14 de maio de 2026
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Ministro do STF cita grupo com policiais, hackers e operadores investigados por intimidação, ataques cibernéticos e acesso ilegal a dados sigilosos

O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, afirmou haver um “quadro indiciário robusto” e descreveu uma “estrutura criminosa sofisticada” ligada às investigações do caso do Banco Master. A informação consta na decisão do magistrado que autorizou a 6ª fase da operação Compliance Zero nesta 5ª feira (14.mai.2026). Leia a íntegra (PDF – 408 kB).

Segundo Mendonça, a investigação indica a existência de 2 braços operacionais especializados: um voltado a intimidações presenciais e obtenção de informações sigilosas e outro direcionado a invasões telemáticas, ataques digitais e monitoramento clandestino.

De acordo com a PF, os núcleos eram chamados de A Turma e Os Meninos.

O papel de cada núcleo

A Turma, segundo a decisão, atuava com ameaças, coerções, levantamentos clandestinos e acessos indevidos a sistemas governamentais. O grupo seria formado por policiais federais da ativa e aposentados, operadores do jogo do bicho e outros colaboradores usados para intimidar e pressionar alvos ligados ao caso Banco Master.

Já Os Meninos seria o braço hacker da organização. A PF afirma que o grupo realizava ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento telefônico e digital ilegal.

Segundo a decisão, os 2 núcleos eram gerenciados por Felipe Mourão e atuavam para atender interesses do núcleo central da organização investigada.

A PF afirma que Henrique Vorcaro tinha papel relevante na engrenagem financeira do esquema. Ele é descrito na decisão como “demandante, beneficiário e operador financeiro” de A Turma.

Os investigadores afirmam que Henrique solicitava serviços ilícitos, financiava operações do grupo e mantinha contato com integrantes da organização mesmo depois das primeiras fases ostensivas da operação.

A decisão reproduz mensagens atribuídas a Henrique Vorcaro em que ele afirma: “No momento em que estou é que preciso de vocês”. Para a PF, a fala indica a continuidade da relação com o grupo investigado.

Conversas interceptadas também mencionam repasses de R$ 400 mil e discussões sobre pagamentos de até R$ 800 mil destinados à manutenção da estrutura investigada.

Entre os presos está David Henrique Alves, indicado pela PF como líder de Os Meninos. Segundo a investigação, ele coordenava operadores com perfil hacker responsáveis por ataques digitais e monitoramento clandestino.

Henrique Vorcaro foi preso em Belo Horizonte (MG) pela PF. Outros 6 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão são cumpridos em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. A Corte também autorizou afastamentos de cargos públicos, além do bloqueio e sequestro de bens.

Os investigadores apuram suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Ao Poder360, a defesa da família Vorcaro informou que não irá se manifestar sobre a operação.


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Autor Poder360 ·