12 de janeiro de 2026
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Um incêndio florestal que se estendeu por cinco dias em área próxima ao Parque Estadual Terra Ronca, em São Domingos, foi controlado neste domingo (24/8). Apesar da intensidade, o fogo não atingiu a área do parque, uma das mais importantes unidades de conservação de Goiás, conhecida por abrigar cavernas, nascentes e grande biodiversidade.

Nos três primeiros dias, a linha de frente no combate às chamas foi formada principalmente por brigadas voluntárias, moradores locais, gestores municipais e proprietários rurais. Esse esforço inicial foi apontado como decisivo para conter o avanço do fogo e impedir que as chamas alcançassem o interior da reserva.

Com o agravamento do cenário, equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) e da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) assumiram as operações. Sob o comando do major Dias, cerca de 30 pessoas participaram da ação, incluindo 12 bombeiros especialistas em incêndios florestais.

As estratégias de combate envolveram métodos diretos, a abertura de aceiros, uso de contrafogo, monitoramento aéreo com drones e o apoio de maquinários e sopradores em áreas de difícil acesso. Segundo o CBMGO, o incêndio provocou a destruição de aproximadamente 4.370 hectares, divididos em duas frentes: 816 hectares em uma região e 3.554 hectares em outra.

Atualmente, o trabalho está em fase de monitoramento preventivo para evitar reinícios. As equipes permanecem na região garantindo a segurança das comunidades vizinhas e a preservação do patrimônio ambiental.

Estiagem e riscos

O episódio ocorre em meio à fase mais crítica da seca em Goiás. De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a combinação de estiagem prolongada, baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas intensifica o risco. Um decreto estadual em vigor proíbe qualquer tipo de queimada.

O CBMGO e a Semad destacaram o empenho da população local e reforçaram o alerta: qualquer uso de fogo pode trazer consequências devastadoras para o meio ambiente e para a saúde da população.

Autor Rogério Luiz Abreu