17 de janeiro de 2026
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Agência reguladora diz que aprimorou a comunicação com o ONS e empresas para dar mais flexibilidade ao sistema

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) definiu nesta 6ª feira (19.set.2025) sua estratégia para controlar o excesso de produção de energia elétrica em momentos de baixa demanda.

Em reunião extraordinária com o ONS (Operador Nacional do Sistema) e a Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica), a agência reguladora decidiu iniciar protocolos de cortes de energia em usinas que estão ligadas diretamente às distribuidoras e fora do controle do ONS.

Essas são as chamadas “usinas tipo 3”. São empreendimentos de geração distribuída maiores. São fazendas solares, usinas de biomassa, PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas).

Em seguida, a Aneel vai tentar controlar o outro tipo de geração que está fora do controle do ONS: os painéis solares instalados em casas, prédios e empreendimentos –a chamada MMGD (mini e micro geração distribuída). Essa etapa é entendida como a mais complexa.

Na reunião, também foi discutido o estabelecimento de procedimentos operacionais e de comunicação entre ONS, distribuidoras e agentes.

ENTENDA

 A Aneel marcou a reunião para discutir os riscos de apagões provocados pelo excesso de produção de energia solar.

A motivação foi o crescimento da geração distribuída de energia elétrica, que tem sobrecarregado o sistema elétrico brasileiro. O excesso de energia produzida durante o dia, combinado ao consumo baixo do horário, pressiona o sistema controlado pelo ONS.

No Dia dos Pais –9 de agosto–, próximo do horário do almoço, a Aneel identificou uma produção excedente de energia solar que quase provocou um apagão. O ONS precisou realizar cortes emergenciais de usinas hidrelétricas para manter a estabilidade.



Autor Poder360 ·


Fortalecer o vínculo social e promover o bem-estar é a motivação do deputado Coronel Adailton (Solidariedade) com a Campanha Estadual de Incentivo às Visitas aos Asilos, Abrigos e Instituições de Longa Permanência de Pessoas Idosas. A iniciativa foi sancionada pelo governador Ronaldo Caiado (UB) e se tornou a Lei Estadual nº 23.586, de 21 de agosto de 2025.

Adailton ressaltou, na justificativa da propositura, que o envelhecimento populacional impõe desafios à sociedade, especialmente no que diz respeito ao cuidado e à inclusão das pessoas com mais de 60 anos. “A maioria dos idosos residentes em asilos, abrigos e instituições de longa permanência enfrenta situações de abandono ou distanciamento familiar, o que pode acarretar problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, além de agravar o isolamento social”, observou.

Nesse sentido, a campanha estadual tem como pontos-chave conscientizar sobre a importância das visitas às pessoas idosas que moram nesses locais e incentivar a visitação como forma de contribuir com a melhora de suas saúdes; além de apresentar à sociedade os trabalhos desenvolvidos no acolhimento dessa parcela da população e promover discussões a respeito da relevância do cuidado com aqueles que têm mais de 60 anos.

Para melhorar a eficácia da ação prevista na norma estadual, prevê-se a celebração de parcerias institucionais e estratégicas com instituições da sociedade civil e órgãos governamentais. Poderão ser realizadas peças publicitárias, reuniões, palestras, cursos e congressos, além da adoção de outras formas para divulgar as informações sobre o tema.

“Trata-se de uma iniciativa que reflete o compromisso do Estado com a dignidade e os direitos dos idosos, promovendo uma sociedade mais humana e solidária”, argumentou o parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), assinou nesta quinta-feira (18/9) a ordem de serviço para o início do recapeamento de ruas e avenidas dos setores Marista e Oeste. Serão 37 vias do Setor Marista que receberão Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), aplicado em trechos mais comprometidos, além de outras 15 ruas do mesmo bairro e uma no Setor Oeste, que terão micro revestimento asfáltico para renovar o pavimento e prolongar sua durabilidade.

O investimento total é de R$ 7.815.161,98, com prazo de execução de até 60 dias. No total, aproximadamente 18 quilômetros de vias serão revitalizados na região.

A obra será executada pelo Consórcio CFJ, vencedor da Concorrência Pública nº 001/2023, responsável também pelo recapeamento do Setor Guanabara e do acesso à Ceasa. A frente de trabalho inclui remendo profundo, reciclagem de base, base de solo, fresagem, reforço da pavimentação com geogrelha, pavimento de concreto, pintura de ligação e aplicação de CBUQ e micro revestimento.

Durante a assinatura, o prefeito Sandro Mabel ressaltou a importância do projeto: “Estamos fazendo a cidade andar e vamos recapear uma série de lugares. Essa é uma obra que vai usar concreto betuminoso e micro revestimento, já que essa técnica permite preservar trechos em bom estado e otimizar recursos”, explicou o gestor.

“Queremos agilidade e qualidade, garantindo segurança e trafegabilidade. Inclusive, no próximo ano, vamos abrir uma licitação ampla de micropavimentação para os próximos três anos”, informou Mabel.

O secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Elísio Lacerda, destacou o impacto da iniciativa: “Estamos revitalizando a pavimentação de Goiânia com técnicas diferentes, conforme a necessidade de cada trecho. No Marista, serão cerca de 18 quilômetros, somando 14 de recapeamento e quatro de microfresagem, com execução prevista inclusive no período noturno, devido ao intenso fluxo de veículos”, explicou o secretário.

“Esse trabalho vai garantir asfalto de maior qualidade, reduzir custos de manutenção e aumentar a vida útil das vias”, completa Francisco Elísio.

Moradores da região comemoraram o anúncio. Pablo Muniz de Godoy, motociclista de aplicativo, avaliou a melhoria como essencial: “Hoje o asfalto está bem ruim, a moto trepida muito e isso atrapalha tanto meu trabalho quanto minha segurança. Às vezes precisamos desviar de buracos e corremos risco de acidente”, comentou.

“Essa obra é um grande benefício, vai melhorar nossa agilidade no trânsito e trazer mais segurança. É um retorno justo pelo imposto que pagamos”, afirmou o motociclista.

A intervenção no Marista e Oeste demonstra o esforço da gestão municipal em priorizar a manutenção e modernização da malha viária, conciliando técnicas diferentes conforme a necessidade de cada trecho. A execução da obra e seu impacto na rotina de motoristas e pedestres poderão servir como indicador do resultado prático dessas ações no cotidiano da cidade.

Autor Rogério Luiz Abreu


Projeto-piloto em Pernambuco da Suape Energia com a finlandesa Wärtsilä pode atender 2 milhões de famílias e reduzir emissões de CO₂

A Savana Holding iniciou a implantação do projeto da 1ª usina termelétrica de larga escala movida a etanol do mundo. O investimento inicial é de R$ 60 milhões e a operação piloto será conduzida pela Suape Energia em parceria com a multinacional finlandesa Wärtsilä.

O motogerador de 4 MW (megawatts) será instalado na Usina Térmica Suape 2, em Pernambuco. O empreendimento tem potencial de expansão para 600 MW, capacidade suficiente para atender mais de 2 milhões de famílias.

Segundo a Savana, a iniciativa aproveita a cadeia de suprimento de etanol já consolidada no Brasil, reduz a dependência de importações, fortalece a economia local e cria oportunidades de emprego.

O projeto tem participação de 80% da Savana Holding e 20% da Petrobras, que também é uma das financiadoras. A Wärtsilä forneceu metade dos equipamentos, enquanto a Suape 2 assumiu custos de montagem e de infraestrutura.

Os testes vão consumir cerca de 6 milhões de litros de etanol e devem durar 4.000 horas. O cronograma estima que o motor esteja montado até o fim de 2025, com testes programados para janeiro e fevereiro de 2026.

EFICIÊNCIA E TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

O CTO da Suape Energia, José Faustino, afirmou que o projeto coloca o Brasil na vanguarda global da transição energética e tem eficiência próxima à de usinas a diesel ou óleo combustível.

“Esse motor, especificamente, tem uma eficiência hoje em torno de 39% a 40%. No motor a diesel eu chego a 46% a 48%. Mas, quando comparamos as emissões, o motor a etanol teria só 10% do CO₂ de um motor a diesel”, declarou em entrevista ao Poder360.

A eficiência citada por Faustino se refere à proporção da energia contida no combustível que é de fato convertida em eletricidade.

Além da redução nas emissões de gases de efeito estufa, a termelétrica pode entregar potência para o SIN (Sistema Interligado Nacional) com mais rapidez do que as usinas movidas a óleo combustível.

“Com a planta a etanol, a gente vai fazer isso em meia hora. O óleo combustível precisa de aquecimento, precisa de vapor, precisa de filtragem. O etanol não, vai direto para o motor. Nós teremos uma resposta muito mais rápida para o sistema”, afirmou.

FORNECIMENTO DE COMBUSTÍVEL

O biocombustível será fornecido pela Vibra Energia. A Savana declarou que não há risco de competição com o setor automotivo.

“A demanda de uma térmica é infinitamente menor que a de carros. O projeto só tem a fortalecer o mercado da cana-de-açúcar e de etanol. Seria uma saída até para o pessoal do etanol que até muito sofre, um pouco financeiramente ainda”, disse Faustino.

O vice-presidente da Savana Holding, Carlos Mansur, destacou que o etanol não pode ser vendido diretamente pelo produtor e precisa passar por uma distribuidora. Ele avaliou que, com um leilão de reserva de capacidade, a legislação poderá ser ajustada para permitir outros tipos de fornecimento e ampliar o acesso ao mercado.

“Imagino que mais para frente, se porventura acontecer um leilão, isso possa ter algum apêndice na lei e liberar algum outro tipo de fornecimento para abrir o mercado”, disse a este jornal digital.



Autor Poder360 ·


O Projeto Escola no Legislativo recebeu nesta quinta-feira, 18, alunos do curso de direito da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), na 17ª edição da iniciativa. Na oportunidade, os graduandos assistiram à palestra com informações sobre o funcionamento institucional da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), ministrada pelo analista legislativo Miguel Gusmão e a monitora Adriane Abdala Campos.

Intitulada “Poder Legislativo, Democracia e Cidadania”, a palestra contemplou, na primeira parte, conceitos introdutórios sobre os temas. Em um segundo momento, o foco foi na atuação do Parlamento. Gusmão explicou o processo de elaboração de leis, especialmente a tramitação das leis ordinárias, e a importância da Casa para a democracia.

Após a palestra, a turma participou de uma visita guiada pelas instalações da Alego, passando pela Sala das Comissões Júlio da Retífica, pelo Plenário Iris Rezende, e, ainda, pelos gabinetes parlamentares, no Bloco C, e pela galeria dos ex-presidentes, na entrada do Palácio Maguito Vilela.

A professora Angela Maria Aires Teixeira, da disciplina de direito constitucional da PUC-GO, acompanhou os alunos na visita à Casa de Leis. “O objetivo foi aproximar os estudantes [da disciplina] de constitucional da Assembleia por meio de um projeto integrador que conecta a universidade e a comunidade”. 

“Eu acho importantíssimo, especialmente para os alunos de direito da universidade, a interação com o órgão legislativo para que conheçam o funcionamento das comissões, do Plenário e entendam o que a Casa do Povo tem feito pela sociedade goiana”, destacou. 

O estudante de direito Marcello Caiado Aboud de Van Der Broocke, do 2º período de direito, se entusiasmou com a visita e a oportunidade de conhecer mais sobre o Poder Legislativo. “Quem sabe, com esse conhecimento, possamos nos tornar políticos em um futuro próximo, mesmo seguindo carreira como juristas. Seremos futuros advogados e talvez até políticos”, ressaltou.

Expansão do projeto

Mariza Barbosa, servidora da Escola do Legislativo, responsável pela execução do projeto, fez um balanço da iniciativa e disse que a intenção é expandir o número de participantes. “O projeto atendeu mais de 1.400 alunos de março a setembro de 2025, atendendo alunos do ensino fundamental, pessoas atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e estudantes universitários. Com a agenda lotada para outubro e novembro, a equipe busca alterar o regimento para ampliar as apresentações para quatro vezes por semana”, explicou.

O Projeto Escola no Legislativo tem como objetivo aproximar estudantes e a comunidade da Assembleia Legislativa, por meio da recepção a grupos que, além de conhecerem as instalações do Palácio Maguito Vilela, também acompanham palestra sobre o trabalho dos deputados e os passos para a elaboração e votação das leis.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 3/21, conhecida como “PEC da Blindagem”, dividiu as opiniões dos deputados estaduais de Goiás durante a sessão ordinária desta quinta-feira (18/9) na Assembleia Legislativa. Enquanto parlamentares do PT criticaram veementemente a proposta, o deputado Amauri Ribeiro (PL) saiu em defesa do projeto.

Mauro Rubem (PT) foi o primeiro a discursar durante o Pequeno Expediente, repercutindo a aprovação da PEC pela Câmara dos Deputados na última terça-feira (16). O texto prevê, entre outras medidas, a necessidade de autorização do Legislativo para que deputados sejam investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o fim do foro privilegiado.

“O Congresso está cometendo crimes bárbaros contra a população brasileira”, opinou Rubem. O parlamentar observou que a maioria dos deputados federais de Goiás votaram a favor da proposta.

“Por que estão preocupados em conquistar essa blindagem?”, questionou. Ao encerrar sua fala, Mauro disse que a população irá às ruas para barrar o que chamou de “PEC da Blindagem”.

Na discussão da Ordem do Dia, Mauro Rubem voltou à tribuna para dar continuidade às suas reflexões sobre a PEC. Ele apontou que a obrigatoriedade de aprovação antes que parlamentares possam ser investigados é semelhante ao que acontecia no Brasil entre 1988 e 2001.

“Estamos vivenciando a tentativa de devolver o país à mão daqueles que têm o costume de dar golpe, roubar o povo, usar a violência”, analisou. Rubem frisou suas críticas à PEC e afirmou que há articulação contrária à proposta.

‘Deputados de direita poderão trabalhar sem serem perseguidos’

Em contraponto, o deputado Amauri Ribeiro (UB, foto) discursou contra o Partido dos Trabalhadores e em defesa da proposta. Ele afirmou que considera injustas as críticas feitas à PEC e rebateu falas de parlamentares do PT.

“Essa PEC é justamente para deixar que deputados de direita possam trabalhar sem serem perseguidos pelo STF, que faz política na Justiça dessa nação”, declarou.

‘É a PEC da Bandidagem’

A deputada Bia de Lima (PT, foto) também fez críticas à proposta durante o Pequeno Expediente. Ela se referiu à medida como “PEC da Bandidagem”.

“É a PEC da Bandidagem. Ficou muito feio para a Câmara dos Deputados. Não podemos aceitar que parlamentares se escondam atrás de blindagens para não serem punidos”, declarou.

Lima citou uma concordância inédita com a senadora Damares Alves (Republicanos), que também se posicionou contra a proposta. A legisladora destacou os parlamentares federais goianos que votaram contra a PEC: Delegada Adriana Accorsi (PT), Rubens Otoni (PT) e Flávia Morais (PDT).

“Foram apenas três dos 17 representantes de Goiás que tiveram coragem de dizer não a esse absurdo”, completou.

A PEC foi aprovada definitivamente pela Câmara dos Deputados e ainda precisa ser analisada pelo Senado.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Ministra diz que saída de ministros é direito do partido, mas critica sigla por sugerir possível interferência do governo Lula na inclusão de Antonio de Rueda em investigação que mira o PCC

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), reagiu nesta 5ª feira (18.set.2025) às críticas do União Brasil que sugeriram possível ingerência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na operação Carbono Oculto da PF (Polícia Federal), que agora mira o presidente da sigla, Antônio de Rueda.

Em publicação no X (ex-Twitter), a ministra afirmou que o partido tem direito de retirar seus filiados do governo federal, mas classificou como “infundadas e levianas” as acusações da sigla.

“A direção do partido tem todo direito de decidir a saída de seus membros que exercem posições no governo federal. Aliás, não é a 1ª vez que fazem isso. O que não pode é atribuir falsamente ao governo a responsabilidade por publicações que associam dirigente do partido a investigações sobre crimes”, escreveu Gleisi.

A PF incluiu Rueda na investigação que mira um esquema do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis. Um piloto de aviação executiva afirmou em depoimento que o dirigente partidário seria um dos donos de aeronaves usadas no transporte de foragidos ligados à facção criminosa.

À PF, o piloto Mauro Caputti Mattosinho afirmou ter transportado, em aviões operados pela empresa Táxi Aéreo Piracicaba, a TAP, foragidos indicados como chefes de esquema de lavagem ligado ao PCC, entre eles Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”.

Rueda negou envolvimento e classificou as menções a seu nome como “ilações irresponsáveis” e disse que ser alvo de “campanhas difamatórias”.

O União Brasil divulgou nota sugerindo que a inclusão de Rueda na operação seria uma “coincidência” poucos dias depois de o partido determinar a saída de seus filiados dos cargos federais. A sigla vê “uso político da estrutura estatal” para enfraquecer sua independência.

A operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, é considerada a maior ação contra o crime organizado do Brasil em termos de cooperação institucional. O objetivo é desmantelar fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis controlado pelo PCC.

O episódio acirra as tensões entre o governo Lula e o União Brasil, que formalizou nesta 5ª feira (18.set) o prazo de 24 horas para que todos os filiados deixem cargos federais sob pena de expulsão partidária. A decisão afeta diretamente o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil-PA), que resiste às pressões para renunciar.

Juntas as siglas representam a maior força no Congresso, com 109 deputados e 14 senadores, além de controlar 4 ministérios, contando também com André Fufuca (PP) no comando do Esporte.

A intimação para o desembarque afeta também outras indicações estratégicas da legenda, incluindo os ministros Frederico Siqueira (Comunicações) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) –indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


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Autor Poder360 ·


Tramita no Legislativo estadual projeto de inclusão, no calendário oficial de eventos goiano, da Festa do Doce de Lagolândia, distrito de Pirenópolis. A proposta consta em projeto de lei de Lucas do Vale (MDB) que tramita como processo no21735/25.

O deputado propõe padronizar a realização anual da festa no final de semana mais próximo ao dia 19 de julho. A festa, explica na justificativa da matéria, “constitui um importante marco cultural e religioso no Estado de Goiás, com origens ligadas à história de Benedita Cipriano Gomes, conhecida como ‘Madrinha Dica’, fundadora do povoado de Lagolândia”.

“Ao atrair visitantes de diversas localidades”, prossegue, “o evento contribui significativamente para a valorização do patrimônio imaterial e o fortalecimento do turismo cultural e gastronômico no Estado”.  

Lucas do Vale afirma ainda tratar-se de uma manifestação cultural e religiosa de grande relevância por celebrar a fé popular, “em especial a devoção ao Divino Pai Eterno, a São Benedito e a Nossa Senhora do Rosário”, e por valorizar a gastronomia local ao envolver a produção artesanal de doces típicos “como o ‘mané pelado’, biscoitos de queijo e outras iguarias regionais”.

A matéria está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob a relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir). 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Civil de Goiás, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária, desarticulou nesta quinta-feira (18/09) uma fábrica clandestina de café no Jardim Petrópolis, em Goiânia. O local operava em condições precárias e representava grave risco à saúde pública.

De acordo com o delegado Humberto Teófilo, responsável pela operação, o estabelecimento funcionava como ponto de distribuição e torra do produto adulterado. Foram encontrados sacos de fertilizante sendo reutilizados para armazenar o café, que apresentava mistura de impurezas.

“Você vê que esses sacos de fertilizantes contaminam o café, ou seja, o café fica tóxico. Isso é um risco para a saúde pública”, alertou o delegado.

Além da contaminação por produtos químicos, o local apresentava total falta de higiene e desrespeito às normas sanitárias. Havia estoque de lenha e equipamentos de torrefação em condições precárias.

Foram identificadas embalagens de marcas como “Café Modão” e “Café Capricho”, que falsamente indicavam origem em São Paulo e no Paraná. Todos os produtos eram fabricados no mesmo endereço de forma irregular.

Delegado Humberto Teófilo: no local havia estoque de lenha e equipamentos de torrefação em condições precárias

A operação resultou na detenção de três pessoas, que foram encaminhadas à delegacia. Os envolvidos poderão responder por crimes de adulteração de gêneros alimentícios, crimes contra as relações de consumo e infrações sanitárias.

“Ainda que não houvesse produção em andamento no momento da ação, foram constatados produtos já interditados pela Vigilância Sanitária em inspeções anteriores, evidenciando reincidência e risco grave à saúde pública”, afirmou o delegado.

Um inquérito policial será instaurado para apurar a responsabilidade dos sócios, administradores e responsáveis técnicos da empresa. O objetivo é garantir a proteção do consumidor e a punição dos envolvidos.

O delegado fez um apelo para que a população evite consumir essas marcas e compartilhe as informações para alertar outros possíveis consumidores.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Segundo Wolney Queiroz (Previdência Social), serão pagos R$ 50.000 em indenização e R$ 8.157,51 em pensão vitalícia

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta 5ª feira (18.set.2025) que a indenização de R$ 50.000 às vítimas de zika deverá ser paga ainda em setembro e, em outubro, devem começar os pagamentos das pensões vitalícias de R$ 8.157,41. A declaração foi feita em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”.

Segundo Wolney, o “Estado finalmente faz a reparação” às pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus zika. São cerca de 1.600 casos registrados depois do surto da doença em 2015.

Na entrevista, o ministro disse que esta é uma “vitória das mães”. Ele afirmou que “o Estado brasileiro, como um todo, falhou”, já que uma melhor política de prevenção da doença poderia ter evitado a propagação do vírus.

O importante é olhar para frente a partir de agora. Elas podem ter uma condição melhor e um acolhimento por parte do Estado”, afirmou.

O zika vírus pode causar microcefalia no feto caso uma gestante seja picada pelo mosquito Aedes aegypti.

Entenda a MEDIDA

O Ministério da Previdência Social e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) regulamentaram, por meio de portaria conjunta, o pagamento de indenização e pensão especial a pessoas com deficiência permanente causada pela síndrome congênita associada ao vírus zika.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União no dia 8 de setembro deste ano, 10 anos depois do surto da doença. A portaria estabelece uma indenização por dano moral de R$ 50.000 –valor que será corrigido pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) calculado de 2 de julho deste ano até a efetiva data do pagamento da indenização.

O texto também define a obrigatoriedade do INSS pagar às pessoas nascidas com deficiência permanente decorrente de síndrome congênita associada à infecção pelo zika uma pensão especial, mensal e vitalícia equivalente ao teto dos benefícios pagos pela Previdência Social –hoje, R$ 8.157,40. Tanto a indenização quanto a pensão especial serão isentas da cobrança de Imposto de Renda.

Além disso, a pensão especial poderá ser acumulada com outras indenizações por dano moral concedidas por meio de lei específica, com o BPC (Benefício de Prestação Continuada). A comprovação da condição de saúde será feita por meio de laudo de junta médica, que será analisado pela Perícia Médica Federal.

SURTO DE ZIKA VÍRUS

De 2015 a 2016, o Brasil enfrentou um surto de zika, uma virose transmitida por meio da picada do mosquito aedes aegytpi e que despertou a atenção da comunidade científica e da população em geral ao ser associada ao aumento de casos de microcefalia e outros quadros neurológicos graves, especialmente em Estados do Nordeste, como Pernambuco e Paraíba.

Em fevereiro de 2016, a OMS (Organização Mundial da Saúde) chegou a classificar a epidemia como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Passado algum tempo, o número de casos e o espaço dedicado ao tema pela mídia começaram a diminuir, embora as crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias continuem enfrentando uma dura rotina de cuidados especiais.

Na entrevista ao “Bom dia, ministro”, Wolney afirmou que não citaria o governo no qual a crise teve início para “não entrar em uma disputa política”. O início do surto do zika foi durante o último ano de governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu um impeachment em 2016. Quem assumiu a presidência foi Michel Temer (MDB).



Autor Poder360 ·