28 de abril de 2026
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Governo holandês tomou o controle da fabricante de chips Nexperia das mãos de companhia chinesa no final do ano passado

A sede holandesa da Nexperia desativou as contas corporativas de todos os seus funcionários na China, interrompendo partes dos processos de produção da subsidiária local e intensificando uma disputa em andamento sobre o controle corporativo.

A Nexperia Semiconductor (China) informou em carta aos clientes na 6ª feira (6.mar.2026) que sua controladora, a Nexperia B.V., desativou as contas de todos os funcionários na China às 19h02 de 3ª feira (3.mar). A medida bloqueou o acesso a sistemas de trabalho essenciais, incluindo o Office 365 e o SAP.

De acordo com a unidade chinesa, o bloqueio do sistema interrompeu novos processos de produção. Os pedidos que já estavam em produção não foram afetados. A empresa afirmou ter acionado planos de contingência e que a maioria das operações foi retomada, garantindo a produção básica.

A medida representa a mais recente escalada em uma batalha de meses pelo controle da Nexperia, empresa pertencente à chinesa Wingtech Technology. A disputa coloca a Wingtech contra a administração europeia da Nexperia e foi atingida pela rivalidade tecnológica entre Estados Unidos e China e pelas preocupações de segurança nacional holandesas, desencadeando um complexo impasse jurídico e geopolítico que fragmentou as operações globais da empresa.

Uma fonte interna da Nexperia disse à Caixin que a sede holandesa já havia cortado o acesso ao sistema para alguns funcionários chineses em outubro de 2025, forçando a realização de certas tarefas manualmente.

A ação mais recente é muito mais abrangente, afetando todos os funcionários na China e agora interrompendo o planejamento da produção nas linhas de montagem e teste.

Uma fonte do setor disse à Caixin que a opção mais viável para a Nexperia China seria substituir o software estrangeiro por alternativas nacionais, embora a transição leve tempo.

Com sede na Holanda, a Nexperia era anteriormente a divisão de produtos padrão da NXP Semiconductors N.V. Ela fornece componentes para clientes como as montadoras Volkswagen e BMW, além de marcas de eletrônicos como Huawei, Apple e Samsung.

Antes da disputa, a Nexperia empregava cerca de 12.500 pessoas globalmente e gerava aproximadamente US$ 2,1 bilhões em receita anual.

A Wingtech adquiriu 100% da Nexperia em uma série de transações entre 2018 e 2020 por 33,8 bilhões de yuans (US$ 4,9 bilhões).

O conflito eclodiu depois que o governo dos EUA incluiu a Wingtech em sua Lista de Entidades em 2 de dezembro de 2024.

Em 29 de setembro de 2025, o Departamento de Comércio dos EUA emitiu uma norma estabelecendo que qualquer empresa com pelo menos 50% de participação de uma empresa listada na lista de entidades estaria sujeita às mesmas restrições de exportação, o que implica diretamente a Nexperia.

Um dia depois, o Ministério de Assuntos Econômicos da Holanda ordenou o congelamento dos ativos, da propriedade intelectual e das operações da Nexperia. Em 1º de outubro de 2025, a administração europeia da Nexperia entrou com um pedido judicial na Holanda solicitando uma investigação e medidas cautelares, o que efetivamente retirou o controle da Wingtech sobre sua subsidiária.

Em resposta, o Ministério do Comércio da China anunciou controles de exportação sobre certos produtos da Nexperia China em 4 de outubro. Mais tarde naquele mês, depois da sede holandesa da Nexperia supostamente ter parado de pagar os funcionários chineses, a Wingtech e a Nexperia China assumiram o controle direto das fábricas locais e declararam que não seguiriam mais as instruções da matriz.

Conversas diplomáticas no final de 2025 levaram os EUA a suspender sua regra de participação de 50% e fizeram com que o governo holandês suspendesse sua ordem ministerial. No entanto, as medidas cautelares do tribunal holandês permaneceram em vigor.

Em fevereiro, a Câmara Empresarial da Holanda decidiu iniciar uma investigação formal sobre a Nexperia, estendendo as restrições ao controle da Wingtech por tempo indeterminado.


Esta reportagem foi originalmente publicada em inglês pela Caixin Global em 6.mar.2026. Foi traduzida e republicada pelo Poder360 sob acordo mútuo de compartilhamento de conteúdo.



Autor Poder360 ·


Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) teve agenda com duas empresas da China para apresentar o projeto de R$ 6 bilhões

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse nesta 3ª feira (13.mai.2025) que as empresas chinesas com quem se reuniu durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pequim vão participar do leilão do túnel Santos-Guarujá. O certame está marcado para 1º de agosto.

Na 2ª feira (12.mai), Costa Filho se reuniu com executivos da CCCC (China Communications Construction Company) e da CSEC (China State Construction Engineering Corporation). A participação das empresas deve vir na forma de consórcio com companhias brasileiras.

“Nesses próximos 30 dias, um conjunto de empresas irão ao Brasil para participar da construção de consórcios, temos observado que essas empresas tem sinalizado a possibilidade de fazer consórcios para participar de consórcios. É uma clara indicação que o leilão não será deserto”, disse Costa Filho em conversa com jornalistas em Pequim.

A apresentação do projeto final do túnel Santos-Guarujá será em 5 de junho na sede da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). É o maior projeto do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com um orçamento de R$ 6 bilhões.

Será o 1º túnel submarino da América Latina. Atenderá veículos, ciclistas e pedestres. O trecho que passa embaixo do mar e ligará as cidades de Santos e do Guarujá será construído a 21 metros de profundidade e terá 860 metros de extensão.

O projeto também inclui a concessão da dragagem do acesso de navios ao Porto de Santos e obras de mobilidade urbana nos arredores do túnel. A construção deve começar em 2026.

EMBRAER

O ministro disse que seus compromissos na China também incluíram a aproximação do governo chinês com a fabricante de aviões brasileira Embraer. Afirmou que os chineses têm interesse em adquirir aeronaves brasileiras, mas essa será uma negociação de longo prazo.

“Já há um diálogo hoje do governo chinês com a Embraer para que a gente possa buscar essa parceria na aviação brasileira”, disse o ministro.



Autor Poder360 ·