Senador pelo União Brasil não deve deixar o partido; Moro lidera as pesquisas de intenção de voto
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) avalia se candidatar ao governo do Paraná com um vice do PP (Progressistas). A candidatura está acertada com o senador Ciro Nogueira (PI), presidente do partido, e a composição da chapa está em discussão. O União Brasil atualmente integra uma federação com o PP.
Moro estaria satisfeito com o União Brasil e com o presidente do partido, Antônio Rueda. O senador não avalia deixar a sigla, que daria todo o suporte para viabilizar a candidatura.
Quanto ao apoio do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Moro aguarda posição do partido sobre a eleição presidencial, mas a tendência é que o escolhido de Jair Bolsonaro (PL) apoie sua candidatura. Antes da prisão do ex-presidente, Moro teve uma conversa com Bolsonaro com sobre se candidatar ao governo do Paraná.
LIDERANÇA
Levantamento da Paraná Pesquisas realizado de 18 a 22 de janeiro mostra que Sergio Moro lidera a disputa pelo governo do Paraná nos 3 cenários testados para o 1º turno. A pesquisa testou também eventuais cenários de 2º turno e em todos eles o senador venceria o pleito.
Eis os resultados:
Depois da liberação do Paraguai, medida depende do Congresso para avançar; biólogos afirmam que cultivo pode causar impactos ambientais
O Paraguai sancionou em 22 de dezembro uma lei que abre caminho para o cultivo de tilápias no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A medida permite a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos do país e, na prática, viabiliza a tilapicultura no empreendimento binacional, antes proibida por restrições legais.
O avanço do projeto agora depende das autoridades brasileiras. Há apoio da direção de Itaipu e do governo federal, por meio do Ministério da Pesca. Projeções da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) divulgadas pelo Planalto afirmam que o reservatório teria capacidade de suportar produção de 400 mil toneladas de peixe por ano.
A liberação, no entanto, depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil–Paraguai, que proíbe o uso de espécies exóticas (de fora da bacia hidrográfica) no reservatório. Qualquer alteração no documento precisa passar pelo aprovação do Congresso.
A análise no Legislativo ainda deve demorar. Procurada pelo Poder360, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) disse que não há neste momento movimentação concreta, tramitação em curso ou qualquer tipo de articulação para revisar o acordo.
O grupo defende que cabe ao governo coordenar os próximos passos técnicos, como estudos de capacidade de suporte do reservatório e a construção de um protocolo para a concessão de áreas aquícolas. Para os congressistas, qualquer autorização deve estar condicionada a critérios sólidos, com licenciamento ambiental, monitoramento permanente e governança binacional.
“Uma eventual revisão formal do acordo bilateral pode, sim, passar pelo Congresso, mas isso não está colocado agora na mesa. O foco imediato precisa ser dar previsibilidade técnica e regulatória ao setor. Consideramos fundamental que o Ministério da Pesca apresente um cronograma claro de ações. O setor produtivo precisa de sinalização objetiva para planejar investimentos”, disse a FPA.
RISCOS AMBIENTAIS
Segundo o biólogo e professor de ecologia Jean Vitule, a introdução de tilápias em Itaipu pode causar problemas para outras espécies e ecossistemas dentro e fora do reservatório. Ele afirma que há escapes de peixes em 100% dos locais de cultivo de tilápias em tanques-rede, o método de produção com gaiolas deve ser introduzido na hidrelétrica, segundo a Usina.
“Todo reservatório tem rios adjacentes. A tilápia, depois que escapa, não é como um poluente químico, é poluente biológico, ele pode correr da foz para nascente, no sentido contrário ao rio, diferente de um poluente químico ou biológico”, diz o professor, que coordena o Laboratório de Ecologia e Conservação do Departamento de Engenharia Ambiental da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
Vitule afirma que ventos ou chuvas fortes, acidentes com troncos ou até mesmo o controle de vazão do reservatório podem causar acidentes que virem, abram ou rasguem os tanques.
O professor cita ainda a capacidade da tilápia de atrair outras espécies exóticas como o mexilhão dourado, que já é um problema no reservatório de Itaipu: “Ela vai facilitar outras espécies pela quantidade de nutrientes e pela área, vai ser um lugar ideal para o mexilhão dourado se incrustar. Isso causa problemas de manutenção, os tanques afundam, pode aumentar as densidades de mexilhão, pode entupir e fazer com que Itaipu use reagentes químicos, o que pode causar sérios problemas para toda sociedade, inclusive civil”.
A característica invasora da tilápia eleva ainda mais o risco dos impactos ambientais. A bióloga Gilmara Junqueira afirma que a espécie tem alta capacidade de resistir e se adaptar a diferentes tipos de temperatura e ambiente, inclusive em condições consideradas extremas. Essas vantagens favorecem as tilápias em ambientes alterados como um reservatório e, em casos de escape, também fora dele.
Segundo Gilmara, que se apresenta como “Doutora dos Peixes”, uma vez fora do ambiente controlado, a tilápia é capaz de competir por recursos e causar desequilíbrios em outros ecossistemas e até em áreas de preservação. As tilápias que escapam também podem levar parasitas que contaminam os peixes nativos. O traço territorialista e a alta capacidade reprodutiva também são fatores que contribuem para que a espécie se sobressaia.
Dentre todas as espécies do Brasil, incluindo peixes, animais terrestres, plantas e vírus, a tilápia é a que tem mais registros científicos documentados de impactos ambientais, segundo o Relatório Temático Sobre Espécies Invasoras da BPBES (Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), que teve Vitule como um dos coordenadores
O QUE DIZ ITAIPU
A hidrelétrica disse ao Poder360 que a eventual introdução das tilápias no reservatório não impactará a operação de geração de energia e que não haverá conflitos entre os diferentes usuários da água.
O reservatório de Itaipu já é de múltiplo uso. Além da geração de energia, a área de 1.350 quilômetros quadrados é utilizada para armazenamento de água, sedimentação animal e produção comercial, além de ser fonte de água de diversas espécies da fauna local.
Questionada sobre os protocolos para minimizar riscos ao meio ambiente, a usina disse que a principal medida de segurança será a manutenção da qualidade de água do reservatório, altamente influenciada pela dinâmica do entorno. A hidrelétrica cita como exemplo atividades agropecuárias e agroindustriais, ocupação populacional e impactos de ações de conservação ambiental.
Itaipu listou ainda outras medidas de segurança que devem ser adotadas:
- Monitoramento ambiental do meio aquáticos das áreas produtivas;
- Uso de rações adequadas e emprego de protocolos de alimentação de alta eficiência;
- Ferramentas para impedir a reprodução: populações monossexo e/ou emprego da inversão sexual;
- Controle sanitário e uso de ferramentas de prevenção, como vacinas;
- Emprego de animais com rastreabilidade sanitária e genética;
- Uso de estruturas de cultivo robustas, providas de sistemas de monitoramento operativo/automação;
- Atendimento dos condicionamentos ambientais atrelados às licenças;
- Emprego das áreas do reservatório com maior resiliência ambiental.
Cairo Salim quer estimular a instalação de fossas sépticas biodigestoras no campo
Lidiane 23 de janeiro de 2026
O deputado Cairo Salim (PSD) apresentou o projeto de lei nº 32044/25 com o objetivo de que seja instituído, em Goiás, uma política de estímulo à instalação de fossas sépticas no campo. Caso seja aprovada na Casa e sancionada pelo Executivo, a iniciativa será denominada Política Estadual de Incentivo à Instalação de Fossas Sépticas Biodigestoras, como forma de ampliar o acesso ao saneamento básico e promover o desenvolvimento sustentável na área rural. O texto segue para votação preliminar no Plenário Iris Rezende Machado.
O parlamentar coloca que sua proposta se dá por reconhecer que o saneamento rural ainda enfrenta graves deficiências, sobretudo pela utilização de fossas rudimentares, que favorecem a contaminação do solo e dos recursos hídricos, além de representarem riscos à saúde pública. Nesse contexto, a matéria aponta a fossa séptica biodigestora, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como alternativa eficiente, de baixo custo e ambientalmente adequada para o tratamento de efluentes domésticos.
De acordo com o texto, a tecnologia impede a infiltração de esgoto in natura no solo, preservando lençóis freáticos, nascentes e cursos d’água, além de reduzir a incidência de doenças relacionadas à falta de saneamento. O sistema também transforma resíduos em biofertilizante, que pode ser utilizado na adubação de plantas não comestíveis, contribuindo para a melhoria da qualidade do solo e para a diminuição do uso de insumos químicos.
A iniciativa destaca ainda benefícios sociais e econômicos, como a melhoria da qualidade de vida das famílias rurais, a redução de gastos com saúde e fertilizantes e a valorização das propriedades. Ao incentivar a adoção da fossa biodigestora, o projeto busca alinhar políticas públicas de saúde, meio ambiente e desenvolvimento rural, promovendo soluções sustentáveis e duradouras para o saneamento no meio rural goiano.
Bia de Lima quer ampliar diretrizes da política do biogás e do biometano
Lidiane 11 de janeiro de 2026
A deputada estadual Bia de Lima (PT) apresentou o projeto de lei nº 32052/25, que altera a Lei nº 20.710, de 15 de janeiro de 2020, responsável por instituir a Política Estadual do Biogás e do Biometano em Goiás.
A proposta modifica diretrizes da política para apoiar e fomentar a cadeia produtiva do biogás e do biometano no Estado, com foco na implementação de projetos em aterros sanitários municipais. O texto prevê a destinação adequada de resíduos orgânicos nesses espaços, com o objetivo de utilizá-los como fonte energética por meio do aproveitamento econômico do biogás e do biometano produzidos.
Entre os pontos introduzidos, a matéria busca a valorização econômica dos resíduos orgânicos, a redução da emissão de gases de efeito estufa e a inserção do biogás e do biometano na rede de gás natural canalizado utilizada na prestação do serviço público de distribuição do produto. A proposta também trata da diversificação da matriz energética estadual, com a descentralização do desenvolvimento socioeconômico a partir de projetos em aterros sanitários municipais.
Sua redação ainda prevê o estabelecimento de mecanismos de incentivo à geração de fontes de energia renovável, a articulação de políticas públicas voltadas ao aproveitamento de resíduos orgânicos e o fortalecimento de organizações da sociedade civil, cooperativas, associações e empreendimentos econômicos ligados à cadeia produtiva do biogás e do biometano, incluindo catadores de materiais recicláveis e agricultores familiares. A ampliação da produção de conhecimento, por meio de pesquisas científicas e de desenvolvimento tecnológico voltadas à produção de biogás e biometano em aterros sanitários, também está entre as diretrizes propostas.
A deputada afirma, na justificativa da medida, que Goiás enfrenta desafios relacionados à gestão de resíduos sólidos e à busca por alternativas para o aproveitamento desses materiais. As alterações visam a incentivar projetos que utilizem resíduos orgânicos de aterros sanitários para a produção de biogás e biometano, com a finalidade de reduzir impactos ambientais e ampliar oportunidades econômicas em comunidades locais.
A petista também aponta que a inclusão de cooperativas, associações e empreendimentos sociais na cadeia produtiva desses gases pode ampliar a participação deles no desenvolvimento de ações relacionadas ao aproveitamento de resíduos orgânicos. O texto observa, ainda, que a valorização econômica desses resíduos contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa, em consonância com compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
O projeto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), que apontará um de seus integrantes à relatoria e votará o parecer emitido.
André do Premium quer proteção a cidadãos contra uso de inteligência artificial de forma abusiva
Lidiane 8 de janeiro de 2026
O deputado André do Premium (Avante) quer proibir o uso de aplicativos e programas de inteligência artificial (IA) direcionados à criação de deep fakes em Goiás. A iniciativa legislativa estabelece a proibição do desenvolvimento, distribuição, venda, promoção ou o uso dessas ferramentas. A proposta foi protocolada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) no processo 27339/25.
O texto define o termo deep fake como imagens ou vídeos gerados artificialmente que mostram corpo das pessoas a partir de fotos ou vídeos originais, sem o consentimento das pessoas retratadas.
“Ao proibir aplicativos e programas de inteligência artificial que criam deep fakes sem consentimento, buscamos evitar danos e abusos que possam resultar dessas práticas”, justifica André do Premium. O parlamentar cita como exemplos bullying, depressão e síndrome do pânico. Além dos danos materiais, sentimentais e físicos, o parlamentar explica que tais ações geram custos direcionados ao Estado e aos cidadãos quando tais práticas são realizadas. Outro ponto citado pelo deputado é a influência negativa de deep fakes nos resultados de eleições.
A norma estabelece, também, responsabilidades aos provedores de plataformas digitais. O normativo define que esses provedores devem programar medidas técnicas para detectar e remover deep fakes de suas plataformas, bem como para identificar e remover aplicativos e programas de IA que violem essa proibição.
Em casos concretos, a proposta define que os provedores de plataformas digitais devem cooperar com as autoridades competentes na investigação de crimes relacionados à criação, distribuição ou uso de deep fake.
Por fim, o parlamentar defende a conscientização da sociedade sobre os riscos e impactos negativos dessas tecnologias, incentivando uma abordagem ética e responsável no uso de inteligência artificial.
A matéria está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde foi distribuída ao deputado Virmondes Cruvinel (UB) para relatoria.
Deputado Virmondes Cruvinel quer fomento ao esporte escolar integrado
Lidiane 23 de dezembro de 2025
O deputado Virmondes Cruvinel (UB) apresentou o projeto de lei nº 31930/25, com o qual propõe instituir uma política de fomento ao esporte escolar integrado em Goiás. A proposta tem como objetivo ampliar o acesso de estudantes da rede pública estadual à prática esportiva sistemática e de qualidade, especialmente nos Centros de Ensino em Período Integral (Cepis).
De acordo com o texto, a política busca promover a formação integral de crianças e adolescentes, aliando o desenvolvimento físico ao cognitivo, emocional e social por meio do esporte. Entre os objetivos estão a ampliação da oferta de modalidades esportivas, o estímulo à descoberta de talentos, a valorização de princípios como disciplina, trabalho em equipe e respeito, além da contribuição para a redução da evasão escolar e o aumento do engajamento dos estudantes.
O projeto prevê prioridade para as escolas de tempo integral, utilização da infraestrutura já existente nas unidades escolares e articulação entre as aulas de educação física e atividades esportivas realizadas em contraturno. Também está prevista a inclusão de esportes coletivos, individuais e paradesportivos, assegurando a participação de estudantes com deficiência conforme suas possibilidades e interesses.
Cruvinel pretende que o poder público celebre parcerias com municípios, entidades esportivas, clubes, federações, instituições de ensino superior e organizações da sociedade civil, com o objetivo de ampliar as oportunidades esportivas e otimizar recursos. A atuação de profissionais de educação física e de outras áreas da saúde e do esporte deverá seguir regulamentação específica do Poder Executivo.
Na justificativa, o legislador destaca dados que apontam altos índices de inatividade física entre jovens e a relação positiva entre esporte, permanência escolar e desenvolvimento socioemocional. O parlamentar ressalta que Goiás possui condições favoráveis para a implementação da política, devido à ampla rede de ensino integral já consolidada no Estado.
A matéria será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), para designação de relatoria parlamentar.
Cristóvão Tormin quer instituir campanha de incentivo ao empreendedor rural
Lidiane 15 de dezembro de 2025
O deputado Cristóvão Tormin, do PRD, pretende que seja instituída política de estímulo ao empreendedor do campo no Estado com o projeto nº 30810/25. O objetivo é capacitar o empreendedor rural para uma gestão eficiente de seu empreendimento, visando à geração de emprego e renda. Dessa forma, o legislador busca fomentar o empreendedorismo, a liderança, o cooperativismo, o planejamento e o uso de técnicas de produção e comercialização para o desenvolvimento rural.
Se o projeto for aprovado na Casa de Leis e, depois, sancionado pelo Executivo, a política será denominada Campanha de Incentivo ao Empreendedor Rural em Goiás e realizada anualmente na semana que compreender o dia 28 de julho, data do Dia do Agricultor.
Entre as finalidades, a campanha visa: incentivar a elaboração de projetos relacionados a atividades agrícolas e não agrícolas com potencial para expansão no meio rural; promover a difusão de tecnologias e inovações e impulsionar investimentos voltados ao agronegócio; integrar políticas agrícolas, ambientais, educacionais, de assistência técnica e de extensão rural; ampliar o conhecimento sobre desenvolvimento rural sustentável, práticas agrícolas, culturas regionais e locais, políticas públicas para a agricultura familiar, organização e gestão social.
Também estão no escopo da proposta associar o uso de práticas tradicionais e modernas para potencializar a produção agrícola e melhorar a qualidade de vida no campo, para fortalecer a cooperação entre as diferentes esferas do setor público e privado, apoiando as iniciativas do empreendedor rural de acordo as finalidades da campanha.
O Poder Executivo poderá atuar de forma coordenada com as demais esferas governamentais, instituições de ensino, entidades representativas do setor rural, cooperativas, organizações da sociedade civil e empresas privadas. As diretrizes a serem observadas incluem promoção da educação empreendedora, com estímulo ao ensino do empreendedorismo nas escolas rurais, instituições técnicas e de ensino superior, visando à formação de empreendedores do campo e a valorização da juventude rural.
A proposta inclui oferta de capacitação técnica e conhecimento prático, formal e não formal, necessários à adequada condução da produção, da comercialização e da gestão econômico-financeira dos empreendimentos rurais; incentivo à difusão de tecnologias, práticas inovadoras e soluções digitais aplicadas ao campo; e promoção do desenvolvimento rural sustentável, observando princípios de conservação ambiental, uso racional dos recursos naturais e fortalecimento das atividades rurais de base familiar.
O texto será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), onde será distribuído à relatoria parlamentar.
Por melhor acompanhamento pedagógico, deputada Bia de Lima quer menos alunos por turma nas redes de ensino em Goiás
Lidiane 5 de dezembro de 2025
Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a iniciativa legislativa assinada por Bia de Lima (PT) para redefinir a relação máxima entre o número de alunos e professores nas salas de ensino em Goiás. O projeto de lei complementar, contido no processo nº 29948/25, propõe alterações na Lei Complementar nº 26/98, responsável por estabelecer as diretrizes e bases do sistema educativo do Estado.
De acordo com a parlamentar, a matéria busca atualizar parâmetros considerados essenciais para a qualidade do ensino nas redes pública e privada. A proposta estabelece novos limites de estudantes por sala em diferentes etapas da educação básica e introduz mecanismos mais rigorosos de fiscalização e acompanhamento.
Na motivação da pauta, a deputada petista argumenta que a redução do número de alunos por turma está diretamente relacionada à melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Em sua visão, a medida permitiria maior acompanhamento individualizado, ambientes mais adequados ao desenvolvimento integral dos estudantes e melhores condições de trabalho para professores e demais profissionais da educação.
Bia de Lima faz referência a estudos técnicos, diretrizes nacionais e internacionais, argumentando que turmas menores contribuem para elevar o rendimento escolar, diminuir casos de indisciplina e ampliar a efetividade das práticas pedagógicas. Nesse sentido, defende a legisladora, a proposta busca alinhar Goiás às recomendações contemporâneas de qualidade educacional, ajustando limites que, segundo a autora, já não atendem às demandas atuais das escolas.
A atualização proposta também contempla necessidades específicas da educação infantil e do ensino fundamental. A deputada argumenta, ainda, que em tais etapas o acompanhamento próximo é considerado fundamental para o desenvolvimento cognitivo, socioemocional e psicomotor das crianças.
Especificamente em relação ao ensino médio, Bia de Lima explica que o projeto visa a uniformizar os parâmetros na rede privada, para evitar discrepâncias e garantir que o número máximo de estudantes por turma esteja de acordo com boas práticas educacionais.
Por fim, a proposição de Bia de Lima pretende reforçar a transparência e o controle social no segmento. A norma em análise determina que irregularidades relacionadas ao descumprimento da lei sejam comunicadas ao Conselho Estadual de Educação (CEE-GO) e ao Ministério Público (MP). O texto, justifica a deputada, busca assegurar o cumprimento da legislação e proteger o direito constitucional à educação de qualidade.
A matéria encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e foi designada para relatoria do deputado Charles Bento (MDB).
Virmondes Cruvinel quer promover vivência profissional para estudantes
Lidiane 2 de dezembro de 2025
Proposta que cria um programa de vivência profissional para jovens estudantes começa a tramitar na Assembleia Legislativa de Goiás. A matéria n° 30231/25, apresentada pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB), institui a iniciativa destinada a estudantes do nono ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio das redes pública e privada, com o objetivo de aproximar os jovens do mundo do trabalho e auxiliar na escolha consciente de suas futuras carreiras.
O programa prevê vivências práticas de três a dez dias em empresas privadas, órgãos públicos, entidades do terceiro setor, instituições de ensino técnico ou superior e até escritórios profissionais, sempre com caráter exclusivamente educacional. A participação será voluntária e não gerará qualquer vínculo trabalhista. A carga horária máxima será de quatro horas diárias, respeitando o calendário escolar e a faixa etária dos estudantes.
De acordo com a proposta, as instituições interessadas em receber os jovens deverão firmar termo de adesão com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), garantindo ambiente seguro, acessibilidade e acompanhamento profissional adequado. A Seduc ficará responsável por regulamentar e coordenar o programa, selecionar os estudantes, capacitar profissionais, firmar parcerias e emitir certificados aos participantes. O certificado poderá ser utilizado como título complementar em processos seletivos de cursos técnicos, registro de horas extracurriculares ou inserido no histórico formativo do aluno.
As escolas estaduais também poderão incluir o programa em seus projetos político-pedagógicos como atividade de orientação vocacional.
Desafios
Na justificativa, o deputado destaca que a proposta busca enfrentar desafios como a evasão escolar e a falta de perspectiva profissional entre jovens goianos. Ele lembra que Goiás registrou taxa de evasão de 7,8% no ensino médio em 2024, e que vivências práticas podem contribuir para escolhas mais seguras e para o fortalecimento do vínculo com a escola. O parlamentar cita ainda experiências bem-sucedidas no Brasil e no exterior que adotam modelos semelhantes de aproximação entre educação e mercado de trabalho.
Segundo o texto, a medida não gera despesas obrigatórias ao Estado, já que a participação das instituições é facultativa e será coordenada pela estrutura administrativa existente na Seduc.
A matéria será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde aguardará designação de relator e emissão de parecer.
Busca por parceiro comercial para explorar o Couto Pereira é uma das iniciativas do clube, afirma CEO
O CEO do Coritiba, Lucas de Paula, afirmou na 4ª feira (26.nov.2025) que o clube está em busca por um parceiro para explorar os naming rights do estádio Couto Pereira. Ele deu a declaração durante sua participação no Summit CBF Academy, realizado em São Paulo.
“O Coritiba hoje busca um naming rights do Couto Pereira. Na minha opinião, é o estádio mais charmoso do Brasil, quem nunca foi tem que ir”, afirmou o dirigente.
A comercialização do naming rights é parte de um conjunto de ações do clube para ampliar ruas receitas. Em 2025, o Coritiba foi campeão da Série B. Jogará a elite do futebol brasileiro em 2026.
Para aumentar a atratividade comercial do Couto Pereira, o clube planeja instalar painéis de LED em todo o perímetro do estádio. Isso modernização permitirá ampliar as possibilidades de comercialização de mídia durante partidas e eventos.
O dirigente também apresentou a meta de expandir a base de sócios-torcedores do Coritiba: “A expectativa é chegar a 50.000 sócios adimplentes. A gente tem mais de 100 mil na plataforma. Apesar de ser um clube regional, estadual, é altamente engajado”.
Para Lucas de Paula, a subida da equipe da Série B para a Série A é um desafio comercial. “Em patrocínios, a gente está renovando todos os contratos, a gente sabe que não é fácil, até porque o preço do patrocínio na Série B é um, na Série A é outro. Então a calibragem de expectativa com o patrocinador não é fácil de se fazer. Teremos um dezembro super divertido. Se a gente tiver algumas negativas, temos que ir em busca de preencher o nosso inventário”, afirmou.



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