Líder do PT na Câmara afirma que o ex-presidente deve ser condenado por tentativa de golpe para mostrar que ninguém está acima da lei; defesa negou todas as acusações da PGR
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou nesta 5ª feira (14.ago.2025) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tenta transformar o julgamento por tentativa de golpe de Estado em uma “farsa de cerceamento” e perseguição política.
A declaração se deu depois de a defesa de Bolsonaro apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal) as alegações finais sobre o processo. No documento, os advogados do ex-presidente classificaram as acusações da PGR (Procuradoria Geral da República) como “absurdas”.
Lindbergh defendeu que o ex-presidente deve ser condenado para mostrar que ninguém está acima da Constituição e da lei no Brasil. “O 8 de Janeiro e a trama golpista que o antecedeu não serão relativizados. A democracia se defende com memória, verdade e justiça”, declarou.
O congressista ainda argumentou que o processo não é baseado em “intenções inventadas pela imprensa”, mas, sim, em “condutas concretas” por parte dos envolvidos.
“A defesa de Bolsonaro tenta transformar um julgamento histórico em uma farsa de ‘cerceamento’ e ‘acusação sem provas’, mas o que os autos revelam é robustez probatória e coerência com a gravidade dos fatos. Nenhuma narrativa de perseguição apaga que ele articulou, instigou e deu sustentação política e logística à tentativa de golpe contra a democracia brasileira”, escreveu o petista em seu perfil no X.
O QUE DISSE BOLSONARO AO STF
Nas alegações, a defesa de Bolsonaro pediu a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e contestou a existência de decretos que indicariam uma tentativa de golpe. Segundo os advogados, o ex-presidente determinou transição, não um golpe de Estado.
“O STF não julga intenções inventadas pela imprensa, mas sim condutas concretas: reuniões, minutas golpistas, articulação com militares e estímulo a atos de força contra as instituições. A prova, direta e indireta, demonstra que não foram ‘atos preparatórios inofensivos’, mas um projeto consciente de execução criminosa para subverter o Estado de Direito”, afirmou.
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Ex-presidente cumprirá prisão domiciliar sem visitas ou celular; ministro do STF afirma que Bolsonaro descumpriu proibição anterior de usar redes sociais
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta 2ª feira (4.ago.2025) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos. A decisão se deu depois de o antigo chefe do Executivo descumprir as medidas cautelares impostas pela Corte.
Além de proibição de deixar sua casa, em Brasília, Bolsonaro foi proibido de receber visitas, exceto por seus advogados e pessoas autorizadas pelo Supremo. Ele também está impedido de usar celular, diretamente ou por terceiros, e continua sem poder acessar as redes sociais.
Permanecem proibições anteriores, da decisão de 18 de julho, como o contato com embaixadores, outras autoridades estrangeiras, réus e investigados ligados às ações penais que envolvam o ex-presidente.
Eis as medidas determinadas contra o ex-presidente:
ENTENDA
Na decisão, Alexandre de Moraes afirma que a prisão domiciliar se dá pelo “flagrante desrespeito” e “reiterado descumprimento das medidas cautelares”.
O ministro afirmou que Bolsonaro usava as redes sociais em articulação com seus filhos e apoiadores para incentivar ataques ao Supremo e defender intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro.
O estopim, para Moraes, foi a participação indireta de Bolsonaro na manifestação no Rio, em 3 de agosto, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou o pai no viva-voz durante o ato.
O ministro disse que Flávio apagou uma postagem no Instagram para tentar esconder a violação das medidas.
Leia mais sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro:
Leia mais sobre a decisão de Moraes:
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Defesa diz que ex-presidente não postou nas redes sociais e nem pediu que terceiros o fizessem; pede esclarecimentos sobre limites da proibição
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pode decidir nesta 4ª feira (23.jul.2025) se as explicações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são suficientes diante do possível descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo.
Moraes havia dado prazo de 24 horas, iniciado na 2ª feira (21.jul), para que a defesa se pronunciasse. A decisão foi motivada por vídeos divulgados nas redes sociais em que Bolsonaro aparece exibindo a tornozeleira eletrônica e fazendo declarações a jornalistas, apesar de estar proibido de usar as redes sociais, direta ou indiretamente, por ordem do STF. Leia a íntegra da manifestação (PDF – 144 kB).
Desde 6ª feira (18.jul), Bolsonaro, réu na ação penal que apura tentativa de golpe de Estado em 2022, está submetido a determinações da Justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica. As restrições foram determinadas por Moraes no inquérito que apura a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para pressionar autoridades dos Estados Unidos, durante o governo de Donald Trump (Partido Republicano), em ações contra o STF.
Eis as medidas determinadas contra o ex-presidente:
O que diz a defesa
Os advogados de Bolsonaro afirmam que ele não publicou o vídeo nem pediu que terceiros o fizessem. Argumentam ainda que a decisão anterior não detalhava se entrevistas poderiam ser enquadradas como descumprimento da ordem judicial. Por isso, pediram que Moraes esclareça os limites da proibição de uso das redes sociais.

A equipe jurídica defende ainda que o ex-presidente “não pode ser punido por atos de terceiros” e que uma interpretação mais rígida da restrição representaria um “risco real de cerceamento indevido de liberdade, em razão de ações alheias à sua vontade”.
Próximos passos
Com a resposta da defesa em mãos, Moraes pode seguir diferentes caminhos. Ele pode encaminhar o caso à PGR (Procuradoria Geral da República), que deve emitir um parecer sobre a existência ou não de descumprimento das medidas cautelares. Outra possibilidade é decidir diretamente, avaliando os argumentos da defesa e optando por manter as medidas atuais ou impor novas sanções. Caso entenda que houve violação, o ministro também pode decretar a prisão preventiva do ex-presidente.
Decisão se deu após o ministro bloquear as contas de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, e impor medidas cautelares contra o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta 2ª feira (21.jul.2025) que irá protocolar “nas próximas horas” mais um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
A decisão se deu depois de Moraes bloquear as contas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e impor medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Para ‘salvar a democracia’, Alexandre de Moraes continua usando os mesmos métodos que acabaram com a democracia no Brasil. Tortura suas vítimas com todos os aparelhos que tem a sua disposição: de asfixia financeira a ameaça de prisão de familiares para fabricar uma falsa delação. A espinha de peixe na garganta do Brasil precisa ser retirada”, escreveu o senador em seu perfil no X.
Em abril do ano passado, Flávio havia dito ser contra retirar ministros da Corte do cargo e defendeu uma “autorregulação do próprio Supremo”. Como mostrou o Poder360, o impeachment de Moraes será uma das prioridades da oposição no Congresso no 2º semestre.
Há mais de 50 pedidos de impeachment contra ministros do STF parados na Casa. A decisão de pautar ou arquivar cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Nunca um ministro da Corte foi retirado do cargo. Seria algo inédito. Entenda o rito do processo.
Procuradoria apresentou as alegações finais contra o ex-presidente e outros 7 réus do “núcleo crucial” da trama golpista em 2022
A PGR (Procuradoria Geral da República) pediu na 2ª feira (14.jul.2025) ao STF (Supremo Tribunal Federal) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 7 pessoas. A manifestação foi feita na alegação final da ação penal que investiga o núcleo central na tentativa de golpe de Estado em 2022. Eis a íntegra (PDF – 5,4 MB).
Esta etapa representa a última oportunidade para acusação e defesa apresentarem argumentos baseados nas provas produzidas durante a instrução processual. Os ministros do colegiado analisarão os documentos finais de forma independente.
Segundo o pedido da PGR, Bolsonaro “figura como líder da organização criminosa [..], por ser o principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito”.
Ainda de acordo com a denúncia da PGR, o ex-presidente “instrumentalizou o cargo com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário”.
O processo contra o grupo denunciado pela procuradoria começou em fevereiro de 2025, quando a PGR apresentou a denúncia. A 1ª Turma do STF acatou a acusação em março, permitindo a abertura da ação penal. O caso passou pela fase de instrução de abril a junho, com coleta de provas, depoimentos e acareações.
A Procuradoria afirma que Bolsonaro atuou para que a sua “narrativa falaciosa” fosse replicada em canais de comunicação. O ex-presidente teria exercido liderança sobre o movimento golpista, segundo a PGR, “para fins pessoas e ilegais”.
Compõem o núcleo, além de Bolsonaro:
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República);
- tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Eles respondem por:
- tentativa de golpe de Estado;
- tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito;
- deterioração de patrimônio tombado;
- dano qualificado; e
- participação em organização criminosa armada.
O prazo para apresentação das alegações finais é de 15 dias para cada parte. A contagem dos prazos se dá de forma sucessiva, e não simultânea. Agora, a defesa de Mauro Cid terá 15 dias para apresentar seus argumentos. Cid se manifestará antes dos demais acusados por ter firmado acordo de colaboração no processo.
As defesas dos outros réus terão prazo conjunto de 15 dias para apresentarem suas alegações. Os prazos processuais continuarão correndo durante o recesso do Judiciário, de 2 a 31 de julho, por causa da presença do general Braga Netto como réu preso no processo.
Depois, o processo estará pronto para julgamento pela 1ª Turma do STF. A data do julgamento será definida para o 2º semestre de 2025. O colegiado analisará a situação de cada acusado individualmente e decidirá por maioria.
Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que governador do Estado teria 33,6% ante 34,4% do ex-presidente e 49% ante 15,5% do petista em disputa pelo Planalto em 2026; a margem de erro é de 2,5 p.p.
Um levantamento feito pela Paraná Pesquisas no Estado do Paraná mostra que o atual governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), empataria com o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), dentro da margem de erro, que é de 2,5 pontos percentuais, em disputa pelo Planalto em 2026. O governador tem 33,6% das intenções de voto ante 34,4% do ex-presidente.
No confronto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador paranaense tem 49% das intenções de voto ante 15,5% do petista.
Os cenários simulados também incluem Ciro Gomes (PDT), Ronaldo Caiado (União Brasil), e Renan Filho (MDB).
Eis o cenário com Jair Bolsonaro:
- Jair Bolsonaro (PL) – 34,4%;
- Ratinho Junior (PSD) – 33,6%;
- Lula (PT) – 15,5%;
- Ciro Gomes (PDT) – 4,7%;
- Ronaldo Caiado (União Brasil) – 1,2%;
- Renan Filho (MDB) – 0,4%;
- não sabem/não opinaram – 4,1%;
- nenhum/brancos/nulos – 6,2%.
Eis o cenário com Lula:
- Ratinho Junior (PSD) – 49%;
- Lula (PT) – 15,5%;
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 15,5%;
- Ciro Gomes (PDT) – 5,1%;
- Ronaldo Caiado (União Brasil) – 1,0%;
- Renan Filho (MDB) – 0,4%;
- não sabem/não opinaram – 4,9%;
- nenhum/brancos/nulos – 8,6%.

Eis o cenário com Michelle Bolsonaro:
- Ratinho Junior (PSD) – 44,7%;
- Michelle Bolsonaro – 21,4%;
- Lula (PT) – 15,5%;
- Ciro Gomes (PDT) – 5,0%;
- Ronaldo Caiado (União Brasil) – 1,9%;
- Renan Filho (MDB) – 0,3%;
- não sabem/não opinaram – 4,1%;
- nenhum/brancos/nulos – 7,1%.

Eis o cenário com Eduardo Bolsonaro:
- Ratinho Junior (PSD) – 48,8%;
- Lula (PT) – 15,5%;
- Eduardo Bolsonaro (PL) – 15,2%;
- Ciro Gomes (PDT) – 5,4%;
- Ronaldo Caiado (União Brasil) – 1,9%;
- Renan Filho (MDB) – 0,3%;
- não sabem/não opinaram – 4,4%;
- nenhum/brancos/nulos – 8,5%.

2º TURNO
O levantamento testou também os eventuais cenários em 2º turno. Eis os resultados:
Lula X Jair Bolsonaro:
- Jair Bolsonaro (PL) – 57,2%;
- Lula (PT) – 24%;
- não sabem/não opinaram – 6,3%;
- nenhum/brancos/nulos – 12,5%.
Lula X Michelle Bolsonaro:
- Michelle Bolsonaro – 55,7%;
- Lula (PT) – 25%;
- não sabem/não opinaram – 6,1%;
- nenhum/brancos/nulos – 13,2%.
Lula X Tarcísio de Freitas:
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 50,3%;
- Lula (PT) – 25%;
- não sabem/não opinaram – 6,8%;
- nenhum/brancos/nulos – 18%.
Lula X Eduardo Bolsonaro:
- Eduardo Bolsonaro (PL) – 49,9%;
- Lula (PT) – 26,2%;
- não sabem/não opinaram – 6,6%;
- nenhum/brancos/nulos – 17,3%.
Lula X Ratinho Junior
- Ratinho Junior (PSD) – 68,6%;
- Lula (PT) – 17,7%;
- não sabem/não opinaram – 4,4%;
- nenhum/brancos/nulos – 9,2%.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL
O levantamento também perguntou aos entrevistados como avaliam o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A maioria (59,4%) diz considerar a gestão de Lula “ruim” ou “péssima”. A avaliação positiva, ou seja, “ótima” ou “boa”, soma 19%, enquanto 20,5% dizem achar o atual governo “regular”.
Eis os percentuais:
- ótimo – 5,4%;
- bom – 13,6%;
- regular – 20,5%;
- ruim – 10,1%;
- péssimo – 49,3%;
- não sabem/não opinaram – 1,1%.
De maneira mais objetiva, com apenas duas opções de respostas (aprova/desaprova), 28,5% dos eleitores dizem aprovar o governo do petista, enquanto 68,3% desaprovar. Outros 3,2% não souberam responder.
Eis os percentuais:
- aprovam – 28,5%;
- desaprovam – 68,3%;
- não sabem/não opinaram – 3,2%.

A Paraná Pesquisas ouviu 1.540 eleitores em 62 municípios do Paraná, de 3 a 6 de julho de 2025. O grau de confiança é de 95,0% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
AGREGADOR DE PESQUISAS
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Lula reage a fala de Trump sobre Bolsonaro: ‘Brasil não aceita interferência’
Lidiane 8 de julho de 2025
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação na rede social Truth Social nesta segunda-feira (7/7), ele defendeu Bolsonaro, afirmando que o político brasileiro está sendo perseguido politicamente. “Deixem Bolsonaro em paz!”, escreveu Trump.
Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou qualquer interferência externa.
“Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”, declarou Lula em nota oficial. O presidente reforçou que “ninguém está acima da lei”, em referência ao processo contra Bolsonaro no STF.
Trump comparou a situação de Bolsonaro à sua própria experiência, dizendo que ambos são vítimas de perseguição política.
“Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político – algo que eu sei muito sobre. Aconteceu comigo, vezes 10”, afirmou. Ele ainda elogiou Bolsonaro como um “líder forte” que “amava seu país”.
Lula respondeu a Trump também durante coletiva no encontro do Brics, no Rio de Janeiro: “Esse país tem lei, tem regra e tem um dono chamado povo brasileiro. Portanto, dê palpite na sua vida e não na nossa”, disse.
Bolsonaro agradeceu publicamente o apoio do presidente americano. Em resposta, Bolsonaro afirmou:
“Recebi com alegria a nota do Presidente Trump. Este processo é uma aberração jurídica e perseguição política, já percebida por todos de bom senso. Trump passou por algo semelhante e venceu. Sua luta por paz e liberdade ecoa no mundo. Obrigado por nos dar exemplo de fé e resiliência”, escreveu em rede social.
Condenação e TSE e processo no STF
O ex-presidente Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Ele é acusado de crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Se condenado, pode enfrentar até 39 anos de prisão.
No entanto, ele está inelegível por decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que em junho de 2023 declarou a inelegibilidade do ex-presidente por oito anos, contados a partir das Eleições 2022.
Na condenação, por maioria de votos (5 a 2), ficou reconhecida a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros no dia 18 de julho de 2022. Walter Braga Netto, que compôs a chapa de Bolsonaro à reeleição, foi excluído da sanção, uma vez que não ficou demonstrada sua responsabilidade na conduta. Nesse ponto, a decisão foi unânime.
Contexto político e ações de Eduardo Bolsonaro
A defesa de Trump ocorre meses após Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, se mudar para os EUA para pressionar por anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro e por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O STF abriu inquérito contra Eduardo por tentativa de obstrução da Justiça. Ele rebateu: “Moraes, Lula e o PT não defendem a democracia. Eles defendem só os próprios interesses”.
O secretário de Estado americano Marco Rubio chegou a ameaçar Moraes com sanções pela Lei Magnitsky, mas nada foi aplicado até agora.
Enquanto isso, Bolsonaro segue inelegível até 2030 por decisão do TSE, mas aparece em empate técnico com Lula em pesquisas eleitorais. Trump insiste que “o único julgamento que deveria estar acontecendo é o julgamento pelos eleitores do Brasil”.
Na 6ª feira (20.jun), o ex-presidente teve indisposição durante visita a frigorífico em Goiás e voltou para Brasília
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã deste sábado (21.jun.2025) no Hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma bateria de exames. Na 6ª feira (20.jun), precisou interromper compromissos em Goiás depois de passar mal durante uma visita a um frigorífico.
O ex-chefe do Executivo já fez exame de sangue e passará por exames de imagem. Até a publicação desta reportagem, não havia mais informações sobre seu estado de saúde.
Conforme apurou o Poder360, Bolsonaro apresentou um quadro de indisposição e optou por retornar a Brasília. De acordo com aliados, o mal-estar pode estar relacionado às cirurgias abdominais às quais o ex-presidente foi submetido nos últimos 2 meses.
Em abril, Bolsonaro passou por duas cirurgias no Hospital DF Star, em Brasília –a 7ª e a 8ª intervenções relacionadas à facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.
O vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta 6ª feira (20.jun.2025) que os enjoos frequentes sofridos por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), são decorrentes da facada recebida em 2018.
Em publicação no X, Carlos Bolsonaro declarou que seu pai “teve complicações e cuidados que vão lhe acompanhar para o resto de sua vida”. Disse também que a situação o levou “por diversas vezes de volta à mesa de cirurgia ou à beira de um leito hospitalar”.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se sentiu mal na manhã desta sexta-feira (20) e cancelou compromissos em Anápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Ele estava programado para receber um Diploma de Honra ao Mérito, às 10h30, no Teatro São Francisco, ao lado do prefeito Márcio Corrêa (PL).
Segundo a assessoria, Bolsonaro já vinha relatando indisposição desde ontem, mas havia participado de algumas atividades nesta sexta. Após sentir novos enjoos, ele deixou o evento no frigorífico e seguiu para Brasília, onde chegou no início da tarde, sem precisar de atendimento médico.
A agenda em Goiás integrava o cronograma do PL para fortalecer a mobilização em vista das eleições de 2026. Não há previsão de remarcação do compromisso em Anápolis. Ele também se reuniu com o governador Ronaldo Caiado, mas não foram divulgadas informações sobre o encontro.
Bolsonaro chegou ao estado na quinta-feira (19). Ele participou da Agrovem 2025, feira de agronegócio em Goiânia, onde recebeu o título de Primeiro Comendador. Na companhia do senador Wilder Morais (PL) e dos deputados Gustavo Gayer (PL) e Fred Rodrigues (PL), percorreu os estandes e acenou a apoiadores.
Ainda na quinta, o ex-presidente foi à Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia e foi homenageado com o título de cidadão aparecidense. Durante a solenidade, demonstrou mal-estar:
“Estou com 70 anos, recuperando as energias aqui, mas vou tentar falar alguma coisa para vocês”, iniciou Bolsonaro, antes de completar: “Desculpa, é que eu estou muito mal, vomito dez vezes por dia, talvez a 11ª daqui a pouco aí”.
Na manhã de sexta, ele participou de um café da manhã em hotel e, em seguida, visitou um frigorífico na região de Goiânia. Mesmo recebendo o carinho dos apoiadores, Bolsonaro saiu antes do encerramento, alegando novo mal-estar.
Em publicação em sua conta oficial, compartilhou um vídeo em que recebe orações de simpatizantes. A assessoria afirmou que os episódios de indisposição não têm relação com os problemas intestinais que o ex-presidente enfrentou nos últimos meses.
Com os compromissos no estado interrompidos, Bolsonaro retorna a Brasília e mantém a participação nas atividades do PL, que intensifica encontros regionais em preparação para o próximo pleito eleitoral.
STF encerrou em 2 dias os interrogatórios de todos os réus do “núcleo crucial” da ação penal por tentativa de golpe de Estado
O STF encerrou em 2 dias os interrogatórios de todos os réus do “núcleo crucial” da ação penal por tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes havia separado 5 dias para ouvir os envolvidos.
Fazem parte do “núcleo crucial”:
- Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e deputado federal;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional);
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e
- Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente em 2022.
Todos os réus tiveram o espaço que desejaram para falar. Não havia limite de tempo para cada fala, nem de perguntas. Moraes permitiu que ministros da 1ª Turma comparecessem e fizessem questionamentos. Só Luiz Fux esteve presente.
Veja a galeria de fotos dos 2 dias de interrogatórios:
Veja fotos de Bolsonaro e de outros réus depondo a Moraes


Jair Bolsonaro durante o 1º dia dos interrogatórios dos réus por tentativa de golpe
Jair Bolsonaro durante o 1º dia dos interrogatórios dos réus por tentativa de golpe


Plenário da 1ª Turma do STF
Plenário da 1ª Turma do STF


Acima, o detalhe das solas dos sapatos de Jair Bolsonaro
Acima, o detalhe das solas dos sapatos de Jair Bolsonaro


Na imagem acima, Mauro Cid é interrogado por Moraes
Na imagem acima, Mauro Cid é interrogado por Moraes


Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro


Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, frente a frente
Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF, frente a frente


Bolsonaro passa a mão no rosto durante os interrogatórios dos réus por tentativa de golpe
Bolsonaro passa a mão no rosto durante os interrogatórios dos réus por tentativa de golpe


Bolsonaro fora do plenário da 1ª Turma do STF
Bolsonaro fora do plenário da 1ª Turma do STF


Na imagem acima, Bolsonaro mostra conversa no WhatsApp com sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
Na imagem acima, Bolsonaro mostra conversa no WhatsApp com sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro


Na imagem acima, é possível ver a tornozeleira eletrônica por baixo da meia preta do ex-ministro Anderson Torres
Na imagem acima, é possível ver a tornozeleira eletrônica por baixo da meia preta do ex-ministro Anderson Torres


Anderson Torres
Anderson Torres


O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira
O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira


Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro


O ex-ministro general Augusto Heleno depois do fim dos interrogatórios
O ex-ministro general Augusto Heleno depois do fim dos interrogatórios


O ex-presidente Jair Bolsonaro depois do fim dos interrogatórios no STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro depois do fim dos interrogatórios no STF


Alexandre de Moraes
Alexandre de Moraes
PRÓXIMOS PASSOS
Moraes determinou que as partes apresentem em até 5 dias eventuais pedidos de diligências complementares –providências ou esclarecimentos dentro do processo.
Com a decisão, inicia-se uma nova fase da ação penal, na qual poderão ser produzidas provas documentais e periciais solicitadas pelas partes e autorizadas pelo relator, ministro Alexandre de Moraes.
Só depois dessa etapa é que a acusação e as defesas devem apresentar suas alegações finais e Moraes preparará o relatório que deverá ser encaminhado para julgamento na 1ª Turma do STF
Segundo apurou o Poder360, a expectativa de alguns dos advogados de defesa é que o julgamento que definirá uma sentença seja realizado no 2º semestre de 2025. Em julho, a Corte entra em recesso e só retorna em agosto.
Há ainda outros 3 núcleos que precisam passar pelas fases de oitiva de testemunhas de acusação e defesa e interrogatório dos réus. As datas das sessões não foram marcadas.
Na imagem acima, o ex-presidente Jair Bolsonaro
Assista aos vídeos dos interrogatórios:
- assista à íntegra do depoimento de Mauro Cid;
- assista à íntegra do depoimento de Alexandre Ramagem;
- assista à íntegra do depoimento de Almir Garnier;
- assista à íntegra do depoimento de Anderson Torres;
- assista à íntegra do depoimento de Augusto Heleno.
- assista à íntegra do depoimento de Bolsonaro;
- assista à íntegra do depoimento de Paulo Sérgio Nogueira;
- assista à íntegra do depoimento de Walter Braga Netto.
Bolsonaro (de costas) e Moraes (ao fundo, desfocado)



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