Ex-presidente da Câmara afirma que governo não consegue ampliar aprovação e cobra maior capilaridade da Secom
A comunicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é ineficaz. A avaliação é do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT). De acordo com ele, a troca no comando da Secom (Secretaria de Comunicação), com a saída do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira, melhorou o desempenho da área, mas ainda não foi suficiente para reverter a rejeição nem ampliar a aprovação do governo.
“A comunicação melhorou depois que o companheiro Sidônio entrou. Isso é evidente. Mas a eficácia ainda é limitada. A aprovação não conseguiu ficar maior que a desaprovação. Continua no empate, e isso é um problema”, disse em entrevista ao Poder360.
Assista à íntegra (27m39s):
As críticas de João Paulo se dão em meio a um momento delicado para o governo. Na semana passada, ao menos 2 pesquisas indicaram Lula numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em eventual 2º turno, embora dentro da margem de erro.
Para ele, a equipe de comunicação não consegue apresentar com eficiência os programas sociais e as ações do governo à população de menor renda, que seria a principal beneficiária dessas políticas.
“A minha impressão é que a comunicação não chega na ponta. Não é capilar, não é nacional. A gente não consegue falar com as pessoas que são beneficiadas pelos programas. O presidente insiste que talvez seja o melhor mandato dele, pela quantidade de coisas que está fazendo. Mas não muda. A rotação fica ali, na mesma”, afirmou
João Paulo Cunha tem 67 anos e exerceu 5 mandatos como deputado federal. Foi o primeiro petista a presidir a Câmara dos Deputados, em 2003, no início do 1º governo Lula. É um dos políticos mais próximos do presidente desde o fim dos anos 1970, quando ambos atuavam no movimento sindical dos metalúrgicos.
Permaneceu no mandato até 2014. Condenado no processo do Mensalão, chegou a ser preso. Posteriormente, as condenações foram anuladas. Ele afirma que, apesar do impacto pessoal e familiar do episódio, aproveitou o período para estudar Direito. Concluiu graduação, pós-graduação e mestrado na área.
Em 2026, pretende voltar à Câmara. Diz que a decisão foi pessoal, mas também tomada a pedido de Lula. Sobre o Judiciário, afirma não concordar com as críticas generalizadas feitas pela oposição, embora avalie que há casos de excessos e de extrapolação de competências entre os Poderes.
“É o momento da gente tomar um certo cuidado. O Legislativo pega atribuições do Executivo. O Judiciário pega do Legislativo e do Executivo. E o Executivo quer legislar. Precisa de um novo arranjo, um novo pacto republicano”, diz.
Leia trechos da entrevista:
Poder360: Pesquisa Atlas/Intel divulgada na 4ª feira (25.fev.2026) mostrou um cenário difícil para o presidente Lula. Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas aparecem numericamente à frente no 2º turno, ainda que dentro da margem de erro. Por que Lula enfrenta dificuldades neste momento?
João Paulo Cunha: “Essa pesquisa reflete o momento que estamos atravessando, de polarização, que vem desde a eleição de 2022. E que é um pedaço do mundo, com posições mais extremadas. Mas ela não me assusta muito. O que me preocupa é a série histórica, que vem mostrando uma realidade calcificada. O empate é aprovação e desaprovação, avaliação do governo e da própria pessoa do presidente Lula, que está muito estabilizada na metade da população. É isso o que mais me preocupa. Não há uma razão, são várias. Tem o problema de comunicação, que persiste mesmo com a mudança do ministro. É evidente que depois que o companheiro Sidônio entrou, a comunicação melhorou. Mas a eficácia ainda é limitada porque não conseguiu fazer a aprovação ficar maior que a desaprovação. Ainda estamos no empate, é um problema. A minha impressão é que ela não chega na ponta, não é capilar, não é nacional. A gente não consegue falar com as pessoas que são beneficiadas com programas que o presidente Lula tem feito. O presidente tem insistido numa tese, que eu concordo, que esse talvez seja o melhor mandato dele. A quantidade de coisas que ele está fazendo, a quantidade de programas, o investimento em áreas sociais e infraestrutura é impressionante. Mas não muda [a aprovação]. A rotação fica ali, na mesma. Fica empatado. É grave. Mas vejo outro problema. O PT e a esquerda brasileira têm deixado a desejar do ponto de vista de mobilização e organização. Vemos várias bandeiras que, ao invés de serem apresentadas aos trabalhadores e ao povo, nossas lideranças têm ido bater à porta do STF, do MP. A judicialização tem sido uma ferramenta muito frequente.”
Poder360: Há cansaço de material? Lula é hoje o político há mais tempo em atuação no país.
“Não acho. Lula é um animal político capaz de se reciclar com rapidez e com bandeiras sensacionais que interessam muito à população. Lula fez deste governo uma alavanca para o próximo mandato. Por isso, acho que a grande vitória do presidente vai ser chegar em outubro e mostrar para a população o que ele tem semeado. E que é preciso de mais 1 mandato. Ao invés de apresentar cansaço, eu acho que ele vai apresentar esperança. O próximo mandato precisa ser assim. Os programas atendem as pessoas de forma mais imediata, mais circunstancial. Estão todos estruturados, têm feito bem ao Brasil, ajudando na ascensão das classes sociais. No entanto, precisa mais. E digo isso como crença, não como campanha. Agora, Lula vai ter que mostrar que o Brasil precisa se reindustrializar. Já mostrou que o Brasil se insere no mundo de forma autônoma, altiva, independente. Isso é positivo. E tem mudanças estruturais que exigem mais de 1 mandato. Por isso acredito que a grande mensagem dele vai ser de esperança.”
Para João Paulo Cunha, o PT erra ao focar na judicialização da política ao invés de voltar às ruas para levar as suas bandeiras à sociedade
Poder360: No primeiro mandato, Lula teve aliança com PL, de José de Alencar. Com Dilma, fez uma grande aliança trazendo o MDB. Sempre levou parte do centro. Hoje, o centro não está com o presidente. Qual a dificuldade de atrair o centro?
“Há mais de 1 ano atrás, eu falei que o governo precisava avançar para o centro de forma mais organizada e representar um pouco mais esse centro, essa frente ampla, que foi a frente que o elegeu em 2022. Fui muito criticado na época. Por quê? Porque o PT está muito comprometido com a história de ser um partido de esquerda. É de esquerda, socialista moderno, democrático, luta por uma sociedade igualitária. E continuará sendo assim. Entretanto, para governar o Brasil, você precisa de uma aliança mais ao centro. Era o que precisava fazer. Faltando 7 meses para a eleição, é muito difícil consolidar o centro. Do ponto de vista nacional, quase nenhum tem condições políticas de fechar com o PT. A minha impressão é que eles tendem a liberar as sessões regionais para cada um fazer a aliança que quiser. Mas aliança, nem com Lula, nem com Flávio, que seria característica marcante do centrão. Uma das dificuldades está em compreender o país. Só quem andou, quem conhece, e isso o Lula sabe muito bem, é capaz de entender essa política. A política ainda exige a gente jogar os laços para o centro para fazer um governo que interessa à maioria. Falta um pouco de compreensão do papel que esse centro pode ter no projeto popular e democrático do Brasil.”
Poder360: A aliança com Alckmin foi uma sinalização clara ao centro na campanha, mas não teve sequência no governo?
“Os partidos de centro tiveram participação, mas foram participações limitadas a parcelas da bancada, parcelas de diretórios regionais. Não houve uma política ofensiva nos partidos do centro para tentar fazer um projeto nacional como fizemos em 2002. Trouxemos o PL do José Alencar e fizemos um programa conjunto. E o PL, naquele momento, serviu como uma âncora do Lula e do PT dentro do centro. O Alckmin foi fundamental e continua tendo um papel importante na aliança.”
Poder360: Ele deve continuar na vice em 2026?
“Se não tiver nenhum acidente grave de percurso, a minha impressão é que a tendência é ser o governador Geraldo Alckmin vice-presidente do Lula.”
Poder360: E o ministro Fernando Haddad, qual que deve ser o papel dele?
“Vai ser candidato a governador de São Paulo e, diferentemente do que a maioria das pessoas falam, se a gente fizer um programa bem feito, abrir um diálogo estrutural com o povo do interior, da capital, da grande São Paulo, podemos ganhar. Sou otimista em relação a São Paulo.”
Poder360: O senhor é paulista e conhece bem o Estado. Mas as pesquisas mostram que o governador Tarcísio tem uma avaliação positiva alta e lidera em todos os cenários.
“É, mas ele não tem uma oposição do tamanho que precisa. No processo eleitoral, essas coisas aparecem com mais facilidade. A hora que começar a campanha, as pessoas vão saber. Nós vamos perguntar o que o governador Tarcísio levou para Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Preto, Campinas, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Grande São Paulo. Tenho impressão que o balanço é negativo. A hora que a gente começar pegar para valer e o nosso ministro Haddad assumir de vez esse papel, acho que podemos surpreender.”
Poder360: Aparenta ser uma brecha na avaliação…
“Pensando na pesquisa presidencial de 4ª feira agora e comparando com 2022, há um paradoxo que a gente precisa estudar melhor. Em 2022, o Lula só ganhou no Nordeste e no Sudeste, mas perdeu no Norte, no Centro-Oeste e no Sul. Nessa pesquisa, Lula ganha no Nordeste, no Sudeste, no Sul e no Norte, só perde no Centro-Oeste. É um paradoxo. Se eu quiser fazer uma leitura positiva, digo o seguinte: essas regiões vão fazer o Lula e o PT crescerem. Sempre tem vários lados. Os dados estão aí para permitir a interpretação. E os bons leitores conseguem fazê-las bem.”
Poder360: O senhor foi deputado até 2014 e depois deixou a política, mas vai voltar em 2026. Por quê?
“Eu tinha meio que abandonado a ideia da vida pública e estava advogando, indo bem, estudando bastante, escrevi 2 livros, e cuido do meu netinho. Mas eu nunca deixei a política, sempre mantive meu interesse.”
Poder360: E sempre foi muito próximo ao presidente Lula.
“Sempre. Aí o presidente Lula pediu e eu resolvi aceitar o desafio de voltar. Mas aceitei porque acho que posso colaborar. A partir de 2027, alguns desafios serão postos ao Brasil e eu gostaria de participar. Talvez seja o meu último mandato. A geopolítica do mundo está mudando rapidamente. E o Brasil tem um papel fundamental. Temos alimento que consegue alimentar nossa população e vender para fora. A segunda coisa é energia. Nós temos uma base energética fantástica que serve para nós e podemos oferecer a outros países. E na área dos minerais, temos abundância. Isso nos permite ter um programa ousado. Temos o desafio de nos reposicionar nessa geopolítica. É um desafio fantástico que quero participar. É o que falei de o próximo governo Lula apresentar um programa para o Brasil de 20, 30 anos. A nossa infraestrutura precisa ser remodelada, fazer o nosso parque industrial voltar com vigor. Não podemos continuar sendo uma nação que vende minério de ferro e compra aço, vende algodão e compra camiseta. Precisamos focar na indústria farmacêutica, na indústria bélica. E o outro desafio é para o PT. A partir de 2031, não terá mais o Lula. E é inegável que o fio que liga o povo brasileiro, os trabalhadores com a esquerda e com o PT, é o Lula. Como nós vamos nos comportar? O PT não é mais o partido de 2000, de 90, de 80. É um partido que vai para a 3ª década do século 21 tendo sido governo em 18 anos dos 26 anos deste século. É o que me estimula.”
Poder360: A política mudou muito desde a sua época, sobretudo pela ascensão das emendas impositivas. É mais fácil ou é mais difícil fazer política nesse cenário?
“Para quem está no mandato, é mais fácil. Você tem emenda, mas as emendas são um problema para o nosso sistema eleitoral, que é presidencialista. Nós temos que dar condições financeiras para o governo fazer aquilo que ele contratou com a população no período eleitoral. As emendas tiram um pedaço disso. Em 2026, nós temos 60 bilhões para pagar em emendas e R$ 80 bilhões de investimento. Está meio fora de ordem. Mas agora que a pasta de dente saiu do tubo, para voltar é difícil. Temos que pensar como faz com as emendas, porque elas também servem para as nossas prefeituras fazerem pequenas obras. Mas o Brasil, como nação única do tamanho que tem, não pode se dar o luxo de uma quantidade pequena de investimento. As emendas são boas, mas terão que ser rediscutidas.”
Poder360: Mas pensando no PT na oposição, como fazer as políticas que entendem corretas sem o orçamento do Executivo?
“Não tem esse aspecto. O deputado não ganha a eleição para cumprir as funções executivas. Não há um programa a ser aplicado. As emendas invariavelmente se encaixam num programa já determinado pelo Executivo. Agora deixa eu falar o contrário para você para nossa reflexão aqui. Suponhamos que o Congresso Nacional resolva falar que o Executivo vai ter que pagar R$ 100 bilhões de emendas. Todo o dinheiro do investimento. O que o governo vai fazer? Estradas, portos, aeroportos, escolas, universidades, institutos federais, e etc. Quem cuida dessas coisas grandes? Quem cuida das fronteiras? Quem vai comprar o barco da Marinha, o avião da Aeronáutica? É alguma emenda? Não é uma coisa fácil de você resolver. Claro que vou ficar feliz com as minhas emendas. E vou usá-las. Mas quero um debate sobre se essas emendas ajudam ou não o Brasil.”
Poder360: No passado, o senhor foi envolvido no escândalo que ficou conhecido como Mensalão. Depois, suas condenações foram anuladas. A justiça foi correta com o senhor?
“Vamos dividir em 2 aspectos. Um é pessoal. Evidente que eu sofri, minha família sofreu, todos nós sofremos. Mas eu fiquei de cabeça erguida o tempo todo. Estava seguro que não tinha feito nada errado. Sempre morei na mesma casa, e eu gosto de onde moro. Escrevi 2 livros que tenho orgulho. Fiz meu curso de graduação, fiz pós-graduação, fiz mestrado, estudei com 60 anos de idade. Foi dolorido, mas serviu para dar um passo adiante. O segundo é político. Evidente que foi um processo político. O que que eu tinha a ver com mensalão? A ideia é você receber para votar com o governo. Eu era presidente da Câmara, do partido do Lula. Já voltaria com o governo. Entrei na mira de alguém e acabei abatido. Mas não guardo rancor ou mágoa. Para mim, passou. Não importa muito você cair, importa se levantar. Eu levantei. E vou pedir voto de cabeça erguida. E quem planta, colhe.”
Poder360: Hoje a oposição critica duramente o STF. DIzem que invade as prerrogativas do Legislativo. Essas críticas são justas?
“Esses dias, falando com o pessoal do PL da minha região, eles começaram a falar do mensalão. Eu falei: ‘Olha que raciocínio seletivo. O Valdemar Costa Neto, presidente do PL, esteve comigo envolvido no mensalão. Mas para ele não serve? Nós também não podemos ter esse raciocínio seletivo? Eu acho que a injustiça praticada contra qualquer pessoa tem que ser combatida. E acho que o Judiciário está s envolvendo demasiadamente com questões de outros Poderes. Mas eu também acho que muitas vezes o Judiciário se envolve não porque ele quer, mas porque é provocado. Os próprios partidos judicializam a política. A minha dissertação de mestrado trata disso. É sobre o uso da ação direta de inconstitucionalidade como prolongamento da disputa política. Nos 2 mandatos do Fernando Henrique Cardoso, quem mais provocou a justiça foi o PT, o PCdo B, o PDT. Aí, quando o presidente Lula tomou posse em 2003, quem mais provocou foi o PSDB e o PFL. É um instrumento de oposição. É o momento da gente tomar um certo cuidado. O Legislativo pega atribuições do Executivo. O Judiciário pega do Legislativo e do Executivo. E o Executivo quer legislar. Precisa de um novo arranjo, um novo pacto republicano.”
Poder360: Limitar quem pode fazer Adin é uma solução?
“Eu tenho simpatia por essa ideia por uma razão super singela. O ministro Nelson Jobim conta uma história que eu acho fantástica. Quando ele era ministro do Supremo, ele conversava com um senador do Rio chamado Jamil Haddad. Numa disputa no Senado, disse: ‘Deixa disputar lá, depois eu entro aqui com um Adin’. Uma matéria é aprovada por 500 votos, aí um partido com 2 deputados entra com Adin. Tem que ter um novo arranjo.”
Deputado comemorou 53 anos e lançou livro com figuras dos 3 Poderes; Rueda falou sobre União Brasil e o governo; Barroso cantou sertanejo
O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), comemorou nesta 4ª feira (23.abr.2025) seu aniversário de 53 anos, completados em 4 de abril, com uma festa que reuniu figurões do poder em Brasília. O evento, realizado no Espaço Alvorada, em um bairro nobre da cidade, teve desde a presença do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) até a do decano do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.
A festa também serviu para Marcos Pereira lançar seu livro “A Inconstitucionalidade de Leis Brasileiras: entre causas e efeitos”. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prestigiou o cacique. Foi graças a uma manobra de Pereira —que desistiu de disputar a Presidência da Casa em 2024— que Motta venceu a eleição.
Motta ficou pouco tempo na festa. Pegou o livro autografado de Pereira e seguiu para a residência oficial da Câmara, onde participaria de um jantar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, estava na festa em meio à tensão com o governo, depois de o líder do partido na Câmara, Pedro Lucas (MA), recusar o Ministério das Comunicações.
A aliados, Rueda confirmou que o presidente da Telebras, Frederico de Siqueira Filho, será indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para comandar o ministério.
A poucos metros do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o cacique declarou que a recusa de Pedro Lucas não cria uma “má relação” com o Palácio do Planalto.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que tenta emplacar o apoio da sua legenda na sua candidatura à Presidência, compareceu à festa de Pereira. Rueda e Caiado trocaram abraços e compartilharam a mesma foto.
A pessoas próximas, o cacique afirmou que uma candidatura do União Brasil à Presidência em 2026 seria viável, mas evitou responder se o nome seria o de Caiado. Também não quis falar sobre a possibilidade de o partido lançar um candidato próprio, em vez de apoiar a reeleição de Lula, e se isso causaria atrito com o governo, já que a sigla conta com outros 2 ministros.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), compartilhou com aliados sua estratégia para pressionar Motta a pautar com urgência o projeto de lei que concede anistia aos condenados do 8 de Janeiro. Se aprovado no plenário, o projeto poderá ser votado a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas comissões.
Aliado do ex-presidente Bolsonaro, Cavalcante afirmou que, caso Motta não paute a anistia, o PL reterá as emendas de comissão e não as dividirá com os outros partidos da Câmara.
Nos bastidores, Motta tem defendido um acordo com o STF para revisar as penas dos condenados, mas tanto a Corte quanto o PL consideram essa possibilidade improvável.
Festa de Marcos Pereira reúne de Cunha a Mendes em Brasília


O vice-presidente, Geraldo Alckmin, cumprimenta Marcos Pereira (Republicanos-DF)
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, cumprimenta Marcos Pereira (Republicanos-DF)


Alckmin e Marcos Pereira
Alckmin e Marcos Pereira


O artista sertanejo Leo Chaves canta “Tocando em frente” com o presidente do STF, Roberto Barroso
O artista sertanejo Leo Chaves canta “Tocando em frente” com o presidente do STF, Roberto Barroso


Pereira também ofereceu uma mesa vasta de aperitivos e sobre mesas. Para beber, foram servidos os tradicionais vinhos branco e tinto, whisky, sucos, refrigerantes e uma mesa de drinks preparados na hora
Pereira também ofereceu uma mesa vasta de aperitivos e sobre mesas. Para beber, foram servidos os tradicionais vinhos branco e tinto, whisky, sucos, refrigerantes e uma mesa de drinks preparados na hora


Sobremesas da festa de Marcos Pereira
Sobremesas da festa de Marcos Pereira


A senadora Damares Alves (Republicanos-DF)
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF)


O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-RJ)
O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos-RJ)


O decano do STF, Gilmar Mendes, e Marcos Pereira
O decano do STF, Gilmar Mendes, e Marcos Pereira


O presidente do PSD, Gilberto Kassab
O presidente do PSD, Gilberto Kassab


O cantor sertanejo Leo Chaves
O cantor sertanejo Leo Chaves


O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abraça Marcos Pereira
O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), abraça Marcos Pereira


Da direita para a esquerda: senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, Marcos Pereira e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado
Da direita para a esquerda: senador Sergio Moro (União Brasil-PR), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, Marcos Pereira e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à direita)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à direita)


O cantor Leo Chaves canta “Parabéns para você” para Marcos Pereira
O cantor Leo Chaves canta “Parabéns para você” para Marcos Pereira


O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ)
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ)


O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), abraça Rueda
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), abraça Rueda
PARABÉNS SERTANEJO
A festa de Pereira foi embalada pelo cantor Leo Chaves. O cantor mineiro foi quem puxou os parabéns para o presidente do Republicanos.
Léo cantou sucessos como “Borboletas” e “Deus e Eu no Sertão”. O presidente do STF, Roberto Barroso, também se juntou a ele para cantar “Tocando em Frente”, música composta por Almir Sater e Renato Teixeira em 1990.
O cardápio da festa contou com picadinho de filé mignon ao molho rôti com batatas, risoto de grana padano e filé de robalo grelhado em mousseline de mandioquinha. Pereira também ofereceu uma mesa vasta de aperitivos e sobremesas. Para beber, foram servidos os vinhos branco e tinto, whisky, sucos, refrigerantes e uma mesa de drinks preparados na hora, como o Moscow Mule.
Eis a lista dos políticos presentes na festa de Marcos Pereira:
- Eduardo Cunha (Republicanos-RJ), ex-presidente da Câmara;
- Antônio Brito (PSD-BA), líder do PSD na Câmara;
- Any Ortiz (Cidadania-RS), deputada federal;
- Antonio Rueda (União Brasil), presidente do União Brasil;
- Sergio Moro (União Brasil-PR), senador;
- Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás;
- Luizinho (PP-RJ), líder do PP na Câmara;
- Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente da República e ministro da Indústria;
- Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara;
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS), senador e ex-vice-presidente da República;
- Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), deputado federal;
- Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado;
- Gilmar Mendes, ministro do STF;
- Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara;
- Gilberto Kassab, presidente do PSD;
- Jandira Feghali (PC do B-RJ), deputada federal;
- Celso Russomanno (Republicanos-SP), deputado federal;
- Felipe Carreras (PSB-PE), deputado federal;
- Átila Lira (PP-PI), deputado federal;
- Júlio Arcoverde (PP-PI), deputado federal;
- Cláudio Cajado (PP-BA), deputado federal;
- Mendonça Filho (União Brasil-PE), deputado federal;
- Alencar Santana (PT-SP), deputado federal;
- Odair Cunha (PT-MG), deputado federal;
- Luís Roberto Barroso, ministro do STF;
- Luiz Marinho (PT), ministro do Trabalho;
- Cezinha de Madureira (PSD-SP), deputado federal;
- Otoni de Paula (MDB-RJ), deputado federal;
- Daniela do Waguinho (União Brasil-RJ), deputada federal;
- Juscelino Filho (União Brasil-MA), deputado federal e ex-ministro das Comunicações;
- Danilo Forte (União Brasil-CE), deputado federal;
- Luciana Santos (PC do B), ministra da Ciência e Tecnologia;
- Alexandre Padilha (PT), ministro da Saúde;
- Gervásio Maia (PSB-PB), deputado federal;
- Eduardo Pazuello (PL-RJ), deputado federal;
- Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal;
- Damares Alves (Republicanos-DF), senadora.



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