2 de maio de 2026
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Famílias palestinas se reúnem em Al-Bireh contra medida que autoriza a execução de palestinos condenados e classificados como “terroristas”

Familiares de presos palestinos realizaram um protesto nesta 3ª feira (31.mar.2026) na cidade de Al-Bireh, na Cisjordânia, contra a aprovação de uma lei pelo Knesset (Parlamento de Israel) que autoriza a execução de palestinos classificados como “terroristas” e julgados por tribunais militares israelenses.

O ato foi realizado em frente à sede do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Cartazes exibidos no protesto mostravam ilustrações de prisioneiros com o tradicional lenço keffiyeh ao lado de cordas de enforcamento, com a mensagem: “Parem a lei de execução de prisioneiros antes que seja tarde demais”.

A lei, aprovada na 2ª feira (30.mar), prevê a execução por enforcamento de condenados em tribunais militares. Palestinos que vivem na Cisjordânia são julgados nesse tipo de corte e, com a nova regra, passam a enfrentar pena de morte obrigatória, decidida por maioria simples, com possibilidades limitadas de recurso.

Assista ao vídeo (1min15s):

Durante o protesto, lideranças palestinas classificaram a medida como extrema e perigosa. O ativista palestino para questões de prisioneiros Qaddura Fares afirmou que a legislação “reflete um desejo de vingança” e não trará mais segurança a Israel. “Esta é uma expressão do estado de fraqueza que Israel está atravessando, não uma expressão de força ou bem-estar”, declarou.

Já o presidente da Ordem dos Advogados da Palestina, Fadi Abbas, disse que a lei é “sem precedentes em seu extremismo e racismo” e acusou o governo israelense de tentar intimidar a população palestina e “apagar sua identidade”.

Ex-prisioneiros também participaram do ato. Rabah Jaber comparou a nova legislação a medidas adotadas durante o período do Mandato Britânico, especialmente na época da Grande Revolta Árabe na Palestina.

A norma foi criticada pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que a classificou como um crime de guerra e uma “violação flagrante” da 4ª Convenção de Genebra. Em Israel, a Associação para os Direitos Civis em Israel informou ter acionado a Suprema Corte para tentar suspender a implementação da lei.



Autor Poder360 ·


Exército de Israel afirmou que manterá o acordo com o Hamas; ambos os lados se acusaram de violar a trégua

O Exército de Israel afirmou nesta 4ª feira (29.out.2025) que manterá o acordo de cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza mesmo depois dos bombardeios que mataram 104 pessoas. A ação militar foi realizada em resposta depois sob alegação da morte de um soldado israelense por militantes palestinos. 

Ambos os lados se acusaram mutuamente de violar a trégua. Segundo a Reuters, um oficial militar israelense disse que o Hamas interrompeu o cessar-fogo ao atacar forças israelenses posicionadas dentro da linha amarela, área de implantação definida no acordo. O Hamas, por sua vez, negou envolvimento no ataque no sul de Gaza.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), defendeu a ação israelense, mas manifestou apoio à continuidade do acordo. Ele voltou a dizer que o Hamas deve “se comportar” e declarou que “nada vai pôr em risco o cessar-fogo”.

Ninguém sabe o que aconteceu com o soldado israelense, mas dizem que foi tiro de franco-atirador. E foi uma retaliação por isso, e acho que eles têm o direito de fazer isso, afirmou. “Se eles [o Hamas] forem bons, ficarão felizes, e se não forem bons, serão eliminados, suas vidas serão ceifadas”, disse

As autoridades de saúde de Gaza informaram que entre as vítimas dos bombardeios estão 5 pessoas em uma casa no campo de refugiados de Bureij, 4 em um prédio no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, e cinco em um automóvel em Khan Younis. As informações do enclave são do grupo extremista e não há meio de verificá-las de forma independente.

IMPASSE

O cessar-fogo entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, dando uma trégua aos 2 anos de conflito iniciado depois dos ataques do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

Um dos pontos de discordância envolve a devolução dos restos mortais dos reféns. Segundo os termos do acordo, o Hamas libertou todos os reféns vivos em troca de aproximadamente 2.000 prisioneiros palestinos, enquanto Israel retirou suas tropas e interrompeu sua ofensiva.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), no entanto, afirmou que os restos mortais entregues na 2ª feira (27.out) pertenciam a um israelense morto durante no 7 de Outubro cujo corpo já havia sido recuperado pelas forças israelenses nas primeiras semanas de conflito.

Israel acusou o Hamas de encenar uma falsa recuperação de restos mortais. Os militares israelenses divulgaram um vídeo de 14 minutos mostrando 3 homens colocando um saco branco em um local de escavação e depois cobrindo-o com terra e pedras. As autoridades israelenses alegam que o grupo palestino criou uma “falsa impressão de esforços para localizar corpos”.



Autor Poder360 ·