25 de abril de 2026
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A Prefeitura de Valparaíso de Goiás realiza a sétima edição do programa “Saúde da Gente”, iniciativa voltada à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde. Nesta etapa, a estrutura de atendimento foi instalada no bairro Anhanguera B, onde moradores poderão contar com consultas médicas, exames e ações preventivas ao longo de cinco dias de programação.

A ação integra a estratégia da gestão municipal para descentralizar os serviços de saúde e reduzir a demanda reprimida por consultas e exames especializados. O projeto é conduzido pela Secretaria Municipal de Saúde, sob coordenação da secretária e primeira-dama Luciana Mendes, com apoio da administração do prefeito Marcus Vinícius.

Durante o período do mutirão, os moradores da região terão acesso facilitado a consultas em especialidades médicas como ortopedia e neurologia, além de exames laboratoriais e de imagem, incluindo ultrassonografia. A programação também inclui atividades voltadas à prevenção de doenças e ao diagnóstico precoce, com foco na promoção da saúde e no atendimento humanizado.

Segundo a secretária de Saúde, a proposta do programa é aproximar os serviços da população, garantindo mais rapidez no acesso ao atendimento e diminuindo o tempo de espera por procedimentos especializados.

“Nossa proposta é levar a saúde até onde as pessoas estão, garantindo que o cidadão tenha o cuidado que precisa perto de casa”, afirmou Luciana Mendes.

Desde a criação do programa, o “Saúde da Gente” tem se consolidado como uma das principais iniciativas da política pública de saúde do município. Nas edições anteriores, a ação já contabilizou dezenas de milhares de atendimentos, contribuindo para desafogar a rede municipal e acelerar o fluxo de exames e consultas que, normalmente, demandariam mais tempo de agendamento.

De acordo com a prefeitura, a estratégia de realizar atendimentos itinerantes em diferentes bairros permite ampliar a cobertura assistencial e alcançar comunidades que enfrentam maiores dificuldades de deslocamento até unidades de saúde ou centros especializados.

Foto: Secom

Estrutura e atendimento

Nesta edição, a estrutura foi montada ao lado da Unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Anhanguera B. O local foi escolhido para facilitar o acesso dos moradores da região e permitir a integração das equipes do mutirão com os profissionais da rede básica.

Os atendimentos ocorrem entre os dias 13 e 18 de abril, sempre das 7h às 16h. Durante esse período, equipes médicas, profissionais de enfermagem e técnicos da área de saúde estarão mobilizados para atender a população.

Além das consultas e exames, o programa também busca orientar os moradores sobre prevenção de doenças, acompanhamento médico regular e utilização adequada dos serviços públicos de saúde.

Para a gestão municipal, a continuidade do projeto reforça o compromisso da prefeitura com a melhoria da qualidade do atendimento e com a ampliação das políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.

Com a realização de mais uma edição do “Saúde da Gente”, a administração municipal pretende manter a estratégia de mutirões itinerantes como forma de fortalecer a atenção básica e garantir maior agilidade no atendimento à população de Valparaíso de Goiás.

Autor Rogério Luiz Abreu


Professora denuncia aluno por injúria racial após estudante escrever ‘preto não é gente’ em folha de papel, em Orizona — Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma professora denunciou um estudante de 14 anos à polícia após ele escrever “preto não é gente” em uma folha de papel, em uma escola de Orizona, na região sul de Goiás. Segundo o delegado responsável pelo caso, Kennet de Souza, o adolescente vai responder por ato infracional análogo ao delito de injúria racial.

Como os nomes não foram divulgados, o g1 não conseguiu localizar a defesa do adolescente.

De acordo com o delegado, as ofensas ocorreram em abril e maio deste ano. Além de “preto não é gente”, o estudante teria escrito outras frases ofensivas.

Casos de racismo e injúria racial em Goiás

Os casos de racismo em Goiás mais do que triplicaram entre 2021 e 2022, de acordo com o Anuário de Segurança Pública divulgado em 2023. Em 2021, o estado registrou 51 casos. Já em 2022, esse número aumentou para 179.

Os casos de injúria racial também tiveram um aumento de cerca 48%, com 576 casos em 2021 e 865 em 2022.

Ao g1, o delegado Joaquim Adorno, titular do Grupo Especializado no Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Geacri), explicou que o crime de racismo é entendido como uma ofensa discriminatória contra um grupo ou coletividade, enquanto a injúria racial é a ofensa à dignidade ou ao decoro com utilização palavras depreciativas referentes à raça, cor e origem.

“Por causa dessa diferença saiu separado no anuário. Mas é importante a gente entender que, desde 2020, isso [injúria racial] também é considerado racismo”, destacou o delegado.

A delegada adjunta do Geacri, Carolina Neves, complementou que o aumento nas denúncias de casos de racismo está relacionado à difusão de conhecimento sobre o assunto e empoderamento da comunidade. “Observamos que a população vem tomando consciência sobre as mazelas históricas e sociais geradas pelo racismo estrutural e, consequentemente, reivindicando direitos”, disse a delegada.

“É importante lembrar que a conscientização efetiva da sociedade depende que todos assumam práticas antirracistas”, ressaltou a delegada Carolina Neves.

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