20 de abril de 2026
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Segundo a pesquisa, 37% disseram achar que Bolsonaro deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder

Levantamento do Datafolha divulgado no sábado (11.abr.2026) mostra que 59% dos brasileiros dizem acreditar que Jair Bolsonaro (PL) deve cumprir a pena em prisão domiciliar. Segundo a pesquisa, outros 37% afirmaram que acham que o ex-presidente deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder.

Para este último levantamento, o instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. As variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No dia 27 de março, o ex-presidente foi transferido do hospital onde estava internado para tratar uma pneumonia, em Brasília, à sua casa, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes lhe conceder prisão domiciliar humanitária. Contudo, o benefício teve prazo válido de 90 dias, condicionado à gravidade do estado de saúde de Bolsonaro.

Caberá ao ministro analisar eventual prorrogação ou o retorno do ex-presidente à unidade prisional da Papudinha.

Na decisão, o ministro disse que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).

Moraes também determinou que:

  • tornozeleira eletrônica – Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica;
  • moradores da casa – Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização, pois moram na mesma casa;
  • visitas dos filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro poderão visitar o pai “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional”, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h;
  • demais visitas – todas que não forem de familiares diretos, advogados e médicos estão suspensas por 90 dias;
  • atendimento – médicos não precisarão pedir autorização para visita;
  • saúde de Bolsonaro – se necessário, o ex-presidente poderá ser internado sem necessidade de prévia decisão judicial, caso haja orientação médica;
  • uso de aparelhos – Bolsonaro não poderá usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa “diretamente ou por intermédio de terceiros”;
  • revista de visitantes – os celulares de quem for visitar o ex-presidente deverão ficar com os agentes policiais;
  • imagens e redes sociais – Bolsonaro não poderá usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.

Os advogados do ex-presidente haviam protocolado diferentes requerimentos solicitando a substituição da custódia por domiciliar. Alegaram risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo. Nos pedidos, a defesa citou episódios recentes de internação, agravamento do quadro respiratório e histórico de doenças associadas aos sistemas digestivo e respiratório.



Autor Poder360 ·


Ex-ministro da Saúde diz que ex-presidente monto equipe às pressas após facada; filho disputa com mais estrutura e experiência

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga  (PL-PB) afirmou, nesta 4ª feira (18.mar.2026), que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui articulação política e equipe de governo superiores às que Jair Bolsonaro (PL) tinha ao assumir o Executivo em 2019.

Queiroga disse ao Poder360 que o ex-presidente teria enfrentado dificuldades iniciais para formar seu secretariado e estabelecer diálogo com o Congresso. Bolsonaro “falava com as paredes” do Congresso naquele período inicial, de acordo com o ex-ministro, enquanto Flávio já teria um “time para governar” desde o primeiro dia de mandato.

Queiroga destacou que Flávio Bolsonaro também tem a seu favor a experiência adquirida durante o governo Bolsonaro e que já conta com uma equipe preparada para governar. O ex-ministro ressaltou que Jair Bolsonaro levou 2 anos para formar essa estrutura.

Em resposta sobre as possíveis diferenças entre os 2 governos, o ex-ministro comparou as condições de ambos ao assumir o governo. Bolsonaro precisou montar seu governo em um mês, enquanto se recuperava em um hospital depois que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG).

“Ele sabe o que vai fazer, tem o time para governar. E o Flávio é hábil. A gente está trabalhando para, no 2º dia do governo, o Flávio já começar a trabalhar num programa de reconstrução do Brasil com outras bases”, declarou o ex-ministro, sem especificar essas “outras bases”.

Na área da saúde, Queiroga mencionou ter proposto um “Plano Real da saúde”. O ex-ministro estabeleceu um paralelo com o Plano Real, que entrou em vigor em julho de 1994. Segundo ele, assim como este devolveu o conceito de valor da moeda, o Plano Real da saúde devolveria o conceito de valor em saúde.

“A gente precisa desenvolver a questão do valor de saúde. Então o Flávio vai fazer isso”, declarou.

 



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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta 6ª feira (13.mar.2026) que o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficará bem após passar mal durante a madrugada. Ele foi transferido para o hospital DF Star, em Brasília, depois de apresentar sintomas enquanto estava preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.

Nas redes sociais, Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem de caráter religioso ao comentar o estado de saúde do marido. “Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem”, escreveu.

Em publicação no X, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o Bolsonaro “acordou com calafrios e vomitou bastante”. O senador afirmou ainda que o pai estava sendo encaminhado ao hospital, mas não deu detalhes sobre o quadro clínico. “Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu.

Bolsonaro estava na unidade conhecida como Papudinha, dentro do complexo penitenciário. Segundo informações divulgadas por aliados, ele apresentou mal-estar durante a madrugada. Uma equipe médica de plantão, com acompanhamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, avaliou o quadro e decidiu realizar a transferência para avaliação hospitalar.

O ex-presidente enfrenta uma série de problemas de saúde relacionados ao ataque a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. No fim de 2025, ele foi internado para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral e recebeu alta em 1º de janeiro.

Bolsonaro já havia apresentado episódios recentes de mal-estar. Em 20 de fevereiro, Carlos informou que o pai teve uma crise de vômitos, sem detalhar se houve necessidade de atendimento médico. Dias antes, em 16 de fevereiro, o ex-vereador afirmou que o ex-presidente havia passado mal e estava sendo monitorado.


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Pesquisa Genial/Quaest perguntou quem foi mais afetado negativamente pelo caso do Banco Master

Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta 5ª feira (12.mar.2026) mostra que 40% dos entrevistados avaliam que o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Banco Central e o Congresso são prejudicados pelo caso do Banco Master. Leia a íntegra da pesquisa (PDF – 5 MB).

A Genial/Quaest perguntou o seguinte: “Pelo que você ouviu ou ficou sabendo, quem tem a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master?”.

Eis como os entrevistados responderam:

  • STF/Judiciário – 13%;
  • governo Bolsonaro – 11%;
  • governo Lula – 10%;
  • Banco Central – 5%;
  • Congresso Nacional – 3%;
  • todos eles – 40%;
  • nenhum deles – 1%;
  • não sabe/não respondeu – 17%.

A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest de 6 a 9 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-05809/2026. Segundo a empresa, o estudo custou 465.820,00 e foi pago pelo Banco Genial.



CASO BANCO MASTER

  • LIQUIDAÇÃO PELO BANCO CENTRAL

As atenções se voltaram ao Banco Master depois que o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro por suspeitas de fraude. O rombo deixado pelo Master ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) foi calculado em cerca de R$ 50 bilhões, a maior quebra da história do setor.

No mesmo dia, a operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), prendeu o fundador do banco, Daniel Vorcaro, que foi solto dias depois.

  • RELATORIA DE DIAS TOFFOLI

O caso foi para o STF (Supremo Tribunal Federal) e, a princípio, a relatoria ficou a cargo de Dias Toffoli. O ministro, no entanto, foi enredado em uma série de controvérsias ligadas ao Master, divulgadas pela imprensa. Entre elas está a viagem em um jatinho privado com um advogado do banco para assistir a um jogo de futebol em Lima, no Peru, e a participação de uma pessoa ligada a Vorcaro no hotel Resort Tayaya, do qual Toffoli é um dos sócios.

A crise ganhou uma nova camada quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório de 200 páginas que deveria servir para embasar pedido de suspeição de Dias Toffoli como relator.

O Supremo tentou contornar a crise publicando nota em apoio a Toffoli, mas indicando outro relator para o caso. O nome sorteado foi o do ministro André Mendonça.

  • ANDRÉ MENDONÇA E A TURMA

À frente do caso, Mendonça autorizou uma nova prisão de Vorcaro. Na decisão do ministro, foram divulgadas mensagens do telefone do fundador do Master, interceptadas pela PF, que indicariam que ele comandava um grupo, chamado informalmente de Turma, cujo papel era monitorar e intimidar adversários.

Segundo a investigação, o banqueiro teria pedido que fosse forjado um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim: “Quero dar um pau nele”.

A PF também apontou que a Turma de Vorcaro obteve de maneira indevida informações sigilosas nos sistemas do MPF (Ministério Público Federal) e da própria PF. Além de Vorcaro, foram presos preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o policial federal Marilson Roseno da Silva e Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, apelidado de sicário (sinônimo de matador de aluguel) e um dos integrantes da Turma.

Mourão morreu nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais logo após ser preso. Segundo a PF, a morte cerebral decorreu de suicídio.

Além das mensagens de Vorcaro contidas na decisão de Mendonça, houve vazamento de outras conversas do banqueiro, as quais o Poder360 teve acesso. Nelas, ele demonstrava proximidade com autoridades da República.

Foram citados o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem o banqueiro chegou a se referir como um dos “grandes amigos de vida” e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também são mencionados encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Além disso, o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prestou 22 meses de serviços ao Banco Master, pelos quais recebeu mais de R$ 80 milhões. O montante recebido é considerado muito acima do praticado no mercado. Leia mais detalhes nesta reportagem do Poder360.

Em nota divulgada em 9 de março, ela declarou que seu escritório prestou serviços ao banco de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela 1ª vez na operação Compliance Zero.

AGREGADOR DE PESQUISAS

O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].

Caso seja assinante, clique aqui para acessar o Agregador de Pesquisas e buscar os dados que desejar para as disputas de 2026 ou de todos os anos anteriores. Leia aqui como assinar o Drive para acessar o Agregador de Pesquisas e outros produtos do Poder360.



Autor Poder360 ·


Presidente do partido afirma que listas do ex-presidente são “palpites”: “Sempre ouvimos nossos parceiros”, afirmou ao Poder360

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse ao Poder360 neste sábado (21.fev..2026) que as indicações a governador cabem à direção do partido, mas que “palpites” de terceiros são “normais”, depois que o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”

“Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores”, afirmou Valdemar, que ponderou: “Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros.”

A declaração de Carlos Bolsonaro foi feita em publicação no seu perfil no X, neste sábado (21.fev). Carlos disse que Bolsonaro pediu que ele informasse a aliados sobre a iniciativa. 

A movimentação ocorre enquanto o ex-presidente cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. Desde a transferência para a unidade, Bolsonaro tem recebido visitas de congressistas e lideranças do PL, que relatam conversas sobre o cenário eleitoral de 2026 e articulações nos Estados.

Aliados de Bolsonaro afirmam que o objetivo é antecipar a organização dos palanques regionais e reduzir disputas internas, além de concentrar esforços em alianças com outros grupos da direita. A avaliação é que a eleição de 2026 exigirá coordenação nacional para ampliar a bancada do partido e fortalecer candidaturas alinhadas ao bolsonarismo.

VISITAS A BOLSONARO E ARTICULAÇÕES

Neste sábado (21.fev), aliados visitaram o ex-presidente na unidade prisional. Em conversa com o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), Bolsonaro sinalizou apoio aos nomes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) para disputar o Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano.

“Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são os nomes que serão apoiados pelo bolsonarismo no Distrito Federal para o Senado Federal”, afirmou Sanderson depois do encontro.

Nos bastidores do Congresso Nacional, já é especulada a pré-candidatura de Michelle ao Senado. A possibilidade foi mencionada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 12 de fevereiro, ao comentar que integrantes da família devem disputar cargos em 2026.

Em entrevista ao programa “Pânico Jovem Pan”, Flávio declarou que Carlos seria pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e que Renan Bolsonaro disputaria vaga de deputado federal no mesmo Estado. “A Michelle, ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal”, disse.

Estratégia em Minas

Também neste sábado, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visitou Bolsonaro. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir estratégias eleitorais em Minas Gerais.

Nikolas afirmou ter recebido aval do ex-presidente para articular as chapas do partido na disputa pelo Congresso Nacional no Estado. De acordo com o deputado, a prioridade é promover a união da direita para evitar uma vitória do PT em Minas, tanto nas eleições para o Senado quanto para o governo estadual.

“A gente tem trabalhado para construir algo melhor, principalmente em Minas, tanto para o Senado quanto para o governo, porque não queremos correr o risco de entregar o Estado para a esquerda”, declarou a jornalistas.

O congressista disse ainda que a visita teve caráter pessoal. “Estou visitando um amigo. Queria conversar com ele, saber primeiramente como ele está, fisicamente, espiritualmente e mentalmente”, afirmou.



Autor Poder360 ·


Congressista afirma ser pré-candidato ao Senado no Rio e defende maioria conservadora na próxima legislatura

Nesta 4ª feira (18.fev.2026), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu a visita do senador Carlos Portinho (PL-RJ) na Papudinha, apelido do 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM). O congressista afirmou que “há grande probabilidade de alcançarmos a maioria no Senado, o que é fundamental”.

Ele disse ter tratado do tema diretamente com Bolsonaro e declarou: “Conversei sobre a importância de elegermos aqueles que não têm rabo preso, porque estamos vendo a escalada da corrupção no país”. Portinho também afirmou que até 4 de abril os políticos devem definir os partidos pelos quais deverão concorrer.

No cenário do Rio de Janeiro, o senador declarou: “Sou pré-candidato ao Senado”. Acrescentou que a definição depende de articulação interna no partido e de diálogo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com o ex-presidente.

“Eu acho que o presidente entende que o PL deve lançar uma candidatura. Há tempo de construir essa candidatura ao governo. Ao Senado, ele considera legítima a candidatura do governador Cláudio Castro, mas me pareceu, pela conversa, que entende que eu represento hoje, na ausência do Flávio e por ter sido líder do governo Bolsonaro no Senado, além de estar há seis anos na liderança do PL, o voto conservador e da direita. Com isso, posso, inclusive, ajudar outras candidaturas, seja a do Cláudio, seja a de outros nomes. Esse martelo ainda não está batido.”

Ele também afirmou: “Uma das vagas precisa estar alinhada exatamente com os nossos valores e com o trabalho que ainda temos a fazer na próxima legislatura no Senado Federal”.

Alianças

O senador disse que pretende buscar articulação com partidos que hoje integram a base de oposição no Senado, como PP, Republicanos e União Brasil. Citou como referências as senadoras Tereza Cristina (PP-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF), além do senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

Sobre o cenário nacional, declarou: “É uma eleição polarizada pelo fato de o presidente Lula concorrer à reeleição, e isso é absolutamente inevitável”. Também afirmou: “Agora temos a possibilidade de comparar governos e, sinceramente, o governo passado, do ponto de vista econômico e das liberdades, era muito melhor”, em referência à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a visita, Portinho disse ter conversado com Bolsonaro sobre o futuro político do país e as articulações eleitorais. “Flávio representa o presidente Bolsonaro e a todos nós”, afirmou.

A visita estava marcada das 11h às 13h desta 4ª feira de Cinzas e durou cerca de 1 hora e 50 minutos. O senador chegou em um Chevrolet Equinox, de placa SF-0044, veículo destinado ao gabinete do congressista.

Em decisão de 6ª feira (13.fev.2026), o ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para a próxima 4ª feira (25.fev.2026). Também estão autorizadas, para sábado (21.fev.2026), as visitas dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Ubiratan Sanderson (PL-RS).

Para o início de março, estão autorizadas as visitas do empresário Paulo Maximiano Junqueira Neto, na 4ª feira (4.mar.2026), e do senador Wellington Fagundes (PL-MT), no sábado (7.mar.2026). A autorização foi assinada por Alexandre de Moraes em 2 de fevereiro.



Autor Poder360 ·


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (15/1), a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda — conhecido como Papudinha.

No despacho, Moraes também estabeleceu que Bolsonaro seja submetido imediatamente a uma junta médica oficial, composta por médicos da própria Polícia Federal, para avaliar o quadro clínico, as condições para o cumprimento da pena e a eventual necessidade de remoção para hospital penitenciário.

A decisão é vinculada à execução da pena de 27 anos e três meses imposta ao ex-presidente, e prevê que o laudo da junta médica seja apresentado no prazo de até dez dias. Defesa e Procuradoria-Geral da República poderão indicar assistentes técnicos e apresentar quesitos em 24 horas.

Bolsonaro conversa com advogado durante interrogatório no Supremo Tribunal Federal // Arquivo/STF

Moraes autorizou, no mesmo despacho, assistência médica integral 24 horas por dia, tanto por profissionais do sistema penitenciário quanto por médicos particulares previamente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia ao Judiciário. Também foi permitida a remoção imediata para hospitais em casos de urgência, com comunicação ao STF em até 24 horas.

O ministro liberou ainda sessões de fisioterapia conforme indicação médica, mediante cadastramento prévio do profissional, e autorizou a defesa a providenciar alimentação especial diária, devendo indicar em 24 horas a pessoa responsável pela entrega. A instalação de equipamentos de fisioterapia e adaptações no leito, como grades de proteção e barras de apoio, ficou condicionada a recomendação médica e à autorização judicial.

Laudo de junta médica oficial será decisivo

A determinação de Moraes marca nova etapa no cumprimento da pena. O laudo médico a ser produzido pela junta oficial será decisivo para eventuais mudanças no regime de custódia ou para transferência a uma unidade hospitalar vinculada ao sistema penitenciário.

A defesa terá prazo curto para apresentar quesitos e indicar assistentes técnicos, o que indica que avaliações clínicas e procedimentos administrativos serão prioridade nos próximos dias, segundo o entendimento dos juristas consultados sobre a decisão.

A transferência foi ordenada após análise do pedido da defesa e de relatórios médicos já juntados aos autos, mas a Corte ressaltou que a eventual remoção para hospital dependerá da conclusão da junta e do laudo que ela apresentar.

Fontes oficiais do STF e da Polícia Federal informaram que as medidas de custódia e saúde serão executadas de forma a garantir a segurança do complexo e o atendimento às determinações judiciais, e que a pasta responsável pela execução penitenciária comunicará ao tribunal qualquer incidente que exija decisão complementar.

Autor Manoel Messias Rodrigues


“Meu nome é o Flávio”, afirma o governador de São Paulo sobre eleições para a Presidência

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na 5ª feira (15.jan.2026) o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse.

A declaração foi feita a jornalistas durante o lançamento das obras das alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas, em Suzano (SP). Tarcísio descartou uma possível candidatura ao Planalto. “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição [ao governo do Estado], declarou.

“Para mim o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato [ao Planalto] e tem o nosso apoio”, disse o governador de São Paulo.

A 1ª pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada na 4ª feira (14.jan), mostrou que Tarcísio é o candidato mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno.

Na 5ª feira (15.jan), Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende cobrar apoio de aliados à sua pré-candidatura à Presidência. “Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”, declarou.

O senador reafirmou que sua pré-candidatura está mantida e disse que seu nome é uma escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, disse.

Flávio negou a existência de divisões internas na direita. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, declarou.



Autor Poder360 ·


Pedro Rousseff diz ao STF que solicitação de senadores não atende requisitos legais e classifica como “manobra política”

O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), apresentou, nesta 6ª feira (9.jan.2026), uma manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) contra um pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) feito por senadores. O texto foi direcionado ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes, relator do caso contra o ex-chefe do executivo.

Na manifestação, o vereador argumenta que o pedido feito por senadores da República não atende aos requisitos legais estabelecidos pela jurisprudência do Tribunal. Rousseff classificou o pedido dos congressistas como “manobra política”. Leia a íntegra (PDF- 191 kB).

O vereador sustenta que a concessão de prisão domiciliar humanitária requer não só a existência de comorbidades, mas principalmente a comprovação de que o tratamento médico adequado não pode ser realizado durante a custódia estatal.

O documento destaca que Bolsonaro tem recebido acompanhamento médico regular, com autorizações judiciais para exames, consultas e procedimentos externos quando necessário. A petição também ressalta que a custódia na PF (Polícia Federal) proporciona condições melhores que o sistema penitenciário comum.

Um dos pontos centrais da manifestação questiona o papel dos senadores no processo, sugerindo que, ao alegarem risco à integridade física do ex-presidente durante a custódia, os congressistas estariam indiretamente apontando falhas na atuação da defesa técnica de Bolsonaro.

O vereador afirma que, se existe desconfiança sobre a atuação dos advogados do réu, o procedimento correto seria avaliar a suficiência da defesa técnica. Essa avaliação poderia resultar na substituição dos patronos conforme descrito na legislação processual penal, e não na flexibilização do regime de custódia.

“Se senadores deixam de trabalhar para o povo para peticionar numa ação penal, fica a pergunta: pra que advogado?”, questiona o vereador no documento.

Na conclusão da manifestação, Rousseff solicita que o STF rejeite integralmente o pedido de prisão domiciliar humanitária. Alternativamente, pede que o Tribunal avalie a adequação da defesa técnica atual de Bolsonaro, determinando sua substituição caso considere necessário.

O STF deverá avaliar tanto o pedido original dos senadores quanto a contestação apresentada por Pedro Rousseff antes de tomar uma decisão sobre a situação prisional do ex-presidente.



Autor Poder360 ·


Ex-presidente poderá receber visitas permanentes de Carlos, Flávio, Jair Renan, Laura e da enteada, Letícia Mariana; Michele Bolsonaro já tinha autorização

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou nesta 6ª feira (2.jan.2025) a visita permanente dos 4 filhos e a enteada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Eis a íntegra (PDF – 118 kB). 

A decisão permite que eles possam visitar o ex-mandatário sem prévia autorização judicial, desde que sigam as regras da unidade prisional. As visitas podem acontecer nas 3ª e 5ª feiras, das 9h até 11h, com duração máxima de 30 minutos. Em 18 de dezembro de 2025, o ministro já havia autorizado a visita permanente da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. 

Os nomes autorizados são:

Segundo o ministro, os encontros serão realizados separadamente, com limite de 2 familiares por dia. 

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é o único filho do ex-presidente que não possui autorização para visitá-lo. Ele está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados em 18 de dezembro por excesso de faltas não justificadas em sessões deliberativas da Casa.

Na 5ª feira (1º.jan.2026), o ex-presidente retornou para a unidade prisional na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Brasília depois de passar 8 dias internado no Hospital DF Star. 

Além de passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral, Bolsonaro também foi submetido a procedimentos médicos para tentar conter as crises de soluço. A equipe médica responsável pelo acompanhamento do ex-presidente afirmou na 4ª feira (31.dez) que ele passou a fazer uso de medicação antidepressiva

Durante a estadia no hospital, Bolsonaro apresentou uma carta em que indicou o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, como pré-candidato à Presidência nas eleições de 2026. 



Autor Poder360 ·