6 de março de 2026
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  • 16:21 Operação em Goiás mira envolvidos em violência contra a mulher
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A Polícia Civil de Goiás realiza, neste mês de março de 2026, a Operação Marias, uma força-tarefa em todo o território goiano de enfrentamento à violência contra a mulher. Até o momento, pelo menos seis investigados foram presos em diferentes regiões do estado. A iniciativa faz parte da Operação Mulheres, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás, que integra as forças de segurança na proteção às vítimas e na responsabilização dos agressores.

A ação tem como foco o cumprimento de medidas cautelares de prisão e mandados de busca e apreensão contra investigados por violência doméstica, familiar e crimes sexuais. As equipes também fiscalizam o cumprimento de medidas protetivas de urgência, garantindo a efetividade das decisões judiciais. No âmbito preventivo, a operação promove palestras e ações educativas para conscientizar a sociedade sobre os canais de denúncia e os mecanismos legais de proteção.

Na cidade de Morrinhos, a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpriu um mandado de busca na manhã desta quinta-feira (5/3) contra um investigado por armazenar e compartilhar material de exploração sexual infantil na internet. Dois celulares e um tablet foram apreendidos e passarão por análise pericial.

Ainda em Morrinhos, uma equipe da delegacia local foi acionada por familiares de uma vítima de violência doméstica na quarta-feira (4/3). A mulher relatou que acordou amarrada à cama pelo companheiro, que a agrediu com socos e a ameaçou de morte. Com a ajuda das filhas, ela conseguiu fugir. O autor foi preso em flagrante dentro da residência.

Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) cumpre mandado de busca em casa em Morrinhos

O Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Mineiros prendeu na quarta-feira (4/3) o suspeito de um feminicídio ocorrido na cidade. Após o crime, o autor fugiu para uma área rural e retornou à noite, havendo indícios de que pretendia ocultar o corpo. Preso preventivamente, ele confessou o crime durante interrogatório.

Na mesma data, a Delegacia de Itapuranga prendeu um motorista de van escolar acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de quatro anos. A vítima revelou o abuso ao pai, e uma psicóloga confirmou os indícios. Devido ao contato diário do investigado com menores, a Justiça deferiu a prisão preventiva.

Em Padre Bernardo, a Delegacia de Polícia prendeu em flagrante na quarta-feira (4/3) um homem investigado por violência doméstica. Durante a abordagem, ele tentou fugir pelos fundos da residência e forneceu nome falso, mas foi localizado com apoio da Polícia Militar. O suspeito foi autuado por ameaça, violação de domicílio e falsa identidade.

Já em Luziânia, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher prendeu na mesma data um homem suspeito de tentativa de feminicídio, ameaça e cárcere privado. A vítima, que convivia com ele há 16 anos, relatou agressões constantes. Na madrugada do crime, ele a atacou com socos, chutes e uma faca, mas uma das filhas do casal impediu o golpe fatal. O autor foi preso em flagrante.

Todas as prisões foram realizadas no âmbito da Operação Marias e da Operação Mulheres, que reforçam o compromisso da Polícia Civil de Goiás no enfrentamento permanente à violência contra a mulher. As ações têm foco na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores em todo o estado.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Por iniciativa da Governadoria, foi apresentado à Casa de Leis o veto integral a iniciativa do deputado Wilde Cambão (PSD), que prevê a instituição da Polícia de Combate ao Uso Indevido de Programas e Aplicativos de Inteligência Artificial para a Criação de Deep Nudes em Goiás. O processo nº 1487/26 foi encaminhado à análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que, inicialmente deve indicar seu relator.

Pela definição, deep nudes – ou falsa nudez, na tradução aproximada – são imagens ou vídeos gerados artificialmente que mostram pessoas nuas a partir de fotos ou vídeos originais, sem o consentimento das pessoas retratadas.

Na justificativa do veto, o Poder Executivo informa que a Secretaria-Geral de Governo de Goiás (SGG) identifica uma contradição principiológica entre a normatização pretendida e a disposta na Lei Complementar nº  205, de 19 de maio de 2025, instituidora da Política Estadual de Fomento à lnovação em lnteligência Artificial no Estado de Goiás. Além disso, há omissões comprometedoras da efetividade do que se propõe. Apesar da relevância dos bens jurídicos que o autógrafo visa a proteger, entre as lacunas há externalidades que precisam ser melhor compreendidas a partir de uma decisão informada dos gestores competentes.

Segundo a SGG, a política pública prevista na proposta estadual tem como foco o fomento e a expansão de iniciativas de inteligência artificial, com diretrizes éticas em caráter de soft regulation, sem previsão de sanções ou fiscalização. O autógrafo, por sua vez, estabelece proibições e sanções relacionadas ao uso de programas e aplicativos de inteligência artificial para a criação de deep nudes.

A análise também indica que o autógrafo não aborda, de forma específica, os softwares abertos, mencionados como eixo da política estadual de desenvolvimento. O texto inclui, em uma única definição, programas de inteligência artificial e estipula condutas sujeitas a sanções de forma abrangente, sem distinções relacionadas à atividade de desenvolvimento.

Outro ponto apresentado refere-se à utilização da expressão “uso indevido”, considerada imprecisa. Conforme a manifestação, o texto não delimita condutas, nem diferencia hipóteses de uso lícito ou ilícito, tampouco especifica os resultados a serem evitados. A secretaria aponta que a adoção de conceitos juridicamente indeterminados pode gerar insegurança jurídica e transferir à administração pública a definição casuística de infrações.

Por fim, o órgão menciona que o artigo 4º do autógrafo de lei apresenta déficit de taxatividade ao tipificar como infração administrativa o “uso indevido” de programas de inteligência artificial para a criação de deep nudes.

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Presidente dos EUA rebate relatos sobre resistência militar e diz preferir acordo a ofensiva militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos. Em publicação nas redes sociais, Trump rebateu reportagens que indicavam cautela do militar e declarou que a informação é “100% incorreta”. Disse ainda que, embora prefira um acordo diplomático, a decisão final sobre uma ação cabe a ele.

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, Caine alertou Trump sobre os riscos de uma ofensiva contra o Irã. Segundo relatos de integrantes do governo ouvidos sob anonimato, o militar teria afirmado, em reunião na Casa Branca na semana passada, que falhas no estoque de munições estratégicas e a falta de apoio de aliados ampliariam os perigos de uma operação e poderiam expor tropas norte-americanas a retaliações.

Caine teria ressaltado que os arsenais foram significativamente reduzidos pelo apoio de Washington à Ucrânia na guerra contra a Rússia e pela defesa de Israel diante dos conflitos na região. Em nota, o gabinete do general teria declarado que ele apresenta “uma gama de opções militares” aos líderes civis, com avaliação de impactos e riscos, de forma confidencial. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse que Trump escuta diferentes opiniões antes de decidir com base na segurança nacional.

Depois da publicação das informações, Trump disse que reportagens da “mídia de notícias falsas” afirmaram, de forma incorreta, que Caine seria contra uma guerra com o Irã. Declarou que, como todos no governo, o general prefere evitar um conflito, mas que, se houver decisão de agir militarmente, considera que a vitória seria “fácil”.

Trump disse que Caine conhece bem o Irã por ter comandado uma operação responsável por destruir instalações ligadas ao desenvolvimento nuclear iraniano com bombardeiros B-2. Afirmou ainda que o militar “representa o Exército mais poderoso do mundo”, que “sabe vencer” e que, se receber a ordem, “liderará a linha de frente”.

O presidente dos EUA declarou ser ele quem toma a decisão final, disse preferir um acordo diplomático, mas advertiu que, caso não haja entendimento, será “um dia muito ruim” para o Irã.

A dimensão de uma eventual campanha dependeria do objetivo definido por Trump. Um ataque restrito ao programa de mísseis iraniano exigiria atingir centenas de alvos, incluindo lançadores móveis e sistemas de defesa aérea. Já uma investida voltada à derrubada do líder supremo Ali Khamenei ampliaria o número de alvos para milhares de instalações estratégicas, com possibilidade de semanas ou meses de confronto.

Autoridades norte-americanas discutem a hipótese de uma ação limitada para pressionar Teerã a aceitar termos mais rígidos sobre seu programa nuclear. As negociações entre os 2 países devem ser retomadas em Genebra.



Autor Poder360 ·


Ação do MP e Defensoria pede veto a PMs em sala de aula e fim de regras sobre aparência

O Ministério Público (MP) e a Defensoria Pública de São Paulo protocolaram, nesta 3ª feira (10.fev.2026), uma ação civil pública com pedido de liminar para suspender pontos centrais do programa de escolas cívico-militares do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Leia a íntegra (PDF – 685 kB). Os órgãos alegam que o regimento imposto pelo Estado fere a Constituição Federal e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) ao transferir para policiais funções exclusivas de professores e ao restringir a liberdade individual dos estudantes.

Um dos pontos de maior destaque na petição é o pedido de proibição imediata de policiais militares aposentados ministrarem aulas ou qualquer conteúdo instrucional. Para fundamentar o pedido, os promotores citaram um episódio recente em que um policial foi filmado em sala de aula após escrever palavras com erros ortográficos graves, como “descançar” e “continêcia”, na lousa. O MP argumenta que, embora o governo afirme que os militares atuam apenas na disciplina, na prática, eles estão exercendo “atividades instrutórias” sem a devida formação pedagógica.

RESTRIÇÕES À APARÊNCIA E “TRANSFERÊNCIA COMPULSÓRIA”

A ação também mira as normas de conduta e estética do programa. O Ministério Público e a Defensoria pedem a anulação de regras que padronizam o corte de cabelo, proíbem o uso de acessórios e vetam “manifestações de namoro ou similar” nas dependências e proximidades das unidades. Segundo o documento, tais imposições violam direitos fundamentais à personalidade, intimidade e liberdade de expressão de crianças e adolescentes.

Outro ponto crítico contestado é a transferência compulsória. O regimento atual permite que alunos que não se adaptem às normas militares sejam removidos para outras escolas da rede estadual. Os órgãos de controle sustentam que essa medida é ilegal e fere o direito universal à educação. “As regras fazem tábula rasa das leis que regem a prestação do serviço público de educação“, afirma o texto da ação.

REAÇÃO DO GOVERNO E IMPACTO POLÍTICO

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo ainda não se manifestou oficialmente sobre os termos da ação. Em ocasiões anteriores, a pasta defendeu que os policiais não substituem professores e o foco é a segurança e a melhoria dos índices educacionais. A implementação das escolas cívico-militares é uma das principais bandeiras políticas de Tarcísio, inspirada em modelos adotados durante o governo federal de Jair Bolsonaro.

Caso a Justiça aceite o pedido de liminar, o governo poderá ser obrigado a suspender imediatamente a atuação dos policiais em sala e a revogar as normas de aparência, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.



Autor Poder360 ·


A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (10/2) uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão. A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri) contra um homem investigado por ameaça com arma de fogo e injúria motivada por intolerância religiosa. A diligência aconteceu em uma residência localizada em Aparecida de Goiânia.

As investigações tiveram início após um episódio ocorrido em novembro de 2025. Na ocasião, as vítimas realizavam um ritual de religião de matriz africana nas proximidades do Bosque Alto Paraíso. Elas foram então abordadas de forma agressiva por um morador da vizinhança que se opunha à fé dos praticantes.

De acordo com as informações apuradas, o suposto autor proferiu insultos de cunho discriminatório. Portando uma arma de fogo, ele ameaçou os presentes e chegou a apontar a arma contra a cabeça dos participantes para interromper o ato religioso.

Polícia descobriu que o suspeito possuía registro de arma de fogo, que teria sido usada como instrumento de intimidação

O investigado ainda ameaçou as vítimas de “meter chumbo” caso repetissem as liturgias. A intimidação fez com que o grupo se retirasse do local.

O trabalho da polícia levou à identificação do suspeito e confirmou que ele possuía registro de arma de fogo. A arma teria sido usada como instrumento de intimidação. Durante a operação, foram apreendidos diversos armamentos, munições e acessórios.

Os policiais também encontraram uma farda da Polícia Militar em condições suspeitas, visto que o investigado não pertence àquela corporação.

O suspeito responderá pelos crimes de injúria preconceituosa, ameaça e impedimento de manifestação religiosa. Se for condenado, as penas somadas para esses delitos podem chegar a seis anos e seis meses de reclusão. Ele também pode ter de pagar multa e deve perder as licenças para possuir ou portar armas de fogo.

O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Alexandre Souza, do Sampaio Corrêa, foi rapidamente atendido; clube diz que “não foi constatada nenhuma lesão cardiológica e nem neurológica”

O meio-campista Alexandre Souza, do Sampaio Corrêa, sofreu uma convulsão no sábado (7.fev.2026), durante a partida contra o Flamengo, válida pelo Campeonato Carioca. Imagens da transmissão mostram o momento em que o atleta cai no meio do gramado aos 8 minutos do 1º tempo. Antes de cair, é possível ver que um jogador do Flamengo já sinaliza pedindo a entrada do atendimento médico.

Assista ao momento (32s):

Em seu perfil no Instagram, o clube da cidade de Saquarema (RJ) informou que Alexandre Souza foi atendido no Hospital Quinta D’Or, a cerca de 1 km do Maracanã, e submetido a uma tomografia computadorizada e a um eletrocardiograma. Não foi constatada nenhuma lesão cardiológica e nem neurológica”, disse o Sampaio Corrêa. O atleta seguirá em observação por, no mínimo, 24 horas.

O médico do Sampaio Corrêa, Lucas Vargas, falou sobre os primeiros procedimentos realizados ainda no gramado e possíveis causas da convulsão. “A maioria das crises convulsivas são autolimitadas. Duram um curto período de tempo, tem todo um estado pós-ictal, porque o Alexandre realmente apresentou uma amnésia temporária, mas prontamente, rapidamente, ele foi levado ao hospital”, afirmou em vídeo compartilhado pelo clube.

A partida ficou paralisada por 5 minutos, sendo retomada aos 13 minutos do 1º tempo. Gabriel Agu entrou no lugar de Alexandre. O Flamengo venceu o Sampaio Corrêa por 7 a 1.

Leia a íntegra da nota do Sampaio Corrêa:

“BOLETIM MÉDICO:

“O atleta Alexandre foi atendido no hospital Quinta D’or, passando por tomografia computadorizada e eletrocardiograma. Não foi constatada nenhuma lesão cardiológica e nem neurológica.

“Ele se encontra na emergência e seguirá em observação por, no mínimo, 24h, aguardando ressonância magnética e exame de sangue.

“O clube acompanha o atleta e atualizará as condições clínicas assim que possível.”



Autor Poder360 ·


Ryan Routh foi considerado culpado por tentar matar o presidente em campo de golfe na Flórida em setembro de 2024

Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado nesta 4ª feira (4.fev.2026) à prisão perpétua por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em um campo de golfe na Flórida. A sentença foi confirmada após ele ter sido considerado culpado pela tentativa de assassinato em setembro de 2024 no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, segundo a BBC.

A juíza Aileen Cannon aplicou a pena máxima ao réu, que planejou o ataque quando Trump ainda era candidato à Presidência. Na decisão, a magistrada afirmou que os crimes cometidos “indubitavelmente justificam uma sentença de prisão perpétua”, destacando que Routh agiu de forma premeditada ao longo de meses e não demonstrou arrependimento.

O atentado foi frustrado quando um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos identificou o cano de um rifle saindo de um arbusto e disparou contra o suspeito. Routh fugiu do local, mas foi preso pouco depois nas proximidades do clube de golfe.

Durante a investigação, agentes federais apreenderam um rifle semiautomático com mira telescópica e carregador estendido. O júri também teve acesso a uma lista de locais onde Trump poderia aparecer e a um bilhete deixado para um amigo, no qual Routh descrevia o episódio como uma “tentativa de assassinato”.

Natural da Carolina do Norte e residente no Havaí antes da prisão, Routh optou por se defender sem advogado no julgamento, iniciado em setembro de 2025. As autoridades afirmaram que ele não conseguiu uma linha de visão clara do então candidato no momento do ataque e não detalharam motivações políticas específicas.

O caso foi o 2º atentado contra Trump em 2024. Em julho daquele ano, durante um comício na Pensilvânia, um atirador abriu fogo, matou uma pessoa e feriu outras, incluindo Trump. O autor do ataque foi morto pela polícia no local.



Autor Poder360 ·


A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (27/1) a operação Fora de Rota. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual responsável pelo transporte e distribuição de mais de duas toneladas de maconha em Goiás.

A operação cumpriu mandados judiciais e determinou o bloqueio de bens dos suspeitos. As diligências, de caráter integrado, ocorreram simultaneamente em Goiás e em outros três estados: no Piauí, na capital Teresina; no Pará, nos municípios de Conceição do Araguaia e Canaã dos Carajás; e na Bahia, na cidade de Capim Grosso.

Ao todo, foram cumpridas 28 medidas judiciais contra 10 investigados na operação, denominada Fora de Rota. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos alvos da investigação.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, dez pessoas são investigadas por integrar a organização. O número total de presos ainda não foi divulgado.

A investigação teve início após uma grande apreensão de drogas em meados de 2024. A carga foi encontrada em um galpão na cidade de Aparecida de Goiânia.

Nas diligências, polícia apreendeu com suspeitos mais drogas e objetos utilizados no tráfico

A droga havia sido transportada do estado do Paraná para Goiás, ocultada em meio a uma carga lícita de sacos de farinha.

“Um dos investigados presos é natural do estado do Piauí e foi capturado no estado da Bahia, enquanto a equipe da Polícia Civil do Piauí realizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado, no bairro Teresina Sul, na Zona Sul da capital”, informou o delegado Samuel Silveira, da

Entre os alvos da operação estão o motorista e o batedor da carga. Também são investigados os responsáveis pela logística, pelo galpão de apreensão, os distribuidores do entorpecente e o apontado como proprietário da carga ilícita.

Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Três pessoas foram presas pela Polícia Civil de Goiás em uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (16/1), em Goiânia. A ação, conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão contra um casal investigado por extorsão e tráfico de drogas.

As investigações começaram em maio de 2025, após a retenção de uma motocicleta em uma boca de fumo. De acordo com a polícia, uma usuária de drogas havia entregado o veículo como garantia de uma dívida. Para recuperar seu patrimônio, a proprietária da motocicleta foi coagida a pagar um valor de resgate, transferido diretamente aos suspeitos.

A operação desta sexta-feira resultou de um trabalho detalhado de inteligência e análise de movimentações financeiras. As provas técnicas coletadas confirmaram que o dinheiro da extorsão chegou à conta de uma das investigadas poucos minutos após o pagamento realizado pela vítima. O companheiro dela é identificado como o responsável pelo fornecimento das drogas e pela apreensão ilegal do veículo.

Os presos, que não tiveram nomes divulgados, foram levados para o sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça

Com a execução das ordens judiciais, a polícia trabalha agora para consolidar as provas dos crimes de cárcere privado e associação para o tráfico. Os detidos foram levados para uma unidade prisional e permanecem à disposição da Justiça.

Nesta fase, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão domiciliar e três mandados de prisão. Dois deles são temporários, pelo crime de extorsão, e um é preventivo, por porte de arma, que já estava em aberto contra um dos investigados.

Os nomes dos presos não foram divulgados pelas autoridades.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O deputado André do Premium (Avante) quer proibir o uso de aplicativos e programas de inteligência artificial (IA) direcionados à criação de deep fakes em Goiás. A iniciativa legislativa estabelece a proibição do desenvolvimento, distribuição, venda, promoção ou o uso dessas ferramentas. A proposta foi protocolada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no processo 27339/25.

O texto define o termo deep fake como imagens ou vídeos gerados artificialmente que mostram corpo das pessoas a partir de fotos ou vídeos originais, sem o consentimento das pessoas retratadas.

“Ao proibir aplicativos e programas de inteligência artificial que criam deep fakes sem consentimento, buscamos evitar danos e abusos que possam resultar dessas práticas”, justifica André do Premium. O parlamentar cita como exemplos bullying, depressão e síndrome do pânico. Além dos danos materiais, sentimentais e físicos, o parlamentar explica que tais ações geram custos direcionados ao Estado e aos cidadãos quando tais práticas são realizadas. Outro ponto citado pelo deputado é a influência negativa de deep fakes nos resultados de eleições.

A norma estabelece, também, responsabilidades aos provedores de plataformas digitais. O normativo define que esses provedores devem programar medidas técnicas para detectar e remover deep fakes de suas plataformas, bem como para identificar e remover aplicativos e programas de IA que violem essa proibição.

Em casos concretos, a proposta define que os provedores de plataformas digitais devem cooperar com as autoridades competentes na investigação de crimes relacionados à criação, distribuição ou uso de deep fake.

Por fim, o parlamentar defende a conscientização da sociedade sobre os riscos e impactos negativos dessas tecnologias, incentivando uma abordagem ética e responsável no uso de inteligência artificial.

A matéria está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde foi distribuída ao deputado Virmondes Cruvinel (UB) para relatoria. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás