16 de janeiro de 2026
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Ampliando o traçado de deslocamento do programa Deputados Aqui pelo Estado de Goiás, a 21ª edição ocorreu no município de Aragarças, na divisa com o Mato Grosso, 390 km a Oeste de Goiânia.

O programa já foi realizado, por exemplo, em Itumbiara, no Sul goiano; em Minaçu, no Norte; em Formosa, no Leste; e em São Miguel do Araguaia, no Noroeste. Já foram realizados, até o momento, mais de 150 mil atendimentos.

Em Aragarças, os atendimentos totalizaram mais de cinco mil.

A manhã começou com filas menores que a de outras edições, mas nas horas seguintes o público encheu a estrutura montada junto à praia Quarto Crescente, à beira do Araguaia e com vista para Barra do Garças, município mato-grossense na outra margem do rio.  

Entre os serviços disponíveis havia os estandes Mais Empregos e a Sala do Empreendedor. No primeiro, eram ressaltadas 20 vagas para trabalhar em hipermercado, perfumaria, oficina e açougue. Também ali eram anunciadas vagas em cursos de culinária, confeitaria, tecnologia e bem-estar ministrados pela unidade de Aragarças do Colégio Tecnológico do Estado de Goiás (Cotec).

Na Sala do Empreendedor, fruto de parceria da prefeitura local com o Sebrae, era possível formalizar ou alterar cadastro como Microempreendedor Individual (MEI). O agente de desenvolvimento Ilson Pereira da Silva, da Prefeitura de Aragarças, havia acabado de atender um casal que pedira a criação de um MEI para regularizar serviços de pintura prestados. Além disso, no estante havia orientações para micro, pequenos e médios empresários, incluindo agendamento de videochamada com uma hora de consultoria.  

A castração de cães e gatos foi outro destaque desta edição. Apenas na sexta-feira foram castrados 71 animais; no sábado, esse total dobrou. O casal Cauã Alexandre e Rayane Alves, ele borracheiro e ela estudante, chegaram às 7h50 com Thor, um atento vira-lata de porte médio e pelo cinza rente que às 8h30 estava prestes a ser atendido.

Feito o procedimento, os tutores dos cães recebem um panfleto com as orientações do pós-cirúrgico. No domingo, a castração continuaria em Bom Jardim de Goiás.

A estudante Maryna Moreira de Oliveira, por sua vez, foi ao Deputados Aqui para resolver, no estande do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), problema de cadastro da biometria, o que foi feito em dez minutos. Ela ficou sabendo do evento por panfletos.

Houve, mais uma vez, nessa edição, curso de licitações promovido pela Escola do Legislativo ministrado pelo professor Werickson Rodrigues Ribeiro, que trabalha com contratações públicas na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) desde 2012. Ao todo, 53 alunos – provenientes não só de Aragarças, mas também de Baliza, Piranhas e Bom Jardim de Goiás – se inscreveram.

‘Deputados Aqui começa dez dias antes’

“A diferença para Barra do Garças vai diminuindo, porque a qualidade de vida em Aragarças está aumentando muito”, declarou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Bruno Peixoto (UB), ao público no evento. A força do turismo local reflete sobretudo na economia de Barra do Garças, onde estão muitos dos atrativos.

A deputada Rosângela Rezende (Agir) falou justamente no desejo de ajudar “a revitalizar a orla de Aragarças, a tornar o município uma força do turismo. É muito bom estar aqui onde pulsa, junto à natureza, o nosso Goiás”, afirmou também.

Além de Bruno Peixoto e Rosângela Rezende, estavam no palco os deputados Julio Pina (Solidariedade), Bia de Lima (PT), Charles Bento (MDB) e Karlos Cabral (PSB), além de um assessor representando o deputado Paulo Cezar (PL), e outro, Lucas Calil (MDB).   

Na sexta, Peixoto visitara a escola cívico-militar Professor José Nogueira de Moraes, em Aragarças, e afirmou ter providenciado, junto à Secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, verba de R$ 200 mil para a cobertura de passarelas.

No palco do evento, Peixoto pontuou que “o Deputados Aqui não começa no sábado. Ele já está há dez dias sendo preparado para vocês”.

Julio Pina anunciou ter feito uma “vaquinha” junto aos colegas deputados presentes para que, com a destinação de emendas parlamentares de todos eles, a prefeitura possa “realizar o sonho” de construir o lago municipal de Aragarças.

O parlamentar anunciou ter contribuído com emendas para recapeamento de ruas, recursos para a saúde e, com Bruno Peixoto, a construção de cem moradias.

O prefeito municipal, Ricardo Galvão (UB), enalteceu a importância de o Deputados Aqui ocorrer às vésperas do 72º aniversário de Aragarças. No segundo mandato à frente da cidade, ele elencou realizações como a difusão da iluminação em LED e o investimento para a construção de posto avançado do Corpo de Bombeiros.

“Estamos juntos defendendo as pautas das pessoas que mais precisam”, disse Bia de Lima no palco. “Temos que trabalhar contra o ódio e para o bem comum”, acrescentou.

Ao final da sua fala, a deputada citou os transtornos gerados pela falta de perícia criminal e de unidade do IML. Bruno Peixoto relatou que, em paralelo a esforços para reativar o IML no município, fez contato com o Governo Estadual para que o problema possa ser mitigado, por enquanto, por meio de convênio com Barra do Garças.

Karlos Cabral, no quarto mandato, ressaltou ajudar Aragarças desde o primeiro. “E hoje todo mundo vai embora daqui com o serviço prestado”, declarou. O programa, segundo ele, faz com que a população diga que “os deputados fazem diferença nos municípios”.

Vereadores de Aragarças e de municípios vizinhos também estavam presentes.

Após os discursos, 1100 cidadãos de Aragarças e entorno foram homenageados por relevantes serviços prestados.

Em seguida, próximo do meio-dia, foi servido um arroz carreteiro para todos os que estavam no evento. A despeito de a temperatura ter subido para 34ºC nesse horário (enquanto os termômetros de rua, pela exposição direta dos sensores à radiação solar direta, marcavam mais de 40ºC), diversos ares-condicionados móveis refrigeravam boa parte do ambiente sob as tendas do evento.  

A próxima edição do Deputados Aqui acontecerá no próximo sábado, 4, em Mineiros.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), aparece como favorito na disputa pelo Palácio das Esmeraldas em 2026. Pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (26/9) pela CNN e pela revista IstoÉ, mostra que o emedebista tem 42,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 16,5% do senador Wilder Morais (PL). A diferença entre os dois é de 25,8 pontos percentuais, consolidando Daniel em primeiro lugar.

Na sequência, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) registra 15,6% e a deputada federal Adriana Accorsi (PT) aparece com 15,4%. Os três adversários de Daniel estão tecnicamente empatados, segundo o levantamento. O pré-candidato do Novo, Telêmaco Brandão, foi citado por 0,3% dos entrevistados.

O recorte por segmentos do eleitorado mostra que Daniel Vilela tem mais força entre jovens (57,6%), eleitores com ensino fundamental (54,7%) e nas regiões Norte e Noroeste do estado (60%). Já Wilder Morais tem maior presença entre evangélicos (22,8%) e pessoas sem religião (24%). Adriana Accorsi se destaca na capital, com 40,3%, desempenho associado à sua candidatura em 2024 à Prefeitura de Goiânia, quando terminou em terceiro lugar.

A pesquisa também simulou outro cenário, sem a presença de Marconi Perillo e com Wilder substituído pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL). Nesse caso, Daniel Vilela mantém a liderança, com 43,1% das intenções de voto. Gayer aparece em segundo lugar com 25,4%, seguido por Adriana Accorsi, que soma 21,4%. Telêmaco Brandão manteve 0,3%.

O levantamento ouviu 2.872 eleitores goianos entre os dias 17 e 23 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Especialistas em ciência política avaliam que a vantagem atual de Daniel Vilela é significativa no cenário goiano. Em eleições passadas, raramente um pré-candidato iniciou a corrida com mais de 40% das intenções de voto, margem considerada confortável para quem busca consolidar alianças e fortalecer palanques regionais.

A tendência, segundo analistas, é de que o vice-governador entre em 2026 como favorito, embora o histórico de Goiás também mostre campanhas marcadas por viradas nas fases finais da disputa.

Autor Rogério Luiz Abreu


Longa de Aaron Sorkin, que dirigiu “A Rede Social” em 2010, tem estreia prevista para outubro de 2026

O ator norte-americano Jeremy Strong, de 46 anos, interpretará Mark Zuckerberg em “The Social Reckoning”, sequência do filme “A Rede Social”, escrita por Aaron Sorkin. A Sony Pictures anunciou na 6ª feira (26.set.2025) que a previsão é que o longa chegue aos cinemas em 9 de outubro de 2026.

Strong ficou conhecido por ter interpretado Kendall Roy na série “Succession”, da HBO. Foi indicado ao Oscar em 2025 por seu papel como Roy Cohn no filme “O Aprendiz”, sobre a vida de Donald Trump como empresário. 

O filme “The Social Reckoning” dará continuidade à história iniciada em “The Social Network”, lançado em 2010. A obra retratou a criação do Facebook e os conflitos envolvendo seus fundadores. 

The Social Reckoning” abordará o período em que, em 2021, uma série de reportagens chamadas de “The Facebook Files” expôs problemas internos da plataforma.

Documentos vazados indicavam uma série de falhas na rede social e que a empresa pouco fez para corrigi-las. Também mostraram que Mark Zuckerberg minimizava ou deixava de divulgar as descobertas da empresa sobre o impacto de seus produtos e plataformas nos usuários.

Além de Jeremy Strong, o elenco de “The Social Reckoning” inclui a vencedora do Oscar Mikey Madison (do filme “Anora”) como a denunciante Frances Haugen e Jeremy Allen White (da série “O Urso”) no papel de Jeff Horowitz, repórter do The Wall Street Journal responsável pela publicação das reportagens.

A produção ficará a cargo de Todd Black, Peter Rice, Aaron Sorkin e Stuart Besser.

O filme “The Social Network”, distribuído pela Sony Pictures em 2010, alcançou sucesso comercial significativo, com arrecadação superior a US$ 226 milhões em todo o mundo, segundo o Deadline. 



Autor Poder360 ·


Nesta segunda-feira, 29, a Assembleia Legislativa de Goiás sediará eventos propostos pelo deputado Veter Martins (UB). Duas instituições estarão envolvidas, o Procon Goiás e a Acieg.

O primeiro, das 8h30 às 16 horas, é o 1º Simpósio do Procon Goiás, em comemoração aos 35 anos do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O encontro reunirá autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil para debater os avanços conquistados desde a criação do CDC e os desafios que ainda precisam ser enfrentados nas relações de consumo.

A programação contará com palestras de profissionais como Camila Fernandes Mendonça, sobre “Direitos e proteção da criança e do adolescente no mercado de consumo”; Tiago Zancope, sobre “Inteligência artificial e o mercado de consumo”; Jordana Lamounier, sobre “Novo perfil de consumidores e sustentabilidade”; e Suellen Mara Couto, sobre “Superendividamento: desafios e perspectivas”.

Ainda pela manhã, às 9 horas, o Plenário Iris Rezende Machado sediará a sessão solene em homenagem aos 40 anos da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag). Empresários e industriários que contribuem para o desenvolvimento do município e do Estado receberão o Título de Cidadania Goiana. Entre os homenageados, estão Alexandre Lemos Barros, natural de Ouro Fino (MG), fundador da Mold Estruturas, que hoje emprega cerca de 250 colaboradores; e Ineuza Garbin Bertussi, natural de Concórdia (SC), sócia-proprietária e diretora administrativa da ABM Logística Ltda., empresa especializada em transportes de cargas fracionadas e lotação.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Goiás terá um fim de semana com previsão de aumento do calor e tempo instável em diversas regiões. A frente fria que influenciou o estado durante a última semana perde intensidade e se desloca. A possibilidade de ocorrência de chuvas ainda se mantém, porém com volumes menores.

O alerta é do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), que projeta um cenário de atenção para os próximos dias, especialmente em relação à baixa umidade do ar. De acordo com o último boletim, o estado volta à “programação normal de setembro”, com temperaturas voltando às alturas.

O gerente do Cimehgo, André Amorim, explica a mudança no padrão do tempo.

“A frente fria está indo embora e a tendência do tempo é ficar com predomínio de sol e baixa possibilidade ou probabilidade de chuva. Então, muda o cenário da semana onde nós estivemos, o avanço da frente e ela provocou essas chuvas, mas agora, como ela está se deslocando, a tendência do tempo é ficar mais estável”, diz Amorim.

Para este sábado (27/9), o boletim indica predomínio de sol pela manhã, com temperaturas amenas, e calor intenso à tarde. As temperaturas máximas para todas as regiões estarão acima dos 34°C. A região norte se destaca, com previsão de máxima de 38°C.

As temperaturas mínimas em Goiás devem variar entre 19°C e 22°C. Já as máximas podem atingir até 38°C no Norte e Oeste goiano. Em Porangatu, a variação será entre 22°C e 38°C. Em Jataí, as temperaturas devem variar de 19°C a 35°C.

Em Goiânia, a previsão aponta para sol com pancadas de chuva. A temperatura máxima pode atingir os 33°C, e a umidade relativa do ar deve variar entre 30% e 95%.

A umidade relativa do ar fica em nível de atenção em todas as regiões, na faixa dos 30%. O Cimehgo alerta para a necessidade de cuidados da população, como hidratação e evitar exposição prolongada ao sol.

Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um aviso de perigo potencial para vendaval no leste e norte goiano. Segundo o instituto, os ventos podem variar entre 40 km/h e 60 km/h.

Municípios com risco de vendaval

  • Abadiânia
  • Água Fria de Goiás
  • Águas Lindas de Goiás
  • Alexânia
  • Alto Paraíso de Goiás
  • Alvorada do Norte
  • Anápolis
  • Barro Alto
  • Buritinópolis
  • Cabeceiras
  • Campinaçu
  • Campinorte
  • Campos Belos
  • Cavalcante
  • Cidade Ocidental
  • Cocalzinho de Goiás
  • Colinas do Sul
  • Corumbá de Goiás
  • Cristalina
  • Damianópolis
  • Divinópolis de Goiás
  • Estrela do Nort
  • Flores de Goiás
  • Formosa
  • Formoso
  • Gameleira de Goiás
  • Goianésia
  • Guarani de Goiás
  • Hidrolina
  • Iaciara
  • Leopoldo de Bulhões
  • Luziânia
  • Mambaí
  • Mara Rosa
  • Mimoso de Goiás
  • Minaçu
  • Monte Alegre de Goiás
  • Montividiu do NorteGO
  • Mutunópolis
  • Niquelândia
  • Nova Iguaçu de Goiás
  • Nova Roma
  • Novo Gama
  • Orizona
  • Padre Bernardo
  • Pirenópolis
  • Planaltina
  • Porangatu
  • Posse
  • Santa Rita do Novo Destino
  • Santa Tereza de Goiás
  • Santo Antônio do Descoberto
  • São Domingos
  • São João d’Aliança
  • São Luiz do Norte
  • Silvânia
  • Simolândia
  • Sítio d’Abadia
  • Teresina de Goiás
  • Trombas
  • Uruaçu
  • Valparaíso de Goiás
  • Vianópolis
  • Vila Boa
  • Vila Propício

Autor Manoel Messias Rodrigues


Emmanoel Schmidt Rondon assume a estatal em um momento de prejuízo; rombo em 2025 passa de R$ 4,4 bi

O novo presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, tomou posse nesta 6ª feira (26.set.2025), na sede da estatal, em Brasília. Em seu discurso, o economista declarou ser importante entender o que é preciso “melhorar, traçar a rota e caminhar juntos”.

“Tenho certeza de que a empresa consegue, porque tem enorme capacidade de gerar receita, um posicionamento diferenciado no mercado e um papel fundamental para o país”, declarou Rondon.

Rondon assume os Correios com um rombo bilionário deixado por seu antecessor, Fabiano Silva dos Santos –que pediu demissão no início de julho. O prejuízo da estatal no 1º semestre de 2025 foi de R$ 4,4 bilhões.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, foi à posse do novo chefe dos Correios. Declarou que o setor passa por “mudanças profundas” com o “crescimento do comércio eletrônico, a demanda por soluções digitais e a necessidade de inovação”.

NOVO PRESIDENTE DOS CORREIOS

Emmanoel Schmidt Rondon é funcionário de carreira do Banco do Brasil. Formou-se em economia pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e em administração de empresas pelo Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais). Exercia a função de gerente-executivo do Banco do Brasil desde maio de 2017.


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Autor Poder360 ·


Uma das integrantes da mesa diretiva da sessão solene extraordinária é a médica Pauliana Lamounier, chefe do Serviço de Implante Coclear do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), que rececebeu o diploma do Mérito legislativo Pedro Ludovico Teixeira. Ela celebrou a data como um momento de festejar as conquistas e reafirmar a luta pela reabilitação auditiva, destacando o orgulho de o Brasil ser um dos únicos países a realizar a cirurgia de implante coclear de forma totalmente gratuita pelo SUS, sendo o Crer o único hospital a oferecer o procedimento em Goiás.

O discurso foi realizado da tribuna do Plenário Iris Rezende, da Assembleia Legislativa de Goiás. A solenidade dedicada ao Dia Nacional do Deficiente Auditivo é uma iniciativa do presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto (UB), e é presidida pelo deputado Cairo Salim (PSD).

Ao finalizar, a médica expôs o dilema enfrentado pela equipe: priorizar crianças na fila de cirurgia em detrimento de adultos. Essa decisão se deve ao fato de que, se uma criança ultrapassa a idade limite de quatro anos sem o implante, pode perder o critério para recebê-lo pelo SUS, impedindo-a de aprender a ouvir e a falar. Ela enfatizou a importância do trabalho multiprofissional da equipe e a relevância da família como o grande elo transformador na jornada do paciente com perda auditiva. A médica agradeceu a todos que dedicam seu dia à causa e parabenizou os deficientes auditivos e suas famílias pela jornada.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um homem foi preso temporariamente na noite de quinta-feira (25/9) como suspeito de causar o acidente que resultou na morte do motociclista Carlos Willian Rodrigues Martins, de 25 anos. O acidente fatal ocorreu na noite do domingo (14/9), na Avenida César Lattes, no Setor Novo Horizonte, em Goiânia.

A motocicleta conduzida por Carlos Willian foi arremessada contra um poste de iluminação, pegou fogo e ficou totalmente destruída. A vítima foi socorrida, mas morreu pouco após dar entrada no Hospital de Urgências de Goiânia.

O suspeito foi identificado como Thiago Rodrigo Silva Moreira e foi preso no Setor Urias Magalhães. A prisão temporária decretada pela Justiça e cumprida pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Trânsito (DICT) de Goiânia. Ele já possui registro criminal por porte ilegal de arma de fogo.

Imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas foram cruciais para as investigações. As imagens registraram o momento em que Carlos era perseguido em alta velocidade por um carro branco, identificado por testemunhas como um VW Voyage. De acordo com os levantamentos, o motorista do carro realizou uma manobra brusca e intencional de fechamento contra a moto.

Vítima e a motocicleta, que pegou fogo após coidir contra um poste

Essa manobra fez com que o motociclista perdesse o controle, subisse na calçada e colidisse contra o poste. Com o impacto, a moto pegou fogo. Pessoas que passavam pelo local, inclusive um homem, uma mulher e uma criança que estavam próximos ao poste, se assustaram, mas não se feriram.

Após o acidente, o condutor do automóvel fugiu do local em alta velocidade, realizando manobras proibidas e quase colidindo com outro veículo. As investigações apontam que a conduta do motorista, ao forçar o fechamento, assumiu o risco de causar a morte, caracterizando dolo eventual.

Testemunhas relataram que a vítima e o motorista do veículo teriam discutido minutos antes da colisão. Há a suspeita de que o crime possa ter sido premeditado.

“O suspeito foi ouvido e deu sua versão dos fatos, mas a verdadeira motivação ainda está sendo apurada”, disse o delegado Paulo Ludovico.

Após a prisão, o suspeito foi ouvido pela Polícia Civil e segue preso. Ele passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (26/9), quando um juiz decidirá sobre a manutenção da prisão. A equipe policial prossegue com as diligências para a completa elucidação do fato.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Pedro Campos também critica decisão da Mesa Diretora de mandar para o plenário a análise da perda de mandato da deputada

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, deputado Pedro Campos (PE), comentou o processo de cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), condenada a 10 anos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por invasão do sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta 6ª feira (26.set.2025), Campos disse que seria um “constrangimento para a Casa” decidir que ela pode continuar a exercer o seu mandato.

Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho. As autoridades italianas estão analisando o pedido de extradição ao Brasil. A deputada foi ouvida na 4ª feira (24.set) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, que analisa o processo de perda do mandato da congressista. A palavra final será do plenário da Casa.

“Se essa Casa decidir que ela [Zambelli] pode continuar a exercer o seu mandato parlamentar, basicamente essa Casa estará dizendo que uma pessoa presa, quer seja na Itália ou em regime fechado aqui no Brasil, pode manter um mandato de parlamentar e deputado federal”, afirmou o deputado ao jornal. “E isso é um constrangimento e um absurdo para a Casa. Isso é uma coisa que a sociedade não vai aceitar nem vai admitir”, acrescentou.

“Aqui nesse Parlamento cabe todo tipo de visão, mas não cabe uma deputada presa estar exercendo o mandato. Esse Parlamento não pode virar um lugar onde as pessoas estão presas e deputadas ao mesmo tempo”, disse Campos.

Campos também criticou a decisão da Mesa Diretora e do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) de mandar a análise para o plenário.

“Em respeito à população, a Mesa deveria ter decidido pela perda do mandato e que assumisse o suplente que pudesse aqui se posicionar. E não estar transformando uma coisa que foi uma condenação na Justiça, de uma pessoa que decidiu fugir do país, que foi presa na Itália, como fosse uma heroína por estar aqui protegendo as prerrogativas parlamentares”, declarou.

Em depoimento à Câmara, na 4ª feira (24.set), Zambelli negou ter solicitado ao hacker Walter Delgatti invasão ao sistema eletrônico do CNJ. Disse que o contatou por dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas. Ela também relatou problemas de saúde e disse ter desmaiado 8 vezes desde que foi detida pela polícia italiana.

Durante o depoimento, Zambelli ainda criticou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes: “Tirou as redes sociais do meu filho, tirou as redes sociais da minha mãe”, declarou a deputada. Ela mostrou uma foto com o filho e disse que o ministro a persegue politicamente: “Ele quis atingir toda a minha família, não tem como não ser perseguição”.

Moraes revogou na 5ª feira (25.set) o bloqueio dos perfis da deputada, considerando que não haveria mais necessidade de manter essa medida. A decisão retoma os perfis de Zambelli em 8 redes sociais, como YouTube, Telegram, X, Instagram, entre outras. No entanto, caso os perfis voltem a compartilhar conteúdos considerados ilícitos pelo STF, será fixada uma multa diária de R$ 20.000.



Autor Poder360 ·


 A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, na tarde desta quinta-feira, 25, um debate acerca de proposta de emenda constitucional (PEC) nº 18/2025, que tramita na Câmara dos Deputados, conhecida como “PEC da Segurança Pública”. O texto reformula a área no Brasil. Em um segundo momento, o encontro, de iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), foi oportuno para discutir a carreira dos policias goianos.

A deputada federal Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) também foi coautora do evento. Além dos petistas, tomaram assento à mesa dos trabalhos o superintendente executivo da Policia Rodoviária Federal (PRF), policial Régis Alves, e o comandante operacional da Agência da Guarda Civil Metropolitana de Goiânia (AGCMG), Danilo César.

De maneira remota, participaram o agente da PRF e doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Carlos Francisco Oliveira Nunes, e o ex-ouvidor das polícias do Estado de São Paulo e coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia do Instituto para Reforma das Relações Entre Estado e Empresa (IRREE), Benedito Domingos Mariano.

Segurança Pública

A deputada federal Adriana Accorsi foi a primeira a se pronunciar e se manifestou favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/2025, que altera os artigos 21, 22, 23, 24 e 144 da Constituição Federal, para atualizar as competências da União, estados, Distrito Federal e municípios na área da segurança pública.

O texto cria a Política e o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, coordenados pela União, com participação de estados, municípios e a sociedade civil. A União passa a coordenar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e o sistema penitenciário, assegurando integração entre todos os órgãos, sem retirar a subordinação das polícias e bombeiros aos governadores.

Ao se manifestar, o idealizador do encontro, deputado Mauro Rubem (PT), agradeceu à presença de todos e cumprimentou os integrantes da mesa, reconhecendo a integração entre a PRF e a GCM, além da seriedade com que as instituições de segurança pública tratam a proposta de emenda constitucional.

Ainda em tempo, o parlamentar ressaltou que teve a segurança pública entre as prioridades de seus mandatos e que sempre buscou ampliar os conhecimentos relativos à área. Assim, Rubem relembrou de um episódio ocorrido em 2011, quando visitou o município de Diadema, na grande São Paulo, para conhecer a experiência da cidade na segurança

Por fim, o legislador comentou o seminário realizado ontem, no Palácio Maguito Vilela, que também discutiu a PEC. Assim, Rubem afirmou que é preciso aprofundar o debate sobre o assunto, tratando com seriedade e amplo diálogo com profissionais da área.

Ao fazer sua saudação inicial, Danilo Cesar elogiou o trabalho que a deputada federal tem desempenhado em relação à segurança pública. Além disso, ele aproveitou a oportunidade para se manifestar favoravelmente ao tema.

“Acredito que essa PEC é muito importante, pois ela fala sobre a previsão constitucional das competências da guarda, do policiamento ostensivo, comunitário e municipal. E eu acredito muito no policiamento municipal e na proximidade da Guarda Civil com o cidadão de bem, com a população que precisa desse serviço”, declarou o agente.

Regis Alves falou na sequência e celebrou a importância da discussão em um espaço como a Alego, além de apontar a relevância de ouvir, sobretudo, estudiosos da aérea.

Embasamento científico

Carlos Oliveira explanou sobre os efeitos práticos que a proposta altera. Ao iniciar sua palestra, ele observou que o Brasil passa por uma “emergência crônica, pública e persistente de segurança”, e que isto ocorre devido ao modelo de governança das últimas décadas. Ele salientou, também, que esta crise não atinge a população de forma igualitária e avaliou que a violência atinge, sobretudo, jovens periféricos em situação de vulnerabilidade social

Assim, o agente de PRF apontou que é preciso observar o contexto no qual a PEC foi apresentada. Segundo ele, o primeiro deles é o histórico de formação do modelo brasileiro de segurança, os elevados níveis de criminalidades e, por fim, a crise de paradigma no qual assuntos dissonantes tentam se legitimar.

Ele salientou que a realidade atual é diferente de alguns anos atrás e os novos arranjos sociais contribuem para a construção de soluções coletivas, como unificação de sistemas, a exemplo do Sistema Único de Saúde, e pontuou que o mesmo poderia ocorrer com a segurança pública. “Vivemos um cenário de relações dinâmicas e complexas. Estamos acostumados a ouvir sobre sociedade liquida, na qual tudo muda muito rápido. E o fato é que essas relações complexas têm favorecido a construção e o favorecimento de soluções coletivas”, afirmou.

Ao falar sobre a possível constitucionalização do Susp, ele destacou que a ideia é uma diretriz geral para integrar a coordenação dos trabalhos das forças de segurança. “A PEC tem essa preocupação de, além de não alterar as competências, estabelecer uma política nacional de segurança pública, traçando planos gerais sobre estatísticas e modernizar as forças federais. Além disso, outra grande virtude é trazer a guarda municipal como polícia municipal, o que tem uma importância crucial como vetor de mudança, afinal é a GCM que está mais próxima da comunidade”, declarou o agente. 

Sistema único

A PEC nº 18/2025 marca o início de uma discussão fundamental sobre a necessidade de uma reforma abrangente na segurança pública do país. O sociólogo e especialista no tema, Benedito Domingos Mariano, comentou sobre a iniciativa:

“A PEC é o início de pensar um novo sistema de segurança pública no país. Uma ampla reforma no sistema de segurança pública é necessária. Sem ela, não construiríamos o Susp. Na verdade, o Sistema Único de Segurança Pública ainda não saiu do papel porque não tivemos grandes reformas constitucionais e infraconstitucionais”, opinou.

Benedito Domingos ainda ressaltou a importância de repensar a estrutura das polícias brasileiras, destacando a necessidade de um modelo de ciclo completo da atividade policial.

“Temos uma cultura de ‘meias-polícias’: as civis investigam, e as militares cuidam do policiamento ostensivo e da ordem pública. Esse modelo fragmentado existe no Brasil e em apenas mais quatro países. No restante do mundo, as polícias realizam o ciclo completo das atividades. Esses são pontos estratégicos para pensar um novo sistema de segurança pública”, disse.

Abordagem parlamentar

Em seguida, a deputada federal Adriana Accorsi defendeu veementemente a unificação dos dados sobre segurança pública no Brasil. Segundo ela, a integração é crucial para combater a criminalidade, um desafio que, conforme argumenta, é ilustrado por três fatos recentes.

O primeiro ponto abordado pela deputada foi a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança. Ela citou a recente operação que envolveu a Polícia Federal, o Ministério Público de São Paulo, a Polícia Civil paulista e o Coaf. A ação revelou o alto poder financeiro e político do crime organizado no país, com apreensões na Faria Lima, centro financeiro do Brasil. 

O segundo fato citado por Accorsi foi o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Rui Ferraz Fontes, que, segundo ela, foi vítima de um crime brutal e profissional do crime organizado. Lamentou que o especialista, considerado um dos maiores do país no combate ao crime organizado, tenha sido “abandonado pelo estado” e que suas denúncias de ameaças tenham sido ignoradas. Este caso, na visão dela, reforça a urgência de fortalecer a proteção daqueles que atuam na linha de frente.

Por fim, a deputada destacou a epidemia de feminicídio que o Brasil enfrenta. Ela ressaltou que esse fenômeno complexo exige uma política nacional de combate e a união de toda a sociedade. Criticou a falta de dados centralizados, exemplificando que nem mesmo o Ministério da Justiça possui informações sobre o número de delegacias especializadas no atendimento à mulher no país, o que classifica como um problema “muito grave”.

Para Accorsi, a solução para esses desafios está na PEC da Segurança Pública, elaborada em um processo democrático, com o apoio do presidente Lula e de governadores. A proposta de emenda busca constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública, para modernizar a legislação, integrar as forças, compartilhar informações e, acima de tudo, padronizar procedimentos. Ela finalizou o discurso afirmando que a integração é essencial para combater o crime organizado, que, embora pareça distante, é o responsável pelos crimes que mais afetam a população no dia a dia. E também reforçou a participação das guardas municipais neste processo.

Carreira policial

Em um segundo momento do encontro, o tema debatido foi a carreira policial. Participaram de maneira remota o doutor em Administração Pública e Governo pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, Alan Fernandes, e o coordenador nacional de Segurança Pública do PT e do Núcleo de Acompanhamento de Política Pública (NAPP) de Segurança Pública, da Fundação Perseu Abramo, Abdael Ambruster.

Alan Fernandes foi o primeiro a fazer uso da palavra e falou sobre a importância da definição de matriz para provisão e distribuição de efetivos policias. “Uma das coisas que imperam sobre quantos policias uma sociedade precisa: o número mágico trazido é o número oficial da ONU. Entretanto, não existe um número ideal, definido internacionalmente, pois isso é definido baseado no que a sociedade espera de sua polícia”, afirmou.

Assim, ele explicou que esse número se dá em termos das ocorrências da realidade, no trabalho policial de cada território. Ao falar sobre a divisão do efetivo, Fernandes explicou que é preciso pensar no nível de problema que determinada cidade tem em termos policiais. “Primeiro, índices criminais e, segundo, de população residentes. Contudo, dependendo do lugar, pensar em população pendular e população em instâncias turisticas”, salientou.

Abdael Ambruster falou sobre o “perigo da privatização da segurança pública” e seu temor quanto a proposta de emenda à Constituição nº 32/2020, que altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa.

“Eu faço uma lembrança a respeito desse perigo, em relação a destruição da polícia ferroviária. Após as privatizações das estradas de ferro, eu conversei com o presidente da Associação dos Policiais Ferroviários sobre o desmonte e da dissecação em vida da carreira polícia. Estudei a história dessas polícias, pois foram desmontadas durante o Governo Fernando Henrique”, argumentou.

Assim, o palestrante falou que acredita que não é preciso a unificação das forças de segurança e que é preciso ter atenção à saúde mental dos policiais. “Todas as policias devem, em seu espaço, trabalhar em prol da sociedade. Estou falando de várias categorias policias, pois todas são essenciais. Temos o perigo do discurso da violência e do armamentismo excessivos, que acabam adoecendo o policial. Temos que ter essa responsabilidade com nossa sociedade e com nossos policiais, nos debruçando no que podemos fazer”, destacou.

Ambruster encerrou sua contribuição apontando que “sem soberania, não há segurança pública e, sem segurança pública, não há direitos humanos”. Após as falas dos palestrantes, a palavra foi franqueada ao público para esclarecimento de dúvidas e contribuições.

 

 

 

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás