O Governo de Goiás entregou, neste sábado (28/2), a duplicação, reabilitação e adequação do Anel Viário do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), intervenção considerada estratégica para a mobilidade e o escoamento da produção no maior polo industrial do estado. A obra contemplou 7,98 quilômetros de pista dupla, ligando a GO-330 a BR-060, com investimento de R$ 33,2 milhões do Tesouro Estadual, ampliando a capacidade viária em uma região que concentra intenso fluxo diário de trabalhadores e veículos pesados.
Durante a inauguração, o governador Ronaldo Caiado destacou o padrão técnico da intervenção e as melhorias estruturais implantadas.
“É impressionante o padrão da obra: pista dupla e um trabalho que deve ser reforçado, que é a parte de coleta de água pluvial, com sistema de canalização para evitar assoreamento. As canaletas muito bem executadas e um padrão de CBUQ com 10 centímetros de espessura permitem a passagem de qualquer carreta pesada”, disse.
“Quando cheguei, não havia iluminação no Daia, era só problema. Agora, vendo a diferença que está sendo feita, é um orgulho muito grande”, afirmou Caiado.
O vice-governador Daniel Vilela ressaltou o impacto econômico da entrega para a região:

“O Daia é o grande hub industrial do Centro-Oeste brasileiro e vivia em condições precárias. Com essa obra concluída, temos um distrito agroindustrial à altura da importância econômica e social de Anápolis para Goiás e para o Brasil”, declarou.
O distrito abriga cerca de 200 empresas e mais de 30 mil empregos, com forte presença do setor farmacêutico. Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Francisco Jr., a duplicação atende a uma demanda histórica: “Anápolis é uma das cidades mais importantes de Goiás e do Brasil e merecia essa intervenção, que valoriza ainda mais o que é produzido aqui. Com a entrega, o Daia se fortalece ainda mais”, pontuou.

Além de facilitar o escoamento de cargas e retirar caminhões da área urbana, a obra integra um pacote mais amplo de modernização do Daia. O Estado já destinou R$ 54 milhões para melhorias, como ampliação do sistema de abastecimento de água e reforma da estação de tratamento de esgoto.
Segundo o prefeito Márcio Corrêa, a conclusão representa um novo momento para a cidade.

“Participar dessa entrega é motivo de orgulho e reflete a marca do governo de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela”, disse.
Com a nova estrutura, a expectativa é garantir mais segurança, eficiência logística e condições adequadas para a expansão industrial, consolidando o Daia como um dos principais motores econômicos de Goiás.
Economista afirma que moeda brasileira será uma das poucas beneficiadas entre os mercados emergentes
O economista Robin Brooks disse neste sábado (28.fev.2026) que o real deve ser uma das poucas moedas dos mercados emergentes que deverá ter uma valorização em relação ao dólar depois dos ataques no Oriente Médio. O pesquisador do Brookings Institution declarou que o ataque da Rússia à Ucrânia provocou uma forte valorização do real com a alta dos preços do petróleo. O impacto dos conflitos entre Irã e países aliados aos EUA deverá ser semelhante, segundo ele.
Brooks declarou que a América Latina foi um dos poucos lugares que se beneficiaram depois da guerra entre os países chefiados por Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. Houve “derramamento de sangue” na Europa e o encarecimento dos preços do petróleo depois dos ataques, o que contribuiu para exportadores de commodities.
A Petrobras registrou lucros líquidos de R$188,3 bilhões em 2022, o 1º ano do conflito, de R$ 124,6 bilhões em 2023, de R$ 36,6 bilhões em 2024, e de R$ 94,6 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2025.
O dólar terminou 2021 aos R$ 5,575 no Brasil. Atingiu R$ 4,608 em 4 de abril de 2022, quase 2 meses depois do 1º ataque feito pela Rússia.
“Essa movimentação teve tudo a ver com os termos de troca. A invasão da Ucrânia pela Rússia estava elevando os preços das commodities em geral, beneficiando uma potência agrícola e de commodities como o Brasil”, disse o economista.
A escalada das tensões entre Irã e outros aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio pode impactar o estreito de Ormuz, região marítima entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico que é via de transporte relevante do petróleo global. Uma eventual obstrução pressiona os preços e podem beneficiar exportadores brasileiros.
O economista avalia que o real já se fortalecia em relação ao dólar por fundamentos econômicos relacionados à política monetária dos EUA. Esse movimento deve se intensificar com um encarecimento do preço do barril de petróleo.
Na 6ª feira (27.fev.2026), o barril tipo brent subiu para US$ 72,87, com alta de 2,87%. A cotação atingiu US$ 139,13 em 7 de março de 2022, mês seguinte dos ataques da Rússia à Ucrânia.
REAL
Para Brooks, o real permanece “profundamente desvalorizado”. O economista defendeu que o preço justo seja próximo de R$ 4,50. Afirmou que “não está claro o motivo” para a cotação está acima do patamar que considera apropriado para a moeda brasileira.
“O real valorizou-se quase 7% em relação ao dólar no acumulado do ano, o que o torna a moeda com melhor desempenho entre os mercados emergentes”, disse.
Brooks disse que o valor de R$ 4,50 soa “absurdo para muitos”, já que não a cotação do dólar não atingiu este nível desde a pandemia de covid-19. Defendeu, porém, que o “enorme crescimento” das exportações agrícolas e de petróleo transformou o Brasil em um país com superavit comercial estrutural.
Dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que o Brasil teve saldos positivos entre exportações e importações de US$ 61,4 bilhões em 2021, de US$ 61,5 bilhões em 2022, de US$ 98,9 bilhões em 2023, de US$ 74,2 bilhões em 2024, e de US$ 68,1 bilhões em 2025. Até 2021, o maior superavit comercial do Brasil havia sido em 2017, de US$ 56 bilhões.
O economista disse que o desempenho da balança comercial não se traduz em uma melhora da balança de pagamentos do setor externo, mas avalia que uma mudança levará mais tempo para se concretizar. “É o momento ideal para o real brasileiro”, disse.
ATAQUES E RETALIAÇÕES
O Irã realizou neste sábado (28.fev.2026) ataques em forma de retaliação à ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã. Realizou uma série de bombardeios a bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. O país persa lançou mísseis contra instalações norte-americanas localizadas em ao menos 4 países: Bahrein, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
O Irã também lançou uma série de mísseis contra o solo israelense. Israel está em alerta máximo e as forças armadas do país tentam interceptar os mísseis iranianos. Ainda não há informações sobre mortos em nenhum dos ataques –no Irã, em Israel ou nas bases norte-americanas. Como mostrou o Poder360, os EUA têm 36 instalações militares no Oriente Médio.
Os EUA realizaram ataques na capital iraniana, Teerã, neste sábado (28.fev). A Casa Branca e as IDF (Forças Armadas de Israel) confirmaram os ataques.











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