2 de maio de 2026
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Levantamento mostra que 39% dos moradores da capital paulista não se identificam com nenhum campo ideológico

Levantamento do Monitor do Debate Político mostra que cresceu a identificação da população da cidade de São Paulo com a esquerda ou a direita. A pesquisa, vinculada ao Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) e à USP (Universidade de São Paulo), mede essas tendências desde 2019.

Em 2019, a parcela da população que se considerava de esquerda era de 16%. Passou para 20% em 2023 e chegou a 28% em 2026. 

A identificação com o campo da direita também cresceu entre os paulistanos. Foi de 9% em 2019, chegou a 15% em 2023 e, no levantamento mais recente, alcançou os 21%.

Por outro lado, o grupo que não se identifica com nenhum dos lados diminuiu. Foi de 57% para 48% nos primeiros levantamentos e, em 2026, chegou a 39%. Os que não sabem somaram 8% em 2019, 8% em 2023 e, neste ano, alcançaram 5%. 

PARTIDOS

O Monitor do Debate Político também perguntou: “Entre os partidos políticos brasileiros, com qual você se identifica?”.

Em 2019, a parcela da população que se identificava com o Partido dos Trabalhadores era de 18%. Passou para 29% em 2023 e caiu para 22% em 2026. 

Já a identificação com o Partido Liberal não se alterou nos dois últimos levantamentos. Foi de 0% em 2019 para 8% em 2023 e, no levantamento mais recente, manteve os mesmos 8%.



Autor Poder360 ·


Pré-candidato diz que Novo é “talvez o partido mais à direita do Brasil” e defende linha sem corrupção

O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta 2ª feira (13.abr.2026) que se considera “mais à direita” e que o PL tem “frutas podres”. A declaração foi dada a jornalistas depois da participação em evento da Associação Comercial de São Paulo, na capital paulista.

Ao comentar sobre o PL, Zema afirmou que há problemas internos. “No PL eu acho que tem algumas frutas podres”, disse. Segundo ele, o Novo adota critérios mais rígidos. “Se tiver alguém desalinhado com os nossos princípios, está fora. É o único partido que faz isso”, afirmou.

Segundo Zema, o Partido Novo tem uma atuação mais alinhada a princípios do que outras siglas. “Quem pega as propostas do Novo vai ver que talvez seja o partido mais à direita do Brasil”, afirmou.

O político disse que, apesar de se posicionar no campo da direita, há diferenças em relação a outros partidos. “Eu sou de direita, mas sou diferente. Sou uma direita que quer privatizar, que respeita a Constituição e que não tem corrupção”, disse.

Apesar da crítica, Zema reconheceu aproximação entre as siglas em alguns Estados. Ele citou alianças no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e disse que as conversas continuam. “Estamos trabalhando juntos em diversos Estados do Brasil”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que pretende manter sua campanha até o fim. “Eu vou levar minha pré-campanha e campanha até o final”, disse.



Autor Poder360 ·


Apesar de Flávio Bolsonaro ter votado a favor no Senado, deputados de direita dizem que equiparar misoginia a racismo estimula “divisão e ódio entre homens e mulheres”

Deputados de direita estão usando as redes sociais para dizer que atuarão na Câmara para barrar o Projeto de Lei 896 de 2023, que inclui a misoginia na Lei de Racismo (Lei 7.716 de 1989). A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), foi aprovada no Senado na 3ª feira (24.mar.2026).

O texto define misoginia como a conduta que “exteriorize ódio ou aversão às mulheres”. Com a nova norma, crimes praticados com base nesse preconceito passam a ter o mesmo tratamento jurídico de crimes de racismo, sendo inafiançáveis e imprescritíveis.

Apesar de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter votado a favor no Senado, deputados de direita dizem que equiparar misoginia a racismo estimula “divisão e ódio entre homens e mulheres”.

Em seu perfil no X, a deputada Bia Kicis (PL-DF) escreveu: “Projeto de divisão e ódio entre homens e mulheres acelerado com sucesso. E a direita cai na armadilha da esquerda”. Ela afirmou que trabalhará “para derrotar esse projeto”.

“Inacreditável é a palavra”, afirmou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), chamando a proposta de “aberração” em publicação no X.

O deputado Mario Frias (PL-SP) disse em publicação no X que “o projeto se trata de uma mordaça ideológica e da destruição da presunção de inocência”. Ele escreveu: “Na prática, o que estamos vendo é a tentativa de criminalizar o homem pelo simples fato de ser homem”.

A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) chamou a proposta de “censura”. Ela disse em publicação no X: “Esse tipo de lei será usado por quem se veste de mulher para atacar e calar mulheres. Além de responder por transfobia ainda vai responder por misoginia sendo que qualquer um pode ser mulher. E quem nos chamou de imbeCIS vai continuar livre para nós atacar”.

ENTENDA

De acordo com o dicionário Aurélio, misoginia significa o desprezo ou aversão às mulheres, ou a repulsa mórbida do homem ao contato sexual com as mulheres.

Se a proposta for aprovada pelos deputados e depois, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ato de injuriar alguém ofendendo a dignidade ou decoro em razão de misoginia terá pena de 2 a 5 anos, além de multa. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito contra mulheres também passará a ser crime tipificado, com pena de 1 a 3 anos.

A pena será em dobro para crimes cometidos contra mulheres no contexto de violência doméstica e familiar.

O projeto diz que o juiz deve considerar como “discriminatória qualquer atitude ou tratamento dado à pessoa ou a grupos minoritários que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida, e que usualmente não se dispensaria a outros grupos em razão da cor, etnia, religião, procedência nacional ou condição de mulher”.



Autor Poder360 ·


Pré-candidato à Presidência pelo Missão associa bolsonarismo a crimes e diz que seu partido é a “direita que tem vergonha na cara”

O coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre) e pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta 5ª feira (19.mar.2026) que o senador Flávio Bolsonaro, tido como a principal liderança do PL para as eleições de 2026, “é um ladrão”.

Em entrevista ao Poder360 após o evento que marcou a filiação de Kim Kataguiri à nova legenda, em São Paulo, Renan afirmou que há uma divisão clara dentro da direita brasileira. “Existe hoje a direita pró-corrupção, que é a do Flávio Bolsonaro, e existe uma direita que tem vergonha na cara, que é a nossa”, disse. Em tom ainda mais agressivo, ele acusou diretamente o senador. “O Flávio é um ladrão, e eu vou mostrar para eles que ele é um ladrão”, declarou.

Renan Santos também afirmou ser superior aos demais pré-candidatos. “Sou uma pessoa mais inteligente que os outros pré-candidatos, com muita vantagem. Sou uma pessoa idônea, eles não são”, disse.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de apoiar outro candidato de direita no 2º turno, ele diz que não cogita uma derrota no 1º turno. “Eu não vou entrar numa guerra para perder. Eu vou trabalhar só para ganhar”, afirmou.

O pré-candidato destacou que sua estratégia eleitoral se baseia na exposição e no contato direto com eleitores, com viagens pelo país e participação em entrevistas.

Ele afirmou que já tem forte presença entre os jovens e aposta que ampliará sua base conforme se tornar mais conhecido. “No dia que todo mundo me conhecer, eu vou atropelar eles”, disse. Em março, uma pesquisa do Datafolha mostrou que o pré-candidato possui 10% das intenções de votos da geração Z (jovens entre 16 e 24 anos). Ao levar em conta todas as faixas etárias, porém, o líder do Missão não passa dos 3%.

Trajetória política

Renan Santos iniciou sua trajetória política em 2014 como um dos fundadores do MBL (Movimento Brasil Livre), juntamente com Alexandre Santos, Kim Kataguiri, Frederico Rahu e Gabriel Calamari, no qual liderou as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. 

Renan assumiu a presidência da nova legenda e é pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026. Segundo pesquisas do Datafolha, Renan já alcança 10% das intenções de voto entre jovens de 16 a 24 anos). Uma das estratégias da legenda é focar no público da geração Z.

Durante anos, atuou articulador em negociações de alianças e candidaturas de membros do grupo em legendas como DEM, Patriota, Podemos e União Brasil. Ele coordenou também a elaboração do “Livro Amarelo”, documento que reúne as propostas de governo do grupo para o país. 

Sobre o Missão

O Missão é o braço partidário do MBL (Movimento Brasil Livre), aprovado pelo TSE no final de 2025 sob o número 14. Ele é a 1ª legenda criada no Brasil desde 2019 e surge com uma proposta liberal, defendendo um Estado enxuto, reforma administrativa e foco rigoroso na segurança pública, diretrizes reunidas no chamado “Livro Amarelo”.

Para as eleições de 2026, o partido planeja lançar candidatos a todos os cargos, buscando representatividade em todas as unidades da federação. O coordenador do partido, Renan Santos, é pré-candidato à Presidência da República. 

Atualmente, o grupo trabalha para finalizar ajustes técnicos no estatuto exigidos pela Justiça Eleitoral para garantir sua plena participação no próximo pleito.


Esta reportagem foi produzida pela estagiária de jornalismo Gabriella Santos sob supervisão do editor Guilherme Pavarin



Autor Poder360 ·


“Meu nome é o Flávio”, afirma o governador de São Paulo sobre eleições para a Presidência

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na 5ª feira (15.jan.2026) o seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano. “A direita vai estar unida em torno de um nome”, afirmou. “E o meu nome é o Flávio”, disse.

A declaração foi feita a jornalistas durante o lançamento das obras das alças de acesso ao Trecho Leste do Rodoanel Mario Covas, em Suzano (SP). Tarcísio descartou uma possível candidatura ao Planalto. “Eu nunca desisti porque nunca teve essa candidatura. Nunca teve esse projeto. É engraçado porque vocês não acreditam, mas sempre estou falando que o meu projeto é reeleição [ao governo do Estado], declarou.

“Para mim o Flávio é um grande nome. Já falei que ele é o meu candidato [ao Planalto] e tem o nosso apoio”, disse o governador de São Paulo.

A 1ª pesquisa Genial/Quaest do ano eleitoral, divulgada na 4ª feira (14.jan), mostrou que Tarcísio é o candidato mais competitivo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno.

Na 5ª feira (15.jan), Flávio Bolsonaro afirmou que não pretende cobrar apoio de aliados à sua pré-candidatura à Presidência. “Eu não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um. Se eles têm que estar mais efusivamente ou menos efusivamente na campanha. As pessoas têm o tempo delas e eu não vou ficar cobrando ninguém”, declarou.

O senador reafirmou que sua pré-candidatura está mantida e disse que seu nome é uma escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Tem uma situação concreta que está colocada: sou o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. E não vai ter outra possibilidade. A minha pré-candidatura é uma coisa que não tem volta”, disse.

Flávio negou a existência de divisões internas na direita. “Não tem racha nenhum. Nosso adversário não está dentro da direita. Nosso adversário está na esquerda, está nesse atual governo”, declarou.



Autor Poder360 ·


Governador de São Paulo elogiou atuação do norte-americano assassinado durante discurso na Universidade do Vale de Utah

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lamentou a morte do ativista de direita norte-americano Charlie Kirk, de 31 anos, assassinado nesta 4ª feira (10.set.2025).

Em seu perfil no X, Tarcísio elogiou a atuação de Kirk e classificou o assassinato como “um atentado covarde, fruto da intolerância contra valores como o amor a Deus, à família e à liberdade”

Militante e aliado de Donald Trump (Partido Republicano), Charlie Kirk levou um tiro no pescoço enquanto participava de um evento na Universidade do Vale de Utah, em Orem, a cerca de 60 km de Salt Lake City. 

Ele respondia a perguntas sobre tiroteios em massa e violência armada quando foi atingido. O disparo partiu de um prédio localizado a cerca de 200 metros do local em que ele palestrava para alunos e integrantes da comunidade no campus. As informações são da NBC News. O diretor do FBI, Kash Patel, informou que o suspeito, que não teve seu nome divulgado, está sob custódia.

Kirk era comentarista e ativista político conservador norte-americano, fundador do grupo Turning Point USA, que promove ideias de direita e mobiliza jovens em universidades nos EUA. Era defensor da liberação de armas de fogo para “proteger os direitos dados por Deus”.

Foi uma figura importante na corrida presidencial na qual Trump chegou a seu 2º mandato. Ele conquistou apoio a partir da mobilização de seu grupo estudantil e aproximou o republicano do público jovem. Ele deixa a mulher e 2 filhos.

Apoiadores de Bolsonaro homenageiam Kirk

Além de Tarcísio, outros políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilharam notas de pesar sobre a morte de Kirk nas redes sociais.

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Guilherme Derrite, criticou quem chamou Kirk de “extremista”. Completou: “Que Deus conforte a família”.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que Kirk foi “mais uma vítima da esquerda”.

O deputado Hélio Lopes (PL-RJ) afirmou que o ocorrido foi “mais um triste episódio contra líderes da direita”.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA, disse estar “chocado” com a morte do ativista. “Tive a honra de acompanhá-lo em seu trabalho e sei da grandeza de sua missão. Mais um conservador vítima do ódio e da intolerância”.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou que Kirk “não será esquecido”.

O pré-candidato a presidente e governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que Kirk era “um grande defensor da liberdade de expressão”.

O líder do PL (Partido Liberal) na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), disse que a “intolerância e a radicalização nunca podem substituir o diálogo”.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desejou condolências à família e amigos de Kirk.



Autor Poder360 ·


Rodrigo Manga diz que posição permite apoiar Bolsonaro e trabalhar com governo Lula para benefício do município paulista

O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos-SP), afirmou ser “direita social”. Disse que é isso que o permite apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e trabalhar junto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o benefício do município no interior de São Paulo.

Em entrevista ao Poder360, o prefeito declarou ter uma ideologia diferente da do PT (Partido dos Trabalhadores), mas que tem uma posição respeitosa. Na sua avaliação, isso permitiu realizar parcerias com o governo federal. Citou a internacionalização do aeroporto de Sorocaba e o apoio a Bolsonaro nas duas eleições passadas.

“A esquerda só pensa em projeto social, mas não pensa no desenvolvimento econômico. A direita só pensa no desenvolvimento econômico, mas não pensa naqueles que mais precisam”, declarou Manga. Para ele, a prioridade para o país é “gerar emprego para as pessoas e melhorar a qualidade de vida”.

RELAÇÃO COM LULA

Questionado sobre as visitas oficiais de Lula a Sorocaba, Manga elogiou os 2 primeiros mandatos do petista na Presidência. Mencionou “importantes políticas públicas” implementadas, como o Bolsa Família e o acesso à universidade para os jovens.

Declarou, no entanto, ter ressalvas sobre o 3º mandato do petista. Na sua avaliação, os “discursos de ataque” do presidente prejudicam a condução de seu governo. Afirmou que o presidente deveria ter “usado a diplomacia” para negociar o tarifaço com os Estados Unidos.

“Então eu acho que toda essa briga, esse rancor, esse ódio tem feito o governo dele não deslanchar. Esse 3º mandato do Lula não foi um governo que agradou os brasileiros e as pesquisas mostram isso”, disse.

Assista à entrevista com Rodrigo Manga (27min10s):


Esta reportagem foi produzida pelos estagiários Davi Alencar e Isabella Luciano sob a supervisão do chefe de Redação, Brunno Kono.



Autor Poder360 ·


O governador Ronaldo Caiado (UB) participou nesta segunda-feira (18/8), de entrevista por videoconferência aos programas Café com a Gazeta do Povo e Estúdio i, da GloboNews, reforçando a ideia de que a união da centro-direita no país deve ser para evitar a reeleição de Lula em 2026. O pré-candidato à presidência destacou que o foco deve ser a disputa eleitoral e não questões secundárias, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que “não vai resolver os problemas do país” nem alterar o curso das eleições, pontuou.

“Principal objetivo é tirar o Lula, é ganhar as eleições no dia 4 de outubro de 2026. Até lá, são 14 meses”, frisou Caiado.

“Médico incompetente pode fazer diagnóstico errado. Você tem de saber primeiro identificar o que é causa e o que é efeito. Senão, você mata o doente. Então, você quer fazer medida politiqueira ou quer saber a medida que vai resolver o problema do país?”, refletiu.

Caiado pontuou que o curso dos acontecimentos que vão definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) independe da vontade de terceiros e que o impeachment de ministros não passa de ação com potencial de desestabilizar o cenário.

“Nada impedirá o julgamento no dia 2 de setembro. Você vai também revogá-lo? Ou criar uma situação para o Brasil ter um presidente que possa implantar uma anistia ampla, geral e irrestrita?”, observou o governador, que defende a anistia, porém, como forma de pacificar o país.

Segundo Caiado, há a necessidade de manter a unidade da centro-direita, que, segundo ele, já está consolidada entre os principais governadores.

“Está muito bem consolidado. Há poucas semanas, estivemos reunidos em Brasília: eu, Ratinho Jr (Paraná), Tarcísio Freitas (São Paulo), Zema (Minas Gerais), também pré-candidatos à presidência, e todos nós estamos tranquilos. Aquele que chegar ao segundo turno terá o apoio dos demais”, declarou.

Caiado criticou ainda as ações do governo federal para minimizar os impactos decorrentes da tarifação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil.

“Nós não temos nada a ver com essa política do Lula de provocar o presidente norte-americano, Trump. Não queremos enfrentamento com nenhum país”, frisou.

 “Minha posição é contrária ao tarifaço. Cabe a mim defender o emprego, o desenvolvimento da renda e das indústrias de Goiás”, disse.

Sua pré-candidatura, disse, tem como propósito oferecer ao país estabilidade e responsabilidade na condução do governo.

“Serei candidato a presidente da República com o compromisso de pacificar o país, promovendo equilíbrio fiscal e desenvolvimento, com capacidade de renda e IDH. É exatamente o que consigo fazer com um mandato”, concluiu Caiado.

Autor Rogério Luiz Abreu


Assessor especial da Presidência diz que governo Trump quer desestabilizar o Brasil e afirma que há dificuldade em contatar “quem decide as coisas” nos Estados Unidos

O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, disse nesta 2ª feira (11.ago.2025) que o aumento das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros é uma mistura de interesses políticos e econômicos que desafiam a diplomacia atual. O principal conselheiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a alta cúpula do governo brasileiro tem encontrado dificuldades para contatar “quem decide as coisas nos Estados Unidos”.

“Da nossa parte os canais não estão fechados. Sempre estaremos abertos a negociar, mas é preciso que os dois queiram negociar”, disse em entrevista ao programa “Roda Vida”, da TV Cultura. Ele afirmou que o governo vai agir para defender não apenas a economia brasileira, mas também a dignidade do país. Disse que não se pode aceitar ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) ou a algum de seus ministros.

Amorim afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano) misturou política e economia na carta que enviou a Lula no início de julho, quando anunciou o aumento das tarifas. O assessor, no entanto, disse que não é possível saber o quanto dessa decisão do norte-americano é influência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou do que disse ser um direito dos norte-americanos de fortalecer a extrema direita na América Latina. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, está morando nos Estados Unidos e tem tido contato com integrantes da administração republicana.

“Acho que são as duas coisas. Mas não atribuiria todo o poder ao Bolsonaro. Há desejo da extrema direita dos EUA, dirigida por Steve Bannon, de desestabilizar o Brasil”, disse.

Questionado sobre como os países da América Latina poderiam reagir à nova política internacional norte-americana, Amorim disse que é preciso diversificar os mercados e fortalecer a integração dos países na região.

“Nós não somos o quintal de ninguém, mas para isso temos que diversificar os nossos parceiros. Porque a época da autossuficiência e do protecionismo absoluto não existe mais, então a diversificação é o novo nome da independência”, disse.

Amorim afirmou que é natural que o dólar perca espaço no mercado internacional em detrimento do uso de moedas locais. A ampliação do uso de outras moedas em transações internacionais é uma das principais bandeiras do Brics, grupo formado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. E foi um dos motivos para a elevação das tarifas dos Estados Unidos para os produtos brasileiros. 

“É coisa que vai acontecer, é bom que aconteça. Mas vai acontecer independentemente da vontade dos governantes. A aceitação do dólar como moeda de reserva para todos está ligada ao sistema multilateral. Isso não nasceu à toa, está tudo ligado. Na medida em que esse sistema deixa de existir, é natural que os países procurem outras formas de garantir estabilidade e o progresso do seu comércio”, disse.



Autor Poder360 ·


O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), afirmou que os partidos da direita devem chegar à disputa presidencial de 2026 com candidaturas diversas e, no segundo turno, se unir em torno de um nome. O movimento, segundo ele, é a melhor estratégia para derrotar o governo atual. A fala ocorreu durante participação na Expert XP 2025 (evento digital com palestras sobre mercado financeiro), em São Paulo, no sábado (26/7).

Respondendo a uma pergunta do diretor institucional da XP, Rafael Furlanetti, Caiado disse que, quando se lança um único candidato no primeiro turno, o PT tem a oportunidade de usar a máquina pública para “destruir” essa pessoa.

“Eles concentram o ataque em um só. Mas, quando somos três candidatos, por exemplo, não dá para atingir todos ao mesmo tempo. E, no final, um de nós vai chegar ao segundo turno – e todos os outros estarão juntos”, acredita.

Caiado, lançou sua pré-candidatura em abril deste ano, pelo União Brasil (UB), pediu que “acreditem” na direita, porque, segundo ele, “sabe fazer política”.

Governadores Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Ratinho Júnior, do Paraná, também participaram do evento

“E, mais do que isso, sabemos governar. Governamos nossos estados com diálogo e responsabilidade”, acrescentou.

Ele ainda reconheceu a importância da liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro e o alcance dos demais nomes cotados para as eleições, mas disse que “cada um tem sua área de influência”. Os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, também participaram do evento.

Para o governador goiano, a direita compartilha do sentimento de que a gestão Lula não conseguiu, ao longo dos últimos três anos, enfrentar os problemas da segurança pública, saúde e educação. Em vez disso, de acordo com Caiado, centrou sua gestão na “fofoca e na politicagem”. No que diz respeito às negociações para derrubar o tarifaço, os governadores fizeram coro quanto à ineficiência das negociações diplomáticas conduzidas pelo Brasil com os Estados Unidos.

Não temos mais um verdadeiro presidencialismo’

Caiado também levantou a bandeira do presidencialismo e disse que, ao ser eleito, “vai fazer valer” esse sistema de governo. O pré-candidato mencionou que, ao longo dos seus 24 anos de mandatos no Congresso Nacional, os parlamentares priorizavam a discussão sobre temas relevantes para a sociedade, enquanto atualmente a atuação dos congressistas está contaminada pela distribuição de verbas para emendas impositivas.

“A preocupação hoje é saber quanto cada um tem de emenda impositiva: se é individual, de comissão ou de bancada. Ou seja, houve uma deformação. Não temos mais um verdadeiro presidencialismo. Essa é a verdade”, avaliou.

Para ele, esse processo tem um efeito dominó, que chega aos estados e municípios.

“Imagine um prefeito que mal consegue manter a folha de pagamento e ainda tem que lidar com emendas impositivas. Então, essa questão precisa ser discutida”, finalizou o governador.



Autor Manoel Messias Rodrigues