11 de fevereiro de 2026
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Imagens de câmeras corporais mostram que agentes podem ter provocado colisão com veículo de professora baleada em operação

Imagens de câmeras corporais divulgadas na 3ª feira (10.fev.2026) pelo Ministério Público Federal contradizem a versão oficial sobre o caso de Marimar Martinez, atingida por disparos de um agente da Patrulha da Fronteira em Chicago. O material mostra que agentes federais podem ter provocado a colisão com o veículo da vítima, contrariando informações iniciais fornecidas pelo DSI (Departamento de Segurança Interna) dos EUA.

Um juiz do tribunal distrital criticou as autoridades por demonstrarem “zero preocupação” com a reputação de Martinez ao divulgarem informações sobre o caso.

O fato aconteceu em 4 de outubro de 2025, durante uma operação de imigração. Martinez, de 31 anos, professora em uma escola Montessori de Chicago, seguia os agentes para alertar moradores sobre a presença deles na área quando houve a colisão. Segundo a Reuters, nas gravações é possível ouvir um agente dizendo “faça alguma coisa, vadia” momentos antes do impacto. Outro agente, no veículo conduzido por Exum, afirmou: “É hora de sermos agressivos” e “Vamos fazer contato”.

Depois de ser baleada, Martinez conseguiu fugir dirigindo e foi transportada de ambulância para um hospital local, onde sobreviveu aos múltiplos disparos efetuados pelo agente Exum.

Martinez foi indiciada por obstrução a agente federal, mas as acusações foram retiradas em novembro de 2025. Mensagens de texto reveladas durante o processo mostram Exum se gabando em um grupo com outros agentes: “Disparei 5 tiros e ela ficou com 7 buracos. Anotem isso, rapazes”.

Segundo seu advogado, Christopher Parente, Martinez pretende entrar com uma ação civil. Ela afirmou que buscou a Justiça após os disparos que resultaram na morte dos manifestantes Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis, no mês passado, e também para limpar sua reputação após ser chamada de “terrorista doméstica” pelo DSI.

Durante o episódio, um agente disse: “Vamos fazer contato, estamos encurralados”, momentos antes de Exum virar bruscamente o volante para a esquerda. Depois da colisão, outro agente reportou pelo rádio: “Atenção, fomos atingidos, fomos atingidos”.

Provas apresentadas no tribunal mostram que Exum conduziu o veículo, um Chevy Tahoe, de volta à base no Maine, onde reparos foram realizados por um mecânico da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) antes que os réus pudessem examiná-lo. O oficial Gregory Bovino, que elogiou o “excelente serviço” prestado por Exum, foi posteriormente rebaixado do cargo de comandante-geral responsável pelas operações em Los Angeles, Chicago e Minneapolis após a morte de Pretti.



Autor Poder360 ·


Decreto assinado por Brandon Johnson neste sábado (30.ago) impede que policiais municipais auxiliem em patrulhas, prisões ou operações conjuntas com agentes federais

O prefeito de Chicago, Brandon Johnson (democrata), determinou que a polícia municipal não colabore com agentes federais ou integrantes da Guarda Nacional que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), planeja enviar à cidade. A ordem foi oficializada por meio de decreto assinado neste sábado (30.ago.2025), estabelecendo diretrizes para funcionários e cidadãos sobre como reagir à possível intervenção federal. Leia a íntegra, em inglês (PDF – 350 kB).

O documento proíbe que as forças policiais de Chicago auxiliem em patrulhas, prisões ou operações conjuntas com agentes federais. A medida surge como resposta às intenções de Trump de ampliar sua atuação federal em cidades administradas por democratas.

Johnson afirmou que a decisão é uma forma de resistência à intervenção federal que ocorreria sem aprovação das autoridades locais. O prefeito declarou ter recebido informações confiáveis de que medidas federais poderiam ser implementadas nos próximos dias.

“Não queremos ver tanques nas nossas ruas”, declarou Johnson em uma coletiva de imprensa. Ele disse também que o decreto oferece “orientações reais e claras” aos funcionários municipais e a “todos os cidadãos de Chicago sobre como podemos nos opor à tirania”.

O texto do decreto argumenta que o “envio de forças militares federais para Chicago sem o consentimento das autoridades locais mina as normas democráticas, viola a soberania da cidade, ameaça as liberdades civis e corre o risco de aumentar a violência em vez de garantir a paz”.

Trump afirma que suas ações como necessárias para combater protestos violentos e criminalidade, mesmo quando autoridades municipais indicam redução nos índices de homicídios, violência armada e roubos na 3ª maior cidade dos Estados Unidos.

O presidente já implementou medidas semelhantes em Los Angeles e Washington D.C., onde assumiu o controle da polícia local.

A Casa Branca criticou a posição do prefeito de Chicago.

“Se esses democratas se concentrassem em combater a criminalidade em suas próprias cidades, em vez de fazer campanhas publicitárias para criticar o presidente, suas comunidades estariam muito mais seguras”, afirmou a porta-voz Abigail Jackson em comunicado oficial.



Autor Poder360 ·