Thiago Cavalcanti, presidente de associação do Banco Central, diz que exposição do diretor do BC Ailton de Aquino preocupa corpo funcional; defende proteção jurídica para decisões técnicas
O presidente da ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central), Thiago Cavalcanti, afirmou neste domingo (28.dez.2025) que a decisão de submeter o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, a uma acareação no STF (Supremo Tribunal Federal) expõe a autarquia a riscos institucionais.
Para Cavalcanti, a medida cria insegurança jurídica para os funcionários que assinam notas técnicas de supervisão e liquidação bancária.
A pedido do Poder360, o presidente da ANBCB analisou os desdobramentos do processo envolvendo o Banco Master, cuja liquidação extrajudicial motivou o embate jurídico.
Para a associação, a convocação de um diretor para confrontar 2 investigados cria uma “dicotomia” perigosa. Aquino participa na condição de testemunha, enquanto as outras partes são alvo de investigação.
Cavalcanti classifica o episódio como “estranho”. Disse provocar um sentimento de “angústia” e “revolta” no corpo funcional.
“Estamos personalizando uma decisão. O diretor Ailton não tomou essa decisão sozinho. É uma decisão institucional. A liquidação do Banco Master foi definida pelo presidente Gabriel Galípolo e a fiscalização é exercida de forma colegiada”, disse.
O dirigente defende que as dúvidas do ministro do STF Dias Toffoli poderiam ser sanadas por meio de relatórios complementares ou reuniões técnicas, sem a necessidade de expor um funcionário público qualificado a um nível de “exposição totalmente desnecessário”.
PROTEÇÃO JURÍDICA
O episódio reforça, na visão da ANBCB, a necessidade de aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65 de 2023, que trata da autonomia financeira e orçamentária do Banco Central. Cavalcanti argumenta ser preciso assegurar uma blindagem legal para que a atuação técnica não se transforme em alvo de pressão política ou processual.
“Você não pode querer responsabilizar a pessoa física do diretor Ailton por um trabalho feito em conjunto por uma equipe de 600 pessoas da fiscalização”, delcarou. O presidente da ANBCB defende que a defesa funcional do cargo hoje é “precária” e que o Estado deveria assegurar proteção para decisões baseadas em riscos e critérios objetivos.
LIQUIDAÇÃO DO MASTER
Diante das críticas sobre os prazos da liquidação do Banco Master, Cavalcanti negou qualquer omissão ou precipitação no processo. O dirigente afirmou que há avaliações contraditórias de órgãos de controle, que em alguns momentos citam lentidão na condução do caso e, em outros, alegam rapidez excessiva na intervenção.
Segundo o presidente da associação, o processo seguiu estritamente os ritos legais, com prazos para defesa e tentativas de solução de mercado. A liquidação foi feita, de acordo com ele, porque a instituição financeira apresentou lacunas e incompatibilidades com os parâmetros exigidos pelo mercado financeiro brasileiro.
“Não houve demora nem precipitação. O processo seguiu os trâmites regulares e o resultado apresentado à sociedade reflete a análise do corpo técnico”, concluiu.
Delegado Eduardo Prado homenageará auditores fiscais em sessão solene amanhã
Lidiane 19 de setembro de 2024
O deputado estadual Delegado Eduardo Prado (PL) presidirá, nesta sexta-feira, 20, sessão solene na qual concederá o Título de Cidadania Goiana a pessoas que prestaram relevantes trabalhos em Goiás. Na oportunidade, também serão entregues a outros personalidades a Medalha Pedro Ludovico Teixeira e o Certificado do Mérito Legislativo. A sessão acontecerá, no Plenário Iris Rezende, às 9 horas da manhã.
Os novos cidadãos goianos são auditores fiscais, alguns ainda na ativa e outros já aposentados. De acordo com o deputado, a homenagem é muito justa, já que eles fazem um trabalho excelente pelo Estado e pela população.
Novos cidadãos
Nascido em Floresta (PE), em 2 de outubro de 1959, Aldeci de Souza Flor se formou em engenharia civil pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) em 1987 e, posteriormente, em direito pela mesma instituição em 2002. Sua trajetória, no Estado de Goiás, começou em agosto de 1984, quando ingressou no Fisco Goiano.
Cícero Rodrigues da Silva, nascido em Ouricuri (PE), em 6 de março de 1971, é um exemplo de dedicação e excelência profissional. Bacharel em direito pela PUC-GO (2003) e pós-graduado em direito do trabalho e processo do trabalho pela Universidade Candido Mendes (2006), trouxe para Goiás uma trajetória de notável competência e compromisso.
Fábio Eduardo Bezerra Lemos e Carvalho nasceu em Vitória da Conquista (BA), no dia 16 de maio de 1967. Formou-se em engenharia química pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) em 1991 e, posteriormente, obteve o título de bacharel em filosofia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2014. Além disso, completou um MBA em gestão estratégica de serviços pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em 2003 e se especializou em contabilidade comercial pela mesma instituição em 2000.
Fernando César Ganzer nasceu em Frederico Westphalen (RS), em 1º de dezembro de 1974. Formou-se em direito pela UFG em 2004. Desde sua mudança para Goiás, em fevereiro de 1997, demonstrou um firme compromisso com o desenvolvimento e aprimoramento das práticas fiscais e tributárias do Estado.
Nascido em Barra do Garças (MT), em 23 de novembro de 1975, Lidilone Polizeli Bento se formou em direito pela Universidade Católica de Goiás, atual PUC-GO, e é especialista em direito tributário pela mesma instituição (2003). Sua trajetória profissional e acadêmica reflete um compromisso profundo com a excelência e a integridade, atributos que ele trouxe consigo para o serviço público.
Marisa Sperotto Salamoni nasceu em Soledade (RS) e, desde sua chegada a Goiás em janeiro de 1991, tem desempenhado um papel destacado. Tem formação em ciências contábeis pela Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas (1997) e uma pós-graduação em auditoria e perícia pela PUC-GO (2002).










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