20 de janeiro de 2026
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O Brasil deve encerrar 2025 com a maior safra agrícola de sua história, alcançando 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas. O volume representa crescimento de 18,2% em relação a 2024, quando a produção somou 292,7 milhões de toneladas. Os dados constam da estimativa divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A mesma projeção indica que, em 2026, a produção total deve recuar para 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% frente ao recorde esperado para 2025. Em termos absolutos, o recuo estimado é de 6,3 milhões de toneladas, sinalizando uma desaceleração após um ciclo excepcionalmente favorável.

Recordes puxados por soja, milho e algodão

Segundo o IBGE, arroz, milho e soja concentram 92,7% da produção estimada e ocupam 87,9% da área a ser colhida em 2025. A soja lidera o avanço: a estimativa é de 166,1 milhões de toneladas , novo recorde da série histórica, com alta de 14,6% sobre 2024.

O milho também atinge patamar inédito, com 141,7 milhões de toneladas, crescimento expressivo de 23,6%. Outro destaque é o algodão herbáceo em caroço, cuja produção deve chegar a 9,9 milhões de toneladas, avanço de 11,4% em relação ao ano anterior.

Outras culturas relevantes também apresentam expansão em 2025:
– Arroz em casca: 12,7 milhões de toneladas (+19,4%)
– Trigo: 7,8 milhões de toneladas (+3,7%)
– Sorgo: 5,4 milhões de toneladas (+35,5%)

O conjunto desses números consolida 2025 como o pico da produção agrícola brasileira, impulsionado por condições climáticas mais favoráveis e maior eficiência produtiva em várias regiões.

Inclusão de novas culturas e ajustes metodológicos

Para a safra de 2026, o IBGE passou a incluir canola e gergelim nas estimativas de cereais, leguminosas e oleaginosas. Embora ainda restritas a poucas unidades da federação, essas culturas vêm ganhando importância estratégica nos últimos anos, tanto pela diversificação produtiva quanto pela demanda internacional.

Mesmo com a inclusão, o instituto projeta queda na produção total em 2026, refletindo principalmente revisões negativas em culturas de grande peso.

O que explica a queda prevista em 2026

De acordo com o IBGE, o recuo projetado para 2026 decorre, sobretudo, de reduções estimadas em:
– Milho: -6% (menos 8,5 milhões de toneladas)
– Sorgo: -13%
– Arroz: -8%
– Algodão herbáceo em caroço: -10,5%
– Trigo: -1,6%

Em contrapartida, a soja segue com perspectiva de crescimento, estimado em 2,5% ou 4,2 milhões de toneladas. O feijão, na primeira safra, também apresenta avanço previsto de 3,1%, alcançando 30,1 mil toneladas.

Apesar da queda frente a 2025, o IBGE ressalta que a projeção para 2026 é 1,2% superior ao segundo prognóstico, divulgado anteriormente, indicando ajustes positivos ao longo das revisões.

Análise crítica editorial

O recorde projetado para 2025 confirma a centralidade do agronegócio na economia brasileira, mas a leitura estratégica dos dados exige cautela. A queda estimada para 2026 não representa colapso, mas sinaliza o limite de um crescimento sustentado apenas por expansão de área, ciclos climáticos favoráveis e commodities de baixo valor agregado.

A dependência excessiva de poucas culturas, especialmente soja e milho, torna o sistema produtivo vulnerável a oscilações de preço, clima e demanda externa. Além disso, a desaceleração prevista expõe um desafio estrutural: transformar volume em valor. Sem avanço consistente em tecnologia, processamento, logística e diversificação regional, recordes pontuais tendem a ser seguidos por ajustes igualmente bruscos.

A inclusão de canola e gergelim aponta um caminho possível, mas ainda marginal. O dado central é que o Brasil segue forte como potência agrícola, porém precisa decidir se continuará comemorando recordes isolados ou se usará esse desempenho para dar o próximo salto: produtividade estável, maior valor por tonelada e menor exposição a ciclos de correção.

Autor # Jornal Folha de Goiás


A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES), por meio de especialistas do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), reforça o alerta sobre os riscos do uso de medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, sem prescrição e acompanhamento médico. Esses fármacos atuam em mecanismos complexos do organismo, como a liberação de insulina e o controle da saciedade.

Embora tenham sido desenvolvidos, inicialmente, para o tratamento do diabetes, os análogos de GLP-1 passaram a ser utilizados também no manejo da obesidade. O uso sem indicação clínica adequada, no entanto, pode provocar complicações como desidratação, náuseas, vômitos, alterações gastrointestinais, impacto na função hepática e riscos cardiovasculares, sobretudo em pessoas com doenças não diagnosticadas.

O secretário-adjunto da SES e endocrinologista, Sérgio Vencio, explica que a automedicação amplia os riscos de efeitos adversos, como desidratação severa e agravamento de problemas gástricos e hepáticos preexistentes.

O gerente médico do setor de Cardiologia do Hugol, Paulo Vencio, acrescenta que a rápida perda de peso pode gerar déficit energético e exigir maior esforço do sistema cardiovascular. Segundo ele, efeitos colaterais comuns, como náuseas e desidratação, podem levar à queda de pressão arterial e aumento da frequência cardíaca.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que os medicamentos dessa classe sejam vendidos somente mediante retenção de receita médica, reforçando a necessidade de avaliação individualizada. Como o uso para emagrecimento ainda é relativamente recente e os efeitos a longo prazo permanecem em estudo, a recomendação é que qualquer tratamento seja conduzido por profissionais habilitados, com exames, ajuste de doses e acompanhamento contínuo, sempre aliado a hábitos saudáveis.

O alerta reforça a importância do uso responsável de medicamentos de prescrição controlada e da busca por orientação médica especializada. A automedicação, sobretudo em tratamentos que alteram funções metabólicas, amplia riscos e pode resultar em complicações evitáveis. O enfoque em acompanhamento clínico e educação em saúde contribui para prevenir danos e fortalecer a segurança do paciente.

Autor Rogério Luiz Abreu


A BR-020, importante corredor rodoviário que atravessa o estado de Goiás, foi palco de duas tragédias com vítimas fatais na terceira semana de dezembro, reforçando a necessidade de atenção redobrada à segurança viária nas rodovias federais. Em um dos episódios, cinco pessoas morreram em um acidente no município de Alvorada do Norte no dia 21/12, seguido por duas mortes por carbonização em outro sinistro na altura de Vila Boa na tarde de terça-feira (23/12).

Na madrugada de domingo (21/12), um acidente entre um carro de passeio e uma caminhonete no km 174 da BR-020, em Alvorada do Norte, resultou na morte de cinco ocupantes do automóvel, três adultos e duas crianças.

Foto: PRF

Todos ficaram presos às ferragens e não conseguiram sobreviver aos ferimentos. Bombeiros da cidade de Posse foram acionados para socorrer as vítimas, cujas identidades não foram divulgadas.

Dois dias depois, na tarde de 23/12, equipes dos Bombeiros de Formosa atenderam outra ocorrência grave no km 82 da rodovia, próximo à Vila Boa, envolvendo um caminhão de grande porte e um veículo de passeio. O carro ficou totalmente em chamas, e duas pessoas, um homem e uma mulher, morreram no local carbonizadas. O motorista do caminhão não sofreu ferimentos.

Foto: PRF

A ocorrência foi registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Embora não exista um levantamento oficial consolidado para todas as mortes na BR-020 em 2025, dados parciais relativos às rodovias federais que cruzam Goiás apontam um cenário preocupante ao longo do ano.

Segundo balanço da PRF, durante a Operação Férias 2025, encerrada em julho, foram contabilizadas 21 mortes nas rodovias federais de Goiás ao longo do mês, um aumento de 30% em comparação a 2024, e 210 acidentes com 225 pessoas feridas.

Esses números não discriminam fatalidades por trecho específico, mas mostram a tendência de aumento de acidentes em estradas federais do estado, com destaque para rodovias como BR-153, BR-050, BR-354 e outras que registraram vítimas fatais ao longo da temporada de férias e de fluxo elevado de veículos.

Acidentes em 2025 na BR-020

Além dos dois episódios de dezembro, a BR-020 registrou outros acidentes com vítimas em 2025. Em maio, um homem morreu após uma colisão frontal entre um carro e um caminhão entre Posse e Alvorada do Norte, segundo boletins de imprensa locais. No mês de março, um ônibus colidiu com um caminhão no trecho rural da rodovia, resultando na morte de um passageiro e deixando outros feridos.

Especialistas em trânsito e autoridades de segurança rodoviária ressaltam que fatores como excesso de velocidade, ultrapassagens perigosas, trechos sinuosos e fluxo intenso de veículos contribuem significativamente para o aumento de acidentes nas rodovias federais brasileiras.

A PRF intensificou ao longo do ano operações de fiscalização e campanhas educativas para reduzir sinistros, mas os números ainda refletem um desafio persistente.

Para moradores das cidades cortadas pela BR-020, as ocorrências recentes renovam as preocupações com a segurança de motoristas e passageiros, levando à urgência de ações integradas entre órgãos federais, estaduais e municipais para ampliar a prevenção, a fiscalização e a conscientização no trânsito.

Autor Rogério Luiz Abreu


Medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos

As companhias aéreas chinesas reduziram drasticamente centenas de voos programados para o Japão em dezembro, respondendo prontamente aos recentes alertas de viagem de Pequim com cortes de capacidade que ameaçam prejudicar um corredor turístico antes movimentado durante a alta temporada de fim de ano.

A medida representa uma mudança drástica para o mercado de viagens em recuperação entre os 2 vizinhos asiáticos. Com as transportadoras chinesas controlando a maior parte da capacidade nas rotas China-Japão, os cortes podem prejudicar varejistas e empresas de hospitalidade japonesas que dependem de turistas chineses, conhecidos por gastar muito.

O recuo acentuado se deu depois de avisos divulgados em meados de novembro pelos ministérios das Relações Exteriores, da Cultura e Turismo e da Educação da China, que orientaram os cidadãos a evitarem viagens ao Japão após declarações controversas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan.

As aéreas chinesas agiram rapidamente. Segundo a empresa de análise de aviação Cirium, em 24 de novembro, as transportadoras haviam removido 268 voos e cerca de 97.000 assentos de suas programações de dezembro em comparação com os registros de 10 dias antes. 

A China Southern Airlines Co. Ltd. liderou o recuo, cortando 114 voos –cerca de 22% de seu plano original– e retirando cerca de 23.800 assentos do mercado. A China Eastern Airlines Corp. Ltd. e a Air China Ltd. cancelaram 69 e 46 voos, respectivamente. Essas estatais também ofereceram reembolsos de passagens depois dos avisos.

Os cancelamentos de voos para rotas programadas do final de novembro de 2025 a meados de janeiro de 2026 estão em torno de 12%, segundo a consultoria CADAS, com algumas rotas registrando mais de 50% dos voos cancelados. A empresa de dados de aviação Flight Master projeta que atingirão o pico de 21,6% em 27 de novembro –o nível mais alto em 1 mês.

As reduções não foram aplicadas de forma uniforme. Voos para destinos de lazer foram os mais afetados, enquanto rotas de negócios importantes permanecem em grande parte intactas. As conexões entre cidades chinesas e o Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka –que atende Kyoto e Nara– registraram as maiores quedas. A taxa de cancelamento para voos de Tianjin a Osaka atingiu 65%. A rota Nanjing–Osaka teve uma queda de 59,4%.

Li Hanming, gerente-geral da empresa de dados de voos Global Travel Data, sediada em Guangzhou, afirmou que a disparidade reflete o perfil dos passageiros. As rotas para Tóquio, que atendem viajantes de negócios e conexões de longa distância para a América do Norte, são mais resilientes. Em contraste, o tráfego para Osaka depende fortemente de viajantes de lazer ponto a ponto, que são especialmente sensíveis a avisos do governo.

De 15 A 24 de novembro, cerca de 600 mil passagens para voos com destino ao Japão foram reembolsadas, disse Li. As aéreas adotaram uma postura de cautela, com políticas de reembolso válidas até o fim de dezembro, deixando incerta a perspectiva para janeiro.

A turbulência ameaça prejudicar a recuperação do turismo internacional do Japão. As transportadoras chinesas controlam mais de 80% da capacidade aérea no corredor China-Japão. Segundo o BMI, unidade de pesquisa da Fitch Solutions, uma queda prolongada no número de visitantes chineses afetaria gravemente a receita turística.

Os turistas chineses são o grupo que mais gasta no Japão, com uma média de US$ 1.622 por pessoa no 3º trimestre de 2025, em comparação com US$ 1.488 para outros visitantes internacionais.

Relatório da BMI observou que, embora visitantes de EUA, Austrália e Sudeste Asiático possam compensar em volume, provavelmente não igualarão os gastos elevados dos chineses –que são essenciais para lojas duty-free de aeroportos e grandes redes de departamentos.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 26.nov.2025. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


A Prefeitura de Goiânia, por meio da Defesa Civil Municipal, apresentou neste sábado (27/9) o sistema Defesa Civil Alerta (DCA), ferramenta de envio de alertas de emergência do Governo Federal que envia mensagens de emergência em tempo real diretamente para celulares que estejam dentro da área de risco delimitada. Por volta das 15h, no teste experimental, foi enviado um alerta de emergência para celulares em toda a capital.

O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Robledo Mendonça, explica como a tecnologia, que utiliza transmissão por Cell Broadcast (CBS), vai funcionar na prática.

“Esse novo sistema vai permitir que as pessoas que estiverem em áreas de risco recebam, automaticamente, um alerta no celular. A tela será bloqueada com mensagem sonora e vibratória, além de orientações sobre como proceder. É um avanço que salva vidas”, diz.

O alerta chega mesmo em aparelhos no modo silencioso, sem necessidade de aplicativo ou desbloqueio da tela.

O comandante de Operações da Defesa Civil Estadual, Pedro Carlos Borges Lira, ressalta que a tecnologia estará pronta para emitir alertas em qualquer área dos 246 municípios do estado, a partir de 1º de outubro.

“Sempre que houver risco iminente de desastre, o sistema será acionado. A orientação é clara, e quem receber o alerta deve seguir rigorosamente as instruções na tela, como evacuar ou evitar determinadas áreas”, afirmou.

Vice-prefeita da capital, Coronel Cláudia Lira acompanhou teste da tecnologia que visa a segurança da população em situações de risco

Já o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo), André Amorim, destaca a importância da novidade diante das previsões climáticas.

“Tivemos uma chuva muito intensa recentemente, que mostrou a dificuldade de enfrentar eventos extremos. Para os próximos dias, ainda teremos alguma estabilidade, mas já no início de outubro há previsão de novas frentes frias. Os alertas vão auxiliar a população a se preparar melhor para essas situações”, avaliou.

A vice-prefeita de Goiânia, coronel Cláudia Lira, acompanhou os testes realizados na capital e destacou que a ferramenta segue padrões internacionais já utilizados em situações extremas.

“O mais importante é que a população siga rigorosamente as orientações que aparecem na tela do celular. Goiânia tem enfrentado semanas difíceis com as chuvas, e esse sistema fecha um ciclo de ações preventivas que já iniciamos no início do ano com o gabinete de crise. Ele será essencial para a cidade”, afirmou.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) emitiu um alerta à população diante da previsão de chuvas intensas em mais de 60 municípios goianos. O aviso foi reforçado nesta sexta-feira (19/9) com base nas informações do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). A previsão aponta risco de temporais acompanhados de rajadas de vento e descargas elétricas.

Entre as áreas que devem ficar em estado de atenção estão Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades da região metropolitana. De acordo com o Cimehgo, os temporais podem ocorrer de forma isolada, mas com intensidade suficiente para provocar transtornos como alagamentos, queda de árvores e danos em estruturas mais frágeis.

A onda de tempestades que afeta o Sul do Brasil avançará para a parte central do país no começo da próxima semana. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que a instabilidade aumente muito no Centro-Oeste na segunda-feira (22/9). Haverá formação de nuvens carregadas com chuva localmente forte a intensa e múltiplos temporais localizados com raios, granizo e vento forte.

Diante desse cenário, os bombeiros recomendam atenção redobrada e a adoção de medidas de segurança preventiva. Entre as orientações, estão evitar transitar por áreas alagadas, não enfrentar correntezas e procurar abrigo em locais seguros durante as tempestades. É importante também manter distância de árvores, placas, outdoors e fiações elétricas. A população deve reforçar telhados e estruturas vulneráveis antes da chegada das chuvas.

O CBMGO destaca que atua de forma preventiva por meio da Operação Tempestade, que mantém equipes preparadas para atender a comunidade em situações de emergência relacionadas ao clima. A corporação lembra que, em caso de necessidade, a população deve acionar imediatamente o telefone de emergência 193.

“Nosso objetivo é garantir a segurança da população diante das condições adversas. A prevenção é sempre o melhor caminho”, reforçou a corporação no comunicado.

Nesta sexta-feira (19/9), a previsão do Inmet para o Centro-Oeste já indicava instabilidades concentradas no norte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Nessas áreas, há risco de pancadas fortes de chuva à tarde.

Autor Manoel Messias Rodrigues


O deputado Rubens Marques (UB) apresentou o projeto de lei nº 7973/25 para instituir o Alerta Azul. Trata-se de um sistema de envio emergencial de mensagens a aparelhos celulares localizados no município do desaparecimento de pessoa diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA). 

O objetivo da proposta é facilitar o processo de localização e resgate de pessoas em situações de risco, especialmente de crianças e adolescentes com TEA, que apresentam especificidades cognitivas e comportamentais, como a falta de fluência na comunicação e a dificuldade de orientação espacial. 

O projeto foi inspirado no “Alerta Amber”, modelo internacional voltado para o desaparecimento de crianças. Dessa maneira, Goiás se antecipa às necessidades de proteção e acolhimento a esse grupo, garantindo o direito à vida, à dignidade e à segurança, por meio de uma política pública inovadora e inclusiva.

Análise na CCJ

A matéria foi relatada na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) pelo deputado Veter Martins (UB), que propôs texto substitutivo ao original. Com o argumento de melhorar a redação legislativa, o relator sugere o envio emergencial de mensagens a aparelhos celulares cadastrados em área próxima àquela do desaparecimento da pessoa com TEA.

Martins acrescenta ainda que as mensagens enviadas pelo sistema Alerta Azul deverão conter, sempre que possível, informações como nome e idade da pessoa desaparecida; características físicas e vestuário; local, data e hora aproximada do desaparecimento; além do contato das autoridades ou familiares para envio de informações. O relatório aguarda, agora, a apreciação do colegiado. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, registrou aumento de casos de picadas de escorpiões e reforça o alerta à população. Em 2023, a unidade teve apenas dois acidentes com escorpiões; já em 2024 foram sete registros, e de janeiro a junho deste ano já são seis atendimentos por este animal peçonhento.

A médica infectologista Nívia Ferreira, que trabalha no HCN, chama a atenção para os dados estaduais: “Essa alta incidência em nosso estado reforça a importância de informarmos e orientarmos todas as pessoas sobre os cuidados necessários”. Segundo a especialista, Goiás contabilizou mais de sete mil acidentes com escorpiões em 2024.

Dados nacionais confirmam a tendência de crescimento. Estudo publicado na revista Frontiers in Public Health mostra que, entre 2014 e 2023, os acidentes com escorpiões no Brasil aumentaram 150%, somando 1,171 milhão de casos, com um acréscimo médio anual de 10.363 notificações. As regiões Sudeste e Centro-Oeste registraram as maiores taxas de letalidade (0,08%).

Infectologista Nívia Ferreira: nas crianças, esse veneno se espalha mais rápido e torna o acidente muito mais grave

Os escorpiões costumam se abrigar em quintais com acúmulo de lixo e entulho, ambientes propícios para encontros com pessoas. O sintoma mais comum é dor intensa no local da picada, mas grupos vulneráveis merecem atenção especial.

“Nas crianças, esse veneno se espalha mais rápido e torna o acidente muito mais grave. Nos idosos também, por possuírem um sistema imunológico um pouco mais debilitado, o risco de complicação é muito maior. Por isso é muito importante procurar uma unidade de emergência o mais rápido possível quando ocorrer um acidente por escorpião”, alerta Nívia Ferreira.

SUS fornece antídoto para unidades de emergência

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o soro antiescorpiônico é fornecido gratuitamente pelo SUS e está disponível nas unidades de emergência de todo o estado. Nas mesmas unidades onde há o soro de escorpião, também estão disponíveis soros para picada de cobra, para aranha e para alguns outros acidentes que possam acontecer.

“É importante que a população se informar sobre qual é o ponto de referência que fornece esses soros. Geralmente são as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade”, completa a infectologista.

Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde mantém o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) em regime de plantão 24 horas. O Disque Intoxicação oferece orientações a profissionais de saúde e à população pelos números 0800 646 4350 e (62) 3241-2723.

Quanto mais rápido for o atendimento médico, melhor o prognóstico e menor o risco de complicações para o paciente. A prevenção, aliada à informação, é o melhor caminho para reduzir esses acidentes em Goiás.

Autor Manoel Messias Rodrigues


A partir de agora, quem ativar o celular que teve alerta de bloqueio emitido pelo programa Celular Seguro vai receber uma notificação avisando que se trata de um aparelho roubado, furtado ou perdido. Quem receber esse alerta deve acessar o site do programa Celular Seguro para receber instruções sobre o que fazer.

As mensagens serão enviadas assim que um novo chipe for inserido no aparelho que teve a restrição ativada. O alerta vai para o WhatsApp do usuário, enviado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de dois números de telefone oficiais: 2025-3003 ou 2025-3000.

Quem receber esse alerta precisa ir a uma delegacia de Polícia Civil, para regularizar a situação e apresentar a nota fiscal do aparelho. Se não tiver a nota para comprovar que é dono do celular, o aparelho deve ser devolvido.

O celular que recebe o alerta geralmente é roubado, furtado ou perdido. Quem passa por isso deve solicitar o bloqueio no Modo Recuperação, na ferramenta Celular Seguro.

Mais de 1 milhão de ocorrências registradas em 1 ano

Segundo dados do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado no ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, quase dois celulares são roubados ou furtados por minuto no Brasil. E quase um milhão de ocorrências foram registradas em delegacias de todo o país em 2023.

Com a emissão da mensagem de alerta, o Ministério da Justiça quer devolver às vítimas o celular roubado ou furtado, descobrir a pessoa que cometeu o crime, que acaba vendendo para quem nem sempre sabe de onde vem o aparelho, e também combater a prática criminosa.

Para evitar a compra de celulares roubados, a pessoa deve acessar a opção Celulares com Restrição, no aplicativo ou site Celular Seguro, informar o Imei, que é o número de identificação com 15 dígitos que cada aparelho tem de fábrica.

Esse número, único para cada aparelho, é como se fosse o chassi de um carro. A consulta é muito simples: basta digitar no teclado do próprio aparelho a ser consultado as teclas *#06#.

O serviço Celular Seguro foi lançado pelo governo federal no final de 2023. O aplicativo permite a comunicação de roubos e furtos de celulares de forma rápida, além de acionar bloqueios do próprio aparelho, dos aplicativos bancários e de outros acessos disponíveis. Mais de 2,4 milhões de usuários já estão cadastrados na ferramenta. (Com informações da Agência Brasil)

Autor Manoel Messias Rodrigues


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas para o estado nesta quarta-feira (15/01). Um dos deles é de “perigo potencial”, na cor amarela, e o outro é de “perigo”, em laranja. O órgão informou que as chuvas podem variar de 30 a 60 milímetros por hora ou 50 a 100 milímetros por dia, acompanhadas de ventos com velocidades entre 60 e 100 km/h.

O alerta laranja, mais severo, abrange regiões do Centro-Oeste e Nordeste do país, além de atingir áreas de outros estados do Norte e Sudeste. Em Goiás, as áreas afetadas são as regiões Centro, Leste, Sul, Norte e Noroeste. O Inmet destaca que há riscos de queda de árvores, alagamentos e descargas elétricas, devido às condições climáticas adversas.

De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), os municípios com maior nível de precipitação nesta quarta-feira incluem Aruanã, Ceres, Cristalina, Cocalzinho de Goiás, Firminópolis, Goianésia, Ipameri, Iporá, Minaçu, Montes Claros de Goiás, Palminópolis, Palmeiras de Goiás, Porangatu e São João da Paraúna.

Nessas condições, a população é orientada a tomar cuidados, como evitar se abrigar debaixo de árvores, que podem cair devido aos ventos fortes. Também é recomendado não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda, pois há risco de queda e descargas elétricas. Durante chuvas intensas, é importante evitar o uso de aparelhos elétricos e desligar o quadro geral de energia.

O Cimehgo também alerta para o risco potencial de chuvas fortes nesta quinta-feira (16/1). A combinação de calor e umidade no estado deve favorecer a formação de áreas de instabilidade, trazendo chuvas irregulares que podem ocorrer em formato de tempestades, com rajadas de vento e descargas atmosféricas. A previsão é de chuvas de 20 a 50 milímetros por hora, podendo alcançar até 70 milímetros por dia, e rajadas de vento de até 80 quilômetros por hora.

É importante lembrar que, em caso de emergência, a população pode buscar mais informações ou solicitar apoio por meio da Defesa Civil (199) ou do Corpo de Bombeiros (193).

Autor Agatha Castro