de outubro em Washington. Depois do encontro, o chanceler brasileiro declarou a jornalistas que a reunião havia sido “muito produtiva”.
Agora, Lula e Trump estão na Malásia e o encontro deve ser realizado durante a cúpula da Asean. No sábado, Trump disse a jornalistas a bordo do Air Force 1, seu avião oficial, acreditar que se encontrará com o brasileiro. Na sequência, um jornalista pergunta ao republicano se ele está disposto a reduzir as tarifas sobre os produtos brasileiros. O norte-americano sinalizou que sim, desde que seja “sob as circunstâncias certas”.
A aproximação marca uma guinada na postura de Trump, que em julho impôs tarifas adicionais sobre produtos brasileiros e condicionou a normalização das relações à suspensão do julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal). O julgamento não foi suspenso e Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma da Corte a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Leia mais:
Empresas investiram US$ 4,18 bilhões em 2024, mostra estudo do Centro Empresarial Brasil-China; valor é o maior desde 2021
Empresas chinesas investiram US$ 4,18 bilhões no Brasil em 2024 –alta de 113% sobre o total de 2023. Foi o maior valor desde os US$ 5,9 bilhões de 2021. Os dados são de estudo que o CEBC (Centro Empresarial Brasil-China) apresentou nesta 5ª feira (4.set.2025). Leia a íntegra (PDF – 2,5 MB).
Houve aceleração do fluxo de investimentos chineses no Brasil. Em 2023, a alta havia sido de 33% sobre o total de 2022. Leia a íntegra do relatório (PDF – 2 MB).
O diretor de Pesquisa do CEBC, Tulio Cariello, disse que os investimentos em 2021 foram especialmente altos por causa de projetos de exploração de petróleo. Os valores também aumentaram muito naquele ano porque houve retomada de atividades com a redução da intensidade da pandemia.
Cariello afirmou que os investimentos são favorecidos pelo fato de o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter relações mais próximas com a China do que o de Jair Bolsonaro (PL).
Mas o especialista avalia que os números de 2021 mostram que essa proximidade é apenas um dos fatores: “A política externa conta, mas não é o mais importante. Os investidores buscam oportunidade e segurança, que o Brasil oferece”.
O CEBC monitora e registra constantemente os investimentos que a mídia e as empresas anunciam. Checa o que é realizado de fato. Considera o fato de a empresa ter sede na China, não o país de onde manda o dinheiro para o Brasil.
O valor do CEBC é muito superior aos US$ 306 milhões de investimentos chineses em 2024 registrados pelo BC (Banco Central).
A série do CEBC, com a metodologia atual, começa em 2010. Houve investimentos chineses de US$ 13 bilhões. Os picos em alguns anos se devem a aportes em grandes projetos. Não há atualização dos números pela inflação do dólar. Isso significa que valores mais antigos são ainda maiores em termos relativos do que parecem.
QUEDA NOS EUA
Os investimentos chineses nos EUA em 2024 foram de US$ 2,23 bilhões em 2024 –queda de 11% ante 2023. Para a América Latina sem o Brasil, o fluxo foi 8,4% menor no período. Os investimentos globais chineses cresceram 11% em 2024 ante 2023.
O Reino Unido foi o país que teve o maior volume de investimentos chineses em 2024, com US$ 4,6 bilhões segundo dados do Cgit (China Global Investment Tracker). O Brasil teve US$ 3,21 bilhões. O valor é menor do que o do CEBC porque inclui só investimentos acima de US$ 100 milhões. O Brasil fica em 6º lugar na comparação com outros países listados pelo Cgit.

O setor de energia elétrica investiu US$ 1,43 bilhão em 2024. A alta de 115% foi acima da média. Tem também a maior fatia, de 34% do total.
“Muitos desses investimentos foram realizados em energia eólica e solar por empresas chinesas que já estão instaladas no Brasil há muito tempo”, disse Cariello.

As fábricas de veículos ficaram em 3º lugar em 2024 com investimentos de US$ 575 milhões. A alta foi de 1% ante 2023.
A empresa lidera o mercado de comércio eletrônico dos EUA, que cresce cada vez mais no país
A Amazon ampliou sua liderança no mercado de comércio eletrônico dos EUA no 2º trimestre, segundo o banco JPMorgan (NYSE:JPM), que citou o crescimento acelerado do varejo da empresa e suas vantagens logísticas.
Em uma atualização de seu modelo de e-commerce dos EUA, a empresa informou que as vendas online norte-americanas aumentaram 5,3% em relação ao ano anterior no 2º trimestre. Mantiveram-se praticamente estáveis em comparação ao crescimento de 5,6% observado no 1º trimestre.
“A inserção do e-commerce nos EUA aumentou ano a ano pelo 10º trimestre consecutivo no 2T, subindo +17 pontos base em relação ao ano anterior para 21,9% das vendas ajustadas do varejo”, escreveram os analistas.
O varejo da Amazon superou o mercado mais amplo. O JPMorgan afirmou que o crescimento das vendas diretas globais da Amazon acelerou para 10% ano a ano em moeda constante, em comparação com 6% no trimestre anterior.
As vendas de terceiros também cresceram 10%, acima dos 7% no 1º trimestre. O crescimento foi “impulsionado pelo crescimento extraordinário em itens essenciais (cerca de 1/3 das unidades vendidas), entrega SD1D (Same-Day/1-Day Delivery) em tempo recorde… e expansão do ecossistema Prime”, observou o JPMorgan.
Os analistas estimam que a participação da Amazon no e-commerce dos EUA aumentou mais de 2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, chegando a 46,8% no 2º trimestre.
Pensando nos valores futuros, o banco projeta que a participação de mercado da Amazon alcançará 47,4% no 3º trimestre e 49,2% no 4º trimestre.
“Acreditamos que a Amazon (NASDAQ:AMZN) continua bem posicionada como líder em comércio eletrônico”, escreveu JPMorgan, reiterando a ação como a “melhor ideia” da empresa.
O banco prevê uma ligeira desaceleração no crescimento geral do e-commerce dos EUA no 2º semestre de 2025. O resultado se deve a uma difícil comparação ao último semestre e por possíveis efeitos de tarifas, mas espera que a inserção continue aumentando.“Continuamos acreditando que a inserção do e-commerce dos EUA nas vendas ajustadas do varejo pode aumentar de aproximadamente 23% em 2024 para mais de 40% a longo prazo”, afirmou JPMorgan.
Com informações do Investing.com Brasil.
Companhia aérea fecha o 1º semestre de 2025 com lucro líquido acumulado de US$ 597 milhões; a receita total foi de US$ 3,27 bilhões
O lucro líquido da Latam chegou a US$ 242 milhões no 2º trimestre de 2025. O número representa uma alta de 66% na comparação com o mesmo período de 2024, quando foi de US$ 146 milhões. O balanço financeiro da companhia aérea foi divulgado nesta 2ª feira (28.jul.2025).
O resultado é menor do que o desempenho da Latam no 1º trimestre de 2025 (US$ 355 milhões), mas fez com que a companhia aérea feche o 1º semestre de 2025 com lucro líquido acumulado de US$ 597 milhões. Leia a íntegra do documento (PDF – 247 kB).
O crescimento de 7% na quantidade de passageiros transportados –20,6 milhões– colaborou com o desempenho da companhia, segundo a Latam.
RECEITA TOTAL
A companhia registrou receita total de US$ 3,27 bilhões, um aumento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2024.
O destaque foi o segmento de transporte de passageiros, que respondeu por US$ 2,82 bilhões, com alta de 8,5%. O transporte de cargas também teve desempenho positivo, com receita de US$ 419 milhões –avanço de 10,2%.
MARGEM OPERACIONAL AJUSTADA
Com esse desempenho, a Latam alcançou uma margem operacional ajustada de 12,9%, a melhor de sua história para um 2º trimestre, segundo a companhia.
A margem é o percentual do faturamento que sobra à companhia depois de pagar os custos operacionais, como combustível, salários, manutenção, mas antes de descontar impostos e juros.
A capacidade da empresa, medida em ASK (assentos-quilômetro disponíveis), cresceu 8,3%, enquanto a taxa de ocupação subiu para 83,5%, um aumento de 1,2 ponto percentual.
EBITDAR AJUSTADO
No 2º trimestre, o EBITDAR (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves, em português) ajustado foi de US$ 850 milhões, um crescimento de 37,4% sobre o mesmo período de 2024.
“Nossos resultados do 2º trimestre demonstram claramente a solidez operacional e financeira do grupo, assim como sua capacidade de se desenvolver em um ambiente macroeconômico volátil e incerto”, afirmou o diretor financeiro do Grupo Latam Airlines, Ricardo Bottas.
PROJEÇÕES
Com o desempenho, a empresa revisou para cima suas projeções para 2025. Leia abaixo:
- capacidade: crescimento esperado de 9,5% a 10,5%, especialmente puxado pelo mercado doméstico brasileiro;
- margem operacional ajustada: agora estimada de 14% a 15%, acima da previsão anterior (13% a 15%);
- EBITDAR ajustado: estimativa elevada para um intervalo de US$ 3,65 bilhões a US$ 3,85 bilhões.
Alta foi puxada pela agropecuária, que avançou 6,1% no período em relação ao 4º trimestre de 2024
Considerado a prévia do Produto Interno Bruto, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central subiu 1,3% no 1º trimestre de 2025 em relação ao 4º trimestre de 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária, que avançou 6,1% no período.
O Banco Central publica mensalmente os dados da atividade econômica. A autoridade monetária passou a detalhar as informações setoriais no relatório de fevereiro de 2025. Eis a íntegra do levantamento (PDF – 146 kB).
A indústria cresceu 1,6% no 1º trimestre ante o trimestre anterior, segundo o BC. O setor de serviços teve alta de 0,7%.
Em comparação com o 1º trimestre de 2024, a economia brasileira cresceu 3,7% de janeiro a março. A atividade econômica avançou 4,2% no acumulado de 12 meses.
A taxa do IBC-Br em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, foi de 0,8%.
O IBC-Br mede a evolução da atividade econômica e auxilia o Banco Central nas decisões sobre possíveis alterações na Selic, a taxa básica de juros. O índice considera informações sobre o nível de atividade de indústria, comércio e serviços, e agropecuária, além do volume de impostos.
Contudo, o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o PIB (Produto Interno Bruto), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O PIB é a soma de tudo o que o país produziu em determinado período. É um dos indicadores mais importantes do desempenho de uma economia.
Nos dados oficiais do IBGE, a economia brasileira cresceu 3,4% em 2024 em relação a 2023.






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