27 de maio de 2026
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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou nesta quarta-feira (27/5) a Operação Asfixia, coordenada pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Quirinópolis. A ação interestadual mira um bando altamente estruturado voltado ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e integração a organização criminosa.

Ao todo, a Justiça autorizou 33 medidas cautelares, englobando 19 mandados de prisão e 14 de busca e apreensão. As equipes policiais cumprem as ordens judiciais simultaneamente em Quirinópolis (GO), Paranaiguara (GO), Uberlândia (MG) e Campo Grande (MS). Até o momento, 16 suspeitos já foram capturados.

As investigações começaram após uma sequência de apreensões de entorpecentes realizadas em conjunto pelas polícias Civil e Militar. A partir desses flagrantes, o foco estratégico do Geic passou a ser o núcleo de financiadores, que fornecia o capital para a compra de grandes cargas e lucrava diretamente com a traficância.

Na primeira fase da operação, em Campo Grande, dois homens foram presos com uma pistola, maconha e 16 quilos de cocaína que tinham Quirinópolis como destino. Posteriormente, novas intervenções resultaram na apreensão de mais 300 quilos de maconha, crack, ecstasy e veículos utilizados na logística do grupo.

A organização criminosa mantinha uma estrutura hierarquizada e utilizava carros alugados, além de contas bancárias de “laranjas”, para movimentar os valores e despistar a polícia. O bando possuía rotas específicas e operava com alta capacidade, transportando carregamentos frequentes que variavam de 70 a 300 quilos de drogas por viagem.

Operação mobilizou grande efetivo, incluindo apoio aéreo com helicóptero da Polícia Civil

“As investigações ainda demonstraram que esse grupo criminoso movimentava carregas muito superiores às efetivamente apreendidas”, explica a delegada Camila Simões.

Análises telefônicas autorizadas revelaram forte ligação dos investigados com uma facção de alcance nacional. Os relatórios técnicos expuseram diálogos explícitos sobre rituais de “batismo”, compartilhamento do estatuto dos criminosos, recrutamento de novos integrantes e divisão de funções internas.

As interceptações capturaram também a preocupação constante do grupo com o prejuízo das apreensões, cobrança agressiva de dívidas e reorganização financeira. O nome “Asfixia” faz referência direta a essa estratégia da PCGO de cortar as rotas de abastecimento e promover o sufocamento econômico da estrutura criminosa.

Os nomes dos presos não foram divulgados.

Autor Manoel Messias Rodrigues

Lidiane

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