10 de setembro de 2026
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O feriado de 7 de Setembro deve ser marcado por instabilidade meteorológica e queda nas temperaturas em grande parte de Goiás. Uma frente fria — faixa que marca o encontro entre uma massa de ar frio e outra de ar quente e úmido — avançou sobre o estado, rompeu a intensa massa de ar seco que predominava na região e favoreceu a formação de nuvens carregadas.

A mudança no clima é acompanhada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelo Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). Os órgãos emitiram um alerta amarelo de perigo potencial válido para o domingo (6/9) e a segunda-feira (7), prevendo ventos intensos entre 40 km/h e 60 km/h, queda de até 5°C nas temperaturas e possibilidade de granizo em pontos isolados.

A meteorologista Elizabete Alves, do Inmet, explica que o sistema vindo do Sul do país ganha força no Centro-Oeste e deve manter as condições para pancadas de chuva pelo menos até a próxima terça-feira (8).

O resfriamento tende a ser mais perceptível nas regiões Sul e Sudoeste. Em Jataí, os termômetros não passam dos 24°C, com chance de chuva superior a 80%. Rio Verde e Itumbiara também registram máximas amenas, na casa dos 26°C e 27°C. No Sudeste, Catalão segue a mesma tendência de tempo mais frio e úmido.

Na Região Metropolitana, Goiânia e Aparecida de Goiânia registram mínimas de 20°C e máximas que não superam os 30°C, com pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Em Anápolis, a previsão indica tempestades à tarde.

O alerta do Inmet abrange quase 70 cidades goianas, incluindo o Vale do São Patrício, onde Ceres e Rialma têm previsão de pancadas fortes. Apenas o Norte do estado mantém temperaturas elevadas, embora também apresente áreas de instabilidade.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Goiás pode ocupar uma posição estratégica em uma das cadeias industriais mais disputadas do mundo nos próximos anos.

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, conjunto de regras e instrumentos destinados a estimular pesquisa, mineração, beneficiamento e transformação de matérias-primas essenciais para setores como eletrônicos, energia renovável, veículos elétricos, defesa, saúde e agricultura.

A proposta prevê mecanismos que podem mobilizar até R$ 7 bilhões, incluindo R$ 2 bilhões para um fundo garantidor e R$ 5 bilhões destinados ao beneficiamento e à transformação desses minerais no território nacional, segundo a Agência Senado.

O texto foi aprovado sem mudanças de mérito em relação à Câmara e agora segue para sanção presidencial.

Para Goiás, a discussão não é abstrata.

A Agência Nacional de Mineração registra que Minaçu, no Norte goiano, abriga a única operação brasileira atualmente em produção comercial de terras raras, iniciada em janeiro de 2024.

O desafio agora é fazer com que uma parcela maior do valor econômico desses minerais permaneça no estado e no país.

Extrair o minério é apenas o início da cadeia.

Separar os elementos, produzir óxidos de alta pureza, transformá-los em metais, fabricar ligas e chegar a componentes tecnológicos como ímãs permanentes pode gerar muito mais valor do que exportar apenas o concentrado mineral.

É exatamente nessa etapa que Goiás tenta dar seu próximo salto.

O que são minerais críticos?

Minerais críticos são matérias-primas cuja disponibilidade é considerada essencial para determinados setores da economia, mas cuja cadeia de fornecimento apresenta riscos.

Isso pode ocorrer porque a produção está concentrada em poucos países, porque a oferta é limitada ou porque a substituição do material por outro é tecnicamente difícil.

O projeto aprovado pelo Senado define como críticos aqueles cuja disponibilidade pode ser ameaçada por limitações na cadeia de suprimentos e cuja escassez teria capacidade de afetar setores considerados prioritários para o país.

Já os minerais estratégicos são aqueles considerados relevantes para o Brasil por fatores como reservas disponíveis, balança comercial, desenvolvimento tecnológico e transição para uma economia de menor emissão de carbono.

Terras raras fazem parte dessa discussão, mas os dois conceitos não são sinônimos.

Terras raras são um conjunto específico de elementos químicos. Minerais críticos representam uma categoria econômica e estratégica mais ampla.

Nióbio, níquel, cobre, lítio, grafita, fosfato e diferentes matérias-primas podem ser considerados estratégicos dependendo da política adotada.

Por que terras raras se tornaram tão importantes

Os elementos de terras raras estão presentes em tecnologias que se tornaram fundamentais para a economia contemporânea.

Eles podem ser utilizados em:

  • motores de veículos elétricos;
  • turbinas eólicas;
  • smartphones;
  • computadores;
  • equipamentos médicos;
  • sistemas de defesa;
  • equipamentos eletrônicos;
  • lasers;
  • sensores;
  • telecomunicações;
  • motores industriais;
  • ímãs permanentes de alto desempenho.

Entre os elementos produzidos em Goiás estão neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.

Esses nomes pouco conhecidos fora da indústria possuem enorme importância tecnológica.

Neodímio e praseodímio, por exemplo, são utilizados na fabricação de ímãs de alta potência. Térbio e disprósio podem melhorar o desempenho desses materiais em condições de temperaturas elevadas.

Quando incorporados a motores e geradores, esses ímãs permitem equipamentos menores e eficientes.

É por isso que a discussão sobre terras raras deixou de pertencer apenas à mineração e passou a envolver política industrial, energia, tecnologia e segurança econômica.

Minaçu colocou Goiás na produção comercial brasileira

A produção brasileira de terras raras ainda é pequena quando comparada aos grandes fornecedores mundiais.

Mas Goiás possui uma vantagem: já existe produção em escala comercial.

O [Sumário Mineral Brasileiro 2025 da Agência Nacional de Mineração] registra que a produção beneficiada brasileira em 2024 decorreu do início das operações do depósito de argilas iônicas da Serra Verde, em Minaçu.

Material técnico publicado em 2026 pelo Centro de Tecnologia Mineral, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, também aponta a Serra Verde como a única operação de terras raras em produção comercial no Brasil, com capacidade inicial próxima de 5 mil toneladas anuais de óxidos de terras raras e previsão de expansão.

A operação comercial começou em janeiro de 2024.

Isso coloca Goiás em uma posição diferente da maioria dos projetos brasileiros que continuam em fases de pesquisa, licenciamento, implantação ou avaliação econômica.

Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas do mundo

O potencial brasileiro vai muito além da produção atual.

A Agência Nacional de Mineração estimou em seu Sumário Mineral Brasileiro reservas brasileiras de aproximadamente 11,4 milhões de toneladas de terras raras contidas em 2024, colocando o país entre os detentores das maiores reservas conhecidas mundialmente.

Depósitos estão associados a diferentes formações geológicas, incluindo áreas em Minas Gerais, Amazonas, São Paulo e Goiás.

No território goiano, a ANM cita ocorrências importantes em Catalão e Minaçu.

Possuir reserva, entretanto, não significa automaticamente possuir produção.

Entre descobrir uma ocorrência mineral e transformar o material em produto comercial existem pesquisas geológicas, estudos econômicos, licenciamento ambiental, construção de instalações, infraestrutura, tecnologia, financiamento e formação de mercado.

É por isso que países com menor quantidade de reservas podem dominar uma cadeia industrial enquanto outros permanecem fornecedores de matérias-primas.

O grande desafio está depois da mina

A maior oportunidade econômica para Goiás não está apenas em retirar minerais do solo.

Está em transformá-los.

O próprio diagnóstico publicado pelo Centro de Tecnologia Mineral identifica esse desafio para o Brasil: a cadeia nacional ainda está concentrada principalmente na mineração e na produção de concentrados.

As etapas seguintes incluem separação dos elementos, produção de óxidos individualizados, metais, ligas e ímãs permanentes.

Quanto mais avançado o produto dentro dessa cadeia, maior tende a ser seu conteúdo tecnológico e seu valor agregado.

Um minério contendo diferentes elementos vale menos do que os elementos separados.

Os óxidos purificados podem valer mais.

Metais e ligas representam outra etapa.

E um componente tecnológico desenvolvido com esses materiais pode incorporar pesquisa, propriedade intelectual, engenharia e fabricação de precisão.

É nesse ponto que mineração se transforma em política industrial.

Hoje parte do processamento ocorre fora do Brasil

O Governo de Goiás informou em abril deste ano que parte da produção de Minaçu segue ao exterior para etapas posteriores de processamento.

A própria estratégia estadual passou a defender que mais fases da cadeia sejam realizadas dentro de Goiás.

Esse objetivo é relevante porque exportar material pouco processado e importar posteriormente produtos tecnológicos produz uma diferença econômica significativa.

Não significa que toda a cadeia possa ser construída imediatamente no estado.

Instalações de separação e refino exigem tecnologia específica, escala econômica, controle ambiental, conhecimento químico, compradores e investimento elevado.

Mas a existência de mineração comercial cria uma base que outras regiões ainda precisam construir.

Nova Roma pode formar um segundo polo

Goiás também possui outro projeto avançado de terras raras.

O Centro de Tecnologia Mineral identifica o Projeto Carina, da Aclara Resources, em Nova Roma, como um dos empreendimentos brasileiros em estágio mais avançado de desenvolvimento, com expectativa divulgada de produção a partir de 2028 e investimento estimado em aproximadamente R$ 2,8 bilhões.

A concretização dependerá das etapas técnicas, econômicas, regulatórias e ambientais do projeto.

Mesmo assim, a existência de mais de um empreendimento modifica a perspectiva para Goiás.

Em vez de possuir apenas uma mina isolada, o estado pode começar a formar uma cadeia territorial especializada, envolvendo mineração, fornecedores, laboratórios, transportadoras, universidades, serviços técnicos, engenharia e eventualmente processamento.

Esse tipo de concentração pode gerar efeitos semelhantes aos observados em outros polos produtivos.

Quando várias empresas de um mesmo setor atuam em uma região, fornecedores e profissionais especializados tendem a se aproximar.

Goiás criou sua própria autoridade de minerais críticos

Antes mesmo da aprovação da política nacional, Goiás desenvolveu uma estrutura estadual própria para o setor.

A Lei Estadual nº 23.597, de 27 de agosto de 2025, criou a Autoridade Estadual de Minerais Críticos de Goiás, a AMIC/GO, e o Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos.

A legislação inclui entre os minerais considerados relevantes pelo estado terras raras, nióbio, níquel, cobre, titânio, fosfato e diferentes agrominerais.

Em junho de 2026, o Decreto nº 10.921 regulamentou a estrutura.

A norma prevê credenciamento de empreendimentos, Zonas Especiais de Minerais Críticos e instrumentos estaduais de fomento, além de um conceito importante: o Plano de Verticalização Progressiva.

Esse plano deve estabelecer metas relacionadas a beneficiamento, transformação, inovação, agregação de valor, qualificação de mão de obra, rastreabilidade e sustentabilidade em Goiás ou no Brasil.

A estratégia estadual, portanto, está alinhada ao principal objetivo da nova política nacional: evitar que o país permaneça apenas como exportador de minerais de baixo processamento.

O que os R$ 7 bilhões significam

O valor anunciado na política nacional precisa ser interpretado corretamente.

A aprovação do projeto não significa que Goiás receberá R$ 7 bilhões.

Também não significa que esse dinheiro será distribuído diretamente entre mineradoras.

O texto aprovado cria instrumentos de financiamento e garantia que poderão apoiar projetos considerados estratégicos, desde que cumpram os critérios estabelecidos.

Entre eles está o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, que poderá receber aporte de até R$ 2 bilhões da União.

O projeto também prevê R$ 5 bilhões para apoiar beneficiamento e transformação de minerais dentro do Brasil.

Para acessar os instrumentos de fomento, os projetos precisarão fazer parte de um cadastro nacional e atender às regras que ainda dependerão da sanção e da regulamentação da política.

Portanto, projetos instalados em Goiás possuem potencial para disputar esses recursos, mas nenhum valor específico está automaticamente garantido ao estado.

Empresas também deverão financiar pesquisa e inovação

A política nacional cria obrigações para empresas ligadas a minerais críticos e estratégicos.

Durante seis anos, empreendimentos de pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação deverão destinar 0,2% da receita operacional bruta ao fundo garantidor.

Outros 0,3% deverão ser destinados a pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica relacionada à cadeia mineral.

Depois do período inicial, a parcela destinada diretamente à inovação poderá atingir 0,5%, conforme as condições estabelecidas pelo texto.

Essa regra procura enfrentar outro gargalo brasileiro.

Mineração não depende somente de conhecimento geológico.

Transformar minerais em tecnologia exige engenheiros, químicos, metalurgistas, pesquisadores, laboratórios e processos industriais próprios.

Universidades podem ter papel estratégico

Goiás possui universidades, institutos federais e centros de pesquisa que podem participar dessa transformação.

Uma cadeia de terras raras demanda conhecimento em áreas como:

  • geologia;
  • engenharia de minas;
  • química;
  • engenharia química;
  • metalurgia;
  • materiais;
  • meio ambiente;
  • automação;
  • física;
  • ciência de dados.

A formação desses profissionais pode determinar se o estado conseguirá apenas hospedar minas ou também desenvolver conhecimento próprio.

A diferença é econômica.

Uma operação mineral cria empregos e arrecadação.

Um ecossistema de mineração, processamento, pesquisa e fabricação tecnológica cria uma cadeia muito mais ampla de fornecedores e profissionais.

O mercado é estratégico porque a oferta mundial está concentrada

O interesse internacional pelas terras raras não ocorre porque esses elementos sejam necessariamente raríssimos na crosta terrestre.

O problema está na cadeia econômica.

A produção e, principalmente, o processamento estão concentrados em poucos países.

Isso cria dependência.

Se um setor industrial depende de determinado elemento para fabricar motores, equipamentos de defesa ou componentes eletrônicos e existem poucos fornecedores capazes de entregá-lo em escala, qualquer interrupção comercial pode produzir impacto global.

É essa vulnerabilidade que transforma um mineral em crítico.

Para países industrializados, diversificar fornecedores tornou-se questão de segurança econômica.

Para regiões produtoras como Goiás, o movimento cria oportunidades de investimento, mas também exige cuidado para que a corrida internacional pelos minerais não resulte apenas em exportação acelerada de matéria-prima.

Mineração precisa cumprir exigências ambientais

O potencial econômico não elimina os impactos.

Todo empreendimento mineral modifica o território.

Pode envolver supressão vegetal, movimentação de solo, uso de água, geração de resíduos, transporte de grandes volumes e alteração da paisagem.

No caso das terras raras, processos de beneficiamento e separação também precisam controlar reagentes, efluentes e possíveis elementos associados ao minério.

A legislação estadual reconhece inclusive a possibilidade de presença de materiais radioativos naturais em determinadas cadeias minerais e determina que controles ambientais, sanitários e ocupacionais sejam observados quando aplicáveis.

O credenciamento na política estadual não substitui licenciamento ambiental nem autorizações federais.

O próprio decreto goiano deixa explícito que os instrumentos estaduais funcionam sem prejuízo das competências da União e das licenças exigidas.

Isso é essencial.

A classificação de um mineral como estratégico não torna sua exploração automaticamente autorizada.

Rastreabilidade tende a ganhar importância

A nova política nacional também incorpora mecanismos relacionados à rastreabilidade e à produção de baixo carbono.

O projeto prevê a criação do Certificado Mineral de Baixo Carbono para empreendimentos que atendam voluntariamente aos critérios a serem definidos.

Esse movimento acompanha uma tendência internacional.

Montadoras, fabricantes de equipamentos e empresas de tecnologia precisam conhecer cada vez mais a origem das matérias-primas utilizadas.

Não basta oferecer o mineral.

Será necessário demonstrar origem, legalidade, condições ambientais, emissões e confiabilidade da cadeia.

Para Goiás, construir essa reputação desde o início pode ser tão importante quanto ampliar a quantidade produzida.

Oportunidade também alcança o agronegócio

A discussão sobre minerais críticos não está limitada à tecnologia digital.

A segurança alimentar aparece explicitamente entre os setores considerados estratégicos na política nacional.

Fosfato e outros agrominerais são essenciais à produção de fertilizantes e corretivos utilizados pela agricultura.

Goiás incluiu fosfato, remineralizadores de solo e agrominerais em sua própria legislação estadual de minerais críticos.

Isso cria uma ligação direta entre mineração e agronegócio.

Um estado que é grande produtor de alimentos também possui interesse em reduzir vulnerabilidades relacionadas aos insumos necessários às lavouras.

O próximo salto é industrial

Goiás já superou uma etapa importante: possui recurso mineral conhecido e produção comercial de terras raras.

Agora começa a etapa mais difícil.

O estado precisa transformar essa vantagem geológica em:

  • processamento;
  • tecnologia;
  • pesquisa;
  • fornecedores especializados;
  • formação profissional;
  • indústria;
  • inovação;
  • produtos de maior valor agregado.

A nova política nacional pode melhorar as condições para financiar esse processo.

Mas dinheiro e legislação sozinhos não garantem resultado.

Será necessário combinar recursos minerais, licenciamento responsável, infraestrutura, energia, pesquisa, segurança jurídica, formação de profissionais e acesso a mercados internacionais.

Goiás pode ser mais que fornecedor de matéria-prima

A história econômica de países ricos em recursos naturais mostra que possuir minério não garante automaticamente desenvolvimento.

O valor econômico depende daquilo que é construído ao redor dele.

Se Goiás limitar sua participação à retirada e exportação do material, ficará com apenas uma parte da cadeia.

Se conseguir atrair separação, refino, pesquisa, fabricação de ligas, componentes e outras etapas industriais, poderá capturar uma parcela maior da riqueza gerada pelas terras raras e outros minerais estratégicos.

É essa diferença que torna a aprovação ocorrida no Senado particularmente relevante para o estado.

O debate deixou de ser apenas “quanto minério Goiás possui?”.

A pergunta estratégica agora é:

quanto desse minério Goiás conseguirá transformar antes que ele deixe o estado?

Perguntas frequentes

O que o Senado aprovou?

O Senado aprovou o PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e instrumentos para fomentar pesquisa, mineração, beneficiamento e transformação.

O projeto já virou lei?

Ainda não. Após a aprovação pelo Senado em 2 de setembro de 2026, o projeto seguiu para sanção presidencial.

Quanto dinheiro a política prevê?

O texto prevê instrumentos que podem chegar a aproximadamente R$ 7 bilhões, incluindo R$ 2 bilhões para o Fundo Garantidor da Atividade Mineral e R$ 5 bilhões para beneficiamento e transformação.

Goiás receberá R$ 7 bilhões?

Não. O valor é nacional. Projetos precisarão cumprir critérios e disputar ou acessar os instrumentos previstos conforme a regulamentação.

Goiás produz terras raras?

Sim. Minaçu abriga atualmente a única operação brasileira de terras raras em produção comercial.

Quais terras raras são produzidas em Goiás?

Entre os elementos presentes na produção estão neodímio, praseodímio, térbio e disprósio.

Onde estão os principais projetos goianos?

Minaçu possui produção comercial. Nova Roma abriga o Projeto Carina, em desenvolvimento, e existem pesquisas e iniciativas em outras regiões do estado.

Terras raras são usadas apenas em carros elétricos?

Não. Também são utilizadas em eletrônicos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, telecomunicações, sistemas industriais e aplicações de defesa.

Goiás já possui uma política estadual?

Sim. A Lei Estadual nº 23.597/2025 criou a Autoridade Estadual de Minerais Críticos e o Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos.

Metodologia

A Folha de Goiás analisou as informações disponíveis até 3 de setembro de 2026, um dia após a aprovação do Projeto de Lei nº 2.780/2024 pelo Senado Federal.

A reportagem cruzou a tramitação oficial do projeto com dados da Agência Nacional de Mineração, Centro de Tecnologia Mineral e legislação do Estado de Goiás.

Valores de investimentos futuros e datas previstas para entrada de novos projetos em produção foram tratados como projeções, e não como resultados garantidos.

A reportagem também diferencia reserva mineral, recurso conhecido, projeto em desenvolvimento e produção comercial, conceitos que representam estágios diferentes da atividade minerária.

Fontes consultadas

Senado Federal — aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

Senado Federal — tramitação oficial do PL 2.780/2024

Agência Nacional de Mineração — Sumário Mineral Brasileiro 2025

Agência Nacional de Mineração — minerais críticos e estratégicos

Governo de Goiás — Lei nº 23.597/2025 e Autoridade Estadual de Minerais Críticos

Casa Civil de Goiás — Decreto nº 10.921/2026

Centro de Tecnologia Mineral — cadeia produtiva brasileira de terras raras

Autor # Gil Campos


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) foi sede, na noite dessa quarta-feira, 2, da sessão solene de entrega da Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira, em reconhecimento à atuação profissional de personalidades de diferentes segmentos. Condecoração máxima concedida pela Casa, a comenda Pedro Ludovico Teixeira honra o homenageado pelos relevantes serviços prestados a Goiás, em especial, na colaboração em atividades que contemplam o povo goiano. A solenidade foi proposta pelo deputado Gustavo Sebba (PSDB).

Fizeram parte da mesa diretora dos trabalhos, além do parlamentar, o bispo da Igreja Metodista Renovada de Catalão, Clarindo Cardoso da Silva Vaz; o médico Donaldy Gustavo da Silva Sampaio; o pastor Leandro de Oliveira Pereira Batista; o vereador de Urutaí, Cleiton Bernardes (PP); e o vereador por Buriti Alegre, Antônio Siriano (PL).

Na oportunidade, o deputado falou da sua alegria em receber todos os homenageados e familiares presentes na sessão, que, para ele, é cheia de simbolismos e que carrega um reconhecimento do poder público ao trabalho de cada um celebrado na noite.

“Não se trata de uma noite comum, talvez alguns dos que aqui estão não tenham a dimensão exata do significado dessa homenagem, mas a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira é a maior honraria concedida por essa Casa e leva o nome de um dos personagens mais importantes da história de Goiás. Me sinto muito realizado ao reconhecer, através do meu mandato, pessoas que fizeram a diferença pelo nosso Estado. A política também precisa reconhecer, agradecer e valorizar”, reforçou Gustavo Sebba.

Falando em nome dos homenageados, o médico e servidor público Donaldy Gustavo reforçou a importância da noite e agradeceu ao deputado Sebba pela distinção e, também, por sua luta em prol da saúde goiana. “Sempre me senti muito em casa no Poder Legislativo e parabenizo a todos os colegas aqui homenageados”, destacou o servidor.

Também condecorado com a honraria, o bispo Clarindo Cardoso afirmou que a noite se tratava, além de uma noite de celebração, de um compromisso firmado com a população de Goiás, de todos os presentes, em carregar uma responsabilidade ainda maior como cidadão, homens de Deus e pessoas de família. “Se estamos recebendo essa homenagem, carregamos o poder de sermos justos e fazer o bem. Que possamos ser luz por onde passarmos. Obrigado pela confiança, deputado”, finalizou.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Comissão Mista aprovou nesta terça-feira, 25, projeto do Governo que facilita a regularização de dívidas relacionadas ao Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). Com a aprovação no colegiado, a matéria segue para apreciação, em duas fases, pelo Plenário.

A iniciativa, que tramita no processo nº 17034/26, autoriza o Estado de Goiás a dispensar o pagamento de créditos tributários relacionados ao ICMS decorrentes do uso de incentivos fiscais ou financeiro-fiscais sem cumprimento das condições previstas em lei.

A estimativa apresentada pela Secretaria da Economia aponta renúncia de receita de aproximadamente R$ 81 milhões em 2026 e impacto nulo em 2027 e 2028. O levantamento estima que 519 contribuintes possam ser beneficiados pela medida.

A medida se aplica aos casos em que contribuintes deixaram de cumprir determinadas condições previstas na legislação tributária. Além disso, o projeto também possibilita a extinção dos créditos tributários decorrentes dessas situações.

Relatada favoravelmente pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB), a proposta vale para dívidas de ICMS já cobradas, mesmo que inscritas na dívida ativa ou em processo na Justiça, desde que o fato que gerou a dívida tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2023. Para obter o benefício, o contribuinte deverá regularizar a condição descumprida e apresentar requerimento à Secretaria de Estado da Economia. 

O texto descreve ainda que, entre as condicionantes abrangidas, estão o pagamento de contribuição ao Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás), que financia programas de combate à fome e de erradicação da pobreza; a adimplência de obrigações de ICMS; e a inexistência de crédito tributário inscrito em dívida ativa.

A adesão deverá ser realizada até 3 de novembro de 2026. O projeto permite o parcelamento dos débitos e, no caso de valores devidos ao Protege Goiás, prevê pagamento em até 60 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 200 cada.

Segundo o Governo, a iniciativa busca solucionar situações que permaneceram pendentes após programas anteriores de regularização tributária, reduzindo o contencioso administrativo e judicial e estimulando a regularização dos contribuintes.

A medida tem como fundamento o Convênio ICMS nº 29/2024, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

CCJ

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) também se reuniu, na tarde desta terça-feira, 25, para distribuir e votar processos. A apreciação das matérias foi feita em bloco e resultou na aprovação de 85 pareceres relativos a projetos de iniciativa parlamentar.

Os projetos abrangem áreas como saúde, educação, segurança pública, defesa do consumidor, proteção de mulheres, crianças e adolescentes, inclusão digital, meio ambiente, cultura, turismo, esporte, inovação e desenvolvimento econômico.

Entre as propostas estão medidas para ampliar a segurança nos contratos de telefonia móvel; criar o Selo Escola Protetora; estabelecer diretrizes para instalação e operação de desfibriladores em locais de grande circulação; instituir políticas voltadas à Educação de Jovens e Adultos (EJA); combater a pedofilia cibernética; ampliar a conectividade rural; regulamentar sanções contra estabelecimentos que comercializem bebidas adulteradas com metanol ou outras substâncias nocivas; e orientar pais e responsáveis sobre primeiros socorros a recém-nascidos.

A pauta também incluiu iniciativas voltadas à prevenção da violência contra a mulher, segurança de motoristas de aplicativos, monitoramento de preços, saúde cardiovascular feminina, reabilitação pulmonar, proteção digital de crianças e adolescentes, educação financeira para jovens, formação tecnológica e inteligência artificial, além de propostas relacionadas à preservação do patrimônio cultural e ao fortalecimento do turismo goiano.

Vista

Uma das matérias desse conjunto, entretanto, teve a tramitação interrompida após pedidos de vista apresentados pelo líder do Governo, deputado Talles Barreto (UB), e pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB).

Trata-se do processo nº 10628/24, de autoria do deputado Dr. George Morais (MDB), que propõe alteração na Lei nº 14.469/2003, referente ao Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás). A matéria possui relatório favorável da relatora, deputada Rosângela Rezende (Agir).

A mudança na lei visa à inclusão de jovens artistas de rap, trap e funk no âmbito do Protege Goiás. Segundo a justificativa da proposta, a inclusão se fundamenta na importância cultural e social desses gêneros musicais, considerados pelo autor expressões artísticas autênticas e significativas para uma parcela da população, especialmente entre os jovens.

Veto

O colegiado aprovou o relatório favorável de Rosângela Rezende (Agir) pela manutenção do veto parcial da Governadoria (nº 28901/25) à iniciativa que reforça a proteção contra o desaparecimento de menores em Goiás, proposta pela deputada Bia de Lima (PT).

A medida aprovada pelo Poder Legislativo e contestada pela Governadoria altera a Lei nº 21.781, de 16 de janeiro de 2023, que estabelece normas que visam à prevenção do desaparecimento de crianças e adolescentes, em suplementação à Lei Federal n° 8.069, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 13 de julho de 1990.

Cidadania e utilidade pública

A CCJ aprovou ainda pareceres favoráveis a cinco iniciativas de concessão do Título de Cidadania Goiana. As homenagens contemplam Dalton Paula, Thales Prestrêlo Valadares Leão, José Evaldo Balduino Leitão, Antônio Lacerda Souto e Silvia Maria Chemet Kanso.

O mesmo bloco de votação reuniu oito processos relacionados à declaração de utilidade pública de entidades. As propostas alcançam instituições sediadas em diferentes municípios goianos e contemplam o Instituto Visão de Águia, de Planaltina; o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bela Vista de Goiás (Sindivista); a Associação de Cristo de Goiatuba; a ONG Esperança Social, de Aparecida de Goiânia; a Associação dos Moradores do Residencial Alvorada e Bairros Adjacentes (Amaba), de Novo Gama; a Associação Abrigo Maria Abadia Costa de Cumari; a Associação Orquidófila Regional de Catalão (AORC); e a Federação de Karatê Semi Contato do Estado de Goiás, com sede em Anápolis.

Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente do colegiado, deputado Amilton Filho (MDB), e contaram ainda com a distribuição de 23 processos para relatoria. As reuniões podem ser acompanhadas em tempo real por meio do canal da TV Assembleia Legislativa no YouTube. Clique aqui para acessá-lo

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O governador Daniel Vilela (MDB) anunciou investimentos que chegam a R$ 500 milhões na infraestrutura rodoviária do Sudoeste goiano, neste sábado (8/8), durante vistoria às obras de pavimentação das GOs 178 e 180. A agenda marcou ainda o anúncio da implantação asfáltica na GO-206. Ao todo, as intervenções somam 185 quilômetros de pistas asfaltadas para impulsionar o escoamento agrícola e pecuário na região.

Segundo o governador, o impacto financeiro direto na produção regional compensa o volume de recursos públicos investidos nas rodovias, garantindo retorno econômico rápido para o Estado.

“Somados os investimentos somente nas três obras, chegaremos a cerca de R$ 500 milhões, o que, em valor de produção, gerará um crescimento de R$ 1,5 bilhão. São rodovias que irão alavancar nossa economia”, comemorou Daniel Vilela.

A GO-180 recebe R$ 123,6 milhões para a pavimentação de 32,8 quilômetros, além da construção de uma ponte de 60 metros sobre o Ribeirão Ponte da Pedra. Já na GO-178, são 38,8 quilômetros de nova capa asfáltica entre a BR-364 e a GO-306, com aporte de R$ 116,1 milhões. As duas frentes de trabalho conectam Jataí, Itarumã, Caçu, Serranópolis e Aparecida do Rio Doce, eliminando atoleiros no período de chuvas.

Daniel relembrou o histórico das estruturas na região e destacou a retomada das frentes de trabalho após décadas de paralisação.

“A gente alavanca toda uma região que ficou esquecida. As pontes dessa rodovia e da 178 foram feitas quando meu pai [Maguito Vilela] era governador, há mais de 30 anos. Depois, pararam as obras e agora foram retomadas e estão sendo entregues”, destacou o governador.

Para o setor produtivo, a melhoria logística reduz custos com frete de insumos e grãos, estimulando novos investimentos no campo. O ex-prefeito de Jataí, Humberto Machado, e o produtor rural Werley Carlos de Souza reforçaram que o asfalto traz eficiência ao frete, favorece a irrigação e permite a diversificação das culturas no Sudoeste.

Governador prestigia inauguração de empresa agrícola

Durante a agenda no município, o governador acompanhou a inauguração da nova sede da Iguaçu Máquinas, concessionária John Deere focada nos setores agrícola, de construção e pavimentação. A empresa gera mais de 800 empregos diretos na região, somando filiais em Rio Verde, Jataí e Montividiu.

Ao celebrar a expansão do grupo no Estado, Daniel Vilela ressaltou a vocação tecnológica dos agricultores goianos.

“O produtor goiano é ousado, investe em tecnologia e busca sempre aumentar a eficiência. Não há nenhum outro estado para que vocês possam investir como Goiás”, afirmou Vilela.

A gerente geral da filial, Graziela Piazza, destacou que a nova estrutura reforça o atendimento técnico ao produtor e abrirá novas vagas de trabalho na cidade. O movimento acompanha o ciclo de expansão da marca em Goiás, que prevê investimento de R$ 700 milhões e a geração de 400 empregos na fábrica de Catalão.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Um homem de 36 anos morreu após aguardar por cerca de duas horas a chegada de uma equipe de emergência em Catalão, no Sudeste de Goiás. Segundo moradores, Rafael Vinícius Silva de Souza passou por diferentes casas do bairro Jardim Paraíso pedindo ajuda, na noite de segunda-feira (21), mas foi encontrado sem vida antes de receber atendimento.

Imagens de câmeras de segurança registraram Rafael caminhando pelas ruas da região e batendo nos portões de várias residências. Moradores disseram que ele aparentava estar desorientado.

Vizinhos relataram ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Um deles afirmou que fez mais de uma ligação, com a esposa, para pedir atendimento. Outros moradores também teriam acionado os serviços de emergência.

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Amigo lamenta demora no socorro

Logo após ser informado da morte do amigo, o psicólogo Rafael Metsavaht publicou um vídeo em homenagem nas redes sociais. Na gravação, ele destacou as dificuldades enfrentadas por Rafael ao longo da vida e lamentou a perda. “Hoje o mundo ficou um pouco mais silencioso, especialmente para quem era companheiro de caminhada. Um homem que lutou até onde conseguiu, que carregou batalhas que muita gente nunca viu e que, mesmo cansado, continuou seguindo em frente”, afirmou.

Na publicação, o psicólogo também refletiu sobre a importância de perceber o sofrimento de pessoas próximas e terminou a homenagem desejando que o amigo “descanse em paz”.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipes atendiam diversas ocorrências desde as 19h e uma ambulância foi encaminhada ao Jardim Paraíso assim que os atendimentos anteriores foram concluídos. O Samu informou que as duas ambulâncias disponíveis naquele momento estavam fora de Catalão, em deslocamento para outras ocorrências.

A Polícia Civil registrou inicialmente o caso como morte natural, pois não foram encontrados sinais de violência. Rafael estava sem documentos quando foi localizado, o que dificultou a identificação inicial.

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Autor Inglid Martins


O sargento da Polícia Militar Ricardo Lima Nascimento, investigado por agredir e ameaçar de morte um jovem aprendiz de 16 anos dentro de uma loja de autopeças em Catalão, na região Sudeste de Goiás, já havia se envolvido em outra ocorrência violenta na cidade. Em 2024, ele atirou contra um motociclista de 19 anos durante uma abordagem de trânsito.

O caso foi arquivado após o Ministério Público de Goiás concluir que não houve prática de crime por parte do policial. Já a investigação sobre as agressões ao adolescente segue em andamento e o processo foi colocado sob segredo de Justiça. Até a publicação desta reportagem, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) não havia informado qual foi o fundamento legal para restringir o acesso aos autos.

O episódio envolvendo o motociclista ocorreu durante uma blitz realizada pela Polícia Militar. Segundo o registro da ocorrência, equipes deram ordem de parada ao condutor, que inicialmente reduziu a velocidade da moto, mas voltou a acelerar em seguida. De acordo com os policiais, o jovem tentou fugir da fiscalização e avançou na direção de um dos militares.

Foi nesse momento que Ricardo Lima efetuou um disparo, atingindo a perna do rapaz. Após o tiro, o Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro à vítima, que recebeu atendimento médico e foi encaminhada ao hospital, onde permaneceu até a recuperação.

O caso foi analisado pelo Ministério Público, que decidiu não apresentar denúncia. O entendimento foi de que o disparo ocorreu diante da situação narrada pelos policiais e que não houve conduta criminosa por parte do militar. Este procedimento também não resultou em denúncia contra o motociclista e acabou sendo arquivado.

Agressão contra o jovem aprendiz

Dois anos depois, o nome de Ricardo Lima Nascimento voltou ao centro de uma investigação, desta vez por causa de imagens que mostram o policial agredindo um adolescente de 16 anos dentro de uma loja de autopeças, também em Catalão.

O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (16), quando o jovem, que trabalha como aprendiz, chegava para abrir o estabelecimento. Câmeras de segurança registraram o momento em que uma viatura da Polícia Militar estaciona em frente à loja e o sargento entra no local.

As imagens mostram o policial empurrando o adolescente contra a parede, dando tapas, derrubando no chão, apontando uma arma para ele e fazendo diversas ameaças de morte. Durante a ação, o militar afirma que o jovem o estaria encarando e ainda o acusa de integrar facção criminosa. A vítima nega as acusações e diz repetidas vezes que apenas havia chegado para trabalhar.

policial ameaça, arremessa cadeira e manda jovem aprendiz pedir demissão de motopeças após agressões em Catalão (Foto: Reprodução/Vídeo)

O adolescente sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e registrou boletim de ocorrência. Ricardo foi preso em flagrante, mas conseguiu liberdade provisória após o pagamento de fiança de R$ 3 mil. A Justiça também determinou o recolhimento da arma de fogo do policial e proibiu que ele se aproxime a menos de 500 metros do jovem aprendiz.

A Polícia Militar de Goiás informou que instaurou procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do sargento e reiterou que não compactua com desvios de comportamento praticados por integrantes da corporação.

O TJGO foi questionado sobre o motivo de o processo relacionado às agressões contra o adolescente tramitar em segredo de Justiça, mas ainda não respondeu. A defesa de Ricardo Lima Nascimento informou que o policial não pretende se manifestar sobre o caso.

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Autor Jeice Oliveira


As férias de julho já estão na metade, mas, daqui até o final do mês, muita gente ainda vai pegar a estrada. E, em Goiás, milhares de famílias, nesse período, vão aproveitar os destinos turísticos dentro do Estado para curtir a folga.

Para quem optou por viajar por Goiás, as opções de turismo são muitas. E cada vez mais os goianos têm buscado conhecer todo o potencial turístico do Estado. Para se ter uma ideia do volume de deslocamentos, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início deste ano, mostrou que, em 2024, o número de viagens realizadas pelos goianos somou 634 mil deslocamentos.

E os destinos vão muito além de cidades famosas, como Caldas Novas, Aruanã e Pirenópolis. O Mapa Turístico de Goiás, elaborado pelo Ministério do Turismo, dividiu o Estado em 13 regiões turísticas, que abrangem 96 cidades. As regiões são: Chapada dos Veadeiros, Chapada das Emas, Estrada de Ferro, Águas Quentes, Encantos do Planalto Central, Ouro, Negócios e Tradições, Lagos do Paranaíba, Agroecológica, Terra Ronca, Vale da Serra da Mesa, Vale do Araguaia e Paraísos do Cerrado.

A diversidade de opções é mais um atrativo para quem quer conhecer Goiás. Existem alternativas para todos os gostos e para todos os perfis que buscam um destino turístico nessas férias: são cachoeiras, cânions, águas termais, sítios arqueológicos, cidades históricas, manifestações religiosas e culturais, parques ecológicos, serras, entre outros.

Conheça melhor cada região

Na região da Chapada dos Veadeiros, o visitante terá acesso a diversas cachoeiras, rios, serras e cânions próprios para atividades ao ar livre. Para quem se interessa pela história e pela herança cultural do nosso povo, a região abriga o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga, a maior comunidade quilombola do País.

A região da Chapada das Emas também é um convite para quem aprecia cachoeiras que encantam, tanto pela beleza quanto pela quantidade, trilhas ecológicas e esportes radicais em corredeiras de rios.

No município de Mineiros, também fica o Parque Nacional das Emas, declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. Além da biodiversidade da fauna e da flora existentes no local, no parque ocorre o fenômeno da bioluminescência nos cupinzeiros, que atrai turistas até de outros países, interessados em conhecer e estudar a atividade natural. O fenômeno acontece quando vaga-lumes depositam seus ovos na base do cupinzeiro, formando um círculo de ovos brilhantes.

E ainda tem mais: na Serra do Caiapó, também em Mineiros, fica a nascente principal do Rio Araguaia, manancial símbolo do Estado e um dos mais importantes rios do Brasil, além de outras diversas nascentes, que abastecem, inclusive, o Aquífero Guarani.

Se a ideia é passear pela história do nosso Estado, a sugestão é a região da Estrada de Ferro. Integrada por cidades centenárias como Silvânia, Pires do Rio e Catalão, a rota oferece ao visitante a oportunidade de conhecer parte da formação de Goiás, da arquitetura secular e, especialmente, o contexto do desenvolvimento do Estado a partir da antiga Estrada de Ferro Goiás.

Por falar na histórica linha férrea, um projeto que envolve 14 municípios da região, através do Consórcio Intermunicipal de Cultura e Turismo, pretende retomar as viagens de trem, com a criação de uma linha turística, que vai aproveitar os antigos trilhos da ferrovia. O projeto, que tem o apoio do Ministério do Turismo, prevê a restauração das antigas estações, paradas gastronômicas, contação de histórias durante as viagens, entre outros atrativos.

A região das Águas Quentes dispensa apresentações. Formada por Caldas Novas e Rio Quente, o trajeto também contempla Morrinhos e Piracanjuba. Além das águas termais, conhecidas no mundo inteiro, o roteiro inclui ainda o turismo rural.

Formada por cidades do Entorno do Distrito Federal (DF), a região dos Encantos do Planalto Central agrega belezas naturais com cachoeiras, como a famosa Salto do Itiquira, em Formosa; e formações rochosas, com reserva de cristais lemurianos, em Cristalina, reunindo história e misticismo.

Goiânia e cidades do Entorno compõem a região de Negócios e Tradições, com destaque para a realização de congressos, encontros e conferências dos mais diferentes setores, em função da localização estratégica da cidade, em pleno Brasil Central. Outro município com forte atração turística é Trindade, homologada como a Capital da Fé em Goiás, por força de lei, originária de projeto da Assembleia Legislativa de Goiás.

Além da Romaria do Divino Pai Eterno, realizada anualmente e que, só esse ano, levou mais de 4 milhões de visitantes à cidade durante o ano todo, o município recebe milhares de turistas de todas as partes do país, levados, principalmente, pela devoção à Santíssima Trindade.

Para quem é apaixonado pela pesca e por esportes náuticos, a região dos Lagos do Paranaíba é uma boa pedida. Composto pelas cidades de Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Caçu, Itumbiara, Lagoa Santa, Quirinópolis, São Simão e Três Ranchos, o roteiro é norteado pelos lagos de hidrelétricas formados pelo Rio Paranaíba.

A região ainda oferece águas termais em Lagoa Santa, as Cataratas do Itaguaçu e as corredeiras do Rio Claro, em São Simão, e a histórica Ponte Pênsil Affonso Penna, a mais antiga do Brasil, em Itumbiara.

Localizada no sudoeste goiano, a região Turística Agroecológica integra natureza e produção rural. As cidades oferecem atrações como safáris, cânions, vinícolas artesanais, turismo em fazendas, prática de trilhas ecológicas, safári fotográfico, rapel, cachoeirismo, descidas de botes, boiacross, flutuação, entre outras atividades.

A grandiosidade do complexo de cavernas é o maior destaque da região turística de Terra Ronca, que integra os municípios de São Domingos e Mambaí, no nordeste. Mananciais de águas cristalinas, praias de água doce, boiacross, cicloturismo e trilhas de longo curso, completam as opções ofertadas na região.

A região do Vale da Serra da Mesa tem, nos atrativos do quinto maior lago artificial do Brasil, em seu maior potencial: a pesca esportiva, especialmente do tucunaré, a praia artificial e os esportes náuticos, que são algumas opções para os visitantes. Mas o turista ainda encontra na região cachoeiras, aldeia indígena e várias atrações no Memorial Serra da Mesa.

O mais goiano dos rios brasileiros é a grande estrela da região do Vale do Araguaia. Reunindo sete municípios banhados pelo Rio Araguaia, o roteiro inclui, além de tudo que o Araguaia oferece, atividades nos diversos outros rios da região e muita beleza natural típica do Cerrado.

Última região turística do Estado reconhecida pelo Ministério do Turismo, o roteiro Paraísos do Cerrado reúne cinco municípios do nordeste goiano: Flores de Goiás, Simolândia, Buritinópolis, Mambaí e Damianópolis. As opções de passeio incluem turismo de aventura e a preservação da cultura quilombola, além de experiências gastronômicas.

Até por não ser contemplado pelo mar, o goiano não perde uma oportunidade de ir para o litoral. Mas só pelo que é apresentado pelo Mapa Turístico de Goiás, temos certeza que, aqui mesmo, dentro do nosso Estado, tem muito lugar que vale a pena conhecer. As opções são muitas e, qualquer que seja o roteiro, a diversão estará garantida e, com certeza, vai te surpreender.

Viagem segura

Se a opção de deslocamento for de carro, alguns cuidados devem ser observados para que a viagem siga bem, na ida e na volta.

Segundo o chefe de comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás, Victor Rustiguel, nesse período, tradicionalmente, ocorre um aumento de fluxo nas rodovias federais que cortam o Estado, especialmente, as que dão acesso aos principais destinos turísticos de Goiás e também a outros estados.

“Entre elas, destacam-se a BR-060, a BR-153, principal corredor de ligação norte-sul do Estado, e a BR-414. Os destinos mais procurados durante as férias de julho são Caldas Novas e Pirenópolis, o que aumenta significativamente o fluxo de veículos nessas rodovias”, enfatiza Rustiguel.

O policial rodoviário alerta, ainda, que as BRs 153 e 414 possuem longos trechos de pista simples, o que exige ainda mais cautela nas ultrapassagens. “Os motoristas devem realizar essa manobra apenas em locais permitidos, com ampla visibilidade e quando houver condições seguras, evitando atitudes que possam provocar colisões frontais, um dos tipos de sinistro mais graves nas rodovias federais”, ressalta Victor Rustiguel.

Ainda de acordo com o chefe de comunicação da PRF, de maneira geral, as rodovias federais em Goiás apresentam boas condições de conservação, pavimentação e sinalização, no entanto, alguns trechos passam por obras de manutenção e recuperação, especialmente nas rodovias concedidas. O policial ressalta que, nesses locais, é importante que o motorista redobre a atenção, respeite a sinalização temporária e reduza a velocidade.

Fiscalização mais rigorosa

Por causa desse aumento do fluxo de veículos nas rodovias federais que cortam o Estado, a PRF intensificou a fiscalização nas rodovias federais durante o período de férias, concentrando equipes nos principais corredores viários e nos trechos com maior movimentação.

A operação da PRF conta, ainda, com o apoio de drones e sistemas de videomonitoramento, que permitem identificar infrações em tempo real e direcionar as equipes para a abordagem dos veículos. “As ações têm foco nas infrações que mais provocam sinistros graves, como excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, embriaguez ao volante, uso do celular durante a condução e transporte irregular de crianças”, destaca Rustiguel.

Para que a viagem seja segura, é preciso também que o condutor faça a sua parte, antes e durante a viagem. “Antes da viagem, é importante realizar uma revisão no veículo, verificar pneus, freios, iluminação e os demais itens de segurança, além de conferir a documentação e planejar o trajeto”, ensina o policial.

Victor Rustiguel orienta, ainda, que, durante o deslocamento, todos os ocupantes devem utilizar o cinto de segurança e as crianças transportadas nos dispositivos adequados para cada idade. Ele destaca a responsabilidade na direção do veículo. “O condutor deve respeitar os limites de velocidade, não realizar ultrapassagens em locais proibidos, não utilizar o celular ao volante e jamais dirigir após consumir bebida alcoólica. Também é fundamental evitar viajar com sono ou fadiga, fazendo paradas para descanso quando necessário.”

Por fim, Rustiguel ressalta que o comportamento do motorista continua sendo o principal fator para a segurança nas rodovias. Segundo o policial, nas férias de 2025, a PRF registrou 212 sinistros nas rodovias federais de Goiás, com 232 pessoas feridas e 20 mortes. “A expectativa é que, com o reforço das ações e a colaboração dos condutores, seja possível reduzir esses números e preservar vidas durante o período de maior movimentação nas estradas.”

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O jovem aprendiz de 16 anos agredido por um policial militar dentro de uma loja de motopeças, em Catalão, na região Sudeste de Goiás, começou a trabalhar aos 11 anos para ajudar a família nas despesas de casa e construir o próprio futuro. A informação foi revelada pela mãe do jovem, que afirmou estar indignada com a violência sofrida pelo filho. Ela relata que não conseguiu assistir às imagens completas das agressões por causa da revolta. O policial, identificado pela Folha de S. Paulo como Ricardo Lima Nascimento, foi preso após o caso, mas solto na sexta-feira (17) após pagar fiança de R$ 3 mil.

“Ele já andou de moto sendo menor de idade e sem habilitação, e já enfrentou as consequências dessas escolhas, mas uma mãe nunca espera ver o filho ser tratado com violência. Ele (policial) simplesmente chegou e bateu no meu filho por nada”, desabafou a mãe.

O adolescente trabalha como jovem aprendiz em uma loja de autopeças, onde havia começado há cerca de três meses. Na manhã de quinta-feira (16), por volta das 7h30, ele abriu o estabelecimento como fazia diariamente quando foi surpreendido pela chegada de uma viatura da Polícia Militar.

Agressão

As câmeras de segurança registraram quando o policial entra na loja, atravessa o balcão de atendimento e aborda o jovem dizendo que ele estaria encarando a polícia. Em seguida, inicia uma sequência de agressões.

Enquanto tenta se defender verbalmente, o jovem repete que apenas havia chegado para trabalhar. “Eu não te encarei, eu só vim trabalhar, senhor! O que é isso?”, diz ele nas imagens, antes de receber tapas no rosto.

Na sequência, o militar empurra o adolescente contra a parede, o derruba no chão e passa a questioná-lo sobre uma suposta ligação com facções criminosas. Durante toda a abordagem, faz ameaças de morte e intimida o jovem com frases como: “Você tem que morrer”, “Se você olhar para mim de novo, eu vou te matar” e “Você vai assinar sua sentença de morte”. Em alguns momentos, ele chega a apontar a arma para o jovem, que permanece caído e sem reagir.

Em outras imagens divulgadas nas redes sociais, o policial também aparece afirmando que “todo vagabundo trabalha com coisa de moto”, ordenando que o jovem aprendiz peça demissão do emprego. Mesmo com o jovem já no chão, o sargento ainda desfere chutes e, antes de deixar o local, arremessa uma cadeira na direção da vítima.

O adolescente contou que nunca havia visto o policial antes daquele dia. Após as agressões, permaneceu caído dentro da loja até receber ajuda de uma colega de trabalho que chegou ao estabelecimento meia hora depois. Ele sofreu ferimentos no rosto, passou por exame de corpo de delito e o caso foi registrado na Polícia Civil.

“Só peço justiça”

A mãe também publicou um desabafo nas redes sociais e ressaltou que nenhuma ação do filho justifica a violência sofrida. “Meu filho não estava fugindo, não estava pilotando moto e nem cometendo qualquer infração naquele momento. Ele estava trabalhando”, escreveu.

A mulher afirmou ainda que a família está sendo acompanhada por advogados e espera que os responsáveis sejam punidos. “Como mãe, só peço que a Justiça seja feita. Nenhuma família merece passar por uma situação como essa”, declarou.

PM foi solto após fiança

Ricardo Lima Nascimento foi preso após a agressão, mas conseguiu liberdade provisória durante audiência de custódia. Segundo o advogado de defesa, Everson Rosa, a soltura ocorreu após o pagamento de fiança de R$ 3 mil.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) ressaltou que pediu que a Justiça mantivesse o policial preso durante a audiência de custódia, mas a Auditoria Militar concedeu liberdade provisória ao sargento. O MPGO também informou que prestou atendimento para o adolescente e a família, orientando os dois sobre o andamento do caso e os direitos da vítima.

A Justiça também determinou o recolhimento da arma de fogo do policial e estabeleceu que ele mantenha distância mínima de 500 metros da vítima enquanto o processo tramita.

Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que instaurou procedimentos legais, administrativos e disciplinares para apurar a conduta do sargento. A corporação afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta praticados por seus integrantes e reiterou que vai acompanhar a investigação até a conclusão do caso.

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Autor Jeice Oliveira


Um jovem aprendiz de 16 anos foi agredido e ameaçado de morte por um policial militar (PM) na manhã desta quinta-feira (16), dentro de uma loja de motopeças em Catalão, na região Sudeste de Goiás. O adolescente havia acabado de chegar ao trabalho e organizava o estabelecimento para iniciar o expediente quando o PM entrou no local. Segundo as imagens das câmeras de segurança, o policial justificou a abordagem dizendo que o rapaz estaria “encarando” a viatura.

Durante a ação, o PM deu tapas no rosto do jovem, o derrubou no chão, apontou uma arma em sua direção e fez diversas ameaças. O policial foi detido e a Polícia Militar informou que instaurou procedimentos para apurar o caso.

Jovem aprendiz agredido

A ocorrência foi registrada por volta das 7h30, horário em que o adolescente costuma abrir a loja onde atua como jovem aprendiz. Imagens mostram a viatura chegando ao estabelecimento e, em seguida, o policial entrando no local e iniciando as agressões. Enquanto segurava o adolescente no chão, o militar questionava o motivo de ele estar olhando para a viatura. O jovem tentou explicar que apenas havia chegado para trabalhar, mas continuou sendo agredido.

Durante a abordagem, o policial fez ameaças de morte ao rapaz. Em um dos momentos registrados pelas câmeras, ele afirma: “Vou te matar aqui agora. Vontade de dar um tiro bem na sua cara.” Em seguida, também diz: “Você tem que morrer.” Mais adiante, ameaça novamente: “Se você olhar para mim de novo na sua vida, eu vou te matar. Você vai assinar sua sentença de morte.” Antes de deixar o local, ainda ordena que o adolescente peça demissão e saia da cidade. “Se eu te achar de novo, eu arrebento a sua cara.”

Além das agressões físicas, o PM também pressionou o adolescente contra a parede, perguntou se ele fazia parte de alguma facção criminosa e, em alguns momentos, apontou a arma para o rapaz, que permaneceu deitado no chão.

PM deixou jovem no chão

Depois que o militar saiu da loja, o adolescente ficou caído dentro do estabelecimento por alguns minutos até que uma colega de trabalho chegou no local, por volta das 8h, e encontrou o jovem ferido. A vítima apresentava lesões no rosto e passou por exame de corpo de delito.

A mãe do adolescente registrou boletim de ocorrência, e o caso segue sob investigação.

Posicionamento da PM

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o sargento envolvido foi conduzido ao batalhão para prestar esclarecimentos e afirmou que adotou as medidas legais, administrativas e disciplinares cabíveis. A PM também declarou que não compactua com desvios de conduta praticados por integrantes da instituição.

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Autor Jeice Oliveira