31 de março de 2026
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A produção de veículos no Brasil deve crescer 3,7% em 2026, segundo projeção divulgada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa considera o desempenho conjunto de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, com destaque para os veículos leves, que devem apresentar alta de 3,8% na produção ao longo do ano.

O crescimento ocorre em um ambiente descrito pelo setor como positivo, porém cercado por incertezas econômicas e regulatórias. Durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, afirmou que o setor vive um momento de “otimismo contido”, já que, apesar da expansão projetada, permanecem fatores de imprevisibilidade que podem impactar a cadeia automotiva.

Entre esses fatores estão os riscos geopolíticos, capazes de afetar o fornecimento global de insumos, e o fato de 2026 anteceder a entrada em vigor da reforma tributária, ainda sem definição clara das alíquotas que incidirão sobre os produtos do setor. Segundo Calvet, esse cenário exige cautela e acompanhamento constante das projeções ao longo do ano.

Em 2025, a produção de veículos no Brasil somou aproximadamente 2,6 milhões de unidades, crescimento de 3,5% em relação a 2024, mantendo o país na oitava posição do ranking mundial de produção automotiva. No mesmo período, as vendas internas alcançaram 2,69 milhões de unidades, alta de 2,1%, o que preservou o Brasil como o sexto maior mercado automotivo do mundo.

Apesar do avanço, os resultados ficaram abaixo das expectativas iniciais da Anfavea para 2025, que previa crescimento de 7,8% na produção e 5% no licenciamento. Ainda assim, a entidade considera o desempenho positivo, especialmente diante de um ano marcado por instabilidade econômica, discussões sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e forte elevação da taxa de juros, que passou de 12% para 15%.

No comércio exterior, o setor automotivo registrou desempenho expressivo em 2025. As exportações cresceram 32,1%, com quase 529 mil veículos comercializados no exterior. A Argentina foi o principal destino, com aumento de 85% nas compras em relação ao ano anterior. Para 2026, a expectativa é de crescimento mais moderado, em torno de 1,3%, refletindo um ambiente internacional mais competitivo.

As importações também avançaram, com alta de 6,6%, impulsionadas sobretudo por veículos provenientes de países sem acordo de livre comércio com o Brasil. A China respondeu por 37,6% dos cerca de 498 mil veículos importados e emplacados no país em 2025. Para este ano, a Anfavea projeta possível redução das importações, à medida que novos fabricantes iniciem produção local, substituindo parte dos veículos anteriormente trazidos do exterior.

Outro ponto de atenção é o segmento de caminhões, que registrou queda de 46,4% na produção em 2025 e retração de 9,2% nos emplacamentos. Segundo a entidade, o desempenho está diretamente relacionado às altas taxas de juros, já que o mercado de caminhões possui forte correlação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e com o custo do crédito.

Nesse contexto, o programa Move Brasil, anunciado pelo governo federal, é visto como estratégico para 2026. A iniciativa prevê linhas de crédito com condições diferenciadas para a compra de caminhões, com o objetivo de estimular a atividade econômica e conter quedas mais acentuadas no setor.

A projeção da Anfavea indica que o setor automotivo brasileiro deve manter trajetória de crescimento em 2026, mas com margens mais estreitas e dependência direta de fatores macroeconômicos. A combinação entre previsibilidade tributária, redução do custo do crédito e fortalecimento das exportações será determinante para que o avanço esperado se consolide de forma sustentável, com impactos relevantes sobre emprego, investimentos e atividade industrial no país.

Análise crítica editorial

A projeção de crescimento de 3,7% na produção de veículos em 2026 revela um setor que avança, mas com passos calculados. O cenário combina recuperação gradual, desafios estruturais e um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A indefinição sobre a reforma tributária, somada aos juros elevados e às incertezas no comércio internacional, limita decisões de investimento mais ousadas.

Ao mesmo tempo, o desempenho das exportações e o início da produção local por novos entrantes indicam oportunidades de médio prazo para fortalecer a indústria nacional. O sucesso dessas projeções dependerá, sobretudo, da previsibilidade regulatória, da evolução do custo do crédito e da capacidade do Brasil de reconquistar competitividade regional. Para o consumidor e para a economia, o setor automotivo segue como um termômetro relevante do crescimento e da confiança no país.

📸 Imagem/Reprodução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

Autor # Jornal Folha de Goiás


Foram fabricadas 247.032 unidades, ante 259.613 na comparação anual; exportações cresceram 49,3% frente a agosto de 2024 e sustentaram parte da produção

A produção de veículos no Brasil foi de 247.032 unidades em agosto. O desempenho representa baixa de 4,8% na comparação anual (259.613), mas alta de 3,0% frente a julho (239.768). Eis a íntegra (PDF – 3 MB) dos dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), divulgados nesta 3ª feira (9.set.2025).

No acumulado de 2025, a produção de veículos no Brasil registrou um avanço de 6,0%, totalizando 1,743 milhão de unidades. Já os licenciamentos aumentaram 2,8%, somando 1,644 milhão de veículos.

VENDAS INTERNAS

Os emplacamentos também caíram. Em agosto, foram licenciadas 225.400 unidades, queda de 7,3% frente a julho (243.200) e retração de 5,1% em relação a agosto de 2024 (237.400).

De janeiro a agosto, o total de veículos vendidos no mercado interno foi de 1,667 milhão unidades, avanço de 2,8% ante o mesmo intervalo de 2024, quando foram registradas 1,622 milhão unidades

EXPORTAÇÕES

As exportações tiveram forte alta e sustentaram parte da produção. Em agosto, foram embarcadas 57.089 unidades, crescimento de 19,3% em relação a julho (47.900) e de 49,3% frente a agosto de 2024 (38.200).

No acumulado do ano, os envios ao exterior somaram 378.249 veículos, alta de 55,9% sobre igual período do ano passado, quando foram exportadas 242.613 unidades.

SEGMENTOS

  • Automóveis: 172.300 unidades emplacadas em agosto, queda de 5,2% frente a julho e alta de 0,8% em relação a agosto de 2024.
  • Comerciais leves: 42.400 unidades, baixa de 12,4% no mês e de 19,1% no ano.
  • Caminhões: 8.900 unidades, recuo de 15,9% em relação a julho e de 22,6% frente ao mesmo mês do ano passado.
  • Ônibus: 1.720 unidades, queda de 27,8% na comparação mensal e de 28,5% em um ano.



Autor Poder360 ·


Por Gil Campos: Goiânia, 12 de dezembro de 2024 – O setor automobilístico brasileiro celebra um ano de grande expansão e projeta mais um período de crescimento para 2025. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos devem alcançar 2,802 milhões de unidades no próximo ano, o que representa um aumento de 5,6% em relação a 2024. Os dados foram divulgados hoje pela entidade.

2024: um ano de recordes
Este ano foi marcado por números expressivos para o setor, com destaque para o crescimento de 15% nas vendas de veículos em comparação com 2023. O Brasil liderou o crescimento entre os dez principais mercados globais, sustentado pelo maior ciclo de investimentos da história na indústria automobilística, somando R$ 180 bilhões. Além disso, foram criados 100 mil novos empregos diretos e indiretos no setor.

Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, o segundo semestre foi fundamental para o desempenho positivo. “O Brasil foi o que mais cresceu entre os principais mercados do mundo. Esperamos começar o ano nesse ritmo acelerado e fazer de 2025 o último degrau antes da volta ao patamar dos 3 milhões de unidades vendidas”, afirmou.

O segundo semestre também trouxe recordes: em novembro, as vendas diárias alcançaram uma média de 13,3 mil unidades, a maior dos últimos dez anos. O fechamento do ano deve registrar 2,65 milhões de veículos emplacados.

Segmentos em destaque

  • Veículos pesados: A comercialização de caminhões teve alta de 15%, enquanto o mercado de ônibus deve encerrar 2024 com crescimento de 8,5%.
  • Automóveis e comerciais leves: A expectativa para 2025 é de crescimento de 5,8%, enquanto os pesados devem avançar 2,1%.

Exportações em recuperação
Após um início de ano desafiador, as exportações se recuperaram no segundo semestre. A Argentina liderou a retomada, com alta de 39% nos embarques, seguida pelo Uruguai, com 14% de crescimento. Para 2025, a Anfavea projeta exportações de 428 mil unidades, um aumento de 6,2% em relação a 2024.

Empregos e investimentos A indústria automobilística também impulsionou a geração de empregos em 2024, com a criação de 100 mil postos de trabalho na cadeia produtiva. Para o próximo ano, a estimativa é de 10 mil novas vagas diretas, com foco em pesquisa e desenvolvimento. “Nosso setor é responsável por 1,3 milhão de empregos de alta qualificação, e o atual ciclo de investimentos deve abrir ainda mais oportunidades”, destacou Márcio de Lima Leite.

Análise crítica
Os números apresentados pela Anfavea refletem um momento positivo para a indústria automobilística brasileira, com destaque para a retomada do mercado interno e das exportações. No entanto, o cenário para 2025 dependerá de fatores como estabilidade econômica, incentivos fiscais e manutenção do poder de compra dos consumidores. Além disso, o fortalecimento de investimentos em inovação e sustentabilidade será essencial para garantir competitividade no mercado global.

Autor # Gil Campos