18 de abril de 2026
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Líder do narcotráfico mexicano foi morto no domingo (22.fev); inteligência norte-americana combinada com vigilância mexicana permitiu localizar Nemesio Oseguera Cervantes na serra de Jalisco

Os Estados Unidos forneceram dados de inteligência ao México que levaram à localização e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do CJNG (Cártel Jalisco Nueva Generación). A informação foi confirmada nesta 2ª feira (23.fev.2026) em entrevista a jornalistas pelo secretário de Defesa mexicano, Ricardo Trevilla, segundo o jornal El País.

Segundo Trevilla, os dados enviados por Washington foram combinados com vigilância já conduzida pelas forças mexicanas. A ação permitiu mapear a estrutura de segurança do líder do cartel, incluindo deslocamentos e círculo próximo. O Exército mexicano executou a ofensiva.

A morte de Oseguera vem em meio a pressões do governo de Donald Trump (Partido Republicano) por maior rigor do México no combate ao narcotráfico. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum defende cooperação baseada em troca de inteligência, sem ações que afetem a soberania nacional.

Depois da operação, autoridades registraram cerca de 250 bloqueios em 20 estados mexicanos. A tática, conhecida como “narcobloqueio”, envolveu interdições de rodovias e incêndio de veículos para dificultar a atuação das forças de segurança.

O CJNG, fundado em 2010, é apontado pela DEA (Drug Enforcement Administration) como organização com atuação em pelo menos 40 países. A agência já ofereceu recompensa milionária por informações que levassem à captura de Oseguera. O cartel disputa territórios estratégicos no México, incluindo confrontos com o Cártel Santa Rosa de Lima, em Guanajuato, e com dissidências do Cártel de Sinaloa, em Chiapas.



Autor Poder360 ·


Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, morreu após confronto em Jalisco, dizem autoridades

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, morreu neste domingo (22.fev.2026) durante uma operação militar em Tapalpa, no Estado de Jalisco, segundo autoridades mexicanas. As informações foram divulgadas pelo jornal The New York Times.

Ex-policial, Oseguera era líder e fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), uma das principais organizações criminosas do país, com atuação internacional. O grupo surgiu no oeste do México, região onde está Guadalajara.

A operação foi conduzida por forças especiais do Exército Mexicano, com apoio de aeronaves da Força Aérea e da Força Especial de Reação Imediata da Guarda Nacional. De acordo com a Secretaria da Defesa Nacional, militares foram atacados e reagiram em legítima defesa.

Segundo a Defesa:

  • 4 integrantes do CJNG morreram no local;
  • 3 suspeitos ficaram gravemente feridos e morreram durante o transporte para a Cidade do México, entre eles Oseguera;
  • 2 integrantes do cartel foram detidos;
  • 3 militares ficaram feridos e foram levados à capital para atendimento médico.

O governo afirmou que a ação resultou de trabalhos de inteligência do Exército, do Centro Nacional de Inteligência e da Fiscalía General de la República. A operação contou com informações complementares fornecidas por autoridades dos Estados Unidos, em cooperação bilateral.

As forças de segurança apreenderam armamentos, entre eles lançadores de foguetes capazes de atingir aeronaves e veículos blindados.

Onda de violência

Após a operação, integrantes do cartel promoveram ataques em ao menos 9 estados: Jalisco, Michoacán, Colima, Guerrero, Aguascalientes, Guanajuato, Nayarit, Zacatecas e Tamaulipas.

Entre as ações registradas estão:

  • veículos incendiados;
  • bloqueios de rodovias;
  • incêndios em estabelecimentos;
  • circulação de homens armados em áreas urbanas, sobretudo no norte e no oeste do país.

As autoridades mexicanas adotaram medidas para conter os ataques. Entre as principais ações e impactos:

  • suspensão do transporte público em Jalisco;
  • orientação para que hóspedes permanecessem em hotéis, sobretudo em Guadalajara;
  • reforço no patrulhamento de rodovias na divisa com Jalisco;
  • suspensão de voos das companhias Air Canada, United Airlines e American Airlines para Puerto Vallarta e Guadalajara.

Pressão dos EUA

A operação ocorre em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que vinha defendendo ações mais duras contra cartéis mexicanos e mencionou a possibilidade de ataques militares em território mexicano.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou reiteradamente a hipótese, afirmando que qualquer ação militar estrangeira violaria a soberania do país.

De acordo com a agência Reuters, o subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, declarou que a morte de Oseguera representa um “grande avanço” para os Estados Unidos, o México e a América Latina.



Autor Poder360 ·