Composto sobe 70% em 2026 e atinge US$ 684 por tonelada; com a guerra no Oriente, Médio, restrições no estreito de Ormuz afetam 1/3 dos embarques mundiais do produto
Os contratos futuros de ureia alcançaram US$ 684 por tonelada, valor que representa o maior patamar desde outubro de 2022. O composto acumula valorização superior a 70% em 2026.
A escalada nos preços ocorre em razão do conflito no Oriente Médio, que afeta os mercados globais de fertilizantes com as restrições no estreito de Ormuz definidas pelo Irã. A passagem é responsável por cerca de ⅓ dos embarques mundiais de fertilizantes.
Outro motivo para o aumento nos preços da ureia é a elevação dos custos do gás natural —insumo fundamental para a produção do fertilizante.
Segundo a Trading Economics, os países integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo respondem por aproximadamente ¼ das exportações mundiais de ureia. O grupo inclui Arábia Saudita, Catar e Omã. A situação na região intensifica as preocupações sobre o abastecimento global do fertilizante.
A produção de ureia na Índia sofreu impactos por causa de paradas de plantas industriais. Bangladesh também registrou interrupções devido à manutenção programada. As paradas vem em um contexto de suprimentos limitados de gás natural liquefeito (GNL).
Os contratos futuros de ureia alcançaram o maior patamar desde outubro de 2022
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (25/7) a aplicação da bandeira tarifária vermelha patamar 2 para agosto. Os consumidores terão acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
A medida busca equilibrar os custos diante das condições climáticas desfavoráveis. Durante os meses de bandeira vermelha, a Aneel recomenda medidas de economia, como reduzir o uso de aparelhos nos horários de pico e verificar possíveis desperdícios.
O sistema de bandeiras tarifárias, implantado em 2015, reflete os custos reais da geração de energia. Na bandeira verde não há cobrança extra. A amarela adiciona R$ 1,885 por 100 kWh. Já a vermelha tem dois níveis: R$ 4,463 (patamar 1) e R$ 7,877 (patamar 2) por 100 kWh.
“O baixo volume de chuvas reduziu a geração hidrelétrica, exigindo o uso de termelétricas mais custosas”, explicou a Aneel.
Segundo o órgão, a situação se agravou progressivamente: após meses com bandeira verde, maio teve bandeira amarela, seguida pela vermelha patamar 1 em junho e julho.
Com previsão de chuvas abaixo da média, a Aneel reforçou a necessidade de consumo consciente: “O uso racional da energia ajuda na sustentabilidade do sistema elétrico”.
Entenda o sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias é um mecanismo que ajusta mensalmente os valores da conta de luz conforme os custos reais de geração de energia no país. As cores sinalizam as condições de oferta e demanda no Sistema Interligado Nacional.
A bandeira verde indica condições favoráveis, sem custos adicionais. Quando acionada a bandeira amarela, há um acréscimo de R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos, refletindo um cenário de atenção. Já a bandeira vermelha possui dois níveis: no patamar 1, o adicional é de R$ 4,463 por 100 kWh; no patamar 2, sobe para R$ 7,877 por 100 kWh, indicando condições críticas no sistema.
Essas variações ocorrem porque o Brasil depende principalmente das hidrelétricas. Quando os reservatórios estão baixos por falta de chuvas, é necessário acionar termelétricas – fontes mais caras e poluentes. O sistema de bandeiras foi criado justamente para tornar claro esse custo extra aos consumidores, incentivando o uso consciente e garantindo o equilíbrio financeiro do setor elétrico.
A cor da bandeira é definida mensalmente com base em três fatores principais: o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, as previsões climáticas e o custo de operação das termelétricas. Na conta de luz, o valor aparece discriminado como “adicional de bandeira tarifária”, separado do custo normal da energia consumida.



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