13 de fevereiro de 2026
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Democracia e soberania estiveram em foco sob diferentes ângulos nesta sexta-feira, 22, no 1º Congresso de Direito Constitucional da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego). A programação, que começou pela manhã e seguiu até o final da tarde, colocou em debate temas como a visão constitucional do julgamento ante à perspectiva de gênero; o processo penal e a responsabilidade ética da imprensa com a democracia. A ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, foi uma das palestrantes.

Em seu discurso na abertura dos trabalhos, o presidente do Parlamento goiano, Bruno Peixoto (UB), destacou a necessidade do esforço na garantia dos direitos constitucionais. “Não podemos permitir que a falta de conhecimento nos leve a momentos difíceis em relação à nossa soberania”, pontuou.

Idealizador do congresso, o subprocurador-geral da Alego, Iure de Castro, agradeceu a Peixoto pelo apoio à iniciativa e por buscar “por meio da educação, a transformação que a sociedade precisa”.  Após o início do evento, a ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, recebeu o Título de Cidadania Goiana das mãos do presidente da Casa.

Marco civilizatório

Em seu painel, o único do período matutino, a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge falou sobre os méritos, conquistas e desafios da Constituição Federal de 1988 neste século 21. Antes de começar a palestra, ela fez questão de destacar que é goiana, natural de Morrinhos, e elogiou a realização do congresso, o qual chamou de “inovador no âmbito do Legislativo estadual e nacional”.   

Ao destacar o mérito na consolidação da democracia e na ampliação da cidadania, Dodge definiu a Carta Magna como “um marco civilizatório no Brasil”.  Ainda que os brasileiros eventualmente discordem dos preceitos da Lei Maior e vejam nela empecilhos, ponderou, eles têm com ela “um porto seguro para resolver os conflitos da vida social”.

A jurista afirmou que a Constituição Federal é responsável por efeitos concretos positivos também no desenvolvimento do país. Como exemplo, citou o caso da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que está por trás do crescimento da produção rural. Além disso, apontou que ante “os enormes desafios climáticos, sociais e internacionais deste primeiro quarto de século 21” é preciso ver a ela “não apenas como um estatuto de direitos e deveres, mas como um motor de inovação e desenvolvimento”.

Raquel Dodge listou cinco desafios que vê em relação à Constituição atual: federalismo, porque as agendas dos entes federativos “às vezes colidem”; segurança jurídica, afetada por “instabilidade normativa e leis defeituosas, insuficientes e discriminatórias”, assim como por políticas públicas deficientes e corrupção; direitos fundamentais, que precisam alcançar a todos; sustentabilidade, afetada, por exemplo, pela falta de mecanismos de financiamento climático adequado; e equidade social, responsável por demandas como maior garantia de oportunidades e segurança para empreender.  

Área criminal

O tema “Processo Penal e a Perspectiva Constitucional” guiou o primeiro painel da tarde, ministrado pelo desembargador no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ), Wilson da Silva Dias. O jurista enalteceu a realização do evento e a oportunidade de falar a respeito da temática, a qual considerou como de grande importância para a sociedade.

Após expor conteúdos técnicos, Silva Dias pontuou a necessidade de compreender os princípios constitucionais e as suas aplicações dentro de um processo. Em conselho aos interessados em trabalhar na área criminal, o desembargador lembrou da importância de estudar o direito constitucional e refletir sobre como ele pode ser aplicado nas duas fases da persecução penal.

O advogado e conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Pedro Paulo Guerra de Medeiros foi o responsável por mediar as discussões e chamou atenção para a importância de debates. “O futuro do nosso país está nas mãos de todos e todas vocês e é assim que nós faremos um Brasil e um futuro melhor. Quanto mais compartilhamos conhecimento, melhor e mais evolui a sociedade”, frisou.

A mesa contou com a participação do presidente do Instituto Goiano de Direito Constitucional, Fernando de Paula; dos professores e advogados Romero Ferraz e Clodoaldo Moreira dos Santos Júnior; do advogado Breno Pires Borges e da secretária-geral adjunta da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas Goiás (Abracrim-GO), Maria Eduarda Lôbo.

“Temática processual penal sem Direito Constitucional não é nada”, salientou o advogado Clodoaldo Júnior, com a afirmativa de que o conjunto de normas funciona como base de todos os processos.

Imprensa, comunicação e democracia

Logo em seguida, o professor e estrategista político Marcos Marinho refletiu sobre a responsabilidade ética na cobertura jornalística jurídica e política. O papel da comunicação como elemento que permite a convivência em sociedade guiou a palestra.

O palestrante defendeu que, ao pensar a cobertura jornalística em 2025, é preciso atenção às mudanças radicais que o processo comunicacional sofreu nas últimas décadas. “Quando venho falar sobre o enquadramento que a imprensa dá para acontecimentos jurídicos e políticos, nosso primeiro passo é: de onde as pessoas estão tirando a significação sobre processos políticos e jurídicos? Reflitam sobre isso: a notícia anda muito mais rápido que a verdade”, disse.

Segundo o estrategista político, o universo da comunicação é vital para o desenvolvimento da sociedade e, por isso, é fundamental compreendê-lo. Nas palavras de Marinho, é preciso “entender que o que os jornalistas fazem, hoje, é o papel de recortar, sintetizar e tornar os fatos acessíveis aos diversos tipos de públicos, para auxiliá-los na compreensão e na ação”.

Participante da mesa de debates, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) defendeu que é preciso prezar pelo pluralismo de ideias da democracia, tanto no jornalismo quanto na política. O deputado destacou que o tema do painel, ligado à questão da comunicação e à liberdade de imprensa, e associado à pauta política, é essencial.  “Temos as premissas de liberdade de imprensa e liberdade de expressão consolidadas no processo democrático brasileiro. A questão da transparência também, que é algo que quem está na vida pública precisa estar preparado para exercer, independente do Poder que atue”, completou.

O advogado, professor e secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária em Goiânia, Juliano Santana, reforçou o papel da comunicação como pilar central da democracia. “Democracia, no sentido moderno do termo, é também uma pluralidade, liberdade e qualidade de informação”, disse.

Também participante da discussão, a jornalista da Agência de Notícias da Alego, Marcela Pina que falou dos desafios do trabalho da comunicação política. “É preciso estarmos atentos às palavras, principalmente no ambiente de texto. A linguagem jurídica também carece dessa atenção, já que, se o receptor não entender a mensagem, de nada adianta”, lembrou.

Os debates foram mediados pelo jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás (Sindjor), Francisco Costa.

Perspectiva de gênero

Com os direitos humanos na sociedade em vista, o painel seguinte trouxe como tema o “Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero: uma visão Constitucional”. Procuradora do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), a coordenadora do grupo de trabalho que instituiu o protocolo de julgamento com perspectiva de gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ivana Farina Navarrete Pena, conduziu a palestra.

De acordo com ela, trata-se de uma temática nova, porém “alinhada aos atuais desafios de uma sociedade brasileira desigual, que ainda tem muito a caminhar para a realização da liberdade e da igualdade”.

Pena apontou que os princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito, soberania, cidadania e dignidade da pessoa humana, além dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político, devem ser considerados ao falar sobre desigualdade. A atenção deve ser redobrada, alertou, quando abordadas questões de gênero, raça e classe social.

“Nós, na Justiça, não podemos ser alheios a essas desigualdades. Mais da metade da população brasileira é de mulheres e, para que a democracia seja forte, um dos fundamentos que deve estar inteiro é a dignidade da pessoa humana”, ponderou.

Diferente dos painéis anteriores, o grupo do debate contou apenas com integrantes do gênero feminino, tendo como moderadora a advogada e professora Flávia Simões. As debatedoras foram a desembargadora do TJ-GO Ana Cristina Ribeiro Peternella França; a defensora pública e coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), Tatiana Bronzato; psicóloga, psicanalista e perita do TJ-GO, Liara Theodoro Souza; a presidente da Comissão da Infância e Juventude da Seção Goiás do Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfam-GO), Jordana Pinheiro e a advogada e professora Ludmilla Borges Pires Adorno.

Responsabilidade política

Para encerrar o 1º Congresso de Direito Constitucional da Alego, o “Impeachment à brasileira”, uma palestra sobre os contornos da responsabilidade política do Presidente da República. O responsável pelo momento foi o consultor legislativo do Senado Federal e advogado, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho. Ao início de sua fala, lembrou que o impeachment se trata de uma ferramenta que existe em todos os regimes presidencialistas, mas que veio do parlamentarismo inglês como uma forma de tirar um ocupante de um cargo público de suas funções.

Segundo Mello Filho, historicamente, os processos se deram mais pelo apoio do respectivo Parlamento do que pela contundência das provas ou a relevância da conduta.“O presidente da República precisa ter menos de um terço de apoio da Câmara dos Deputados e menos de um terço do Senado. Ou seja, é quando ele perde as condições de governabilidade”, explicou.

O consultor legislativo observou que existem diversos outros fatores que conduzem a esse tipo de destituição, como movimentos sociais, protestos nas ruas, denúncias da imprensa, problema econômicos, escândalos morais ou, até mesmo, a “bussola moral” do vice-presidente.

“Mas o último arrastro acaba sendo o tamanho da base parlamentar. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), por exemplo, foi condenada por ter pedalado alguns pagamentos, coisa que outros presidentes anteriores já haviam feito. A questão foi o tamanho do cheque pré-datado. A conduta em si não era nova e nem o problema, mas sim quem ocupava o cargo”, afirmou.

Fizeram parte da mesa de debates: o advogado e professor, Marcos César Gonçalves; o advogado Miguel Ângelo Cançado e o professor Luiz Felipe Fleury. A mesa foi moderada pelo o subprocurador-geral da Alego, Iure de Castro Silva.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A presidente da Câmara Municipal de Hidrolândia, Dra. Thaisy (UB) destacou algumas das principais ações realizadas pelo Legislativo no mês de agosto. Segundo ela, o trabalho tem se mantido alinhado aos demais vereadores e em constante parceria com o Executivo municipal, o que tem garantido avanços para a população.

Entre as iniciativas, está a primeira edição do projeto Câmara Social, realizada no último domingo (17/8), no ginásio de esportes do setor Garavelo Sul, onde foram oferecidos diversos serviços e atendimentos à comunidade. No dia seguinte (18/8), a região também sediou a estreia da Câmara Itinerante, que passou a ser regulamentada e realizou sua primeira sessão ordinária na sede da subprefeitura.

“Foi uma iniciativa da mesa diretora, com apoio e aprovação de todos os vereadores. A Câmara itinerante agora está regulamentada, e fizemos então nossa primeira sessão no Garavelo. A partir de agora, vamos levar o Legislativo para todas as regiões da cidade”, afirmou a presidente.

No início do mês, com o retorno das atividades parlamentares, Dra. Thaisy visitou todas as escolas do município para implementar o projeto Vereador Mirim. A eleição dos representantes mirins está marcada para o dia 3 de setembro, com posse prevista para o dia 8, no plenário da Câmara.

“Lançamos o projeto nas escolas e hoje todas estão em campanha para a eleição dos vereadores mirins”, explicou.

“Somos reconhecidos como a capital da logística no Estado”

Polo logístico de Hidrolândia – BR-153 // Foto: Decom

A aprovação de projetos do Executivo também marcou os trabalhos do Legislativo em agosto, com destaque para a aquisição de novas áreas destinadas à expansão do polo industrial de Hidrolândia, que hoje se consolida como o principal polo logístico do Estado.

“Hidrolândia não é apenas a cidade das águas e das jabuticabas, agora também somos reconhecidos como a capital da logística em Goiás. Isso se deve ao trabalho que o prefeito Zé Délio vem realizando”, ressaltou a presidente da Câmara, Dra. Thaisy.

Segundo ela, o município já abriga centros de distribuição de algumas das maiores empresas da América do Sul, o que reforça a importância de manter a união entre Legislativo e Executivo para potencializar esse setor. Como parte desse esforço, a Câmara promoveu, em parceria com o IF-Goiano, a aula inaugural do curso de logística, voltado para a formação de jovens da cidade e região.

Dra. Thaisy também destacou o avanço na pauta de proteção às mulheres. Propositora da criação da Procuradoria da Mulher no Legislativo, ela lembrou que a Casa tem atuado na conscientização e prevenção da violência de gênero. “Neste mês, estamos promovendo o Agosto Lilás, reforçando a importância da conscientização e da luta contra essa violência”, afirmou.

Além dessas iniciativas, a Câmara realizou sessões solenes, missa campal, palestras educativas e homenagens voltadas às famílias hidrolandenses, fortalecendo seu papel social no município.

Missa campal realizada no estacionamento da Câmara – celebrada pela igreja Paróquia Santo Antônio // Foto: Ascom/Câmara

“A Câmara é parceira constante do Executivo para que Hidrolândia siga nesse ritmo de desenvolvimento. O trabalho não para. Assim como o prefeito, nós, vereadores, seguimos unidos, sempre em busca do melhor para a população”, concluiu a presidente Dra. Thaisy.

Autor Rogério Luiz Abreu


Regulamento da empresa cita nominalmente sanções ou embargos administrados pelo Ofac

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes está proibido de usar o cartão Elo, de bandeira brasileira. O regulamento para a entrada de um banco ao arranjo de pagamento Elo não permite atender clientes que tenham sido sancionados pelo governo dos Estados Unidos e cita nominalmente o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA). Leia a íntegra (PDF – 1 MB).

A informação foi publicada primeiro pelo jornalista Fernando Nakagawa. Foi justamente o Ofac que anunciou, em 30 de julho de 2025, que Moraes havia sido punido com a Lei Magnitsky. O trecho que cita o escritório consta no inciso 3 do artigo 230:

“É vedado aos Participantes estabelecer ou manter relação com qualquer cliente que seja ou venha a ser objeto de sanções econômicas ou financeiras ou embargos comerciais impostos, administrados ou executados de tempos em tempos pelo governo dos Estados Unidos da América (incluindo sanções ou embargos administrados pelo OFAC ou pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América), ou pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, União Europeia ou Tesouro do Reino Unido”.

De acordo com informações veiculadas na mídia brasileira, o Banco do Brasil cancelou o cartão de Moraes com bandeira Mastercard –uma empresa norte-americana. A instituição teria sugerido uma alternativa: um cartão com bandeira Elo –uma empresa brasileira.



Autor Poder360 ·


A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, recebeu na manhã desta sexta-feira, 22, o Título de Cidadania Goiana. A honraria foi entregue pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB). Também participaram da solenidade o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, e o organizador do evento, o subprocurador-geral da Alego, Iure de Castro.

Ao abrir a sessão solene, Peixoto, autor do requerimento que concedeu a cidadania goiana à ministra, assinado também pelos deputados Clécio Alves (Republicanos), Talles Barreto (UB) e Bia de Lima (PT), ressaltou seu “orgulho” em prestar a homenagem.

“Quando divulgamos a presença da ministra Cármen Lúcia e da ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge, as inscrições se esgotaram em menos de 20 minutos [a ministra foi homenageada durante o 1° Congresso de Direito Constitucional]. O currículo da ministra, por si só, justifica essa honraria. O carinho que nós goianos temos por vossa excelência é imenso. Já entendemos que a senhora é, de fato, goiana, pois aqui vive sua irmã, em Goianésia. Hoje apenas consolidamos esse reconhecimento”, disse o presidente à homenageada.

Depois da entrega do título, a ministra assumiu a palavra onde destacou que a homenagem se estende não apenas a ela, mas a toda sua família. “Tenho uma irmã casada com um goiano e quatro sobrinhos goianos. Nossa família tem, portanto, não apenas carinho por Goiás, mas também sementes plantadas aqui”, frisou. 

Ela aproveitou, ainda, para parafrasear a poetisa Cora Coralina, “imensa brasileira e goiana”, ao citar: “De nada adianta tudo o que fizermos na vida se não conseguirmos tocar com o coração aquilo que vivemos.” Segundo ela, é “com o coração” que agradece a Goiás por lhe conceder a oportunidade de se sentir parte do Estado.

A ministra ainda ressaltou a generosidade de Goiás ao ceder parte de seu território para a instalação da capital federal, o que, segundo ela, revela a “grandeza de um povo” que permitiu a centralização política do Brasil “naquele que é, naturalmente, seu centro geográfico”. “Havia os que resistiam à mudança da capital do Rio de Janeiro, pois ali se representava o poder. Outros achavam que seria preciso tirar uma parte de Goiás para evitar que Brasília ficasse sob a influência do Estado. E Goiás aceitou com a grandeza que lhe é própria. A presença de Goiás está em nossas vidas. Levarei comigo esse compromisso e honrarei a história de ética e de luta deste Estado, não apenas em favor de uma parcela, mas de todo o povo brasileiro.” 

Antes de devolver a palavra, a ministra parafraseou também o poeta brasileiro Guimarães Rosa: ‘Sorte é isso. Merecer e ter’. E emendou: “Que sorte a do Brasil merecer e ter a grandeza de Goiás e seu povo. Tenham certeza que vou honrar a todos”. 

O discurso da ministra foi seguido pelas palavras do organizador do encontro, Iure de Castro. Na ocasião, Iure destacou a importância do acesso a oportunidades no Brasil. 

Ele rememorou sua trajetória de luta e reforçou, em seguida, seu objetivo de ajudar a transformar o Poder Legislativo em um lugar de cada vez mais oportunidades. “A semente que estamos plantando aqui é o que nos dignifica e nos transforma”, disse antes de agradecer a presença da ministra no congresso e reforçar a alegria dos goianos em tê-la, agora, como parte de seu povo. 

Por fim, o prefeito da Capital, Sandro Mabel, destacou que Goiás está honrado em vê-la como cidadã goiana. “Temos aqui operadores do Direito de todo o Estado para acompanhar a entrega desse título”. Segundo ele, em breve Lúcia será também se tornará cidadã goianiense. “É uma honra ter uma ministra correta, arrumada, com postura espetacular como conterrânea. Seja muito bem-vinda”, finalizou. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo prendeu em flagrante, no último sábado (16/8), um homem suspeito de tentar furtar equipamentos e materiais da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Vila Bom Sucesso.

A ação policial foi iniciada após câmeras de videomonitoramento do local detectarem movimentação suspeita no interior da unidade de saúde. Imediatamente acionadas via Gabinete de Gerenciamento de Crises e Eventos Especiais (Gecom), as equipes da GCM deslocaram-se ao local.

Ao chegarem, os agentes flagraram o indivíduo tentando sair por uma das janelas, carregando uma CPU de computador. Durante a abordagem, o suspeito resistiu à prisão e ainda tentou fugir, mas foi rapidamente contido pelos guardas municipais.

Além da CPU, foi encontrado com o homem um pendrive danificado. Materiais de escritório que já haviam sido removidos do prédio e estavam posicionados do lado de exterior, prontos para serem levados, também foram recuperados.

O gestor da unidade confirmou que todos os itens apreendidos eram de propriedade do patrimônio público da UBS. O homem, que não teve sua identidade divulgada, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências legais.

SMT remove veículo com mais de R$ 12 mil em débitos

A Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) de Senador Canedo retirou de circulação, na última quarta-feira (20/8), um veículo com mais de R$ 12 mil em débitos e diversas restrições judiciais. O automóvel tinha multas por excesso de velocidade e falta de licenciamento, entre outras irregularidades.

De acordo com o superintendente de Trânsito, Fernando Vieira, veículos nessa situação representam um grave risco à segurança viária.

“Um carro com esse histórico de infrações mostra total desrespeito às leis e coloca vidas em perigo. A ação fiscalizatória é fundamental para retirar das ruas condutores que agem com irresponsabilidade”, afirmou.

A SMT reforça que seguirá intensificando as operações de blitz e monitoramento, com o objetivo de coibir infrações e garantir mais proteção à população.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Houve redução de cerca de 60% nos 7 primeiros meses de 2025 em relação ao mesmo período de 2024; dados são do MapBiomas

O Brasil registrou 2.451.130 hectares queimados de 1º de janeiro a 31 de julho de 2025, segundo dados do MapBiomas. Houve uma redução de cerca de 60% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o fogo atingiu 6 milhões de hectares nos 7 primeiros meses de 2024.

Segundo o MapBiomas, a maior parte da área queimada (28,5%) foi em formação campestre. Na sequência estão formação savânica (21,2%) e pastagem (14,6%). Eis a íntegra do relatório (PDF – 3 MB).

A área queimada apenas no mês de julho foi de 748.178 hectares. A maior parte foi registrada no Tocantins: 203.854 hectares. O Estado é seguido por Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Amazonas e Goiás. 

O bioma mais afetado em julho foi o Cerrado, com 571.214 hectares queimados. Seguem-se Amazônia (143.164), Mata Atlântica (24.429), Caatinga (6.822), Pampa (1.277) e Pantanal (1.272). 

ÁREAS NATURAIS

O Brasil perdeu, em média, 2,9 milhões de hectares de áreas naturais por ano, de 1985 a 2024, totalizando uma redução de 111,7 milhões de hectares. Essa área é maior que a Bolívia, país com cerca de 109,9 milhões de hectares.

Os dados são da nova coleção do projeto MapBiomas, lançada em 13 de agosto. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 2 MB).

O levantamento mostra um cenário de profundas transformações, com impactos significativos nas áreas naturais e na expansão da agropecuária. A edição deste ano também inclui uma nova categoria: o mapeamento de usinas fotovoltaicas, que se expandiu pelo país de 2015 a 2024, com 62% da área mapeada no país concentrada na Caatinga.

O percentual de municípios que têm a agropecuária como atividade que ocupa a maior parte de seu território subiu de 47% em 1985 para 59% em 2024. Pastagem e agricultura foram os usos da terra que mais se expandiram. A área ocupada com pastagem cresceu 68% (62,7 milhões de hectares) e a agricultura, 236% (44 milhões de hectares).



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou, na tarde desta quinta-feira, 21, sessão solene em homenagem ao cinquentenário da Associação dos Surdos de Goiânia (ASG), de iniciativa do deputado Delegado Eduardo Prado (PL). O tributo teve a intenção de destacar o trabalho da associação, ao longo de cinco décadas, na defesa de direitos, bem como ressaltar a importância de fortalecer iniciativas que assegurem dignidade, autonomia e representatividade à comunidade surda goiana.

Fizeram parte da mesa de trabalhos, além do parlamentar: Leonardo Rasmussen, presidente da Associação dos Surdos de Goiânia; professor Edson Franco Gomes, ex-presidente da Associação dos Surdos de Goiânia, homenageado com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira; e Andréia Lino do Carmo Bessa, diretora do Centro de Atendimento Educacional Florescer. 

Ao iniciar a sessão, Eduardo Prado destacou a relevância da associação na sociedade e sua persistência em promover a dignidade e a inclusão. Em seu pronunciamento, o deputado ressaltou o papel vital da ASG como “braço forte dos surdos em Goiânia e em todo o Estado”. Ele enfatizou que a luta da comunidade surda nem sempre recebe a devida atenção e que poucos levantam a voz em sua defesa. O parlamentar mencionou a atuação da associação, salientando seu apoio contínuo em áreas como cultura e esporte. Além disso, ele se comprometeu a continuar defendendo a comunidade e os intérpretes de Libras, afirmando que a maioria de projetos de lei relacionados ao tema são de sua autoria.

Dentre as iniciativas legislativas mencionadas, o deputado destacou a lei que garante a presença de intérpretes de Libras durante o pré-natal e o parto de gestantes surdas. O projeto, que se tornou lei em Goiás, surgiu de uma colaboração com a OAB e a presidência da Associação das Mulheres Surdas. O parlamentar relembrou casos de violência que mulheres surdas sofriam em hospitais e celebrou a legislação como uma vitória significativa, garantindo-lhes o direito a um atendimento digno.

Eduardo Prado também citou outros projetos de sua autoria, como a criação do Dia do Intérprete de Libras e a obrigatoriedade de tradutores em escolas, hospitais e repartições públicas. Ele lamentou as dificuldades financeiras apontadas pelo Estado para a implementação dessas medidas. Ao final, o deputado confirmou seu empenho em promover a inclusão em diversos setores da sociedade, incluindo o comércio, e fez um apelo para que a Alego amplie a presença de intérpretes em suas sessões.

Conquistas e inclusão  

Ao discursar na solenidade, a diretora do Centro de Atendimento Educacional Florescer, Andréia Lino do Carmo Bessa, primeiramente agradeceu ao deputado Delegado Eduardo Prado pela homenagem. “É com muita satisfação que recebi o convite para participar desta sessão de 50 anos da ASG. Desde 2020, o parlamentar apoia nossa causa e, em tudo que pedimos seu apoio, ele realizou, dentro do possível, destinando emendas parlamentares para a comunidade e para os estudantes surdos”, relatou.

A diretora contou ainda que o Centro Florescer atende 1.200 cursistas e 310 alunos surdos de todas as partes do Estado. “As demandas e o trabalho só têm aumentado, mas estamos conseguindo com a ajuda do Delegado Eduardo Prado. Adquirimos dois estúdios, impressoras coloridas e mais equipamentos da sala de tecnologia”, revelou Andréia.

Em seguida, falando em nome dos homenageados, o ex-presidente da ASG, Edson Franco Gomes, contou um pouco da história da família e dos irmãos: quatro ouvintes e dois surdos. Ele mencionou a trajetória do pai, natural da Bahia, e da mãe, de Itumbiara, no Sul do Estado. “Minha história foi iniciada com muito sofrimento, mas após os 10 anos de idade, quando aprendi a língua de sinais, as coisas melhoraram. Fez muita diferença na minha vida. Mas, mesmo dentro das associações, não existiam intérpretes na época”, contou o ex-presidente.

Edson Franco afirmou que fundou a ASG em Goiânia, em 1975, para ajudar na melhoria da qualidade de vida dos surdos. “É um trabalho de luta pela comunidade surda. Por muito tempo não tivemos acessibilidade e havia muita dificuldade de comunicação. Hoje temos um espaço muito maior para o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), depois de muita dificuldade. Obrigado ao deputado pelo convite e pela homenagem. Agradeço a todos os presentes”, finalizou.

Por fim, o atual presidente da ASG, Leonardo Rasmussen, discursou, em Libras, com tradução simultânea em linguagem falada, durante a sessão solene. Rasmussen expressou sua gratidão aos associados pelo apoio contínuo em meio a todas as dificuldades e lutas enfrentadas pela comunidade surda ao longo do tempo.

O presidente também ressaltou a figura de Edson Franco Gomes, a quem ele creditou a fundação da associação e o início das conquistas de acessibilidade para a comunidade. Segundo Rasmussen, a atuação de Gomes, que aprendeu a Língua de Sinais no Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), foi fundamental para o desenvolvimento da comunidade surda goiana. “Graças a seu exemplo, hoje existem [profissionais] formados e talentos em diversas áreas mostrando que o surdo é capaz e pode se desenvolver”, salientou.

Ao finalizar seu discurso, Leonardo Rasmussen aproveitou para fazer um apelo. Ele solicitou mais intérpretes em locais essenciais, como delegacias de polícia, hospitais e outras instituições. O presidente da ASG ainda sugeriu a criação de um projeto de lei que garanta bolsas e transporte para crianças surdas participarem de eventos esportivos, destacando a necessidade de incentivar a inclusão pelo esporte.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGIM) realizou na noite desta quarta-feira (20/8) uma operação conjunta de fiscalização em bares e casas de show da cidade. O objetivo da ação é combater o funcionamento irregular de estabelecimentos e coibir crimes como a exploração sexual e situações de risco para menores de idade.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar, Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), Fiscalização de Posturas, Vigilância Sanitária e do Juizado da Infância e Juventude. Ao todo, foram vistoriados quatro estabelecimentos, sendo três no Setor Cidade Vera Cruz e um no Setor Monte Serrat.

Foto/Divulgação: Secom

Todos os locais vistoriados foram notificados, sendo dois estabelecimentos interditados; um por falta de condições higiênicas e documentação irregular e outro por envolvimento de menor de idade.

Uma adolescente encontrada em um dos locais e o proprietário foram conduzidos à Central de Flagrantes, acompanhados pela Polícia Militar e pelo Juizado da Infância e Juventude. No total, 15 pessoas foram abordadas e qualificadas.

O secretário de Segurança Pública de Aparecida, coronel Godinho, informou que toda ação realizada foi planejada, após o recebimento de denúncias anônimas.  

“O trabalho foi planejado a partir de denúncias recebidas e envolveu diversos órgãos do Gabinete de Gestão Integrada (GGIM). Essa união de esforços demonstra o compromisso da prefeitura e do prefeito Vilela em combater qualquer tipo de crime e irregularidade em nossa cidade”, pontuou o secretário.

O comandante da GCM, inspetor Milton Sobral reforçou que as operações são constantes e integram a política de cooperação entre segurança pública e órgãos municipais.

“Seguiremos intensificando as fiscalizações em diferentes regiões da cidade, sempre com o objetivo de proteger vidas e assegurar que a lei seja cumprida”, frisou Milton Sobral.

Autor Rogério Luiz Abreu


A empresa lidera o mercado de comércio eletrônico dos EUA, que cresce cada vez mais no país

A Amazon ampliou sua liderança no mercado de comércio eletrônico dos EUA no 2º trimestre, segundo o banco JPMorgan (NYSE:JPM), que citou o crescimento acelerado do varejo da empresa e suas vantagens logísticas.

Em uma atualização de seu modelo de e-commerce dos EUA, a empresa informou que as vendas online norte-americanas aumentaram 5,3% em relação ao ano anterior no 2º trimestre. Mantiveram-se praticamente estáveis em comparação ao crescimento de 5,6% observado no 1º trimestre.

“A inserção do e-commerce nos EUA aumentou ano a ano pelo 10º trimestre consecutivo no 2T, subindo +17 pontos base em relação ao ano anterior para 21,9% das vendas ajustadas do varejo”, escreveram os analistas.

O varejo da Amazon superou o mercado mais amplo. O JPMorgan afirmou que o crescimento das vendas diretas globais da Amazon acelerou para 10% ano a ano em moeda constante, em comparação com 6% no trimestre anterior.

As vendas de terceiros também cresceram 10%, acima dos 7% no 1º trimestre. O crescimento foi “impulsionado pelo crescimento extraordinário em itens essenciais (cerca de 1/3 das unidades vendidas), entrega SD1D (Same-Day/1-Day Delivery) em tempo recorde… e expansão do ecossistema Prime”, observou o JPMorgan.

Os analistas estimam que a participação da Amazon no e-commerce dos EUA aumentou mais de 2 pontos percentuais em relação ao ano anterior, chegando a 46,8% no 2º trimestre.

Pensando nos valores futuros, o banco projeta que a participação de mercado da Amazon alcançará 47,4% no 3º trimestre e 49,2% no 4º trimestre.

“Acreditamos que a Amazon (NASDAQ:AMZN) continua bem posicionada como líder em comércio eletrônico”, escreveu JPMorgan, reiterando a ação como a “melhor ideia” da empresa.

O banco prevê uma ligeira desaceleração no crescimento geral do e-commerce dos EUA no 2º semestre de 2025. O resultado se deve a uma difícil comparação ao último semestre e por possíveis efeitos de tarifas, mas espera que a inserção continue aumentando.“Continuamos acreditando que a inserção do e-commerce dos EUA nas vendas ajustadas do varejo pode aumentar de aproximadamente 23% em 2024 para mais de 40% a longo prazo”, afirmou JPMorgan.


Com informações do Investing.com Brasil.



Autor Poder360 ·

A Câmara municipal de vereadores de Catalão em homenagem ao aniversário do município comemorado no dia 20 de agosto realizou na noite do dia 19, terça feira, título cidadão catalano a várias pernonalidades da nossa cidade. Veja um pouquinho da comemoração :

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