10 de março de 2026
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No período da tarde, desta sexta-feira, 12, foi realizada a segunda etapa do seminário sobre os desafios das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). O evento teve lugar no auditório 1, do Palácio Maguito Vilela. A iniciativa do evento partiu do vereador de Goiânia Major Vitor Hugo (PL), em parceria com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego).

O vereador comentou que “a realização do evento só foi possível graças à receptividade do presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), e também do deputado Gustavo Sebba (PSDB), que articulou para que a gente pudesse utilizar o espaço aqui”.

Hugo explicou que a ideia do seminário foi fruto da audiência pública realizada na Câmara Municipal de Goiânia (CMG), para discutir assuntos relacionados ao TEA com mães e responsáveis. O resultado foi a aprovação do projeto de lei nº 293/25, de autoria do vereador, que obriga as escolas a criarem uma sala de apoio às crianças do espectro autista, para dar suporte em momentos de crise. 

“O projeto de lei foi aprovado e encaminhado ao prefeito para sanção, e diz respeito à imposição para cada escola municipal ter uma sala de apoio às crianças em momentos de crise, para que possam receber prioridade de atendimento psicossocial e voltarem mais calmas para casa”, explicou o parlamentar.

Período vespertino 

Após o almoço, foi iniciada a primeira mesa temática, para tratar a respeito da legislação estadual vigente. Como mediador estava o advogado Erick Tapajós, vice-presidente da Comissão de Direitos da Pessoa com Deficiência (CDPCD) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-GO). Participaram das palestras, com ele, a advogada Lídia Rezende Valadão, membro da CDPCD, da OAB-GO; e o advogado Fabrício Abrão, especialista em direito dos autistas, atuante há mais de 25 anos na área. 

Em seguida, foi aberta a mesa redonda de saúde, para discutir temas relacionados à diagnóstico e tratamento. Fizeram parte da apresentação o médico otorrinolaringologista Fernando Martins Cruvinel e a médica psiquiatra Bruna Maia, especialista na infância e adolescência, pelo Hospital de Ensino Albert Einstein, e em transtorno de neurodesenvolvimento. 

Ao ser perguntada sobre a busca de diagnósticos tardios do autismo, especialmente por pessoas adultas, Maia explicou que, em razão das descobertas de novos critérios de diagnóstico, é possível perceber melhor as nuances do TEA. “Por se tratar de um espectro, as manifestações são diferentes. Antes, a gente achava que o autista era aquela pessoa que não fazia contato nenhum, num quafro conhecido como autismo grave”.

A psiquiatra apontou: “Contudo, essa é só uma das facetas do autismo do nível de suporte três. Hoje, a amplificação do diagnóstico permite identificar com mais clareza os níveis mais leves, um e dois, que suportam um nível de dependência emocional menor”. 

Período matutino

Os debates foram estruturados em quatro mesas temáticas: saúde, educação, transporte e direito. O objetivo foi proporcionar uma abordagem multidisciplinar sobre diagnóstico, intervenção, direitos, rede de proteção, gestão escolar e boas práticas pedagógicas voltadas às pessoas com o transtorno.

No período da manhã, especialistas da área de educação fizeram parte de mesa temática, para discutir sobre o fortalecimento das políticas públicas para a formação continuada dos profissionais da educação e a ampliação dos serviços essenciais destinados às pessoas com TEA e suas famílias.

Entre os debatedores estava a professora Rossana Duarte, como moderadora, especialista em educação especial inclusiva e neuropsicopedagoga; Isabel Pereira Rocha, representante da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME); e Elisabete Clara de Lima, psicopedagoga, especialista em psicomotricidade, TDAH, dislexia e mãe atípica; 

Já para tratar sobre o tema transporte e os desafios da acessibilidade, foram convidados para compor a mesa temática a diretora da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Adriana Reis, representando o secretário Coronel Luiz Alberto Bites; Flavia Xavier, representando a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC); e Luis Thiago, especialista em segurança no trânsito e inteligência artificial, supervisor do Centro Operacional de Trânsito (COT), representando a Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito (SET).

O evento teve o apoio da Superintendência de Identificação Humana da Polícia Civil, que emitiu a Carteira de Identidade Nacional (CIN) – o novo RG.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Projeto de lei da deputada Rosângela Rezende (Agir), que busca facilitar o diagnóstico precoce do autismo, aguarda parecer das secretarias de Estado de Relações Institucionais (Serint) e da Saúde (SES) sobre sua viabilidade. O processo com a medida cumpre período de diligência às pastas em virtude de voto em separado do líder do Governo, deputado Talles Barreto (UB), que foi confirmado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). 

A propositura de  nº 8131/24  autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa Itinerante Carreta DIA, para tornar mais acessível o diagnóstico precoce do transtorno do espectro autista (TEA) em Goiás. 

“O diagnóstico do transtorno do espectro autista tem sido uma demanda crescente em nossa sociedade, e a dificuldade de os pais obterem esse diagnóstico, bem como um laudo a respeito, agrava a situação da família que tem a suspeita do distúrbio, pois passa a conviver com a angústia da incerteza e o consequente retardo nas medidas adequadas aos portadores do TEA”.

A legisladora aponta que a Carreta DIA, composta por profissionais, equipamentos e meios necessários para o encaminhamento, vem ao encontro desse anseio de milhares de pais e mães que precisam de uma política pública para incrementar a compreensão e as novas perspectivas de relação com o espectro.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Está sob análise da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) o projeto nº 26056/24, que institui a campanha para investigação e diagnóstico do transtorno do espectro autista (TEA) em adultos e idosos do Estado de Goiás. Assinada pelo deputado Lineu Olimpio (MDB), a medida aguarda a indicação de seu relator pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).

A campanha tem como objetivo sensibilizar a população e os profissionais de saúde sobre a existência do autismo em indivíduos que não foram diagnosticados na infância, conscientizando e destacando a importância do diagnóstico e do tratamento para a melhoria da qualidade de vida. Ademais, pretende capacitar os profissionais de saúde para reconhecerem os sinais e sintomas, diferenciando o TEA de outras condições de saúde mental e comportamental, além de promover, sempre que necessário, o encaminhamento para serviços especializados em diagnóstico e suporte, com foco na inclusão e no bem-estar.

Os órgãos competentes de saúde, em conjunto com os centros de atenção psicossocial (CAPS) e outros estabelecimentos de saúde pública, deverão divulgar, de forma contínua, informações sobre o autismo em adultos e idosos, por meio de folhetos informativos, campanhas midiáticas e treinamentos voltados aos profissionais. E deverá incluir a realização de eventos periódicos, seminários e oficinas para ampliar o conhecimento da população e dos profissionais.

De acordo com a justificativa da matéria, embora o diagnóstico de TEA seja frequentemente realizado na infância, estudos recentes mostram que muitos indivíduos, especialmente aqueles com sintomas leves ou comórbidos, permanecem sem diagnóstico até a fase adulta ou idosa. Isso ocorre, em grande parte, devido à falta de conhecimento e de práticas de triagem apropriadas para o público adulto.

O parlamentar destaca que a criação de uma campanha voltada para o diagnóstico do autismo em adultos e idosos no Estado de Goiás não apenas se alinha com as diretrizes nacionais, mas também responde a uma demanda específica por inclusão e equidade na saúde pública. A implementação de campanhas de conscientização e diagnóstico é uma forma de suprir essa lacuna, garantindo que adultos e idosos com TEA possam ter acesso ao suporte necessário para uma vida digna e integrada.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Delegacia de Rio Verde — Foto: Ana Paula Azevedo/TV Anhanguera

Um homem de 60 anos foi preso suspeito de estuprar cinco crianças da mesma família e uma vizinha adolescente, que é autista, em Rio Verde, no sudoeste do estado. Segundo a Polícia Civil, os estupros eram cometidos há 26 anos, iniciando com três sobrinhas da esposa que, na época, tinham entre 9 e 10 anos.

O idoso foi preso na última segunda-feira (24). O g1 não conseguiu localizar a defesa dele até a última atualização desta reportagem. Durante depoimento à polícia, o suspeito permaneceu em silêncio.

A investigação aponta que o crime contra a vizinha aconteceu em maio deste ano, quando a mãe da adolescente, vizinha do suspeito, viu o idoso acariciando a garota. Segundo o delegado responsável pelo caso, Carlos Roberto, a mãe da adolescente questionou os atos, e, ao relatar o que tinha acontecido para a família do idoso, surgiram novas denúncias.

“Ela flagrou essa cena inusitada e questionou ele. Ele disse que era um mal entendido, mas essa notícia se espalhou na família. As vítimas começaram a aparecer e contar os abusos sofridos. A partir da primeira vítima, que já era adulta, foram aparecendo as outras” contou o delegado.

O delegado informou que as três vítimas, que foram estupradas em 1998, há 26 anos, são primas e que, ao saber do fato relacionado a vizinha adolescente do idoso, questionaram suas filhas sobre o suspeito. Ao serem questionadas, as duas meninas, que são menores de idade, responderam às mães que também foram vítimas de abuso por parte do idoso.

“Assim, já são duas gerações diferentes da mesma família que foram vítimas deste homem. Então nós somamos seis vítimas, cinco da mesma família e a vizinha. Estão todos ali no mesmo ciclo social”, afirmou o delegado.

Segundo a Polícia Civil, as mulheres afirmaram em depoimento que os abusos aconteciam em momentos de distração, quando estavam sozinhas. A polícia acredita que, neste prazo de 26 anos, o idoso tenha feito outras vítimas.

O homem foi preso preventivamente após a Justiça acatar o pedido da Polícia Civil. O idoso está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde.

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Professora cria máquina de lavar de papelão para atrair o foco de aluno autista em Araçu

A professora Elaine Garcia criou uma máquina de lavar roupas feita de papelão para atrair o foco de um aluno de 7 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Araçu, na região noroeste de Goiás. A decisão de fazer o brinquedo ocorreu depois de Elaine perceber que Pedro dos Santos sempre perguntava sobre o item.

“Todos os dias, ele perguntava: ‘Você tem máquina de lavar? Qual é sua máquina?’. Aí, eu pensei: Alguma coisa tem de diferente”, contou a professora à TV Anhanguera.

Assim, Elaine passou a elaborar atividades para atrair a atenção do aluno com a chamada “máquina da sabedoria”.

“Ele consegue ter uma interação maior, compartilhar, viver a pausa. Podemos trabalhar com números, porque há uma quantidade de roupas que ele colocou, quais são as cores das roupas. Então, a partir disso, eu montei um plano pedagógico individualizado para ele”, relatou Elaine.

Aluno com ‘máquina da sabedoria’ criada por professora em Araçu, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Segundo a Elaine, que é pedagoga, sua atuação com o aluno é resultado de enxergar o que Pedro precisava. “O direito de inclusão é deles. Nós não podemos tirar esse direito deles”, afirmou.

De acordo com a família do aluno, a mudança na abordagem teve resultados positivos.

“Essa máquina de lavar avançou muito o conhecimento dele. Para a gente que é pai de uma criança com autismo, ver uma obra de arte dessa, não tem preço”, elogia Gustavo Henrique dos Santos, pai de Pedro.

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Professora cria plano pedagógico com máquina de lavar de papelão para aluno autista — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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