A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (27/1) a operação Fora de Rota. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual responsável pelo transporte e distribuição de mais de duas toneladas de maconha em Goiás.
A operação cumpriu mandados judiciais e determinou o bloqueio de bens dos suspeitos. As diligências, de caráter integrado, ocorreram simultaneamente em Goiás e em outros três estados: no Piauí, na capital Teresina; no Pará, nos municípios de Conceição do Araguaia e Canaã dos Carajás; e na Bahia, na cidade de Capim Grosso.
Ao todo, foram cumpridas 28 medidas judiciais contra 10 investigados na operação, denominada Fora de Rota. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 3 milhões em bens e valores pertencentes aos alvos da investigação.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, dez pessoas são investigadas por integrar a organização. O número total de presos ainda não foi divulgado.
A investigação teve início após uma grande apreensão de drogas em meados de 2024. A carga foi encontrada em um galpão na cidade de Aparecida de Goiânia.
A droga havia sido transportada do estado do Paraná para Goiás, ocultada em meio a uma carga lícita de sacos de farinha.
“Um dos investigados presos é natural do estado do Piauí e foi capturado no estado da Bahia, enquanto a equipe da Polícia Civil do Piauí realizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado, no bairro Teresina Sul, na Zona Sul da capital”, informou o delegado Samuel Silveira, da
Entre os alvos da operação estão o motorista e o batedor da carga. Também são investigados os responsáveis pela logística, pelo galpão de apreensão, os distribuidores do entorpecente e o apontado como proprietário da carga ilícita.
Os nomes dos investigados não foram divulgados pela polícia.
Aval sem ressalvas a balanço financeiro do banco abriu espaço para debate sobre o papel-chave das firmas de verificação em situações como esta
O aval sem ressalvas de auditorias ao balanço financeiro do Banco Master colocou em xeque a atuação dessas firmas de verificação. Ao mesmo tempo, abre espaço para um debate sobre o papel-chave dessas empresas em casos como o da instituição de Daniel Vorcaro.
A advogada Juliana Maia Maciel é mestre em direito processual civil pela USP e sócia do escritório Berardo Lilla. Ela afirma que a responsabilização dos auditores pode vir de diversas formas e se dar “mesmo sem dolo ou má-fé”, em esferas diferentes.
- plano administrativo – “Auditores e firmas de auditoria podem ser sancionados pela CVM quando atuam em entidades reguladas, bem como pelo Banco Central no caso de instituições financeiras e entidades sob sua supervisão. O CFC [Conselho Federal de Contabilidade] e os Conselhos Regionais também podem instaurar processos disciplinares por infração às normas profissionais”;
- plano cível – “Investidores, credores e outros terceiros prejudicados podem buscar indenização se houver nexo entre a falha técnica. Por exemplo: confiança excessiva em informações internas sem validação externa, ausência de procedimentos mínimos esperados e o dano sofrido”;
- responsabilização penal – “O sistema jurídico brasileiro já dispõe de tipos que, em tese, poderiam ser aplicados a auditores em situações extremas, como crimes contra o sistema financeiro, desde que comprovado dolo, isto é, participação consciente ou anuência deliberada na distorção das informações. Essas hipóteses são excepcionais e não se confundem com erro técnico ou negligência, que permanecem no âmbito administrativo e civil”.
LEGISLATIVO
O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), anunciou em 15 de janeiro a criação de um grupo especial para acompanhar as investigações relacionadas aos fatos e condutas atribuídas ao Master. Juliana Maciel afirma que esse tipo de iniciativa surge nesse contexto, buscando maior responsabilização dessas empresas. A advogada, entretanto, diz ser necessário ponderar a discussão.
“O desafio, contudo, é calibrar esse debate para evitar a criminalização ampla da atividade e concentrar esforços no fortalecimento de padrões técnicos objetivos, supervisão regulatória consistente e responsabilização proporcional por falhas comprovadas, inclusive com efeitos reputacionais relevantes em um mercado baseado em confiança institucional”, declara.
ALERTA
A KPMG auditou o Banco Master até dezembro de 2024 e chegou a listar R$ 19,56 bilhões em cotas de fundos como um dos “Principais Assuntos de Auditoria”, a categoria de maior risco. Houve o alerta de que esses ativos “não são negociados ativamente” e que sua precificação “está sujeita a um nível mais elevado de incerteza”. A empresa não verificou a existência desses fundos e se as cotas valiam o que estava no balanço.
Em 2025, a PwC (PricewaterhouseCoopers) assumiu o trabalho de auditar. O balanço do 1º semestre do Master não foi publicado. Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação do banco.
Não houve tempo hábil para a publicação do balanço financeiro do ano passado. Depois da liquidação extrajudicial, descobriu-se que parte dos ativos do Master era fictícia. O jornalista Marcio Aith reforçou em reportagem publicada neste jornal digital que não havia “incerteza”, e sim “ativos que não existiam”. Eram “créditos inventados, papéis fabricados”, que contaram com aval de duas grandes auditorias.
“A função de uma auditoria independente não é copiar os números que o cliente fornece e decorá-los com linguagem técnica. É verificar. Conferir. Testar”, acrescentou.
Questionada pelo Poder360, a PwC respondeu: “Por questões de confidencialidade e regras de sigilo profissional, a PwC não está autorizada a comentar temas relacionados aos nossos clientes”.
FATOR DE RISCO
Juliana Maciel afirma que parte do risco envolvendo casos como este “decorre do modelo de auditoria financeira tradicional, que foi concebido para ambientes com ativos relativamente padronizados, registros rastreáveis e mercados minimamente líquidos”.
“Quando aplicado a estruturas com ativos ‘exóticos’ ou de difícil mensuração [direitos não líquidos, créditos/recebíveis complexos, estimativas altamente discricionárias, contrapartes pouco verificáveis], há um descompasso entre o risco econômico e o alcance típico do trabalho. Nesse contexto, além de ‘fazer melhor’, pode ser necessário ‘fazer diferente’ e exigir auditorias reforçadas ou especializadas por classe de ativo/setor”, declarou.
A advogada lista alguns procedimentos para reduzir espaço para que pontos críticos fiquem apenas no declaratório:
- confirmações externas;
- inspeção de documentação primária;
- revisão de premissas e modelos.
O QUE PODE SER FEITO?
Maciel diz ser possível aperfeiçoar as regras vigentes, sem a necessidade de criar normas. Na sua visão, é necessário “tornar mais objetivos e exigíveis os deveres já existentes, especialmente em contextos de maior risco”.
Estão entre os pontos possíveis:
- reduzir a discricionariedade em auditorias de ativos complexos ou ilíquidos, com procedimentos mínimos obrigatórios quando esses ativos forem materialmente relevantes;
- reforçar a supervisão regulatória baseada em risco, com revisões de qualidade mais frequentes e transparentes;
- exigir maior envolvimento de profissionais experientes e governança efetiva do escopo da auditoria.
“O desafio regulatório é calibrar essas melhorias para elevar a qualidade e a accountability [em referência à responsabilidade], sem deslocar a auditoria para um modelo punitivo excessivo que acabe por reduzir sua utilidade econômica”, conclui.
O cargo de analista administrativo, que exige diploma de conclusão de qualquer curso de nível superior, será o mais disputado do concurso da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), com 704 candidatos por vaga (14.087 concorrentes para 20 vagas). Ao todo, 38.203 candidatos se inscreveram no certame, que oferece 101 vagas.
A divulgação da relação candidato/vaga foi feita recentemente pela banca organizadora do concurso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A concorrência, com a especificação do total de lugares em disputa, pode ser conferida na página do concurso, no site da FGV.
O gráfico abaixo mostra a concorrência dos cargos de analista, que sempre demandam nível superior. Metade deles supera cem candidatos por vaga. O cargo menos concorrido é o de Controle Interno em Contabilidade.
Os cargos mais concorridos, depois da categoria analista administrativo, são de nível médio – o de policial legislativo, com 464 inscritos para cada vaga (18.573 concorrentes para 40 vagas), e o de fotógrafo, com uma disputa de 416 por um (831 inscritos para duas vagas).
São também de nível médio o quarto e quinto cargos mais disputados, os de assistente de suporte em TI (240/1) e técnico em refrigeração e ar-condicionado (161/1).
Cabe destacar que a concorrência divulgada se refere à soma de todos os candidatos (ampla concorrência, PcD e negros) em relação ao total de vagas oferecidas. A concorrência numérica para cada tipo de inscrição varia. Confira aqui a distribuição de cotas no concurso.
No mesmo dia em que divulgou a concorrência, a FGV publicou a homologação de inscrições, o deferimento e indeferimento para os candidatos na condição de PcDs, o resultado definitivo dos pedidos de atendimento especial e outras informações.
No dia 2 de fevereiro, a banca deve divulgar o local das provas, que ocorrem no dia 8, em Goiânia.
PF colhe novos depoimentos de investigados no caso Master nesta 3ª feira
Lidiane 27 de janeiro de 2026
Executivos foram convocados para esclarecer possíveis irregularidades em processo de aquisição do Master pelo BRB
A Polícia Federal retoma nesta 3ª feira (27.jan.2026) o depoimento de mais 4 investigados por fraudes financeiras no Banco Master. A expectativa dos investigadores é que sejam esclarecidas possíveis irregularidades na tentativa de venda da instituição para o BRB (Banco de Brasília).
As audiências são acompanhadas pelo gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do processo, pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pela delegada Janaina Pereira Lima Palazzo, responsável pela condução do inquérito.
Serão ouvidos:
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do BRB, às 8h;
- Luiz Antonio Bull, ex-diretor de Compliance do Master, às 10h;
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva, executivo do Master, às 14h;
- Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Master e atual sócio do Banco Pleno (ex-Voiter), às 16h.
Na 2ª feira (26.jan), o ex-diretor financeiro do Banco de Brasília, Dario Oswaldo Garcia Junior, respondeu todas as perguntas dos investigadores durante o depoimento. Alberto Felix de Oliveira, ex-funcionário do Master, apenas declarou que não tinha competência para aprovar os contratos. Ele não quis responder as perguntas dos investigadores, alegando não ter tido acesso à integralidade dos autos.
André Felipe de Oliveira Seixas Mais, ex-funcionário do Banco Master, e Henrique Souza e Silva Peretto, empresário ligado a empresas envolvidas nas operações investigadas, também não quiseram responder os questionamentos durante a audiência sobre a Lei do Abuso de Autoridade.
BANCO MASTER
A PF apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro orquestrado pelos sócios do Master e fundos de investimento. Desde dezembro, o caso está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, por haver indícios de envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro.
A liquidação extrajudicial do Master e do Will Bank representou o maior rombo bancário do país. Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento, cujo banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.
Propostas de Amilton Filho convertidas em leis reconhecem importância de ligas acadêmicas e associações sem fins lucrativos
Lidiane 27 de janeiro de 2026
Durante o segundo semestre de 2025, o deputado Amilton Filho (MDB) propôs 21 projetos de lei em benefício da população goiana, com impacto nas organizações prestadoras de serviços sem fins lucrativos relevantes à coletividade, bem como iniciativas em prol da saúde pública, da educação e do meio ambiente.
Ao todo, quatro matérias foram aprovadas em definitivo pela Assembleia Legislativa e obtiveram a sanção do Executivo; 17 projetos de lei continuam em tramitação. Entre as propostas que viraram lei está a de nº 23398/25, que institui o Dia Estadual das Ligas Acadêmicas, com autoria compartilhada com o deputado Charles Bento (MDB).
Para o parlamentar, as ligas acadêmicas representam uma das mais importantes formas de organização estudantil no ensino superior goiano, constituindo-se em espaços de ensino, pesquisa e extensão que complementam a formação acadêmica tradicional, além de promoverem impacto positivo junto à comunidade.
Outras três leis propostas por Amilton Filho declaram como de utilidade pública associações sediadas no interior do Estado. Por meio do projeto nº 23397/25 foi contemplada a Associação Sem Fronteiras Anjos da Paz (Asfap), com sede no município de Acreúna, devido ao seu relevante papel na promoção da assistência social.
Já a proposta nº 22611/25 resultou no reconhecimento da Associação Desportiva e Social União Esportes, sediada no município de Anápolis, como entidade de utilidade pública. A associação desenvolve atividades sociais do desporto amador em modalidades recreativas, culturais, de saúde e educacionais.
Por fim, o quarto projeto de lei sancionado, o de nº 18835/25, declara de utilidade pública a Associação Desportiva Garra, sediada no município de Itumbiara. Por meio de diversas iniciativas, a associação tem contribuído significativamente para a formação de futuros atletas, desenvolvendo programas culturais, assistenciais e esportivos.
Atualmente, no segundo mandato como deputado por Goiás, Amilton Filho é presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor e membro titular das comissões de Educação e Organização dos Municípios.
Propostas em tramitação
Entre os projetos de lei apresentados, destaca-se o de nº 19690/25, que dispõe sobre a obrigatoriedade de acompanhamento por profissional de fisioterapia a pacientes com doença renal crônica (DRC) durante a hemodiálise nos estabelecimentos de saúde pública do Estado. A matéria foi encaminhada à Comissão de Saúde para designação de relatoria.
O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir um cuidado integral e humanizado aos pacientes com doença renal crônica, cuja condição progressiva e debilitante compromete gravemente a saúde, a funcionalidade e a qualidade de vida.
No âmbito educacional, o projeto de lei nº 19691/25 institui a Política Estadual de Capacitação Tecnológica e Inclusão Digital para Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), tendo sido encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) para a apreciação dos aspectos jurídicos e legais por um relator.
Para o parlamentar, “a Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um pilar essencial para a promoção da igualdade social, proporcionando aos indivíduos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos em idade apropriada a chance de obter conhecimento e melhorar suas condições de vida”.
A criação da política estadual, defende Filho, visa a beneficiar indivíduos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos em idade apropriada, oferecendo aos estudantes da EJA as ferramentas necessárias para se inserirem no mercado de trabalho e no empreendedorismo digital, de forma a fortalecer a economia criativa.
Para a preservação da paz social, normas e diretrizes governamentais de proteção ao meio ambiente, o projeto de lei nº 32019/25 disciplina o uso de som automotivo, com autoria compartilhada com os deputados Bruno Peixoto (UB) e Coronel Adailton (SD). A matéria foi aprovada em segunda fase de votação no final de dezembro e segue para sanção ou veto do governador.
O objetivo da proposta é disciplinar o uso de som automotivo, a fim de assegurar a proteção ao sossego público, à saúde humana, ao meio ambiente e ao bem-estar coletivo. A matéria, segundo os autores, apresenta crescente relevância social diante do aumento de reclamações relacionadas a ruídos excessivos, especialmente, em áreas residenciais, o que evidencia a necessidade de regulamentação clara e eficaz.
A Prefeitura de Goiânia ampliou o alcance do IPTU Social e de outras isenções tributárias que, juntas, somam mais de R$ 860 milhões em benefícios fiscais previstos para 2026. A política atende mais de 114 mil imóveis pertencentes a famílias em situação de vulnerabilidade, associações filantrópicas, igrejas, centros religiosos, entidades sociais e pequenos produtores rurais com lavouras em áreas urbanas.
Ao detalhar os números nesta segunda-feira (26/1), o prefeito Sandro Mabel destacou que a ampliação do programa é resultado de uma gestão marcada por austeridade, reorganização fiscal e combate a desperdícios.
“Temos tocado a prefeitura com responsabilidade. Em 2025, enfrentamos a corrupção, fizemos cortes e reduzimos a dívida da Comurg em R$ 2,3 bilhões. Cuidamos do dinheiro de quem paga IPTU e espera que ele seja bem aplicado”, afirmou.
Segundo o prefeito, a atualização do valor venal máximo dos imóveis aptos ao IPTU Social, que passou de R$ 173,8 mil para R$ 181,6 mil, permitiu ampliar o número de beneficiários.
“Essa medida protege diretamente 100.288 famílias, o que representa cerca de 350 mil pessoas em Goiânia. É justiça social aliada à responsabilidade fiscal”, explicou Mabel.
O programa mantém critérios sociais rigorosos, sendo destinado exclusivamente a famílias que possuem um único imóvel residencial, assegurando que a isenção alcance quem realmente necessita. A iniciativa reforça o compromisso da gestão com o direito à moradia, a dignidade das famílias e a redução das desigualdades.
Durante a apresentação, Mabel ressaltou que o equilíbrio das contas públicas viabiliza a ampliação das políticas sociais: “A austeridade adotada nos últimos 12 meses mostra que é possível fortalecer a arrecadação responsável e, ao mesmo tempo, ampliar a proteção social, garantindo sustentabilidade financeira ao município”, pontuou.
Valor total lançado do IPTU 2026 é de R$ 1,4 bilhão
As regiões com maior número de imóveis beneficiados pelo IPTU Social são Oeste (29.093), Sudoeste (23.597), Noroeste (15.851), Norte (11.412), Central (10.872), Sul (9.444) e Leste (7.162). O secretário municipal da Fazenda, Valdivino Oliveira, destacou ainda que o imposto chega aos contribuintes em 2026 sem reajuste real.
“Houve apenas a correção inflacionária de 4,4%. Evoluímos nos benefícios e reduzimos o peso da cobrança”, resumiu.
Para este ano, o valor total lançado do IPTU é de R$ 1,4 bilhão. Os recursos serão destinados à modernização da educação municipal, à reconstrução da rede de saúde, com a construção de oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), e ao plano de investimentos que deve ultrapassar R$ 4 bilhões nos próximos três anos.
“Estamos construindo uma Goiânia mais humana e responsável, sabendo que o IPTU sai do bolso do trabalhador e precisa ser bem aplicado”, reforçou o prefeito.
Pagamento à vista, com 10% de desconto, pode ser feito até 20/2
Representando a Câmara Municipal, o vereador Wellington Bessa destacou a relevância social da medida: “Sabemos das dificuldades das famílias para arcar com tributos. Ver essa arrecadação retornar em investimentos concretos e justiça social é fundamental”, afirmou.
Os contribuintes já podem acessar o boleto do IPTU 2026 no site oficial da Prefeitura de Goiânia. O pagamento pode ser feito à vista, com 10% de desconto até 20 de fevereiro, de forma parcelada ou via PIX, utilizando o QR Code disponível na guia.
Javier Milei compartilha foto de embaixador com Flávio e Eduardo em Israel
Lidiane 26 de janeiro de 2026
Flávio viajou a Israel na 3ª feira (20.jan.2026) para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, em 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém
O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), compartilhou em seu perfil no X uma foto do embaixador argentino em Israel, Axel Wahnish, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A imagem foi registrada depois de um almoço na embaixada da Argentina no país.
Na legenda da publicação, Milei escreveu “Viva la libertad, carajo”, um de seus slogans políticos.
Além do encontro com Wahnish, Flávio e Eduardo se reuniram com o eurodeputado espanhol Jorge Buxadé (Vox, direita). Em postagem nas redes sociais, ele afirmou que “nem a perseguição injusta nem as mentiras” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus aliados impediriam os Bolsonaro de seguir na defesa da “ordem, liberdade e prosperidade” para o Brasil. Buxadé também chamou Flávio Bolsonaro de “futuro presidente”.

Os irmãos também se encontraram com o fundador da Fundação Aliados de Israel, Josh Reinstein, que disse ter ficado animado ao conhecer Flávio, a quem se referiu como “futuro presidente do incrível país Brasil”.

A agenda incluiu ainda reuniões com o deputado português Pedro Frazão (Chega!, direita) e com Maria-Georgiana Teodorescu, ligada ao partido romeno AUR (direita).


FLÁVIO EM ISRAEL
O senador viajou a Israel na 3ª feira (20.jan.2026) para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, marcada para 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O evento deve contar com a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
No domingo (18.jan), o senador voltou a defender a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, proposta que já havia sido levantada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato, mas que não foi implementada.
Além de Israel, o senador deve passar por Bahrein e Emirados Árabes e voltar ao Brasil em fevereiro. O objetivo da viagem é reforçar a candidatura à presidência de Flávio com líderes de direita no exterior.
Goiás pode ter política pública para fomentar criação de startups na área da saúde
Lidiane 26 de janeiro de 2026
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia, por meio do projeto de lei nº 31923/25, instituir em Goiás o Programa Estadual de Fomento ao Ecossistema de Startups de Saúde Digital (e-Health Goiás), com o objetivo de promover ambiente favorável ao desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras aplicadas à área da saúde.
A medida visa a ampliar o acesso da população goiana aos serviços de saúde e posicionar o Estado na vanguarda da inovação tecnológica na área. Em sua justificativa, Cruvinel frisa que a proposta ancora-se em dados concretos sobre o ecossistema de inovação goiano, as carências da rede estadual e as tendências globais que estão transformando a medicina e a gestão sanitária.
Entre os objetivos do programa estão estimular a criação e o fortalecimento de startups de saúde digital sediadas no Estado de Goiás; promover a articulação entre o setor público de saúde, a iniciativa privada, as instituições de ensino superior e os centros de pesquisa; fomentar a integração de soluções tecnológicas inovadoras no Sistema Único de Saúde (SUS); e contribuir para a ampliação do acesso da população goiana a serviços de saúde de qualidade, especialmente nas regiões com carência de profissionais especializados.
O parlamentar aponta projeções que indicam que o mercado de saúde digital no Brasil poderá ultrapassar R$ 5 bilhões em investimentos anuais até 2028. Desse modo, frisa que Goiás tem condições de se posicionar como polo de referência na área, visto que o Estado já conta com infraestrutura de apoio à inovação, instituições de ensino superior de qualidade e uma rede de saúde pública que tem demonstrado abertura à incorporação de tecnologias digitais.
“A criação do Programa e-Health Goiás permitirá articular esses atores, atrair investimentos, reter talentos e gerar soluções inovadoras capazes de atender tanto às demandas locais quanto de outros estados e países”, defende Virmondes Cruvinel.
Segundo o deputado, o momento é propício para a implementação da medida, visto que o ecossistema de inovação está amadurecido, o mercado de healthtechs está em expansão, o Estado já possui experiência consolidada em saúde digital e a sociedade reconhece a importância das tecnologias para ampliar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde.
“O Programa e-Health Goiás não apenas fortalecerá o setor de startups, mas também posicionará Goiás como protagonista da transformação digital da saúde no Brasil, com benefícios diretos e duradouros para toda a população goiana”, enfatiza o autor da proposta.
O projeto de lei foi enviado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e será distribuído para relatoria após o fim do recesso legislativo.
Um homem foi impedido de atentar contra a própria vida na manhã deste sábado (24/1), em Senador Canedo. A ação bem-sucedida foi resultado da atuação integrada entre a Guarda Civil Municipal, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e o sistema de videomonitoramento da cidade.
A ocorrência teve início quando operadores do videomonitoramento identificaram um indivíduo escalando um poste na região do Jardim Flamboyant. A cena levantou a suspeita de um possível ato contra a própria vida, o que acionou o protocolo de emergência.
Diante da gravidade da situação, as equipes da GCM, da PM e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas imediatamente. Elas se deslocaram para o local com o objetivo único de realizar um atendimento que priorizasse a preservação da vida.
No local, as forças de segurança realizaram um trabalho conjunto de contenção e negociação. Após um período de diálogo e de uma abordagem técnica especializada, os esforços foram bem-sucedidos. O indivíduo decidiu desistir do ato e foi resgatado de forma segura pelos militares do Corpo de Bombeiros.
Em seguida, ele foi encaminhado a uma unidade de saúde para receber atendimento especializado. Conforme informações apuradas pelas equipes no local, o homem é usuário de medicação controlada e havia ingerido bebida alcoólica antes do incidente. Essa combinação de fatores teria ocasionado um surto psicótico.
A ocorrência reforça a importância da integração operacional entre os diversos órgãos de segurança pública. O uso estratégico da tecnologia, como o videomonitoramento, se mostrou uma ferramenta decisiva na prevenção de uma tragédia e na proteção da vida.
Depois da liberação do Paraguai, medida depende do Congresso para avançar; biólogos afirmam que cultivo pode causar impactos ambientais
O Paraguai sancionou em 22 de dezembro uma lei que abre caminho para o cultivo de tilápias no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A medida permite a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos do país e, na prática, viabiliza a tilapicultura no empreendimento binacional, antes proibida por restrições legais.
O avanço do projeto agora depende das autoridades brasileiras. Há apoio da direção de Itaipu e do governo federal, por meio do Ministério da Pesca. Projeções da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) divulgadas pelo Planalto afirmam que o reservatório teria capacidade de suportar produção de 400 mil toneladas de peixe por ano.
A liberação, no entanto, depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que proíbe o uso de espécies exóticas (de fora da bacia hidrográfica) no reservatório. Qualquer alteração no documento precisa passar pelo aprovação do Congresso.
A análise no Legislativo ainda deve demorar. Procurada pelo Poder360, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) disse que não há neste momento movimentação concreta, tramitação em curso ou qualquer tipo de articulação para revisar o acordo.
O grupo defende que cabe ao governo coordenar os próximos passos técnicos, como estudos de capacidade de suporte do reservatório e a construção de um protocolo para a concessão de áreas aquícolas. Para os congressistas, qualquer autorização deve estar condicionada a critérios sólidos, com licenciamento ambiental, monitoramento permanente e governança binacional.
“Uma eventual revisão formal do acordo bilateral pode, sim, passar pelo Congresso, mas isso não está colocado agora na mesa. O foco imediato precisa ser dar previsibilidade técnica e regulatória ao setor. Consideramos fundamental que o Ministério da Pesca apresente um cronograma claro de ações. O setor produtivo precisa de sinalização objetiva para planejar investimentos”, disse a FPA.
RISCOS AMBIENTAIS
Segundo o biólogo e professor de ecologia Jean Vitule, a introdução de tilápias em Itaipu pode causar problemas para outras espécies e ecossistemas dentro e fora do reservatório. Ele afirma que há escapes de peixes em 100% dos locais de cultivo de tilápias em tanques-rede, o método de produção com gaiolas deve ser introduzido na hidrelétrica, segundo a Usina.
“Todo reservatório tem rios adjacentes. A tilápia, depois que escapa, não é como um poluente químico, é poluente biológico, ele pode correr da foz para nascente, no sentido contrário ao rio, diferente de um poluente químico ou biológico”, diz o professor, que coordena o Laboratório de Ecologia e Conservação do Departamento de Engenharia Ambiental da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
Vitule afirma que ventos ou chuvas fortes, acidentes com troncos ou até mesmo o controle de vazão do reservatório podem causar acidentes que virem, abram ou rasguem os tanques.
O professor cita ainda a capacidade da tilápia de atrair outras espécies exóticas como o mexilhão dourado, que já é um problema no reservatório de Itaipu: “Ela vai facilitar outras espécies pela quantidade de nutrientes e pela área, vai ser um lugar ideal para o mexilhão dourado se incrustar. Isso causa problemas de manutenção, os tanques afundam, pode aumentar as densidades de mexilhão, pode entupir e fazer com que Itaipu use reagentes químicos, o que pode causar sérios problemas para toda sociedade, inclusive civil”.
A característica invasora da tilápia eleva ainda mais o risco dos impactos ambientais. A bióloga Gilmara Junqueira afirma que a espécie tem alta capacidade de resistir e se adaptar a diferentes tipos de temperatura e ambiente, inclusive em condições consideradas extremas. Essas vantagens favorecem as tilápias em ambientes alterados como um reservatório e, em casos de escape, também fora dele.
Segundo Gilmara, que se apresenta como “Doutora dos Peixes”, uma vez fora do ambiente controlado, a tilápia é capaz de competir por recursos e causar desequilíbrios em outros ecossistemas e até em áreas de preservação. As tilápias que escapam também podem levar parasitas que contaminam os peixes nativos. O traço territorialista e a alta capacidade reprodutiva também são fatores que contribuem para que a espécie se sobressaia.
Dentre todas as espécies do Brasil, incluindo peixes, animais terrestres, plantas e vírus, a tilápia é a que tem mais registros científicos documentados de impactos ambientais, segundo o Relatório Temático Sobre Espécies Invasoras da BPBES (Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), que teve Vitule como um dos coordenadores
O QUE DIZ ITAIPU
A hidrelétrica disse ao Poder360 que a eventual introdução das tilápias no reservatório não impactará a operação de geração de energia e que não haverá conflitos entre os diferentes usuários da água.
O reservatório de Itaipu já é de múltiplo uso. Além da geração de energia, a área de 1.350 quilômetros quadrados é utilizada para armazenamento de água, sedimentação animal e produção comercial, além de ser fonte de água de diversas espécies da fauna local.
Questionada sobre os protocolos para minimizar riscos ao meio ambiente, a usina disse que a principal medida de segurança será a manutenção da qualidade de água do reservatório, altamente influenciada pela dinâmica do entorno. A hidrelétrica cita como exemplo atividades agropecuárias e agroindustriais, ocupação populacional e impactos de ações de conservação ambiental.
Itaipu listou ainda outras medidas de segurança que devem ser adotadas:
- Monitoramento ambiental do meio aquáticos das áreas produtivas;
- Uso de rações adequadas e emprego de protocolos de alimentação de alta eficiência;
- Ferramentas para impedir a reprodução: populações monossexo e/ou emprego da inversão sexual;
- Controle sanitário e uso de ferramentas de prevenção, como vacinas;
- Emprego de animais com rastreabilidade sanitária e genética;
- Uso de estruturas de cultivo robustas, providas de sistemas de monitoramento operativo/automação;
- Atendimento dos condicionamentos ambientais atrelados às licenças;
- Emprego das áreas do reservatório com maior resiliência ambiental.










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