Encontro de lideranças femininas no Parlamento goiano encerra a programação cultural voltada ao mês da mulher
Lidiane 30 de março de 2026
A Assessoria Adjunta de Atividades Culturais realizou, na manhã desta segunda-feira, 30, o encontro “Elas em movimento: vozes que ocupam”, em celebração ao encerramento do mês de março. O evento teve local no saguão principal do Palácio Maguito Vilela e contou com a presença de lideranças femininas. A abertura foi agraciada com a apresentação musical da banda de forró Caju com Sal.
A chefe da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, Emiliana Pereira, celebrou a inciativa e pontuou que o intuito era encerrar as atividades do mês da mulher, reunindo lideranças dos movimentos sociais, e conscientizar sobre crimes contra esse público. “Estamos aqui, hoje, para se manifestar enquanto mulheres, pensando no movimento de segurança para nós, haja vista a escalada dos feminicídios. E estamos aqui, nesta Casa de Leis, entendo a importância do espaço abrindo as portas para um momento leve, com muita música e animação e, claro, muita conscientização”, frisou.
Segurança Pública
A subcomandante do Batalhão Maria da Penha da Polícia Militar de Goiás (PMGO), major Marcia Elizabeth, destacou os atendimentos realizados pela corporação, contemplado mulheres vítimas de violência e campanhas de conscientização voltada aos homens com histórico de agressão.
“Atendemos mais de 20 mil mulheres em Goiás e somos pioneiros em nível nacional. Todos os quatro batalhões do Estado são comandados por mulheres e é muito importante nossa participação neste evento, para mostrar às mulheres esse acolhimento fornecido e ressaltar que elas podem contar com a PM. Sabemos que existe em nossa sociedade um machismo estrutural, e devemos conscientizar sobre esse tema e o que não deve ser feito, além de ensinar o respeito às mulheres. Precisamos mostrar às mulheres que elas têm voz e vez. Estamos à frente do batalhão encorajando as mulheres, pois precisamos que elas denunciem, principalmente porque o feminicídio é o ponto final de um histórico de violência”, observou.
A jornalista Laurenice Noleto falou sobre a importância do movimento “Não é Não!” e apontou que a conscientização sobre assédio e violência é mais efetiva quando feita de forma divertida. “Esses movimentos são para comunicar com as pessoas, pois o formato de conversar com alegria faz com que a mensagem chegue melhor, mais efetiva. É melhor essa abordagem alegre a só chegar brigando e recriminando as pessoas. Nós dizemos ‘Não é Não!’, mas com alegria, rodando, brincando, pois achamos também que é um direito da mulher ser feliz.”
Fórum Empreender Feminino, na Assembleia Legislativa, reúne lideranças e incentiva protagonismo das mulheres nos negócios
Lidiane 7 de março de 2026
O Auditório Carlos Vieira, da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), recebeu, ao longo desta sexta-feira, 6, o Fórum Empreender Feminino, uma programação especial em celebração ao Dia Internacional da Mulher. O evento reuniu mulheres que lideram diferentes negócios no Estado para uma série de palestras, debates e troca de experiências voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino.
A iniciativa foi promovida pelo presidente da Alego, deputado Bruno Peixoto (UB), em parceria com a deputada Dra. Zeli (UB). A abertura do encontro, realizada no período da manhã, contou com a participação do pastor Paulo Henrique Santana Rocha; do diretor de Cultura, Esporte e Lazer da Casa de Leis, Ricardo Fortunato; e da presidente da ONG Mundo Mulher, Mara Suassuna.
Mais de 10 milhões de empreendedoras
O evento contou com palestras, bate-papos e workshops. Sandra Mendez, jornalista e especialista em marketing, administração e planejamento estratégico, representou o Sebrae Goiás. Ela destacou a importância do posicionamento, do valor e da estratégia no mercado atual. Segundo Sandra, o Brasil possui cerca de 10,4 milhões de mulheres empreendedoras e 34% das empresas brasileiras são lideradas por mulheres. Apesar de parecer um número ainda pequeno, ela lembrou que o país ocupa a sétima posição mundial em empreendedorismo feminino.
A jornalista Izabela Carvalho, que participou do encontro, afirmou que as orientações apresentadas durante a palestra foram relevantes para refletir sobre a presença feminina no mercado financeiro. Segundo ela, apenas as dicas sobre atenção em negociações, empréstimos e cobrança de juros já fizeram o encontro valer a pena.
Durante o momento de interação com o público, a empreendedora Poliana Dias, proprietária de uma confeitaria em Goiânia, pediu orientações sobre como superar o medo de falar em público. “Sinto vergonha e dificuldade em me expor, mesmo sabendo que a comunicação é fundamental para quem empreende”, disse.
Em resposta, Sandra Mendez sugeriu que o primeiro passo pode ser dado por meio da internet, destacando que a possibilidade de gravar e regravar conteúdos antes da publicação ajuda a reduzir a insegurança. A especialista também aconselhou acompanhar pessoas que já dominam o tema, aprendendo com quem possui experiência na área.
A programação seguiu com o painel “Cases de Sucesso”, que reuniu diversas lideranças femininas do empreendedorismo. Participaram: Wirla Karla Machado Tavares, presidente do Projeto Mistura Feminina e do Instituto Mulher Empreendedora (IME) em Anápolis; Ludymilla Damatta, da Rede Goiana da Mulher Empreendedora; e Marcelle Cardoso, do Movimento Elas; além de representantes de grupos de empreendedoras. Durante o painel, elas compartilharam experiências e histórias relacionadas à conexão, liderança e ao protagonismo feminino.
O encerramento do Fórum Empreender Feminino ficou por conta da palestrante Luciana Oliveira, que abordou temas como saúde mental, tomada de decisões e coragem, reforçando a importância do equilíbrio emocional para mulheres que buscam crescimento pessoal e profissional. O evento marcou um dia de troca de experiências, incentivo ao empreendedorismo e fortalecimento da presença feminina nos negócios e nos espaços de liderança em Goiás.
Abertura
O primeiro a falar, durante a abertura do evento pela manhã, foi o pastor Paulo Henrique, que apresentou uma reflexão sobre o valor da mulher. Em sua fala, ele lembrou um versículo bíblico e destacou a importância e o reconhecimento da figura feminina desde a Criação.
Na sequência, Ricardo Fortunato deu as boas-vindas aos participantes em nome do presidente Bruno Peixoto. Ele destacou que empreender é um sonho que pode se tornar realidade e afirmou que muitas transformações podem nascer da força e da determinação das mulheres que decidem seguir esse caminho.
Representando a ONG Mundo Mulher, Mara Suassuna agradeceu o apoio de parlamentares ao empreendedorismo feminino e destacou a importância da abertura de espaços institucionais para discutir o tema. Segundo ela, quando a Assembleia Legislativa promove iniciativas como essa, demonstra acreditar no potencial das mulheres e contribui para a criação de redes de apoio.
Mara também ressaltou que a ONG tem trabalhado para transformar talentos em negócios e sonhos em realidade, lembrando que cada empreendimento carrega esperança, resiliência e força. Para ela, o Fórum Empreender Feminino representa um marco de inspiração e fortalecimento para mulheres em Goiás.
A programação seguiu com a palestra de Maris Tavares, que abordou o tema “De sonhadora a embaixadora – o percurso dessa trajetória”. Natural de Itapaci, ela relatou os desafios enfrentados até consolidar sua carreira e alcançar reconhecimento internacional.
Durante sua fala, Tavares destacou que a mulher não nasce pronta, mas é forjada ao longo da caminhada, fortalecendo-se diante das dificuldades. Para ela, o propósito é ajudar outras mulheres a avançarem e garantir que nenhuma fique para trás.
Ainda durante a manhã, o público acompanhou outras três palestras. Fabiana Dias falou sobre “Oratória para Mulheres de Sucesso”; Gabriela Rizzo abordou o tema “Empreendedorismo Social”; e a deputada Dra. Zeli encerrou o primeiro bloco discutindo a presença feminina na política com a palestra “Mulheres no Poder”, temática considerada por ela especialmente relevante em um ano eleitoral.
O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), participou neste sábado (6/12), do 2º Encontro das Lideranças, em Rianápolis. O ato teve a presença do governador Ronaldo Caiado (UB) e reuniu prefeitos, vereadores e representantes do setor produtivo.
Organizado pelo deputado estadual Talles Barreto (UB), o evento concentrou gestores municipais do Vale do São Patrício, além de autoridades do Norte e do Nordeste goiano. A reunião reforçou a articulação política em torno de 2026 e a defesa da continuidade do modelo de gestão vigente.
O anfitrião, Talles Barreto, destacou o papel do vice-governador na interlocução entre o governo e os municípios. O encontro reforçou, segundo os organizadores, o apoio regional à aliança governista.
“Daniel é um parceiro leal e comprometido. Este encontro também reconhece sua atuação e sua postura”, disse Barreto.
O clima de unidade foi ressaltado também pelo prefeito de Rialma, Lucas Chaves.
“Se é Caiado, é Daniel; se é Daniel, é Caiado. Não existe separação”, destacou o gestor municipal.
Daniel Vilela afirmou que a mobilização das lideranças é resultado das ações do governo e da consolidação de um projeto que trouxe estabilidade ao estado.
“É simbólico ver lideranças de tantas regiões mobilizadas pelo mesmo propósito: não permitir que Goiás retroceda. O governador Caiado recuperou a credibilidade do Estado e implantou um novo padrão de gestão. Caminhamos juntos na construção deste próximo capítulo”, pontuou Daniel.
O governador Ronaldo Caiado reafirmou a parceria com o vice, destacando o alinhamento estratégico do Executivo nos últimos anos. Caiado deve deixar o governo em abril para dedicar-se à campanha à Presidência, quando o cargo de governador será ocupado por Daniel.
“Daniel tem experiência, articulação e equilíbrio. É respeitado pelos prefeitos, pelo setor produtivo e pela sociedade. Está pronto para continuar o legado que construímos”, afirmou Caiado.
Também estiveram presentes o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner; prefeitos como Rita de Cássia (Itaberaí), Levino de Souza (Santa Isabel), Gilber Roque Miranda (Rianápolis) e Lucas Chaves (Rialma); a deputada federal Marrusa Boldrin (MDB) também marcou presença. O encontro reforçou, segundo os organizadores, o apoio regional à aliança governista.
Lideranças políticas de expressão nacional compareceram ao lançamento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), à presidência da República, nesta sexta-feira (4/4) em Salvador (BA). Entre os presentes estavam o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (UB), o ex-senador Agripino Maia (UB), o deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força e o senador Sérgio Moro (UB), além do prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), e do vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto.
ACM Neto destacou a necessidade de unir as forças da oposição para enfrentar o PT nas urnas em 2026, em um momento em que o União Brasil discute uma possível fusão com o partido Progressistas. O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, não compareceu ao evento.
“Caiado está dando o primeiro passo. Ele reúne experiência, resultado e tem musculatura para ganhar projeção nacional. O ideal é que todos os projetos que se opõem ao atual governo se unam em torno de um nome forte – e Ronaldo Caiado tem se mostrado cada vez mais preparado para essa missão”, afirmou o vice-presidente.
O evento foi conduzido pelo anfitrião, o prefeito Bruno Reis, que prestou homenagem ao governador, enfatizando sua trajetória e influência.
“Sinto orgulho de receber esse evento em Salvador. Quando iniciei minha vida pública, me inspirei em alguns exemplos – e um deles é o senhor, governador. O único título de cidadão que propus como deputado foi para o senhor”, lembrou Reis.
Ele também ressaltou a capacidade de Caiado para transformar a segurança pública.
“O que o senhor fez pela segurança em Goiás, em sete anos, a Bahia não conseguiu em quase duas décadas. É de líderes assim que o Brasil precisa”, declarou, recebendo aplausos.
O senador Sérgio Moro, reforçando o tom de firmeza na segurança, disse que o país precisa de um presidente que seja firme contra o crime.
“Caiado é esse nome”, resumiu.
Moro criticou o discurso que retrata o criminoso como vítima, afirmando que isso “enfraquece o país” e citou a queda de 22% nos homicídios durante seu período como ministro.
‘O brasileiro não aguenta mais esse governo Lula’

Ao falar com exclusividade ao PORTAL NG, o senador Sérgio Moro (foto) reafirmou seu apoio à pré-candidatura de Ronaldo Caiado para presidente e pediu união da direita brasileira contra o governo Lula.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública criticou o governo petista na gestão da segurança pública e da economia brasileira.
“É uma data importante, em que a gente está vendo esse governo Lula se derreter, inflação alta de alimentos. Quanto à segurança pública, simplesmente não existe política de segurança pública no Brasil”, acrescentou, ao tecer elogios ao correligionário goiano.
“O União Brasil está aqui prestigiando a pré-candidatura do Ronaldo Caiado, governador que tem excelentes resultados lá em Goiás, exatamente pra gente mudar o Brasil daqui a dois anos, porque o brasileiro não aguenta mais esse governo Lula”, finalizou
Presenças – Entre as autoridades presentes no evento também estavam a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos (PDT); o deputado estadual baiano Pedro Tavares (UB); os deputados federais Otoni de Paula (MDB/RJ) e Rosângela Moro (UB/SP); o prefeito de Natal, Paulinho Freire (UB); o prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB).
Lideranças religiosas recebem homenagem do Parlamento goiano em sessão proposta pelo deputado Mauro Rubem
Lidiane 16 de março de 2025
Os 30 anos da presença da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em Goiás foram celebrados na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em sessão solene na noite dessa sexta-feira, 14. A proposta foi do deputado Mauro Rubem (PT), que, na oportunidade, também homenageou lideranças de diversas denominações religiosas. A intenção foi celebrar o ecumenismo religioso e contribuir no combate à intolerância e à violência religiosa.
A solenidade foi para reconhecer a importante contribuição da Igreja Anglicana à sociedade goiana, pela prática pastoral e missionária. O deputado Mauro Rubem justificou a homenagem lembrando que a instituição sempre ocupou um espaço orante, profético e de resistência diante da hegemonia religiosa comum à maioria das práticas cristãs sectárias, proselitistas e contrárias à vivência ecumênica e inter-religiosa.
A sessão foi presidida pelo propositor da homenagem, que teve ao seu lado, na mesa diretiva, o bispo diocesano da Diocese Anglicana de Brasília, Reverendo Maurício Andrade; o titular da Delegacia Estadual de Atendimento a Vítimas de Crimes Raciais e de Intolerância, Joaquim Adorno; a Mãe de Santo do Terreiro Luz de Nzambi, Mãe Aibrya Lorena; a representante do Movimento Fé e Política, Professora Ana Rita de Castro; a membra da Paróquia São Felipe, Ana Paula Neres de Santana Bandeira; a pastora da Igreja Refugo, Bella Ribeiro; o pároco da Paróquia Anglicana São Felipe, Reverendo Izaías Torquato; a matriarca do Clan Corvos da Colina, Rowena La Fey, e o coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Goiás, João da Cruz.
A solenidade também contou com a presença de representantes da comunidade palestina em Goiás.
Antes do início das falas, a execução protocolar do Hino Nacional Brasileiro ficou a cargo da cantora Pâmella Calasso Nunes.
Em sua fala, Mauro Rubem disse que se sentia pequeno para expressar a grandeza e a importância da sessão solene, já que o evento destaca a longa caminhada das lideranças religiosas presentes. “Mostrando, inclusive, o cotidiano de lideranças que fazem uma ação, por meio da religião, procurando buscar o espaço, a intimidade mais nobre do ser humano, que é a espiritualidade, a capacidade de transcender a matéria e a racionalidade que todos nós vivenciamos”.
O parlamentar ainda ressaltou a coragem de todos os religiosos, especialmente os seguidores de religiões de matriz africana e outras não cristãs, muitas vezes, perseguidos até mesmo por outras igrejas. Mas afirmou que por outro lado, muitos religiosos praticam o amor e o respeito pelas outras crenças, como as pessoas que participaram da solenidade.
Por fim, Rubem pontuou que o Parlamento é um espaço importante da prática do diálogo, do entendimento e até mesmo da divergência de ideias, que é pago pela sociedade e que deve ser usado por ela. “Gostaria de reforçar o convite para que todos e todas retornem, que constituamos aqui nossos projetos, que usemos esse espaço. E quero dizer para vocês que a Casa está aberta e que o nosso mandato e os demais 40 deputados estão todos prontos para atender a sociedade”.
Na sequência, o reverendo Maurício Andrade fez uso da palavra e contou a história da Igreja Anglicana em Goiás, explicando que a regional diocesana Brasília, compreende, além de Goiás, o Distrito Federal, o Tocantins e parte de Minas Gerais.
Ele também explicou que a Igreja Anglicana tem a perspectiva de ser uma igreja inclusiva, que não se coloca como detentora da verdade absoluta, porque entende que a verdade se constrói na vida. “É por isso que nós queremos nos manter unidos nessa celebração que une e coloca todas as religiões como parte desse caminhar, de ser igreja e de transformar vidas”.
A representante do Movimento Fé e Política, Ana Rita de Castro, falou da honra de participar da solenidade que celebra o ecumenismo religioso. Ana Rita afirmou que se lembra da chegada da Igreja Anglicana em Goiás, que segundo ela, foi uma presença iluminadora, que fortaleceu a luta da Igreja Católica pelos doentes de aids, pelos direitos humanos e por uma cidade inclusiva. “Em um momento em que nós somos todos os dias banhados por uma violência, de uma intolerância religiosa, até mesmos nós cristãos, me sinto muito fortalecida nessa noite”.
O pároco da Paróquia Anglicana São Felipe, Reverendo Izaías Torquato, foi o primeiro a receber o Certificado do Mérito Legislativo e falou em nome dos homenageados.
Em seu discurso, o religioso afirmou que o ecumenismo presente na sessão não deveria ser exceção, mas sim, a essência da vida humana. “A gente precisa ir cada vez mais num templo islâmico e se sentar em ‘zazen’. Encontrar com nossos irmãos e irmãs da Palestina e dizer: a sua dor é a minha dor. Eu sinto contigo. Estar perto daquela experiência, segundo a tradição cristã narrada em Atos, capítulo 2, todos os idiomas são sagrados. Que o espírito que a gente ousa dar nomes, se manifesta a todas as pessoas e em todas as pessoas”.
O reverendo também agradeceu por ter recebido a honraria ofertada pela Casa, que ele classificou como um privilégio e que esse era o sentimento de todos os homeageados. “Há muito o que fazer. Infelizmente as pessoas não entendem que o Estado é laico, que a fé é múltipla e que a gente pode desenvolver relações, as mais diversas”
Toda a solenidade foi entremeada por apresentações musicais dos cantores Ivenise Uchôa de Almeida, Pâmella Calasso Nunes, Eliseu Vergara, Gustavo Vergara e Marta e do grupo de Terreiro Nzambi.
Como Pacto Global busca colocar mais mulheres em cargos de lideranças de empresas até 2030
Lidiane 6 de maio de 2024
Mesmo representando a maioria da população brasileira (51,5%), as mulheres ocupavam menos de 40% dos cargos executivos no mercado de trabalho brasileiro, segundo Censo 2022. O levantamento aponta, ainda, que o rendimento delas foi, em média, equivalente a 78,9% do recebido por homens. Além disso, um dado de 2021 do Fórum Mundial Econômico aponta que o Brasil ocupa o 93º lugar em desigualdade de gênero entre 156 nações.
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Para mudar este cenário, o Movimento Elas Lideram, uma iniciativa do Pacto Global da ONU, que visa alcançar a equidade de gênero, pretende mobilizar 1.500 empresas do país para levar mais de 11 mil mulheres para cargos de alta liderança até 2030.
Rachel Maia, presidente do Conselho do Pacto Global da ONU no Brasil e primeira negra a ser CEO de uma empresa no país, reforça que apenas 14% do público feminino ocupa cargos de diretoras executivas em empresas.
— Se tirarmos as herdeiras, vai para um dígito. Eu não posso ser considerada como uma pessoa de sorte. Passei pela arrebentação e passei pelo crivo dessa sociedade, mas não pode ser apenas eu. Por isso que estou aqui dizendo que não podemos ter apenas uma Rachel para a história de referência de mulheres pretas sentadas na cadeira de presidente de empresas globais — diz.
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Empresa de SC no Pacto Global
A Rede Cooper, cooperativa de varejo alimentar de Blumenau, é a única empresa catarinense que se alinha com o Pacto Global. De acordo com Fabiana Medeiros, diretora de Gente e Cultura, dos mais de 200 cargos de liderança da instituição, cerca de 30% das cadeiras são ocupadas por mulheres.
A empresa também faz parte do Todas Group, um programa que oferece cursos, mentorias e eventos a fim de acelerar as carreiras femininas no Brasil. Mesmo já estando perto do patamar estimado pelo Elas Lideram da ONU, a Cooper pretende aumentar este número nos próximos anos.
— Hoje, nós estamos com 189 mulheres engajadas no Todas. Temos um engajamento de 89%. Elas estão embarcadas, literalmente, na plataforma, estudando, ampliando o seu conhecimento e habilidades. A gente já devorou mais de 3.400 conteúdos juntas, já temos mais de 200 certificados emitidos para as nossas mulheres aqui — enfatiza.
Fabiana salienta que o objetivo dos projetos não é o de competir com os homens ou tirá-los de cargos de liderança, mas de construir um mundo em que as mulheres também sejam reconhecidas e tenham as mesmas chances.
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A discussão, para ela, não é sobre quem é melhor, mas como o trabalho feito de forma conjunta pode se complementar.
— Quando tanto o homem quanto a mulher entendem esse complemento, as coisas começam a fluir e essa liderança vai muito além, porque existe o apoio, a compreensão e, sobretudo, o respeito. Porque é isso que a gente está pedindo para o mundo. Nos respeitem, nós somos seres humanos, independente de gênero — finaliza.
Dos mais de 200 cargos de liderança da empresa, cerca de 30% são destinados a mulheres (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

Empresa faz parte do Todas, um programa que visa acelerar as carreiras femininas (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)
Realidade das mulheres negras é ainda pior
Se a desigualdade entre gêneros já é escancarada no país, quando se faz um recorte por raça a situação é ainda mais alarmante. No Brasil, os números mostram que as mulheres pretas ou pardas são mais afetadas pelas desigualdades na educação, mercado de trabalho e sofrem mais violência em comparação com as brancas.
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Conforme o estudo de estatísticas de gênero do IBGE de 2022, as mulheres brancas que tinham completado o nível superior (29,0%) era o dobro do observado para as pretas ou pardas (14,7%). O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estados Socioeconômicos (Deese) de 2021 ainda mostra que a taxa de desocupação das mulheres negras em idade de trabalhar era de 11,7%.
Com relação à violência, enquanto 5,7% das mulheres brancas relataram na pesquisa do IBGE terem sido violentadas, essa proporção era de 6,3% para as pretas e pardas. Os dados também mostram que foram registrados 681 homicídios dolosos de mulheres brancas e 1.835 de pretas ou pardas.
Os dados ainda evidenciam que as mulheres negras dedicam mais tempo aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas. Enquanto as mulheres pretas ou pardas destinavam 22 horas semanais, as brancas dedicavam 20,4. Outro recorte que chama a atenção é de mulheres em situação de pobreza ou extrema pobreza. As negras e pardas (41,3%) que estavam abaixo dessas linhas é quase o dobro que as brancas (21,3%).

Rachel Maia, primeira negra a ser CEO de uma empresa no país, diz que a sociedade é naturalmente excludente para a mulher preta, principalmente as de pele mais retinta. Ela contextualiza que isso acontece porque, por muitos anos, a mulher negra foi tratada apenas como empregada, reprodutora ou mãe solo, além de ser inviabilizada pela sociedade, às vezes de forma proposital, a calar-se diante da situação a qual foi imposta.
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— Essa é a nossa cultura, é a realidade imposta à mulher negra. Não é mimimi, são dados estatísticos. Temos países vizinhos que fizeram o processo de embranquecimento e de forma bem sucedida. Tivemos guerras em que mulheres negras foram colocadas no front, não apenas homens negros. Então existiu um massacre quase que propositivo. A mulher negra está na última pirâmide e, quanto mais retinta, mais abaixo ela vai — ressalta.

Rosane Silva, secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, cita, ainda, que 30% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, sendo que maioria delas é negra. Mesmo assim, destaca que há poucas políticas públicas voltadas para elas.
— Por isso, tem que ter uma política de Estado séria, que mude a realidade das mulheres negras no nosso país. Não queremos continuar reproduzindo mulheres negras pobres periféricas — finaliza.
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