13 de fevereiro de 2026
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Trechos da rodovia foram interditados e congestionamento chegou a 42 km no sentido da capital

As chuvas em São Paulo na 5ª feira (15.jan.2026) causaram alagamentos e invasão de lama na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), nos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra. Nesta 6ª feira (16.jan.2026), o trecho permanece congestionado no sentido da capital paulista.

Segundo publicações da concessionária Arteris, na rede social X (antigo Twitter), os trechos afetados vão do quilômetro 286 ao quilômetro 293. A empresa informou que choveu cerca de 64 milímetros em apenas 30 minutos, volume que provocou o alagamento da pista.

Na atualização divulgada às 13h, a concessionária comunicou o bloqueio da faixa da direita no quilômetro 286, com o tráfego fluindo somente pela faixa da esquerda. Nesse trecho, a fila se estendia do quilômetro 286 ao quilômetro 299, no sentido São Paulo, entre Embu das Artes e Itapecerica da Serra.

Ainda de acordo com a Arteris, havia lentidão sem bloqueios entre os quilômetros 327 e 349, com retenções entre Juquitiba e Miracatu (SP). No quilômetro 350, a pista no sentido São Paulo estava totalmente bloqueada para controle de tráfego.

A lama foi acumulada em um terreno às margens e invadiu a rodovia no quilômetro 286. O problema aconteceu no sentido São Paulo às 17h52 de ontem, causando um bloqueio na via que durou 12 horas.

A lama acumulada em um terreno às margens da rodovia invadiu a pista no quilômetro 286 por volta das 17h52 de 5ª feira, provocando a interdição do trecho por cerca de 12 horas. Na atualização da manhã desta 6ª feira, a concessionária informou a formação de 42 quilômetros de filas e divulgou uma linha do tempo das ações das equipes para a liberação das vias.

Procurada pelo Poder360, por e-mail, a concessionária Arteris não respondeu até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma resposta seja enviada ao jornal digital.



Autor Poder360 ·


Dois acidentes graves resultaram em mortes nas rodovias de Goiás no fim de semana. Um caminhoneiro morreu na GO-050 na sexta-feira, e uma mulher faleceu na GO-330 no sábado.

O primeiro acidente ocorreu na tarde de sexta-feira (7/11) na GO-050, em Chapadão do Céu. Uma carreta tombou em uma área alagada, resultando na morte do motorista.

O condutor foi identificado como André Lekinha, de 36 anos, morador de Dracena (SP). A carreta que ele dirigia capotou e ficou com os pneus para cima à margem de um lago.

A cabine do veículo estava parcialmente submersa em água misturada com óleo e graxa. O motorista foi encontrado preso entre o painel e o encosto do banco, já sem vida.

“Para resgatar o corpo, foi necessário o uso de um guindaste de grande porte disponibilizado pela Usina Cerradinho”, informou o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.

Carreta que transitava na GO-050 capotou e ficou com os pneus para cima à margem de um lago, em Chapadão do Céu

O equipamento possibilitou o desencarceramento realizado pelos bombeiros com técnicas e ferramentas especializadas. O acidente está sob investigação para apurar as causas do capotamento.

O segundo acidente aconteceu na manhã de sábado (8/11) na GO-330, entre Catalão e Ipameri. Uma mulher morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após uma colisão.

A vítima fatal era passageira de um Chevrolet Vectra, com placa de Catalão. O outro veículo envolvido era um Volkswagen Virtus, conduzido por um homem de 41 anos.

Para a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), um dos veículos pode ter invadido a pista contrária. No entanto, somente a perícia pode indicar possíveis causas do acidente.

Acidente na GO-330, entre Catalão e Ipameri: Polícia Técnico-Científica esteve no local e realizou a perícia

O Corpo de Bombeiros atendeu o condutor do Virtus, que estava sozinho em seu carro. Ele foi levado para o Hospital São Nicolau, em Catalão, com escoriações e dores abdominais.

Uma vítima foi transportada por terceiros para receber atendimento. Outras duas foram atendidas e transportadas pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A Polícia Técnico-Científica esteve no local e realizou a perícia. O corpo da vítima fatal foi removido para o Instituto Médico Legal de Catalão.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Chuva e falta de asfalto formam atoleiros em rodovias de Goiás

Em Goiás, a falta de asfalto nas rodovias está causando grandes prejuízos para produtores rurais. Em muitas rodovias estaduais falta pavimentação e sobra lama. Dos 100 quilômetros da GO-341, em Caiapônia, no sudoeste de Goiás, apenas 37 são asfaltados. O que torna a estrada um desafio para os motoristas.

“É só sofrimento aí nessa estrada, na época da chuva. E ela é bem transitada, passa muita gente aí.”, disse Danilo Vilela de Oliveira, operador de máquinas.

A situação se repete na GO–206, rodovia que liga Serranópolis a Itarumã. São quase 100 quilômetros sem asfalto. O carro em que o vaqueiro Célio Andrade de Oliveira viajava com a família ficou preso e ele precisou de ajuda para sair.

“Estrada aí está precária, está difícil, né? Carro atolado, caminhão atolado, os meninos falaram que a estrada para frente tá pior ainda. Para ser uma estrada estadual né”, contou Célio.

Por conta dos atoleiros na estrada, o que mais acontece é: caminhões ficam pelo caminho. O motorista tentou passar pelo trecho, mas com a chuva e a quantidade de barro, perdeu o controle da direção e acabou ficando atolado.

Nem o trabalho com a enxada e a força do trator deram conta de tirar o veículo do meio do barro.

“Nossa, uma experiência que eu não desejo pra ninguém, só atoleiro de lá aqui. Os lavoureiros, os pecuaristas aí tem que impor pra ver se asfaltam isso aqui, porque está difícil. Já faz dois dias que tô atolado aqui.”, explicou Márcio Weder dos Santos, caminhoneiro.

Foi preciso retirar parte da carga de soja para diminuir o peso para um caminhão sair. Para não passar por situações como essa, muitos motoristas preferem não arriscar, e ficam parados na beira da estrada por dias esperando a rodovia ficar transitável.

“A gente parou aqui porque a estrada está perigosa, molhada, né? E se arriscar descer pode cair fora da estrada e até tombar o caminhão”, acrescentou Alexandre Rodrigo Weich, caminhoneiro.

As rodovias ainda têm imensas poças de água que tomam conta das pistas e dificultam ainda mais a passagem dos veículos.

“A gente tem crianças aí ficando sem estudar. A gente veio de um período difícil de pandemia, o ensino já foi um pouco comprometido e agora a gente tem aí crianças há 15 dias sem ir pra escola.”, disse Túlio Couto, produtor rural.

É o caso da filha da Jacqueline. A menina mora numa fazenda e depende do transporte escolar para ir estudar.

“O transporte não chega aqui, se chega fica atolado no meio do caminho. Minha filha semana passada chegou aqui em casa 11 horas da noite, uma criança de 8 anos, isso não existe.”, contou Jacquelline Andréa Pacheco, cozinheira.

Segundo a Goinfra, Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes, estão previstas obras de pavimentação das rodovias estaduais para este ano. Os recursos virão da Taxa Agro que produtores rurais e mineradoras pagam há um ano. Até agora, o governo já arrecadou mais de R$ 1 bilhão com essa cobrança, enquanto o problema não é resolvido.

“Quebra caminhão, atrasa o agricultor, estraga a soja em cima de caminhão. Vira esse transtorno todo né”, contou Rinaldo Cavassani, motorista.

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