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Deputado Lucas do Vale teve, em 2025, seu ano com mais proposituras apresentadas e convertidas em legislação estadual
Lidiane 14 de fevereiro de 2026
Com base eleitoral em Rio Verde e na região sudoeste de Goiás, Lucas do Vale (MDB), que cumpre seu primeiro mandato de deputado estadual, teve, em 2025, seu ano de maior atividade legislativa, com 60 projetos de lei ordinária apresentados.
Em todo o mandato do parlamentar até o momento, do início de 2023 ao de 2026, 27 projetos resultaram em leis, das quais 15 foram publicadas no ano passado.
Também produtor rural e médico nefrologista, Lucas tem nesses temas suas principais matérias convertidas em legislação estadual.
Uma das proposições convertidas em lei foi a que institui a Semana Estadual de Soberania Alimentar e Agroecologia, Lei nº 23.910, de 4 de dezembro de 2025.
Tal semana é prevista como aquela que inclua o dia 16 de outubro. O deputado propõe que nela haja estímulo e promoção de conscientização sobre a soberania alimentar e agroecologia, “por meio da valorização das demandas dos povos campesinos, das águas e das florestas”, assim como campanhas educativas e culturais para a população com esses temas e, ainda, capacitação sobre eles para professores da rede pública estadual de ensino.
Publicada uma semana depois, a Lei no23.933 estabelece a Política Estadual de Apoio ao Produtor Rural em Razão da Ocorrência de Incêndios em suas Propriedades.
São dois os objetivos centrais: auxiliar a reconstrução e a recuperação do solo utilizado para pastagens ou agricultura, assim como garantir a continuidade das atividades produtivas no campo. Também são elencadas 16 diretrizes, como estimular a adoção de medidas como prevenção contra novos incêndios nas áreas de risco e liberação de crédito emergencial para recuperação das lavouras, pastagens e infraestrutura.
No mês anterior, havia sido publicada a Lei no23.832, de 14 de novembro, que institui 6 de fevereiro como o Dia Estadual do Agente de Defesa Ambiental.
Na área de saúde, uma lei de 2025 do deputado foi a de no23.295, de 24 de março, que altera o Estatuto do Portador de Câncer em Goiás. As mudanças se concentram no art. 9º do estatuto, que lista as ações de políticas públicas de saúde específicas voltadas para as pessoas com câncer. A 13 ações previstas, a lei de Lucas do Vale acrescentou outras 21, por exemplo estímulo ao rastreamento, à detecção e ao diagnóstico precoce do câncer, assim como estímulo ao suporte psicossocial e nutricional.
Leis de 2024 do parlamentar haviam feito alterações no Estatuto do Portador de Diabetes e na Política Estadual de Atenção, Cuidados e Proteção da Saúde Mental.
No início de 2026, foi publicada lei de sua autoria que institui, no dia 2 de agosto, o Dia Estadual do Médico Nefrologista – a Lei no24.043, de 16 de janeiro.
Os projetos de lei propostos pelo deputado em 2025 seguem concentrados na produção rural e na saúde pública. Matérias dele em trâmite focam temas como sinalização de áreas de produção agrícola e pecuária e circulação de tratores; incentivo à bovinocultura leiteira agroecológica e orgânica; e saúde mental da população rural.
Todas as propostas apresentadas por Lucas do Vale podem ser conferidas aqui.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Mãe é presa ao isolar criança com autismo e alimentá-la apenas 1 vez ao dia
Lidiane 14 de fevereiro de 2026
sem afeto
A avó relatou à polícia que a filha não demonstrava afeto pelo menino e mencionou episódios de agressões físicas e verbais
Catalão: mãe é presa por maus-tratos ao isolar criança com autismo e alimentá-la apenas uma vez ao dia (Foto: Freepik)
Uma mãe, 24 anos, foi presa por maus-tratos após isolar o próprio filho, de 8 anos, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), e alimentá-lo apenas uma vez ao dia, em Catalão (GO). O garoto, encontrado com sinais de desnutrição e palidez, era mantido trancado em um quarto, impossibilitado de entrar em contato com outras crianças. O caso foi registrado na quinta-feira (12/2) pela Polícia Civil, no bairro Loteamento Jardim Paraíso.
Segundo as investigações, além da restrição alimentar, a criança não frequentava a escola e não recebia acompanhamento terapêutico, psicológico ou psiquiátrico. A mãe não teria providenciado a matrícula na rede de ensino, sob a justificativa de que a condição neurológica dificultaria a inserção escolar.

A apuração teve início após denúncias. No local, os policiais foram recebidos pela avó materna, que relatou que a filha não demonstrava afeto pelo menino e mencionou episódios de agressões físicas e verbais. De acordo com a Polícia Militar, a criança apresentava sinais de desnutrição e palidez, além de permanecer a maior parte do tempo exposta a telas de aparelhos eletrônicos.
A investigação também apontou que o menino era mantido trancado no quarto e impedido de brincar fora de casa ou manter contato com outras crianças. Outro ponto apurado indica que o benefício previdenciário recebido pela criança estaria sendo utilizado para despesas pessoais da investigada, e não para atender às necessidades do filho.
A mulher foi conduzida à delegacia, autuada em flagrante e encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O Conselho Tutelar realizou o acolhimento da criança para garantir acompanhamento e suporte adequados.
O nome da investigada não foi divulgado. Até a última atualização, a defesa não havia sido localizada.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela (MDB), está entre os gestores municipais mais bem avaliados do Brasil, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Veritá. A pesquisa analisou a percepção direta da população sobre o desempenho das administrações das 23 maiores cidades brasileiras que não são capitais, com foco na qualidade da gestão e na prestação de serviços públicos.
De acordo com o estudo, Vilela ocupa a 10ª posição no ranking nacional de avaliação de prefeitos, com nota média de 5,33 atribuída pelos moradores ao desempenho da gestão iniciada em janeiro de 2025. O resultado coloca o chefe do Executivo aparecidense à frente de prefeitos de importantes centros urbanos do Sudeste, como Guarulhos, Osasco e Campinas.
No indicador que mede o percentual de aprovação popular, o prefeito aparece na 15ª colocação, com 44,7% de avaliação positiva entre os entrevistados. O índice considera a soma de respostas classificadas como “ótima” ou “boa” para a condução da administração municipal.
Além da avaliação individual dos gestores, o levantamento também analisou o desempenho das cidades quanto à qualidade dos serviços públicos. Nesse quesito, Aparecida de Goiânia aparece na 17ª posição, com nota média de 4,18, superando novamente municípios de grande porte, especialmente do estado de São Paulo.
A metodologia do estudo leva em conta critérios como eficiência administrativa, percepção sobre áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura, zeladoria urbana e confiança da população na condução das políticas públicas. Os dados servem como termômetro da satisfação dos moradores com as gestões locais.
O desempenho de Aparecida no ranking reforça o cenário de competitividade entre grandes municípios fora das capitais e evidencia o peso da avaliação popular na consolidação política dos gestores, especialmente em cidades com crescimento populacional acelerado e alta demanda por serviços públicos.
Quarta maior reserva do mundo, a moeda tem sido cada vez mais usada em transações comerciais com parceiros internacionais
O presidente da China, Xi Jinping (PCCh), definiu um plano para estabelecer o renminbi como a principal moeda de reserva mundialmente. O objetivo de Pequim, conforme anunciado pelo mandatário no final de janeiro, é de limitar a dependência e influência do dólar dos Estados Unidos.
As moedas de reserva são mantidas por bancos centrais para facilitar o comércio internacional, estabilizar o câmbio e assegurar liquidez e confiança financeira. A autoridade monetária chinesa tem desenvolvido estruturas institucionais e infraestrutura para operações internacionais com o renminbi –buscando criar condições para que empresas nacionais e estrangeiras utilizem o renminbi em suas transações.
O processo, no entanto, enfrenta impasses políticos e econômicos. Um deles é a diferença no sistema político chinês em comparação com os Estados Unidos, o que implica na menor aceitação dos títulos chineses entre investidores internacionais. A falta de plena conversibilidade e os controles sobre a conta de capital continuam como entraves relevantes para uma adoção mais ampla por bancos centrais estrangeiros.
O Banco Popular da China trabalha para estabelecer um ambiente que favoreça tanto organizações chinesas quanto estrangeiras interessadas em utilizar a moeda em suas operações. As políticas de apoio são:
- estabilização do comércio exterior e do investimento estrangeiro;
- novo comércio offshore;
- novas formas de negócios de comércio exterior;
- empréstimos no exterior;
- integração de fundos piloto de moedas domésticas e estrangeiras.
Ao Poder360, Alex Agostini, economista-chefe da consultoria Austin Rating, avaliou que, apesar da dedicação do governo chinês, será difícil ver resultados imediatos na implementação do renminbi como moeda de reserva global. O principal motivo é o protagonismo dos títulos norte-americanos no mercado internacional –o que deixa pouco espaço para a difusão de títulos chineses.
“Em vez de comprar títulos do Tesouro chinês, muitos investidores optam pelos títulos do Tesouro norte-americano. Embora estes tenham uma rentabilidade menor, oferecem maior garantia de pagamento, considerando todas as questões associadas às características dos países emergentes. No caso da China, trata-se ainda de uma economia relativamente fechada”, afirma o especialista.
Outro impasse são os grandes volumes de reservas em dólares nos bancos centrais. De acordo com informações do Conselho Europeu, a moeda norte-americana é responsável por 57,8% das reservas cambiais no mundo. O renminbi, por sua vez, é a 4ª moeda com mais disponibilidade, com cerca de 2,2% de presença.
Segundo Agostini, para que o renminbi se torne a principal moeda de reserva, “é necessário ter um sistema financeiro sólido, o que envolve outros fatores, como a abertura de mercado”.
No entanto, o economista destaca que é possível que a moeda chinesa seja diretamente usada no sentido de acordos comerciais, como é feito com o Brasil, em alguns casos, desde 2023. Em meio de 2025, os bancos centrais dos 2 países firmaram um acordo de swap cambial.
TRANSAÇÕES COM O RENMINBI
Desde 1948, o renminbi é o nome oficial da moeda chinesa, no entanto, sua unidade monetária é conhecida como yuan –que significa “moeda do povo”. Uma nota de 50 yuans, por exemplo, representa 50 unidades de renminbi.
A cidade de Xangai e a região administrativa especial de Hong Kong funcionam como polos estratégicos para a expansão global da moeda chinesa, com políticas governamentais estabelecidas para facilitar transações internacionais.
O Banco Popular da China e a Autoridade Monetária de Hong Kong revisaram o acordo de swap de moedas —um mecanismo pelo qual os 2 bancos centrais trocam moedas entre si para fornecer liquidez ao sistema financeiro— transformando-o em um swap de caráter permanente (de espera) e ampliando seu volume, com o objetivo de oferecer um apoio de liquidez mais previsível e robusto ao mercado offshore, especialmente em momentos de maior volatilidade.
De acordo com informações do governo chinês, em 2023, mais de 80 bancos centrais ou autoridades monetárias no exterior incluíram o renminbi em suas reservas cambiais. O Banco Popular da China mantém 29 acordos bilaterais válidos de troca de moeda local com outros países.
Apesar da dificuldade em superar a curto prazo o dólar como moeda de reserva, há chances de o renminbi chinês se estabelecer como uma unidade monetária de referência para transações diretas. Com isso, se consolida mais no mercado internacional.
“O que tem acontecido é que a economia chinesa vem ganhando protagonismo há bastante tempo, em razão da sua força econômica. Em alguns anos, não há dúvida de que talvez [poderá ser] a maior economia do mundo”, afirma o economista-chefe.
Inicialmente, Pequim prioriza traçar a esfera de influência do renminbi com países vizinhos e integrantes da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático) –bloco que inclui nações como Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã.
“Não haveria necessariamente a necessidade de passar pelo dólar em todas as transações. Esse tipo de situação tende a se expandir, reduzindo custos e despesas, mas sem alterar, ao menos por enquanto, o papel do dólar como moeda de reserva de valor”, explica Agostini.
Cristiano Galindo defende a instalação de consultórios odontológicos em áreas rurais
Lidiane 14 de fevereiro de 2026
O deputado Cristiano Galindo (SD) apresentou o projeto de lei nº 32314/25, com o objetivo de instituir o Programa de Incentivo à Aquisição de Consultórios Odontológicos Móveis destinados a municípios com zonas rurais extensas ou de difícil acesso. A proposta visa a ampliar o alcance dos serviços de saúde bucal e assegurar atendimento digno às populações que enfrentam barreiras geográficas e estruturais.
A iniciativa está alinhada aos princípios constitucionais que garantem o direito à saúde e às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente no que se refere à universalidade e à integralidade da assistência. Segundo o texto, muitos municípios não conseguem manter equipes odontológicas fixas em áreas rurais dispersas, o que acaba excluindo parte da população do atendimento regular.
Nesse cenário, os consultórios móveis surgem como alternativa eficiente para levar serviços essenciais diretamente às comunidades, respeitando as normas sanitárias e as políticas nacionais de atenção básica. O parlamentar observa que a medida contribui para a descentralização do atendimento, reduz desigualdades regionais e amplia ações preventivas e curativas.
O projeto também observa os princípios da eficiência administrativa e da equidade, ao incentivar soluções que otimizam recursos públicos e reduzem os custos de deslocamento da população rural. Além disso, prevê a celebração de convênios e instrumentos de cooperação, fortalecendo o uso integrado de recursos entre os entes federados.
Por fim, a proposta busca beneficiar especialmente municípios com menor capacidade financeira, promovendo isonomia entre os entes e reforçando o pacto federativo na área da saúde, com mecanismos de transparência e controle por meio de planos de utilização e relatórios periódicos.
A matéria será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) quando os parlamentares retornarem às atividades plenárias.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O falecimento de Benício Araújo Machado foi confirmado na tarde desta sexta-feira (13/2) pela Polícia Civil de Goiás. O menino de 8 anos estava internado em estado gravíssimo desde a madrugada de quinta-feira, quando, segundo a investigação, foi atingido por disparos efetuados pelo próprio pai.
O irmão mais velho, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, havia morrido pouco após ser socorrido na madrugada do mesmo dia. As duas crianças foram encontradas baleadas na residência da família; o pai, Thales Machado, foi achado morto no local, com uma arma ao lado do corpo, caracterizando um duplo homicídio seguido de suicídio, conforme aponta o inquérito em andamento.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara. A corporação informou que, até o momento, não há indícios de participação de terceiros e que as diligências prosseguem com perícias no imóvel, oitivas de testemunhas e levantamento documental; o laudo pericial sobre as mortes deve ficar pronto na próxima semana, segundo o delegado responsável.
Vizinhos relataram ter ouvido os disparos e socorrido as crianças para hospitais distintos; Miguel não resistiu e foi velado na quinta-feira na casa do avô materno, o prefeito do município. No imóvel, equipes periciais detectaram cheiro forte de gasolina e encontraram galões, o que levou os peritos a apurar também eventual tentativa de incêndio além dos disparos.
Horas antes do crime, o autor publicou nas redes sociais uma mensagem com declarações de amor aos filhos e, em seguida, divulgou uma carta em que relatava problemas no casamento e pedia perdão — o texto foi retirado das redes após a repercussão. Autoridades e veículos locais registraram essa sequência de publicações, que passou a integrar as apurações preliminares.
A Defensoria Pública do Estado de Goiás classificou o episódio como violência vicária — quando o agressor usa os filhos para atingir a mulher — e alertou para o risco de culpabilização e ataques nas redes sociais direcionados à mãe das crianças. A instituição tem se manifestado publicamente para orientar e oferecer assistência a familiares em casos dessa natureza.
Com a morte de Benício, a tragédia completa duas vítimas fatais — as duas crianças — além do autor, que também morreu. As autoridades locais afirmam que seguem preservando o sigilo do inquérito para não prejudicar as apurações e pedem respeito ao luto da família; o velório de Miguel já ocorreu e procedimentos sobre o enterro de Benício serão organizados conforme definição dos familiares.
Se você foi afetado por esta notícia ou conhece alguém em risco, procure ajuda profissional e os serviços de apoio locais — em Goiás a Defensoria Pública e a rede de assistência social municipal podem orientar — e, em caso de emergência, acione os serviços de saúde e segurança locais imediatamente.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Meteorologista prevê chuva localizada à tarde e alta nas temperaturas ao longo do dia.
As previsões climáticas para este início de Carnaval são de chuvas, em geral isoladas, em boa parte do país. Nas localidades em que o festejo é mais intenso, com as escolas de samba e os blocos fazendo a alegria do folião, a tendência é de que essa chuva localizada seja mais na parte da tarde, com a temperatura se elevando ao longo do dia.
É o caso do Rio de Janeiro, de São Paulo, Salvador e do Recife, segundo a meteorologista Lady Custódio, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
“Pode sim ter uma chuva mais isolada à tarde. Ao longo do dia, as temperaturas podem se elevar e aí, com a umidade, ter algumas chuvas isoladas durante a tarde. Mas em geral, o tempo é bom durante o dia inteiro”, disse a meteorologista nesta 6ª feira (13.fev.2026) em entrevista ao programa “Revista Brasil”, da Rádio Nacional.
“Poderemos ter temperaturas um pouquinho mais elevadas em alguns pontos, principalmente no Rio de Janeiro. Na cidade, as temperaturas podem chegar a 36 graus”, afirmou.
Tempestade
O Inmet diz que, para hoje, há “perigo potencial de tempestade” em boa parte da Região Sul, bem como no sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.
Há “grande perigo de chuva” em uma faixa entre Florianópolis e o litoral sul do Paraná. Nessa região são esperadas chuvas mais intensas que podem ficar acima de 60 milímetros por hora; e acima de 100 mm por dia, pelo menos até amanhã (14.fev.2026).
Lady Custódio explica que, no Rio Grande do Sul, deverá prevalecer “tempo um pouco mais estável”. Se houver alguma chuva, será mais na parte norte do estado, na divisa com o Santa Catarina.
“Em Porto Alegre, o tempo provavelmente ficará mais estável. A tendência é de tempo mais aberto para curtir o Carnaval”, afirmou a meteorologista.
Norte e Nordeste
Perigo de chuvas mais intensas em áreas do Amazonas (nas extremidades ao leste e oeste do estado), Pará (principalmente na faixa central), Maranhão, Tocantins (norte do estado), e Acre (parte noroeste). Nessas regiões, são esperados até 100 mm de chuva ao longo do dia, e ventos de até 100 quilômetros por hora (km/h).
Em toda a faixa litorânea do Nordeste, com exceção da Bahia, há possibilidades de chuvas. Caso chova, devem chegar, no máximo, a 50 mm por dia. São esperados ventos de até 60 km/h.
“No nordeste, teremos aquelas chuvas mais isoladas. Temperaturas mais elevadas serão no interior dos estados nordestinos e, também, em Minas Gerais. No norte de Minas Gerais também poderemos ter temperaturas mais elevadas e tempo mais estático e aberto, interessante para o Carnaval”, disse a meteorologista.
Segundo ela, a predominância no Sudeste será de temperatura elevada e sem chuva. “A tendência é de tempo mais aberto e temperaturas um pouco mais elevadas. Por isso, vale lembrar a importância de as pessoas se hidratarem. Bebam muita água”, sugere Lady Custódio.
Nas localidades de temperatura elevada, é indicado também evitar exposições ao sol no período da tarde e o uso de roupas leves.
Brasília, segundo ela, também terá clima mais quente, com temperaturas em torno dos 30 graus em alguns pontos.
“Podem ocorrer algumas chuvas isoladas, comuns nas temperaturas elevadas, acompanhadas de umidade. Mas, em geral, a temperatura será um pouco mais elevada com tempo estável. Muito bom para curtir o Carnaval”, afirmou.
Não foliões
A meteorologista tem algumas recomendações às pessoas que, no Carnaval, trocam a folia pela natureza. Em especial, aos que visitam cachoeiras.
“Fiquem de olho na previsão do tempo, que a gente atualiza todos os dias. Quem tem plano de ir a esses lugares cheios de natureza, precisa fazer isso. Caso haja alguma previsão de chuva, é indicado que se evite mata e cachoeira”, disse.
Ela sugere que, havendo qualquer indício de chuva nessas localidades, as pessoas fiquem atentas às recomendações da Defesa Civil estadual e municipal, além dos institutos de Meteorologia. “Evitem lugares onde possa haver alagamentos”
“Se estiver chovendo muito forte – ou mesmo se houver alguma perspectiva de chuva com trovoadas e raios –, é bom não ficar em área aberta. Também não é indicado se abrigar embaixo de árvore ou postes de energia porque, infelizmente, são pontos onde caem muitos raios.”
Com informações da Agência Brasil.
Antes mesmo do início oficial, muitas cidades país afora, inclusive Goiânia, já colocaram seus blocos na rua, no chamado pré-Carnaval. Além dos momentos de alegria, descontração e confraternização, o Carnaval também é uma festa que movimenta a economia. Para fortalecer e contribuir com a afirmação dos eventos, deputados estaduais apresentam projetos que tornam os festejos de Momo patrimônios cultural e imaterial do Estado.
Há quem não goste, claro, mas os números mostram que o Carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil, que arrasta, todos os anos, uma multidão pelas ruas, clubes, praças e outros locais de festa.
Uma pesquisa realizada pelo Locomotiva Instituto de Pesquisa e pela plataforma QuestionPro mostrou que 34% dos brasileiros, mais que um terço da população do país, pretendem participar da festa. Mas, mesmo quem não gosta, reconhece a importância do Carnaval. O levantamento apontou que, para 67% dos brasileiros, o Carnaval é uma manifestação cultural importante. E, para 69% dos entrevistados, é um evento democrático. A data ainda é considerada uma oportunidade de ocupação dos espaços públicos das cidades para 66% das pessoas.
As turbas de pessoas que lotam as ruas, atrás de trios elétricos e bandas, nos blocos, mostram a força da festa. Em Goiânia, durante o pré-Carnaval realizado no último fim de semana, estimativas oficiais do Circuito Folia Goiás apontam que mais de 350 mil pessoas participaram do evento.
Em Recife, Pernambuco, o tradicional bloco Galo da Madrugada reúne cerca de 2,5 milhões de pessoas nas ruas da cidade todos os anos.
A importância do Carnaval é tanta que o evento foi reconhecido, em 2005, como patrimônio cultural imaterial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Para além da folia, o Carnaval é uma festa que promove a circulação da economia, gera empregos, renda e riqueza para todas as localidades que promovem eventos nesse período. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a festa movimentou cerca de R$ 9 bilhões no setor de turismo em 2024. Além disso, a demanda de mão de obra em trabalhos temporários gerou quase 67 mil empregos.
Manifestações populares
A origem das manifestações carnavalescas, como as escolas de samba e os blocos, são, via de regra, de origem popular.
Segundo o artigo “A Origem do Carnaval”, os blocos de rua surgiram dos “entrudos” portugueses, comemorações populares nas quais as pessoas brincavam jogando água, ovos, farinha, frutas podres e restos de comida umas nas outras. A partir do século XIX, essa festa passou a ser criminalizada, simplesmente, porque a maioria dos participantes eram negros.
Mas, ao final do século XIX, os populares se reorganizaram e criaram os cordões e os ranchos, blocos de pessoas que saíam às ruas seguindo carros decorados. Algo que lembrava as procissões religiosas, mas que incluíam expressões da cultura popular, como jogar capoeira e tocar tambor. Esses cordões, que tiveram início no Rio de Janeiro, cresceram e se espalharam por todo o Brasil e, até hoje, a cada ano, se multiplicam, formados por grupos de pessoas que se juntam para brincar o Carnaval.
Muitos desses blocos ou desses eventos acabam caindo no gosto do povo e seguem se repetindo todos os anos, até se tornarem manifestações tradicionais. E pela importância que assumiram, foram alvo de propostas de deputados estaduais, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para integrarem o Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado, se tornando Patrimônio Cultural Imaterial.
Alguns desses projetos aprovados na Casa foram sancionados pelo Governo do Estado e tornaram-se leis estaduais.
Uma dessas leis, a de nº 24.086, inclui o Carnaval de Porangatu no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. No Legislativo, a proposta foi da deputada Vivian Naves (PP), que alegou que o evento se consolidou como uma das celebrações mais tradicionais e expressivas do norte goiano.
A parlamentar ainda destacou a programação diversificada, que inclui desfiles de blocos, apresentações musicais e manifestações culturais típicas, que atrai milhares de visitantes, movimentando o comércio, a rede hoteleira e os serviços locais. “Além do seu potencial turístico, o Carnaval de Porangatu é uma expressão legítima da identidade cultural da população local, reunindo elementos da cultura popular, da criatividade artística e da convivência comunitária”, justificou Naves.
Já a Lei Estadual nº 23.228 incluiu o “Carnaval Antigo”, realizado anualmente no mês de fevereiro em Caldas Novas, no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. O projeto que originou a lei é de autoria do deputado Coronel Adailton (Solidariedade).
Segundo Adailton, o evento tenta reviver a alegria dos antigos carnavais, com blocos e músicas tradicionais, ornamentação do trajeto da folia com bonecos gigantes, desfile de carros e, ainda, concurso de fantasias. “O evento conta com uma grande infraestrutura para turistas e residentes locais, disponibilizando rede hoteleira bem preparada para receber e acomodar todos os foliões, além de completa praça de alimentação com food trucks, espaço infantil e camarotes.”
O Carnaval dos Amigos, realizado em Goiânia no sábado que antecede a semana do Carnaval, é outro evento que foi incluído no Calendário Cívico, Cultural e Turístico, por força da Lei nº 22.116.
Ao propor a iniciativa, no Parlamento Estadual, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) pontuou que o evento foi criado pelo advogado Rener Bilac, que reuniu um grupo de amigos em um sábado antes do Carnaval para passar a tarde em um bar e depois seguir em direção ao Parque Vaca Brava, acompanhados de uma banda de música.
“Foi aí que nasceu o Bloco dos Amigos em 2003. Depois disso, novos blocos foram surgindo e o evento foi crescendo e conquistando os goianienses. Desde então, as pessoas se reúnem nos blocos que têm início simultaneamente em diversos locais. Posteriormente, por volta das 18 horas, todos saem às ruas, se encontram e seguem juntos para a última parte do evento com um show gratuito aberto ao público”, explica Cruvinel.
Já a Lei nº 23.879, sancionada pelo governador Ronaldo Caiado em novembro do ano passado, declarou o Bloco do Mancha como Patrimônio Cultural Imaterial goiano. Virmondes Cruvinel também é autor da propositura, alegando que o Mancha se consolidou como um dos maiores e mais importantes blocos carnavalescos de rua do Estado e que, desde a fundação, desempenha um papel fundamental na democratização do carnaval goianiense, resgatando a tradição dos desfiles de rua e proporcionando um espaço de manifestação artística, cultural e social para milhares de foliões.
Cruvinel alega, ainda, que a proposta se justifica “em razão de sua relevante contribuição para a tradição dos blocos carnavalescos de rua em Goiânia e sua expressiva atuação na valorização da cultura popular, inclusão social, sustentabilidade e acessibilidade”.
Agora, que você já conhece um pouco das manifestações carnavalescas oficiais do nosso Estado, reúna seus amigos e caia na folia. Em um bloco oficial ou não, o importante é aproveitar o Carnaval.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
O Governo de Goiás inaugurou, nesta quinta-feira (12/2), mais uma unidade do Programa Restaurante do Bem, desta vez em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia. Com capacidade para servir até 550 refeições por dia ao custo simbólico de R$ 2, o espaço amplia a rede estadual de segurança alimentar e assistência social voltada à população em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa é coordenada pelo Goiás Social, em parceria com a Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), e integra a estratégia do Estado de garantir alimentação balanceada e acessível a famílias de baixa renda, trabalhadores informais e pessoas em insegurança alimentar.
A coordenadora do Goiás Social e presidente de honra da OVG, Gracinha Caiado, destacou que a expansão do programa reforça o compromisso do governo com políticas sociais permanentes.
“É comida no prato, respeito e dignidade para quem mais precisa. Cada nova unidade amplia o alcance dessa rede de proteção social”, afirmou.
Localizado na Avenida Bernardo Sayão, no Setor Central, o restaurante conta com ambiente climatizado, acessibilidade, mobiliário moderno e cozinha instalada no próprio prédio. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h30 às 14h.
Para viabilizar a unidade, o Estado investiu R$ 1,2 milhão na reforma do imóvel e aplicará cerca de R$ 2,3 milhões anuais na manutenção do serviço. Segundo a diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, o Restaurante do Bem é uma das principais frentes de combate à fome em Goiás.
Desde 2019, o programa já ultrapassou 24 milhões de refeições servidas em todo o estado. Os cardápios são elaborados por nutricionistas e preparados conforme as normas sanitárias, assegurando qualidade nutricional e segurança alimentar.
Com a nova unidade, o governo amplia a cobertura regional do programa e fortalece a política pública de assistência, aproximando serviços essenciais da população e consolidando o Restaurante do Bem como uma das principais ações sociais em execução no estado.
A FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) divulgou na 4ª feira (11.fev.2026) um estudo indicando que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6 X 1 –reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais no Brasil– aumentaria o custo do trabalho em 22%. A entidade alerta que a mudança, que manteria os mesmos salários, afetaria 63% dos vínculos empregatícios formais no país.
O levantamento mostra que a alteração representaria uma diminuição de 18,2% na carga horária semanal. Em um exemplo prático com salário de R$ 2,2 mil, o custo da hora trabalhada subiria de R$ 10 para R$ 12,22.
Para a federação, que representa 1,8 milhão de empresas responsáveis por cerca de 10% do PIB nacional, tal mudança seria especialmente problemática para MPMEs (micro, pequenas e médias empresas). Estas companhias normalmente lidam com reajustes anuais de convenções coletivas de 1% a 3%, valores muito inferiores ao aumento proposto. Segundo a FecomercioSP, o impacto econômico seria significativo para o setor produtivo brasileiro.
Dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2023 mostram que 63% dos contratos de trabalho no Brasil têm jornada de 41 a 44 horas semanais. A federação estima que a aprovação da PEC poderia eliminar 1,2 milhão de postos de trabalho no 1º ano.
Os setores mais impactados seriam o varejo, com 89% dos profissionais contratados no formato atual, a agricultura (92%) e a construção civil (91%). Estas áreas têm forte dependência de mão de obra e contribuem significativamente para o PIB brasileiro.
A FecomercioSP destacou ainda que, embora a jornada legal no Brasil seja de 44 horas, a média da jornada negociada atualmente é de 39 horas. Diversos setores já utilizam convenções coletivas para ajustar o volume de horas semanais conforme necessidades específicas.
Impacto na produtividade
Segundo o estudo, outro efeito nocivo da PEC seria afetar a produtividade, que já é historicamente baixa no Brasil. Dados apontaram que, em 2024, cada hora trabalhada por um brasileiro produziu um montante de US$ 21,40, colocando o país na 78ª posição no ranking global da Conference Board. Nos Estados Unidos, onde cada hora trabalhada gera US$ 94,80, houve redução gradual de 11 horas no cômputo anual da jornada ao longo de 15 anos.
A jornada negociada no Brasil (média de 39 horas) é similar a de países desenvolvidos como Estados Unidos (38 horas) e Portugal (38,2 horas). Em comparação com vizinhos latino-americanos, os brasileiros têm carga menor: 1.709 horas anuais, contra 1.997 na Colômbia e 2.255 no México.
A federação também alerta que a PEC poderia aumentar a inflação, que atingiu 4,2% em 2025. Sem contrapartidas ou garantias de melhoria na produtividade, empresários precisariam repassar o aumento de custos aos preços finais.








