10 de março de 2026
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Quarta maior reserva do mundo, a moeda tem sido cada vez mais usada em transações comerciais com parceiros internacionais

O presidente da China, Xi Jinping (PCCh), definiu um plano para estabelecer o renminbi como a principal moeda de reserva mundialmente. O objetivo de Pequim, conforme anunciado pelo mandatário no final de janeiro, é de limitar a dependência e influência do dólar dos Estados Unidos.

As moedas de reserva são mantidas por bancos centrais para facilitar o comércio internacional, estabilizar o câmbio e assegurar liquidez e confiança financeira. A autoridade monetária chinesa tem desenvolvido estruturas institucionais e infraestrutura para operações internacionais com o renminbi –buscando criar condições para que empresas nacionais e estrangeiras utilizem o renminbi em suas transações.

O processo, no entanto, enfrenta impasses políticos e econômicos. Um deles é a diferença no sistema político chinês em comparação com os Estados Unidos, o que implica na menor aceitação dos títulos chineses entre investidores internacionais. A falta de plena conversibilidade e os controles sobre a conta de capital continuam como entraves relevantes para uma adoção mais ampla por bancos centrais estrangeiros.

O Banco Popular da China trabalha para estabelecer um ambiente que favoreça tanto organizações chinesas quanto estrangeiras interessadas em utilizar a moeda em suas operações. As políticas de apoio são:

  • estabilização do comércio exterior e do investimento estrangeiro;
  • novo comércio offshore;
  • novas formas de negócios de comércio exterior;
  • empréstimos no exterior;
  • integração de fundos piloto de moedas domésticas e estrangeiras.

Ao Poder360, Alex Agostini, economista-chefe da consultoria Austin Rating, avaliou que, apesar da dedicação do governo chinês, será difícil ver resultados imediatos na implementação do renminbi como moeda de reserva global. O principal motivo é o protagonismo dos títulos norte-americanos no mercado internacional –o que deixa pouco espaço para a difusão de títulos chineses.

“Em vez de comprar títulos do Tesouro chinês, muitos investidores optam pelos títulos do Tesouro norte-americano. Embora estes tenham uma rentabilidade menor, oferecem maior garantia de pagamento, considerando todas as questões associadas às características dos países emergentes. No caso da China, trata-se ainda de uma economia relativamente fechada”, afirma o especialista.

Outro impasse são os grandes volumes de reservas em dólares nos bancos centrais. De acordo com informações do Conselho Europeu, a moeda norte-americana é responsável por 57,8% das reservas cambiais no mundo. O renminbi, por sua vez, é a 4ª moeda com mais disponibilidade, com cerca de 2,2% de presença.

Segundo Agostini, para que o renminbi se torne a principal moeda de reserva, “é necessário ter um sistema financeiro sólido, o que envolve outros fatores, como a abertura de mercado”.

No entanto, o economista destaca que é possível que a moeda chinesa seja diretamente usada no sentido de acordos comerciais, como é feito com o Brasil, em alguns casos, desde 2023. Em meio de 2025, os bancos centrais dos 2 países firmaram um acordo de swap cambial.

TRANSAÇÕES COM O RENMINBI

Desde 1948, o renminbi é o nome oficial da moeda chinesa, no entanto, sua unidade monetária é conhecida como yuan –que significa “moeda do povo”. Uma nota de 50 yuans, por exemplo, representa 50 unidades de renminbi.

A cidade de Xangai e a região administrativa especial de Hong Kong funcionam como polos estratégicos para a expansão global da moeda chinesa, com políticas governamentais estabelecidas para facilitar transações internacionais.

O Banco Popular da China e a Autoridade Monetária de Hong Kong revisaram o acordo de swap de moedas —um mecanismo pelo qual os 2 bancos centrais trocam moedas entre si para fornecer liquidez ao sistema financeiro— transformando-o em um swap de caráter permanente (de espera) e ampliando seu volume, com o objetivo de oferecer um apoio de liquidez mais previsível e robusto ao mercado offshore, especialmente em momentos de maior volatilidade.

De acordo com informações do governo chinês, em 2023, mais de 80 bancos centrais ou autoridades monetárias no exterior incluíram o renminbi em suas reservas cambiais. O Banco Popular da China mantém 29 acordos bilaterais válidos de troca de moeda local com outros países.

Apesar da dificuldade em superar a curto prazo o dólar como moeda de reserva, há chances de o renminbi chinês se estabelecer como uma unidade monetária de referência para transações diretas. Com isso, se consolida mais no mercado internacional.

“O que tem acontecido é que a economia chinesa vem ganhando protagonismo há bastante tempo, em razão da sua força econômica. Em alguns anos, não há dúvida de que talvez [poderá ser] a maior economia do mundo”, afirma o economista-chefe.

Inicialmente, Pequim prioriza traçar a esfera de influência do renminbi com países vizinhos e integrantes da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) –bloco que inclui nações como Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

“Não haveria necessariamente a necessidade de passar pelo dólar em todas as transações. Esse tipo de situação tende a se expandir, reduzindo custos e despesas, mas sem alterar, ao menos por enquanto, o papel do dólar como moeda de reserva de valor”, explica Agostini.



Autor Poder360 ·


A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou o projeto de lei nº 32052/25, que altera a Lei nº 20.710, de 15 de janeiro de 2020, responsável por instituir a Política Estadual do Biogás e do Biometano em Goiás.

A proposta modifica diretrizes da política para apoiar e fomentar a cadeia produtiva do biogás e do biometano no Estado, com foco na implementação de projetos em aterros sanitários municipais. O texto prevê a destinação adequada de resíduos orgânicos nesses espaços, com o objetivo de utilizá-los como fonte energética por meio do aproveitamento econômico do biogás e do biometano produzidos.

Entre os pontos introduzidos, a matéria busca a valorização econômica dos resíduos orgânicos, a redução da emissão de gases de efeito estufa e a inserção do biogás e do biometano na rede de gás natural canalizado utilizada na prestação do serviço público de distribuição do produto. A proposta também trata da diversificação da matriz energética estadual, com a descentralização do desenvolvimento socioeconômico a partir de projetos em aterros sanitários municipais.

Sua redação ainda prevê o estabelecimento de mecanismos de incentivo à geração de fontes de energia renovável, a articulação de políticas públicas voltadas ao aproveitamento de resíduos orgânicos e o fortalecimento de organizações da sociedade civil, cooperativas, associações e empreendimentos econômicos ligados à cadeia produtiva do biogás e do biometano, incluindo catadores de materiais recicláveis e agricultores familiares. A ampliação da produção de conhecimento, por meio de pesquisas científicas e de desenvolvimento tecnológico voltadas à produção de biogás e biometano em aterros sanitários, também está entre as diretrizes propostas.

A deputada afirma, na justificativa da medida, que Goiás enfrenta desafios relacionados à gestão de resíduos sólidos e à busca por alternativas para o aproveitamento desses materiais. As alterações visam a incentivar projetos que utilizem resíduos orgânicos de aterros sanitários para a produção de biogás e biometano, com a finalidade de reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades econômicas em comunidades locais.

A petista também aponta que a inclusão de cooperativas, associações e empreendimentos sociais na cadeia produtiva desses gases pode ampliar a participação deles no desenvolvimento de ações relacionadas ao aproveitamento de resíduos orgânicos. O texto observa, ainda, que a valorização econômica desses resíduos contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa, em consonância com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

O projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), que apontará um de seus integrantes à relatoria e votará o parecer emitido. 

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo (UB), assinou nesta sexta-feira (17/10), junto ao Ministério das Cidades, dois importantes convênios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que somam mais de R$ 150 milhões em investimentos para o município. O ato ocorreu durante a entrega da ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto Dr. Hélio Seixo de Britto, em Goiânia, e contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, além de autoridades estaduais e municipais.

O primeiro convênio, no valor de R$ 128,3 milhões, é voltado à ampliação do sistema de esgotamento sanitário. O segundo, de R$ 21,6 milhões, será destinado ao sistema de abastecimento de água, por meio da Estação Sozinha, garantindo melhorias na captação e tratamento de água em Senador Canedo. Com esses investimentos, o município dará um salto expressivo: a cobertura de esgoto tratado passará de 10% para mais de 60% nos próximos três anos, com a implantação de mais de 200 quilômetros de novas redes.

Pellozo destacou que o convênio representa uma virada de chave para a cidade e reforça o compromisso da administração com políticas públicas duradouras: “Nós já investimos, ao longo desses anos, mais de R$ 40 milhões, e agora chegam mais R$ 21 milhões do PAC para saneamento e R$ 128 milhões para esgotamento sanitário. Com esse recurso, vamos colocar Senador Canedo, daqui a uns três anos, com 60% de esgoto tratado”, projeta o prefeito.

Foto: Alexandre Manso

“Já estamos planejando dois novos reservatórios, o Haras 3, que está em fase de projeto, e o Terras Alfa”, disse Pellozo.

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, ressaltou o papel do PAC na descentralização dos investimentos e na inclusão de cidades em crescimento: “Nós não queremos que obras de saneamento fiquem somente para Goiânia. Foi por isso que trouxemos aqui um investimento de mais de R$ 150 milhões, em parceria com a prefeitura de Senador Canedo”, destacou.

Entre as obras previstas está a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto do Jardim das Oliveiras, com início programado para o primeiro semestre de 2026. Os novos investimentos consolidam o compromisso da gestão municipal com a universalização do saneamento, ampliando o acesso à água tratada, melhorando a saúde pública e fortalecendo o desenvolvimento sustentável do município.

Mais de 650 cartões do Goiás Social foram entregues

Além dos investimentos em infraestrutura, a cidade também recebeu, nesta semana, o programa Goiás Social, ação itinerante do Governo de Goiás que levou benefícios, atendimentos e serviços gratuitos à população.

Durante o evento, foram entregues 660 cartões de programas sociais e 1 mil unidades do ‘Mix do Bem’, da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). A população teve acesso ainda a serviços do Vapt Vupt, emissão de documentos como Carteira de Identidade, Carteira do Autista, Passe Livre da Pessoa com Deficiência e Passaporte da Pessoa Idosa, além de cortes de cabelo e atendimentos de orientação social.

O secretário-executivo do Gabinete de Políticas Sociais, Alexandre Parrode, que representou a primeira-dama Gracinha Caiado, destacou a importância da atuação conjunta com os municípios.
“É somando esforços com as prefeituras, com as equipes locais, com as lideranças comunitárias, que conseguimos chegar mais longe, alcançar mais famílias e garantir que cada benefício chegue a quem realmente precisa”, afirmou.

Fotos: Wagnas Cabral

As ações do Goiás Social reforçam a integração entre o Governo de Goiás e as prefeituras, unindo investimentos estruturais e programas de assistência. Juntas, as medidas evidenciam uma agenda de desenvolvimento sustentável, que alia infraestrutura, inclusão social e qualidade de vida para a população de Senador Canedo.

Autor Rogério Luiz Abreu


O deputado Dr. George Morais (PDT) apresentou quatro projetos de lei com vistas a incluir datas comemorativas no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. O objetivo é fortalecer os eventos e fomentar a economia local, a partir do incremento de setores como hospedagem, alimentação e comércio. 

O projeto de lei nº 20127/25 prevê a inclusão da Festa de Nossa D’Abadia, realizada no município de Santa Bárbara de Goiás anualmente, no dia 15 de agosto. O evento é uma manifestação de fé, cultura e tradição que reúne milhares de fiéis, devotos e visitantes, fortalecendo a identidade cultural local e contribuindo para o turismo religioso.

“O evento representa não apenas a religiosidade de seu povo, mas também a preservação das tradições locais, sendo um momento de encontro das famílias, comunidades rurais e urbanas, com celebrações, novenas, missas, procissões e momentos de devoção”, escreve Morais na justificativa da propositura.  A matéria está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde aguarda relatório do deputado Virmondes Cruvinel (UB).  

Já o processo de nº 20128/25 tem por objetivo contemplar a Agrofest Vicentinópolis, evento tradicional realizado no município de Vicentinópolis, que tem se consolidado como importante ferramenta de valorização da agricultura familiar, do agronegócio local, da cultura goiana e do turismo regional.  

De acordo com o parlamentar, a Agrofest é um evento que reúne feiras agropecuárias, exposições de maquinários, apresentações culturais e atividades de integração comunitária, criando oportunidades para pequenos, médios e grandes produtores exporem seus produtos e ampliarem seus mercados. A propositura está sob a relatoria do deputado Delegado Eduardo Prado (PL) na CCJ. 

O projeto de lei nº 20129/25 pretende valorizar o evento Arraiámeri & Tradições Escolares, realizado no município de Ipameri, reconhecendo sua relevância cultural, social e turística. O evento é uma celebração que envolve diversas instituições de ensino, comunidades e famílias, preservando as tradições juninas e proporcionando momentos de confraternização, cultura, música, danças típicas, gastronomia regional e atividades que resgatam valores culturais importantes para a formação social dos estudantes e para a manutenção da identidade cultural do município. 

“Além de seu valor cultural, o evento fomenta a economia local, fortalece o turismo e proporciona oportunidades de geração de renda para pequenos empreendedores, artesãos e produtores regionais, sendo importante instrumento de desenvolvimento sustentável para o município de Ipameri”, justifica Morais. O processo aguarda relatório do deputado Mauro Rubem (PT) na CCJ.   

Por fim, a propositura de nº 20130/25 busca enaltecer a tradicional Expo Iporá, considerada uma das maiores exposições agropecuárias da região Oeste do Estado, realizada anualmente no mês de julho. A festividade reúne produtores rurais, expositores, agroindústrias, artistas locais e regionais, além de gerar empregos temporários e movimentar diversos setores, como hotelaria, comércio, gastronomia e serviços.

Morais argumenta que a inserção da Expo Iporá no calendário oficial do Estado de Goiás permitirá maior visibilidade ao evento, facilitando parcerias com órgãos estaduais, federais e entidades de fomento, além de consolidar o evento como referência no agronegócio goiano, contribuindo para a promoção do turismo no município de Iporá e em toda a região. O processo foi enviado à CCJ, onde será designado à relatoria. 

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado Karlos Cabral (PSB) apresentou o projeto de lei 9606/25, que altera o prazo para servidores públicos optarem por um benefício previdenciário especial em Goiás. A proposta modifica o artigo 7º–A da Lei Complementar nº 192/2024, estendendo de 12 para 24 meses o período de adesão ao direito.

O benefício em questão representa um acréscimo vitalício à aposentadoria paga pelo regime complementar, funcionando como compensação financeira mensal pelo tempo de contribuição acumulado no Regime Próprio de Previdência Social antes da migração. A decisão de aderir ou não impacta diretamente o valor futuro da aposentadoria, exigindo análise cuidadosa por parte do servidor.

O problema, segundo a justificativa do projeto, está no prazo original de 12 meses – que se encerraria em 24 de abril de 2025 – e na disponibilização tardia da ferramenta de cálculo pelo Tribunal de Justiça do Estado. A plataforma, essencial para simulações individuais, foi liberada apenas em 10 de abril de 2025, a apenas 14 dias do vencimento do prazo.

“Sem acesso aos dados oficiais e à ferramenta de simulação, os servidores ficaram impossibilitados de tomar uma decisão informada sobre esse benefício que afetará suas aposentadorias”, explicou Cabral. Na propositura, o legislador considera que a demora na disponibilização dos meios necessários para a análise técnica criou, na prática, um obstáculo institucional ao exercício do direito.

Se aprovada a matéria, serão acrescentados 12 meses ao tempo destinado para que os servidores avaliem, com segurança, a conveniência da adesão ao benefício. 

Na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), o projeto agora aguarda o relatório da deputada Dra. Zeli (UB). A parlamentar deverá entregá-lo assim que o recesso parlamentar for encerrado. O retorno dos trabalhos está previsto para o dia 5 de agosto, quando as sessões ordinárias serão retomadas em Plenário. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O presidente da Casa de Leis, deputado Bruno Peixoto (UB), apresentou a proposição n° 14605/25, para alterar a composição do Conselho Estadual de Trânsito de Goiás (Cetran-GO), incluindo representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Goiás (Fecomércio-GO) e da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A iniciativa visa a aumentar a representatividade, transparência e eficiência na gestão do órgão.

O Cetran é responsável por funções normativas, consultivas e julgadoras em segunda instância administrativa no sistema estadual de trânsito. Suas deliberações impactam diretamente a sociedade, municípios e setores econômicos, especialmente comércio e serviços que dependem da mobilidade urbana e logística eficiente.

Na justificativa, Bruno Peixoto destaca que a inclusão de representantes da Fecomércio e do Parlamento busca ampliar a representatividade da sociedade civil e dos setores econômicos mais impactados pelas normas de trânsito, especialmente o comércio e os serviços, que dependem fortemente da mobilidade urbana e logística eficiente.

Segundo Peixoto, com a inclusão da Fecomércio espera-se integrar perspectivas econômicas e logísticas nas discussões sobre normas de circulação, carga e descarga, acessibilidade e regulamentações locais, além de defender o equilíbrio entre fluidez do trânsito e viabilidade comercial, especialmente em áreas urbanas densas. Já a presença de um membro da Assembleia Legislativa representaria a valorização do controle social e político das ações e decisões do conselho, promovendo transparência, fiscalização e interlocução constante entre os poderes Executivo e Legislativo. Isso fortalece a legitimidade das decisões e a responsabilidade institucional perante a sociedade.

A proposta está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aguardando a conclusão do relatório por parte do deputado Virmondes Cruvinel (UB). 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Brasil segue fortalecendo sua presença no mercado global com avanços significativos nas negociações comerciais com o Japão. Uma missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao país asiático reforçou a parceria bilateral e abriu novas perspectivas para a ampliação das exportações agropecuárias brasileiras.

Liderada pelo secretário adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Marcel Moreira, a comitiva brasileira participou de encontros estratégicos com autoridades japonesas para discutir a ampliação do comércio de carnes e outros produtos agropecuários, além de flexibilizações sanitárias e cooperação técnica entre os países.

Brasil busca expandir exportações de carne bovina, suína e aves processadas

Durante a visita ao Japão, o secretário adjunto do Mapa, Marcel Moreira, e o adido agrícola do Brasil no Japão, Marco Pavarino, reuniram-se com representantes do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW). O principal tema da pauta foi a flexibilização da idade limite para o abate de bovinos, além da habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para a exportação de carne de aves termoprocessadas.

Já no encontro com o Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF), as tratativas focaram na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira e no aumento da participação da carne suína no comércio bilateral. Além disso, foram discutidos ajustes nos requisitos de tratamento térmico para a exportação de mangas e medidas para a regionalização do controle da Influenza Aviária, tema de interesse do setor produtivo brasileiro.

Outro destaque foi a reunião com o Ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto, e o Deputado Federal Arata Takebe, que contou com a presença do Embaixador do Brasil no Japão, Octavio Cortes, e de representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Na ocasião, Moreira destacou os diferenciais da produção agropecuária brasileira em sanidade, qualidade e sustentabilidade, ressaltando que a parceria comercial entre Brasil e Japão completa 130 anos de relações diplomáticas e comerciais em 2025. O encontro sinalizou interesse mútuo na concretização de acordos comerciais, com expectativa de avanços até a visita do presidente Lula ao Japão, programada para os próximos meses.

Missão comercial inclui visita a importadores e redes varejistas

Além das reuniões com autoridades japonesas, a missão do Mapa ao Japão buscou maior aproximação com o setor privado, realizando visitas a empresas importadoras de carne e redes de supermercados japonesas. O objetivo foi compreender melhor os canais de comercialização e fortalecer as relações comerciais com o varejo do país, que valoriza produtos de alta qualidade e com certificação sanitária rigorosa.

A missão também abordou a cooperação técnica entre Brasil e Japão, especialmente na implementação do Projeto Nacional de Recuperação de Pastagens Degradadas (PNCPD). Essa iniciativa reforça o compromisso bilateral com a sustentabilidade e boas práticas agropecuárias, alinhando-se às exigências ambientais do mercado japonês.

Japão: um mercado estratégico para o agronegócio brasileiro

O Japão tem um papel fundamental no comércio exterior do agronegócio brasileiro. Em 2023, o país importou mais de US$ 3,31 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, consolidando-se como um dos principais destinos das exportações nacionais. Entre os produtos mais demandados pelo mercado japonês estão carnes de aves e suína, café e soja, todos com altos padrões de qualidade e segurança alimentar.

Além de ampliar as exportações, as negociações atuais também têm como objetivo diversificar a pauta comercial, criando oportunidades para novos produtos brasileiros no mercado japonês.

Compromisso com o crescimento do agronegócio brasileiro

A missão ao Japão demonstra o empenho do Mapa em abrir novos mercados e fortalecer as exportações agropecuárias do Brasil. Com um posicionamento estratégico e técnico, o país segue consolidando sua posição como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, combinando qualidade, segurança sanitária e sustentabilidade para atender às demandas dos mercados internacionais.

Autor # Gil Campos


Fazendeiros de Goiás são investigados por crimes ambientais

A polícia de Goiás investiga a ação de fazendeiros que estão drenando áreas de preservação para ampliar o plantio e a criação de animais.

Os policiais chegaram a uma fazenda em Aruanã, a 320 quilômetros de Goiânia, no momento em que a escavadeira abria uma vala que teria 20 quilômetros de extensão. A polícia interrompeu o crime ambiental e recolheu a máquina.

Essa área passava a maior parte do ano alagada, principalmente no período das chuvas, por isso não dava para criar gado e nem fazer o plantio de grãos.

As investigações mostram que as valas foram abertas justamente para que a água caísse dentro e o terreno ficasse seco, assim o proprietário poderia aumentar a área de pastagem e de agricultura. Acontece que isso é proibido, porque estes locais são considerados áreas de preservação permanente.

No Cerrado, as veredas são locais em que a água do lençol freático superficial aflora no solo. Elas atuam como uma caixa d’água natural, que estimula o crescimento de buritis e palmeiras e abastece lagos e lagoas, que aos poucos, desaguam nos rios.

A pesquisadora da Universidade Federal de Goiás Sybelle Barreira diz que acabar com as áreas de veredas é um risco para muitas espécies:

“O dano é tão drástico – e a gente já viu isso aqui em Goiás – que eu não consigo reverter. E mesmo que a gente autue, mesmo que o produtor faça um termo de ajustamento de conduta, o dreno permanece lá, aquela abertura de área permanece. A fauna não vive mais lá, aquela microfauna, a fauna aquática”.

A Polícia Civil encontrou canais de drenagem em cinco cidades da bacia do rio Araguaia — Foto: JN

A Polícia Civil encontrou canais de drenagem em cinco cidades da bacia do rio Araguaia. Ele é um dos mais importantes e extensos do Brasil, mas hoje sofre com o avançado do assoreamento. Só nesta região de Goiás, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente apura 50 denúncias.

Além dos drenos, os fazendeiros também são investigados por desmatamento e uso do fogo para ampliar a área de pastagem e de lavouras.

“Se você faz o desmatamento, faz as leiras, de repente vem o fogo, perde-se o controle do fogo, vem os grandes incêndios aqui no Cerrado. É falta de pensar, falta de inteligência, falta de sabedoria de ver que estamos destruindo um patrimônio que é de todos”, lamenta Luziano Carvalho, delegado de meio ambiente de Goiás.

O Cerrado foi o bioma que mais perdeu vegetação ano passado. Por hora, uma área do tamanho de sete campos de futebol é derrubada.

“Não à toa, nós estamos vivenciando os extremos. O que eu estou fazendo aqui tem efeito, e esse é um efeito em cascata. Então, talvez ele pense: fora da minha cerca; eu faço aqui, mas para lá não vai ter efeito nenhum. Vai ter efeito imediato no produtor de baixo e o efeito vai chegar na cidade. Qualquer micro, dentro de uma microbacia, vai ter reflexo em todo Cerrado”, afirma Sybelle Barreira.

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Primeira-dama Gracinha Caiado recebeu representantes da Fundação Itaú e de entidades para viabilizar a oferta de mais cursos em Goiânia e no interior do Estado

Gracinha Caiado busca apoio para ampliar a oferta de vagas em cursos técnicos e profissionalizantes em Goiás (Fotos: Rômullo Carvalho)

O Goiás Social articula parcerias para avançar na oferta de ensino técnico e profissionalizante aos jovens que cursam o ensino médio no estado. À frente das tratativas, a coordenadora do programa e primeira-dama, Gracinha Caiado, recebeu, nesta terça-feira (14/05), em Goiânia, representantes da Fundação Itaú e de entidades goianas.

“Já existe esse trabalho nas escolas estaduais, mas precisamos fazer mais. Esses jovens precisam de ter trabalho ao sair do ensino médio ou vamos ter uma geração sem capacitação”, ponderou Gracinha. “Se a gente conseguir fazer o ensino técnico, assim que saírem da escola os alunos vão estar empregados”, projetou. Hoje, 9,9 mil alunos fazem cursos técnicos integrados ao ensino regular em 20 cidades goianas.

A rede estadual de educação está apta para avançar nesse quesito, conforme avaliou a superintendente do Itaú Educação e Trabalho, Ana Inoue. “Os dados de aprendizagem profissional que temos de Goiás e o Ideb do estado mostram a possibilidade de um salto”, destacou ao expor o cenário favorável. “Goiás está melhor do que o Brasil em termos de ocupação da população geral e dos jovens”, citou.

“Ano que vem vamos colocar 12 mil alunos no sistema S”, declarou a titular da Secretaria de Educação, Fátima Gavioli. Além da pasta, as Secretarias da Retomada e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estão mobilizadas em torno do diálogo com a fundação, iniciado em fevereiro deste ano para a oferta de cursos que estejam conectados ao setor produtivo local e as necessidades do mercado de trabalho.

Outra novidade será o lançamento de um novo curso técnico nas Escolas do Futuro de Goiás: Ciência de Dados. Com ele, os estudantes passarão por letramento digital em Gestão de Dados, Big Data e Análise de Dados. Em parceria entre Secti e Seduc, o governo estadual já oferece o curso técnico de Desenvolvimento Web e Cibersegurança a mais de 2 mil alunos da rede pública estadual. “Isso faz parte do Goiás Social, porque o governo entende que esta é uma política de mobilidade social, ou seja, que é capaz de tirar os goianos da pobreza”, afirma o titular da Secti, José Frederico Lyra Netto.

Representantes de entidades de classe também manifestaram apoio ao projeto. “Temos condição de ajudar. Nós fazemos aperfeiçoamento da educação desde os primeiros anos”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel. A reunião teve ainda a presença do diretor regional do SESC e do SENAC/Goiás, Leopoldo Veiga Jardim; e do superintendente do Senar Goiás, Dirceu Borges.

 

(Com informações, Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás)



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