“Meu filho estava trabalhando”, desabafa mãe de adolescente agredido por PM em Catalão
Lidiane 17 de julho de 2026
A mãe do adolescente de 16 anos agredido por um policial militar (PM) dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás, usou as redes sociais para desabafar sobre o caso e pedir justiça. Em uma publicação, ela afirmou que o filho já cometeu erros no passado por ser menor de idade e pilotar moto, mas destacou que, no momento das agressões, o jovem aprendiz estava trabalhando e não praticava qualquer irregularidade.
No texto, a mãe relatou que nunca imaginou precisar expor uma situação como essa e disse que ficou devastada ao ver as imagens registradas pelas câmeras de segurança da empresa.
“Como mãe, meu coração está destruído com tudo o que aconteceu hoje com meu filho. Ele tem 16 anos, já cometeu erros e nunca escondemos isso. Ele já andou de moto sendo menor de idade e sem habilitação, e já enfrentou as consequências dessas escolhas. Mas uma mãe nunca espera ver o filho ser tratado com violência”, afirmou.
O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (16), por volta das 7h30, quando o adolescente chegou para abrir a loja onde atua como jovem aprendiz há cerca de três meses. Imagens mostram o momento em que uma viatura da Polícia Militar estaciona em frente ao estabelecimento. Em seguida, um sargento entra na empresa e passa a agredir o adolescente alegando que ele o teria encarado.
Durante a abordagem, o policial dá tapas, empurra o jovem contra a parede, o derruba no chão, desfere chutes e faz diversas ameaças de morte. Em um dos trechos gravados, ele afirma: “Todo vagabundo trabalha com coisa de moto.” Em outro momento, diz: “Polícia aqui mata mais que o capeta. Ninguém encara polícia aqui no Goiás, não.”
O militar ainda ordena que o adolescente peça demissão do emprego, ofende o patrão e a mãe da vítima. Segundo o adolescente, ele nunca havia visto o policial antes daquele dia.
Mesmo depois de deixar o jovem caído e ferido, o sargento ainda arremessa uma cadeira em sua direção antes de sair da loja. A vítima permaneceu no chão por cerca de meia hora e só recebeu ajuda quando uma colega de trabalho chegou ao local. Ela sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e o caso foi registrado na Polícia Civil.
No desabafo, a mãe reforçou que nenhuma pessoa merece ser submetida à violência registrada pelas câmeras. Ela informou que a família já adotou as medidas judiciais cabíveis, acompanhada por advogados, e disse confiar que a apuração dos fatos será feita com base nas provas.
A Polícia Militar informou que o sargento foi encaminhado ao batalhão para prestar esclarecimentos e que instaurou procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do militar. A corporação também afirmou que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes.
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Novos detalhes revelam a violência sofrida pelo jovem aprendiz de 16 anos agredido por um sargento da Polícia Militar dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás. Além das agressões físicas e ameaças de morte, as imagens mostram que o policial tentou obrigar o adolescente a pedir demissão, fez ofensas ao patrão e à mãe da vítima e afirmou que “todo vagabundo trabalha com coisa de moto”. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (16), quando o menor havia acabado de chegar para abrir o estabelecimento onde trabalha há apenas três meses.
As câmeras de segurança registraram o momento em que a viatura para em frente à loja, por volta das 7h30. O policial entra no local, aborda o adolescente e inicia as agressões sob a justificativa de que o jovem estaria “encarando” a viatura. A vítima nega a acusação e tenta explicar que apenas havia chegado para trabalhar.
Mesmo após derrubar o adolescente no chão, o policial continua a agredi-lo com chutes e tapas. O jovem permanece ferido, sem qualquer reação, enquanto escuta novas ameaças. Em outro momento, o militar afirma: “Polícia aqui mata mais que o capeta. Ninguém encara polícia aqui no Goiás, não. Quem é você para encarar a polícia?”
As imagens ainda mostram o policial exigindo que o adolescente deixasse o emprego. Aos gritos, ele ordena: “Pede demissão para esse filho da p*** desse seu patrão”. Em seguida, pergunta se o jovem quer ajuda para ir embora. Assustado, o adolescente responde: “Vou pedir demissão. Vou ligar para o meu patrão agora.”
Segundo a vítima, ela nunca havia visto o policial antes daquele dia. O adolescente afirmou que aquele foi o primeiro contato entre os dois e que não entende o motivo da abordagem.
As ameaças continuaram mesmo quando o policial já se preparava para deixar a loja. Em outro trecho da gravação, ele afirma que, caso encontrasse o adolescente pilotando uma motocicleta pela cidade, não apreenderia o veículo, mas mataria o jovem. O militar também insultou a mãe da vítima durante a ação.
Antes de sair do estabelecimento, o sargento ainda arremessa uma cadeira na direção do adolescente, que permanece caído no chão e precisa se encolher para evitar ser atingido.
De acordo com a apuração, o jovem permaneceu caído dentro da loja por cerca de meia hora. Ele só recebeu ajuda quando uma colega de trabalho chegou na loja de motopeças e acionou o socorro. O adolescente sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e a mãe registrou boletim de ocorrência.
A Polícia Militar informou, por meio de nota, que tomou conhecimento dos fatos e adotou as medidas legais, administrativas e disciplinares para apurar a conduta do sargento, que foi encaminhado ao batalhão para ser ouvido. A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes.
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Um sargento da Polícia Militar de Goiás (PMGO), de 101 anos, foi homenageado pela corporação em Catalão. Segundo a PM, Venâncio de Souza Pinto é um dos militares mais antigos e, possivelmente, o policial militar mais longevo do estado.
A homenagem foi realizada na residência dele, na última sexta-feira (11), pelo Comando de Valorização do Militar Veterano (CVMV), dentro do programa PMGO com o Veterano, iniciativa que promove visitas a ex-integrantes da corporação em todas as regiões de Goiás. Atualmente, a Polícia Militar tem mais de 8 mil militares veteranos.
Venâncio ingressou na corporação em 1946 e construiu uma carreira que também inspirou a família a seguir na segurança pública. Um de seus netos é oficial da PM, uma filha atua na Polícia Técnico-Científica e uma neta é policial penal.
Ao Mais Goiás, o neto de Venâncio, o major Aguiar, contou que o avô costuma relembrar as dificuldades enfrentadas no início da carreira na Polícia Militar. Segundo ele, Venâncio atuava sozinho em cidades como Cristalina e Catalão, acumulando, em alguns momentos, as funções de delegado.
Sem viaturas, fazia deslocamentos a pé ou a cavalo e, quando precisava percorrer longas distâncias, recorria a carros emprestados por fazendeiros da região. Aguiar disse que as histórias reforçam a admiração da família pela trajetória do policial e outro motivo de orgulho para o veterano era ter trabalhado ao lado do ex-governador Pedro Ludovico Teixeira, fato que ele faz questão de recordar.
“Sabendo que hoje eu também trabalho no Palácio do Governo, ele fala que abriu as portas para a gente. Então, isso, além de marcar ele, também marca a gente que escuta essas histórias”, afirmou.
A cerimônia reuniu familiares, amigos, vizinhos e autoridades militares. Também participaram a Banda de Música da PMGO, policiais do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e militares de unidades da região.
O programa é comandado pelo tenente-coronel Kássio Michel Pires de Sena e coordenado pela 1ª tenente Rosângela Aguiar, responsável pela organização das visitas aos veteranos.
“O veterano não representa o passado da Polícia Militar. Ele representa as raízes da nossa instituição. Cada visita reafirma que a PMGO não esquece aqueles que construíram sua história. Essa homenagem ao Sargento Venâncio é uma homenagem a todos os nossos veteranos”, afirmou o tenente-coronel Kássio Sena.
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A Comissão de Cultura, Esporte e Lazer da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou, no primeiro semestre de 2026, três reuniões deliberativas, com número significativo de matérias aprovadas. Ao todo, foram 70 processos com pareceres positivos acatados. Outros 25 estão sob análise da relatoria e devem ser apreciados no início do segundo semestre.
Aprovação de matérias
Nesse sentido, a primeira reunião da Comissão de Cultura, em 2026, aprovou 23 processos legislativos. Medidas de reconhecimento e inclusões no calendário oficial predominaram na pauta, com matérias voltadas à valorização cultural, à criação de datas e campanhas, além da análise de políticas públicas de esporte e lazer.
Também foi acatada a proposta de Dr. George Morais (MDB) que inclui, no calendário goiano, o Mês Estadual da Segurança e Saúde no Trabalho – Abril Verde, além de iniciativa de Jamil Calife (PP) que concede à cidade de Catalão o título de Capital Estadual das Terras Raras.
Já o segundo encontro do colegiado acatou relatórios favoráveis a 23 matérias, incluindo propostas de reconhecimento de festas tradicionais, eventos religiosos, manifestações culturais e iniciativas de incentivo ao esporte em diversas regiões do Estado.
Entre os projetos validados, está a inclusão da Exposição Agropecuária de Iporá (Expo Iporá) no Calendário Cívico, Cultural e Turístico de Goiás e o reconhecimento à Festa de São Sebastião, em Santa Bárbara de Goiás, como Patrimônio Cultural Imaterial goiano, ambos assinados por Dr. George Morais.
Na reunião, também foram concedidos sinais verde a matérias que tratam de manifestações tradicionais do interior do Estado, como o desfile de carros de bois de Nazário, proposta por Lucas do Vale (PSD); a Cavalgada Amigos de Araguapaz e a Festa Junina de Buritinópolis, ambas de autoria de Amilton Filho (MDB). Outro destaque é a proposta de Antônio Gomide (PT) que reconhece o Pico dos Pireneus como patrimônio natural, geográfico, paisagístico e cultural de Goiás.
Na área cultural e gastronômica, os deputados validaram uma matéria que especifica patrimônios gastronômicos do Estado, incluindo o empadão goiano, a pamonha goiana, a chica doida, o pequi e os pit dogs. A matéria é assinada por Coronel Adailton (SD). Avançou, ainda, um projeto voltado à criação de memorial virtual de personalidades históricas, culturais e políticas de Goiás, proposto por Antônio Gomide.
Já no último encontro, foram aprovadas 24 proposituras que tratam de assuntos como homenagens e também sobre a ampliação do calendário oficial de eventos e o reconhecimento de festividades realizadas no Estado.
A reunião teve como destaque a aprovação do projeto que declara como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado e inclui, no calendário oficial de eventos, o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), de iniciativa de Lucas do Vale. Realizado anualmente na cidade de Goiás, o evento reúne produções audiovisuais nacionais e estrangeiras, com foco em sustentabilidade e diversidade cultural.
Seminário e audiência pública
A Comissão de Cultura, Esporte e Lazer encabeçou, ainda, dois debates ao longo do semestre. Um deles foi o Seminário Estadual de Soluções Fundiárias: Em Defesa do Direito à Terra e à Moradia, realizado em fevereiro na Casa de Leis, em parceria com a Assessoria Adjunta de Atividades Culturais da Casa.
Já em maio, o colegiado promoveu uma audiência pública para debater a execução da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em Goiás e a suspensão do Chamamento Público nº 05/2025, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). O objetivo foi ampliar o diálogo sobre transparência, fiscalização e participação popular na aplicação dos recursos públicos destinados à cultura.
Atribuições
A Comissão de Cultura, Esporte e Lazer é responsável por analisar matérias relacionadas à preservação e ao desenvolvimento da cultura no Estado, incluindo a proteção do patrimônio histórico, geográfico, arqueológico, artístico e científico.
Também compete ao colegiado apreciar propostas sobre datas comemorativas e homenagens cívicas, diversões e espetáculos públicos, gestão da documentação governamental e do patrimônio arquivístico estadual, além de temas ligados ao sistema desportivo, à política estadual de educação física e às normas que tratam da cultura e do esporte.
Membros do colegiado
Além do deputado Mauro Rubem (PT), na presidência, compõem o colegiado os seguintes deputados titulares: Coronel Adailton, Major Araújo (PL), Talles Barreto (UB), Lucas Calil (PRD), Ricardo Quirino (Republicanos) e Gugu Nader (PSDB). Já os suplentes são: Karlos Cabral (PSB), Henrique César (Podemos), Amauri Ribeiro (PL), Wagner Camargo Neto (SD), Bia de Lima (PT), Lineu Olimpio (MDB) e Veter Martins (PSB).
Fertilizante
Os ajustes começaram em 8 de julho e fazem parte da revisão do plano operacional para o segundo semestre de 2026
Atividades em Catalão devem retornar após melhora do cenário externo | Foto: Mosaic
A Mosaic anunciou uma redução temporária na produção de fertilizantes fosfatados no Brasil, medida que também atinge a unidade de Catalão, no sudeste de Goiás. Segundo a empresa, a decisão foi tomada por causa das restrições globais no fornecimento de enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação desse tipo de fertilizante.
A companhia informou que os ajustes começaram em 8 de julho e fazem parte da revisão do plano operacional para o segundo semestre de 2026. Em Catalão, a paralisação temporária já prevista será prorrogada. A empresa não informou por quanto tempo a unidade ficará parada e condiciona a retomada à normalização do fornecimento global do insumo.
Segundo a Mosaic, a crise no enxofre é resultado de um conjunto de fatores, como instabilidade geopolítica, dificuldades em rotas marítimas internacionais, aumento da demanda global e pressão nos custos. A alta dos preços e a menor disponibilidade da matéria-prima levaram a companhia a reorganizar parte das operações no país.
Além de Catalão, outras unidades também serão afetadas. A unidade de Candeias, na Bahia, terá as atividades temporariamente paralisadas; Palmeirante, no Tocantins, e Sorriso, em Mato Grosso, terão redução na produção; e o complexo de Uberaba, em Minas Gerais, deve entrar em hibernação gradual a partir de setembro. A Mosaic afirmou que “as medidas adotadas são uma resposta temporária às condições extraordinárias do mercado e não representam mudança na estratégia de longo prazo da companhia”.
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PREJUÍZO
Segundo a polícia, o suspeito orientava os clientes a deixar de pagar as parcelas, afirmando que isso fortaleceria as negociações
Advogado é preso em Catalão por suspeita de golpes contra clientes (Foto: Magnific)
Um advogado foi preso preventivamente em Catalão, no sudeste de Goiás, na tarde de terça-feira (7), suspeito de aplicar golpes contra clientes e causar um prejuízo estimado em R$ 700 mil. Segundo a Polícia Civil, o investigado atraía vítimas com a promessa de reduzir parcelas de financiamentos imobiliários e obter decisões favoráveis em ações revisionais de contratos.
De acordo com as investigações, o advogado utilizava a profissão para conquistar a confiança dos clientes e solicitava pagamentos referentes a custas processuais e depósitos judiciais. No entanto, os valores não eram repassados ao Poder Judiciário, o que impedia o andamento dos processos.
Além disso, ele orientava os clientes a interromper o pagamento das parcelas dos financiamentos, alegando que isso fortaleceria as negociações com as empresas responsáveis pelos contratos. A orientação colocou diversas vítimas em risco de perder os imóveis.
A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Catalão. Também foi determinado o bloqueio de R$ 700 mil, valor correspondente ao prejuízo estimado até o momento.
Segundo a Polícia Civil, a medida foi solicitada para impedir que o investigado interferisse nas investigações ou continuasse praticando crimes. O inquérito segue em andamento para identificar outras vítimas, esclarecer todos os fatos e reunir novos elementos sobre o caso.
O nome do homem não foi divulgado, e por isso, a defesa dele não foi localizada.
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recuperação ambiental
As investigações tiveram início após denúncias de vazamento de elementos químicos entre o fim de 2020 e o início de 2021
Acordos homologados pela Justiça preveem compensação pela contaminação do solo e do lençol freático (Foto: Freepik)
Uma mineradora terá que destinar R$ 11 milhões para reparar e compensar danos ambientais causados pela contaminação do solo e do lençol freático em Catalão. Os recursos foram garantidos em dois acordos homologados pela Justiça entre o Ministério Público de Goiás (MPGO) e a CMOC Brasil, que também deverá cumprir medidas para recuperar a área afetada e monitorar a qualidade das águas subterrâneas e superficiais.
O problema começou entre o fim de 2020 e o início de 2021, quando denúncias apontaram o vazamento de elementos químicos em tanques do terminal rodoferroviário da mineradora. Investigações posteriores confirmaram que os níveis de substâncias tóxicas no solo, no lençol freático e nos rios locais superavam os limites permitidos por lei.
Dano ambiental e acordo milionário
A quantia total de R$ 11 milhões é o resultado de duas frentes jurídicas distintas coordenadas pelo Ministério Público. Na esfera criminal, foi firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) no valor de R$ 5 milhões, enquanto outros R$ 6 milhões foram garantidos na esfera cível por meio de uma Ação Civil Pública (ACP).
Os recursos serão divididos em três partes. R$ 5 milhões serão destinados ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Catalão e outros R$ 5 milhões ao Fundo Estadual de Meio Ambiente de Goiás (Fema). O R$ 1 milhão restante será repartido entre o Fundo Municipal da Infância de Catalão, a Santa Casa de Misericórdia, o Asilo São Vicente de Paulo e o Abrigo Antero da Costa Carvalho.
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Obrigações ambientais
Além das compensações financeiras, a CMOC Brasil terá que cumprir uma série de exigências técnicas e práticas para mitigar o impacto na região. A mineradora está obrigada a finalizar o diagnóstico do passivo ambiental e a mapear os riscos potenciais à saúde da população local.
Para garantir a recuperação a longo prazo, a empresa deverá monitorar semestralmente a qualidade da água e executar planos de intervenção imediatos caso as análises apontem necessidade. Por fim, a mineradora fica terminantemente proibida de descartar efluentes fora dos limites e padrões estabelecidos pela legislação vigente.
Posicionamento do MPGO
Segundo o promotor de Justiça Roni Alvacir Vargas, responsável pelo caso, os acordos garantem a reparação integral dos danos causados. O Ministério Público entende que cumpriu seu papel constitucional de defender e proteger o meio ambiente, assegurando uma resposta efetiva e completa para a comunidade mesmo diante da impossibilidade de se evitar o acidente inicial.
O Mais Goiás procurou a CMOC Brasil para comentar os acordos homologados pela Justiça. Até a publicação desta matéria, a empresa não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.
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O empresário Pedro Gravata, radicado em Catalão, está na Venezuela desde o dia 1º de julho para ajudar famílias atingidas pelos terremotos que devastaram o norte do país no fim de junho. Antes de se estabelecer em Goiás, o brasileiro viveu em território venezuelano, apresentou um programa de entrevistas e, segundo seu próprio relato, chegou a ser preso após conflitos com o governo de Nicolás Maduro.
“A Venezuela sempre foi a minha casa. Foi aqui que comecei a construir minha carreira e onde muitas pessoas me ajudaram. Não poderia ser diferente. Estou com eles nas horas boas e, principalmente, nas horas ruins”, explicou ao Mais Goiás.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela em 24 de junho, com apenas 39 segundos de intervalo. Segundo o balanço oficial divulgado na terça-feira (7), o número de mortos chegou a 3.685, enquanto quase 18 mil pessoas permanecem deslocadas.
Destruição e buscas por sobreviventes
Segundo Pedro, o cenário encontrado nas regiões atingidas é de destruição e desespero. “Em La Guaira, onde fica o aeroporto, vários prédios vieram abaixo. Em Caracas, muitos edifícios estão interditados por causa de rachaduras. Foi um caos. O povo tentando encontrar parentes nos escombros, muita gente desesperada”, relatou.
Gravata participa de uma mobilização voluntária de apoio às vítimas. Pela manhã, atua em um centro de assistência criado por um amigo, onde são preparadas refeições para equipes de resgate e voluntários. À tarde e durante a noite, permanece em La Guaira, auxiliando nas buscas por sobreviventes. Nas redes sociais, ele também tem divulgado as ações de apoio à população afetada pela tragédia.
“Mesmo depois de duas semanas da tragédia, ainda estamos procurando vítimas nos escombros. Ontem mesmo encontraram uma menina com vida”, contou.
Segundo Pedro, apesar da chegada de ajuda internacional, muitas comunidades ainda aguardam assistência. “Está chegando muita ajuda do exterior e vi bombeiros de vários países, inclusive de Minas Gerais. Mas a área afetada é muito grande e existem locais onde o resgate ainda nem começou”, afirmou.
Pedro explica que decidiu retornar ao país por considerar a Venezuela parte de sua própria história. O empresário comandou por cinco temporadas o programa de entrevistas “Guayoyo con Gravata”, produzido em espanhol e voltado ao público latino. Em entrevistas concedidas no Brasil, afirmou que fazia críticas ao regime de Nicolás Maduro e que chegou a ser preso no país.
Entre os momentos mais marcantes da missão humanitária, Pedro relembra o resgate do corpo de uma criança. “A mãe estava perto. Fomos avisá-la. Ela se desesperou. Ao lado da criança havia uma boneca”, disse.
Ele afirma que a maior dificuldade enfrentada pelas equipes é localizar vítimas escondidas em toneladas de concreto. “O mais difícil é encontrar as vítimas, porque as vigas e colunas de concreto são muito grossas. Mas nada se compara à dor de ver pais que perderam os filhos.”
Brasil e outros países enviam apoio à Venezuela
Na avaliação do empresário, os números oficiais não refletem a dimensão da tragédia. “Acho que os números divulgados pelo governo são irreais. Acredito que o total de mortos seja muito maior, porque existem muitos lugares onde as buscas sequer começaram.”
Pedro também considera que as autoridades venezuelanas não estavam preparadas para enfrentar um desastre dessa magnitude, mas elogia o apoio internacional. “As autoridades locais não estavam preparadas para um desastre dessa dimensão. Falta estrutura, hospitais, bombeiros e muitos recursos. Mas a resposta internacional, inclusive do Brasil, tem sido muito positiva. O Brasil montou um hospital de campanha que atende cerca de mil pessoas por dia.”
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O Serviço Social da Indústria (Sesi) está com matrículas abertas para o Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) profissionalizante, que oferece mais de 3,5 mil vagas gratuitas em Goiás. As oportunidades estão distribuídas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Barro Alto, Catalão, Itumbiara, Anápolis, Mineiros e Rio Verde, ampliando o acesso à educação básica e à qualificação profissional.
A iniciativa tem como objetivo atender jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade regular, oferecendo a possibilidade de finalização do Ensino Fundamental ou Médio em até 13 meses. O programa se destaca por integrar a formação escolar com cursos de qualificação profissional oferecidos pelo Senai, ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho.
O modelo de ensino é híbrido, com aulas presenciais e on-line, permitindo que os estudantes organizem sua rotina de acordo com a disponibilidade pessoal e profissional. A proposta busca reduzir barreiras de acesso à educação e atender diferentes perfis de alunos em todas as regiões atendidas.
Além da formação básica, os participantes podem obter certificação em áreas com alta demanda no mercado, como assistente administrativo, recursos humanos, operador de computador, eletricista industrial, mecânico de automóveis leves, almoxarife, assistente ambiental e montagem e reparo de microcomputadores.
O programa também reconhece conhecimentos adquiridos ao longo da experiência profissional dos estudantes, o que pode acelerar o processo de aprendizagem e conclusão dos módulos.
Em um cenário em que a qualificação profissional se torna cada vez mais determinante para a empregabilidade, iniciativas como a EJA do Sesi ganham relevância ao oferecer uma alternativa de retorno à educação formal aliada à capacitação técnica. A proposta busca contribuir tanto para a inclusão educacional quanto para o fortalecimento da mão de obra qualificada no estado.
Os interessados devem procurar a unidade do Sesi mais próxima para informações sobre inscrições, documentação necessária e disponibilidade de cursos em cada município. Também há informações disponíveis no site da instituição.
O Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovou nesta tarde, 24, iniciativa da Governadoria que autoriza a alienação e transferência de bens imóveis dominicais estaduais para a constituição de um ou mais fundos de investimentos imobiliários.
Ao longo da sessão ordinária, também foram chanceladas pautas governamentais ligadas ao combate ao assédio moral no serviço público e à exigência de ensino superior para ingresso em carreiras da segurança pública. Dentre as iniciativas parlamentares, uma proposta que fomenta turismo interativo na zona rural avançou à sanção.
A constituição de fundos de investimentos imobiliários, proposta pelo Executivo Estadual com o projeto de lei n° 11407/26, contou com 21 votos favoráveis e cinco contra. Foram contrários os petistas Antônio Gomide e Bia de Lima, os peessedebistas Clécio Alves e José Machado, e Delegado Eduardo Prado (PL).
Na justificativa da matéria, a Secretaria de Estado de Administração (Sead) defende que a medida busca aprimorar a política de gestão do patrimônio imobiliário estadual e superar limitações estruturais.
A pasta destaca que o Estado de Goiás possui expressivo acervo imobiliário, com imóveis de características diversas, e muitos deles estão desocupados, subutilizados ou irregularmente ocupados.
Ao longo da tramitação do projeto na Casa, Antônio Gomide (PT), opositor da matéria, argumentou que o Governo, ao invés de valorizar o servidor público, a saúde e a educação públicas e o Ipasgo Saúde, prioriza entrar em fundos imobiliários.
Gomide questionou, ainda, a falta de transparência do projeto de lei que, segundo ele, não informa quais são os imóveis que serão vendidos. “Se nós temos no município uma área do Estado, onde vai ser construída uma escola municipal, onde vai ser construído um hospital; se é uma área que é pública, qual o interesse do Estado em não definir e não destinar no projeto o interesse dele [Governo] em vender aquela área?”, argumentou.
No início da sessão ordinária, foi lido o parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) sobre as contas anuais do Poder Executivo Estadual (exercício de 2025). A pauta inicia seu trâmite no Parlamento no processo nº 12958/26.
Dentre outras pautas legislativas, a exigência de diploma de ensino superior para ingresso em carreiras específicas da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), proposta pela Governadoria do Estado por meio do processo nº 10693/26, alcançou aval definitivo do Plenário.
Também segue à sanção o projeto de lei nº 20269/25, de autoria do deputado Antônio Gomide, que institui a Política Estadual de Trilhas Digitais e Turismo Interativo no Meio Rural.
Ajustes disciplinares
Outra proposta avalizada é a que trata do regime jurídico dos servidores públicos civis do Estado de Goiás, das autarquias e das fundações públicas estaduais, e a Lei nº 18.456, que versa sobre a prevenção e a punição de assédio moral na administração pública estadual. A matéria está contida no projeto de lei n° 12254/26.
A medida, resultado de uma iniciativa do Governo de Goiás, propõe o ajuste das transgressões disciplinares de abandono de cargo, fraude ao registro de frequência e assédio sexual, além do aperfeiçoamento das regras para a nomeação de defensor dativo e a forma de comunicação dos atos processuais.
Pronunciamentos
O deputado Clécio Alves (PSDB) aproveitou o início de debates do Pequeno Expediente para insistir em ponderações acerca da gestão goianiense. Dentre as críticas, Alves citou reportagens veiculadas pela imprensa goiana sobre obras para o escoamento de águas pluviais na Marginal Botafogo, iniciativa que classificou como “um desperdício do dinheiro dos impostos de Goiânia”.
O parlamentar solicitou uma atuação mais contundente dos tribunais de contas. “Vocês têm obrigação de olhar isso. É todo dia umas notícias dessas, é toda hora esse sujeito queimando dinheiro escancaradamente. Onde é que a gente vai parar?”, questionou Clécio Alves.
Em seguida, Givago Valadares (UB) celebrou a criação da Frente Parlamentar de Desenvolvimento do Norte Goiano. Ele anunciou uma sessão itinerante para o lançamento da frente no próximo dia 3 de julho, em Porangatu.
“É de suma importância a presença de todos para definirmos as prioridades de cada município e estruturarmos uma carteira de projetos para levarmos às devidas secretarias do Governo”, convidou Givago Valadares.
Já Antônio Gomide lamentou a condução de iniciativas legislativas assinadas pela Governadoria na Casa de Leis. Ao cobrar um debate mais amplo em algumas matérias, o petista declarou que os ritos legislativos estariam sendo “atropelados”, o que prejudica, segundo ele, a fiscalização, essencial enquanto função do Parlamento.
O deputado fez menção a oito iniciativas de autoria do Governo Estadual que chegaram ontem, 23, à Casa. Gomide citou, como exemplo de pauta a ser mais debatida pela Alego, a proposta governamental para uma Política Estadual de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável, que também revoga leis goianas sobre o tema e cria um fundo de caráter privado.
Bia de Lima (PT) elogiou a postura do presidente Lula (PT) durante o recente fórum político e econômico do G7, que reúne as principais economias do mundo. Ela elencou a indústria do agro e a mineração como “riquezas brasileiras”. “Nós defendemos que um país rico como o Brasil valorize suas riquezas e não cometa o erro, novamente, de exportar o minério de ferro a preço de banana e deixar apenas as crateras de destruição da natureza para trás”, destacou Bia de Lima.
Lima enfatizou seu empenho em promover a discussão sobre o destino das terras raras do Brasil. “Aqui na Assembleia começamos a fazer a discussão dos efeitos das terras raras, não só com a mineradora Serra Verde, mas também com as outras mineradoras que se instalam em Iporá e as que já estão em Catalão”.
Wagner Camargo Neto (SD) também fez uso da tribuna da Alego para celebrar os benefícios levados à região do Vale do São Patrício, com destaque para a entrega de unidades habitacionais.
“Estamos empenhados para promover o desenvolvimento de forma efetiva na nossa região. […]. E temos absoluta certeza do quanto é necessário esses investimentos e essas obras”, sustentou Wagner Camargo Neto.
LDO
A Assembleia Legislativa segue com os trâmites do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. Em encontro nesta tarde, a Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Alego definiu nova data para posicionamento do deputado Anderson Teodoro (PRD), relator da matéria.
O presidente do colegiado, Wagner Camargo Neto (SD), apontou a próxima terça-feira, 30, para apresentação do relatório final sobre o projeto orçamentário. A norma, que tramita na Alego sob o processo nº 7668/26, apresenta as prioridades definidas pelo Governo e as metas da administração pública estadual.
A lei também estabelece a estrutura e a organização dos orçamentos, as diretrizes para a elaboração e a execução orçamentária, além das disposições sobre as transferências e as despesas com pessoal e encargos sociais.






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