10 de março de 2026
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O desempenho do campo foi decisivo para o resultado econômico do país em 2025. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o PIB da agropecuária cresceu 11,7% em relação a 2024, índice muito acima da média nacional.

Em valores correntes, o setor alcançou R$ 775,3 bilhões em valor adicionado bruto, equivalente a aproximadamente 6,1% do PIB brasileiro. No mesmo período, o crescimento do PIB do Brasil foi de 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões.

Os números reforçam o protagonismo do agronegócio brasileiro como eixo estruturante da economia nacional.

Soja e milho impulsionam o PIB agropecuário

O avanço do PIB do agro em 2025 foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção e da produtividade agrícola. Entre os destaques:

A produção de milho cresceu 23,6%.
A safra de soja avançou 14,6%.

Esses dois produtos seguem como pilares das exportações e da balança comercial, sustentando o desempenho do setor agropecuário brasileiro.

A pecuária brasileira também apresentou contribuição positiva, ampliando o valor agregado do setor no acumulado do ano.

Quarto trimestre confirma força do agronegócio

Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o valor adicionado da agropecuária registrou alta de 12,1%, enquanto o PIB nacional avançou 1,8%.

Entre as culturas com maior crescimento no período estão:

Fumo, com alta de 29,8%
Laranja, com crescimento de 28,4%
Trigo, com avanço de 3,7%

O resultado consolida o agronegócio como motor do crescimento econômico em um cenário marcado por desafios como preços internacionais pressionados e endividamento em alguns segmentos produtivos.

Agro se mantém como pilar da economia brasileira

Mesmo diante de oscilações no mercado global de commodities, o desempenho do agro em 2025 demonstra resiliência e capacidade de adaptação. O setor mantém papel central na geração de renda, empregos indiretos, movimentação logística e arrecadação.

A expansão do PIB agropecuário reforça uma tendência estrutural: o campo segue como uma das principais âncoras da economia brasileira, sustentando crescimento mesmo quando outros setores apresentam desempenho moderado.

Análise

O crescimento expressivo do PIB da agropecuária em 2025 indica não apenas uma safra positiva, mas também maturidade tecnológica, eficiência produtiva e integração global. O desafio agora será manter competitividade, ampliar crédito estruturado e garantir estabilidade regulatória para sustentar o ritmo nos próximos ciclos.

Autor # Jornal Folha de Goiás


Liderança no campo

Cereal versátil e resistente, o sorgo é utilizado em diferentes campos. Goiás responde, sozinho, por mais de 1/4 da produção brasileira

Engenheiro agrônomo explica que o sorgo é um cereal versátil e resistente, amplamente utilizado no Brasil (Foto: Seapa)

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Os números mostram que o sorgo tem ganhado cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. Em Goiás, a história não é diferente. O estado lidera o ranking nacional de produção e exportação do cereal, sendo responsável, sozinho, por 25% de tudo que é produzido no Brasil. A produção brasileira está concentrada na região Centro-Sul, com destaque para a cidade de Rio Verde, que se destaca como uma das principais produtoras do grão no País. Mas não só. Além de Rio Verde, municípios como Paraúna, Acreúna, Goiatuba e Catalão também estão entre as maiores cidades goianas produtoras do cereal.

SAIBA MAIS:

Na avaliação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve produzir sozinho, na safra 2025/26, cerca de 5 milhões de toneladas do cereal que é utilizado em diferentes áreas da indústria e do campo. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como a Conab, apontam evolução significativa dos indiciadores.

Goiás é responsável pela maior produção de sorgo do Brasil (Foto: Divulgação/Secom Goiás)

Para ilustrar esse avanço, há cinco safras Goiás era responsável, por exemplo, pela produção de 1,3 milhão de toneladas do cereal. O número projetado à época pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e pequeno quando comparado ao de agora, já garantia ao estado o primeiro lugar no ranking nacional de produtores.

Resistência ao estresse

O aumento é associado, segundo técnicos do setor, tanto pela ampliação da área plantada quanto pelo ganho de produtividade. Em entrevista ao Mais Goiás, o gerente técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e engenheiro agrônomo, Leonardo Machado, explicou que o cereal é escolhido, dentre outros motivos, pela capacidade de resistência ao estresse.

Segundo o especialista, dentro da agricultura goiana, o sorgo é utilizado principalmente como alternativa de segunda safra, após a colheita da soja. “Após a colheita da soja você faz o plantio do sorgo. Então é um cultivo de sucessão. Depois do sorgo, você faz a soja e assim aproveita melhor a área. Isso é efetivo principalmente em locais que existe um maior déficit hídrico, ou seja, onde você tem poucas chuvas. Quando o milho não vai bem, o sorgo vai”, disse.

Gerente técnico do Ifag explica porque cereal ganhado cada vez mais força na produção nacional (Foto: Arquivo pessoal)

A adesão dos produtores em relação ao cultivo do cereal é traduzida em números. Em Goiás, a área plantada cresceu significativamente. “Na safra passada (24/25) eram 394,7 mil hectares. Agora, na safra atual (25/26), são 438,1 mil hectares, o que representa um ganho de 11%”. Atualmente, o sorgo representa 24% da área plantada em todo estado. Nas últimas dez safras, houve aumentos superiores a 100% tanto em área cultivada quanto em volume de produção.

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Utilidades do sorgo

Machado lembra que o sorgo é amplamente utilizado no Brasil principalmente para alimentação animal, como ração de aves, suínos e bovinos, além da silagem. “O sorgo é um produto substituto do milho, é praticamente a mesma utilização que tem o milho. Ele é utilizado basicamente para alimentação animal. No setor industrial, o cereal tem utilização voltada à produção de etanol”, explicou à reportagem.

Sorgo é um cereal versátil e resistente, amplamente utilizado para alimentação animal (Foto: Ênio Tavares/Seapa-GO)

Além da alimentação animal, o sorgo também é usado na alimentação humana. Rico em fibras, proteínas, cálcio e magnésio, o cereal é consumido em produtos de panificação, bebidas e farinhas, muitas vezes como opção sem glúten.

Autor Felipe Cardoso


Escritora e jornalista ocupará a cadeira 7 da instituição, que pertencia ao cineasta Cacá Diegues, morto em fevereiro

A escritora e jornalista Miriam Leitão tomou posse nesta 6ª feira (8.ago.2025) da 7ª cadeira da ABL (Academia Brasileira de Letras) e se juntou aos 39 integrantes da instituição. Miriam foi eleita em abril, com 20 votos de 34 para ocupar a cadeira que pertencia ao cineasta Cacá Diegues, morto em fevereiro deste ano.

“Nós temos o mesmo amor, todas as pessoas que pertencem a essa casa e as que estiveram antes. É um amor que não quer o objeto amado só para si. Prefere o aposto, seduzir mais e mais pessoas para a mesma paixão. Compartilhar, ampliar e difundir. Cada pessoa usando ou não um fardão essa noite, tem o mesmo caso de amor com um livro”, afirmou.

Miriam também destacou a importância da diversidade. “Merecer os que vieram antes de nós é sobretudo procurar cada vez mais fazer da academia um centro plural do pensamento brasileiro, do qual esse país diverso, negro, branco, indígena, multilíngue, possuído por homens e mulheres das mais diversas origens e de todas as regiões se veja e se reconheça”, disse.

A jornalista é a 12ª mulher a ser eleita para a instituição e uma das 5 mulheres que integram o quadro atual. Publicou 16 livros de diversos gêneros como: não ficção, crônica, romance e livros infantis.

O colar da academia foi entregue pela acadêmica Ana Maria Machado, e o diploma, por Ruy Castro. A comissão de entrada foi formada por Rosiska Darcy de Oliveira, Fernanda Montenegro e Lilia Moritz Schwarcz; a de saída, por Carlos Nejar, Antonio Torres e Ailton Krenak.

TRAJETÓRIA

Miriam Leitão nasceu em Caratinga (MG) em 7 de abril de 1953. É a 6ª de 12 filhos de Uriel, educador e pastor presbiteriano, e Mariana, educadora. Iniciou a carreira no Espírito Santo e passou por Brasília e São Paulo antes de se mudar para o Rio de Janeiro, em 1986.

Em mais de 50 anos de profissão, trabalhou em veículos como Gazeta Mercantil e Jornal do Brasil. Desde 1991, atua no Grupo Globo, onde é colunista do jornal O Globo, comentarista no Bom Dia Brasil, na GloboNews e na rádio CBN, além de apresentar o programa Miriam Leitão na GloboNews.

Em dezembro de 1972, aos 19 anos e grávida, foi presa e processada pela Lei de Segurança Nacional por se opor à ditadura militar.

É casada com o escritor e cientista político Sérgio Abranches. Tem dois filhos, Vladimir Netto e Matheus Leitão, além do enteado Rodrigo Abranches, e quatro netos: Mariana, Daniel, Manuela e Isabel.



Autor Poder360 ·


Produção deve crescer 11% e atingir 172 milhões de toneladas; milho também deve ter desempenho recorde

Projeção divulgada na 2ª feira (26.mai.2025) pela consultoria Datagro indica um crescimento de 11% na safra de soja de 2024/2025. A expectativa é de 172 milhões de toneladas colhidas, volume superior à estimativa anterior de 171,2 milhões de toneladas publicada em abril. Trata-se do melhor desempenho em 20 anos.

O crescimento se baseia na expansão de 4% da área plantada, que passou de 46,2 para 48 milhões de hectares, e no aumento de 7% na produtividade média, projetada em 3.585 kg por hectare. Condições climáticas favoráveis impulsionaram os números, apesar de perdas no Mato Grosso do Sul, no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Segundo o levantamento da Datagro, a soja brasileira apresentará um superávit de 576 mil toneladas entre produção e consumo interno, o primeiro balanço positivo após cinco anos. O volume é considerado pequeno quando comparado aos excedentes registrados em safras anteriores: 1,1 milhão de toneladas em 2019/2020, 1,2 milhão em 2017/2018 e 2,7 milhões em 2016/2017.

O Brasil processará internamente 57,5 milhões de toneladas de soja, um aumento de 3% em relação ao ciclo 2023/2024. As exportações devem crescer 11%, alcançando 111 milhões de toneladas embarcadas.

Dados do milho

Para o milho, a Datagro estima produção total de 132,7 milhões de toneladas, crescimento de 8,7% sobre a safra anterior e de 0,7% em relação à projeção de abril. O milho de verão deve atingir 25,2 milhões de toneladas, um aumento de 2%, mesmo com redução de 7% na área plantada. O resultado se deve ao ganho de 9% na produtividade, que passou de 6.038 kg/hectare para 6.608 kg/hectare.

O milho de inverno, responsável por 81% da produção nacional, deve alcançar 107,5 milhões de toneladas, próximo ao recorde histórico de 108,6 milhões registrado na safra 2022/2023. A produtividade média chegará a 5.957 kg/hectare, o maior índice dos últimos 20 anos, superando em 7% o resultado da safra anterior.

A área cultivada com milho de inverno foi calculada em 18 milhões de hectares, um aumento de 4%. A valorização do cereal no último trimestre de 2024 incentivou esse crescimento, apesar dos desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior.

A demanda pelo produto no Brasil superará a produção em 2,3 milhões de toneladas, configurando o 5º déficit consecutivo no abastecimento do cereal no país. A diferença será menor do que a registrada em 2023/2024, quando o déficit atingiu 4,8 milhões de toneladas.



Autor Poder360 ·


Alta foi puxada pela agropecuária, que avançou 6,1% no período em relação ao 4º trimestre de 2024

Considerado a prévia do Produto Interno Bruto, o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central subiu 1,3% no 1º trimestre de 2025 em relação ao 4º trimestre de 2024. O crescimento foi puxado pela agropecuária, que avançou 6,1% no período.

O Banco Central publica mensalmente os dados da atividade econômica. A autoridade monetária passou a detalhar as informações setoriais no relatório de fevereiro de 2025. Eis a íntegra do levantamento (PDF – 146 kB).

A indústria cresceu 1,6% no 1º trimestre ante o trimestre anterior, segundo o BC. O setor de serviços teve alta de 0,7%.

Em comparação com o 1º trimestre de 2024, a economia brasileira cresceu 3,7% de janeiro a março. A atividade econômica avançou 4,2% no acumulado de 12 meses.

A taxa do IBC-Br em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, foi de 0,8%.

O IBC-Br mede a evolução da atividade econômica e auxilia o Banco Central nas decisões sobre possíveis alterações na Selic, a taxa básica de juros. O índice considera informações sobre o nível de atividade de indústria, comércio e serviços, e agropecuária, além do volume de impostos.

Contudo, o indicador oficial sobre o desempenho da economia é o PIB (Produto Interno Bruto), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O PIB é a soma de tudo o que o país produziu em determinado período. É um dos indicadores mais importantes do desempenho de uma economia.

Nos dados oficiais do IBGE, a economia brasileira cresceu 3,4% em 2024 em relação a 2023.



Autor Poder360 ·


A indústria brasileira voltou a crescer de forma significativa e interrompeu um ciclo de estagnação que durava cinco meses. Em março de 2025, o setor industrial nacional registrou alta de 1,2% em relação a fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este é o melhor resultado para o mês de março desde 2018, quando houve crescimento de 1,4%. Também representa a maior expansão mensal desde junho de 2024, período em que a indústria havia avançado 4,3%.

Na comparação com março de 2024, o avanço é de 3,1%, configurando a décima alta consecutiva nessa base de comparação. No acumulado de 12 meses, o setor industrial também registra crescimento de 3,1%.

Setor industrial supera nível pré-pandemia

Com o desempenho de março, a indústria brasileira se encontra 2,8% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020 — período pré-pandemia. No entanto, ainda está 14,4% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.

A retomada é vista como uma resposta aos meses anteriores de baixo dinamismo. Veja a variação nos últimos seis meses:

Crescimento espalhado por setores relevantes

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, o desempenho de março representa uma “compensação” das perdas recentes. Ele destaca que o crescimento foi “disseminado”, com diversos segmentos relevantes registrando aumento na produção.

Três das quatro grandes categorias econômicas tiveram expansão:

  • Bens de consumo duráveis: +3,8%

  • Bens de consumo semi e não duráveis: +2,4%

  • Bens intermediários: +0,3%

  • Bens de capital: -0,7%

Entre as 25 atividades pesquisadas, 16 apresentaram crescimento. Os destaques positivos foram:

  • Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis: +3,4%

  • Indústrias extrativas: +2,8%

  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: +13,7%

  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +4%

O índice de difusão — que mede o percentual de produtos com aumento de produção — atingiu 59,7% de fevereiro para março.

A média móvel trimestral, que indica a tendência do setor eliminando oscilações pontuais, foi positiva em 0,4%. Este é o primeiro resultado positivo desde outubro de 2024, encerrando uma sequência de retrações iniciada em novembro do mesmo ano.


A informação foi confirmada pelo Jornal Folha de Goiás, que acompanha o desempenho econômico e industrial com responsabilidade e independência, destacando seus reflexos para Goiás, Goiânia e o Brasil.

Análise editorial

O resultado de março representa um sinal importante de recuperação para a indústria nacional, em um momento de cautela no cenário macroeconômico. A expansão, embora modesta, demonstra capacidade de reação após meses de estagnação, o que pode refletir também em maior confiança para investimentos produtivos. A retomada, no entanto, ainda esbarra na necessidade de políticas industriais mais robustas e na superação de gargalos históricos — como logística, carga tributária e custo do crédito.

Autor # Jornal Folha de Goiás


Por Gil Campos: Goiânia, 29 de novembro – A economia brasileira atravessa um momento crítico, marcado pela alta histórica do dólar, que chegou a R$ 6,11, e pela reação negativa do mercado às medidas econômicas do governo federal. As incertezas sobre o futuro do pacote fiscal de Haddad e as críticas à gestão econômica de Lula têm alimentado debates sobre possíveis mudanças na equipe econômica.

Cenário atual: desafios e críticas

Os indicadores econômicos recentes, como a queda do Ibovespa e a valorização do dólar, refletem a falta de confiança do mercado na política fiscal anunciada pelo governo. Entre as principais preocupações estão:

  • Reação do mercado financeiro: perdas acumuladas de R$ 172,9 bilhões na B3.
  • Desconfiança no pacote fiscal: medidas vistas como insuficientes para garantir equilíbrio orçamentário.
  • Alta do dólar: impacto direto no custo de vida, especialmente no preço de produtos importados e combustíveis.

Mudanças na equipe econômica: solução ou ilusão?

Com o atual cenário, cresce o debate sobre a necessidade de mudanças na equipe econômica do governo. Alguns especialistas defendem que a substituição do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por um nome mais técnico e com maior credibilidade junto ao mercado, poderia ajudar a recuperar a confiança de investidores e estabilizar os indicadores econômicos.

Outros, no entanto, argumentam que o problema é estrutural e que mudanças pontuais na equipe não resolveriam questões como a falta de clareza nas políticas fiscais e a ausência de medidas de incentivo ao crescimento econômico.

A voz do povo: o que você faria?

  • Manter Haddad na Fazenda: Acredita que o ministro precisa de mais tempo para implementar suas políticas? Comente 👍 nos comentários!
  • Trocar a equipe econômica: Pensa que o governo precisa de uma nova abordagem e especialistas mais experientes? Comente 👎 e explique o que você mudaria!

O impacto na vida do brasileiro

Enquanto o mercado debate soluções, quem sente o peso da crise é o cidadão comum. A alta do dólar encarece produtos importados, como medicamentos e alimentos, além de elevar os custos de viagens internacionais. Paralelamente, a inflação ameaça o poder de compra das famílias, especialmente nos itens essenciais, como alimentos e combustíveis.

E você, qual sua opinião sobre a gestão econômica atual? Acredita que mudanças são necessárias ou é uma questão de ajuste de políticas? Deixe seu comentário e participe do debate!



Autor # Gil Campos


Relatório alerta para desaceleração a 1,5% em 2025 por causa de fatores como política monetária e mercado de commodities

O UBS, banco de investimentos suíço, divulgou relatório em que mantém as projeções para o crescimento da economia brasileira em 2024 e 2025, mesmo que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha crescido além do previsto no 2º trimestre de 2024. Estima expansão de 2,8% para este ano. O banco alerta para uma desaceleração para 1,5% no próximo ano e afirma que a performance sólida “dificilmente” será repetida no 2º trimestre e meses subsequentes.

No relatório, elaborado pelos economistas Fabio Ramos, Alexandre de Azara e Rodrigo Martins, os especialistas explicaram que, apesar da estimativa otimista para 2024, fatores como a política monetária e o mercado de commodities podem influenciar negativamente o crescimento econômico subsequente. “O spread entre a taxa de juros real e neutro é alto e pode subir. Os preços das commodities não são tão favoráveis como no passado, dada a desaceleração global.”.

A performance do PIB brasileiro no 2º trimestre, que registrou alta de 1,4%, superou as expectativas do mercado, mas ficou alinhada às previsões do UBS BB.

Os economistas também projetam uma redução do impulso fiscal nos próximos meses. Isso se deve, em parte, aos repasses por meio de precatórios e despesas emergenciais relacionadas às enchentes no Rio Grande do Sul. Essa diminuição no estímulo fiscal é vista como um dos fatores para a desaceleração econômica antecipada para 2025.

Em comparação, as projeções do mercado, consultadas pelo Banco Central no Boletim Focus, indicam um crescimento do PIB de 2,46% para este ano e de 1,85% para o próximo. Essas estimativas, embora mais conservadoras que as do UBS BB para 2024, seguem a mesma tendência de moderação no crescimento.


Com informações de Investing Brasil.



Autor Poder360 ·


Brasileira denuncia ter sido presa por engano na frente da família no aeroporto de Londres

O que era para ser uma viagem em família se tornou um pesadelo para a empresária goiana Alline Fernandes Dutra, de 36 anos. A brasileira denunciou que foi presa por engano e foi algemada na frente dos filhos e do marido no aeroporto de Londres (assista acima). Alline explicou que foi confundida com uma mulher de nome parecido que dirigiu bêbada e não compareceu à corte.

“Sou mãe de 2 filhos pequenos, trabalho honestamente no Reino Unido. E o que está acontecendo não pode ficar por isso mesmo. Fui tratada como uma criminosa o tempo todo, mesmo que claramente não tinham certeza se eu era a pessoa certa”, desabafou Alline.

A prisão aconteceu no dia 13 de junho deste ano quando Alline e a família estavam a caminho da Itália. Ao despachar as malas, três policiais abordaram a goiana perguntando se ela era a “Alinne Fernandes”. A brasileira respondeu que se chama “Alline Fernandes Dutra”. O nome das duas se diferencia no último sobrenome e na grafia, um tem dois “L’s” e o outro tem dois “N’s”.

  • Goiana: Alline Fernandes Dutra
  • Suspeita do crime: Alinne Fernandes

Alline Fernandes Dutra em frente à corte depois da última audiência após ser presa por engano em Londres — Foto: Arquivo Pessoal/Alline Fernandes Dutra

Alline ficou presa das 11h do dia 13/06 às 17h do dia seguinte, quando foi à corte passar por uma audiência. Durante o julgamento, a foto da suspeita do crime não estava no processo, informações da incompatibilidade das digitais foram omitidas e o nome da brasileira foi adicionado ao documento da prisão da verdadeira culpada, segundo Alline.

“Após verem o vídeo da ‘Alinne Fernandes’ sendo presa em 2022, eles afirmaram que não era eu, e por isso fui solta em liberdade condicional com data marcada para retornar. Eu e minha família retornamos à corte no dia 28 para mais uma audiência, e para a minha defesa esclarecer de uma vez por todas o erro que a polícia britânica cometeu ao me prender indevidamente”, explicou.

Agora, a goiana deve andar com um documento que comprova sua inocência, em caso de abordagem policial, até que a verdadeira acusada do crime seja presa. Alline nasceu em Goiânia, mora no Reino Unido há 15 anos, e tem dupla nacionalidade, a brasileira e a italiana, por conta do avô.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral em Londres,informou que acompanha o caso e presta a assistência consular cabível à nacional brasileira. O g1 pediu informações à Polícia de Londres, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

No momento da prisão, Alline estava com o marido Joel Winston Petrie, cidadão inglês, e seus dois filhos de 3 e 1 ano, nascidos em Londres. Durante a abordagem, os policiais explicaram que o crime de “Alinne Fernandes” aconteceu em 16 de janeiro de 2022.

“Falei que não sei dirigir, não tenho carteira de motorista, e não estava nas redondezas onde a outra pessoa foi presa. Durante a minha prisão no aeroporto, a polícia se recusava a mostrar os dados que eles anotaram da suspeita presa em 2022, como data de nascimento, endereço, qual carro ela estava dirigindo ou onde ela foi presa”, relembrou Alline.

Segundo a empresária, até a foto tirada durante a prisão da verdadeira acusada, chamada de mugshot, era diferente dela. “A foto claramente não era eu! Quando meu marido questionou a polícia sobre a foto, eles disseram que era irrelevante o fato de que não era eu”, desabafou Alline.

Após alguns minutos de conversa, a goiana foi algemada na frente dos filhos. Ao g1, Alline contou que se machucou durante a prisão, mostrando o pé inchado e marcas nos punhos.

Alline Fernandes Dutra em mostra punho machucado e pé inhcado após ser presa por engano em Londres — Foto: Arquivo Pessoal/Alline Fernandes Dutra

A brasileira foi levada algemada no camburão até uma cela e suas digitais foram colhidas. Alline disse que foi informada que se a impressão digital ficasse vermelha, indicaria que ela não era a pessoa que cometeu o crime em 2022.

“Após a minha impressão digital ter voltado vermelha, eles ainda me mantiveram presa e não me explicaram mais nada”, pontuou.

No dia 14/06, diante do juiz, Alline percebeu que a foto da verdadeira acusada não estava no processo e a polícia omitiu a informação da impressão digital, conforme contou a brasileira ao g1. Alline descobriu também que os dados que os policiais tinham em mãos não eram iguais aos dela.

“Percebi que a polícia havia editado o documento da prisão em 2022 adicionando o meu nome completo e endereço, deixando tudo mais confuso no sistema para parecer que eu tinha algo a ver com o crime”, completou.

O juiz só percebeu que algo estava errado quando o vídeo que mostrava a prisão da verdadeira acusada foi exibido na corte. Em seguida, ela foi solta em liberdade condicional com uma audiência marcada para retornar.

No dia 28/06, durante a última audiência na Barkingside Magistrates Court, em Londres, a Justiça reconheceu que Alline era inocente. No entanto, ela explicou que precisa andar com um documento que comprova o fato, até que a verdadeira culpada seja presa.

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Elidênia Jorge da Silva — Foto: Arquivo pessoal

“Uma pessoa trabalhadora, religiosa e família” é assim que Lucas Lima define a tia Elidênia Jorge da Silva, que morreu aos 49 anos nos Estados Unidos. Em busca de uma vida melhor, a natural de Morrinhos, na região sul de Goiás, estava no país há 4 anos.

“A vida dela era ir trabalhar, cuidar do Miguel, que é o cachorrinho dela, e rezar, pois ela era muito católica”, contou o sobrinho.

Elidênia era diarista e, dependendo do dia, chegava a limpar quatro casas no país para poder dar uma vida melhor para sua família e filha. Lucas disse que, além do trabalho, a tia chegou a alugar quartos para ter uma renda maior.

O sobrinho contou que a relação com a tia sempre foi de muita parceria. Também disse que Elidênia sempre o apoiava, e a perda dela está sendo um processo difícil.

“Eu e ela sempre fomos muito ligados. Fomos criados juntos, então tudo que ela me pedia para fazer eu fazia. Ela sempre me apoiou, especialmente durante meu processo de cirurgia bariátrica. Está difícil sem ela, ainda mais para mim”, desabafou Lucas.

A goiana Elidênia Jorge da Silva morreu com uma facada no pescoço na cidade de Richmond, na Califórnia, nos Estados Unidos. O companheiro da diarista, que também é brasileiro, é o principal suspeito do crime e está sendo procurado pela polícia local, de acordo com familiares da mulher.

No dia 4 de julho, a mulher foi encontrada morta por sobrinhos que moram na região. A suspeita é que Elidênia tenha sido assassinada no dia 2, data em que a diarista parou de responder às mensagens enviadas por familiares. O corpo já apresentava sinais de inchaço, conforme relatou Lucas Lima, gerente de entregas e sobrinho de Elidênia.

Lucas contou que outro sobrinho da mulher precisou invadir a casa, já que ela não atendeu à porta. O corpo foi encontrado próximo à pia da cozinha, informou o gerente de entregas.

O principal suspeito do crime é um homem brasileiro de 43 anos que mantinha um relacionamento com Elidênia, de acordo com Lucas Lima. No quarto da vítima, familiares encontraram uma camiseta suja de sangue que pertencia ao suspeito. As roupas do homem não foram encontradas no armário, o que, para a família, é indicativo de fuga.

Suspeito de matar goiana nos EUA ameaçou vítima e familiares ao ser preso

Lucas Lima contou que o suspeito havia sido preso duas vezes por agredir a diarista. De acordo com o gerente de entregas, o suspeito era muito ciumento, e o relacionamento dos dois era marcado por brigas e agressões.

A primeira agressão de que a família teve notícia aconteceu no dia do aniversário de Elidênia, em 5 de dezembro de 2023. Lucas contou que soube por uma prima e ligou para a polícia enquanto dirigia até a residência da tia.

“Saí louco de casa, já ligando pra polícia. Na hora que ela abriu a porta, com o olho roxo, disse ‘não foi nada, não. Bati o olho quando estava limpando a casa’”, declarou Lucas Lima.

No mesmo dia, à noite, Elidênia contou a verdade sobre a agressão aos sobrinhos, e o suspeito foi preso. De acordo com Lucas, o homem fazia ligações da cadeia e ameaçava a diarista. Dias depois, ele foi solto.

Em março de 2024, o homem foi preso e solto pela segunda vez, de acordo com Lucas Lima.

📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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