Um estudo divulgado pelo Sebrae Goiás revela que o empreendedorismo feminino tem ampliado sua presença na economia do estado. De acordo com a pesquisa Perfil da Mulher Empreendedora, atualmente cerca de 374 mil mulheres empreendem em Goiás, representando 12% da população feminina em idade de trabalhar. Entre os mais de 1 milhão de pequenos negócios ativos, aproximadamente 435 mil são liderados por mulheres, o equivalente a 44% do total.
A publicação reúne dados socioeconômicos que ajudam a compreender o perfil das empreendedoras, seus desafios e as oportunidades de crescimento no mercado. Nesta edição, o estudo dedica atenção especial às microempreendedoras individuais (MEI), que representam quase metade das empresas comandadas por mulheres no estado.
Segundo a analista do Sebrae Goiás, Polyanna Marques Cardoso, o levantamento busca ampliar a compreensão sobre a participação feminina no ambiente empresarial e servir de base para políticas públicas e ações de incentivo ao empreendedorismo.
“São dados e histórias que podem inspirar muitas outras mulheres a seguirem o caminho do empreendedorismo, com a possibilidade de conquistar autonomia financeira e realizar seus próprios projetos”, afirmou.
O perfil traçado pela pesquisa indica que a idade média das empreendedoras goianas é de 43 anos. A maioria é formada por mulheres negras, que representam 53% do total. O estudo também mostra elevado nível de escolaridade: 38% possuem ensino superior.
Apesar desse avanço, a desigualdade de renda ainda é um desafio. O rendimento médio das mulheres empreendedoras chega a R$ 3.723 mensais, valor que cresceu 44% na última década. Mesmo assim, a renda masculina permanece superior, com diferença média de 35%.
Outro dado relevante é a transformação no papel social dessas mulheres. Mais da metade das empreendedoras (53%) é chefe de família, e muitas conciliam a gestão do negócio com responsabilidades domésticas. Parte significativa das atividades é realizada dentro do próprio domicílio, realidade de cerca de 38% das empresárias.
A formalização também avançou ao longo dos últimos anos. Em 2016, apenas 30% das empreendedoras atuavam de forma regularizada. Em 2025, esse percentual chegou a 45%. Segundo o levantamento, a formalização impacta diretamente na renda, já que mulheres com negócios formalizados chegam a ganhar até uma vez e meia mais do que as que atuam na informalidade.
Microempreendedoras em destaque
O estudo aponta que as microempreendedoras individuais representam um dos pilares do empreendedorismo feminino em Goiás. Atualmente, cerca de 214 mil mulheres atuam como MEI no estado, o que corresponde a 49% das empresas geridas por mulheres.
Grande parte desses negócios ainda está em fase inicial. Aproximadamente 60% têm até três anos e meio de atividade, enquanto 40% já alcançaram estágios mais consolidados, sendo que 10% ultrapassaram uma década de funcionamento.
Os setores com maior presença feminina são os de serviços, especialmente nas áreas de beleza e estética, comércio varejista de vestuário e alimentação.
As motivações para empreender variam entre oportunidade e necessidade. De acordo com a pesquisa, 41% das mulheres iniciaram o negócio para aproveitar uma oportunidade ou realizar o desejo de empreender, enquanto 39% buscaram maior flexibilidade de horários e autonomia profissional.
Para 76% das empreendedoras, o negócio próprio é a principal fonte de renda da família.
Desafios
Apesar da relevância econômica, o estudo também aponta obstáculos enfrentados pelas empreendedoras. Cerca de 78% relatam dificuldades financeiras, sendo que 46% afirmam ter problemas para manter as contas em dia.
Entre os principais desafios estão o acesso ao crédito, citado por 39% das entrevistadas, a dificuldade para expandir o negócio (29%) e a falta de conhecimento administrativo (27%).
No campo tecnológico, ferramentas como o WhatsApp Business e o Instagram Business aparecem como os recursos digitais mais utilizados para vendas e relacionamento com clientes. Ainda assim, o levantamento indica que a digitalização continua sendo um desafio: 25% das empreendedoras ainda enfrentam algum tipo de exclusão digital e 75% não utilizam inteligência artificial em suas atividades.
O Sebrae Goiás lançou nesta segunda-feira (11/8) a primeira Unidade Móvel de Atendimento para oferecer, de forma gratuita, orientação sobre planejamento de negócios, acesso a linhas de crédito e agendamento de consultorias especializadas em áreas como finanças, marketing, vendas e inovação. O escritório itinerante, instalado sobre rodas, vai percorrer todo o estado.
O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Goiás, José Mário Schreiner, destacou que a Unidade Móvel de Atendimento é uma iniciativa pioneira do Sebrae Goiás.
“Com isso conseguiremos atingir os municípios, povoados, distritos e os locais mais distantes que, muitas vezes, não têm esse atendimento tão necessário aos micros e pequenos empreendedores”, disse Schreiner durante a apresentação da nova unidade.
O diretor superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, reforçou que a unidade é importante para ampliar o atendimento e estar mais próximo ao empreendedor goiano.
“A partir de hoje, vamos percorrer todos os cantos do estado, atingindo nosso objetivo principal: estar junto do empreendedor”, afirmou.
O evento de apresentação também contou com a participação do diretor técnico, Marcelo Lessa, e do diretor de administração e finanças, João Carlos Gouveia.
A unidade móvel é equipada com computadores, internet, ar-condicionado e materiais informativos sobre abertura, planejamento e gestão de negócios. Dentro do veículo, a população será atendida de forma individual por consultores do Sebrae Goiás, que vão orientar sobre dúvidas e aprimoramento do negócio.

Após o evento, a Unidade de Atendimento Móvel se deslocou da sede do Sebrae Goiás com direção a Nova Crixás, Crixás e Vila Propício para compor as próximas edições das caravanas “Empreender com Você”, que até novembro devem percorrer todas as regiões de Goiás, oferecendo atendimento de forma acessível e qualificada para empreendedores goianos.
Pequenos negócios abrem 42 mil vagas e lideram geração de empregos no Brasil
Lidiane 8 de maio de 2025
Micro e pequenas empresas responderam por 59% dos postos de trabalho criados em março, aponta levantamento do Sebrae com base no Caged
O Sebrae divulgou que as MPE (micro e pequenas empresas) foram responsáveis por 42.206 das 71.576 vagas de trabalho abertas no Brasil em março de 2025, representando 59% do total.
O levantamento foi apresentado na 4ª feira (7.mai.2025), com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
No acumulado do 1º trimestre deste ano, os pequenos negócios mantêm sua relevância no mercado de trabalho brasileiro, tendo criado 369.341 postos, o que corresponde a 56,4% das 654.503 vagas abertas no período.
O setor de Serviços liderou a geração de empregos nas MPE com 30.737 novos registros. A Construção aparece em 2º lugar, com 13.135 vagas, seguida pela Indústria da Transformação, que contribuiu com 6.703 contratações.
A análise do Sebrae abrangeu todo o território nacional, considerando as contratações formais registradas no Caged em todas as regiões do país durante o 3º mês do ano.
O levantamento também revelou que o rendimento médio das pessoas ocupadas no Brasil alcançou o valor recorde de R$ 3.410, com aumento de 1,2% no trimestre e 4% na comparação anual.
Os empreendedores de micro e pequenas empresas, incluindo pequenos comércios e prestadores de serviços autônomos, foram os principais responsáveis pela abertura de novas vagas no mercado de trabalho brasileiro em março.
Brasil registra recorde na abertura de pequenos negócios no 1º trimestre de 2025, aponta Sebrae
Lidiane 18 de abril de 2025
O Brasil bateu um novo recorde na criação de pequenos negócios nos três primeiros meses de 2025. Foram mais de 1,4 milhão de novas empresas registradas, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O dado confirma uma tendência de expansão no empreendedorismo formalizado no país.
Os microempreendedores individuais (MEIs) representaram 78% dos novos registros de CNPJ no período. Em comparação com o primeiro trimestre de 2024, o crescimento foi de 35% entre os MEIs e de 28% nas micro e pequenas empresas. O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (15) e confirmado pelo Jornal Folha de Goiás.
Setor de serviços lidera
Em março, o setor de serviços respondeu por 63,7% do total de pequenos negócios abertos no país, mantendo a liderança na geração de novas empresas, seguido pelos segmentos de comércio e indústria de transformação.
De acordo com o Sebrae, o resultado positivo reflete o impacto de ações governamentais voltadas à simplificação de processos, incentivo à inovação e ampliação do acesso ao crédito para empreendedores formais.
Sudeste, Sul e Nordeste se destacam
No recorte regional, os estados do Sudeste, Sul e Nordeste lideram o crescimento no número de novos empreendimentos. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ocupam o topo do ranking nacional em volume de empresas abertas.
Brasil avança no ranking mundial de empreendedores estabelecidos
Atualmente, o Brasil soma 47 milhões de pessoas envolvidas em algum tipo de atividade empreendedora, entre negócios formais e informais. A Taxa de Empreendedores Estabelecidos — que considera quem mantém uma empresa há mais de três anos — subiu de 8,7% em 2020 para 13,2% em 2024.
Esse avanço levou o país da oitava para a sexta posição no ranking global, superando economias como Reino Unido, Itália e Estados Unidos, segundo a pesquisa.
O Jornal Folha de Goiás acompanha de perto os indicadores econômicos e empreendedores, reforçando seu papel de veículo de referência para quem busca informação confiável sobre o desenvolvimento dos pequenos negócios no Brasil e em Goiás.
Conheça o programa que capacita e concede crédito a micro e pequenos empreendedores em Goiás | Goiás
Lidiane 14 de maio de 2024
O programa Impulso GO Pequenas Empresas vai capacitar e conceder crédito a micro e pequenos empreendedores em Goiás. Segundo o governo, o objetivo do programa é dar condição para que eles apostem no próprio negócio e ampliem as empresas para gerar mais empregos e renda.
Nesta terça-feira, das 9h às 16h, na galeria Cleber Gouveia, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, acontece uma feira de estandes que vai atender desde interessados em abrir uma empresa até empreendedores que querem investir na ampliação e fortalecimento dos negócios.
Segundo o governo, micro e pequenos empreendedores podem participar desde que estejam no parâmetro de pequeno porte, com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Além disso, a pequena empresa deve ter de 10 a 49 colaboradores.
A feira de estandes reúne parceiros que vão oferecer recursos, capacitação e oportunidades aos micro e pequenos empreendedores que podem ser atendidos no local.
Após o evento no Centro Cultural Oscar Niemeyer, os interessados podem procurar presencialmente ou on-line as entidades: Sebrae, Secretaria da Retomada, Facieg, Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Codego, GarantiGoiás, Tribunal de Justiça de Goiás, AUVP Capital, e outras para participar do programa.
Programa Impulso GO Pequenas Empresas
O projeto foi desenvolvido por meio da Secretaria de Estado da Retomada e concentra mais de R$ 1,3 bilhão em incentivo através de financiamentos, garantia a crédito, capacitação e oportunidades.
Segundo o governo, as micro e pequenas empresas, são responsáveis por cerca de 90% dos empregos formais e por isso são grandes geradoras de renda para Goiás.
As ações do programa incluem cursos gratuitos em diversas áreas com foco no empreendedorismo através dos Colégios Tecnológicos do Estado de Goiás (Codego), linha de crédito para eventos, capacitação, consultoria e networking para entrada de produtos ou serviços nos mercados internacionais, e outros.
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