Os Estados Unidos forneceram dados de inteligência ao México que levaram à localização e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do CJNG (Cártel Jalisco Nueva Generación). A informação foi confirmada nesta 2ª feira (23.fev.2026) em entrevista a jornalistas pelo secretário de Defesa mexicano, Ricardo Trevilla, segundo o jornal El País.
Líder do narcotráfico mexicano foi morto no domingo (22.fev); inteligência norte-americana combinada com vigilância mexicana permitiu localizar Nemesio Oseguera Cervantes na serra de Jalisco
Segundo Trevilla, os dados enviados por Washington foram combinados com vigilância já conduzida pelas forças mexicanas. A ação permitiu mapear a estrutura de segurança do líder do cartel, incluindo deslocamentos e círculo próximo. O Exército mexicano executou a ofensiva.
A morte de Oseguera vem em meio a pressões do governo de Donald Trump (Partido Republicano) por maior rigor do México no combate ao narcotráfico. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum defende cooperação baseada em troca de inteligência, sem ações que afetem a soberania nacional.
Depois da operação, autoridades registraram cerca de 250 bloqueios em 20 estados mexicanos. A tática, conhecida como “narcobloqueio”, envolveu interdições de rodovias e incêndio de veículos para dificultar a atuação das forças de segurança.
O CJNG, fundado em 2010, é apontado pela DEA (Drug Enforcement Administration) como organização com atuação em pelo menos 40 países. A agência já ofereceu recompensa milionária por informações que levassem à captura de Oseguera. O cartel disputa territórios estratégicos no México, incluindo confrontos com o Cártel Santa Rosa de Lima, em Guanajuato, e com dissidências do Cártel de Sinaloa, em Chiapas.
Autoridades aumentaram o tom das ameaças; impasse gira em torno de programa nuclear iraniano
Os Estados Unidos e o Irã vivem uma escalada de tensão nos últimos dias. O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 5ª feira (19.fev.2026) que em 10 dias saberá se deve “dar um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
A razão é o programa nuclear iraniano. O Ocidente teme que o Irã enriqueça urânio a níveis elevados para fins militares. Ambos os países negociam para alcançar um acordo. Na 3ª feira (17.fev), representantes norte-americanos e iranianos se reuniram, mas sem chegar a resultados concretos.
Na 4ª feira (18.fev.2026), o site de notícias Axios publicou que o governo dos EUA está se preparando para uma possível operação militar conjunta com Israel contra o Irã para os próximos dias.
Na mesma data, Teerã participou de exercícios militares com a Rússia. De acordo com informações do Ministério da Defesa russo, “as equipes navais russa e iraniana sincronizaram suas ações para garantir a segurança da navegação civil”.
A força militar dos EUA no Oriente Médio aumentou substancialmente nas últimas semanas. Sistemas de armas e munições foram transportados para a região em mais de 150 voos militares de carga. Desde 4ª feira (18.fev), 50 caças adicionais, incluindo modelos F-35, F-22 e F-16, foram deslocados para bases na região. O contingente norte-americano inclui 2 porta-aviões, 12 navios de guerra, centenas de aeronaves de combate e múltiplos sistemas de defesa aérea.
Programa nuclear iraniano
O Irã faz parte do TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). Segundo o acordo, países signatários sem armamento nuclear não podem buscar seu desenvolvimento.
A apreensão em torno do programa iraniano aumentou depois que os Estados Unidos deixaram, em 2018, durante o 1º mandato de Trump, o acordo internacional firmado em 2015 para limitar o enriquecimento de urânio em troca da suspensão de sanções. Desde então, o Irã ampliou gradualmente suas atividades nucleares e passou a operar centrífugas mais avançadas, segundo relatórios da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
A agência relata que o Irã enriquece urânio a níveis de até 60% –patamar próximo do grau necessário para uso militar. Avaliações internacionais indicam que o tempo estimado para obter material suficiente para uma arma nuclear (“breakout time”) caiu de cerca de 1 ano para semanas. Eis a íntegra dos informes da AIEA (PDF – 273 kB). Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais da ESPM, disse ao Poder360 que “isto torna qualquer possibilidade de preparar uma ação militar muito difícil”.
O cenário amplia a preocupação de aliados dos EUA no Oriente Médio, especialmente Israel, que já disse que pode agir para impedir a capacidade nuclear militar iraniana. Autoridades israelenses afirmam de forma recorrente que não permitirão que o Irã desenvolva capacidade nuclear militar na região.
Segundo Rudzit, o temor é porque “o Irã nunca reconheceu o direito de Israel existir, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad já defendeu que Israel deveria ser varrido do mapa”.
Escalada
A relação entre Irã e EUA piorou depois dos bombardeios do governo norte-americano contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025, durante o conflito de 12 dias entre Irã e Israel. Na ocasião, forças norte-americanas atingiram ao menos 2 locais ligados ao programa nuclear do país persa.
Desde então, as tensões têm sido ampliadas com trocas de ameaças entre autoridades de ambos os países. Trump disse que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, “deveria estar muito preocupado” diante da possibilidade de ações militares dos EUA.
O aiatolá, por sua vez, afirmou que Trump não conseguirá derrubar o regime iraniano e fez ameaças contra embarcações militares norte-americanas.
Barril do Brent atinge maior valor desde 20 de junho de 2025 com prêmio de risco geopolítico e temor sobre oferta global
O petróleo avançou no mercado internacional diante da escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent atingiu US$ 71,71 às 12h38 nesta 5ª feira (19.fev.2026).
O movimento se deu após declarações e sinais de maior presença militar na região do Golfo Pérsico.
O mercado adicionou um prêmio de risco às cotações por receio de interrupção na oferta, sobretudo no Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
A valorização influencia inflação, juros e custos de energia em diversas economias.
O Brent já havia subido mais de 4% na 4ª feira (18.fev), movimento que se intensificou nesta 5ª feira. Investidores passaram a considerar a possibilidade de impacto no fluxo global de exportações caso a tensão evolua.
Além do fator geopolítico, dados de estoques nos Estados Unidos mostraram recuo inesperado, o que reforçou a pressão altista. A combinação de oferta potencialmente mais restrita e risco militar elevou a volatilidade.
A alta do petróleo reverbera em outros mercados. Bolsas oscilaram e ativos considerados mais seguros registraram procura maior. Para países importadores, a valorização da commodity pode pressionar o preço dos combustíveis e, consequentemente, a inflação.
Parte do movimento decorre de prêmio temporário. Caso haja distensão diplomática, os preços podem devolver parte dos ganhos recentes. Se o impasse persistir, o mercado pode sustentar patamares mais elevados no curto prazo.
Leia as principais reações ao fim do tratado nuclear entre EUA e Rússia
Lidiane 5 de fevereiro de 2026
Casa Branca diz que uma extensão do acordo deve incluir a China, que pede retomada de diálogo; é a 1ª vez desde a Guerra Fria que os países estão sem limites nucleares
Países e organismos internacionais reagiram ao fim do New Start (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) entre Estados Unidos e Rússia que se deu na 4ª feira (4.fev.2026). É a 1ª vez desde a Guerra Fria que os 2 países estão sem limites para produzir e posicionar ogivas atômicas.
O acordo foi assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama, dos EUA, e Dmitry Medvedev, da Rússia. Limitava a quantidade de ogivas em 1.550 cada. Também impunha um teto para o número e uso de armas nucleares, além de regulamentar onde seria o armazenamento.
Levantamento de janeiro de 2025 do Sipri (Instituto de Pesquisa da Paz de Estocolmo) indica que a Rússia tem 5.429 ogivas nucleares, ante 5.177 dos Estados Unidos.
Leia as principais reações:
Estados Unidos
O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) ainda não se manifestou de forma oficial. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse na 4ª feira (4.fev.2026) que uma extensão do acordo precisa incluir a China por causa de seu “vasto e crescente arsenal”.
Rússia
O governo russo lamentou nesta 5ª feira (5.fev) o fim do acordo. Em entrevista coletiva, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia “manterá sua abordagem responsável e atenta em relação ao tema da estabilidade estratégica no campo de armas nucleares”, mas que agirá de acordo com seus “interesses nacionais”.
Já Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse na 4ª feira, em seu perfil no X (ex-Twitter), que todos os tratados nucleares “ficaram no passado” e publicou uma imagem com a frase: “O inverno está chegando”.
China
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse nesta 5ª feira que compartilha a preocupação da comunidade internacional sobre os possíveis impactos do fim do acordo. Pediu que os Estados Unidos “deem uma resposta ativa” e retomem diálogos com o governo da Rússia.
ONU
O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, disse na 4ª feira (4.fev) que o fim do tratado é um “grave momento” para a paz e a segurança internacional. Segundo ele, pela 1ª vez em mais de 50 anos, não há “quaisquer limites vinculantes aos arsenais nucleares estratégicos” dos 2 países.

Ryan Routh foi considerado culpado por tentar matar o presidente em campo de golfe na Flórida em setembro de 2024
Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado nesta 4ª feira (4.fev.2026) à prisão perpétua por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em um campo de golfe na Flórida. A sentença foi confirmada após ele ter sido considerado culpado pela tentativa de assassinato em setembro de 2024 no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, segundo a BBC.
A juíza Aileen Cannon aplicou a pena máxima ao réu, que planejou o ataque quando Trump ainda era candidato à Presidência. Na decisão, a magistrada afirmou que os crimes cometidos “indubitavelmente justificam uma sentença de prisão perpétua”, destacando que Routh agiu de forma premeditada ao longo de meses e não demonstrou arrependimento.
O atentado foi frustrado quando um agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos identificou o cano de um rifle saindo de um arbusto e disparou contra o suspeito. Routh fugiu do local, mas foi preso pouco depois nas proximidades do clube de golfe.
Durante a investigação, agentes federais apreenderam um rifle semiautomático com mira telescópica e carregador estendido. O júri também teve acesso a uma lista de locais onde Trump poderia aparecer e a um bilhete deixado para um amigo, no qual Routh descrevia o episódio como uma “tentativa de assassinato”.
Natural da Carolina do Norte e residente no Havaí antes da prisão, Routh optou por se defender sem advogado no julgamento, iniciado em setembro de 2025. As autoridades afirmaram que ele não conseguiu uma linha de visão clara do então candidato no momento do ataque e não detalharam motivações políticas específicas.
O caso foi o 2º atentado contra Trump em 2024. Em julho daquele ano, durante um comício na Pensilvânia, um atirador abriu fogo, matou uma pessoa e feriu outras, incluindo Trump. O autor do ataque foi morto pela polícia no local.
A afirmação foi feita pelo representante durante evento para discutir segurança pública e defesa na Europa
Os países da União Europeia devem considerar a criação de uma força militar conjunta para eventualmente substituir as tropas americanas na Europa, afirmou no domingo o Comissário Europeu da Defesa, Andrius Kubilius. A afirmação foi feita neste domingo (11.jan.2026) durante o Folk och Försvar Annual National Conference 2026, evento para discutir segurança e defesa na Europa.
O oficial lituano mencionou a criação de uma poderosa “força militar europeia” permanente, com 100 mil soldados, como uma possível opção para melhor proteger o continente. “Agora é ainda mais claro que precisamos construir a independência europeia, como o presidente da Comissão repetiu durante todo o ano passado. […] A Europa deve ser mais independente e autônoma, superar a fragmentação industrial e alcançar interoperabilidade”, sugeriu Kubilius.
O representante ainda afirmou que os EUA têm adotado uma postura unilateral, sem políticas de boa vizinhança. Por este motivo, o comandante comenta que a Europa, pressionada pelos desafios de defesa, tem investido na agenda de Readiness 2030.
O programa, apresentado pela Comissão Europeia em março de 2025, é uma iniciativa estratégica da União Europeia para reforçar as capacidades de defesa do bloco e torná-lo mais preparado para enfrentar ameaças até o final da década. Participam desse plano todos os 27 Estados‑membros da UE, com mecanismos abertos também a países parceiros em alguns casos.
Durante a fala, o comissário europeu também defendeu a criação de um “Conselho de Segurança Europeu“, que incluiria o Reino Unido e seria capaz de tomar decisões sobre sua própria defesa com mais rapidez.
“O Conselho de Segurança Europeu poderia ser composto por membros permanentes essenciais, juntamente com vários membros rotativos“, observou ele.
Kubilius acrescentou que o principal objetivo de tal órgão deveria ser tentar alterar a dinâmica da guerra na Ucrânia para garantir que Kiev não acabe derrotada.
Secretário do Tesouro norte-americano afirma que a medida é para facilitar a venda de petróleo
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o país avalia retirar sanções adicionais contra a Venezuela já na próxima semana. Em entrevista à agência Reuters na 6ª feira (9.jan.2026), ele declarou que a medida é para facilitar a venda de petróleo.
Entre as sanções está a proibição de bancos internacionais e outros credores de negociar com o governo da Venezuela sem a aprovação dos EUA.
Bessent declarou que vai se encontrar em breve com os chefes do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial para discutir o engajamento dessas instituições com a Venezuela.
Segundo ele, seria possível utilizar quase US$ 5 bilhões em ativos monetários da Venezuela que estão atualmente congelados no FMI sob a forma de DES (Direitos Especiais de Saque) para ajudar a reconstruir a economia do país sul-americano.
As medidas fazem parte do esforço do governo de Donald Trump (Partido Republicano) de estabilizar a Venezuela depois da captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), em 3 de janeiro. Os EUA também querem incentivar o retorno de produtores de petróleo dos EUA ao país.
O republicano assinou na 6ª feira (9.jan) um decreto que visa a proteger a receita da venda de petróleo venezuelano mantida em contas do Tesouro dos EUA de penhoras ou ações judiciais. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 752 kB, em inglês).
Ainda na 6ª feira (9.jan), Trump se reuniu com representantes de grandes empresas do setor do petróleo. Disse que as empresas norte-americanas “terão a oportunidade de reconstruir a infraestrutura energética apodrecida da Venezuela” e aumentar a produção de petróleo “a níveis jamais vistos antes”.
Bessent afirmou acreditar que empresas menores e privadas retornariam rapidamente ao setor petrolífero venezuelano, apesar da relutância manifestada por algumas grandes petrolíferas, incluindo a Exxon, cujos ativos passados na Venezuela foram nacionalizados duas vezes.
“Acredito que será a progressão típica, onde as empresas privadas podem agir rapidamente e entrarão muito rapidamente. Elas não falaram sobre financiamento até agora”, declarou.
Anúncio foi feito durante cúpula em Paris que reuniu nações europeias para proteger território ucraniano após quase 4 anos de guerra com a Rússia
Os Estados Unidos declararam apoio a uma ampla coalizão internacional que promete fornecer garantias de segurança à Ucrânia, incluindo compromissos vinculantes de apoio caso a Rússia realize novos ataques. O anúncio foi feito na 3ª feira (6.jan.2026) durante cúpula realizada em Paris que reuniu principalmente nações europeias na chamada “coalizão dos dispostos”.
A iniciativa busca estabelecer mecanismos de proteção ao território ucraniano contra futuras agressões russas, no contexto em que as negociações para encerrar o conflito, que já dura quase 4 anos, ganharam um novo impulso desde novembro de 2025. A Ucrânia sofreu invasões russas em 2014 e, novamente, em 2022, quando Moscou lançou uma ofensiva em larga escala.
A declaração da coalizão indica que os aliados participarão do mecanismo proposto de monitoramento e verificação de cessar-fogo liderado pela Europa. Os líderes também prometeram uma “Força Multinacional para a Ucrânia para apoiar a reconstrução das Forças Armadas ucranianas e apoiar a dissuasão”. Leia a íntegra do comunicado (PDF – 80 KB).
Diferentemente de reuniões anteriores, o encontro contou com a presença de enviados norte-americanos, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump (Partido Republicano), além do principal general norte-americano na Europa, Alexus Grynkewich.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (Servo do Povo, centro), participou da cúpula ao lado de líderes da França, Alemanha e Reino Unido. Também estiveram presentes o primeiro-ministro britânico Keir Starmer (Partido Trabalhista), o primeiro-ministro polonês Donald Tusk (Plataforma Cívica, centro-direita) e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni (Irmãos da Itália, direita), demonstrando o amplo apoio europeu à iniciativa.
As garantias de segurança incluirão mecanismos de monitoramento e verificação de cessar-fogo, provavelmente envolvendo drones, sensores e satélites. Não há menção de presença de tropas norte-americanas em solo ucraniano. “Esses compromissos podem incluir o uso de capacidades militares, apoio de inteligência e logístico, iniciativas diplomáticas, adoção de sanções adicionais”, afirma o texto da declaração dos líderes.
Segundo a Reuters, Zelensky indicou que ainda não está claro como funcionará o monitoramento do cessar-fogo e como o Exército ucraniano será apoiado e financiado. Também permanece incerto se Moscou aceitará um acordo de paz com as garantias de segurança previstas pelos aliados da Ucrânia, já que a Rússia rejeitou anteriormente a presença de tropas de integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) dentro da Ucrânia.
Após a cúpula, Witkoff, que tem liderado conversas com a Rússia, afirmou que Trump “fortemente apoia os protocolos de segurança”. Ele acrescentou que os protocolos de segurança visam a “impedir quaisquer ataques, quaisquer novos ataques na Ucrânia, e, caso ocorram, defender-se deles – e eles cumprem ambas as funções. São tão fortes quanto qualquer pessoa já viu“.
Em seu perfil no X, Witkoff declarou que foram feitos “progressos significativos em várias frentes de trabalho, incluindo nosso quadro bilateral de garantias de segurança e um plano de prosperidade”. O enviado norte-americano declarou também que os EUA concordaram com a coalizão de que “garantias de segurança duradouras e compromissos robustos de prosperidade são essenciais para uma paz duradoura na Ucrânia, e continuaremos a trabalhar juntos nesse esforço.”
Também no X, Zelensky disse que os acordos eram “um sinal de quão seriamente a Europa e toda a coalizão dos dispostos estão prontos para trabalhar por segurança real”. Ele agradeceu aos Estados Unidos “por sua prontidão para ser um suporte em todas as áreas – garantias de segurança, monitoramento de um cessar-fogo e reconstrução.”
Leia o post e veja imagens da reunião:
With the U.S. President’s team – @SEPeaceMissions Steve Witkoff and @jaredkushner – we continued discussions on the diplomatic path to ending the war. I thank the United States for its readiness to provide a backstop in all areas: security guarantees, monitoring of the ceasefire,… pic.twitter.com/8BfSxx1l4Z
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) January 6, 2026
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer declarou após a reunião que o anúncio “abre caminho para o quadro legal sob o qual forças britânicas, francesas e parceiras poderiam operar em solo ucraniano, protegendo os céus e mares da Ucrânia e regenerando as forças armadas ucranianas para o futuro.”
Sigla afirma que ataques à Venezuela e captura do presidente Nicolás Maduro ameaçam estabilidade regional; partido do presidente Lula defende solução multilateral
O PT (Partido dos Trabalhadores) disse que a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores representam “a mais grave agressão internacional na América do Sul no século 21”.
A manifestação foi divulgada neste sábado (3.jan.2026) e cita preocupações políticas, econômicas e de estabilidade regional. Eis a íntegra (PDF – 79 kB).
No comunicado, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a operação norte-americana intensificou um cenário de tensão observado desde o início de setembro, com declarações hostis, ações unilaterais e movimentos militares.
A legenda escreveu que o episódio tem impacto direto no Brasil por causa da fronteira de cerca de 2.000 km com a Venezuela e defende que a América Latina permaneça como “zona de paz”.
O PT declarou alinhamento aos princípios históricos da política externa brasileira, como solução pacífica de controvérsias, não intervenção e respeito à soberania. A sigla defendeu que saídas sejam discutidas na ONU (Organização das Nações Unidas), envolvendo os países da região.
Segundo o partido, preservar a estabilidade regional interessa ao Brasil também do ponto de vista econômico, já que tensões políticas e militares afetam comércio, investimento e integração regional.
O comunicado é assinado pela Secretaria de Relações Internacionais e pela Comissão Executiva Nacional.
ENTENDA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou ter realizado um ataque “de larga escala” contra a Venezuela neste sábado (3.jan). Em publicação na plataforma Truth Social, Trump disse ter capturado Maduro e sua mulher, Cilia Flores.
Segundo Trump, eles foram levados para fora do país. O governo dos EUA não deu mais detalhes sobre a operação. Realizará uma declaração a jornalistas ainda neste sábado (3.jan), às 13h (horário de Brasília). Autoridades venezuelanas afirmam desconhecer o paradeiro de Maduro.
Explosões, aeronaves e fumaça preta foram vistos em Caracas por volta das 2h no horário local (3h no horário de Brasília) durante aproximadamente 90 minutos, segundo imagens que circulam nas redes sociais. Um apagão afetou a área sul da cidade, próxima a uma importante base militar.
Leia mais sobre a ofensiva norte-americana à Venezuela:
Departamento de Comércio norte-americano reduz taxas que chegariam a até 92% para 13 produtores
O Departamento de Comércio dos Estados Unidos diminuiu as tarifas impostas a 13 fabricantes italianos de massa, reduzindo as taxas que chegariam a 92% para valores de 2,26% a 14%.
As novas tarifas serão aplicadas além dos 15% já existentes sobre a maioria das importações da União Europeia. A informação foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália nesta 5ª feira (1º.jan.2026).
O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) havia proposto inicialmente taxas antidumping mais elevadas depois de uma investigação identificar que produtores italianos vendiam produtos a preços considerados artificialmente baixos, o que prejudicaria fabricantes dos Estados Unidos.
A decisão de reduzir as tarifas se deu depois de análise das práticas comerciais das empresas italianas. O Ministério das Relações Exteriores da Itália interpretou a mudança como reconhecimento da colaboração dos fabricantes durante o processo.
A marca La Molisana terá as importações taxadas em 2,26%, enquanto a Garofalo enfrentará tarifas de quase 14%. As outras 11 marcas de massa estarão sujeitas a uma taxa de importação de 9%.
A Casa Branca ainda não se manifestou sobre a redução nas tarifas.
Eis a íntegra do comunicado italiano:
“Primeira redução das tarifas dos EUA sobre a massa italiana
“O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou, durante a madrugada, algumas avaliações –antecipando-se à conclusão da investigação prevista para 11 de março– relacionadas às tarifas antidumping aplicadas a algumas marcas de massa italianas.
“A análise pós-preliminar, de fato, redefine de forma significativamente mais baixa as alíquotas fixadas provisoriamente em 4 de setembro passado: de 91,74%, as tarifas passam para 2,26% para a La Molisana, 13,98% para a Garofalo e 9,09% para os outros 11 produtores não amostrados.
“A redefinição das tarifas é um sinal do reconhecimento, por parte das autoridades norte-americanas, da efetiva disposição de cooperação das nossas empresas. É também um indicativo da eficácia do apoio assegurado pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália e pelo governo desde o início, apoio que pretendemos continuar a oferecer tendo em vista as decisões definitivas.”



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