10 de fevereiro de 2026
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O avanço do Acordo Mercosul–União Europeia e os impactos diretos para o setor produtivo goiano estiveram no centro das discussões do Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO), realizado nesta segunda-feira (9/2), em Goiânia. O encontro, sediado na Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), reuniu lideranças empresariais, representantes do governo estadual, da União Europeia e gestores públicos para avaliar oportunidades e desafios da possível entrada em vigor do tratado comercial.

A abertura foi conduzida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, que também apresentou demandas relacionadas ao suprimento de energia no Vale do Araguaia. Em seguida, o dirigente liderou o debate principal, defendendo que Goiás participe ativamente das decisões estratégicas sobre a distribuição das cotas de exportação previstas no acordo.

Segundo Rocha, o tratado pode ampliar o acesso de produtos industriais e agropecuários goianos ao mercado europeu, mas a definição das cotas exigirá articulação política antecipada.

“As cotas são limitadas e, uma vez definidas, é fundamental discutir internamente quem vai exportar. Goiás precisa estar nesse debate desde agora”, afirmou.

Expectativa é de que o tratado entre em vigor a partir deste ano

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, explicou que o acordo já foi aprovado pelo Conselho Europeu e aguarda a ratificação dos parlamentos nacionais. A expectativa, segundo ela, é de que o tratado entre em vigor a partir de 2026, com redução de tarifas, facilitação de comércio e exigências ligadas à sustentabilidade e rastreabilidade produtiva.

Para o setor industrial goiano, o cenário abre espaço não apenas para o agronegócio, mas também para cadeias de maior valor agregado. Rocha destacou o potencial do Estado em áreas estratégicas, como mineração e energia limpa.

“Temos uma das maiores jazidas de terras raras do mundo e precisamos da tecnologia europeia para transformar esse potencial em desenvolvimento. É possível construir novas parcerias em áreas como energia, biocombustíveis e inovação”, pontuou.

Foto: Naira Batista

O encontro contou com a participação de secretários estaduais, representantes municipais e entidades empresariais como Fecomércio-GO, Faeg, Facieg, OCB-GO, FCDL-GO, Acieg e Adial Goiás. As contribuições serão consolidadas em um documento técnico a ser encaminhado ao Itamaraty, ao Ministério da Agricultura e Pecuária e à bancada federal goiana, com propostas para assegurar maior protagonismo do Estado nas negociações.

A expectativa do setor produtivo é que o acordo fortaleça a competitividade regional, atraia investimentos e amplie a presença de Goiás no comércio internacional.

Autor Rogério Luiz Abreu