5 de abril de 2026
  • 12:46 Bactérias no cultivo da pimenta-do-reino reduzem uso de químicos
  • 05:18 TV do Irã mostra imagens de homens armados em busca de piloto dos EUA
  • 21:49 STF condena empresário de SC a 14 anos por atos de 8 de Janeiro
  • 14:21 Correia liga Nikolas a delação de Vorcaro e fala em inelegibilidade
  • 10:37 Alego carimba reajuste e regras de progressão a seus servidores


Microorganismos podem beneficiar a plantação ao proporcionar raízes mais vigorosas e plantas maiores

Pesquisadores brasileiros identificaram 2 bactérias endofíticas, presentes naturalmente no interior das plantas, com potencial para transformar o cultivo da pimenta-do-reino, especiaria de grande importância econômica e social no Brasil. O estudo mostrou que as linhagens Priestia sp. T2.2 e Lysinibacillus sp. C5.11 são capazes de estimular o crescimento da planta e o enraizamento de estacas utilizadas na propagação da pimenteira-do-reino.

A estaquia é uma técnica de reprodução a partir da retirada de pequenos galhos das plantas, chamados estacas. Uma vez enraizadas, as estacas se tornam novas mudas de pimenteira-do-reino. Um dos gargalos da agricultura familiar, de acordo com os especialistas, é o baixo índice de “pegamento” dessas raízes, ou seja, elas não crescem o suficiente para promover o desenvolvimento da planta.

Nos experimentos realizados entre 2023 e 2024 na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), estacas da variedade Singapura de pimenteira-do-reino foram submetidas a soluções com as bactérias. A Priestia sp. T2.2 se destacou ao promover um aumento de até 75% na altura das plantas e de 136% em sua massa seca (parte aérea) em comparação às plantas de controle. Já a Lysinibacillus sp. C5.11 foi responsável por um salto ainda mais impressionante: 333% de crescimento da massa seca das raízes. Uma 3ª linhagem avaliada, Bacillus sp. C1.4, também apresentou efeitos positivos na parte aérea, mas em menor escala.

Os efeitos positivos das bactérias nas estacas foram atribuídos à capacidade dos microrganismos de produzir ácido indolacético (AIA) -um hormônio natural da planta que regula processos de crescimento vegetal- e sideróforos, compostos que capturam ferro no ambiente e tornam o nutriente mais disponível para as plantas. Os testes foram realizados em laboratório e em casas de vegetação, que simulam o ambiente natural. O próximo passo é realizar os testes em áreas de produtores e com outras variedades clonais de pimenteira-do-reino.

“Um pimental produtivo se inicia com uma muda sadia. E uma das dificuldades dos produtores é ter estacas que tenham um enraizamento efetivo para a produção das mudas. Há ainda muitas perdas nesse processo. Então, essa descoberta revela o potencial de obtermos um bioinsumo que traga mais segurança aos pequenos produtores para a implantação ou ampliação de pimentais com mudas sadias e, consequentemente, plantas mais vigorosas e produtivas”, afirma Alessandra Nakasone, pesquisadora da Embrapa Florestas.

A descoberta é estratégica para pequenos agricultores, principais responsáveis pela produção no país. Além disso, o uso de microrganismos benéficos pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos, aumentando a sustentabilidade da cadeia produtiva. “Isso ocorre porque as bactérias promovem a solubilização dos nutrientes que estão no solo, ou seja, tornam as substâncias mais disponíveis para a absorção pelas raízes”, explica a pesquisadora.

PRODUÇÃO BRASILEIRA

O Brasil é o 2º maior produtor mundial de pimenta-do-reino, com uma produção de quase 125 mil toneladas em 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nesse período,  o valor da produção nacional saltou de R$ 1,65 bilhão (2023) para mais de R$ 3,67 bilhões (2024) -um aumento de aproximadamente 122% em apenas um ano, refletindo a forte valorização do produto no mercado.

A produção brasileira é caracterizada pela sustentabilidade e qualidade da pimenta-do-reino. Os Estados do Espírito Santo e do Pará detêm, juntos, mais de 90% da safra nacional. Com produção anual de 41.000 toneladas em 2024, a produção paraense se destaca pela agricultura familiar e por processos sustentáveis de produção.

MICROORGANISMOS ALIADOS DA AGRICULTURA

As bactérias endofíticas vivem nos tecidos internos das plantas sem causar doenças e podem ser benéficas ou neutras. As benéficas desempenham papéis fundamentais para a saúde vegetal, como a produção de fitormônios (hormônios vegetais), a fixação de nitrogênio, a solubilização de nutrientes e o aumento da resistência a estresses ambientais.

Esse tipo de interação já fora observado em outras culturas agrícolas, inclusive cítricas, milho e cana-de-açúcar. No caso da pimenta-do-reino, pesquisas anteriores com espécies dos gêneros Bacillus e Pseudomonas haviam demonstrado promoção do enraizamento e aumento da produtividade. O novo estudo, no entanto, detalhou os mecanismos fisiológicos de linhagens específicas e reforçou a importância de associar biotecnologia ao manejo sustentável.

A propagação da pimenta-do-reino pode ser feita por meio de sementes ou estacas enraizadas. O 1º modo, como explica o pesquisador Oriel Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental, exige mais tempo para o desenvolvimento da planta e não garante a manutenção dos atributos da planta-mãe, como, por exemplo, a alta produtividade. Já as estacas garantem a manutenção das características genéticas das matrizes e reduzem o tempo até a frutificação. Entretanto, a dificuldade de enraizamento compromete o “pegamento” e a qualidade das mudas e, por consequência, a produtividade das lavouras.

Nesse cenário, a inoculação de microrganismos benéficos surge como alternativa viável para garantir estacas mais vigorosas e uniformes, reduzindo custos de produção e aumentando o retorno financeiro aos agricultores.

“Esses resultados apontam para plantas com raízes mais vigorosas, ramificadas e pesadas. Isso é fundamental para a absorção de nutrientes do solo e consequentemente maior crescimento da planta, maior quantidade de galhos e folhas, mais fotossíntese, mais sanidade, maior longevidade dos pimentais e maior produtividade. É um ciclo benéfico de desenvolvimento”, diz Lemos.

REGULAMENTAÇÃO DE BIOINSUMOS ABRE CAMINHO

Outro ponto relevante é que a recente Lei Federal 15.070 de 2024 trouxe mais segurança jurídica ao setor de bioinsumos no Brasil. Pela nova norma, produtos biológicos desenvolvidos a partir de microrganismos como as cepas de Priestia e Lysinibacillus não são classificados como pesticidas e estão liberados para uso agrícola, desde que comprovada a segurança.

Para Katia Nechet, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, isso significa que as linhagens identificadas no estudo poderão futuramente se transformar em produtos viáveis e acessíveis para utilização no manejo da cultura. “A expectativa é que, além de melhorar o crescimento das mudas, esses bioinsumos possam atuar no controle de doenças comuns à pimenta-do-reino, como as causadas por Fusarium, e assim reduzir perdas e fortalecer a cadeia produtiva”, afirma Nechet.

CAMINHOS FUTUROS

Os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários testes em campo para confirmar o desempenho das cepas em diferentes condições de cultivo e em maior escala. Outro passo será a avaliação desses microrganismos em diferentes variedades de pimenta-do-reino e sistemas de cultivo, como o plantio em tutor vivo de gliricídia, que substitui os postesas estacas de madeira como suporte para o crescimento da planta.

O pesquisador Oriel Lemos reforça que a produção da pimenta-do-reino no Brasil é pautada pela sustentabilidade ambiental, econômica e social. Os resultados obtidos reforçam que a biotecnologia pode ser uma aliada poderosa na agricultura familiar e na sustentabilidade do agronegócio brasileiro.


Este texto foi publicado originalmente pela Embrapa e adaptado para publicação pelo Poder360.



Autor Poder360 ·


Regime iraniano mobiliza homens armados em áreas montanhosas para buscar militar cujo F-15 foi derrubado na 6ª feira (3.abr.2026)

A televisão estatal do Irã transmitiu neste sábado (4.abr.2026) imagens de homens armados percorrendo áreas montanhosas remotas em busca de um piloto norte-americano. O militar está desaparecido desde a 6ª feira (3.abr), quando seu caça F-15 foi abatido pelo Irã em região próxima ao Iraque. O regime iraniano oferece recompensa de US$ 60.000 por informações sobre o piloto.

Os 2 pilotos que tripulavam o caça se ejetaram de paraquedas. Um deles foi localizado e resgatado pelas Forças norte-americanas. O 2º piloto permanece desaparecido.

Assista às buscas do Irã ao piloto:

A Força Aérea dos EUA mobilizou unidades especiais treinadas para resgates para vasculhar a região com helicópteros. Aviões de combate acompanham as buscas com paraquedistas a bordo, incluindo paramédicos. Não há informações confirmadas sobre seu estado de saúde ou condições atuais.

Além do F-15, o Irã disse ter derrubado um A-10 na 6ª feira (3.abr).

TRUMP AMEAÇA

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), declarou neste sábado (4.abr.2026) que, se o Irã não reabrir o estreito de Ormuz –área por onde trafega cerca de 20% do petróleo global, além de gás natural e ureia– nas próximas 48 horas, o “inferno” cairá sobre o país persa. Segundo o chefe da Casa Branca, ele já havia definido um prazo de 10 dias para que o Irã fechasse algum tipo de acordo, e esse tempo está se“esgotando”.

“Lembram-se de quando dei ao Irã 10 dias para fazer um acordo ou abrir o estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando —48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a Deus!”, escreveu.

Trump tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito. Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.

Pressão por reabertura

Desde o início dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Washington tem pressionado aliados e outros países a contribuir com a segurança da navegação no estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano. A guerra já deixou milhares de mortes e provocou forte instabilidade nos mercados globais.

Apesar da pressão, líderes europeus sinalizam cautela. Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda, Japão e Canadá afirmaram, em nota conjunta divulgada em 19 de março que pretendem cooperar para garantir a passagem segura na região, mas condicionam qualquer ação ao fim das hostilidades. Com exceção do Japão, todos os demais países que assinam a nota integram a Otan. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a medida depende da cessação dos combates.



Autor Poder360 ·


Alcides Hahn fez Pix de R$ 500 para empresa de ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília em janeiro de 2023

O STF (Supremo Tribunal Federal) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro. A decisão foi tomada no dia 02 de março de 2026.

A Procuradoria Geral da República denunciou Hahn por ter transferido R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) até Brasília depois das eleições de 2022.

O empresário catarinense foi condenado por 5 crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa. O recurso seria julgado em 20 de março deste ano, mas foi retirado de pauta. 

Hahn e 2 outros homens financiaram o fretamento de um ônibus utilizado para transportar manifestantes catarinenses aos atos em Brasília. Rene Afonso Mahnke transferiu R$ 1.000 e Vilamir Valmor Romanoski, R$ 10 mil. Nenhum deles viajou para a capital.

A PGR apontou Romanoski como uma “figura de liderança” das mobilizações a favor de Bolsonaro em Blumenau. Segundo a Procuradoria, ele organizava o recrutamento de manifestantes e compras de mantimentos.

Em audiência no STF, Hahn declarou que fez um Pix atendendo ao pedido de um conhecido. Segundo o empresário, a pessoa teria solicitado dinheiro emprestado para viajar sem especificar o destino. O proprietário da empresa de ônibus afirmou que, ao identificar a transferência, presumiu que o valor se referia ao fretamento da viagem.

A defesa de Hahn argumentou ao Supremo que a denúncia da PGR fundamentou-se exclusivamente no Pix de R$ 500 feito à empresa de fretamento de ônibus. Os advogados sustentaram que não houve prova de que o valor se destinasse ao financiamento de uma viagem ou de que o empresário tivesse conhecimento de eventual crime. As informações são do UOL

Em despacho de outubro de 2024, o ministro Alexandre de Moraes afirmou não haver ilegalidade se a PGR não oferecesse um Acordo de Não Persecução Penal aos condenados. 

Eis as condenações dos 3 réus:

  • 14 anos: 12 anos e 6 meses de reclusão e 1 ano e 6 meses de detenção;
  • 100 dias-multa: cada multa no valor de ⅓ do salário mínimo (R$ 1.621,00);
  • danos morais coletivos: R$ 30 milhões; 
  • nome dos réus no rol dos culpados;
  • expedição de guia de execução definitiva;
  • pagamento de custas pela condenação.



Autor Poder360 ·


O deputado usou nas eleições de 2022 um jato de empresa então ligada ao banqueiro; ele nega ter contratado o avião

O deputado Rogério Correia (PT-MG) disse na 6ª feira (3.abr.2026) que o nome do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) “é dado como certo” na delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas redes sociais, afirmou que, “se tudo vier à tona”, sua inelegibilidade “estará na pauta”.

“Nome de Nikolas Ferreira é dado como certo na delação de Vorcaro e especialmente de seu amigo Zettel. Se tudo vier à tona, inelegibilidade do deputado mineiro estará na pauta, bem como envolvimento do pastor Valadão”, escreveu o deputado em seu perfil no X.

Nikolas utilizou um jato da Prime You, empresa então ligada a Vorcaro, durante o 2º turno das eleições de 2022. Os voos foram realizados de 20 a 28 de outubro, em apoio à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 3 de março, o deputado disse em vídeo publicado nas redes sociais que não contratou a aeronave utilizada durante a agenda da caravana “Juventude pelo Brasil”.

Segundo Nikolas, a logística foi organizada por terceiros e não cabe a ele responder por eventuais desdobramentos posteriores envolvendo sócio da empresa proprietária do jato.

No vídeo, o deputado afirma que foi convidado para o evento e que a empresa responsável pelo transporte foi contratada por terceiros. “Como que eu vou prever isso?”, disse ao questionar a possibilidade de responder por “ato futuro” de outra pessoa. 

Assista (5min40s):

Eis a íntegra da nota enviada por Nikolas Ferreira ao Poder360:

“Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político ‘Juventude pelo Brasil’ e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.

“À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.

“Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.”



Autor Poder360 ·


À sessão ordinária da manhã desta quarta-feira, 1º, se somaram duas sessões extraordinárias que se estenderam até o início da tarde. O principal tema em pauta foi o plano de cargos e salários dos servidores efetivos da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) e a revisão anual dos proventos deles.

De autoria da Mesa Diretora, a norma sobre a carreira do funcionalismo efetivo está em trâmite com o no5668/26 e foi aprovada em definitivo na ocasião. Também relacionados à carreira dos efetivos, receberam o aval final os projetos de resolução nº 5659/26 e nº 5662/26 – que aguardam a promulgação do presidente Bruno Peixoto – e os projetos de lei nº 5666/26 e nº 5667/26.

Os projetos de lei seguem para sanção ou veto do Poder Executivo goiano. Caso sejam sancionados, resultarão em uma reestruturação dos quadros de pessoal da Alego e trarão aos servidores efetivos os seguintes benefícios:

– Progressão vertical com aumento de 10% sobre o vencimento, a cada dois anos, para servidores que concluírem, no mínimo, 120 horas de cursos de capacitação, aperfeiçoamento ou qualificação profissional. Pode-se obter um máximo de cinco progressões, totalizando 50% de aumento no tempo mínimo de dez anos.

– Aumento de 30% para 35% a gratificação de aperfeiçoamento para os servidores com mestrado e de 35% para 40% para aqueles com doutorado.

– Auxílio-saúde de R$ 300, cujo ato fixando o valor foi publicado hoje.

– Reajuste nos vencimentos de 4,26% referente à data-base (reajuste com base no IPCA de 2025, indicador de inflação calculado pelo IBGE).

Esse último benefício se aplicaria a partir de maio, e os outros três, já em abril. Também houve alterações em nomenclaturas da carreira dos servidores.

“Nós sabemos a importância de cada um dos servidores, comissionados e efetivos. Hoje, quero me dirigir aos efetivos, quero agradecê-los”, declarou o presidente da Alego, o deputado Bruno Peixoto, sobre o plano de cargos e salários autorizado.

“Hoje estamos cumprindo o compromisso assumido no início da nossa gestão. Foram três anos de muita austeridade [até que apresentássemos o plano], três anos em que vocês compreenderam a importância do Programa Deputados Aqui, de ser o Selo Diamante em transparência, [do estabelecimento] do ponto eletrônico facial”, afirmou Peixoto.

As galerias do segundo andar do Plenário Iris Rezende foram tomadas pelos servidores efetivos, que aplaudiram as proposituras validadas.

“A implementação de um plano de cargos e vencimentos no serviço público”, consta na justificativa da matéria que o delineia, “constitui um instrumento essencial para a gestão estratégica de pessoas, garantindo equidade, transparência e previsibilidade na evolução funcional”. Tal plano “deve estabelecer critérios objetivos para a progressão no cargo”, uma vez que “a ausência de parâmetros claros compromete a eficiência administrativa e pode gerar distorções remuneratórias, prejudicando a meritocracia e a valorização do capital humano”.

É postulado, ainda, que “a valorização da qualificação permanente é um dos pilares de um plano de cargos moderno e eficaz. Em um contexto de crescente complexidade das funções públicas, a atualização contínua do conhecimento técnico e científico é indispensável para assegurar a qualidade dos serviços prestados à sociedade”.

Aumento de 5% tem pedido de vista e gera debate

Um dos pontos reivindicados pelos servidores efetivos e atendido pelos deputados durante as negociações não foi aprovado nesta quarta-feira. Trata-se de reajuste de 5% sobre o vencimento que incidiria já em abril e ao qual se somaria o da data-base em maio.

A reivindicação constava no projeto de lei protocolado com o no5663/26. Líder do Governo no Legislativo Estadual, o deputado Talles Barreto (UB) pediu vistas dele em reunião da Comissão Mista realizada entre a sessão ordinária e as extraordinárias. O presidente Bruno Peixoto explicou tratar-se de solicitação do governador empossado ontem, Daniel Vilela (MDB), para discutir a respeito do impacto do reajuste.

Os deputados Mauro Rubem e Bia de Lima, ambos do PT, questionaram tanto na comissão quanto em Plenário a frustração do que havia sido acertado. “Estava tudo certo, de repente não se concede o que se negociou? Lamento profundamente, vamos continuar lutando”, declarou Bia. Peixoto disse que conversará com Vilela e sinalizou a possibilidade de a matéria ainda ser aprovada em tempo de não contrariar a proibição constitucional de concessão de aumento com a proximidade das eleições em outubro.

Outras carreiras também terão reajuste da data-base

Foram acolhidas, ainda, a revisão de 4,26% do data-base dos servidores do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (processo no5588/26), da Defensoria-Pública estadual (no5246/26), dos servidores do Poder Judiciário Estadual (no5351/26), do Tribunal de Contas dos Municípios (no5582/26) e do Ministério Público do Estado de Goiás (no5531/26).

Cada uma dessas matérias é de autoria do próprio órgão. Todas foram chanceladas em definitivo, seguindo para sanção ou veto do Executivo.

Também recebeu a validação final o projeto de lei em trâmite como processo no5574/26, de autoria da Governadoria. Trata-se da instituição, na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), de um bônus por resultado e outro especificamente por resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no ano de 2026.

O primeiro desses bônus, limitado a R$ 215 milhões, é destinado a “estimular a contribuição dos servidores em efetivo exercício na Seduc para a formação intelectual dos alunos e a obtenção de bons resultados nas avaliações estaduais e nacionais”. O ganho “se restringirá a 100% dos vencimentos dos servidores alcançados”.

O segundo bônus, limitado a R$ 53 milhões, destina-se aos servidores em efetivo exercício na pasta vinculados às unidades escolares da rede estadual de educação que atingiram a meta pactuada em 2025 para o resultado relativo ao Ideb daquele ano, publicado em 2026. O valor e os critérios desse bônus serão definidos em regulamento específico.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Pontífice retoma prática abandonada há décadas na cerimônia que relembra os 14 momentos finais da vida de Jesus Cristo

O papa Leão 14 conduziu uma cruz de madeira ao longo de toda a procissão da Via Crucis no Coliseu, em Roma, nesta 6ª feira (3.abr.2026). O ato marca sua 1ª Sexta Feira da Paixão à frente da Igreja Católica e retoma uma prática que não era realizada por um pontífice há décadas.

A cerimônia relembra os 14 momentos finais da vida de Jesus Cristo, da condenação ao sepultamento.

Antes da procissão, o papa rezou deitado no chão da Basílica de São Pedro durante vários minutos. O gesto demonstra respeito e adoração na encenação da Paixão de Cristo. O pontífice também lavou os pés de 12 sacerdotes.

Diferentemente de outras datas, não há missa nesse dia. A celebração é centrada na liturgia da Palavra, na adoração da cruz e na comunhão.

Assista ao momento em que o papa carrega a cruz (1min10s):

 

Tradição retomada depois de décadas

João Paulo 2º carregou a cruz durante toda a procissão a partir de sua 1ª Sexta da Paixão  como pontífice, em 1979. Ele manteve a prática até 1995, quando passou por uma cirurgia no quadril. Depois disso, conduziu a cruz só em parte do percurso.

Bento 16 adotou abordagem diferente nos 2 primeiros anos de seu pontificado. Ele carregou a cruz apenas na 1ª estação, dentro do Coliseu. Depois acompanhou a procissão junto com outros participantes até o encerramento no Monte Palatino.

Francisco nunca carregou a cruz. Ele participou da procissão até o agravamento de sua saúde. O pontífice morreu depois de uma longa doença em 2025, numa 2ª feira depois do domingo de Páscoa.



Autor Poder360 ·


Estão oficialmente reajustados os valores das pensões especiais pagas a pessoas afetadas pelo acidente com césio-137, em Goiânia. A medida consta na Lei Estadual nº 24.188, sancionada em 30 de março de 2026, e é uma iniciativa do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).

Ocorrido em setembro de 1987, o episódio é o maior acidente radiológico do mundo. A legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás contempla aqueles que atuaram na descontaminação da área afetada; na vigilância do depósito provisório em Abadia de Goiás e no atendimento de saúde às vítimas diretas do acidente radioativo.

Para estabelecer o delineado na nova norma, alterou-se a lei estadual que dispõe sobre as referidas pensões especiais. Além disso, foram revogados outros quatro conjuntos de regras jurídicas que tratam do assunto.

As pessoas radiolesionadas pelo contato direto com a substância e as que sofreram exposição superior a 100 radianos, agora, recebem R$ 3.242,00. Para os demais casos, o benefício passa a ser de R$ 1.621,00.

O mesmo valor é devido à pensão especial vitalícia concedida nos termos especificados no artigo 2º da lei alterada, o qual também teve as denominações das entidades a que ele faz referência atualizadas.

O reajuste já está em vigor, com efeitos financeiros a partir do dia 1º de abril. Segundo a Governadoria, atualmente, 603 pessoas têm direito aos referidos direitos.

Acidente histórico

Quando a tragédia completou 35 anos, o Portal da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) produziu uma série especial para relembrar a dimensão do acidente, o martírio das vítimas, que ainda se estende, as atividades desenvolvidas no complexo que abriga o depósito dos rejeitos do césio-137 e a vida no bairro. Confira as publicações: I, II, III e IV.   

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Segundo a mídia norte-americana, o avião atingido é um F-15E e não um F-35, como divulgado inicialmente pelo regime iraniano

Os Estados Unidos resgataram nesta 6ª feira (3.abr.2026) um dos pilotos do caça F-15E atingido pelo Irã. Segundo a mídia norte-americana, o avião tem uma tripulação de duas pessoas e as buscas pelo outro militar continuam. Helicópteros foram vistos próximos da região da queda no que pode ser uma operação de resgate.

Mais cedo, o regime iraniano disse ter abatido um caça F-35, um dos mais modernos do mundo. Teerã afirmou que a aeronave tinha sido “completamente destruída” e que a sobrevivência do piloto era “improvável”. Agências iranianas declararam que o ataque se deu enquanto o avião militar sobrevoava o centro do território do país persa. 

O governo norte-americano ainda não se manifestou.

Nas redes sociais, circulam imagens que seriam do avião abatido:

Um canal de TV local diz que foi oferecida uma recompensa para quem capturar o piloto ou pilotos inimigos vivos e entregá-los à polícia”.

Segundo a Associated Press, a transmissão do canal incluiu uma mensagem escrita em que pede para que os telespectadores atirem em qualquer avião norte-americano que seja visto na região.

Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), ter dito algumas vezes que o país destruiu a estrutura de defesa iraniana, a CNN noticiou que o Irã ainda mantém uma capacidade significativa de lançar mísseis.



Autor Poder360 ·


O aval para o funcionamento de farmácias dentro de supermercados foi oficializado pela Lei Estadual nº 24.174, de 26 de março de 2026. A iniciativa do deputado Talles Barreto (UB) busca expandir as formas de acesso a medicamentos.

A nova norma autoriza “a instalação e o funcionamento de farmácias e drogarias integradas às áreas de venda de supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos similares, em formato físico ou funcional compatível com as exigências sanitárias, estruturais e de assistência farmacêutica, conforme a legislação vigente”.

Na justificativa do projeto aprovado pelo Parlamento goiano, Barreto defendeu que objetivo também é modernizar a política estadual de assistência farmacêutica, aliviar a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a segurança sanitária, com a devida orientação profissional.

A farmácia ou drogaria poderá ser operada diretamente pelo próprio supermercado, sob a mesma identidade fiscal e responsabilidade técnica; ou mediante contrato com pessoa jurídica regularmente licenciada e registrada nos órgãos competentes.

Determina-se que a área destinada à atividade farmacêutica deve possuir espaço físico próprio, delimitado e independente, com acesso direto ou interno controlado. Além disso, proíbe-se expor ou ofertar medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional do setor farmacêutico, como bancadas, estandes ou gôndolas em outros locais.

É obrigatório cumprir integralmente as exigências legais e sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da autoridade sanitária estadual. Outro exemplo de responsabilidade determinada pela legislação é a presença de farmacêutico devidamente habilitado durante todo o horário de funcionamento, conforme o artigo 6º da Lei Federal nº 13.021/2014.

Segundo o deputado, a novidade representa “um avanço regulatório”, que “impulsionará a geração de empregos qualificados para farmacêuticos em todo o Estado de Goiás”. “Além disso, estimula parcerias com universidades, conselhos profissionais e centros de capacitação, ampliando oportunidades e valorizando o papel técnico do farmacêutico como agente essencial da saúde pública”, completou.

O descumprimento da lei sancionada sujeita o infrator às penalidades previstas na legislação sanitária, sem prejuízo às responsabilidades civil, administrativa e ético-profissional cabíveis.

Vale mencionar que, também neste mês de março, a Lei Federal nº 13.357/26 autorizou medidas análogas em todo o Brasil.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Prefeitura de Goiânia suspendeu, nesta quarta-feira (1º/4), o contrato com a organização social responsável pela administração da Maternidade Célia Câmara, após denúncias de falta de insumos, ausência de médicos e interrupções no atendimento. A medida foi adotada em meio ao agravamento da crise na unidade.

Nesta quinta-feira (2/4), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que suspendeu preventivamente o contrato com a Sociedade Beneficente São José (SBSJ) e que o Instituto Patris assumiu provisoriamente a gestão do Hospital e Maternidade Célia Câmara na noite de quarta-feira (1º). A pasta informou que a mudança de gestão ocorreu de forma emergencial para tentar restabelecer o funcionamento regular do serviço.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a situação já era monitorada desde dezembro, mas a fiscalização foi intensificada nos últimos dias diante do aumento das falhas observadas. A secretaria relatou que pediu à antiga gestora a comprovação do preenchimento das escalas médicas e da recomposição dos estoques de insumos e medicamentos, mas não recebeu os documentos solicitados.

A direção da maternidade passou recentemente por um processo interno de transição da empresa que prestava os serviços médicos. De acordo com a instituição que administrava a unidade, os pacientes internados continuaram recebendo assistência integral, sem interrupções no atendimento.

O assessor técnico da SMS, médico Frank Cardoso Barbosa Viana, afirmou que a secretaria vai apurar como se deu a troca das equipes médicas. Questionado sobre a saída da empresa anterior, ele disse que a contratação é de responsabilidade da organização social gestora.

“Essa organização da organização social para com a empresa médica é algo que ainda vai ser apurado pela secretaria para que haja um entendimento dessa operação”, afirmou.

No início desta semana, equipes técnicas da pasta, que acompanhavam a situação presencialmente, constataram que o serviço ainda não havia sido plenamente restabelecido. A SMS reforçou, por fim, que os repasses para a gestão das maternidades municipais foram feitos rigorosamente em dia.

O Instituto Patris foi convidado a assumir a unidade por já administrar um serviço de perfil semelhante e com desempenho considerado satisfatório.

A pasta também informou que as maternidades Dona Íris e Nascer Cidadão seguem funcionando normalmente, com todos os serviços assistenciais previstos nos planos de trabalho.

A SMS disse manter o compromisso com o acesso, a qualidade e a continuidade do cuidado materno-infantil, além da transparência na aplicação dos recursos públicos.

Falhas no serviço levaram à decretação de calamidade

A crise nas maternidades públicas já vinha sendo apontada como um dos fatores que levaram à decretação de calamidade na saúde de Goiânia no fim de 2024 e no início de 2025, durante a transição entre a gestão anterior e o governo Sandro Mabel (UB). Na época, as unidades eram administradas por uma organização social ligada à UFG, que acabou afastada pelo prefeito.

A vereadora Aava Santiago, que pediu auditoria do SUS na saúde da capital, disse que o problema é resultado de uma sequência de falhas acumuladas ao longo do tempo.

“É preciso dizer com clareza que isso não começou agora. Essa crise é resultado de uma sequência de omissões, escolhas erradas e descaso com a rede materno-infantil da cidade”, afirmou.

Ela disse acompanhar o caso e cobrar providências desde os primeiros episódios de desassistência.

“No ano passado, diante de mais um episódio grave de desassistência, levamos o caso ao Ministério da Saúde”, destacou. Segundo a vereadora, foi a partir dessa denúncia que o DenaSUS fez a auditoria nas maternidades públicas de Goiânia.

“O relatório, porém, foi contundente ao apontar falhas graves de gestão, execução financeira e monitoramento contratual, com impacto direto na assistência obstétrica e neonatal, além de responsabilizar administrativamente a própria Secretaria Municipal de Saúde”, acrescentou.

Autor Manoel Messias Rodrigues