A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, nesta quinta-feira, 12, o 1° Congresso Brasileiro de Direito Econômico, Financeiro e Tributário (CBDT). O encontro, que se estendeu ao longo de todo o dia, foi marcado pela participação do vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), bem como de ministros, acadêmicos e outras personalidades que protagonizaram um amplo debate sobre o atual modelo tributário brasileiro.
O evento, que é resultado de uma iniciativa da Subprocuradoria-geral da Casa de Leis, foi dividido em dois dias e, portanto, será retomado amanhã, 13. A programação completa está disponível no site do CBDT 2026.
A rodada desta quinta-feira contou, ainda, com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Alberto Gurgel de Faria. Já na sexta-feira, 13, será a vez do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, discutir o assunto com o público participante.
A edição de 2026 carrega o tema “Reforma Tributária e os novos contornos do sistema tributário brasileiro”. Ao falar sobre o assunto, Alckmin norteou: “O Brasil está tentando fazer uma reforma tributária há décadas, com que objetivo? Simplificar”.
Em outro momento, descreveu o ambiente normativo brasileiro como um “manicômio tributário”, ressaltando que, além da elevada carga tributária, o custo de pagar tributos no país também é alto.
“Se a gente pegar de 1988 para cá, saíram 37 normas por dia útil. É um verdadeiro manicômio tributário. Além da carga tributária ser alta, é caro pagar imposto. (…) Nós temos um único dever no Brasil que é desburocratizar, simplificar”, pontuou.
Nesse contexto, o vice-presidente do Brasil defendeu a redução da burocracia, da cumulatividade e do custo Brasil, sublinhando que a mudança do sistema poderá favorecer o crescimento econômico, elevar investimentos, exportações, e trazer mais transparência à tributação sobre o consumo.
O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), e o subprocurador-geral, Iure de Castro Silva, também falaram aos participantes. Peixoto ressaltou o processo de transformação vivenciado pelo Parlamento e explicou que o encontro foi articulado para esclarecer à população temas caros que permeiam os cenários político e econômico do país.
Castro, por sua vez, destacou que a Alego, sob a presidência de Peixoto, tem se tornado uma verdadeira universidade. Ele lembrou que este é o terceiro congresso promovido pela Casa e observou que, após debates sobre direito econômico e direito constitucional, chegou o momento de aprofundar o debate sobre direito tributário.
“Um evento desse porte coloca Goiás, mais uma vez, no centro dos debates nacionais, reunindo grandes nomes do direito e da administração pública para discutir temas que impactam diretamente a vida do cidadão, das empresas e do setor público”, argumentou Castro.
Também participaram do encontro os deputados Bia de Lima (PT), Cairo Salim (PSD), Virmondes Cruvinel (UB), Rosângela Rezende (Agir) e Mauro Rubem (PT). Além deles: o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), representantes da Governadoria, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e de órgãos de fiscalização e controle.
À tarde
Os trabalhos foram retomados após o almoço, com discussões sobre diferentes campos ligados ao tema. Um deles abordou a reforma sob a perspectiva dos crimes contra a ordem tributária. Dentre os pontos discutidos, estão: tipicidade, arrecadação, fiscalização, responsabilidade de administradores e cooperação institucional no novo modelo.
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, participou da mesa e destacou que se sente à vontade para falar sobre o assunto, apesar de não ser tributarista, justamente por se dedicar ao aspecto dos crimes tributários, pontos que, segundo ele, não foram afetados pela reforma. “Trago hoje um exercício de especulação como um estudioso do direito penal e do direito processual penal”, introduziu.
Ao adentrar ao tema, ele explicou que a estrutura dos crimes tributários não muda com a reforma; eles continuam previstos no Código Penal. “Quanto aos crimes materiais continuou o entendimento de que a configuração deles pressupõe a constituição definitiva do crédito tributário. Aos crimes formais, o não recolhimento do ICMS, embora regularmente declarado, pode configurar apropriação indébita tributária, desde que presente o dolo de desapropriação. ”
A moderação foi feita por Eduardo Lolli, procurador e secretário de Instrução Técnica e Controle da Alego, que aproveitou a oportunidade para agradecer ao deputado Bruno Peixoto por ter se comprometido com a realização do evento. Em seguida, o desembargador do TJGO, Wilson da Silva Dias, falou das suas preocupações em relação às alterações da norma tributária.
Por sua vez, o advogado e especialista em Direito Constitucional, Gilles Gomes, chamou atenção para um ponto que pode gerar dúvida. “O que antes era algo muito bem determinado em impostos federais e estaduais – caso em que o fato fixava as pessoas responsáveis pela persecução, ou seja, Policial Federal ou Estadual – agora, pode gerar dúvida”, levantou.
Depois, foi a vez de um novo time de especialistas debater o tema ‘Judicialização tributária’ sob o espectro do que muda e o que permanece crítico. O moderador da mesa foi José Eduardo Rangel de Alckmin.
Ele, que é advogado, professor e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ponderou que a burocracia é o grande problema da vida tributária. “O próprio vice-presidente da República reconheceu aqui que a burocracia é mais cara do que a própria produção para as empresas”, lembrou Alckmin antes de passar a palavra aos colegas e iniciar os debates sobre as possíveis soluções para esse entrave.
Agro em foco
Em seguida, os especialistas abordaram questões relacionadas à segurança jurídica, crédito rural e ambiente de investimentos no agronegócio. A intenção da mesa foi debater os impactos da reforma no campo e no ambiente de investimentos. Ao comentar o assunto, o palestrante Mateus Benato Pontalti, advogado e mestre em direito tributário, enfatizou a importância de entender como o novo modelo funciona.
Segundo o especialista, no modelo antigo de tributação sobre o consumo, havia cinco principais tributos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). “Com a Reforma Tributária, os principais tributos passaram a ser o IBS [Impostos sobre Bens e Serviços] e o CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços]”, explicou.
Pontalti ressaltou: “Houve a criação de regimes diferenciados de tributação: Há uma alíquota padrão de IBS e CBS, em torno de 28% e regimes diferenciados de alíquota reduzida. Um desses setores é justamente o agronegócio, que teve a reforma tributária adequada a seu contexto. Um dos mecanismos adotados, por exemplo, é a redução das alíquotas sobre alimentos”.
Na esteira, um novo grupo de especialistas assumiu seu lugar no palco, para falar sobre ‘Economia digital, tributação de plataformas, inteligência artificial e impactos concorrenciais’.
“O tema, além de relevante, é muito atual. O que interessa é que seja mantido o princípio da neutralidade. Operação por meio de plataformas impõe um custo mais baixo, então, manter a neutralidade nesse tipo de operação é muito importante”, disse a moderadora da mesa, advogada Giovanna de Brito Sant’Anna.
Ela também observou que quando o assunto passa por questões digitais, a impressão que fica é de que a legislação brasileira não consegue acompanhar todas as atualizações. “É muito difícil manter a legislação acompanhando as atualizações que temos”, considerou antes de passar a palavra para o professor Paulo Caliendo. Ele abordou as possíveis soluções para as diferentes problemáticas que permeiam o tema.
Todas as palestras foram transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Assembleia Legislativa no YouTube. Clique aqui para acessá-las.
Homenagens
O dia também foi marcado por entrega de honrarias. Geraldo Alckmin recebeu o diploma que o torna, por lei e mérito, cidadão goiano. Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, esposa do vice-presidente, foi agraciada com a Comenda Berenice Teixeira Artiaga, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Já o ex-ministro do TSE, José Eduardo Rangel de Alckmin, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.
Entre os temas discutidos esteve a viagem de Lula a Washington e a designação de facções criminosas brasileiras como terroristas
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou no domingo (8.mar.2026) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, por telefone, para tratar do encontro entre os presidentes Donald Trump (Partido Republicano) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro, inicialmente previsto para março, ainda não tem data confirmada e pode ser adiado, uma vez que a prioridade norte-americana passou a ser o Oriente Médio, diante da recente ofensiva militar contra o Irã.
Segundo a GloboNews, além de abordar a viagem de Lula a Washington, Vieira falou sobre a iniciativa dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), como FTOs (Organizações Terroristas Estrangeiras, na sigla em inglês).
A emissora afirma que a ideia de classificar o CV e o PCC como terroristas tem em Rubio um dos principais entusiastas e está avançada. A proposta deve ser levada ao Congresso para ratificação nos próximos dias.
O governo brasileiro é contrário a essa designação por parte dos Estados Unidos e faz um esforço para evitá-la. Há uma interpretação de que uma decisão desse tipo poderia facilitar intervenções unilaterais norte-americanas, incluindo o uso de força militar, contra organizações dessa natureza. Esse temor foi ampliado após a invasão da Venezuela e a captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) pelos EUA.
A classificação de FTO poderia significar ainda uma violação à soberania brasileira, tema tornado caro especialmente após o tarifaço imposto por Trump. O governo federal também teria divergências conceituais acerca da designação, uma vez que organizações brasileiras narcotraficantes possuem como motivação o lucro e não uma ideologia –característica normalmente associada a grupos terroristas.
Segundo o Departamento de Estado, a designação de uma organização estrangeira como terrorista desencadeia congelamento de ativos financeiros e restrições de imigração a seus integrantes, além da criminalização do fornecimento voluntário de apoio material ou recursos ao grupo classificado.
Se estrangeiros, os integrantes de uma FTO não são admitidos nos Estados Unidos e podem ser retirados do país.
As FTOs são designadas pelo secretário de Estado de acordo com a Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. Para isso, a organização deve cumprir alguns requisitos, como ser estrangeira, estar envolvida em atividades terroristas ou ter capacidade e intenção de se envolver nesse tipo de atividade.
Além disso, a atuação do grupo deve ameaçar a segurança de cidadãos norte-americanos ou a segurança nacional dos EUA.
Marinha francesa apreende pesqueiro brasileiro com cocaína no Caribe
Lidiane 10 de fevereiro de 2026
Barco com 1,4 tonelada de droga estava em alto-mar; 3 tripulantes foram entregues à Polícia Federal em Fortaleza
A Marinha Francesa apreendeu 1.375 kg de cocaína em um barco pesqueiro brasileiro em águas internacionais no Oceano Atlântico em 1º de fevereiro de 2026. O barco estava perto da costa da Martinica, território francês no Caribe.
O sistema de localização do barco estava desligado no momento da abordagem. Não havia bandeira, mas o registro indicou que era uma embarcação brasileira. Uma amostra da droga foi reservada para análise. O restante foi jogado no mar sem embalagens.
Havia 3 tripulantes brasileiros a bordo. Eles foram transportados a Fortaleza em uma fragata da Marinha Francesa e entregues à PF (Polícia Federal) em 5 de fevereiro de 2026. Os nomes dos investigados não foram divulgados. Eles estão presos no Ceará.
A polícia havia compartilhado informações que resultaram na operação. Em janeiro de 2026, comunicou às autoridades francesas rotas suspeitas de serem usadas no transporte de drogas por organizações criminosas. Também participam da cooperação a DEA (Drug Enforcement Administration), dos Estados Unidos e a NCA (National Crime Agency), do Reino Unido.
Imagem de pesqueiro brasileiro com cocaína apreendido pela Marinha Francesa no Caribe próximo à Martinica feita com equipamento militar
Cocaína em pesqueiro brasileiro apreendido pela Marinha Francesa no Caribe próximo à Martinica
PIB brasileiro pode crescer US$ 9,3 bi com acordo Mercosul-UE, diz Ipea
Lidiane 9 de janeiro de 2026
Pesquisa do Ipea indica crescimento de 0,46% na economia até 2040; crescimento proporcional é superior ao dos outros países
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 0,46% até 2040, o equivalente a US$ 9,3 bilhões –cerca de R$ 50 bilhões na cotação atual. O dado é de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluído no início de 2024. Eis a íntegra (PDF – 3 MB).
O Brasil aparece como principal beneficiário econômico do tratado entre os países analisados. O crescimento proporcional da economia brasileira (0,46%) superaria tanto o dos demais países do Mercosul (0,2%) quanto o da União Europeia (0,06%) no mesmo período.
O estudo do Ipea estabelece comparações entre cenários econômicos com e sem a implementação do acordo comercial. Na área de investimentos, o Brasil registraria aumento de 1,49% em comparação ao cenário sem acordo, vantagem superior à dos demais integrantes do Mercosul (0,41%) e da UE (0,12%).
Na balança comercial, o ganho brasileiro chegaria a US$ 302,6 milhões. Os demais países do Mercosul teriam US$ 169,2 milhões, enquanto a União Europeia registraria queda de US$ 3,44 bilhões, conforme o estudo.
O setor agropecuário do Mercosul seria especialmente beneficiado com a implementação do acordo. As tarifas de importação seriam eliminadas para 77% dos produtos enviados à UE, favorecendo principalmente carnes suína e de frango, pecuária bovina, frutas e vegetais.
O levantamento do Ipea indica que alguns setores brasileiros poderiam sofrer impactos negativos, entre eles os de equipamentos elétricos, máquinas, produtos farmacêuticos, têxteis e produtos metalúrgicos.
ENTENDA
As negociações que levaram a esse pacto comercial remontam a junho de 1999, quando ocorreu a 1ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, do Caribe e da União Europeia, no Rio de Janeiro. Segundo o Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), essa cúpula foi responsável por impulsionar os esforços entre o Mercosul e a UE para elaborar um tratado bilateral com o objetivo de promover uma integração maior entre os 2 blocos.
O pacto busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
Nesta 6ª feira (9.jan), a maioria dos Estados-membros da União Europeia aprovou o acordo comercial. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria expressaram oposição, enquanto a Bélgica se absteve. Os votos foram confirmados por escrito, segundo a Reuters. As capitais da União Europeia tinham até as 17h (horário de Bruxelas, na Bélgica –13h em Brasília), para apresentar quaisquer objeções.
Para a aprovação, a Comissão Europeia precisava do apoio de pelo menos 15 dos 27 países integrantes, que representassem pelo menos 65% da população. A iniciativa teve apoio de países importantes do bloco europeu, como Alemanha e Espanha.
Na 5ª feira (8.jan), o presidente Emmanuel Macron (Renascimento, centro) já havia anunciado que a França votaria contra. Disse que os benefícios do acordo seriam “limitados para o crescimento francês e europeu” e que não justificavam “expor” setores agrícolas importantes para o país.
A Irlanda também já havia sinalizado oposição ao tratado. O vice-primeiro-ministro Simon Harris (Fine Gael, centro-direita) disse que as medidas adicionais propostas pela UE “não são suficientes para satisfazer” seus cidadãos.
Próximos passos
O texto segue agora para o Parlamento Europeu. Se houver o aval, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, deverá viajar ao Paraguai para assinar o documento com o bloco sul-americano na 2ª feira (12.jan).
O Paraguai assumiu a presidência rotativa do Mercosul, que estava com o Brasil até 20 de dezembro de 2025.
Regulamento da empresa cita nominalmente sanções ou embargos administrados pelo Ofac
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes está proibido de usar o cartão Elo, de bandeira brasileira. O regulamento para a entrada de um banco ao arranjo de pagamento Elo não permite atender clientes que tenham sido sancionados pelo governo dos Estados Unidos e cita nominalmente o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA). Leia a íntegra (PDF – 1 MB).
A informação foi publicada primeiro pelo jornalista Fernando Nakagawa. Foi justamente o Ofac que anunciou, em 30 de julho de 2025, que Moraes havia sido punido com a Lei Magnitsky. O trecho que cita o escritório consta no inciso 3 do artigo 230:
“É vedado aos Participantes estabelecer ou manter relação com qualquer cliente que seja ou venha a ser objeto de sanções econômicas ou financeiras ou embargos comerciais impostos, administrados ou executados de tempos em tempos pelo governo dos Estados Unidos da América (incluindo sanções ou embargos administrados pelo OFAC ou pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América), ou pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, União Europeia ou Tesouro do Reino Unido”.
De acordo com informações veiculadas na mídia brasileira, o Banco do Brasil cancelou o cartão de Moraes com bandeira Mastercard –uma empresa norte-americana. A instituição teria sugerido uma alternativa: um cartão com bandeira Elo –uma empresa brasileira.
Todos os 8 setores analisados apresentaram resultados negativos, com móveis e eletrodomésticos liderando as retrações
O IVS (Índice do Varejo Stone) registrou uma queda de 4,2% nas vendas do comércio brasileiro em junho de 2025. Na comparação com junho de 2024, a retração foi de 4,6%. O 1º semestre de 2025 fechou com uma diminuição de 0,5% em relação ao 2º semestre do ano anterior. Todos os 8 setores analisados apresentaram resultados negativos no mês.
Por canal de venda:
- Comércio digital: queda de 4,5% em junho e de 10,6% no comparativo anual;
- Lojas físicas: recuo de 3,4% no mês e de 4% no ano.
Os setores sensíveis à renda, como supermercados e farmácias, também recuaram:
- Queda mensal: 3,7%;
- Retração anual: 3,4%;
- Recuo semestral: 0,2%.
Entre os segmentos dependentes de crédito, que incluem itens de maior valor como móveis e eletrodomésticos, os resultados foram:
- Queda mensal: 3,9%;
- Retração anual: 5%;
- Diminuição semestral: 0,3%.
As maiores quedas mensais por setor foram registradas em:
- Móveis e Eletrodomésticos: -6,4%;
- Material de Construção: -6,3%;
- Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico: -4,3%;
- Supermercados, Alimentos, Bebidas e Fumo: -3,7%;
- Artigos Farmacêuticos: -2,8%;
- Tecidos, Vestuário e Calçados: -2,3%;
- Combustíveis e Lubrificantes: -1,7%;
- Livros, Jornais, Revistas e Papelaria: -0,3%.
Na comparação anual, apenas Livros, Jornais, Revistas e Papelaria apresentaram crescimento, com alta de 1,5%. Os piores desempenhos foram:
- Móveis e Eletrodomésticos: -8,7%;
- Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico: -6%;
- Material de Construção: -5,8%.
Na análise regional, apenas 4 Estados registraram crescimento anual:
- Amapá: +4,5%;
- Tocantins: +3,8%;
- Roraima: +3,7%;
- Pernambuco: +0,4%.
Os maiores recuos foram observados em:
- Rio Grande do Sul: -14%;
- Amazonas: -7%;
- Mato Grosso do Sul: -6,5%;
- Rio Grande do Norte: -6,1%;
- Alagoas e Maranhão: -4,8% cada;
- Distrito Federal: -4,9%;
- Paraná: -4,7%;
- Santa Catarina: -4,6%.
Outros Estados com quedas expressivas foram Rio Grande do Norte (-6,1%), Alagoas e Maranhão (ambos com -4,8%), DF (Distrito Federal) (-4,9%), Paraná (-4,7%) e Santa Catarina (-4,6%). Rio de Janeiro (-4,1%), Ceará (-3,6%), Mato Grosso e Piauí (-2,3%), São Paulo (-2,2%), Bahia (-1,9%), Minas Gerais (-1,7%), Espírito Santo (-1,6%), Goiás (-1,4%), Pará (-1,1%), Rondônia (-1%), Acre (-0,8%), Sergipe (-0,5%) e Paraíba (-0,4%) também apresentaram resultados negativos.
Segundo Guilherme Freitas, economista e cientista de dados da Stone, os dados de junho indicam perda de ritmo da economia. Apesar da queda no desemprego e da criação de empregos formais, o consumo das famílias segue pressionado pelo comprometimento da renda com dívidas, o que afeta diretamente o varejo. Ele afirma que a desaceleração da inflação parece estar mais ligada à fraqueza da atividade econômica do que a uma melhora estrutural, e que o cenário de desaceleração vem se consolidando, embora ainda seja necessário acompanhar os próximos meses para confirmar essa tendência.
Itamaraty confirmou que Thiago Ávila está em Tel Aviv; veleiro que seguia rumo a Gaza foi interceptado por Israel
O Ministério das Relações Exteriores confirmou que Thiago Ávila, brasileiro que estava a bordo do barco Madleen junto com a ativista Greta Thunberg e levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza, voltará ao Brasil. A embarcação foi interceptada por Israel no domingo (8.jun.2025).
Uma nota divulgada pelo perfil oficial do Itamaraty no X (ex-Twitter) explica que Thiago está em Tel Aviv e que funcionários da embaixada brasileira em Israel estão no aeroporto para prestar apoio ao ativista.
A secretária-geral do ministério, a embaixadora Maria Laura da Rocha, recebeu a mulher de Thiago, Lara Souza, no Itamaraty na 2ª feira (10.jun). A reunião foi acompanhada pelas deputadas Erika Kokay (PT-DF) e Natália Bonavides (PT-RN).
“A secretária-geral reafirmou o compromisso nacional com o Estado da Palestina, reconhecido pelo Brasil em 2010, e sublinhou a importância da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA), cuja Comissão Consultiva será presidida pelo Brasil”, disse o Itamaraty.
ENTENDA
O governo de Israel interceptou no domingo (8.jun) o barco Madleen, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. A embarcação transportava, além de Greta Thunberg e Thiago Ávila, outros 10 ativistas e uma carga de ajuda humanitária destinada à população do enclave.
Thiago é ativista e foi candidato a deputado federal pelo Psol nas eleições de 2022. É integrante do comitê diretor da Freedom Flotilla Coalition, coalizão internacional que organiza missões marítimas com o objetivo de romper o bloqueio imposto à Faixa de Gaza por Israel. A embarcação Madleen é uma pelas quais a Freedom Flotilla é responsável.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a autoria da ofensiva. Afirmou que o “iate de selfies” das “celebridades” está a caminho, em segurança, das costas israelenses e declarou que todos os tripulantes devem retornar aos seus países.
“Enquanto Greta e outros tentavam encenar uma provocação na mídia, cujo único propósito era ganhar publicidade –e que incluía menos de um caminhão de ajuda—, mais de 1.200 caminhões de ajuda entraram em Gaza vindos de Israel nas últimas duas semanas. Além disso, a Fundação Humanitária de Gaza distribuiu cerca de 11 milhões de refeições diretamente para civis”, disse o ministério.
“Há maneiras de entregar ajuda à Faixa de Gaza –elas não envolvem selfies no Instagram”, declarou. O ministério afirmou ainda que os donativos do navio serão transferidos para Gaza por canais humanitários “reais”.
Abertura de Novos Mercados na Coreia do Sul e Guatemala Impulsiona Exportações do Agronegócio Brasileiro
Lidiane 8 de fevereiro de 2025
O Brasil segue avançando com sua estratégia de expansão comercial internacional e acaba de alcançar novas aberturas de mercado na Coreia do Sul e na Guatemala. Essas conquistas são mais um reflexo do fortalecimento do agronegócio brasileiro, que continua a se expandir em mercados estratégicos da Ásia e América Central, ampliando sua presença em mercados altamente competitivos.
A Coreia do Sul e a Guatemala são mercados-chave para produtos como grãos, café, frutas e produtos lácteos, e a abertura de novos mercados nos dois países representa um crescimento significativo nas exportações agropecuárias brasileiras. Com a ampliação dessas oportunidades comerciais, o Brasil fortalece sua posição como um dos principais fornecedores de alimentos e insumos agropecuários para o mercado global.
Abertura de Mercado na Coreia do Sul: Gergelim Brasileiro Ganha Acesso ao Mercado Asiático
O governo da Coreia do Sul autorizou a exportação de gergelim brasileiro, um produto que tem crescido consideravelmente na produção agropecuária nacional. O gergelim, que é amplamente utilizado em uma variedade de produtos alimentícios, ganha agora acesso a um mercado importante no continente asiático, que é reconhecido por sua demanda crescente por produtos alimentícios de alta qualidade.
Em 2024, a Coreia do Sul importou mais de US$ 2,85 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para cereais, carnes, oleaginosas e grãos. A exportação de gergelim representa uma nova oportunidade para os produtores brasileiros, que agora poderão atender a uma demanda crescente por sementes de gergelim de qualidade superior. Esse mercado oferece grande potencial de crescimento para as exportações brasileiras, já que a Coreia do Sul continua a expandir sua indústria alimentícia e sua demanda por insumos agropecuários.
Abertura de Mercado na Guatemala: Oportunidade para a Indústria de Alimentos e Insumos
Na Guatemala, a autoridade sanitária do país também autorizou a exportação de gelatina e colágeno produzidos no Brasil, abrindo uma nova oportunidade para o setor de insumos alimentícios e farmacêuticos. A Guatemala, com uma economia crescente e uma população que consome uma quantidade crescente de produtos alimentícios processados, se torna um mercado importante para os produtores brasileiros de gelatina e colágeno.
Em 2024, o Brasil exportou US$ 248,9 milhões em produtos agropecuários para a Guatemala, com destaque para produtos florestais, cereais e oleaginosas. A exportação de gelatina e colágeno será um impulso significativo para o comércio com a Guatemala, além de fortalecer a posição do Brasil no setor de insumos alimentícios e farmacêuticos, com produtos de qualidade superior.
Diversificação e Crescimento das Exportações Brasileiras
Com a abertura de mercados na Coreia do Sul e na Guatemala, o Brasil consegue diversificar ainda mais sua pauta de exportações, atendendo à crescente demanda por produtos de alta qualidade no mercado internacional. Esses dois novos mercados fazem parte de uma estratégia maior do governo brasileiro de expandir suas relações comerciais com países em mercados emergentes e desenvolvidos, oferecendo uma gama de produtos que variam desde sementes e grãos até insumos alimentícios e produtos farmacêuticos.
Além disso, a abertura desses mercados coloca o Brasil como um fornecedor confiável e estratégico de produtos agropecuários, o que fortalece ainda mais as parcerias comerciais com esses países e amplia as oportunidades de negócios para os produtores brasileiros. A diversificação das exportações também oferece uma proteção contra flutuações econômicas e de mercado, pois o Brasil passa a ter acesso a uma ampla gama de mercados.
Desafios e Oportunidades para o Setor Agropecuário Brasileiro
Apesar das grandes oportunidades, o Brasil ainda enfrenta desafios no comércio internacional, como as barreiras comerciais impostas por alguns países, as exigências sanitárias rigorosas e a concorrência internacional. No entanto, o agronegócio brasileiro continua a se destacar pela qualidade de seus produtos e pela capacidade de inovação.
A sustentabilidade e o compromisso com práticas agrícolas responsáveis são fatores que colocam o Brasil em uma posição de liderança no mercado global. O país tem investido fortemente em tecnologias agrícolas sustentáveis, garantindo que a produção agropecuária continue a crescer, sem comprometer os recursos naturais. Essa qualidade e responsabilidade são fatores essenciais para superar os desafios e garantir o sucesso contínuo das exportações.
Conclusão: Brasil Avança no Comércio Internacional e Consolida sua Posição no Mercado Global
A abertura de mercados na Coreia do Sul e na Guatemala é mais um marco no crescimento do agronegócio brasileiro. O Brasil continua a expandir suas exportações para mercados estratégicos, diversificando sua pauta de produtos e ampliando suas oportunidades comerciais. Com o aumento da demanda internacional por produtos sustentáveis e de alta qualidade, o Brasil tem todas as condições de continuar a ser um líder global na produção e exportação de alimentos e insumos agropecuários.
Essas novas aberturas de mercado no mercado asiático e latino-americano representam um grande passo na integração do Brasil com o comércio global, ampliando as oportunidades de negócios e consolidando o país como fornecedor confiável de produtos agropecuários.
O corpo do fotógrafo mineiro Flávio de Castro Sousa, de 36 anos, foi localizado no rio Sena, em Paris, na França. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou a informação. O brasileiro estava desaparecido desde 26 de novembro do ano passado.
No sábado (4/1), o corpo foi encontrado. De acordo com amigos, a polícia francesa trabalha com a hipótese de que o fotógrafo tenha se afogado, pois não foram identificados indícios de violência.
Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o Consulado-Geral do Brasil em Paris recebeu a confirmação da morte de Flávio na quinta-feira (9).
“O Itamaraty, por meio do Consulado em Paris, está em contato com os familiares e permanece à disposição para prestar assistência consular”, destacou a pasta.
Flávio, que residia em Belo Horizonte, havia chegado à capital francesa em novembro de 2024. Ele tinha passagem marcada para retornar ao Brasil no mesmo dia em que desapareceu. Frequentemente, o fotógrafo visitava a Europa a trabalho.
Formado em artes plásticas pela Escola Guignard da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Flávio era sócio da empresa Toujours Fotografia, junto com Lucien Esteban. Nas redes sociais, ele se apresentava como Flávio Carrilho de Castro e expressava sua paixão pela fotografia analógica. As últimas postagens do fotógrafo ocorreram no dia 25 de novembro, um dia antes de seu desaparecimento.
Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de decomposição do corpo ou o momento exato em que Flávio pode ter se afogado. Nem o Itamaraty nem amigos esclareceram as circunstâncias que levaram ao incidente.
No mês de dezembro, a polícia francesa realizou buscas em hospitais e necrotérios. As bagagens de Flávio foram examinadas por um adido da Polícia Federal do Brasil na França. Paralelamente, amigos e familiares se mobilizaram para buscar informações que ajudassem a localizar o fotógrafo.
”Nenhum estado brasileiro concede subsídios para moradia como o Governo de Goiás” afirma Daniel Vilela
Lidiane 27 de julho de 2024
Famílias de Aparecida de Goiânia receberam 1.452 cartões de Aluguel Social e 133 escrituras de imóveis da cidade
Cerca de 1,4 famílias de Aparecida de Goiânia foram beneficiadas nesta sexta-feira (26/07) com o recebimento dos cartões do programa Aluguel Social, do Governo de Goiás. Durante cerimônia que marcou a entrega dos auxílios, realizada no Ginásio de Esportes Bernardino Dias da Silva, nesta sexta-feira (26/07) o vice-governador do Estado, Daniel Vilela destacou a importância de ajudar as pessoas mais vulneráveis a arcar com os custos de moradia, com o repasse mensal de R$ 350 por 18 meses.
“O Aluguel Social é um programa inteligente que governador Ronaldo Caiado determinou sua criação para atender pessoas que, momentaneamente, estão dificuldades financeiras de arcar com aluguel e não tem condição de adquirir um imóvel. São mais de 60 mil pessoas beneficiadas em todo o Estado. Nenhum estado brasileiro concede subsídios para moradia como o Governo de Goiás”.
Para receber o benefício, é preciso morar na cidade há, pelo menos, três anos, não possuir imóvel próprio e estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo Federal. Com os 1.452 cartões entregues nesta sexta-feira, o total de beneficiários no município chega a 4.085 famílias, desde a criação do programa.
Segundo o vice-presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab) – pasta que gere o programa – Wendel Garcia, o Aluguel Social “permite que a renda da família fique descomprometida num momento de maior vulnerabilidade. São contempladas famílias de todas as regiões goianas, que temos percorrendo entregando os benefícios”.
Além de conceder os cartões do Aluguel Social, o Governo de Goiás entregou 133 escrituras de imóveis nos setores Madre Germana I e II, Jardim Tiradentes, Independência e Colina Sul.
Casa própria
Ainda em discurso, o vice-governador anunciou que, além do Aluguel Social, o Governo de Goiás está investindo para oferecer casa própria aos aparecidenses.
“A Caixa (Econômica Federal) vai financiar 700 novos apartamentos neste município, cujas obras devem começar no fim do ano, com previsão de término em 18 meses. Vamos entregar essas moradias com subsídios do Governo do Estado de Goiás”.
Daniel também destacou que os beneficiados desta sexta-feira (26/07) podem ser contemplados, futuramente, com as unidades habitacionais que vão ser construídas e concedidas gratuitamente. “Podem ter certeza, há um trabalho forte para que pelo menos o número de beneficiários dobre. Vocês serão a prioridade para receber esses imóveis. Vamos fazer todo o esforço, contem comigo”, disse para o público do ginásio que participava da solenidade.
Aluguel Social
Escolhida para receber de forma simbólica o cartão do Aluguel Social durante a solenidade, Maria Aparecida Ferreira, de 40 anos, não conseguia encontrar palavras para descrever a felicidade. Mãe de cinco filhos, ela está desempregada e cuida de crianças para ter uma renda. “Agora, vou conseguir pagar o meu aluguel, no Setor Vera Cruz. (O benefício) vai ajudar muito a economizar e poder gastar com alimentação e material escolar dos meus filhos”, afirmou com a caçula Maria Julia no colo.
A dona de casa Dayanne Rodrigues da Silva Cardoso, de 36 anos foi outra beneficiada. Desempregada, ela é mãe de duas filhas e depende, unicamente, do auxílio do INSS no valor de um salário mínimo, recebido pelo marido, afastado do trabalho por problemas na coluna. “Somos quatro pessoas que vivem com apenas a renda do meu marido. Meu aluguel está atrasado há dois meses e, agora, vou conseguir pagar”, comemora.
Vice-Governadoria – Governo de Goiás



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