Segundo investigação, o senador do PL afirmou que o petista seria delatado por Maduro sobre crimes envolvendo tráfico de drogas e terrorismo
A Polícia Federal encaminhou, nesta 6ª feira (26.jun.2026), o relatório final de inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) pelo crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação afirma que o senador atribuiu ao petista crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e suporte ao terrorismo.
De acordo com a PF, a falsa imputação de crime específico deve ser analisada pela PGR (Procuradoria Geral da República) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O relator do inquérito é o ministro Alexandre de Moraes.
O caso tem relação com a publicação de Flávio Bolsonaro no X no dia 3 de janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado e preso por forças dos Estados Unidos.
Na postagem, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
A PF considerou que a publicação tinha o objetivo de dizer que Lula “seria delatado por Maduro” e tentava associar Lula ao mandatário, que é acusado por envolvimento com o tráfico de drogas pelo governo de Donald Trump.
“Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, afirmou o delegado federal responsável pelo caso.
Ao longo da investigação, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que só se pode aplicar o crime de calúnia quando o fato é “sabidamente falso”.
Os advogados dizem que não houve intenção por parte do senador de imputar um crime, uma vez que ele tem dúvidas sobre a inocência de Lula. “É forçoso concluir que o tipo penal em tela afirma claramente que o fato imputado deve ser falso. Portanto, deve ser comprovada a vontade do agente de imputar conduta falsa à vítima”, escreveu.
A conclusão do inquérito deverá ser remetida para a PGR que, se concluir haver provas e materialidade suficientes, poderá denunciar Flávio Bolsonaro pelos crimes previstos nos artigos 138 e 141 do código penal –calúnia com o agravante de ser contra o presidente da República. A pena é de 2 anos em regime aberto.
O Poder360 procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Matt Schlapp, líder da CPAC, considerada a maior conferência conservadora do mundo e fundada nos EUA, defendeu Eduardo ao afirmar que ele sofre “perseguição política”
O presidente da Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora), Matt Schlapp, publicou nesta 4ª feira (17.jun.2026) uma declaração na conta oficial da Conferência criticando a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A nota de Schlapp repudiou o que chamou de “perseguição política” de Eduardo: “Trata-se de uma grave violação das normas democráticas, da liberdade de expressão e do Estado de Direito. […] Seu suposto crime foi expor a corrupção, a censura e o abuso de poder que ocorrem dentro do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal. […] O Ministro Alexandre de Moraes tornou-se o rosto desse abuso de poder judicial”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pela 1ª Turma do STF, na última 3ª feira (16.jun), a 4 anos e 2 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de R$ 162,1 mil pelo crime de coação no curso do processo de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Além da condenação, o ex-deputado teve a perda de seu cargo público e a inelegibilidade declarada. Alexandre de Moraes foi o relator do caso. Entenda os próximos passos após a condenação nesta reportagem.
Eduardo Bolsonaro não apresentou defesa no processo, que foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União). O crime de coação, previsto no artigo 344 do Código Penal, acontece quando se usa violência ou grave ameaça para tentar influenciar autoridade, parte ou pessoa que atua em processo judicial, policial ou administrativo.
Autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro anunciou na época uma licença do mandato para permanecer no país e atuar contra a “perseguição política à família Bolsonaro”. Desde então, passou a usar a permanência nos EUA para pressionar autoridades norte-americanas contra decisões do STF, inclusive pedindo que Trump imponha sanções a Moraes.
CPAC
A Cpac é o maior evento conservador do mundo, originado nos EUA e organizado pela American Conservative Union (União Conservadora Americana). Nos dias de hoje, funciona como uma rede internacional de articulação política para a direita, integrando líderes globais.
Filho do ex-presidente atribuiu condição debilitada do pai ao “sistema que decidiu destruí-lo”
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) disse, neste sábado (6.jun.2026), que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “continua tendo sua saúde degradada” e “sofrendo com os soluços constantes”. A declaração foi feita em publicação no X.
“Tenho certeza de que isso é consequência do terror que lhe impõem diariamente desde que o sistema decidiu destruí-lo”, escreveu Carlos Bolsonaro.
Carlos afirmou que passou o feriado de Corpus Christi em Brasília, com a filha de 3 anos, o pai e o irmão, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária desde março de 2026, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por causa de problemas de saúde.
Carlos disse ainda que agora retorna para Santa Catarina, onde é pré-candidato ao Senado pelo PL. Ele renunciou em dezembro de 2025 ao mandato de vereador no Rio de Janeiro para se mudar para o Estado e disputar a eleição de 2026.
“Volto para Santa Catarina para continuar andando junto ao povo, como o presidente Jair Bolsonaro sempre pediu e fez, algo de que ele sente muita falta”, afirmou Carlos.
SAÚDE DE BOLSONARO
Bolsonaro já havia relatado problemas recorrentes de saúde desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. As crises de soluço são mencionadas por aliados como parte das complicações associadas ao quadro clínico do ex-presidente.
Na 6ª feira (5.jun), boletim médico divulgado pela equipe que acompanha Bolsonaro relatou aumento na frequência das crises de soluço nos 7 dias anteriores. Segundo o documento, houve elevação das doses da medicação usada para controlar o quadro e recomendação de dieta com baixa acidez.
O boletim também informou que Bolsonaro estava no 35º dia de pós-operatório de uma cirurgia no ombro direito e seguia em acompanhamento médico domiciliar. Apesar das complicações, o documento afirmou que o ex-presidente não apresentava instabilidades cardiológicas e mantinha a pressão arterial controlada.
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recuou e apresentou uma nova versão sobre suas interações com o banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar passou a admitir publicamente a possibilidade de surgirem novos registros e materiais de contato entre os dois.
A mudança de postura ocorre um dia após aliados e integrantes da pré-campanha relatarem surpresa e irritação com o caso. Anteriormente, o senador havia minimizado os desdobramentos após o vazamento de um áudio em que pedia apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro.
Flávio havia assegurado ao seu grupo político que o episódio envolvendo o documentário “Dark Horse” teria sido o único contato relevante com o empresário. Contudo, nesta sexta-feira (15/5), o senador assumiu que outros materiais podem vir a público.
“Pode vazar novas conversas, pode vazar um videozinho mostrando o estúdio que eu posso ter enviado, algum encontro que eu possa ter tido com ele”, declarou o parlamentar. “Foi tudo exclusivamente para tratar somente do filme. Então, não tem nada a esconder. Então, não vai ter surpresinha”, completou.
Apesar de admitir os encontros, Flávio negou qualquer tipo de proximidade ou intimidade pessoal com o dono do Banco Master. “Nunca viajei com ele, não tinha convívio social com ele. Minha conexão foi estritamente para o investimento do filme”, garantiu.
O senador também mudou o discurso sobre a quantidade de vezes em que esteve com o banqueiro. Questionado diretamente sobre o número de reuniões que mantiveram, Flávio Bolsonaro desconversou. “Não sei precisar quantas vezes, mas poucas vezes”, concluiu.
A crise ganhou força após o portal The Intercept Brasil divulgar áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários do projeto. Segundo a reportagem, Vorcaro desembolsou cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, de um contrato total de R$ 134 milhões.
No início do escândalo, Flávio negou categoricamente qualquer envolvimento do banqueiro na produção. Após a exposição das provas e dos documentos, ele confirmou que buscou recursos privados para financiar a obra nos Estados Unidos.
Pressionado sobre a contradição em suas declarações, o parlamentar pediu desculpas por ter omitido a verdade anteriormente. Ele justificou a estratégia inicial alegando que tinha receio de sofrer retaliações por parte de opositores.
“Se alguém não entende a razão da minha obrigação de me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que isso ia acontecer, essa perseguição, sabia que iam jogar sujo”, justificou o senador do PL.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém uma “boa evolução clínica” após ter sido submetido a uma cirurgia no ombro direito na última sexta-feira (1º/5). A informação consta no boletim médico divulgado pela equipe do Hospital DF Star, em Brasília, neste domingo (3/5).
De acordo com o documento, o controle da dor é considerado bom. Bolsonaro segue internado em apartamento para receber analgesia, realizar medidas de prevenção de trombose e dar continuidade à reabilitação motora e funcional.
Entenda o procedimento e recuperação
A cirurgia realizada foi um reparo artroscópico do manguito rotador. Esse grupo de músculos e tendões é responsável por estabilizar e movimentar a articulação do ombro. O procedimento é indicado quando tratamentos conservadores, como fisioterapia, não apresentam melhora em casos de rupturas ou lesões traumáticas.
A equipe médica responsável é composta pelos doutores Alexandre Firmino Paniago (ortopedista), Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), além do diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
Previsão de alta hospitalar
Embora o boletim oficial deste domingo não mencione o horário da saída, o médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago afirmou à imprensa que a expectativa é que Bolsonaro receba alta nesta segunda-feira (4), caso mantenha a evolução satisfatória.
O ex-presidente deu entrada na unidade na manhã de sexta-feira. No sábado (2), a equipe já havia informado que o paciente apresentava progresso positivo e já estava sob protocolo de reabilitação funcional.
Contexto jurídico e saúde
A cirurgia foi solicitada pelos médicos assistentes e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, Bolsonaro cumpre atualmente a pena em regime domiciliar temporário. A medida foi concedida pela Justiça justamente em razão de sua condição de saúde.
Segundo a pesquisa, 37% disseram achar que Bolsonaro deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder
Levantamento do Datafolha divulgado no sábado (11.abr.2026) mostra que 59% dos brasileiros dizem acreditar que Jair Bolsonaro (PL) deve cumprir a pena em prisão domiciliar. Segundo a pesquisa, outros 37% afirmaram que acham que o ex-presidente deve voltar para a prisão, enquanto 5% não souberam responder.
Para este último levantamento, o instituto ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios entre os dias 7 e 9 de abril. As variações estão dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
No dia 27 de março, o ex-presidente foi transferido do hospital onde estava internado para tratar uma pneumonia, em Brasília, à sua casa, após o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes lhe conceder prisão domiciliar humanitária. Contudo, o benefício teve prazo válido de 90 dias, condicionado à gravidade do estado de saúde de Bolsonaro.
Caberá ao ministro analisar eventual prorrogação ou o retorno do ex-presidente à unidade prisional da Papudinha.
Na decisão, o ministro disse que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).
Moraes também determinou que:
- tornozeleira eletrônica – Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica;
- moradores da casa – Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização, pois moram na mesma casa;
- visitas dos filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro poderão visitar o pai “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional”, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h;
- demais visitas – todas que não forem de familiares diretos, advogados e médicos estão suspensas por 90 dias;
- atendimento – médicos não precisarão pedir autorização para visita;
- saúde de Bolsonaro – se necessário, o ex-presidente poderá ser internado sem necessidade de prévia decisão judicial, caso haja orientação médica;
- uso de aparelhos – Bolsonaro não poderá usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa “diretamente ou por intermédio de terceiros”;
- revista de visitantes – os celulares de quem for visitar o ex-presidente deverão ficar com os agentes policiais;
- imagens e redes sociais – Bolsonaro não poderá usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.
Os advogados do ex-presidente haviam protocolado diferentes requerimentos solicitando a substituição da custódia por domiciliar. Alegaram risco clínico e necessidade de acompanhamento médico contínuo. Nos pedidos, a defesa citou episódios recentes de internação, agravamento do quadro respiratório e histórico de doenças associadas aos sistemas digestivo e respiratório.
Ex-ministro da Saúde diz que ex-presidente monto equipe às pressas após facada; filho disputa com mais estrutura e experiência
O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL-PB) afirmou, nesta 4ª feira (18.mar.2026), que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui articulação política e equipe de governo superiores às que Jair Bolsonaro (PL) tinha ao assumir o Executivo em 2019.
Queiroga disse ao Poder360 que o ex-presidente teria enfrentado dificuldades iniciais para formar seu secretariado e estabelecer diálogo com o Congresso. Bolsonaro “falava com as paredes” do Congresso naquele período inicial, de acordo com o ex-ministro, enquanto Flávio já teria um “time para governar” desde o primeiro dia de mandato.
Queiroga destacou que Flávio Bolsonaro também tem a seu favor a experiência adquirida durante o governo Bolsonaro e que já conta com uma equipe preparada para governar. O ex-ministro ressaltou que Jair Bolsonaro levou 2 anos para formar essa estrutura.
Em resposta sobre as possíveis diferenças entre os 2 governos, o ex-ministro comparou as condições de ambos ao assumir o governo. Bolsonaro precisou montar seu governo em um mês, enquanto se recuperava em um hospital depois que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG).
“Ele sabe o que vai fazer, tem o time para governar. E o Flávio é hábil. A gente está trabalhando para, no 2º dia do governo, o Flávio já começar a trabalhar num programa de reconstrução do Brasil com outras bases”, declarou o ex-ministro, sem especificar essas “outras bases”.
Na área da saúde, Queiroga mencionou ter proposto um “Plano Real da saúde”. O ex-ministro estabeleceu um paralelo com o Plano Real, que entrou em vigor em julho de 1994. Segundo ele, assim como este devolveu o conceito de valor da moeda, o Plano Real da saúde devolveria o conceito de valor em saúde.
“A gente precisa desenvolver a questão do valor de saúde. Então o Flávio vai fazer isso”, declarou.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta 6ª feira (13.mar.2026) que o marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ficará bem após passar mal durante a madrugada. Ele foi transferido para o hospital DF Star, em Brasília, depois de apresentar sintomas enquanto estava preso na Penitenciária da Papuda, no Distrito Federal.
Nas redes sociais, Michelle Bolsonaro publicou uma mensagem de caráter religioso ao comentar o estado de saúde do marido. “Confiai no Senhor perpetuamente porque o Senhor Deus é uma rocha eterna. Deus está no controle de todas as coisas. Meu amor vai ficar bem”, escreveu.
Em publicação no X, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o Bolsonaro “acordou com calafrios e vomitou bastante”. O senador afirmou ainda que o pai estava sendo encaminhado ao hospital, mas não deu detalhes sobre o quadro clínico. “Peço orações para que não seja nada grave”, escreveu.

Bolsonaro estava na unidade conhecida como Papudinha, dentro do complexo penitenciário. Segundo informações divulgadas por aliados, ele apresentou mal-estar durante a madrugada. Uma equipe médica de plantão, com acompanhamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, avaliou o quadro e decidiu realizar a transferência para avaliação hospitalar.
O ex-presidente enfrenta uma série de problemas de saúde relacionados ao ataque a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. No fim de 2025, ele foi internado para realizar uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral e recebeu alta em 1º de janeiro.
Bolsonaro já havia apresentado episódios recentes de mal-estar. Em 20 de fevereiro, Carlos informou que o pai teve uma crise de vômitos, sem detalhar se houve necessidade de atendimento médico. Dias antes, em 16 de fevereiro, o ex-vereador afirmou que o ex-presidente havia passado mal e estava sendo monitorado.
Leia mais:
Pesquisa Genial/Quaest perguntou quem foi mais afetado negativamente pelo caso do Banco Master
Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta 5ª feira (12.mar.2026) mostra que 40% dos entrevistados avaliam que o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Banco Central e o Congresso são prejudicados pelo caso do Banco Master. Leia a íntegra da pesquisa (PDF – 5 MB).
A Genial/Quaest perguntou o seguinte: “Pelo que você ouviu ou ficou sabendo, quem tem a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master?”.
Eis como os entrevistados responderam:
- STF/Judiciário – 13%;
- governo Bolsonaro – 11%;
- governo Lula – 10%;
- Banco Central – 5%;
- Congresso Nacional – 3%;
- todos eles – 40%;
- nenhum deles – 1%;
- não sabe/não respondeu – 17%.
A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest de 6 a 9 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-05809/2026. Segundo a empresa, o estudo custou 465.820,00 e foi pago pelo Banco Genial.
CASO BANCO MASTER
- LIQUIDAÇÃO PELO BANCO CENTRAL
As atenções se voltaram ao Banco Master depois que o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro por suspeitas de fraude. O rombo deixado pelo Master ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) foi calculado em cerca de R$ 50 bilhões, a maior quebra da história do setor.
No mesmo dia, a operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), prendeu o fundador do banco, Daniel Vorcaro, que foi solto dias depois.
- RELATORIA DE DIAS TOFFOLI
O caso foi para o STF (Supremo Tribunal Federal) e, a princípio, a relatoria ficou a cargo de Dias Toffoli. O ministro, no entanto, foi enredado em uma série de controvérsias ligadas ao Master, divulgadas pela imprensa. Entre elas está a viagem em um jatinho privado com um advogado do banco para assistir a um jogo de futebol em Lima, no Peru, e a participação de uma pessoa ligada a Vorcaro no hotel Resort Tayaya, do qual Toffoli é um dos sócios.
A crise ganhou uma nova camada quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório de 200 páginas que deveria servir para embasar pedido de suspeição de Dias Toffoli como relator.
O Supremo tentou contornar a crise publicando nota em apoio a Toffoli, mas indicando outro relator para o caso. O nome sorteado foi o do ministro André Mendonça.
- ANDRÉ MENDONÇA E A TURMA
À frente do caso, Mendonça autorizou uma nova prisão de Vorcaro. Na decisão do ministro, foram divulgadas mensagens do telefone do fundador do Master, interceptadas pela PF, que indicariam que ele comandava um grupo, chamado informalmente de Turma, cujo papel era monitorar e intimidar adversários.
Segundo a investigação, o banqueiro teria pedido que fosse forjado um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim: “Quero dar um pau nele”.
A PF também apontou que a Turma de Vorcaro obteve de maneira indevida informações sigilosas nos sistemas do MPF (Ministério Público Federal) e da própria PF. Além de Vorcaro, foram presos preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o policial federal Marilson Roseno da Silva e Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, apelidado de sicário (sinônimo de matador de aluguel) e um dos integrantes da Turma.
Mourão morreu nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais logo após ser preso. Segundo a PF, a morte cerebral decorreu de suicídio.
Além das mensagens de Vorcaro contidas na decisão de Mendonça, houve vazamento de outras conversas do banqueiro, as quais o Poder360 teve acesso. Nelas, ele demonstrava proximidade com autoridades da República.
Foram citados o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem o banqueiro chegou a se referir como um dos “grandes amigos de vida” e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também são mencionados encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Além disso, o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prestou 22 meses de serviços ao Banco Master, pelos quais recebeu mais de R$ 80 milhões. O montante recebido é considerado muito acima do praticado no mercado. Leia mais detalhes nesta reportagem do Poder360.
Em nota divulgada em 9 de março, ela declarou que seu escritório prestou serviços ao banco de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela 1ª vez na operação Compliance Zero.
AGREGADOR DE PESQUISAS
O Poder360 oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, o mais antigo e mais completo da internet no Brasil. Reúne milhares de levantamentos de intenção de voto de todas as empresas desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados os estudos que têm registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. Tem alguma pesquisa para divulgar? Mande a íntegra por e-mail para o Poder360: [email protected].
Caso seja assinante, clique aqui para acessar o Agregador de Pesquisas e buscar os dados que desejar para as disputas de 2026 ou de todos os anos anteriores. Leia aqui como assinar o Drive para acessar o Agregador de Pesquisas e outros produtos do Poder360.
Valdemar diz que PL define governadores após fala de Carlos Bolsonaro
Lidiane 22 de fevereiro de 2026
Presidente do partido afirma que listas do ex-presidente são “palpites”: “Sempre ouvimos nossos parceiros”, afirmou ao Poder360
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse ao Poder360 neste sábado (21.fev..2026) que as indicações a governador cabem à direção do partido, mas que “palpites” de terceiros são “normais”, depois que o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “confeccionando, inicialmente, uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos estaduais e a outras participações políticas igualmente relevantes”.
“Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores”, afirmou Valdemar, que ponderou: “Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros.”
A declaração de Carlos Bolsonaro foi feita em publicação no seu perfil no X, neste sábado (21.fev). Carlos disse que Bolsonaro pediu que ele informasse a aliados sobre a iniciativa.
A movimentação ocorre enquanto o ex-presidente cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília. Desde a transferência para a unidade, Bolsonaro tem recebido visitas de congressistas e lideranças do PL, que relatam conversas sobre o cenário eleitoral de 2026 e articulações nos Estados.
Aliados de Bolsonaro afirmam que o objetivo é antecipar a organização dos palanques regionais e reduzir disputas internas, além de concentrar esforços em alianças com outros grupos da direita. A avaliação é que a eleição de 2026 exigirá coordenação nacional para ampliar a bancada do partido e fortalecer candidaturas alinhadas ao bolsonarismo.
VISITAS A BOLSONARO E ARTICULAÇÕES
Neste sábado (21.fev), aliados visitaram o ex-presidente na unidade prisional. Em conversa com o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS), Bolsonaro sinalizou apoio aos nomes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) para disputar o Senado pelo Distrito Federal nas eleições deste ano.
“Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são os nomes que serão apoiados pelo bolsonarismo no Distrito Federal para o Senado Federal”, afirmou Sanderson depois do encontro.
Nos bastidores do Congresso Nacional, já é especulada a pré-candidatura de Michelle ao Senado. A possibilidade foi mencionada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 12 de fevereiro, ao comentar que integrantes da família devem disputar cargos em 2026.
Em entrevista ao programa “Pânico Jovem Pan”, Flávio declarou que Carlos seria pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e que Renan Bolsonaro disputaria vaga de deputado federal no mesmo Estado. “A Michelle, ao que tudo indica, também é pré-candidata a senadora no Distrito Federal”, disse.
Estratégia em Minas
Também neste sábado, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) visitou Bolsonaro. Segundo ele, o encontro teve como objetivo discutir estratégias eleitorais em Minas Gerais.
Nikolas afirmou ter recebido aval do ex-presidente para articular as chapas do partido na disputa pelo Congresso Nacional no Estado. De acordo com o deputado, a prioridade é promover a união da direita para evitar uma vitória do PT em Minas, tanto nas eleições para o Senado quanto para o governo estadual.
“A gente tem trabalhado para construir algo melhor, principalmente em Minas, tanto para o Senado quanto para o governo, porque não queremos correr o risco de entregar o Estado para a esquerda”, declarou a jornalistas.
O congressista disse ainda que a visita teve caráter pessoal. “Estou visitando um amigo. Queria conversar com ele, saber primeiramente como ele está, fisicamente, espiritualmente e mentalmente”, afirmou.






Posts recentes
- Expoentes da advocacia e da música podem se tornar cidadãos goianos
- “Meu filho estava trabalhando”, desabafa mãe de adolescente agredido por PM em Catalão
- Aparecida amplia recuperação asfáltica com obras em 167 bairros
- Base de usuários da 99 cresce 15% em 1 ano e supera 60 milhões
- Projeto de lei prevê criação de política de conscientização sobre uso de anabolizantes
Comentários
Arquivos
- julho 2026
- junho 2026
- maio 2026
- abril 2026
- março 2026
- fevereiro 2026
- janeiro 2026
- dezembro 2025
- novembro 2025
- outubro 2025
- setembro 2025
- agosto 2025
- julho 2025
- junho 2025
- maio 2025
- abril 2025
- março 2025
- fevereiro 2025
- janeiro 2025
- dezembro 2024
- novembro 2024
- setembro 2024
- agosto 2024
- julho 2024
- junho 2024
- maio 2024
- abril 2024
- março 2024
- fevereiro 2024
- dezembro 2023
- novembro 2023
- outubro 2023
- setembro 2023
- agosto 2023
- julho 2023
- junho 2023
- maio 2023
- abril 2023
- janeiro 2023
- outubro 2022
- setembro 2022
- julho 2022
- junho 2022
- maio 2022
- março 2022
- janeiro 2022
- dezembro 2021
- novembro 2021
- outubro 2021
- setembro 2021
- agosto 2021
- julho 2021
- junho 2021
- maio 2021
- agosto 2020
- julho 2020
- junho 2020
- maio 2020
- abril 2020
- fevereiro 2020
- janeiro 2020
- dezembro 2019
- novembro 2019
- outubro 2019
- setembro 2019
- agosto 2019
- julho 2019
- junho 2019
- maio 2019
- abril 2019
- março 2019
- fevereiro 2019
- janeiro 2019
- dezembro 2018
- novembro 2018
- outubro 2018
- setembro 2018
- agosto 2018
- julho 2018
- junho 2018










