28 de fevereiro de 2026
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  • 09:21 Iniciativa de André do Premium prevê promoção da educação em proteção e bem-estar animal na rede estadual de ensino
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O deputado André do Premium (Avante) apresentou o projeto de lei nº 2372/26, para instituir diretrizes visando à promoção da educação em proteção e bem-estar animal na rede estadual de ensino. A matéria foi encaminhada ao Plenário para votação preliminar.

A proposta busca estabelecer, no âmbito das escolas da rede estadual de Goiás, diretrizes para incentivar a educação voltada à proteção e ao bem-estar animal. A intenção, segundo o texto, é tratar o tema como instrumento de formação cidadã, com impacto ético, social, ambiental e educativo, ampliando a consciência dos estudantes sobre a responsabilidade humana na relação com os animais.

Um dos pontos centrais destacados no projeto de lei é que a iniciativa não cria uma disciplina obrigatória nem promove mudanças na organização escolar já existente. O texto ressalta que não haverá alteração da grade curricular, nem exigência de carga horária adicional, por se limitar a orientar ações de caráter educativo. A abordagem prevista é a de tema transversal, respeitando a autonomia pedagógica de cada unidade escolar e as diretrizes curriculares aplicáveis.

De acordo com André do Premium, as atividades poderão ser realizadas de forma integrada aos conteúdos já trabalhados nas escolas, em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Entre as possibilidades mencionadas estão projetos interdisciplinares, ações inseridas no calendário escolar, campanhas educativas e iniciativas relacionadas a datas ambientais, culturais ou de cidadania.

Premium sustenta que a educação para a proteção animal tem efeito preventivo, ao combater maus-tratos por meio da conscientização, estimular a empatia e reforçar a ideia de guarda responsável. “É um tema ligado à saúde pública e ao meio ambiente, que contribui para uma sociedade mais consciente, justa e sustentável”, afirma o parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


No segundo semestre de 2025, o deputado Delegado Eduardo Prado (PL) apresentou 16 projetos de lei na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), com proposições distribuídas em diferentes áreas de interesse público. Os projetos de lei contemplam temas como segurança pública, proteção e bem-estar animal e reconhecimento a projetos sociais.

Entre as propostas mais recentes apresentadas pelo deputado, destaca-se o projeto de lei nº 30797/25, que dispõe sobre medidas para garantir o acesso seguro e eficaz ao spray de extratos vegetais como instrumento de legítima defesa para mulheres. 

Na justificativa, o parlamentar argumenta que a proposta busca ampliar mecanismos de proteção às mulheres, oferecendo um meio de defesa não letal, de fácil utilização e que contribua para a prevenção de situações de violência. A matéria encontra-se em tramitação e foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguarda manifestação da relatora, deputada Rosângela Rezende (Agir).

Também está em tramitação o projeto de lei nº 30796/25, que dispõe sobre medidas sanitárias de acesso à água potável para animais em espaços públicos no Estado de Goiás. Para Prado, a proposta reforça a responsabilidade do poder público e da sociedade na proteção dos animais. O projeto está na CCJ, sob a relatoria do deputado Veter Martins (UB).

Outro projeto recente é o de nº 28383/25, que declara de utilidade pública o Projeto Social Cezarina Sports, com sede no município de Cezarina. Na justificativa, Prado ressalta a relevância social da entidade, que desenvolve atividades esportivas e educativas voltadas à formação de crianças e adolescentes, contribuindo para a inclusão social e a prevenção da vulnerabilidade juvenil. A matéria aguarda relatório de Rosângela Rezende na CCJ.

Trajetória do Delegado Eduardo Prado

Com formação acadêmica e experiência profissional na área da segurança pública, o deputado Delegado Eduardo Prado construiu uma carreira marcada pela defesa do agronegócio, da ordem pública e do fortalecimento das instituições. Formado em direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), possui especializações em direito constitucional, direito administrativo e criminologia e segurança pública.

Durante sua trajetória na polícia, liderou equipes que se destacaram nacionalmente pelo volume de apreensões de drogas e participou, em 2014, da força-tarefa responsável por elucidar uma série de homicídios que vitimaram mulheres em Goiânia, culminando na identificação do serial killer Thiago Henrique Gomes da Rocha.

No Parlamento, o deputado tem atuação em várias comissões temáticas, entre elas da Agricultura, Pecuária e Cooperativismo; da Criança e Adolescente; de Constituição, Justiça e Redação; de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência; e de Defesa dos Direitos do Consumidor. 

Além dessas comissões, também integra a do Meio Ambiente e Recursos Hídricos; de Serviços e Obras Públicas; e de Tributação, Finanças e Orçamento. Além disso, preside a Comissão de Segurança Pública, espaço no qual atua na discussão de políticas voltadas ao enfrentamento da criminalidade e ao fortalecimento das forças de segurança.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Público da maior conferência de ciência psicodélica do mundo é o novo target de empresas de wellness

Com mais de 500 conferências em dezenas de salas, a Psychedelic Science Conference reuniu painéis sobre ciência, economia e cultura psicodélica. Ao mesmo tempo, abriu espaço para negócios. Mais de 50 estandes de empresas e ONGs ofereciam produtos e serviços do setor no pavilhão de expositores.

Percorrer o 2º andar do Convention Center em Denver, no Colorado, revela a robustez da economia que se formou ao redor dessas substâncias e como empresas de diversos setores, sobretudo do bem-estar, unem-se para atrair um público específico: pessoas em busca de melhor qualidade de vida.

Cerca de ⅓ dos expositores eram marcas que não trabalham diretamente com psicodélicos, como bebidas funcionais, blends de cafés com cogumelos (não os mágicos), biojoias e várias outras que apresentavam tratamentos de beleza de última geração não invasivos, numa linha hippie-chique.

“A gente vem expor aqui porque o público é diferenciado, mais aberto e interessado em melhorar aspectos da vida em geral, porque eles têm realmente uma consciência mais expandida e não vivem só de psicodelia”, disse a marroquina Elisa, mãe de 4 filhos e representante de uma marca de cosméticos que promete os mesmos efeitos do botox, mas de “forma natural”.

Copyright Anita Krepp/Poder360

Estande de café na Psychedelic Science Conference

Outro nicho com muitas representações é o de retiros psicodélicos.

Enquanto nos EUA isso ainda não é permitido por lei, grupos que atuam no México, na Colômbia, na Costa Rica e em outros países da América Latina promoviam retiros de ayahuasca e psilocibina, com pacotes a partir de US$ 650 para 4 dias, incluindo as sessões de psicodelia e terapia, hospedagem, e em alguns casos, também a alimentação, prometendo experiências autênticas para quem quisesse mergulhar nesse universo. Uma dessas empresas, que promove retiros na Costa Rica, tem o médico e autor húngaro-canadense, Gabor Maté, reconhecido internacionalmente por seu trabalho com vícios, trauma e saúde mental, entre os membros do conselho.

Por se tratar de um ambiente não de todo regulamentado, ainda paira no ar a insegurança sobre a qualidade das substâncias psicodélicas mundo afora.

Pela lógica da redução de danos e do uso seguro, algumas marcas surgiram oferecendo kits para testagem de drogas diversas, e em cujos estandes promoviam não só a venda dos produtos em si, mas também educação sobre formas mais seguras de uso e interações medicamentosas entre substâncias variadas. 

Nessa mesma linha de redução de danos, uma empresa inventiva apresentou kits de preparação específicos para cada psicodélico. Cada kit inclui pastilhas formuladas para proteger o estômago, no caso dos cogumelos, ou atenuar a queda de humor após sessões de MDMA. A proposta é tornar a experiência psicodélica mais prazerosa, eliminando os desconfortos típicos.

Copyright Anita Krepp/Poder360

Na imagem acima, kits à venda para testes em cogumelos

Múltiplas ONGs de vários Estados americanos reservaram estandes para recrutar novos integrantes, oferecendo parcerias que, por apenas alguns dólares, permitem apoiar a causa e ter acesso a informações especializadas. Havia de tudo: igrejas psilocibinas, grupos de veteranos ansiosos pela aprovação do MDMA como medicamento, entidades que defendem a legalização de todos os psicodélicos e outras focadas em uma única substância, como a ibogaína.

A formação de terapeutas e facilitadores vem ganhado mais espaço. De acordo com o evento, nesta edição, dobrou a oferta de estandes que vendiam algum tipo de curso para a atuação no setor. No Brasil, vale dizer, já existe a opção de formação psicodélica com o Camp (Centro Avançado de Medicina Psicodélica), uma iniciativa que nasceu no Instituto do Cérebro, da UFRN, e tem participação dos neurocientistas e brasileiros de renome internacional, como Dráulio Araújo e Sidarta Ribeiro –entre vários outros grandes nomes.

Os corredores repletos de expositores oferecendo soluções para o universo psicodélico deixaram claro que cheguei ao “1º mundo” desse mercado. Ali, a liberdade individual e coletiva para uso de substâncias visando melhor saúde se encontra com oportunidades de negócios inovadores –empresas que prosperam, geram empregos e aumentam a arrecadação de impostos. O resultado é uma sociedade com menos depressão, dependência e outros males, enquanto o Estado recebe recursos para políticas de educação sobre essas substâncias e programas de qualidade de vida para toda a população.


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Autor Poder360 ·