15 de março de 2026
  • 07:55 CCJ analisa incentivo à pesquisa sobre a polilaminina, descoberta brasileira
  • 04:12 FJM reúne coordenadores estaduais em Brasília
  • 00:27 F1 confirma cancelamento de GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em abril
  • 20:43 Mauro Rubem promove sessão solene em alusão ao Dia Internacional da Mulher neste sábado, 14
  • 16:59 Plataforma digital de Senador Canedo conquista prêmio nacional


O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha, do PSD, segue como um nome forte para compor a chapa majoritária da base liderada pelo governador Ronaldo Caiado nas eleições deste ano. Após ter sido o principal adversário de Caiado no pleito de 2022 e não concorrer a cargos em 2024, o político agora concentra suas articulações na busca por uma vaga como vice-governador.

A estratégia de Mendanha para viabilizar sua participação no grupo governista se baseia em seu histórico eleitoral recente e em sua representatividade religiosa. Ele acredita que o recall de votos obtido em todo o Estado de Goiás, com destaque para a força demonstrada na região metropolitana da capital, o credencia como um nome competitivo para fortalecer o projeto político da base aliada.

O político destaca que sua identidade evangélica é um diferencial importante para a composição do grupo, visando representar um segmento populacional em constante crescimento. Mendanha ressalta que, embora existam outros quadros evangélicos entre os aliados, sua trajetória pessoal e política oferece uma contribuição estratégica para assegurar a manutenção do governo estadual.

“No atual momento, acho que meu nome talvez seja um dos que mais soma para que possamos ter a vitória no Estado de Goiás. Por ser evangélico, acredito que nós temos que ter alguém que possa representar o segmento e, mais que isso, representar um povo que tanto cresce”, disse Mendanha.

Ele confirmou que já formalizou sua disposição em colaborar com o projeto majoritário e que a definição sobre o seu papel na disputa dependerá de uma análise criteriosa conduzida pelo atual governador. Ao ex-prefeito, Caiado disse que o processo de escolha passará por avaliações técnicas e diálogos políticos com diversas lideranças estaduais, incluindo presidentes de siglas e parlamentares.

“Eu coloquei meu nome em apreciação, à disposição do governador Ronaldo Caiado. O governador me disse que estarão sendo feitas pesquisas quantitativas, qualitativas, além de conversas com as lideranças do Estado para tomar uma decisão”, destacou o político.

Só saio do PSD com orientação do governador ou Daniel’

Sobre uma possível mudança de legenda, Mendanha condicionou qualquer movimentação partidária ao alinhamento com as principais lideranças do governo, como o próprio Caiado e o vice-governador Daniel Vilela (MDB). Ele pontuou que sua permanência ou saída do PSD será uma decisão de grupo, especialmente com a perspectiva de novo comando na executiva da sigla.

“Acredito que o governador Ronaldo Caiado neste sábado assumirá a presidência do PSD e eu só saio do partido se tiver uma direção do governador ou do Daniel”, finalizou.

O apoio à sua pré-candidatura também encontra respaldo na atual gestão de Aparecida de Goiânia, onde o prefeito Leandro Vilela (MDB) vê com otimismo a ascensão de seu aliado à chapa estadual. Para o emedebista, a presença de um representante da cidade na majoritária é um desejo antigo da região, embora reconheça que a palavra final pertence ao comando do Palácio das Esmeraldas.

“O Gustavo é um grande líder, um grande player, um gestor competente. Então ele sempre teve e tem chance, sem dúvida nenhuma. Mas essa decisão passa por uma série de fatores e nós continuaremos obedecendo à liderança do governador Ronaldo Caiado”, frisou Leandro Vilela.



Autor Manoel Messias Rodrigues


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta 6ª feira (13.mar.2026) que o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficará bem após passar mal durante a madrugada. Ele foi transferido para o hospital DF Star, em Brasília, depois de apresentar sintomas enquanto estava preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

Nas redes sociais, Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem de caráter religioso ao comentar o estado de saúde do marido. “Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem”, escreveu.

Em publicação no X, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o Bolsonaro “acordou com calafrios e vomitou bastante”. O senador afirmou ainda que o pai estava sendo encaminhado ao hospital, mas não deu detalhes sobre o quadro clínico. “Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu.

Bolsonaro estava na unidade conhecida como Papudinha, dentro do complexo penitenciário. Segundo informações divulgadas por aliados, ele apresentou mal-estar durante a madrugada. Uma equipe médica de plantão, com acompanhamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, avaliou o quadro e decidiu realizar a transferência para avaliação hospitalar.

O ex-presidente enfrenta uma série de problemas de saúde relacionados ao ataque a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. No fim de 2025, ele foi internado para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral e recebeu alta em 1º de janeiro.

Bolsonaro já havia apresentado episódios recentes de mal-estar. Em 20 de fevereiro, Carlos informou que o pai teve uma crise de vômitos, sem detalhar se houve necessidade de atendimento médico. Dias antes, em 16 de fevereiro, o ex-vereador afirmou que o ex-presidente havia passado mal e estava sendo monitorado.


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Autor Poder360 ·


O Legislativo de Goiás apresentou projetos de lei que indicam a concessão do título de cidadania goiana a profissionais que atuam em áreas acadêmicas, jurídicas e de serviço público e que mantêm vínculos com o Estado.

O projeto nº 4191/26, da deputada Bia de Lima (PT), propõe conceder a honraria a Misabel Abreu Machado Derzi, professora titular e emérita de Direito Tributário e Financeiro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ex-procuradora-geral do Estado de Minas Gerais e do município de Belo Horizonte, advogada, conselheira federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente da Associação Brasileira de Direito Tributário (Abradt).

E do deputado Virmondes Cruvinel (UB) tramitam dois processos concedendo a honraria. O de nº 4192/26 torna cidadão goiano o professor Heleno Taveira Torres, nascido em Bom Conselho-BA e professor titular de Direito Financeiro da Universidade de São Paulo (USP) desde 2014. Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com mestrado, doutorado e livre-docência, Torres é autor de obras e artigos sobre direito tributário e financeiro, participou de instituições internacionais como a International Fiscal Association e integra grupos nacionais ligados à reforma tributária. Mantém vínculo acadêmico com Goiás e atua há mais de 20 anos na formação de juristas.

O projeto de lei nº 4194/26 concede honraria à professora Marina Faraco Lacerda Gama, doutora em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde leciona desde 2009. Ele também integra o Mestrado em Direito Constitucional Econômico da Unialfa, e coordena o programa como coordenadora adjunta. Marina atua em ensino, pesquisa e orientação em temas como mineração, saúde, tributação e energia solar, participa de grupos de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordena a Revista Brasileira de Estudos Constitucionais e também atua como advogada. 

Os três projetos aguardam a extração do autógrafo de lei para a condecoração das personalidades.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Aparecida de Goiânia recebe, entre os dias 13 e 15 de março, a edição do programa Goiás Social voltada ao público feminino. A ação, realizada em parceria entre o Governo de Goiás e a Prefeitura de Aparecida de Goiânia, levará atendimentos gratuitos nas áreas de assistência social, saúde, cidadania e geração de emprego para moradores da região do Bairro Independência.

A estrutura será montada no campo de futebol localizado na Avenida Benedito Silvestre Toledo com a Avenida Independência, na divisa com os setores Jardim Riviera e Colina Azul. A programação ocorre nos dias 13 e 14 de março, das 8h às 17h, e no dia 15, das 8h às 12h.

Um dos destaques da iniciativa será a entrega de 1.856 cartões de programas sociais do governo estadual. Entre os benefícios previstos estão 1.583 cartões do programa Mães de Goiás, 135 do programa Dignidade e 138 do Goiás + Inclusivo, coordenados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Goiás.

Segundo o prefeito Leandro Vilela, a ação integra a programação do Mês da Mulher em Aparecida e busca ampliar o acesso da população a serviços públicos.

“Essa ação é um presente para as mulheres de Aparecida e integra a programação do mês dedicado a elas na nossa cidade. Estamos reunindo diversos serviços e atendimentos que ajudam a melhorar a vida das famílias e garantem mais dignidade para a população”, afirmou.

Serviços e atendimentos

Durante os três dias de evento, a população terá acesso a centenas de serviços gratuitos. Na área da saúde, serão oferecidos vacinação, exames preventivos, testes rápidos, consultas médicas, ultrassonografia e eletrocardiograma, além de atendimentos da Carreta da Mamografia e exames oftalmológicos realizados em parceria com o Hospital de Olhos da Universidade Federal de Goiás.

Também haverá emissão de documentos, orientações sobre programas sociais e atendimentos do Vapt Vupt, além de serviços da Polícia Civil de Goiás para emissão de carteira de identidade.

Na área jurídica, o público contará com orientação gratuita da Defensoria Pública do Estado de Goiás e serviços do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, incluindo conciliação, mediação, reconhecimento de união estável, revisão de pensão alimentícia e acordos de guarda.

A programação inclui ainda ações de prevenção à violência contra a mulher com o Batalhão Maria da Penha da Polícia Militar do Estado de Goiás.

Emprego, capacitação e assistência

O evento também terá entrevistas de emprego com empresas parceiras e inscrições para cursos profissionalizantes do Colégio Tecnológico do Estado de Goiás, além de orientações do programa estadual Mais Empregos.

A Organização das Voluntárias de Goiás participará com atendimentos para concessão de benefícios sociais, como cadeiras de rodas, fraldas geriátricas e infantis, muletas, leite especial, kits enxoval para bebês e outros itens de assistência.

Além disso, a população poderá participar de atividades de bem-estar, com serviços de beleza, massagem, oficinas de capacitação e ações de esporte e lazer voltadas para crianças e famílias.

Autor Rogério Luiz Abreu


Lançamento da Artemis 2 pode marcar o retorno de humanos aos arredores lunares depois de 54 anos

A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, concluiu nesta 5ª feira (12.mar.2026) a revisão de voo da Artemis 2 e liberou a continuidade dos procedimentos para o lançamento em 1º de abril. A missão levará 4 astronautas aos arredores da Lua pela 1ª vez desde 1972.

O foguete SLS e a cápsula Orion serão transportados na próxima 5ª feira (19.mar.2026) à plataforma no Centro Espacial Kennedy. A decolagem estava programada para fevereiro, mas foi adiada após a identificação de vazamentos técnicos.

Caso a decolagem não possa ser realizada em 1º de abril, a equipe terá 6 dias para realizar o voo. Se não for possível lançar neste período, será preciso esperar até a próxima janela, que se abre em 30 de abril.

Tripulantes e informações sobre o trajeto

A missão será tripulada por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. Os 4 astronautas permanecem em quarentena no Centro Espacial Johnson, em Houston. 

Victor Glover será o 1º negro a realizar uma viagem deste tipo. Christina Koch será a 1ª mulher. Jeremy Hansen, de nacionalidade canadense, será o 1º cidadão que não é norte-americano a participar de uma missão aos arredores da Lua.

O voo terá duração aproximada de 10 dias. A cápsula Orion transportará os astronautas em uma trajetória de voo livre. 

A missão será a 1ª a deixar a órbita terrestre em mais de 50 anos.



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, nesta quinta-feira, 12, o 1° Congresso Brasileiro de Direito Econômico, Financeiro e Tributário (CBDT). O encontro, que se estendeu ao longo de todo o dia, foi marcado pela participação do vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), bem como de ministros, acadêmicos e outras personalidades que protagonizaram um amplo debate sobre o atual modelo tributário brasileiro. 

O evento, que é resultado de uma iniciativa da Subprocuradoria-geral da Casa de Leis, foi dividido em dois dias e, portanto, será retomado amanhã, 13. A programação completa está disponível no site do CBDT 2026.

A rodada desta quinta-feira contou, ainda, com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Alberto Gurgel de Faria. Já na sexta-feira, 13, será a vez do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, discutir o assunto com o público participante.

A edição de 2026 carrega o tema “Reforma Tributária e os novos contornos do sistema tributário brasileiro”. Ao falar sobre o assunto, Alckmin norteou: “O Brasil está tentando fazer uma reforma tributária há décadas, com que objetivo? Simplificar”.

Em outro momento, descreveu o ambiente normativo brasileiro como um “manicômio tributário”, ressaltando que, além da elevada carga tributária, o custo de pagar tributos no país também é alto. 

“Se a gente pegar de 1988 para cá, saíram 37 normas por dia útil. É um verdadeiro manicômio tributário. Além da carga tributária ser alta, é caro pagar imposto. (…) Nós temos um único dever no Brasil que é desburocratizar, simplificar”, pontuou.

Nesse contexto, o vice-presidente do Brasil defendeu a redução da burocracia, da cumulatividade e do custo Brasil, sublinhando que a mudança do sistema poderá favorecer o crescimento econômico, elevar investimentos, exportações, e trazer mais transparência à tributação sobre o consumo. 

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), e o subprocurador-geral, Iure de Castro Silva, também falaram aos participantes. Peixoto ressaltou o processo de transformação vivenciado pelo Parlamento e explicou que o encontro foi articulado para esclarecer à população temas caros que permeiam os cenários político e econômico do país.

Castro, por sua vez, destacou que a Alego, sob a presidência de Peixoto, tem se tornado uma verdadeira universidade. Ele lembrou que este é o terceiro congresso promovido pela Casa e observou que, após debates sobre direito econômico e direito constitucional, chegou o momento de aprofundar o debate sobre direito tributário.

“Um evento desse porte coloca Goiás, mais uma vez, no centro dos debates nacionais, reunindo grandes nomes do direito e da administração pública para discutir temas que impactam diretamente a vida do cidadão, das empresas e do setor público”, argumentou Castro.

Também participaram do encontro os deputados Bia de Lima (PT), Cairo Salim (PSD), Virmondes Cruvinel (UB), Rosângela Rezende (Agir) e Mauro Rubem (PT). Além deles: o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), representantes da Governadoria, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e de órgãos de fiscalização e controle. 

À tarde

Os trabalhos foram retomados após o almoço, com discussões sobre diferentes campos ligados ao tema. Um deles abordou a reforma sob a perspectiva dos crimes contra a ordem tributária. Dentre os pontos discutidos, estão: tipicidade, arrecadação, fiscalização, responsabilidade de administradores e cooperação institucional no novo modelo.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, participou da mesa e destacou que se sente à vontade para falar sobre o assunto, apesar de não ser tributarista, justamente por se dedicar ao aspecto dos crimes tributários, pontos que, segundo ele, não foram afetados pela reforma. “Trago hoje um exercício de especulação como um estudioso do direito penal e do direito processual penal”, introduziu.

Ao adentrar ao tema, ele explicou que a estrutura dos crimes tributários não muda com a reforma; eles continuam previstos no Código Penal. “Quanto aos crimes materiais continuou o entendimento de que a configuração deles pressupõe a constituição definitiva do crédito tributário. Aos crimes formais, o não recolhimento do ICMS, embora regularmente declarado, pode configurar apropriação indébita tributária, desde que presente o dolo de desapropriação. ”

A moderação foi feita por Eduardo Lolli, procurador e secretário de Instrução Técnica e Controle da Alego, que aproveitou a oportunidade para agradecer ao deputado Bruno Peixoto por ter se comprometido com a realização do evento. Em seguida, o desembargador do TJGO, Wilson da Silva Dias, falou das suas preocupações em relação às alterações da norma tributária.

Por sua vez, o advogado e especialista em Direito Constitucional, Gilles Gomes, chamou atenção para um ponto que pode gerar dúvida. “O que antes era algo muito bem determinado em impostos federais e estaduais – caso em que o fato fixava as pessoas responsáveis pela persecução, ou seja, Policial Federal ou Estadual – agora, pode gerar dúvida”, levantou.

Depois, foi a vez de um novo time de especialistas debater o tema ‘Judicialização tributária’ sob o espectro do que muda e o que permanece crítico. O moderador da mesa foi José Eduardo Rangel de Alckmin. 

Ele, que é advogado, professor e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ponderou que a burocracia é o grande problema da vida tributária. “O próprio vice-presidente da República reconheceu aqui que a burocracia é mais cara do que a própria produção para as empresas”, lembrou Alckmin antes de passar a palavra aos colegas e iniciar os debates sobre as possíveis soluções para esse entrave. 

Agro em foco 

Em seguida, os especialistas abordaram questões relacionadas à segurança jurídica, crédito rural e ambiente de investimentos no agronegócio. A intenção da mesa foi debater os impactos da reforma no campo e no ambiente de investimentos. Ao comentar o assunto, o palestrante Mateus Benato Pontalti, advogado e mestre em direito tributário, enfatizou a importância de entender como o novo modelo funciona.

Segundo o especialista, no modelo antigo de tributação sobre o consumo, havia cinco principais tributos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). “Com a Reforma Tributária, os principais tributos passaram a ser o IBS [Impostos sobre Bens e Serviços] e o CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços]”, explicou.

Pontalti ressaltou: “Houve a criação de regimes diferenciados de tributação: Há uma alíquota padrão de IBS e CBS, em torno de 28% e regimes diferenciados de alíquota reduzida. Um desses setores é justamente o agronegócio, que teve a reforma tributária adequada a seu contexto. Um dos mecanismos adotados, por exemplo, é a redução das alíquotas sobre alimentos”. 

Na esteira, um novo grupo de especialistas assumiu seu lugar no palco, para falar sobre ‘Economia digital, tributação de plataformas, inteligência artificial e impactos concorrenciais’.

“O tema, além de relevante, é muito atual. O que interessa é que seja mantido o princípio da neutralidade. Operação por meio de plataformas impõe um custo mais baixo, então, manter a neutralidade nesse tipo de operação é muito importante”, disse a moderadora da mesa, advogada Giovanna de Brito Sant’Anna.

Ela também observou que quando o assunto passa por questões digitais, a impressão que fica é de que a legislação brasileira não consegue acompanhar todas as atualizações. “É muito difícil manter a legislação acompanhando as atualizações que temos”, considerou antes de passar a palavra para o professor Paulo Caliendo. Ele abordou as possíveis soluções para as diferentes problemáticas que permeiam o tema. 

Todas as palestras foram transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Assembleia Legislativa no YouTube. Clique aqui para acessá-las.

Homenagens

O dia também foi marcado por entrega de honrarias. Geraldo Alckmin recebeu o diploma que o torna, por lei e mérito, cidadão goiano. Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, esposa do vice-presidente, foi agraciada com a Comenda Berenice Teixeira Artiaga, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Já o ex-ministro do TSE, José Eduardo Rangel de Alckmin, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Câmara Municipal de Goiânia deu aval definitivo, nesta quinta-feira (12/3), ao projeto de lei complementar que institui o vale-alimentação para os funcionários efetivos da Secretaria Municipal de Saúde. A proposta enviada pelo Executivo foca especificamente nos profissionais que realizam plantões de 12 horas nas unidades da capital.

A aprovação em segunda votação consolida a criação do benefício destinado aos servidores da pasta que cumprem essa jornada específica. Com o texto aprovado pelos vereadores, a administração municipal trabalha com a expectativa de que o auxílio financeiro seja creditado nos contracheques já no fechamento da folha de pagamento deste mês de março.

De acordo com o texto da nova legislação, os valores do auxílio serão proporcionais à carga horária semanal exercida pelos profissionais. Aqueles que possuem jornada de 20 horas receberão a quantia de R$ 159,39, enquanto os servidores com contrato de 30 horas semanais terão direito ao repasse de R$ 227,70.

Na justificativa que acompanhou o projeto encaminhado à Câmara, o prefeito ressaltou que as equipes de urgência e emergência são fundamentais para salvar vidas e reduzir sequelas nos pacientes. Ele ponderou que o cotidiano desses trabalhadores é marcado por forte pressão psicológica e desgaste físico constante.

“O ambiente de trabalho desses profissionais frequentemente os expõe a elevados níveis de estresse, tornando a concessão do vale-alimentação uma medida necessária para mitigar impactos negativos dessas condições laborais”, justificou o chefe do Executivo.

Wellington Bessa, líder do prefeito: projeto atende antiga reivindicação dos servidores plantonistas

O líder do prefeito na Casa, vereador Wellington Bessa (DC), destacou a relevância da medida para a valorização da categoria. Ele pontuou que o projeto atende a um pedido antigo dos plantonistas que atuam na rede pública municipal.

“É uma demanda dos servidores plantonistas que foi atendida pelo prefeito Sandro Mabel e vem para melhorar as condições de trabalho desses profissionais da prefeitura”, reforçou Bessa.

O parlamentar indicou que existe celeridade para que o benefício chegue logo ao bolso do trabalhador. Segundo ele, a intenção é garantir que o processamento do pagamento ocorra sem atrasos ainda dentro do cronograma deste mês.

Durante a tramitação nas comissões técnicas, alguns parlamentares tentaram ampliar o alcance do vale-alimentação para outros setores, citando como exemplo os funcionários da Comurg. Contudo, as emendas foram rejeitadas por questões legais, embora o líder do governo tenha se prontificado a discutir o tema futuramente.

“Naquele momento não poderíamos incluir no projeto, porque não seria atribuição do parlamento criar despesa, mas conversaremos com o prefeito para tentar estender a outras categorias”, destacou o vereador.

Após a votação no plenário, o documento segue agora para a etapa final de sanção por parte do prefeito Sandro Mabel. Somente após a assinatura e publicação no Diário Oficial é que a medida passa a vigorar plenamente para os servidores da saúde.

Aprovado reajuste salarial de conselheiros tutelares

Também nesta quinta-feira, foi aprovado em plenário, em primeira votação, o projeto que reajusta de R$ 6.100 para R$ 7.300 mensais os salários dos 30 conselheiros tutelares de Goiânia. De autoria do Executivo, a proposta também vincula a categoria à data-base dos demais servidores municipais.

O projeto atende antiga reivindicação dos conselheiros. O texto prevê o reajuste anual da remuneração da categoria na mesma data e pelo mesmo índice aplicado à revisão geral da remuneração dos servidores públicos do município.

A matéria precisa passar por segunda votação na Câmara antes de ser enviado para sanção do prefeito.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Pesquisa Genial/Quaest perguntou quem foi mais afetado negativamente pelo caso do Banco Master

Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta 5ª feira (12.mar.2026) mostra que 40% dos entrevistados avaliam que o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Banco Central e o Congresso são prejudicados pelo caso do Banco Master. Leia a íntegra da pesquisa (PDF – 5 MB).

A Genial/Quaest perguntou o seguinte: “Pelo que você ouviu ou ficou sabendo, quem tem a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master?”.

Eis como os entrevistados responderam:

  • STF/Judiciário – 13%;
  • governo Bolsonaro – 11%;
  • governo Lula – 10%;
  • Banco Central – 5%;
  • Congresso Nacional – 3%;
  • todos eles – 40%;
  • nenhum deles – 1%;
  • não sabe/não respondeu – 17%.

A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest de 6 a 9 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-05809/2026. Segundo a empresa, o estudo custou 465.820,00 e foi pago pelo Banco Genial.



CASO BANCO MASTER

  • LIQUIDAÇÃO PELO BANCO CENTRAL

As atenções se voltaram ao Banco Master depois que o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro por suspeitas de fraude. O rombo deixado pelo Master ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) foi calculado em cerca de R$ 50 bilhões, a maior quebra da história do setor.

No mesmo dia, a operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), prendeu o fundador do banco, Daniel Vorcaro, que foi solto dias depois.

  • RELATORIA DE DIAS TOFFOLI

O caso foi para o STF (Supremo Tribunal Federal) e, a princípio, a relatoria ficou a cargo de Dias Toffoli. O ministro, no entanto, foi enredado em uma série de controvérsias ligadas ao Master, divulgadas pela imprensa. Entre elas está a viagem em um jatinho privado com um advogado do banco para assistir a um jogo de futebol em Lima, no Peru, e a participação de uma pessoa ligada a Vorcaro no hotel Resort Tayaya, do qual Toffoli é um dos sócios.

A crise ganhou uma nova camada quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório de 200 páginas que deveria servir para embasar pedido de suspeição de Dias Toffoli como relator.

O Supremo tentou contornar a crise publicando nota em apoio a Toffoli, mas indicando outro relator para o caso. O nome sorteado foi o do ministro André Mendonça.

  • ANDRÉ MENDONÇA E A TURMA

À frente do caso, Mendonça autorizou uma nova prisão de Vorcaro. Na decisão do ministro, foram divulgadas mensagens do telefone do fundador do Master, interceptadas pela PF, que indicariam que ele comandava um grupo, chamado informalmente de Turma, cujo papel era monitorar e intimidar adversários.

Segundo a investigação, o banqueiro teria pedido que fosse forjado um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim: “Quero dar um pau nele”.

A PF também apontou que a Turma de Vorcaro obteve de maneira indevida informações sigilosas nos sistemas do MPF (Ministério Público Federal) e da própria PF. Além de Vorcaro, foram presos preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o policial federal Marilson Roseno da Silva e Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, apelidado de sicário (sinônimo de matador de aluguel) e um dos integrantes da Turma.

Mourão morreu nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais logo após ser preso. Segundo a PF, a morte cerebral decorreu de suicídio.

Além das mensagens de Vorcaro contidas na decisão de Mendonça, houve vazamento de outras conversas do banqueiro, as quais o Poder360 teve acesso. Nelas, ele demonstrava proximidade com autoridades da República.

Foram citados o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem o banqueiro chegou a se referir como um dos “grandes amigos de vida” e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também são mencionados encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Além disso, o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prestou 22 meses de serviços ao Banco Master, pelos quais recebeu mais de R$ 80 milhões. O montante recebido é considerado muito acima do praticado no mercado. Leia mais detalhes nesta reportagem do Poder360.

Em nota divulgada em 9 de março, ela declarou que seu escritório prestou serviços ao banco de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela 1ª vez na operação Compliance Zero.

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Autor Poder360 ·


O deputado Ricardo Quirino (Republicanos) apresentou o projeto de lei nº 2598/26, cpom o objetivo de que seja instituída a Política Estadual de Atenção à Saúde do Cuidador de Pessoas Idosas. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). 

Entre as diretrizes da proposta estão: promover a saúde física, mental e emocional dos cuidadores; prevenir o estresse crônico, a ansiedade, a depressão e o esgotamento físico e psicológico; e incentivar o acolhimento humanizado e a escuta qualificada. 

Quirino argumenta que, com o avanço do envelhecimento no país, cresce a pressão sobre famílias e sobre a rede de cuidado. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que pessoas com 60 anos ou mais já somam cerca de 15,6% da população brasileira e que essa participação tende a aumentar nas próximas décadas, podendo superar 37,8% até 2070, conforme projeções demográficas.

Os dados, incluídos no projeto de lei, também apontam que parte expressiva dos idosos enfrentam dificuldades para manter a autonomia no dia a dia. Aproximadamente 17% apresentam limitações para executar as chamadas Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) — tarefas como fazer compras, organizar finanças, administrar medicamentos e utilizar transporte público. 

Nesse cenário, escreve Quirino, aumenta a procura por cuidadores de pessoas idosas, inclusive no mercado de trabalho. Entre 2019 e 2023, a ocupação de cuidadores remunerados teria registrado alta em torno de 15%, acompanhando a demanda por assistência especializada.

Ao mesmo tempo, o deputado destaca que a oferta de profissionais com qualificação adequada não acompanha o ritmo de crescimento e muitos trabalhadores atuam de forma informal, sem formação técnica estruturada, garantias trabalhistas ou reconhecimento consolidado da atividade.

No Congresso Nacional, o debate também avança por meio da tramitação do projeto de lei nº 76/2020, que propõe o reconhecimento oficial da profissão de cuidador de pessoas idosas e estabelece orientações sobre qualificação, vínculos de trabalho e proteção previdenciária. A proposta está sob análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. 

Outro ponto ressaltado no projeto de Quirino é o impacto do cuidado contínuo sobre a saúde de quem cuida. Estudos clínicos e pesquisas com cuidadores associam a sobrecarga da atividade a problemas físicos e emocionais, como estresse crônico, sintomas depressivos, dores, distúrbios do sono, ansiedade e até maior risco de doenças crônicas.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Os vereadores Romário Policarpo e Anselmo Pereira apresentaram, durante a sessão plenária desta terça-feira (10/3), na Câmara Municipal de Goiânia, um projeto de decreto legislativo que propõe a concessão do Título de Cidadã Goianiense à líder maçônica Elizabeth Borges de Oliveira.

A homenagem é destinada a reconhecer a atuação de Elizabeth à frente da Colmeia da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás, entidade voltada a ações sociais e filantrópicas desenvolvidas em diferentes comunidades.

De acordo com os autores da proposta, o título busca valorizar o trabalho realizado pela dirigente na promoção de iniciativas solidárias e no fortalecimento de atividades voltadas ao apoio social.

“O reconhecimento simboliza o apreço da capital goiana pelo trabalho de Elizabeth no fortalecimento de iniciativas de solidariedade e integração da família maçônica em benefício da comunidade goianiense”, destaca a justificativa do projeto.

A Colmeia da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás é uma associação civil sem fins lucrativos formada por mulheres ligadas à maçonaria. A instituição desenvolve atividades voltadas à fraternidade, à filantropia e ao desenvolvimento pessoal, moral e espiritual de suas integrantes, além de promover ações de apoio a comunidades atendidas pelos projetos sociais da organização.

O Título de Cidadão Goianiense é concedido a pessoas que não nasceram em Goiânia, mas que tenham prestado serviços relevantes ao município ou contribuído para o desenvolvimento da cidade em áreas como atuação social, política, cultural ou econômica.

Considerada a principal honraria do Legislativo municipal, a distinção é concedida exclusivamente pela Câmara de Goiânia por meio de projeto aprovado pelos vereadores. Caso a proposta avance nas etapas de tramitação, a homenagem será oficializada em sessão solene do parlamento municipal.

Autor Rogério Luiz Abreu