13 de fevereiro de 2026
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  • 07:05 Projeto de Virmondes Cruvinel para prevenir crime de stalking será analisado em comissão temática
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Foram identificadas “situações de risco grave e iminente” pela ANP; medida afeta produção de 100 mil barris por dia

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) determinou a interdição do FPSO Peregrino, navio-plataforma operado pela Equinor em parceria com a Prio no Campo de Peregrino, na Bacia de Campos.

A medida atinge a produção de cerca de 100.000 barris de petróleo por dia. Leia a íntegra (PDF – 455 kB) do fato relevante divulgado nesta 2ª feira (18.ago.2025).

Segundo a ANP, foram identificadas “situações de risco grave e iminente” relacionadas à documentação de segurança, análise de risco e ao sistema de dilúvio da plataforma. A companhia informou que a Equinor já iniciou os reparos necessários, com prazo de conclusão previsto entre 3 e 6 semanas.

A empresa brasileira detém 40% de participação na unidade e está em processo de adquirir os 60% restantes por US$ 3,35 bilhões. O fechamento da transação está previsto para o início de 2026 e depende da aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

As ações da Prio recuavam cerca de 5% na B3 (Bolsa de São Paulo) nesta manhã.

Revés se dá após vitória no pré-sal

A situação ocorre poucos dias após a companhia vencer o leilão de venda spot de 500.000 barris de petróleo de União do campo de Atapu, no pré-sal da Bacia de Santos. O certame foi promovido pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.).

A disputa foi realizada em reunião fechada, com abertura de ofertas em tempo real e possibilidade de lances em viva voz. Participaram representantes de 6 companhias: Galp, PetroChina, Petronas, TotalEnergies, Petrobras e Prio.

Esta foi a 2ª venda spot da PPSA em 2025. Em março, a estatal comercializou duas cargas de 500 mil barris do campo de Itapu. Em junho, promoveu o 5º Leilão de Petróleo da União na B3, com a venda de 74,5 milhões de barris –o maior já realizado.

A PPSA é responsável por administrar a parcela da União nos contratos de partilha dos campos do pré-sal. O governo tem utilizado as receitas obtidas com a venda de petróleo como fonte adicional para reduzir o déficit fiscal de 2025.



Autor Poder360 ·


O deputado Virmondes Cruvinel (UB) protocolou na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o projeto de lei n° 19541/25, qcom a proposta de criar o Programa Estadual de Aproveitamento de Subprodutos do Agronegócio para Fins Gastronômicos (Proaprov). A iniciativa busca dar um novo destino a materiais como cascas, bagaços, farelos e resíduos agroindustriais, transformando-os em ingredientes e produtos alimentícios de valor agregado.

O Brasil, segundo o parlamentar, desperdiça cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que equivale a até R$ 100 bilhões em prejuízos. Goiás, por sua vez, é um dos principais polos agropecuários do país, com R$ 2,72 trilhões movimentados em 2024. 

Para Cruvinel, a criação do programa poderá transformar desperdício em oportunidade, fortalecendo a economia circular alimentar, reduzindo o impacto ambiental e promovendo a segurança alimentar.

O Proaprov prevê apoio técnico, capacitação, acesso ao crédito, incentivos à pesquisa e um selo de certificação para produtos sustentáveis. A ideia é integrar produtores rurais, agroindústrias, cozinhas profissionais, universidades e startups em uma rede de inovação. 

Segundo Cruvinel, a expectativa é que, ao regulamentar e implementar o programa, Goiás lidere a transição para um modelo de agronegócio mais “eficiente, sustentável e socialmente responsável”.

A matéria está em via de encaminhamento à Comissão de Constituição, Justiça e Redação. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Militar de Goiás (PMGO) prendeu em flagrante, neste sábado (16/8), dois homens suspeitos de envolvimento em um homicídio ocorrido no mesmo dia na cidade de Rialma, na região do Vale do São Patrício. A ação contou com equipes do 10º Comando Regional e do Batalhão Rural, que iniciaram diligências logo após o crime.

Um homicídio foi registrado no início da tarde de sábado em frente ao cemitério municipal. A vítima foi identificada como Aldesio Assis de Oliveira, conhecido popularmente como “Totó”.

Segundo a PM, a corporação recebeu, via funcional, informações de que um homem conhecido como “Totó” havia sido alvejado e morto dentro de sua residência, localizada na Rua Antônio Miguel de Freitas, antiga Rua Santa Helena, Setor Planalto, em frente ao cemitério municipal.

Imediatamente, equipes policiais foram até o endereço e encontraram o pai da vítima, que relatou ter ouvido dois disparos vindos da sala. Ao verificar, deparou-se com o filho caído ao solo ainda com sinais vitais. Ele contou ainda que, ao sair para a calçada, visualizou o autor fugindo em uma motocicleta em direção à saída norte da cidade.

De acordo com a Polícia Militar, imagens de câmeras de segurança próximas confirmaram que dois indivíduos estavam na motocicleta utilizada na fuga. O suspeito de efetuar os disparos, posteriormente identificado como um adolescente de 15 anos, não usava capacete, que caiu no local e foi recolhido para perícia. Conforme levantado pela PM, a vítima entrou em luta corporal com o adolescente antes de ser alvejada.

Prisão horas depois do crime

De acordo com a PM, logo após o homicídio a corporação mobilizou esforços para localizar os responsáveis.

“Após a notícia crime de homicídio ocorrido na cidade de Rialma, as equipes do 10º CRPM, juntamente com o Batalhão Rural, iniciaram diligências a fim de encontrar o autor e materialidade do crime”, declarou.

Horas após o crime, a Polícia Militar conseguiu localizar os envolvidos e apreender dois veículos utilizados.

“As equipes obtiveram sucesso em encontrar o autor, mentor que atirou, o piloto da moto, bem como o veículo usado no delito e também o carro Gol utilizado na fuga, já na rodovia GO-154 em direção a Carmo do Rio Verde”, informou o policial responsável pela ocorrência.

Os dois homens apresentaram versões conflitantes sobre a participação no crime. O piloto da motocicleta usada na fuga afirmou não ter conhecimento prévio do homicídio.

“Não, não sabia de nada, coloquei a gasolina na moto, o cara falou, nossa, me deixa ali. Eu só busquei ele lá e levei ele lá e aconteceu”, disse ao tentar se defender.

O suspeito de efetuar os disparos disse que a motivação teria sido uma dívida: “Ele estava devendo um dinheiro, aí eu cheguei lá, ele me ameaçou, aí eu cheguei lá um momento, ele falou que tinha um cano lá”, afirmou, ao alegar legítima defesa.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Rodrigo Paz e Quiroga disputarão a 2ª rodada do pleito em 19 de outubro; é a 1ª vez desde 2006 que a direita tem chances reais de conquistar a Presidência

A eleição presidencial realizada neste domingo (17.ago.2025) na Bolívia terminou sem definição. O centrista Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão), de 57 anos, e Jorge “Tuto” Quiroga (Aliança Livre, centro-direita), 65 anos, disputarão o 2º turno em 19 de outubro.

Paz recebeu 32,05% dos votos, enquanto Quiroga obteve 26,97%. Nenhum candidato alcançou os 50% necessários para vencer em 1ª votação, nem os 40% com 10 pontos de vantagem sobre o 2º colocado.

Esta é a 1ª vez desde 2006 que a direita tem chances reais de conquistar a Presidência, encerrando quase 20 anos de hegemonia da esquerda iniciada com Evo Morales e MAS (Movimento ao Socialismo).

O cenário se dá por causa da crise econômica no país, com inflação elevada (24,86% em julho), reservas cambiais baixas e escassez de combustíveis e produtos básicos, o que culminou na baixa popularidade do atual presidente Luis Arce (independente, esquerda).

Diferentemente de outros países sul-americanos que utilizam urnas eletrônicas, a Bolívia adota o sistema de votação em papel, com contagem manual.

Jorge Quiroga

Jorge “Tuto” Quiroga, 65 anos, nasceu em Cochabamba e é formado em engenharia industrial. Foi presidente interino da Bolívia (2001-2002) depois de servir como vice-presidente de 1997 a 2001, no governo de Hugo Banzer.

Candidatou-se anteriormente nas eleições de 2005, 2014 e tentou em 2020, mas retirou sua candidatura pouco antes do pleito. Defende um liberalismo conservador, redução do deficit fiscal, privatização de empresas públicas deficitárias, livre comércio com os Estados Unidos e China. Entre suas propostas de campanha, estão a eliminação de impostos sobre os dividendos e a criação de 750 mil empregos durante o mandato de 5 anos.

Rodrigo Paz

Rodrigo Paz Pereira é senador e ex-prefeito de Tarija. Filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989-1993), construiu sua carreira política desde o início dos anos 2000. É formado em relações internacionais com especialização em Economia e concluiu uma maestria em gestão política na American University, em Washington D.C.

Sua campanha defende um modelo de “capitalismo para todos”, com foco na formalização da economia, combate à corrupção e reformas institucionais para limitar a reeleição e fortalecer a Justiça.



Autor Poder360 ·


Em sessão itinerante realizada em Itapuranga, no Vale do São Patrício, proposta pelo deputado Wagner Camargo Neto (Solidariedade), o Parlamento goiano prestou honras  a pastoras e pastores evangélicos daquele município e cidades vizinhas. A solenidade foi realizada na sexta-feira, 15, no Ministério Vida de Deus da Igreja de Cristo de Itapuranga. Para marcar o reconhecimento ao importante papel desempenhado, 70 religiosos receberam o Certificado do Mérito Legislativo e o apóstolo Luiz Antônio de Castro foi agraciado com a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira

A homenagem coroou o trabalho ministerial e social realizado por líderes religiosos do Ministério Vida de Deus. A Igreja de Cristo busca seguir os ensinamentos de Jesus Cristo e praticar o amor ao próximo, valores seguidos no Ministério Vida de Deus, que foi fundado em Itapuranga e hoje conta com 30 igrejas em Goiás e outros estados da federação.

Wagner Camargo Neto dirigiu os trabalhos e teve ao seu lado na mesa diretiva: a vice-presidente do Lions Clube de Itapuranga, Glauciane Matias; o presidente do Ministério Vida de Deus no Brasil, apóstolo Luiz Antônio de Castro; o bispo da Igreja de Cristo de Itapuranga, Nivon Lima; os vereadores por Itapuranga Carlos Badeco e Juliana Moreira; e o vereador por Guaraíta Rubismar Ferreira.

Após saudar os presentes, o deputado solicitou ao bispo da Igreja de Cristo de Itapuranga, Nivon Lima, que proferisse uma oração para abençoar os trabalhos da noite. Na sequência houve uma apresentação musical do maestro Marcos Bueno, que entoou um hino evangélico.

Papel espiritual

Wagner Camargo Neto ressaltou a satisfação em promover uma sessão solene em homenagem à Igreja de Cristo Ministério Vida de Deus, Igreja fundada em Itapuranga. Ele destacou a atuação da instituição.

“A gente sabe o quanto ela tem um papel espiritual e social na comunidade, por isso fazemos o reconhecimento pelos relevantes serviços prestados. Em todos os municípios em que nós temos ramificação dessa igreja, podemos ajudar muito no desenvolvimento, no preparo das pessoas que mais necessitam, tanto do Evangelho quanto da área social”, discorreu o legislador.

O parlamentar também afirmou que poder realizar uma sessão itinerante no município que ele representa aproxima o mandato e o Poder Legislativo do cidadão, especialmente do interior do estado.

“Me orgulha muito, enquanto deputado estadual e enquanto itapuranguense, trazer toda a estrutura da Assembleia Legislativa, cerimonial e TV Alego ao nosso município. Eu vejo que é um pedaço da Assembleia Legislativa aqui em Itapuranga. Isso demonstra a importância da representatividade do nosso mandato e mostra que o Parlamento vai até o interior do estado, demonstrando todo o trabalho em prol de cada município goiano”, colocou Neto.

Na sequência da solenidade, foi exibido um vídeo com depoimentos sobre a atuação do apóstolo Luiz Antônio de Castro e, em seguida, foi feita a entrega da Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira

Castro afirmou que se sentia honrado em receber, na cidade, a Assembleia Legislativa em uma homenagem a ele e a outras lideranças. “Para mim é motivo de agradecimento e de muita honra. Agradeço ao presidente da Assembleia Legislativa e também ao nosso grande e maravilhoso deputado estadual Wagner Neto. Eu louvo a Deus pela vida dele, por reconhecer o nosso trabalho nestes 40 anos.”

O apóstolo enalteceu o trabalho de Wagner Camargo Neto, que segundo ele, é feito em parceria com instituições que servem ao povo. “Wagner é um grande companheiro, um grande amigo, uma pessoa a quem admiro muito pelo seu trabalho, por esse diálogo, por esse companheirismo. A política faz parte da sociedade e louvamos a Deus para que nossos políticos possam fazer uma boa gestão.”

Bispo Nivon Lima também agradeceu ao deputado pela iniciativa, pois entende que valoriza o trabalho dos religiosos em servir ao povo. “Essa homenagem está honrando os pastores, o trabalho que é feito pela Igreja, que às vezes passa desapercebido por muitos. Quero agradecer à Assembleia Legislativa de Goiás por fazer essa homenagem a todos os pastores, principalmente do nosso ministério, nos abençoando. Uma alegria, uma honra receber essa homenagem.”

Luiz Antônio de Castro atua junto à Igreja de Cristo de Itapuranga desde o ano de 1987. Em 2005, fundou, com a esposa, bispa Sandra Silva Castro, a Igreja de Cristo do Jardim América, em Goiânia. Em 2010, o apóstolo assumiu a presidência do Ministério Vida de Deus e, em janeiro de 2015, tornou-se pastor presidente da Igreja de Cristo de Itapuranga.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Uma equipe de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem sido ameaçada, nos últimos dias, por grileiros em extensa área rural (de aproximadamente 1,5 mil hectares), chamada de Antinha de Baixo, na cidade de Santo Antônio do Descoberto, município goiano do Entorno do Distrito Federal, a apenas 42 quilômetros de Brasília.

Os profissionais avaliam se o território pode ser demarcado e titulado como remanescente quilombola. Para os descendentes, o lugar é “Antinha dos Pretos”. Lideranças da comunidade quilombola também se sentem ameaçadas (foto). Pesquisadores suspeitam que a região possa ser considerada “terras raras”, rica em minérios.

“A etapa do estudo antropológico (atualmente em andamento) tem sido marcada por fortes ameaças contra os servidores do Incra-DF e Entorno”, informou o órgão em documento enviado à Agência Brasil.

O Incra não divulga os nomes dos autores das ameaças e como procedem. Perguntado, o órgão disse que partiriam “de pessoas e grupos, inclusive políticos, que têm interesses nessas terras”.

Para garantir a segurança dos servidores, o Incra informou que procurou apoio das “instituições do sistema de justiça e forças de segurança para acompanhar o processo investigativo por meio da Câmara Nacional de Conciliação Agrária”.

Questionada sobre a denúncia do Incra, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que atua de forma preventiva e ostensiva. “Em relação ao fato mencionado, não recebeu nenhuma solicitação formal, mas se coloca à disposição de qualquer interessado”, afirmou. A Secretaria de Segurança Pública não respondeu os questionamentos da reportagem.

Apoio da PF para fazer trabalho de coleta de material

Liderança comunitária em Santo Antônio do Descoberto, a professora Railda Oliveira testemunha que a equipe do Incra precisou de apoio da Polícia Federal para fazer o trabalho de coleta de material. “As pessoas estavam realmente ameaçadas na comunidade de Antinha”.

Para os pesquisadores, tudo pode ser importante. Rastros, pistas, reminiscências, documentos, inscrições, informações orais e até cruz de cemitério.

O primeiro passo para o reconhecimento como território quilombola foi dado por parte da comunidade ao solicitar o autorreconhecimento pela Fundação Cultural Palmares.

Desocupação de área remanescente de quilombo: pelo menos 10 casas foram destruídas por homens em tratores a serviço de beneficiários de decisão da Justiça de Goiás

O documento com o certificado da Fundação Palmares foi publicado no dia 1º de agosto. Dois dias antes, uma decisão assinada pela juíza Ailime Virgínia Martins determinava a desocupação de 32 imóveis da comunidade.

A disputa judicial pela região começou na década de 1940. O morador Francisco Apolinário Viana pediu que a terra fosse regularizada no nome dele. Em 1985, mais três pessoas (Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss) também entraram na justiça. Lideranças da comunidade alegam que os documentos seriam falsos. Maria Paulina era esposa de Emival Caiado. Com esse argumento, os descendentes dessa família pediram a posse.

A comunidade reclamou que a decisão não levou em conta o pedido de remeter o caso à Justiça Federal ao ignorar o protocolo feito para a Fundação Palmares. No dia 5 de agosto, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, havia decidido suspender a ordem de desocupação. O caso passou a ser da alçada da Justiça Federal.

Só que pelo menos 10 casas foram destruídas por homens em tratores a serviço de beneficiários da decisão. Membros da comunidade apontaram que um fazendeiro chamado Murilo Caiado se apresentou como proprietário da área e que teria dado ordens para tomar posse dos imóveis. O empresário não foi localizado pela reportagem.

Francisco Porfírio, presidente da associação dos moradores, disse que a derrubada das casas foi traumática

Outro beneficiário seria o irmão dele, o desembargador Breno Caiado. A Agência Brasil também não conseguiu contato com o magistrado.

Eles são primos do atual governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Por meio da assessoria de comunicação, o governo afirma que Caiado não é parte do processo e que não cabe comentário sobre decisão judicial.

O advogado Francisco Porfírio, de 56 anos, que mora na região desde 2005 e é presidente da associação dos moradores, disse que a derrubada foi traumática.

“Resta entrar na Justiça para ser indenizado”, afirmou enquanto levava móveis em uma caminhonete para a casa de um familiar.

Federalização traz alívio para quilombolas

A decisão do STF representou alívio para o motorista Jair da Silva Moreira, de 58 anos, uma das lideranças quilombolas do local. Ele é nascido e criado na mesma casa, construída há mais de 60 anos, e que ficou por um triz de ser derrubada na primeira semana de agosto.

“Eu e minha família ficamos sem dormir. Não tem como ficar tranquilo. Meu avô Saturnino (já falecido) também sempre recebeu ameaças por ser quilombola e morar aqui”.

Tomar banho no Córrego da Inês, apreciar a vista do Morro da Liduvina, correr por entre o canavial, recostar-se à sombra da mangueira plantada pelo avô. Cada cantinho de Antinha de Baixo tem significados especiais para a família dele – cerca de 400 pessoas.

“Todos ficamos inconformados e, depois, um pouco mais aliviados. Mas ainda há pessoas armadas andando pela nossa comunidade que é de nossos ancestrais”. Nas proximidades de casa, está o cemitério em que os avós e bisavós estão enterrados.

O avô Saturnino, segundo o neto, já tinha sido ameaçado por fazendeiros do local, segundo Jair.

“Meu avô já dizia que eles iriam criar uns documentos falsos para tomar nossa terra. Isso foi em 1995”, recorda. Desta vez, em 2025, viu de novo pessoas circulando armadas e tirando fotos das casas deles. “No dia em que iriam derrubar minha casa, um homem ficou na porta de casa e o outro ficou lá dentro”, disse. Uma marca de saudade é uma mangueira que ele viu o avô plantar há 50 anos.

Jair da Silva, uma das lideranças quilombolas do local: “Eu e minha família ficamos sem dormir; não tem como ficar tranquilo”

O primo de Jair, o agricultor Gilson Pereira, de 48 anos, diz que a roça de casa é a vida para eles. “Quem tenta tirar a gente daqui, quer nos matar. Eu não sei fazer outra coisa sem ser plantar para viver e vender na feira da cidade”.

Nos fundos da casa, estão as plantações de milho, feijão, banana e cana. Outra especialidade da família é a produção e venda da rapadura. “O doce é símbolo da nossa resistência também. É nossa raiz. Temos tanta história dos nossos antepassados, e a gente viu que ia perder tudo de um minuto para o outro”, afirma Gilson.

Quando se viu ameaçado, o agricultor lembrou do pai Espiridião Pereira, falecido há mais de seis anos, que o ensinou a plantar cana e a fazer a rapadura. Pensou também nos dois filhos, um adulto, advogado, e uma criança. Outra produtora rural quilombola, Geralda da Silva, de 56 anos, testemunha que todos na comunidade ainda estão assustados. “Inclusive as crianças que não entendiam o que estava ocorrendo. Elas choraram e agora estão mais tranquilas”.

Para outra produtora rural, Maria Aparecida da Silva, de 58 anos, que diz sentir felicidade em se identificar como quilombola, manter o chão onde nasceu significa manter a história viva para os oito filhos. “A gente ouve falar que esses fazendeiros podem estar interessados em nossa área por ser terra rara, rica em minérios. Mas nossa família só quer plantar”.

Diante do córrego de Antinha, em que os mais velhos se acostumaram a se refrescar, homens e mulheres da região estavam emocionados. “Essas águas são limpas. A gente pode beber. Nossos filhos e netos também viverão aqui. A gente ainda tem muito medo, mas agora também alguma esperança”, diz Jair Moreira. (Agência Brasil)

Autor Manoel Messias Rodrigues


Estudo em 119 unidades revela pichações e mobiliário danificado nas redes municipal e estadual, com impacto potencial no comportamento dos alunos

Um levantamento realizado em escolas do município de São Paulo indica quadro de desigualdade entre os ambientes frequentados por adolescentes da rede pública e da rede privada de ensino. O estudo abarcou 2.680 estudantes do 9º ano do ensino fundamental, distribuídos em 119 escolas municipais, estaduais e particulares.

A pesquisa registrou a presença de até 19 elementos de degradação em algumas unidades da rede pública estadual. Os itens avaliados incluem pichações, janelas quebradas, móveis danificados, banheiros entupidos e salas com ventilação precária. O score médio de desordem foi de 0,25 nas escolas particulares, 4,46 nas municipais (18 vezes maior) e 6,67 nas estaduais (27 vezes maior). O estudo foi publicado nos Cadernos de Pesquisa da FCC (Fundação Carlos Chagas).

“Em 89,7% das escolas estaduais e em 85,4% das municipais foi constatada ao menos uma forma de desordem. Nas particulares, isso aconteceu em 21,9% das unidades e em nenhuma delas nós registramos mais de 2 elementos”, diz Cézar Luquine Júnior, autor principal do artigo.

O entorno das escolas também foi avaliado. Nos quarteirões onde se situam as instituições públicas, observou-se maior presença de buracos nas calçadas, pichações, postes com lâmpadas quebradas e uso de drogas em via pública. “Não há como ignorar a influência do contexto. A literatura aponta que ambientes degradados favorecem a adoção de comportamentos de risco, não apenas pela ausência de infraestrutura, mas pela mensagem de descaso e abandono que é transmitida aos adolescentes”, diz o pesquisador.

O trabalho utilizou 4 fontes principais de dados: questionários respondidos por estudantes, observação direta das instalações escolares por pesquisadores de campo, questionários administrativos preenchidos por diretores e dados do Censo da Educação Básica do Ines (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O artigo não se propõe a estabelecer relações causais entre ambiente escolar e comportamento. Mas os próximos estudos do pesquisador, atualmente em conclusão, caminham nesse sentido. “Estamos aplicando uma análise para identificar grupos de adolescentes com diferentes padrões de risco. Até o momento, identificamos um grupo com alta exposição a vários fatores, como violência, consumo de substâncias (álcool, tabaco e maconha) e sedentarismo; outro com perfil mais positivo; e 2 intermediários. Nosso objetivo é verificar se o ambiente escolar e seu entorno influenciam a probabilidade de um adolescente pertencer a um grupo ou outro”, afirma. Parte das análises também incluirá uma comparação internacional com dados coletados em Zurique, na Suíça (onde Luquine Júnior realizou estágio de pesquisa no Jacobs Center for Productive Youth Development), e Montevidéu, no Uruguai, permitindo observar contrastes e semelhanças nos contextos educacionais.

O estudo também verificou que a distorção idade-série no 9º ano atinge quase 20% dos alunos em escolas públicas, contra 4,6% nas particulares. “O que o estudo já deixa claro é que há uma diferença significativa entre o que é oferecido aos adolescentes da rede privada e o que encontram os da rede pública. E isso importa não só para o rendimento escolar, mas para a forma como esses jovens se sentem acolhidos, valorizados e seguros em seu cotidiano escolar”, diz o pesquisador.

“A Organização Mundial da Saúde e a Coalizão Global pelo Fim da Violência Contra Crianças e Adolescentes reconhecem a importância da escola e do seu ambiente para a prevenção da violência. O estudo das características do contexto escolar, incluindo os elementos de desordem, e sua associação com comportamentos de risco é inédito no Brasil”, afirma Maria Fernanda Tourinho Peres, professora da FM-USP e orientadora de Luquine Júnior. “Os resultados serão valiosos para a adoção de medidas para prevenir tais comportamentos, entre os quais estão o bullying e a violência.”

Peres coordenou o projeto “Fatores de risco e proteção para comportamento violento entre adolescentes no Município de São Paulo – Projeto São Paulo para o desenvolvimento social de crianças e adolescentes”, apoiado pela Fapesp, que forneceu a principal base de dados para o artigo.

O artigo Escolas, saúde e riscos na adolescência: Reflexões a partir do Estudo SP-Proso pode ser lido em: https://publicacoes.fcc.org.br/cp/article/view/11159/5325.


Com informações da Agência Fapesp.



Autor Poder360 ·


As atividades do programa Deputados Aqui em Itauçu tiveram início cedo: às 6h30 da manhã deste sábado, 15. Uma legião de servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) já estava a postos na entrada do evento para a triagem de atendimentos. Esta foi a 15ª edição do evento, que segue até o final do ano.

A estrutura foi erguida ao lado da prefeitura, de alguns pequenos estabelecimentos comerciais e de uma sequência de árvores que prolongou o espaço sombreado sob as tendas. Uma equipe da Alego sempre inicia a montagem dessa estrutura dias antes do evento.

Foram distribuídas, entre senhas para diversos atendimentos, 40 para a realização de mamografia. Diante do contêiner da Unidade de Saúde da Mulher, era feito um cadastro das pacientes, que receberão online, em até duas semanas, o laudo do exame.

A monitora de educação infantil Ana Lídia Ferreira Barbosa, de 43 anos, estava prestes a fazer uma mamografia pela primeira vez. Acompanhada da filha, Ana Luísa, iria em seguida a uma consulta oftalmológica por desconfiar que precisa de óculos. Pacientes que saem com a prescrição de uso escolhem um entre diversos tipos de armação e ganham os óculos do projeto Saúde Sesc Visão, parceiro da Alego.

As consultas oftalmológicas foram uma das atividades antecipadas na sexta-feira, assim como a castração de cães e gatos e um curso sobre a Nova Lei de Licitações promovido pela Escola do Legislativo da Alego.

A castração de gatos foi uma novidade desta edição. Assim como no caso dos cães, ela vem sendo feita apenas em machos. Isso se justifica pela eficiência, uma vez que de três a cinco castrações podem ser realizadas no tempo despendido com uma fêmea.

Há, porém, explica a Secretaria de Assistência Social da Alego e coordenadora do projeto Castração Aqui, Lucíula do Recanto, o objetivo de incluir o procedimento em fêmeas em edições futuras do evento, o que demandará outro Castramóvel.

 Mais de 200 escrituras são entregues

Além do presidente do Poder Legislativo estadual, deputado Bruno Peixoto (UB), estiveram em Itauçu os deputados Charles Bento (MDB), Gustavo Sebba (PSDB), Rubens Marques (UB) e Amauri Ribeiro (UB), além do deputado federal por Goiás, Zacharias Calil (UB), do prefeito de Itauçu, Cleiton Melo, seu vice, Clayton Lino (PP), e de quase todos os vereadores municipais, incluindo o presidente da Câmara, Luizinho (MDB).

“Muitos criticaram a criação da Secretaria de Regularização Fundiária”, afirmou Bruno Peixoto no palco do evento, referente à pasta criada em fevereiro deste ano na estrutura da Alego. “Contudo, já entregamos mais de quatro mil escrituras em parceria com as prefeituras municipais e com o Tribunal de Justiça [do Estado de Goiás]”, complementou.

Somente no Deputados Aqui de Itauçu, seriam entregues 206 escrituras, dez delas no palco, simbolicamente, e o restante neste sábado e ao longo da próxima semana.

Peixoto destacou a segurança que a escritura da casa própria dá aos proprietários mencionando um caso que testemunhou certa vez, o de uma mulher aflita para deixar seu imóvel para os filhos.

Charles Bento, bastante vinculado a Itauçu, salientou que a realização desta edição do programa derivou de pedidos dos vereadores locais e especificou já ter enviado mais de R$ 3 milhões em emendas para o município.

Amauri Ribeiro ressaltou o programa como uma forma de se levar benefícios à população, e Rubens Marques parabenizou os servidores da Alego pelos esforços.

Gustavo Sebba disse ter destinado mais de R$ 2 milhões em emendas a Itauçu e enalteceu a qualidade do atendimento e dos equipamentos médicos no Deputados Aqui.

Após os discursos iniciais, houve a plantação de mudas nativas do Cerrado, capitaneada por Bruno Peixoto, e sessão solene para homenagear moradores da comunidade local. A isso seguiu o tradicional arroz carreteiro oferecido no evento.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) estava com procura acima do comum, com 37 atendimentos até o meio-dia. O exame de paternidade foi um dos serviços mais solicitados para o órgão neste sábado.

Outro destaque foi a vacinação contra a Influeza, com cerca de 50 doses aplicadas até o horário do almoço.

O local para as crianças brincarem foi fortalecido pelo Espaço Ambiental da Saneago, montado ao lado e igualmente destinado a elas.

Houve, como nas outras edições, atendimentos de diversas especialidades médicas e estantes como o da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), da Equatorial e do Sesi/Senai, que estava ofertando inscrições para mais de 30 cursos.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O prefeito de Uruaçu, Azarias Machado (MDB), conhecido como Machadinho, inaugurou ao lado do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), nesta sexta-feira (15/8), a pavimentação asfáltica de 2,5 quilômetros do acesso que liga a BR-153 ao polo de Armazéns Gerais dos Produtores Independentes de Uruaçu (APIU).

A obra representa um avanço significativo para os produtores rurais e para a comunidade local, impulsionando a logística e fortalecendo a produção agroindustrial da região.

No evento, Machadinho destacou a relevância da parceria constante entre a administração municipal e o governo de Goiás.

Prefeito Machadinho (MDB) durante a inauguração de obras de pavimentação em Uruaçu e região // Foto: Ascom

“Temos que ressaltar nossa gratidão pela atenção especial do governador, de sua equipe de secretários e da primeira-dama Gracinha Caiado, sempre dispostos a colaborar em favor do desenvolvimento de Uruaçu”,

Foto: Ascom

Caiado, por sua vez, reforçou a importância da cooperação com o município. O governador citou ações conjuntas realizadas em diversas áreas e anunciou a liberação de recursos para a construção de cinco pontes no município, em locais e cronograma a serem definidos pela prefeitura de Uruaçu.

“O município ocupa posição estratégica como cidade polo da região Norte do Estado, e os investimentos buscam transformar Uruaçu em referência em industrialização, geração de empregos, aumento da renda e melhoria da qualidade de vida da população”, pontuou Caiado.

Autor Rogério Luiz Abreu


Presidente plantou um pé de uva vitória na residência oficial neste sábado (16.ago) e criticou o tarifaço dos EUA: “Não adianta taxar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (16.ago.2025) que deseja que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), visite o Palácio da Alvorada para “conhecer o Brasil verdadeiro” e para que ambos “possam conversar”. O líder norte-americano impôs, em 9 de julho, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.

A declaração foi feita enquanto o petista plantava um pé de uva vitória na residência oficial da Presidência. Lula também criticou o republicano. Disse que “não adianta taxar” a fruta.

Assista (1min42s):

“A uva brasileira, desenvolvida por uma empresa chamada Embrapa, é uma das maiores empresas de tecnologia agrícola do mundo. Por isso, Trump, eu queria aproveitar este sábado, que estou plantando o pé de uva Vitória aqui no Palácio da Alvorada, um lugar que eu espero que um dia você possa visitar, e que a gente possa conversar, para que você conheça o Brasil verdadeiro”, disse o presidente em vídeo publicado no Instagram.

“O Brasil do povo que gosta de samba, que gosta de Carnaval, que gosta de futebol, que gosta do Estados Unidos, que gosta da China, que gosta da Rússia, que gosta do Uruguai, que gosta da Venezuela. Nós gostamos de todo mundo”, declarou Lula. Em seguida, concluiu: “Eu espero que um dia a gente possa conversar, presidente Trump, para o senhor aprender a qualidade do povo brasileiro”.

Apesar das críticas às tarifas, Lula enviou uma carta a Trump o convidando para a COP30, Conferência do Clima da ONU, que será realizada em novembro em Belém (PA). O governo do petista nunca havia procurado o presidente norte-americano desde o início da nova administração na Casa Branca, em 20 de janeiro.



Autor Poder360 ·