23 de abril de 2026
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Keeta diz que concorrente realiza “práticas anticompetitivas”; 99Food nega e afirma ter “compromisso com uma conduta ética”

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu um inquérito administrativo depois de denúncia da Keeta contra a 99Food por suposta prática anticompetitiva. 

Depois que o Cade concluir a investigação, o caso poderá ser arquivado ou levado à condenação, mas só depois do julgamento pelo tribunal do órgão antitruste.

A empresa chinesa de delivery Keeta adiou o início de sua operação na região metropolitana do Rio de Janeiro em fevereiro para focar em disputas judiciais contra suas concorrentes Ifood e 99Food.

Segundo a Keeta, a 99Food realiza práticas de abuso de posição dominante no mercado de “marketplaces” de delivery. Afirmou que a concorrente estaria proibindo restaurantes parceiros de firmar contratos com a Keeta por “incentivos financeiros”.

A chinesa declarou que a prática resultaria em “sério risco” de não conseguir estabelecer uma “rede suficiente” de restaurantes cadastrados para se estabelecer no mercado.

Em nota enviada ao Poder360, o CEO da Keeta, Tony Qiu, afirmou que cláusulas de exclusividade, especialmente as que proíbem estabelecimentos de trabalharem com novos os entrantes específicos, “colocam em risco a competição justa no Brasil” tanto no setor de delivery de comida quanto em toda a economia porque impede a livre concorrência. 

“O segmento de delivery de comida necessita urgentemente de decisões que promovam o mercado aberto e tragam benefícios para todo o ecossistema, viabilizando o crescimento sustentável e a inovação. A Keeta acredita que os restaurantes devem ter a liberdade de diversificar seus canais de venda para crescer, os entregadores parceiros devem ter acesso a mais oportunidades de renda, e os consumidores devem se beneficiar de mais opções, preços mais baixos e melhores padrões de serviço”, declarou Qiu.

A 99Food afirmou em nota enviada ao Poder360 que “acolhe com naturalidade o interesse do Cade no acompanhamento do desenvolvimento sustentável” do mercado de delivery. 

A companhia declarou que a atuação do Cade é “essencial” para assegurar “condições que permitam a efetiva atuação de novos players, como a 99Food, ampliando a concorrência e a diversidade de ofertas a consumidores, restaurantes e entregadores”.

“A 99Food reitera seu compromisso com uma conduta ética e pró-concorrência, bem como com a continuidade dos investimentos no setor, gerando maior demanda e rentabilidade para restaurantes, expandindo oportunidades de ganhos para entregadores e oferecendo aos consumidores conveniência e preços acessíveis —tudo isso contribuindo para um ambiente mais dinâmico, competitivo e equilibrado”, afirmou a empresa.



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Ex-primeira-dama compartilha post com declaração do ex-ministro dizendo que não vai pedir desculpas às mulheres que dizem ter sido assedias por ele

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relembrou nesta 6ª feira (7.mar.2025) a declaração do ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida de que não irá pedir desculpas às mulheres que dizem ter sido assediadas por ele e perguntou onde estão as feministas.

“Não vou pedir desculpas e não fiz nada de errado”, diz a publicação compartilhada por Michelle nos stories do Instagram. A declaração de Almeida foi dada em entrevista ao Uol, divulgada em 24 de fevereiro, 1 dia antes de ele prestar depoimento à PF (Polícia Federal) sobre o caso.

 “Feministas, cadê vocês???”, pergunta a ex-primeira-dama.

RELEMBRE O CASO

Silvio Almeida é investigado por importunação sexual, crime que teria sido praticado contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As acusações contra o ex-ministro surgiram em setembro de 2024. A organização Me Too, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência, disse ter acolhido mulheres que relataram assédio sexual por parte do professor e advogado.

Com o escândalo, Silvio Almeida foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vídeo divulgado logo após a divulgação das acusações, Almeida disse repudiá-las “com absoluta veemência”.

Na ocasião, ele já tinha qualificado as falas como “mentiras” e “ilações absurdas” e havia sinalizado que o objetivo da disseminação era prejudicá-lo.



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