Segundo a Paraná Pesquisas, no 1º turno, Lula fica numericamente à frente: 41,3% X 37,8%; no 2º turno, Flávio tem 45,2% e Lula, 44,1%
Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta 2ª feira (30.mar.2026) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficam empatados em cenários de 1º turno e 2º turno na disputa pelo Planalto.
Para o 1º turno, o petista obteve 41,3% das intenções de voto e Flávio 37,8%. Considerando a margem de erro (2,2 pontos percentuais), trata-se de um empate técnico. Em seguida, aparece o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 3,6%.
2º TURNO
A pesquisa também testou um eventual embate entre o atual chefe do Executivo e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os dados reforçam a consolidação e o crescimento de Flávio como principal nome da direita. O senador tem 45,2% das intenções de voto contra 44,1% de Lula.
Esta é a 2ª vez que Flávio aparece numericamente à frente do presidente. Em fevereiro, Flávio aparece com 44,4% e Lula com 43,8%. Permanece um empate técnico. Porém, em 1 mês houve uma oscilação desfavorável para o incumbente na diferença de pontos percentuais entre o petista e o filho de Jair Bolsonaro: passou de 0,6 para 1,1.

A Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 158 municípios do Brasil de 25 e 28 de março de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o intervalo de confiança, de 95%. O estudo está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o nº BR-00873/2026. Segundo a empresa, custou R$ 50.000 e foi pago com recursos próprios.
AGREGADOR DE PESQUISAS
Pré-candidato à Presidência pelo Missão associa bolsonarismo a crimes e diz que seu partido é a “direita que tem vergonha na cara”
O coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre) e pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta 5ª feira (19.mar.2026) que o senador Flávio Bolsonaro, tido como a principal liderança do PL para as eleições de 2026, “é um ladrão”.
Em entrevista ao Poder360 após o evento que marcou a filiação de Kim Kataguiri à nova legenda, em São Paulo, Renan afirmou que há uma divisão clara dentro da direita brasileira. “Existe hoje a direita pró-corrupção, que é a do Flávio Bolsonaro, e existe uma direita que tem vergonha na cara, que é a nossa”, disse. Em tom ainda mais agressivo, ele acusou diretamente o senador. “O Flávio é um ladrão, e eu vou mostrar para eles que ele é um ladrão”, declarou.
Renan Santos também afirmou ser superior aos demais pré-candidatos. “Sou uma pessoa mais inteligente que os outros pré-candidatos, com muita vantagem. Sou uma pessoa idônea, eles não são”, disse.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de apoiar outro candidato de direita no 2º turno, ele diz que não cogita uma derrota no 1º turno. “Eu não vou entrar numa guerra para perder. Eu vou trabalhar só para ganhar”, afirmou.
O pré-candidato destacou que sua estratégia eleitoral se baseia na exposição e no contato direto com eleitores, com viagens pelo país e participação em entrevistas.
Ele afirmou que já tem forte presença entre os jovens e aposta que ampliará sua base conforme se tornar mais conhecido. “No dia que todo mundo me conhecer, eu vou atropelar eles”, disse. Em março, uma pesquisa do Datafolha mostrou que o pré-candidato possui 10% das intenções de votos da geração Z (jovens entre 16 e 24 anos). Ao levar em conta todas as faixas etárias, porém, o líder do Missão não passa dos 3%.
Trajetória política
Renan Santos iniciou sua trajetória política em 2014 como um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), juntamente com Alexandre Santos, Kim Kataguiri, Frederico Rahu e Gabriel Calamari, no qual liderou as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff.
Renan assumiu a presidência da nova legenda e é pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. Segundo pesquisas do Datafolha, Renan já alcança 10% das intenções de voto entre jovens de 16 a 24 anos). Uma das estratégias da legenda é focar no público da geração Z.
Durante anos, atuou articulador em negociações de alianças e candidaturas de membros do grupo em legendas como DEM, Patriota, Podemos e União Brasil. Ele coordenou também a elaboração do “Livro Amarelo”, documento que reúne as propostas de governo do grupo para o país.
Sobre o Missão
O Missão é o braço partidário do MBL (Movimento Brasil Livre), aprovado pelo TSE no final de 2025 sob o número 14. Ele é a 1ª legenda criada no Brasil desde 2019 e surge com uma proposta liberal, defendendo um Estado enxuto, reforma administrativa e foco rigoroso na segurança pública, diretrizes reunidas no chamado “Livro Amarelo”.
Para as eleições de 2026, o partido planeja lançar candidatos a todos os cargos, buscando representatividade em todas as unidades da federação. O coordenador do partido, Renan Santos, é pré-candidato à Presidência da República.
Atualmente, o grupo trabalha para finalizar ajustes técnicos no estatuto exigidos pela Justiça Eleitoral para garantir sua plena participação no próximo pleito.
Esta reportagem foi produzida pela estagiária de jornalismo Gabriella Santos sob supervisão do editor Guilherme Pavarin
Ex-ministro da Saúde diz que ex-presidente monto equipe às pressas após facada; filho disputa com mais estrutura e experiência
O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL-PB) afirmou, nesta 4ª feira (18.mar.2026), que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui articulação política e equipe de governo superiores às que Jair Bolsonaro (PL) tinha ao assumir o Executivo em 2019.
Queiroga disse ao Poder360 que o ex-presidente teria enfrentado dificuldades iniciais para formar seu secretariado e estabelecer diálogo com o Congresso. Bolsonaro “falava com as paredes” do Congresso naquele período inicial, de acordo com o ex-ministro, enquanto Flávio já teria um “time para governar” desde o primeiro dia de mandato.
Queiroga destacou que Flávio Bolsonaro também tem a seu favor a experiência adquirida durante o governo Bolsonaro e que já conta com uma equipe preparada para governar. O ex-ministro ressaltou que Jair Bolsonaro levou 2 anos para formar essa estrutura.
Em resposta sobre as possíveis diferenças entre os 2 governos, o ex-ministro comparou as condições de ambos ao assumir o governo. Bolsonaro precisou montar seu governo em um mês, enquanto se recuperava em um hospital depois que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG).
“Ele sabe o que vai fazer, tem o time para governar. E o Flávio é hábil. A gente está trabalhando para, no 2º dia do governo, o Flávio já começar a trabalhar num programa de reconstrução do Brasil com outras bases”, declarou o ex-ministro, sem especificar essas “outras bases”.
Na área da saúde, Queiroga mencionou ter proposto um “Plano Real da saúde”. O ex-ministro estabeleceu um paralelo com o Plano Real, que entrou em vigor em julho de 1994. Segundo ele, assim como este devolveu o conceito de valor da moeda, o Plano Real da saúde devolveria o conceito de valor em saúde.
“A gente precisa desenvolver a questão do valor de saúde. Então o Flávio vai fazer isso”, declarou.
Em entrevista ao Flow News, ministro da Fazenda fez brincadeira com a decisão do governador de São Paulo de cobrar ICMS da Shoppee
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ironizou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista concedida ao podcast Flow News nesta 6ª feira (27.fev.2026).
Questionado pelo apresentador sobre tributações implementadas pelo governo, o ministro disse que faria “uma provocaçãozinha” a Tarcísio. Ao comentar a chamada “taxa das blusinhas“, Haddad afirmou que grande parte da tarifa de importação sobre compras internacionais vai para os governos estaduais.
“Vou fazer uma provocaçãozinha aqui. Por que o Tarcísio resolveu cobrar ICMS da Shopee? Todo mundo fala da taxa, esquecendo que boa parte dela é estadual. Mas todo mundo esquece isso, pois quer carimbar alguém com o negócio: “a culpa é dele!”, declarou Haddad, que lembrou que todos os governadores cobram impostos sobre compras on-line.
“Mais da metade da taxa das blusinhas vai para os governos estaduais. Ninguém pergunta pros governadores sobre isso […] Brinquei com o Tarcísio, porque querem colocar na conta do Lula, do Haddad“, disse o ministro.
PROVOCAÇÃO A FLÁVIO
Haddad também ironizou Flávio Bolsonaro ao falar sobre a lei que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em novembro. Disse que o projeto foi uma promessa do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro brincou com o fato de Flávio ter votado a favor da medida no Senado, mas sem mencionar o nome do presidente. O “Jair [Bolsonaro] falou que ia isentar até R$ 5 mil e não cumpriu. O Flávio foi votar na isenção de até R$ 5 mil. Sabe o que ele falou? ‘Eu vou votar a favor do governo —não falou Lula— para cumprir a promessa do meu pai’. Ou seja, como meu pai não tem palavra…“, declarou.
Javier Milei compartilha foto de embaixador com Flávio e Eduardo em Israel
Lidiane 26 de janeiro de 2026
Flávio viajou a Israel na 3ª feira (20.jan.2026) para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, em 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém
O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), compartilhou em seu perfil no X uma foto do embaixador argentino em Israel, Axel Wahnish, ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A imagem foi registrada depois de um almoço na embaixada da Argentina no país.
Na legenda da publicação, Milei escreveu “Viva la libertad, carajo”, um de seus slogans políticos.
Além do encontro com Wahnish, Flávio e Eduardo se reuniram com o eurodeputado espanhol Jorge Buxadé (Vox, direita). Em postagem nas redes sociais, ele afirmou que “nem a perseguição injusta nem as mentiras” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus aliados impediriam os Bolsonaro de seguir na defesa da “ordem, liberdade e prosperidade” para o Brasil. Buxadé também chamou Flávio Bolsonaro de “futuro presidente”.

Os irmãos também se encontraram com o fundador da Fundação Aliados de Israel, Josh Reinstein, que disse ter ficado animado ao conhecer Flávio, a quem se referiu como “futuro presidente do incrível país Brasil”.

A agenda incluiu ainda reuniões com o deputado português Pedro Frazão (Chega!, direita) e com Maria-Georgiana Teodorescu, ligada ao partido romeno AUR (direita).


FLÁVIO EM ISRAEL
O senador viajou a Israel na 3ª feira (20.jan.2026) para participar da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, marcada para 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O evento deve contar com a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
No domingo (18.jan), o senador voltou a defender a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, proposta que já havia sido levantada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante seu mandato, mas que não foi implementada.
Além de Israel, o senador deve passar por Bahrein e Emirados Árabes e voltar ao Brasil em fevereiro. O objetivo da viagem é reforçar a candidatura à presidência de Flávio com líderes de direita no exterior.
“Meu nome é o Flávio”, afirma o governador de São Paulo sobre eleições para a Presidência
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na 5ª feira (15.jan.2026) o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse.
A declaração foi feita a jornalistas durante o lançamento das obras das alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas, em Suzano (SP). Tarcísio descartou uma possível candidatura ao Planalto. “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição [ao governo do Estado]”, declarou.
“Para mim o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato [ao Planalto] e tem o nosso apoio”, disse o governador de São Paulo.
A 1ª pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada na 4ª feira (14.jan), mostrou que Tarcísio é o candidato mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno.
Na 5ª feira (15.jan), Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende cobrar apoio de aliados à sua pré-candidatura à Presidência. “Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”, declarou.
O senador reafirmou que sua pré-candidatura está mantida e disse que seu nome é uma escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, disse.
Flávio negou a existência de divisões internas na direita. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, declarou.
Flávio diz que líderes de PP e União são “entusiastas” de sua candidatura
Lidiane 6 de janeiro de 2026
Segundo o pré-candidato, Ciro Nogueira foi uma das primeiras pessoas que o incentivou a lançar seu nome ao Palácio do Planalto
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, disse nesta 3ª feira (6.jan.2026) que os caciques da federação União Progressista, Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil) são entusiastas de sua candidatura. Durante podcast guiado pelo blogueiro Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente João Figueiredo, Flávio afirmou ter boa relação com os líderes.
“As conversas são muito boas. Eles são entusiastas também da minha pré-candidatura e está todo mundo nessa página […] E, assim, eu acredito de verdade que eles virão com o nosso palanque, eu não sei se mais cedo ou mais tarde”, declarou o filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Flávio, Nogueira foi uma das primeiras pessoas que o incentivou a divulgar seu nome enquanto candidato ao Palácio do Planalto, para assim entender o cenário político e as nuances eleitorais até o pleito.
Ao Poder360, o União Brasil afirmou que não iria se posicionar sobre a declaração de Flávio. Este jornal digital também procurou o PP a respeito das falas do filho de Jair Bolsonaro, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado em caso de manifestação.
“escolha segura”
Flávio também considerou arriscado que a direita brasileira dispute o governo de São Paulo sem Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O senador avalia que a reeleição do atual governador seria a escolha mais “segura” para o Estado, avalizando assim a sua própria candidatura ao Planalto.
“Se ele [Tarcísio] fosse candidato à Presidência, colocaria muito em risco. Perder o Estado de São Paulo e também, por que não, o risco de perder eleição presidencial para o Lula, o Tarcísio perder para o Lula. Então, a minha pré-candidatura dá segurança pra esse palanque”, declarou.
críticas a lula
Durante o podcast, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comparando-o a uma “picanha podre e estragada”. O filho de Bolsonaro lembrou a campanha eleitoral de Lula em 2022, na qual o petista afirmou que o objetivo de seu governo era fazer com que o povo brasileiro voltasse a “comer picanha e tomar cervejinha”.
“Estragada e fedorenta. Sabe aquela cerveja choca, você consome? Cerveja choca, picanha estragada e podre, esse é o Lula. Um cara analógico, um cara que já deu a contribuição que ele tinha que dar para o país e enganou muita gente“, afirmou Flávio.
Candidatura de Flávio
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro foi anunciada em 5 de dezembro pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto (PL), que seguiu a indicação de Jair Bolsonaro. À época, o ex-presidente já estava preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A escolha por Flávio foi articulada em outubro, durante viagem do senador aos Estados Unidos, para visitar o irmão Eduardo. O martelo foi batido por Jair em 25 de novembro, data em que Flávio foi visitar o pai na PF.
Declaração se deu após ex-presidente cancelar entrevista por motivos de saúde; Moraes autorizou que ex-chefe do Executivo passe por cirurgia na 5ª feira (25.dez)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) pediu que apoiadores continuem orando pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) depois que ele cancelou uma entrevista que daria nesta 3ª feira (23.dez.2025) por questões de saúde.
”Como todo mundo sabe, ele está na iminência de se internar para fazer uma cirurgia. E tem dia que ele acorda bem, tem dia que ele acorda pior. Então hoje pode ter sido um dia que ele acordou mais indisposto”, disse o senador em vídeo publicado no Instagram.
Horas depois, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes autorizou a saída temporária o ex-presidente da prisão para a realização de uma cirurgia.
Bolsonaro está custodiado na Superintendência da PF (Polícia Federal, em Brasília), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.
Moraes autorizou que Bolsonaro seja conduzido ao Hospital DF Star na 4ª feira (24.dez) para a realização de exames preparatórios. O procedimento cirúrgico, para correção de duas hérnias inguinais, está marcado para o dia seguinte, 25 de dezembro. Leia a íntegra (PDF – 121 kB).
Leia mais:
Prefeito de São Paulo negou que Tarcísio seja candidato, mas disse que o governador “teria mais condições de agregar” do que Flávio
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta 2ª feira (15.dez.2025) que apoiará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026.
Durante participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, Nunes foi questionado sobre uma declaração dada em fevereiro, na qual afirmou que apoiaria e votaria em uma candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O prefeito confirmou o posicionamento anterior.
Ao comentar a pré-candidatura do filho 01 do ex-presidente, Nunes disse que Flávio terá que negociar com diferentes setores da direita e do centro para consolidar sua campanha.
“Flávio tem um grande papel. Ele tem essa capacidade de aglutinar. A gente precisa ter na Presidência pessoas com capacidade de aglutinar, de dialogar, essa é a grande missão dele, que eu torço para que ele consiga. Ele tem que exercer essa função […] Dentro da família Bolsonaro, Flávio é o que tem mais capacidade para fazer isso. Tem mais capacidade que o Eduardo [Bolsonaro] para fazer diálogos”, declarou.
Nunes descartou uma eventual candidatura ao governo do Estado caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja candidato ao Planalto. Voltou a dizer que o governador de São Paulo não tem intenção de concorrer à Presidência, mas citou um cenário hipotético em que o aliado teria mais condições do que Flávio Bolsonaro de agregar apoio do centro.
“Eu tenho uma relação pessoal com o Tarcísio, de amizade mesmo. Ele nunca se colocou como candidato. Ele aparece bem na pesquisa e as pessoas vão falando. Mas hipoteticamente, o Tarcísio teria mais condições de agregar e trazer o centro. Isso é indiscutível. Não é nenhum demérito ao Flávio, ele sabe disso”.
CRÍTICA A TEBET EM SP
Nunes disse que uma possível candidatura da ministra do Planejamento no Estado não teria “menor sentido”. Simone Tebet (MDB), colega de partido do prefeito, é cotada para se candidatar ao Senado ou ao governo estadual em São Paulo.
Tebet foi eleita senadora pelo Mato Grosso do Sul e fez carreira política no Estado. Caso decidisse concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, disputaria com Tarcísio, aliado de Nunes.
“Não tem sentido a Simone ser candidata na cidade de São Paulo. Tenho uma relação pessoal com ela, acho ela uma excelente pessoa. Acho que ela tem que sair no Estado dela. Ela tem que defender o Estado no qual ela foi prefeita, senadora […] qual o sentido de uma pessoa de Mato Grosso do Sul, a vida toda política consolidada, toda a origem, todo o trabalho político lá, qual seria a lógica de ela vir pro Estado de São Paulo? Não tem menor cabimento”, declarou o prefeito.
Senador afirma ser “mais centrado na política” e busca apoio político enquanto tenta conter a reação negativa do mercado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste domingo (7.dez.2025) que durante sua campanha para a disputa ao Planalto em 2026 será possível conhecer um “Bolsonaro diferente”. O senador participou de um culto em uma igreja evangélica em Brasília (DF) e, ao fim, foi questionado por jornalistas sobre a reação do mercado à notícia de sua candidatura.
“Vocês terão a possibilidade de conhecer um Bolsonaro diferente. Um Bolsonaro muito mais centrado na política, que conhece Brasília. Um Bolsonaro que vai querer promover uma pacificação neste país, diferente do que estamos vendo no governo Lula”, declarou.
Na 6ª feira (5.dez), o dólar comercial subiu de R$ 5,337 às 12h45 para R$ 5,429 às 15h43 depois de notícias sobre a candidatura de Flávio. Às 15h22, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), recuava 2,93%, aos 159.631 pontos. Antes da veiculação da notícia, estava aos 165 mil pontos, recorde.
O economista Luís Otavio de Souza Leal, economista-chefe do G5 Partners, disse que o dólar teve alta porque a candidatura de Flávio acaba com a possibilidade de o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) concorrer ao Planalto, “ao mesmo tempo que aumenta a chance de Lula ganhar a eleição”.
“Ele [Flávio] ainda não foi testado em nenhuma pesquisa, mas, considerando o desempenho do seu irmão Eduardo [Bolsonaro] e de Michelle [Bolsonaro] na última pesquisa Genial/Quaest, é provável que o seu desempenho quando testado seja pior do que qualquer um dos governadores postulantes ao cargo”, afirmou.
Segundo Flávio, ele irá trabalhar para encontrar “boas parcerias” para apoiar o projeto de sua candidatura. Afirmou que irá se reunir com líderes do Centrão para entender o quanto de apoio, e a que custo, seu nome tem no Congresso Nacional.
A INDICAÇÃO
Flávio foi escolhido pelo ex-presidente para disputar o Planalto 2026, uma vez que Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) depois que Bolsonaro tentou violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de soldar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado que resultou no 8 de Janeiro.
Em seu perfil no X, o senador confirmou a decisão do pai e disse que irá dar continuidade ao projeto de nação de Bolsonaro.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.
Com a decisão, fica definido ao menos no campo da direita que envolve os Bolsonaros quem vai para a disputa em 2026. Há outros nomes cotados para 2026, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Junior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), e Romeu Zema (Novo-MG).



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